4 de mai. de 2011
Assim será o futuro?
Como será nosso dia a dia com a tecnologia? Afinal, de que forma a informação nos chegará e como vamos usá-la? Você já imaginou? Nem precisa, tem gente por aí pensando por nós, 24 horas. Vamos ver o que acontecerá? O que você diz sobre esta realidade? Será que estamos muito longe?
Assista e opine
Fonte: http://goo.gl/HVBNz
28 de nov. de 2010
O Futuro da Internet - Um filme por Simon Hergueta
Algumas ideias sobre o Futuro da Internet e a forma como poderá influenciar a nossa vida no futuro...Ficção Científica ou Realidade?
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
12 de mai. de 2010
Educopédia e NAVE
Nesse final de semana participei do projeto Educopédia, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, lá no Colégio Estadual José Leite Lopes ou mais conhecido como NAVE – Núcleo Avançado de Educação que é uma parceria do Governo do Estado do Rio de Janeiro com a Oi.

Mas voltando ao projeto do Educopédia, que é um projeto do Subsecretário de Projetos Estratégicos Rafael Parente, fiquei encantado com o método de seleção utilizado pela equipe da UFRJ e do Instituto Oi Futuro, através da Organização Oi Tonomundo, pois foge do tradicional exame de currículo e parte para o que cada um realmente pode fazer. No método proposto por eles efetivamente poderá se avaliar o que cada um tem para dar ao projeto Educopédia. Além de ter tido a sorte de ficar em dois grupos (especialista e grupo de trabalho 1) muito legais, mas gostaria especialmente de agradecer as professoras Renata e Lenita que foram fantásticas nas contribuições e minha nota para elas é 10.
Viva o novo.
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
9 de jul. de 2009
Novos tempos, novos profissionais
Alexandre Mendes
Um assunto que gosto muito de conversar é sobre o impacto das novas tecnologias em nossas vidas, sobre o que estamos vivenciando no dia-a-dia e não nos damos conta, sobre a transposição de uma linha imaginária entre passado e futuro, bastando para isto ver como mudaram as comunicações e a sociedade, por exemplo. O mundo está mudando, ele diminuiu, e muitos conceitos mudaram, como o trabalho, o tempo e o espaço.
Neste ritmo rápido de mudanças, quantos nomes surgem em nossa mente: século XXI, Internet, relações comerciais diferenciadas, globalização, diferenciação, a "nova empresa" ou empresa “inteligente”, automatização, voz do Cliente.
Hoje vemos profissionais trabalhando sem o esquema tradicional de alocação e sim com tarefas a serem cumpridas, sem a obrigatoriedade de horários rígidos e dias previamente acordados. Este profissional trabalha em seu microcomputador, via Internet, em conjunto com outro colega de sua equipe, sem problemas de horário (fuso horário) e de local (um em cada país, por exemplo), desenvolvendo mais um projeto para a empresa.
O profissional agora precisa ter outra mente, postura e atitude, procurando o tal diferencial. Por outro lado a empresa quer um funcionário versátil, que compartilha o seu conhecimento pensando no todo. Agora eles passam a ser "sócios", ficando claro para ambos que existe uma forte dependência , que deverá ser tratada da melhor maneira. Hoje as empresas sabem que precisam gerenciar o seu ativo mais precioso e mais cobiçado - o conhecimento.
Há muito se investe em pesquisa do perfil do cliente, de forma a conquistá-lo seja através de ofertas, prêmios, descontos ou novos produtos. A empresa, ao ter em suas mãos informações do cliente, passa a tratá-lo como um valioso bem. Ela quer retê-lo o maior tempo possível e sabe que isto não é das tarefas mais fáceis. O importante agora não são só os dados pessoais, mas também seus gostos, preferências e estilo. É preciso conhecê-lo, surpreendê-lo, conquistá-lo.
Mas afinal, o que é conhecimento? Pelo o que vimos até agora, fica claro que ele toma importante papel na Organização e o momento atual é de criar, descobrir, pesquisar. Mas como lapidar tal "diamante"? Como transformar informação em conhecimento? Como disponibilizar este conhecimento de forma que um outro indivíduo possa facilmente acessá-lo? Podemos separar informação e indivíduo?
Até!Fonte: http://imasters.uol.com.br/artigo/3684/tendencias/novos_tempos_novos_profissionais/
7 de jul. de 2009
Hiperinflação de conteúdo: e se a gente não aguentar mais?
Ana Amélia Erthal
Imagine que não aguentamos mais conviver com tanto conteúdo, que nossa atenção ficou tão reduzida que não conseguimos mais nos concentrar em nada com profundidade, que os estímulos nos interrompendo a todo instante em tantas mídias diferentes eram tantos que ... não conseguimos ler os jornais, acompanhar os twitts, ver os filmes na TV, não respondemos e-mails, não olhamos nossos blogs e portais favoritos, não acompanhamos as séries, não damos mais conta de tanta informação... e, por fim, não resistimos à cultura contemporânea do excesso.
Se esse cenário existisse, a primeira providência seria banir o direito da leitura. Sim, porque afinal de contas, ler faz mal. Ou como diz o nosso caríssimo presidente Lula, "ler dá azia". Claro que tudo isso é uma brincadeira, mas serve pra gente pensar mais um pouco sobre a Era do Excesso de informação, que já esteve nessa coluna algumas vezes.
O filme Fahrenheit 451 faz uma leitura bem legal e mostra exatamente esse cenário em que a leitura é proibida. Ele foi adaptado do livro de Ray Bradbury e conta a história de um tempo no futuro em que o trabalho dos bombeiros era destruir livros. As pessoas "deduram" as outras e os bombeiros vão até as casas, procuram os livros proibidos, juntam tudo e depois incendeiam. Em vez de apagar, os "firemen" acendem o fogo, já é bem curioso. O filme tem esse nome porque é essa a temperatura em que o papel queima e embora seja antigo, tem um roteiro bem inteligente. É engraçado ver a revista/ jornal que mais parece um quadrinho, mas sem nenhuma letra, aliás, não há inscrição nenhuma em todo o filme, a não ser nos livros proibidos.
Outra passagem muito legal é a do comandante dos bombeiros explicando para o operador de lança-chamas porque é que os livros são perigosos para a mente humana e como eles nos tornam diferentes um dos outros. Para efeito de análise, podemos aplicar esse conceito dele para as outras mídias e conteúdos também: como nos diferenciamos por eles?
Eu preparei uma pequena edição de quatro minutos. Na primeira parte há o ritual de queimar livros e na segunda, o discurso do comandante, veja:
Então, o que achou? Se quiser saber mais sobre cultura do excesso, leia também esse artigo no blog do Encontro de 2 Mundos.
Up the Webwriters!
6 de jul. de 2009
Eu vi o Homem na Lua: 40 anos
Já fazem 40 anos desde aquele dia em que vi um montão de pessoas na sala da minha casa. Perguntei ao meu pai o que estava acontecendo e ele falou:
- Meu filho o que está acontecendo é história. O homem chegou a lua.
NASA/Newsmakers/Getty Images
Parei e fiquei olhando ali meio incrédulo, pois como o homem pode ir a lua, mas os meus olhos me mostravam que sim. Desde então acalentei o sonho de ser um astronauta, alias sonho de qualquer garoto na infância. Usar aquela roupa maneira, viajar de foguete (ou funete, né mãe?) e poder ir a onde ninguém mais foi.
Ralph Morse/Time Life Pictures/Getty Images
Em 20 de julho de 1969, aparelhos de televisão em todo o mundo transmitiram a mesma imagem indistinta: Neil Armstrong descendo a escada do Módulo de Pouso Lunar Eagle e tocando a superfície da Lua com sua bota. A frase dele, "um pequeno passo para um homem, um salto imenso para a humanidade", tornou-se uma das mais conhecidas na história. O famoso pouso foi um final triunfante para a corrida espacial.
MPI/Getty Images
Mas aquele momento histórico na superfície da lua foi resultado de muitos anos de esforços dos programas espaciais norte-americano e soviético. Os astronautas que primeiro desceram à superfície da Lua tiveram de viajar 383 mil quilômetros para chegar ao seu destino, sobreviver ao severo ambiente lunar e voltar para casa são e salvo. Não foi uma tarefa fácil.
MPI/Getty Images
Até hoje, apenas 12 pessoas - todas homens e todas integrantes do programa espacial dos Estados Unidos - caminharam na Lua. Mesmo com toda a tecnologia do século 21, a profissão de astronauta ainda é conhecida como carreira para poucos e destemidos bravos. Mas se os astronautas de hoje podem ser considerados homens corajosos, o que dizer daqueles que sem qualquer garantia de sobrevivência, e a troco de quase nenhum dinheiro, deram os primeiros passos da humanidade rumo ao espaço na década de 40?
Vencedor de 4 Oscar, Os Eleitos narra a história do pioneiro programa Mercury e seus astronautas: nomes como Shepard, Grissom, Glenn, Carpenter, Schirra, Cooper e Slayton, os primeiros americanos a viajarem com suas primitivas naves espaciais rumo a uma nova fronteira.
Antes deles, porém, os livros de histórias falam sobre o lendário Chuck Yeagar, o homem que muito antes das luzes da fama se voltarem para os "espaçonautas", se tornou o primeiro homem a quebrar a barreira do som pilotando o admirável X-1. Sam Shepard (como Yeager), Dennis Quaid, Barbara Hershey, Fred Ward e muitos outros, fazem desta divertida e arrebatadora saga humana, algo tocante e envolvente. Os Eleitos é um entretenimento emocionante, em todos os seus preciosos momentos.
A cena deles caminhando todos juntos dentro do galpão é uma das mais bonitas já filmadas. Assista o trailer do filme e depois corra para locadora.
Isso mostra o tão importantes são os sonhos. Eles devem ser sempre alimentados. O mundo é de quem sonha, acredita e realiza.
Mas tem uma coisa que eu gostaria muito de saber:
O que você estava fazendo nesse dia?
Me conte a sua história.
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
29 de jun. de 2009
Uma visão contemporânea do professor do futuro e o uso da informática educativa na escola

Vivemos num mundo, onde em muitos aspectos e parecido com o mundo em que viveram os nossos pais e avós. Muitas invenções feitas nesse século estão disponíveis a todos, em quase todos os setores da vida humana.
Os computadores, a internet e outras tecnologias relacionadas à telecomunicação encontram-se em quase todos os ambientes dos quais o ser humano esta presente. É como não podia deixar de ser a escola e em particular a educação está sofrendo com esse avanço tecnológico.
Atualmente estamos assistindo a uma revolução cultural que se caracteriza pelo amplo uso das tecnologias da informação e comunicação. O conhecimento é um fator importante de produção nessa sociedade.
Ainda que não pareça tão evidente para alguns, essas mudanças estão presentes no nosso dia a dia, transformando o mundo em que vivemos todo dia um pouquinho mais. Para alguns de nós educadores, elas podem não parecer tão importantes ou significativas, mas de alguma forma esse avanço tecnológico está mudando o nosso jeito de aprender e ensinar.
Nos tempos atuais, a escola não pode ser conformar com o simplesmente ensinar a ler e escrever, como único mecanismo de superação pessoal. Se quisermos que nossos alunos tenham oportunidades na sociedade, nos devemos assumir o nosso desafio de levá-los a um novo patamar.
O mundo esta se confrontando com o nascimento de uma nova era, um novo sistema social, em que o conhecimento, o acesso e as aptidões para usar as novas tecnologias serão o elemento-chave da economia, da geração de riquezas e principalmente com a educação.
Se não tomarmos a responsabilidade de formar nossos alunos para que sejam inseridos na “sociedade da informação”, estaremos relegando eles, ou melhor, condenando eles as piores condições ou a exclusão social.
Se ignorarmos o que esta acontecendo no mundo, se, por medo ou por acreditar que é algo muito distante de nós, ou ficarmos indiferentes e não nos prepararmos, estaremos condenados a ser vitimas passivas daquilo que outros decidirem.
A única maneira de assumir essas mudanças com responsabilidade é compreendê-las. E bom que integremos essa tecnologia para transformar o mundo, para nos divertimos e, também, para transformar a própria tecnologia.
O mundo está mudando e também deve mudar a educação que damos aos nossos alunos, para que enfrentem e se desenvolvam nesse mundo onde o domínio e a transformação de informação em conhecimento, onde as redes sociais formam e define quem você é dentro desse mundo novo. Para isso precisamos estar preparados, motivados e capazes de levá-los, ou melhor, ir com eles a esse futuro que já chegou.
Eu costumo me perguntar por que devemos usar tecnologia na escola e a resposta é sempre uma pergunta: Por que queremos que a escola seja moderna? Possivelmente, ainda que isso pareça impensável para alguns, não interessa que a escola seja moderna ou atual.
A escola não precisa estar na moda, no sentido fashion da palavra seus ou no sentido top da tecnologia, mas o que interessa é a escola conseguir os seus objetivos: formar integralmente seus alunos, capacitando-os para que se insiram no mundo moderno para que eles sejam protagonistas, os senhores dos seus destinos, de suas vidas e se transformem em agentes de mudança social.
Propor o uso do computador nas escolas despertou grande interesse, mais ainda gerou uma expectativa em todos os segmentos da educação. Criou-se um mito de que apenas a chegada dos computadores nas escolas ocasionaria uma grande revolução no sistema de ensino, uma revolução da qualidade educativa, com a qual se conseguiria cumprir os objetivos da educação que a sociedade esperava e que precisava.
Quando acreditamos que os aparelhos têm em si o poder de gerar esta mudança, sentimos que tais equipamentos nos enganaram que não cumpriram a promessa de “modernizar” e “melhorar” a qualidade de nossa educação. Os computadores são meios e não o fim.
O erro esta em pensar que eles são “varinhas mágicas”, e que a sua simples presença na escola basta para transformar a realidade de uma instituição educativa. O certo é de que não existe formula mágica para enfrentar o problema a partir de outra perspectiva de ação.
O sistema educativo e a escola são processos culturais. A escola não é o agregado de coisas que formam o “edifício escolar”. A escola é uma instituição social, na qual se somam pessoas (professores, alunos e funcionários), normas e processos sociais. E uma mudança na escola instituição passa por uma profunda revolução educacional.
Uma nova visão sobre o que se pretende nessa mudança deve partir primeiro sobre o modo de como se ensina, se aprende, se avalia e se compartilha e como se constrói essa relação onde todos são agentes de aprendizagem.
Precisamos deixar de ver os computadores e a internet como “coisas que chegam” e que são eles que tem efeito sobre os nossos alunos e sobre a escola. Essas ferramentas, sim eles são apenas ferramentas, que só produziram algum efeito na escola, se nos professores, que construímos a vida na escola, nos apropriarmos dela, transformando-as em recursos a favor da aprendizagem e integrando-as aos outros recursos disponíveis.
A informática educativa supõe o uso das tecnologias da informação e comunicação com intencionalidade pedagógica, integrando-as como recursos dentro do planejamento do processo de aprendizagem. Simplificando utilizar os computadores para que os alunos aprendam algo. A peça chave desse processo é a intencionalidade pedagógica com a qual se realiza a atividade.
Desta maneira, o professor aparece como o elemento chave. Ele é encarregado de fazer uso de tais recursos tecnológicos para atingir seus objetivos. Ele decidirá a hora, os conteúdos, os níveis e as possibilidades na utilização do computador, já que o professor e ele que tem a visão do processo educativo que está desenvolvendo com seus alunos,
Durante algum tempo, ouvi-se que os professores iam ser substituídos pelo computador. Isso não passa de algo sem sentido, pois diferentemente da indústria, onde a maquina substituiu o trabalhador por causa de seu trabalho repetitivo, na educação o professor não será substituído, pois o trabalho do educador é muito diferente de uma repetição mecânica ou automática.
A não ser em casos onde o professor se limita a transmitir informação e a avaliar a memória de seus alunos, nesse caso seja possível a sua substituição por uma maquina, que também pode transmitir informação e avaliar a memorização.
O professor deve assumir a inserção da tecnologia não na escola inteira, mas nas suas aulas. Para isso ele precisa de formação, apoio e acompanhamento pedagógico. Ele deve ir se apropriando progressivamente dessas tecnologias, pensando num minimalismo tecnológico onde controlar e dirigir o processo de inserção dessas ferramentas é fundamental para o sucesso do uso dos recursos.
Para que os computadores tenham o efeito que esperamos dentro da educação, é necessário que nós, que construímos o processo educativo, tiremos proveito deles, transformando-os em instrumentos a serviço de nossos fins: uma educação libertadora para aqueles setores excluídos da sociedade.
Para isso é preciso pautar as ações em fundamentos de se usar a informática dentro dos ambientes escolares. São essas ações:
* Informática a serviço da aprendizagem
* Professor ativo
* Compromisso afetivo
* Liderança do professor
* Contextualizada
* Adaptável a diferentes infra-estruturas
* integrada a sala de aula
* Equipe coordenadora comprometida
* Projeção na comunidade
Pautando nesses princípios acima a busca por uma melhor qualidade na educação, se torna palpável, pois oferece inumeráveis vantagens para fazer da escola um espaço aberto a novos conhecimentos, novos processos de ensino, a novos espaços de participação e colaboração com outras escolas, em contextos sociais e culturais diferentes.
Isso exige de nós educadores, novas habilidades para oferecer a nossos alunos novas oportunidades de aprendizagem. Para isso o professor deve tomar decisões pedagógicas acertadas com respeito a como e quando inserir a tecnologia na sala de aula. Trata-se de pensar o que queremos fazer com os nossos alunos, para depois utilizar as metodologias e os recursos para consegui-los.
Novamente citando os computadores são um meio e não um fim em si mesmo. São os recursos didáticos dentro de uma proposta de educação, que visa a formação da pessoa em todas as suas dimensões, possibilidades e capacidades para transformá-lo em dono do seu próprio desenvolvimento.
Isto nos convida a mudar o papel de transmissor de conhecimentos para o gestor de aprendizagem. A figura do transmissor de conhecimento e da importância da memorização vai perdendo força.
Trata-se, definitivamente, de ir banindo a escola enciclopédia e memorizadora para promover, com força, uma escola que ensina a aprender e ensina a pensar. Uma escola que será um pilar da construção da nova cultura requerida pelas mudanças cientificas, tecnológicas e culturais. Essa realidade, portanto exige que nós inovemos os objetivos e metodologias pedagógicas, pois diante dessas novas habilidades, a didática deve se adequar, permitindo espaços de interação com a informação, de forma critica permanente e autónoma.
Precisamos entender que escola deve ser a responsável pela formação não somente de seus estudantes, mas também de suas famílias, de professores, das pessoas em seu entorno e da comunidade de educação. Formar para integrar e consolidar diferentes possibilidades de parcerias usando para isso todos os recursos disponíveis.
Criar uma rede de conhecimento que descentralize da escola o saber. Assim, os professores podem aprender com as crianças, as famílias, com os professores, a comunidade, com as famílias e a escola, com a comunidade criando assim uma teia de saberes e conhecimentos.
Robson Freire
Coordenador do Núcleo de Tecnologia Educacional de Itaperuna – NTE Itaperuna
9 de jun. de 2009
Eu, professora, me confesso?

Maria Helena Ramalho| 2008-05-20
Ainda acalento o sonho de "ser professora de...", de ser parte integrante e integrada de uma comunidade que quer construir algo de positivo e que sabe dizer não a farsas!
Eu, professora com 50 anos de idade e no 29.º ano de serviço, me confesso "transportada" repentinamente para um tempo e um contexto que não são os meus.
Um tempo, algures entre um passado, que felizmente já não vivi como docente (o de ditadura), e um futuro ainda muito confuso, em que tudo parece acontecer a um ritmo alucinante e com trajectórias pautadas pela irregularidade e imprevisibilidade.
Um contexto, em que as condições materiais e espaciais escolares são das menos favoráveis de toda a minha carreira (apesar do tão falado "choque tecnológico"), em que a estrutura educativa e escolar está de tal modo verticalizada e a cadeia de transmissão de informação tão extensa e difusa que os fenómenos de entropia marcam o quotidiano, abrindo caminho a uma opacidade nada favorável a ambientes construtivos e colaborativos.
Eu, professora por opção e vocação, confesso colocar em causa o meu papel na escola de hoje. Por temperamento e circunstâncias diversas, sempre tive uma postura discreta (excessivamente, segundo alguns), sempre me bastou o carácter sedutor e gratificante de cada aula, de cada encontro pedagógico com os meus alunos. Quando o mérito era reconhecido por pares e por superiores hierárquicos melhor, mas nunca foi (nem é) essa a preocupação da minha vida profissional. Hoje, as circunstâncias do encontro pedagógico estão tão condicionadas e são, por vezes, tão violentas, que dificilmente se consegue fruir o momento, se consegue encantar e ser encantado. Quanto ao reconhecimento do mérito por terceiros, o clima que se está a instalar na(s) escola(s) leva-me a recear que não só tenha menos probabilidade de acontecer como, pior ainda, possa a subserviência vir a ser considerada `mérito'.
Eu, professora, confesso saber ler, interpretar, detectar incongruências... pensar. Confesso saber (no sentido, também, de `estar convencida') que o ensino-aprendizagem para qualquer ser humano (aluno, professor...) tem de ser faseado e tem de fazer sentido, sob pena de não ocorrer verdadeira aprendizagem. Assim, ninguém vive dignamente a sua profissão numa cadência desenfreada de alterações profundas, num sistema top-down e em cascata, com a agravante das incongruências se sucederem ao mesmo ritmo das orientações/determinações superiormente emanadas. Na melhor das hipóteses sobrevive-se à custa de manipulação de dados e de subversão de princípios.
Eu, professora, me confesso (ainda) disposta a lutar para que a escola se paute pela seriedade e dignidade, pelo binómio ensinar-aprender, num contexto de formar e crescer. Ainda acalento o sonho de "ser professora de...", de ser parte integrante e integrada de uma comunidade que quer construir algo de positivo e que sabe dizer não a farsas!
Eu, professora, me questiono...
- Contribuí para este estado da situação? Espero que não.
- Fui conivente com ele? Talvez em parte, por omissão e desorientação nos primeiros meses do meu "reencontro" com a escola.
- Posso alterá-lo? Quero acreditar que sim, certa de que só o poderei fazer se não estiver isolada. Afinal, a escola somos nós (também) que a fazemos!
Fonte: http://www.educare.pt/educare/Actualidade.Noticia.aspx?contentid=4DAC20983055309EE04400144F16FAAE&opsel=1&channelid=0
8 de jun. de 2009
A Escola tem futuro?
O futuro da Escola está para lá das pequenas mediocridades e dos tiques de arrogância que algumas circunstâncias sustentam.
Todos sabemos que tem!
Onde está o futuro da Escola?
Está nos jovens, nas crianças e nos pais que todos os dias a procuram; na população adulta que quer saber mais; nos desajustados que desejam ser reconvertidos; nos arrependidos que cobiçam reiniciar um novo ciclo da sua vida; nos que não tiveram oportunidade (porque a vida também sabe ser madrasta) e agora buscam o alimento do sucesso; na sociedade e no Estado que já não sabem (e não podem...) viver sem ela e, sobretudo, pressente-se nos professores e educadores que são a alma, o sal e o sangue de que se faz todos os dias essa grande construção colectiva.
A Escola é uma organização muito complexa... É paixão e movimento perpétuo. É atracção e remorso. É liberdade e prisão de sentimentos contraditórios. É mescla de angústias e espontâneas euforias. É confluência e rejeição. É orgulho e acanhamento. É todos e ninguém. É nome e chamamento. É hoje um dar e amanhã um rogar. É promoção e igualdade. É mérito e inveja. É jogo e trabalho. É esforço, suor e emancipação. É convicção e espontaneidade. É responsabilidade e comprometimento com todos os futuros. É passado e é presente. É a chave que abre todas as portas das oportunidades perdidas. É acolhimento, aconchego, colo e terapia. É a estrada do êxito, mas também um percurso inacabado, que nos obriga a voltar lá sempre, num fluxo de eterno retorno.
Porém, também acontece muitas vezes ser o pião das nicas, o bombo da festa, o bode expiatório, sempre e quando aos governos dá o jeito, ou lhes apetece.
Sobre a Escola, há governantes que aprenderam a mentir: sabem que ainda não foi inventada qualquer instituição que a possa substituir. Sabem ainda que os professores são os grandes construtores de todos os amanhãs. E, por isso, têm medo. Medo, porque a Escola é das poucas organizações que todos os governantes conhecem bem. Habituaram-se a observá-la por dentro, desde a mais tenra idade. E, por essa razão, sabem-lhe o poder e a fatalidade de não ser dispensável, silenciável, transferível, aposentável, exonerável ou extinguível. Então, dizíamos, têm medo e, sobre ela, mentem.
Mentem sobre a Escola e sobre os professores. Todos os dias lhes exigem mais e dizem que fazem menos. E não é verdade.
Em relação à Escola e aos professores, a toda a hora o Estado, a sociedade e as famílias se descartam e para aí passam cada vez mais responsabilidades que não são capazes (ou por comodismo não querem...) assumir. Hoje, a Escola obriga-se a prevenir a toxicodependência, a educar para a cidadania, a formar para o empreendedorismo, a promover uma cultura ecológica e de defesa do meio ambiente, a motivar para a prevenção rodoviária, a transmitir princípios de educação sexual, a desenvolver hábitos alimentares saudáveis, a prevenir a Sida e outras doenças sexualmente transmissíveis, a utilizar as novas tecnologias da comunicação e da informação, a combater a violência, o racismo e o belicismo, a reconhecer as vantagens do multiculturalismo, a impregnar os jovens de valores socialmente relevantes, a prepará-los para enfrentarem com sucesso a globalização e a sociedade do conhecimento, e sabe-se lá mais o quê...
Acham pouco? Então tentem fazer mais e melhor... E, sobretudo, não coloquem a auto estima dos professores abaixo dos tornozelos com a divulgação pública de suspeitas infundadas e eticamente inadmissíveis.
É que não há Escola contra a Escola. Não há progresso que se trilhe contra os profissionais da educação. Não há políticas educativas sérias a gosto de birras e conjunturas que alimentam os egos pessoais de alguns governantes. Não há medidas que tenham futuro se não galvanizarem na sua aplicação os principais agentes das mudanças educativas: os educadores e os professores.
O futuro da Escola está para lá das pequenas mediocridades e dos tiques de arrogância que algumas circunstâncias sustentam.
A Escola, tal como a conhecemos, é uma invenção recente da humanidade. Mas não é um bem descartável, de uso tópico, a gosto de modas e de pseudo conveniências financeiras e orçamentais. A Escola vale muito mais que tudo isso. Vale bem mais do que aqueles que a atacam. Vale por mérito, por serviço ininterruptamente prestado, socialmente avaliado e geracionalmente validado.
Sim, a Escola tem muito e indiscutível futuro. E é tão tranquilo saber isso...
Fonte: http://www.educare.pt/educare/Actualidade.Noticia.aspx?contentid=62035D6B275D6D51E0400A0AB8004AFA&opsel=1&channelid=0
2 de jun. de 2009
A escola "daquele tempo"
É muito comum ouvir alguém com mais de 40 anos dizer, com tom nostálgico, que a escola pública "do meu tempo" tinha qualidade, que os professores ensinavam para valer, que os alunos tinham disciplina ou que as escolas particulares eram uma opção apenas para os alunos mais fracos.
Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo IBGE (www.ibge.gov.br) dá bem uma noção de como a escola pública era um privilégio de poucos no passado.
Segundo o IBGE, em 1940, o Brasil tinha 3,3 milhões de estudantes no primário, secundário e técnico (equivalentes hoje ao ensino fundamental e médio). O número de brasileiros em idade para estudar em um desses níveis de ensino, no entanto, era muito maior: 15,5 milhões de pessoas de 5 a 19 anos de idade.
Isso significa que os estudantes efetivamente na escola representavam apenas 21% da população em idade escolar. Em 1960, essa porcentagem subiu para 31%, mas continuou muito baixa. Somente em 1998 o país chegou próximo de ter todos os jovens e crianças na escola: 86%.
Para não ficar só nos números, qualquer pessoa pode comparar o elitismo da escola pública no passado comparando fotos. Reparem só como as fotos de escolas públicas do passado apresentam apenas crianças de cor branca, bem vestidas, com uniformes impecáveis.
Hoje, felizmente, a escola pública, pelo menos no ensino fundamental, se massificou. Nela, há pobres, pretos, filhos de analfabetos, enfim, crianças que não encontravam lugar na escola "daquele tempo".
Apesar de não haver estatísticas que possam comprovar essa tese, é bem provável que a escola pública tenha mesmo perdido qualidade. Isso aconteceu quando ela teve que abrir as portas para a população mais pobre. Quando ficou democrática, do ponto de vista do acesso, ela perdeu também em qualidade.
Hoje, o grande desafio é garantir qualidade para todos. Impedir, por exemplo, que as crianças cheguem à quarta série sem saber ler e escrever. E antes que alguém coloque a culpa no sistema de ciclos (onde não há reprovação todo ano), vale dizer que ele existe apenas a partir da década de 90 e representa existe em pouco mais de 10% do total de escolas. Nossas crianças não estão aprendendo, seja em ciclos, seja em sistemas seriados, seja em qualquer outro sistema que tenha sido massificado.
A comparação com o passado é desejável quando se acredita que é possível voltar a ter qualidade na escola pública. É preciso tomar cuidado, no entanto, para não deixar de considerar que estamos comparando duas escolas bem diferentes. Uma que, no passado, atendia aos ricos e outra que, atualmente, atende a todos.
Para resumir, eu simplificaria a questão dizendo que nosso sistema público melhorou muito porque passou a atender a todos, mas falhou ao não conseguir manter para esses novos estudantes a mesma qualidade do ensino que dava aos filhos da elite no passado.
Nota sobre o autor: Antônio Gois é repórter da Folha de S.Paulo.
Fonte: http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/a_gois/index.htm
26 de mai. de 2009
O professor do futuro próximo
Como será o professor do futuro?
Vejo o professor do futuro como alguém que poderá estar vinculado a uma instituição predominantemente, mas não exclusivamente. Participará de inúmeros momentos de cursos em outras organizações, de orientação de pesquisas em diferentes lugares e níveis. Desde qualquer lugar poderá conectar-se com seus alunos, vê-los e falar com eles. Haverá programas que facilitem a gestão de grupos grandes e de grupos menores a distância. As conexões serão com fio e sem fio. Poderá entrar em contato com seus alunos durante uma viagem de avião, na praia ou de outro país.
O professor será multitarefa, orientará muitos grupos de alunos, dará consultoria a empresas, treinamento e capacitações on-line, alternando esses momentos com aulas, orientações de grupos, desenvolvimento de pesquisas com colegas de outras instituições. A ciência será cada vez mais compartilhada e desterritorializada. Os pesquisadores não precisarão morar perto, o importante é que saibam trabalhar juntos virtualmente, que saibam cooperar a distância, que tenham espírito cooperativo mais do que competitivo. Em determinadas áreas do conhecimento, como em exatas ou biológicas, nas quais os projetos dependem de experimentação física e laboratorial, haverá maior necessidade de contato, de trocar mais informações estando juntos do que em outras áreas, como em humanas, nas quais a flexibilidade espaço-temporal será maior.
O professor está começando a aprender a trabalhar em situações muito diferentes: com poucos e muitos alunos, com mais ou menos encontros presenciais, com um processo personalizado (professor autor-gestor) ou mais despersonalizado (separação entre o autor e o gestor de aprendizagem). Quanto mais situações diferentes experimentar, estará mais bem preparado para vivenciar diferentes papéis, metodologias, projetos pedagógicos, muitos ainda em fase de experimentação.
Quanto menor for a criança mais tempo permanecerá junto às outras fisicamente para aprender a conviver, a interagir, a viver em grupo. O acesso virtual pelas crianças será complementar. À medida que a criança for crescendo, porém, aumentará também o grau de virtualização audiovisual da aprendizagem. Na fase adulta, o predomínio do audiovisual virtual será muito mais forte. Não deixaremos nosso trabalho para estudar ou para ensinar, a não ser em momentos iniciais para conhecer-nos e nos finais para avaliar o processo. Os Congressos terão forte componente de comunicação virtual. Mas nada impede que as pessoas viajem fisicamente até o local para conhecer lugares, pessoas, conviver. Em muitos casos a participação será on-line, a distância, conectados audiovisualmente.
Fonte: E-Proinfo e http://midiasnaeducacao-joanirse.blogspot.com/2009/02/o-professor-do-futuro-proximo.html
21 de abr. de 2009
A Escola forma gente para futuro ou para o passado?
Olá Amigos
Encontrei esse vídeo no site Rede Vivo Educação - A Sociedade em Rede e a Educação e adorei, pois ele vem complementar o que temos discutido por aqui. Este vídeo foi apresentado no Seminário A Sociedade em Rede e a Educação no dia 19/03 que registra o pré-evento realizado no dia 18/03. O pré-evento envolveu alunos de escolas públicas, privadas, participantes de projetos sociais, professores e pais. Vídeo foi produzido pela equipe da Eletrocooperativa. Vamos a ele então:
Ele disse alguma coisa que eu e vocês não sabíamos?
Não.
Então por que nada muda?
Ou melhor por que as mudanças são tão pequenas que quase não as percebemos?
De sua opinião.
Participe
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
12 de mar. de 2009
O fim dos jogos educacionais
Luciana Vicária
É indicado para crianças de 6 a 11 anos.
Vai custar R$ 30
Um leitor atento pode encontrar na imagem acima uma escova de dentes, um botão, uma xícara e um bastão. Mais disfarçados na tela estão um garfo, uma colher, um alienígena que lê, uma vela, a palavra gruta e um jacaré escalador. Todos camuflados em um dos cenários submarinos do jogo Achados e Perdidos, que será lançado em outubro no Brasil.
A proposta de achar objetos parece simples, mas treina a lógica e a compreensão de texto, afirma uma pesquisa da Universidade Harvard que avaliou o jogo. O game foi criado pela empresa líder mundial em tecnologia educacional, a americana Scholastic Corporation, a mesma que criou o desenho animado Clifford, o Gigante Cão Vermelho, exibido pelo canal Discovery Kids.
No Brasil, Achados e Perdidos chega em parceria com a empresa Divertire, que já importou a série Coelho Sabido, o maior fenômeno de vendas de jogos educativos no país, com cerca de 1 milhão de cópias distribuídas.
Saiba mais
Confira outras telas do jogo Achados e Perdidos
Os jogos educativos representam uma fatia cada vez maior do mercado de games. No ano passado, estima-se que tenham sido vendidas 250 mil cópias para PC. Esse número deverá dobrar em 2009. Poderia ser dez vezes maior, se não fosse a pirataria.
Até pouco tempo atrás, os games eram adotados como atividade de reforço nas escolas. Hoje, são a própria ferramenta de ensino. Colégios públicos estaduais de São Paulo têm uma verba de cerca de R$ 10 mil para investir em softwares educacionais. Escolas privadas do Sudeste contam com pelo menos cinco títulos cada uma. A sorte dos alunos é que os games estão mais divertidos. “Os jogos educativos, antes considerados chatos, disputam espaço com os títulos de entretenimento do mercado”, diz André Penha, presidente da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames). Além de Achados e Perdidos, dois novos jogos provam a tese.
| Operação Cosmos Situações reais narradas por Marcelo Gleiser dão vida ao game para adolescentes de 10 a 14 anos. A licença anual para a escola custa em média R$ 13 mil |
A empresa de softwares Redalgo apostou em um tema que fascina as crianças, o espaço. Lançou neste mês Operação Cosmos: a Ameaça da Gigante Vermelha, um jogo de aventura que teve o roteiro baseado em um conto de ficção científica do físico Marcelo Gleiser. O jogo traz descobertas recentes da Nasa, como os lagos da lua Titan, de Saturno. E detalhes precisos sobre a cor dos corpos celestes. “O céu da lua Europa, que orbita Júpiter, é preto, e não azul, como estava, porque lá não tem atmosfera”, disse Gleiser. O resultado é um jogo realista, com diálogos em quadrinhos e problemas de matemática que se misturam aos desafios espaciais.
O jogador tem a tarefa de resgatar um objeto perdido na lua Europa. A missão se desdobra em outros desafios, que o levam a explorar o espaço. O último deles é salvar o Sistema Solar de uma corporação gananciosa prestes a destruí-lo. O software monitora as ações do usuário e avalia a curiosidade, a destreza e a interpretação de texto do competidor. O desempenho de cada aluno pode ser comparado e servir de alerta para aulas de reforço. Recomendado para crianças de 10 a 14 anos, será vendido apenas em escolas.
| Bichos da Floresta A brincadeira começa com a pelúcia e termina na internet. É indicada para crianças de 3 a 6 anos. Vai custar R$ 99 |
A Positivo Informática investiu em um público ainda mais jovem. Vai lançar neste mês Bichos da Floresta, uma série de cinco pelúcias destinadas a crianças de 3 a 6 anos. Os animais trazem no pescoço uma chave de acesso para um portal educativo na internet. Lá, a criança encontrará jogos que têm seu animal como protagonista. Os desafios numéricos e alfabéticos não exigem habilidade com o mouse. “A idéia é que a criança navegue pelo site com a mesma segurança que interage com a pelúcia”, diz André Caldeira, vice-presidente da Positivo. Os bichos serão vendidos em lojas de brinquedos.
Como escolher o jogo de seu filho |
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| Verifique a faixa etária A criança se sente desestimulada diante de desafios que estão além de sua idade |
| Conheça a temática Alguns jogos são exclusivamente para meninos ou meninas |
| Avalie a qualidade Visite o site do game na internet. Há como testá-lo gratuitamente |
| Confira as especificações técnicas Em geral os jogos são leves, mas exigem no mínimo caixa de som |
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI13331-15201,00-O+FIM+DOS+JOGOS+EDUCACIONAIS.html
10 de mar. de 2009
iPoint 3D: Controle uma Tela 3D com Gestos das suas Mãos!
Encontrei essa reportagem no Digital Drops e fiquei encantando com ela. Imagine controlar uma TV 3D com gestos das suas mãos, sem a necessidade de óculos ou luvas especiais? Parece algo saído de um filme de ficção científica, mas é uma tecnologia de verdade que será apresentada na CeBIT pela Fraunhofer-Gesellschaft.
O iPoint 3D é um gadget com duas câmeras FireWire que reconhece os movimentos das suas mãos e dedos em tempo real e transmite estes dados para o computador. Segundo o pesquisador Paul Chojecki, o sistema responde de forma instantânea sempre que a pessoa na frente da tela mexe as suas mãos.
Esta tecnologia pode ser usada de diversas formas, desde jogos até o ensino de medicina a distância, e como é prática, barata e simples, pode fazer muito sucesso no futuro.
Saiba mais no site da Fraunhofer-Gesellschaft.
Fonte: http://digitaldrops.com.br/drops/2009/02/ipoint-3d-controle-uma-tela-3d-com-gestos-das-maos.html
31 de jan. de 2009
Projeto Cinema no Caldeirão - 24 e 31/01
Escolhi hoje o filme "Eu, Robô" do diretor Alex Proya, que tem como referencia o livro de Issac Assimov, que é uma das minhas referencias literárias o "ilustre editor" aqui se encontrava no Campus Party, que é o maior evento de tecnologia da América do Sul.
A interpretação do Will Smith não compromete o filme, mas seu sentimento entre ser .... nossa quase contei. O filme mostra varias nuances que saber lidar com esse futuro exige muito mais que apenas tecnologia, coisas como amor, amizade, ética e verdade mesmo que antigas continuam na moda.
Vale lembrar que o filme vai passar na TV Globo, segunda-feira na Tela Quente.
Bom filme e boa diversão
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
19 de dez. de 2008
Professor do Futuro e Reconstrução do Conhecimento
Ele fala que a escola é o mais importante caminho para a construção de conhecimento, é nela, que o nosso cérebro é estimulado a trabalhar com o CONHECIMENTO que possuímos anteriormente de freqüentarmos uma instituição escolar, porém, esse processo somente obterá êxito se o aluno realmente compreender o tema e a sua importância, de modo que ele possa tornar-se um não apenas um sujeito integrante, mas também interativo.
O autor ressalta que não é possível promover aprendizagem em sala de aula se o professor não tiver total domínio do conteúdo, sem precisar recorrer constantemente nos livros didáticos que apresentam respostas prontas e únicas para os exercícios, também afirma que: quem estuda com quem não estuda jamais aprenderá estudar.
Demo diz que o livro didático suprime a voz e as inquietudes do aluno não deixando revelar o cidadão que queremos. O poder do livro didático como discurso de verdade, enfatiza o conteúdo a distanciada como um exercício de reprodução e não de formação e/ou criação. Então ele fala que é preciso proporcionar ao aluno atividades que possibilitem estimular seu raciocínio, trazendo as atividades mais perto possível da realidade do educando.
Pedro Demo também faz uma classificação significativa de nove requisitos básicos para que o professor construa o perfil do professor do futuro, ele deve ser:
1) pesquisador;
2) formulador de proposta própria;
3) capaz de por em prática a teoria e teorizar a prática;
4) permanente atualizado em seu conhecimento;
5) aperfeiçoar-se também nos meios tecnológicos;
6) torna-se interdisciplinar;
7) deve ter mestrado;
8) engajado com a cidadania;
9) Professor do futuro é aquele que sabe fazer o futuro.
Estes são os noves requisitos apresentados por Pedro Demo para formar um professor do futuro, e fundamenta suas teorias dizendo que: fizeram futuro as sociedades que souberam pensar, as sociedades que souberam produzir e usar de modo inteligente as energias de conhecimento, a versatilidade autopoética da aprendizagem, a indocilidade da educação.
Fonte: http://www.netsaber.com.br/resumos/ver_resumo_c_45489.html
11 de nov. de 2008
Estamos chegando perto do ‘Minority Report’
Este post é um passeio por idéias e devaneios sobre as tecnologias, do passado e do futuro. Creio que os leitores nunca me viram escrevendo desta forma, mas hoje será diferente. Espero que gostem.
Estava pensando que há pouco mais de 12 anos eu usava um pager, aparelho que permitia apenas receber mensagens curtas de texto. Na época,
já era uma evolução, pois os primeiros pagers apenas apitavam, e seus donos ligavam para uma central de atendimento para pegar o recado. Depois de um tempo eles evoluíram e você recebia um numero de telefone na tela, para poder discar para quem lhe procurava. Uma insanidade, não?
Então comprei meu primeiro celular, era novidade aqui no Brasil. Era da famosa ‘banda B’, um aparelho da Nokia que mais parecia um tijolo, com três baterias, uma mais grossa para viagens, uma “fina” que de fina não tinha nada e uma que vibrava quando o telefone tocava. Essa última era o máximo em tecnologia. O telefone ligava e armazenava contatos.
E eu era feliz com isso.
A tecnologia, e a dependência que temos dela no dia-a-dia cresceu vertiginosamente nos últimos 10 anos. Contei a história do pager e do meu primeiro celular para ilustrar o surgimento do dispositivo que nos tornamos dependentes e é o maior representante desta evolução: o celular.
Eu não gosto de falar de sua evolução, e sim dizer que ele é o dispositivo da convergência. Explico: é um aparelho que nasceu com o propósito simples, que é facilitar a comunicação entre as pessoas.
Só que a comunicação é muito mais do que simplesmente falar. É ler, ouvir, assistir, compartilhar, interagir e muito mais. E foi nesse “aglomerado” que os fabricantes o tornaram. Hoje, muitos celulares simples vêm com câmera digital, sendo possível gravar e enviar vídeos e fotos.
A tecnologia 3G está entrando com força no mercado, trazendo mais interatividade e possibilidades aos celulares, e de certa forma, nos deixando mais dependentes.
Outro ponto importante de ser mencionado é o barateamento dos smartphones, trazendo para qualquer pessoa a possibilidade de ter em suas mãos um equipamento com os principais recursos de um computador convencional, conectado em tempo integral com a internet.
Percebam o que um futuro super próximo nos aguarda: equipamentos portáteis e pessoais, conectados à grande rede, com capacidade de processamento caminhando para o patamar de computadores domésticos – alguns celulares atuais são mais poderosos que o PC que eu usava há oito anos. Com sistema de captação do sinal digital de televisão e podendo fazer uso dos recursos de interatividade que a TV digital oferece. Além de tudo isso, ele ainda faz ligações telefônicas…
As possibilidades são muitas, tantas quantas são as que esbarram em princípios de privacidade e de legalidade:
Por meio do número de identificação do aparelho, é possível conhecer seu dono. Com o recurso de GPS, é possível saber sua localização. Com o cruzamento de dados entre as empresas e as operadoras de telefonia, é possível enviar anúncios para os celulares, personalizados para aquele cliente, anunciando um produto ou serviço que está próximo a ele. Este é apenas um exemplo de aplicabilidade para esta integração.
Outra aplicação plausível seria usar o celular como leitor de códigos de barras – prática comum há anos no Japão - para coletar preços e detalhes dos produtos em um supermercado. O telefone conecta-se a um sistema de pesquisas, informando um comparativo de preços do produto em outros estabelecimentos. É possível até somar os produtos selecionados e ver no final da compra se o consumidor não poderia economizar se fizesse a compra no concorrente.
São apenas duas idéias bem básicas de como as coisas poderão ser dentro em breve, e isso pensando apenas nos celulares.
Saindo um pouco deste mundo, me chamou a atenção em um passado não muito distante, uma cena no filme Minority Report, estrelado pelo Tom Cruise, onde seu personagem manuseia uma tela enorme movendo os arquivos com as mãos, organizando e mesclando informações. Achei aquilo espetacular, e no meio do ano passado a Microsoft apresentou o Surface, que é justamente um sistema rudimentar do que apresentou a ficção de Steven Spielberg.
Podemos observar este mesmo tipo de sistema nos celulares iPhone da Apple ou o LG Viewty, e parece ser uma tendência, eliminando teclados e botões.
O Surface é, de certa forma, tosco, pois o formato de mesa não é algo tão prático, mas o conceito de funcionamento - como manuseio de fotos, transferência automática de filmes e imagens de câmeras e celulares através de conexões Bluetooth - torna a tecnologia do dispositivo algo interessantíssimo para ser aplicado em outros tipos de dispositivos, como TVs de LCD e monitores. Uma aplicação real é demonstrada neste vídeo no Youtube, inclusive anterior ao surgimento do Surface.
Colocar a câmera sobre a mesa, as fotos serem descarregadas automaticamente, você escolhe um de seus álbuns, abre, e vai colocando as fotos nas páginas do álbum e depois mostra as imagens em um slide show diretamente em sua TV… Este cenário é totalmente possível e não me parece distante.
O conceito de fotos e vídeos digitais atualmente está muito atrelado a PCs, as pessoas tiram fotos e fazem filmes em suas câmeras ou celulares e logo pensam em conectá-las a um PC, descarregar,para colocar no Flickr, Orkut ou Youtube. Este cenário irá mudar com dispositivos semelhantes ao Surface.
Claro que por trás dele existe um computador, mas a evolução dos sistemas operacionais e dos conceitos de usabilidade vai fazer parecer que você não está sentado diante de um PC, como está agora neste momento que lê este post.
Até mesmo a forma de assistirmos TV vem mudando muito. Hoje não usamos uma das principais características da TV Digital, sua interatividade. A possibilidade de não sermos meros espectadores e efetivamente participarmos do que ocorre nos programas. Enquetes em tempo real, compra de produtos que aparecem nos programas entre outras serão realidade em breve também.
Falando em TV, existem pessoas pesquisando formas de termos sensação de 3D em TVs convencionais, ou seja, termos a percepção de 3 dimensões em um ambiente de duas. Vejam este vídeo de Johnny Chung Lee, publicado no YouTube há cerca de um ano, onde ele mostra este sistema.
Por fim, pensando em nossas residências, sistemas eletrônicos de controle da casa já são realidade para muitas famílias de classe alta. Controle de luminosidade, controle eletrônico de temperatura, integração com sistemas de segurança online, com a possibilidade de vigilância pela internet, dentre outras funcionalidades de casas realmente inteligentes.
Eu enxergo um futuro muito interessante, onde ficaremos cada vez mais cercados de tecnologias, provavelmente todas embarcadas neste “cara” que hoje chamamos de celular. Enxergo também uma reflexão nas questões éticas e de privacidade, sendo necessário um amplo debate da sociedade sobre os limites de invasão destas novas tecnologias e suas potenciais possibilidades.
E você leitor, o que pensa desta enxurrada de tecnologias, cada vez mais presentes em nossas vidas, Mudando nossa forma de viver e de conviver? Conte sua experiência, e o que pensa para o futuro. Comente agora!
Postado por Fernando Panissi em 15 de Julho de 2008 às 14:48
Fonte: http://colunas.g1.com.br/tiraduvidas/2008/07/15/estamos-chegando-perto-do-minority-report/
30 de out. de 2008
Você domina a tecnologia ou a tecnologia domina você?
Hoje encontrei esse vídeo que ilustra o que está postado no artigo O dilema da primeira infância no século XXI do Professor João Luís de Almeida Machado onde ele questiona se devemos presentear nossas crianças com Brinquedos ou Computadores.
O vídeo levanta uma questão importante: "Quando você chega em casa, o que geralmente faz primeiro? Liga a televisão? Liga o computador? Uma resposta simples e rápida à estas perguntas pode te mostrar sua mínima relação com a tecnologia no seu dia a dia. Acredito que a maioria das respostas seria a televisão e, hoje em dia, o crescente aumento da relação humana com o computador. Alguém pegaria um livro?"
O vídeo estava ilustrando a postagem A Invenção Da Criatura Ou Do Criador? do blog Soprando.net do Professor Wolney Honório Filho da Universidade Federal de Goiás Campus de Catalão-GO. A postagem merece ser lida e discutida pois levanta questões muitos proprias a dependência tecnológica.
Assistam o vídeo, reflitam e depois critique e comente aqui.
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
Fonte: http://www.soprando.net/c/a-invencao-da-criatura-ou-do-criador e http://www.planeta.sitedaescola.com/modules/planet/view.article.php?7817
28 de out. de 2008
A Escola Vista pelo Cinema
FEUSP
1. Por que cinema?
À primeira vista, parece não aconselhável que tratemos de um tema da educação - A Escola - a partir de um referencial não estritamente técnico - O cinema -, mas sim daquele consagrado - As Ciências da Educação. Para nós, entretanto, o cinema cumpre esse objetivo de modo interessante. Os filmes têm sido tratados mais como meios (recursos) e menos como objetos de ensino quando trazidos à escola básica. Raramente são explorados no seu potencial de veículo das representações sociais. Menos ainda no que se refere à pesquisa sobre o imaginário social. (TURNER, 1997)
Para nós, os filmes são uma fonte importante de conhecimento da realidade, porque de algum modo se propõem a “reconstruir” essa realidade – de modo realista, naturalista, surrealista, alienante, engajado etc. Para além da ilustração que podemos recortar nos filmes, vemos também os pressupostos dessa ilustração.(SERRANO apud BITTENCOURT, s./d.)
É nesse sentido que tomamos a expressão “empresa epistemológica” de Xavier (1983) para enformar nossa perspectiva. Entendemos que tomando os filmes que tratam de escola e que têm o professor como protagonista, podemos de certo modo recolher informações sobre as “representações sociais” sobre a escola, ou o que aqui para nós dá na mesma, como o imaginário social representa a escola e a atividade docente.
Poderíamos recolher tais dados em entrevistas com pais, alunos, professores e outras pessoas; poderíamos tomar as leis para delas extrair uma visão sobre docência e escola; poderíamos ir até a literatura e fazê-lo; poderíamos ir até os chamados filósofos da educação e recortar em suas filosofias o “dever ser” para a educação e o educador. Ou seja, poderíamos percorrer as mais variadas formas do discurso pedagógico e nelas encontrar concepções sobre educação, escola e professores. Nosso caminho é outro: não são diretamente as pessoas que compõem esse “social”, nem são as ciências e filosofia da educação tampouco. É um modo, digamos, oblíquo, meio de esguelha, mas acreditamos tão válido ou tão fecundo como qualquer outro.
Não são documentários nem são filmes “de arte”. São filmes bastante comuns, alguns muito convencionais, cheios de “clichês” e soluções também bastante óbvias para os problemas tratados. Raramente avançam por uma via radical. Permanecem em limites suportados pelo público. São filmes de padrão americano e nisso está toda a vantagem – o que para outros pode parecer desvantagem. São filmes, como dissemos, do circuito comercial e por isso, parece-nos, representam melhor esse imaginário social. De certa forma – e isso é nossa hipótese – são condicionados pelo público bastante heterogêneo, não especialista e que assiste a esses filmes como a qualquer outro: de ação, comédias, dramas, suspense etc.. Ora, podemos dizer que há uma solidariedade entre os elementos que compõem os filmes – categorias, conceitos, valores, expectativas, comportamentos – e os que compõem o imaginário social. Os filmes sobre escola estão relacionados com a visão que esse público tem da escola. E aqui adianto um ponto: mesmo nós que vivemos e refletimos sobre esse fenômeno – a educação -, somos surpreendidos ao perceber como compartilhamos certos esquemas, valores, estereótipos e expectativas presentes nos filmes, com o público não especializado e, portanto, “menos crítico”.
A linguagem cinematográfica possui alguns recursos, digamos assim, que permitem que essas relações entre filmes e imaginário social se efetivem. Por exemplo, é possível reconhecer uma identificação entre a vida dos personagens e a nossa vida, ou uma oposição entre os valores de alguns personagens - os vilões, por exemplo - e os nosso valores – ou os recomendados socialmente.(MORIN, 1970) Assim, o filme pode ser uma reconstrução da realidade e o cinema aparece como uma “janela” que nos torna testemunhas da ação. Observem que esta é uma leitura da linguagem cinematográfica, não é a única nem a verdadeira. Tal leitura ainda não existe.
Por outro lado, o cinema opera segundo uma impressão de realidade (METZ, 1972) que favorece aquela identidade ou oposição. Essa impressão de estarmos diante da janela e testemunharmos a ação reforça ou é reforçada pela impressão de realidade que caracteriza os filmes. Quanto mais convencionais tanto mais forte é essa impressão. Observe-se que até os documentários são “construídos” segundo essa impressão de realidade e deles “perdemos” toda a “verdade” da montagem que, se exposta, poderia desfazer ou impedir o mergulho na história. Mesmo o tempo real é usado como recurso pelo cinema, servindo para reforçar aquela impressão de realidade e os sentimentos decorrentes: tensão, angústia, esperança, identificação, oposição.
Outra linha de interpretação poderia dizer, ainda, que o cinema é feito do mesmo material que nossos sonhos. E que essas categorias que aqui apresentamos para compreender os filmes, decorrem primeiro da estrutura dos próprios sonhos. E os sonhos vieram antes do cinema. Ou prenunciaram-nos. Mas aí é toda uma teoria que não exploraremos e nem temos condições de tratar dela, por não ser nossa especialidade.
2. Os filmes
Temos escrito ou participado de eventos que tratam das relações entre educação e meios de comunicação, sobretudo cinema. Aqui vamos apresentar alguns pontos e não trataremos exaustivamente de cada filme ou de todos os possíveis aspectos destacáveis dessas relações. É um grande trabalho e aqui faremos uma introdução ao tema. Uma leitura preliminar, quase exercício ainda.
Para essa breve análise escolhermos quatro filmes que podem ser agrupados dois a dois. Primavera de uma Solteirona e Sociedade dos Poetas Mortos são filmes que tratam de professores que tentam influenciar seus alunos, mas acabam fracassando no seu intento: são demitidos. São professores de carreira. Ao Mestre com Carinho e Sementes de Violência são filmes que tratam da luta de professores contra alunos indisciplinados, que acabam vencendo e continuando na carreira. São não-professores que se tornam professores.
a) A Primavera de uma Solteirona: o título não é bom, parece preconceito. Prime é apogeu, auge, talvez a última primavera, que prenuncia o início dos invernos. É um filme aparentemente simples: trata-se de uma louca que é professora e conduz suas alunas marcada pelo romantismo. Mas não é tão simples assim. Há muita contradição, o que obriga a uma análise mais cuidadosa. O ano é de 1932 e o cenário é uma escola de meninas em Edimburgo. A professora Brodie é comprometida, quer fazer de suas alunas cidadãs, mulheres do século XX, romper com as tradições impostas pela escola, pelos padrões e convenções que fazem da mulher um ser a ser submetido, preparado para o casamento. Brodie propõe o amor para além das convenções sociais – ela não quer se casar, mas manter o seu relacionamento sem compromissos. Mas Brodie é também doutrinadora: “- Faça o que mando e não faça o que faço.”; dona da verdade: “- Quem é o maior pintor italiano?” “- Leonardo Da Vinci, Miss Brodie?” “- Errado, a resposta correta é Giotto!” Quer fazer de cada aluna o reflexo de cada uma de suas facetas: de uma escritora, de outra modelo e amante, de outra qualquer coisa (Mary MacGregor), de outra, que é fria e confiável, agente secreta. Além disso, Miss Brodie é fascista, defende as ações de Mussoline e Franco. Ora se diz oleira que vai moldando suas alunas; ora se diz educadora que vai conduzindo para fora – educar (ex-duco) – as potencialidades que estão dentro das alunas. Talvez o problema seja o sinal ou a direção - para a direita. Mas se fosse outro sinal e outra direção – para a esquerda – e aí nossa identificação seria maior com Miss Brodie? Observe-se que ela está em luta contra uma educação tradicional; e o fascismo ainda representava uma certa expectativa de modernidade contra os velhos regimes e a fraqueza das democracias liberais.
b) Sociedade dos Poetas Mortos: esse filme passou a ser um paradigma para se pensar o professor em luta contra padrões tradicionais de educação. Mas pouca diferença tem (e para pior em termos de clichês) em relação ao anterior. A concepção de poesia do Prof. Keating é discutível. Ele não aceita outras formas de interpretação da poesia que não seja a sua. Pede aos alunos que o chamem de “Meu capitão”. O que isso significa? A formação que ele teve na escola foi condição da sua competência presente? Como pensar essas relações? Por que ele não prepara o aluno Neil para fazer a ruptura? Miss Brodie podia ser confusa porque era romântica, mas o Prof. Keating não é romântico. Mas é também um doutrinador. Isso escapa a quem apenas apresenta o filme com o intuito de combater a chamada escola tradicional. Observe-se que cada um quer ver algo no filme – não tudo, nem as contradições -, mas algo que quer reforçar. Esse filme pode servir para esse propósito. Nós o vemos para outros: por que reviver a Sociedade dos Poetas Mortos se devemos aproveitar o dia? O prof. Keating quer retornar a sua juventude a partir da retomada da Sociedade dos Poetas Mortos pelos seus alunos. É certo que a escola vive no passado. É certo também que todo professor é um vampiro: mantém-se jovem pelo contato com os jovens. Mas o que é formar os outros? É reproduzir-se nos outros?
c) Ao Mestre com Carinho: esse era o filme paradigma anterior ao aparecimento de Sociedade.... O Prof. Thackeray reunia elementos bastante idealizados para nos comover. Não bastasse isso, vinha ainda a música “To sir with Love” para completar o sonho. Fazer de jovens ingleses, em plena era da contestação (1967), jovens conscientes e comportados, úteis socialmente era tarefa difícil. Mas o professor tinha recursos extras: era negro, vinha de uma colônia britânica da América, era engenheiro e não propriamente professor. Tomemos esse último senão transformado em vantagem: por não ser professor de carreira, ele não estava submetido a padrões de comportamento esperados de professores – não fala mal dos alunos, não reclama do salário, não toma educação como um fim -; por ser um profissional do “mundo externo” à escola, ele pode ver a escola como um meio, preparando os alunos para a vida – chega a ensinar-lhes a fazer salada -, nega-lhes a imagem de um professor tradicional, trata-os como adultos e não crianças: inspira-lhes responsabilidade. Mas, como dissemos, o filme é prisioneiro de uma época, é marcado pelo tempo. Nesse sentido, Sociedade... , que retrata uma época anterior, é menos comprometido com o tempo real, trata-se de uma abstração em que o tempo é acidente e não essência. Ao Mestre... não escapa do tempo em que foi feito, perde com isso boa parte da impressão de realidade...
d) Sementes de violência: é a história de um professor, ex-soldado que retorna ao país e busca um emprego numa escola pública do subúrbio. São os anos ’50 e a juventude está passando por um processo de mudança de comportamentos: é o rock’n’roll, são os blue jeans, é o consumo de bebidas, são as experiências sexuais, é a contestação ao sistema representado pela escola e professores. A “indisciplina escolar”, como em nossos dias, talvez seja a expressão que sintetize esses comportamentos ditos desviantes. O momento também marca uma das etapas de implantação de “políticas de inclusão” das populações marginalizadas: negros e latino-americanos. Os jovens se ressentem de uma educação escolar diversa daquela que recebem em seus lares. Lá, na vida privada, as políticas de inclusão não são reconhecidas como naturais na democratização de oportunidades, mas, simplesmente, como desgoverno. Algo semelhante se passa entre os professores: as políticas de inclusão – ou de democratização do ensino – não passam de mecanismos de controle social da violência dos jovens, transferidos da família ou da polícia para os professores. “- A escola é uma grande lata de lixo da sociedade e nossa função é sentarmo-nos sobre a tampa para que o lixo não transborde” ou “- Nós mantemos esses jovens delinqüentes na escola para que as senhoras, mães de família, possam andar em paz pelas ruas da cidade”, diz o professor experiente, em fim de carreira.O professor recém-contratado, Dadier, traz uma novidade consigo: ele não está animado pelos velhos preconceitos nem pensa na escola como um fim em si mesmo. Apesar dos muitos conflitos que vive, consegue vencer: de um lado, combate a liderança negativa – West, um jovem irlandês, envolvido com bebidas e roubo de carros – e valoriza a liderança positiva – Miller, um jovem negro que trabalha como mecânico para ajudar em casa. Ele vence também porque pensa na escola como meio, sobretudo de preparação para a vida. Pois bem, um dos recursos que utiliza para alterar suas relações com a classe é justamente a projeção de filmes, a partir dos quais mantém debates sobre a vida: o certo e o errado, o justo e o injusto, o bem e o mal etc.. Mas o filme, desde o início, desde o discurso lido por um locutor, objetiva o combate à delinqüência juvenil em tom de nacionalismo e militarismo. O professor que foi combater um inimigo externo, volta e deve combater um inimigo interno. O uso do mastro da bandeira no último conflito do filme é emblemático: com ele imobiliza-se o inimigo e restabelece-se a paz e a ordem necessária.
Bibliografia BásicaMETZ, C. A significação no cinema, São Paulo: Perspectiva, 1972.
MORIN, E. O cinema ou o homem imaginário, Lisboa: Moraes, 1970.
SERRANO, J. Epitome de História Universal, Rio de Janeiro: Francisco Alve, 1912, apud BITTENCOURT, C. Cinema, vídeo e ensino de história, São Paulo: mimeo, s/d.
TURNER, G. Cinema como prática social, São Paulo: Ed. Summus, 1997.
XAVIER, I. (org.) A experiência do cinema, Rio de Janeiro: Graal/Embrafilme, 1983.
Filmes
1) Sementes de Violência ( The Blackboard Jungle, 1955), D.: Richard Brooks, com Glenn Ford;
2) Ao Mestre com Carinho (To Sir with Love, 1967), D.: James Clavell, com Sidney Poitier;
3) Primavera de uma Solteirona (The Prime of Miss Jean Brodie, 1968), D.: Ronald Neame, com Maggie Smith;
4) Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society, 1989), D.: Peter Weir, com Robin Williams.
22 de out. de 2008
Respire… enquanto pode
Mickey 3D não é uma animação do Mickey. Muito menos alguma brincadeira criada para o Mickey feio. É uma banda francesa que criou uma animação para o hit de março de 2003, Respire. Dirigido por Jerôme Combe, Stéphane Hamache e André Bessy.
Uma história bem bonitinha, mas que ao mesmo tempo serve como uma denúncia do que estamos fazendo com o meio ambiente, levando-o para sua destruição. Além disso. se você for reparar nas cenas, vai achar que já a viu antes. Isso porque o videoclipe se utiliza de diversas cenas “padrões” de filmes e outros desenhos animados. Mas tudo isso tem um motivo, assista até o final e descubra…
Dica do João Bernardo.
Envie também sua dica de animação para o email@smellycat.com.br
Fonte: http://smellycat.com.br/2008/10/17/respire-enquanto-pode/