12 de mar de 2009

O fim dos jogos educacionais

Esqueça as aulas disfarçadas de brincadeira eletrônica. Três lançamentos mostram que os games didáticos já são tão divertidos quanto os de entretenimento

Luciana Vicária


Achados e Perdidos
O desafio é encontrar objetos em cenários camuflados.
É indicado para crianças de 6 a 11 anos.
Vai custar R$ 30

Um leitor atento pode encontrar na imagem acima uma escova de dentes, um botão, uma xícara e um bastão. Mais disfarçados na tela estão um garfo, uma colher, um alienígena que lê, uma vela, a palavra gruta e um jacaré escalador. Todos camuflados em um dos cenários submarinos do jogo Achados e Perdidos, que será lançado em outubro no Brasil.

A proposta de achar objetos parece simples, mas treina a lógica e a compreensão de texto, afirma uma pesquisa da Universidade Harvard que avaliou o jogo. O game foi criado pela empresa líder mundial em tecnologia educacional, a americana Scholastic Corporation, a mesma que criou o desenho animado Clifford, o Gigante Cão Vermelho, exibido pelo canal Discovery Kids.

No Brasil, Achados e Perdidos chega em parceria com a empresa Divertire, que já importou a série Coelho Sabido, o maior fenômeno de vendas de jogos educativos no país, com cerca de 1 milhão de cópias distribuídas.
Saiba mais

Confira outras telas do jogo Achados e Perdidos

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Os jogos educativos representam uma fatia cada vez maior do mercado de games. No ano passado, estima-se que tenham sido vendidas 250 mil cópias para PC. Esse número deverá dobrar em 2009. Poderia ser dez vezes maior, se não fosse a pirataria.

Até pouco tempo atrás, os games eram adotados como atividade de reforço nas escolas. Hoje, são a própria ferramenta de ensino. Colégios públicos estaduais de São Paulo têm uma verba de cerca de R$ 10 mil para investir em softwares educacionais. Escolas privadas do Sudeste contam com pelo menos cinco títulos cada uma. A sorte dos alunos é que os games estão mais divertidos. “Os jogos educativos, antes considerados chatos, disputam espaço com os títulos de entretenimento do mercado”, diz André Penha, presidente da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames). Além de Achados e Perdidos, dois novos jogos provam a tese.

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Operação Cosmos
Situações reais narradas por Marcelo Gleiser dão vida ao game para adolescentes de 10 a 14 anos. A licença anual para a escola custa em média R$ 13 mil

A empresa de softwares Redalgo apostou em um tema que fascina as crianças, o espaço. Lançou neste mês Operação Cosmos: a Ameaça da Gigante Vermelha, um jogo de aventura que teve o roteiro baseado em um conto de ficção científica do físico Marcelo Gleiser. O jogo traz descobertas recentes da Nasa, como os lagos da lua Titan, de Saturno. E detalhes precisos sobre a cor dos corpos celestes. “O céu da lua Europa, que orbita Júpiter, é preto, e não azul, como estava, porque lá não tem atmosfera”, disse Gleiser. O resultado é um jogo realista, com diálogos em quadrinhos e problemas de matemática que se misturam aos desafios espaciais.

O jogador tem a tarefa de resgatar um objeto perdido na lua Europa. A missão se desdobra em outros desafios, que o levam a explorar o espaço. O último deles é salvar o Sistema Solar de uma corporação gananciosa prestes a destruí-lo. O software monitora as ações do usuário e avalia a curiosidade, a destreza e a interpretação de texto do competidor. O desempenho de cada aluno pode ser comparado e servir de alerta para aulas de reforço. Recomendado para crianças de 10 a 14 anos, será vendido apenas em escolas.

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Bichos da Floresta
A brincadeira começa com a pelúcia e termina na internet. É indicada para crianças de 3 a 6 anos. Vai custar R$ 99

A Positivo Informática investiu em um público ainda mais jovem. Vai lançar neste mês Bichos da Floresta, uma série de cinco pelúcias destinadas a crianças de 3 a 6 anos. Os animais trazem no pescoço uma chave de acesso para um portal educativo na internet. Lá, a criança encontrará jogos que têm seu animal como protagonista. Os desafios numéricos e alfabéticos não exigem habilidade com o mouse. “A idéia é que a criança navegue pelo site com a mesma segurança que interage com a pelúcia”, diz André Caldeira, vice-presidente da Positivo. Os bichos serão vendidos em lojas de brinquedos.

Como escolher o jogo de seu filho

Verifique a faixa etária
A criança se sente desestimulada diante de desafios que estão além de sua idade

Conheça a temática
Alguns jogos são exclusivamente para meninos ou meninas

Avalie a qualidade
Visite o site do game na internet. Há como testá-lo gratuitamente

Confira as especificações técnicas
Em geral os jogos são leves, mas exigem no mínimo caixa de som

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI13331-15201,00-O+FIM+DOS+JOGOS+EDUCACIONAIS.html

Um comentário:

Profª Thaiza disse...

Meu Deus!
Meu filhinho sabendo disso, eu é que estou 'frita'!
Vou perder de vez meu posto no PC aqui de casa!
ihihiihiihihiihihihi!!
Brincadeira Robson!
É que tenho um rapazinho de 3 anos aqui em casa que aaaaaaaama jogos!
^^!
Abraços!