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2 de jul. de 2009

Vídeo aprende a aprender

O vídeo trata da incessante busca pelo conhecimento, por novos conhecimentos advindos através da experimentação de errros e acertos, da persistência, de superação dos medos diante de novas formas de aprendizado. Assim, o saber adquirido, quando construído num ambiente colaborativo, torna-se mais estimulante e desafiador e por fim, torna-se um conhecimento, que paulatinamente vai se solidificando ao mesmo tempo em que encontra-se em permanente construção, ou seja, conceitos que aos serem experimentados várias vezes e comprovada a sua eficácia vão se solidificando enquanto outros ainda vão sendo testados, num constante processo construtivo de novos saberes diante de novos desafios e o resultado, como apresenta o vídeo, numa luminosidade interior, na luz do conhecimento agora parte integrante do ser que se propõe a desafios, quer seja em seu trabalho, em sua família, em seu próprio íntimo.

Eis um grande desafio para a Educação, para os profissionais realmente envolvidos no desejo de contribuir para uma geração de cidadãos capazes de refletir, experimentar, errar e aprender com os erros, criticar com autenticidade. Enfim, a sociedade tem esse papel fundamental, o de contribuir para que essa geração exista. E no âmbito educacional, tem-se a oportunidade de ver, sentir alunos como sementes diversificadas, que, com o devido cuidado, e sobretudo se podadas na medida e tempo certos, acompanhadas em seu processo de evolução e crescimento, darão certamente bons frutos, mas caso sejam abandonadas a sua própria sorte, resultarão no incerto, não darão frutos como as bem cuidadas ou pior ainda, tornar-se-ão ervas daninhas na sociedade.

Que cada um de nós tenha consciência de quão grande é o papel do educador diante das sementes lançadas em suas salas de aula a cada ano letivo... e que cuide, com carinho, com as mãos de delicado jardineiro, dessa fantástica possibilidade de mudar o ambiente escolar de forma positiva e paulatina. Cada gesto reflete no outro uma reação. Que os gestos dos educadores sejam com o olhar na colheita de cidadãos na literalidade do termo, únicos, preciosos, que um dia foram sementes em boas mãos e bons cuidados.

Nas palavras de Khalil Gibran, " as flores desabrocham para continuar a viver, pois reter é perecer".

Essa postagem foi retirada do Blog Tecnologias na Educação da minha irmanzinha Lu Lopes ( http://twitter.com/llulopes ), que tá iniciando com o mundo dos blogs. Vamos prestigiar.

Fonte: http://llucienellopes.blogspot.com/2009/06/video-aprende-aprender.html

3 de jun. de 2009

Blogs educativos


Os blogs educativos ou blogues educativos ou edublogues são publicações (quase sempre ordenadas cronológicamente), que levam vantagem sobre as Home pages pela facilidade de criação, manutenção e publicação, já que atualmente não é necessário nenhum conhecimento em programação para criá-los e atualizá-los.

Além disso, os edublogues permitem a publicação de idéias em tempo real e possibilitam a interação com qualquer pessoa do mundo que esteja conectada. Sua principal característica são os textos que podem ser lidos e comentados, abrangendo uma infinidade de assuntos: diários, notícias, poesias, músicas, fotografias, enfim, tudo que a imaginação do autor permitir, desde que dentro de um contexto educacional ou pedagógico.

Como num veloz arquivo eletrônico, ele permite a abordagem de diversos assuntos, aumentando a interatividade com os visitantes, que passam a constituir uma comunidade. Ampliam-se assim, as possibilidades de um diálogo com outras formas de saber entre as diferentes disciplinas do conhecimento escolar. Os blogs podem ajudar a construir redes sociais, redes de saberes ou mesmo comunidades de aprendizagem.

Na educação, os blogs são uma excelente ferramenta para publicação de idéias. Esses diários eletrônicos são uma ferramenta diferente, com potencial para reinventar o trabalho pedagógico.

Blogs em ação

Os conhecimentos adquiridos pela turma durante os projetos de estudo, bem como as demais atividades, podem ser registradas no blog, sendo possível enriquecer os relatos com links, fotos, ilustrações e sons. Os blogs são usados com o objetivo de desenvolver o hábito de registro e para divulgar boas iniciativas. São estratégias que visam dar a palavra aos estudantes e desenvolver a sua criatividade.

Todo o processo, desde escolher o servidor, eleger e editar o visual, inscrever os participantes e decidir o nome e os objetivos do blog, pode ser feito coletivamente. Também é possível fazer do blog um jornal da turma.

Vantagens dos blogs educativos

Os blogs são um espaço privilegiado para a organização de aulas, oficinas, pesquisas, onde pode-se sistematizar um assunto organizando-o de acordo com as necessidades específicas de um grupo (de alunos ou professores), constituindo-se em um significativo do processo de aprendizagem. A sua aplicação no cotidiano escolar pode se dar na forma de blogs pessoais onde os alunos escrevem livremente, bem como podem ser Blogs voltados para os conteúdos abordados através da publicações de notícias, reportagem, pesquisas, histórias, debates ou através da criação de textos.

Alguns motivos para usar blogs como atividade de ensino-aprendizagem

1. A web é uma ótima ferramenta para compartilhar conhecimento.
2. Escrever sobre algo, implica em reflexão e crítica, o que é fundamental no processo de ensino-aprendizagem.
3. Desenvolver a habilidade de gerenciar informação.
4. Desenvolver a habilidade de transformar informação em conhecimento.
5. Evitar o retrabalho docente. Uma vez publicado você só precisa aperfeiçoar!!!
6. Desenvolver o espírito de colaboração (aprender a conviver)
7. Aprender a aprender.

A utilização de blogs na educação, possibilita o enriquecimento das aulas e projetos através da publicação e interação de idéias na Internet. Basta adequá-los aos objetivos educacionais, para que o conhecimento seja construído através da interação dos recursos informáticos e das capacidades individuais, criando um ambiente favorável para a aprendizagem.

Algumas possibilidades

Para professores

1. Desenvolvimento de projetos escolares.
2. Trabalhos Inter-trans-Multi disciplinares.
3. Produção de material instrucional.
4. Outras atividades

Para alunos

1. Produção de resumos/sínteses da matéria.
2. Log (descrição) de desenvolvimento de projetos escolares.
3. Aprendizagem colaborativa.

Para professores e alunos

Conversações sobre assuntos iniciados em sala, e que podem ser aprofundados em Lista de discussão, com síntese numa wiki.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Blogs_educativos

2 de jun. de 2009

A escola "daquele tempo"

Antônio Gois

É muito comum ouvir alguém com mais de 40 anos dizer, com tom nostálgico, que a escola pública "do meu tempo" tinha qualidade, que os professores ensinavam para valer, que os alunos tinham disciplina ou que as escolas particulares eram uma opção apenas para os alunos mais fracos.

Muitas dessas afirmações são verdadeiras, outras exageradas. O fato é que não se pode comparar a escola pública de hoje e a "daquele tempo" sem levar em conta que, no passado, essa escola era para poucos.

Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo IBGE (www.ibge.gov.br) dá bem uma noção de como a escola pública era um privilégio de poucos no passado.

Segundo o IBGE, em 1940, o Brasil tinha 3,3 milhões de estudantes no primário, secundário e técnico (equivalentes hoje ao ensino fundamental e médio). O número de brasileiros em idade para estudar em um desses níveis de ensino, no entanto, era muito maior: 15,5 milhões de pessoas de 5 a 19 anos de idade.

Isso significa que os estudantes efetivamente na escola representavam apenas 21% da população em idade escolar. Em 1960, essa porcentagem subiu para 31%, mas continuou muito baixa. Somente em 1998 o país chegou próximo de ter todos os jovens e crianças na escola: 86%.

Para não ficar só nos números, qualquer pessoa pode comparar o elitismo da escola pública no passado comparando fotos. Reparem só como as fotos de escolas públicas do passado apresentam apenas crianças de cor branca, bem vestidas, com uniformes impecáveis.

Hoje, felizmente, a escola pública, pelo menos no ensino fundamental, se massificou. Nela, há pobres, pretos, filhos de analfabetos, enfim, crianças que não encontravam lugar na escola "daquele tempo".

Apesar de não haver estatísticas que possam comprovar essa tese, é bem provável que a escola pública tenha mesmo perdido qualidade. Isso aconteceu quando ela teve que abrir as portas para a população mais pobre. Quando ficou democrática, do ponto de vista do acesso, ela perdeu também em qualidade.

Hoje, o grande desafio é garantir qualidade para todos. Impedir, por exemplo, que as crianças cheguem à quarta série sem saber ler e escrever. E antes que alguém coloque a culpa no sistema de ciclos (onde não há reprovação todo ano), vale dizer que ele existe apenas a partir da década de 90 e representa existe em pouco mais de 10% do total de escolas. Nossas crianças não estão aprendendo, seja em ciclos, seja em sistemas seriados, seja em qualquer outro sistema que tenha sido massificado.

A comparação com o passado é desejável quando se acredita que é possível voltar a ter qualidade na escola pública. É preciso tomar cuidado, no entanto, para não deixar de considerar que estamos comparando duas escolas bem diferentes. Uma que, no passado, atendia aos ricos e outra que, atualmente, atende a todos.

Para resumir, eu simplificaria a questão dizendo que nosso sistema público melhorou muito porque passou a atender a todos, mas falhou ao não conseguir manter para esses novos estudantes a mesma qualidade do ensino que dava aos filhos da elite no passado.

Nota sobre o autor: Antônio Gois é repórter da Folha de S.Paulo.

Fonte: http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/a_gois/index.htm

17 de mai. de 2009

Jovens explicam para que serve o Twitter

27/04/2009 - 07h43

TARSO ARAUJO
da Folha de S.Paulo

Folhateen Quando o americano Jack Dorsey teve a ideia de criar o Twitter, seu objetivo era tão simples quanto sugere a questão "o que você está fazendo agora?".

A pergunta que ele queria fazer a seus amigos está até hoje no alto da página principal do site (twitter.com), para ser respondida pelos usuários em textos de até 140 caracteres. Mas dois anos, oito meses e milhões de usuários depois, as pessoas usam esses pequenos textos para muito mais do que falar da sua vida.

"Eu já usei o Twitter para prever o tempo", diz Vinícius Alves, 22, conhecido no site como @v_fox (a arroba é usada antes do "nick" para identificar os usuários). Estudante de administração, ele saía para a aula quando uma amiga que mora ao lado do campus, do outro lado da cidade, escreveu no Twitter: "Começou a chover".

Gabriel Lordêllo/Folha Imagem
Vinícius (à dir.), o @v_fox, e seus amigos em encontro marcado pelo Twitter; ele já usou o microblog para se precaver contra a chuva
Vinícius (à dir.), o @v_fox, e amigos em encontro marcado pelo Twitter; ele já usou o microblog para se precaver contra a chuva

Apesar do Sol, saiu de guarda-chuva. E não deu outra. "Cheguei lá e estava chovendo mesmo", diz. Fugir da chuva só foi possível graças a uma das principais características do Twitter: o imediatismo. É dessa comunicação em tempo real que depende também o que, provavelmente, é a principal utilidade do serviço.

"Ele é perfeito para quem gosta de saber tudo que acontece na mesma hora", diz Tessalia de Castro, 22, a @twittess, mulher mais popular do Twitter no Brasil.

Tudo agora

De fato, o primeiro grande momento do Twitter na mídia foi quando um avião caiu no rio Hudson, em Nova York. Um usuário que estava passando mandou de seu celular: "Tem um avião no Hudson". Nos primeiros minutos após o acidente, só sabia da notícia quem o seguia no Twitter.

A maior parte do que se escreve no Twitter, porém, não tem nada de emocionante. "Escrevo no meu Twitter como se fosse um diário. Sinceramente, acho ele meio inútil para quem me segue", diz Laís Ferreira, 16, a @singledout, que vê uma utilidade muita clara em estar lá.

"A maioria das bandas hoje em dia tem Twitter, então é legal para saber mais da vida delas", diz a estudante, que segue o The Used e o My Chemical Romance, entre outros artistas.

"O que leio no Twitter acaba virando assunto quando converso com meus amigos sobre as bandas", diz @singledout, que mora no Rio e conheceu @v_fox (que é de Vitória) por gostar das mesmas bandas.

Pois é, como em qualquer comunidade virtual --coisa que o Twitter também é-- distância geográfica é um pequeno detalhe. "Você faz contatos por afinidades", diz @twittess.

Mas até para conhecer pessoas no mundo real o Twitter funciona. "Combino com os amigos pelo Twitter e vou a um bar. Às vezes, vem gente que nem conhecemos. Quando percebemos, já tem gente nova na roda", diz @v_fox.

Como você nem sempre conhece quem o está seguindo, vale tomar cuidados, como fez a designer de internet Cris Rocha (@mjcoffeeholick), 30, que bloqueou seu perfil para evitar a bisbilhotice do chefe. Isso na época em que tinha emprego, porque, no ano passado, ela entrou no Twitter e passou a colocar links dos sites que criava. "Começaram a aparecer tantas propostas de trabalho que, ou continuava na empresa, ou ia trabalhar como free-lancer", diz. Acabou valendo a segunda opção.

Diga-me quem segues...

Para sua vida no Twitter servir para alguma coisa, é preciso saber escolher quem seguir. "No Orkut, a gente é amigo de quem é nosso amigo. No Twitter, uma pessoa pode te seguir sem que você a siga, e vice-versa", explica Raquel Camargo (@raquelcamargo), 22, blogueira do Twitter Brasil e gerente de social media numa empresa de comunicação.

"Se você acha que a pessoa não traz coisas interessantes, é só não segui-la. E tem mesmo muita gente que usa o Twitter como divã", diz.

Para ela, muitos não acham graça, no começo, porque têm a sensação de que estão falando sozinhos. Isso muda quando começam a seguir e a serem seguidos por pessoas que "twittam" sobre assuntos de que gostam. "Aí tudo começa a fazer sentido. Precisa de um tempinho para pegar o ritmo", diz.

Cuidado: pode viciar

E é aí que mora o perigo. Como a mensagem é curta, as pessoas podem "twittar" qualquer coisa que venha à cabeça. E o ritmo fica insano. "Realmente, acho que toma mais tempo da minha vida do que deveria", diz @twittess, que chega a "twittar" 30 vezes por dia, às vezes.

"Estou viciado. Vejo algo interessante na rua e já vou logo pegando o celular para twittar", diz @vfox.

O curioso é que o "interessante" pode ser tão variado quanto o gosto dos mais de 250 mil usuários brasileiros do serviço. E é por isso que a pergunta "para que serve o Twitter?" tem tantas respostas. "O Twitter em si não tem um propósito. Cada um dá o seu propósito a ele", diz @vfox. Então, tente descobrir o seu. E aprecie com moderação.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u556698.shtml

8 de mai. de 2009

Quebra Tudo

Olá Amigos

Uma discussão iniciada na lista de discussão edublogosfera sobre a reportagem "MEC pretende acabar com a divisão por disciplinas no ensino médio público em 2010" gerou um debate bem legal acerca do tema.

http://www.colegiointerativa.com.br/netmanager/imagens/upload/ensino%20m%C3%A9dio%201%20-2007-2-05.jpg

Para quem não leu sobre o assunto aqui vai um pequeno resumo: "um projeto apresentado ao Conselho Nacional de Educação (CNE) pretende mudar a organização curricular do ensino médio público do país. A partir das orientações que vão constar nesse projeto, cada rede de ensino vai definir o seu modelo de currículo e organização das escolas. Além da possibilidade de o aluno escolher as disciplinas complementares às básicas, está previsto que o atual modelo da grade curricular, dividido em 12 disciplinas tradicionais, seja dividido em eixos mais amplos como linguagens e ciências humanas. Outra mudança é o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e a inclusão de atividades práticas para complementar o aprendizado. O projeto, que está sendo chamado de "ensino médio inovador", pode começar a funcionar já em 2010. A mudança vale só para o ensino público. "

No texto há uma citação assim"- A escola deixa de ser um auditório da informação e passa a ser um laboratório de aprendizagem" numa colocação feita pelo conselheiro Francisco Aparecido Cordão, relator do projeto no CNE. Para ele, o atual modelo curricular aprisiona as escolas.

O projeto do MEC sugere ainda que programas de incentivo à leitura estejam previstos na nova organização pedagógica. Outra orientação é valorizar as atividades artísticas e culturais dentro do currículo. Ai eu me lembrei dos vídeos do Sir Ken Robinson que a Suzana Gutierrez indicou sobre criatividade intitulada "A escola mata a criatividade? " onde ele coloca por que não ensinar dança na mesma proporção de matemática ou português.

Ensinar o professorado "das antigas" a saltar de Bumping Jumping (pois vai ser assim que eles vão se sentir) vai ser difícil, mas que essa transformação vai gerar muita confusão e vai encontrar muita resistência, ah meus amigos não duvidem, mas na minha humilde opinião esse é o único caminho para a redenção do ensino médio. Aqui tem uma reportagem intitulada "Mudança no ensino médio é elogiada, porém proposta deve ser aperfeiçoada, dizem especialistas" onde vários especialistas elogiam a proposta mas apenas acham que ela precisa de ajustes

Espero ver os frutos dessa ruptura num prazo curto de tempo. E você ta esperando oque sobre essa mudança ou pensando sobre isso tudo?

Faz então assim: Comente.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

28 de abr. de 2009

Alunos que não entendem o enunciado

24 de outubro de 2006, 16:46

Grande parte dos alunos entre 17 e 21 anos tem dificuldade na interpretação de textos. Como o futuro profissional de tecnologia poderá desempenhar tarefas e trabalhar em equipe?

http://www.dificuldadedeaprendizagem.com/images/dificuldade-de-aprendizagem.jpg

Por Sthefan Berwanger


Todo ano é a mesma coisa: grande parte dos alunos matriculados em cursos superiores de tecnologia ou no bacharelado apresenta problemas na interpretação de textos.

A situação é terrível e desanimadora: em um simples texto de três linhas não se consegue identificar o que é dado e o que está sendo pedido.

Logo que comecei a lecionar não acreditava no que estava acontecendo. Afinal, a palavra estava lá escrita, clara e imutável, e as orações continham todos os elementos essenciais na ordem correta: sujeitos, verbos e predicados.

Em princípio pensei em duas hipóteses: ou era implicância dos alunos com a minha pessoa, ou os textos apresentados eram herméticos demais, sobretudo para turmas de primeiro ano.

O universo de alunos a que me refiro é composto em grande parte por jovens recém saídos do ensino médio, com idade entre 17 e 21 anos, e por uma parcela um pouco menor que tem entre 22 e 29 anos. Não é raro turmas com alunos já na faixa dos 30 ou 40 anos — e neste pequeno grupo o desempenho interpretativo é um pouco melhor, mas ainda assim segue abaixo do esperado.

Tem que entender o texto

O estudante que obtém diploma em um curso superior de tecnologia precisa, entre outras habilidades e competências, saber criar soluções adequadas aos inúmeros problemas inerentes à sua atividade profissional.

Para que esse processo ocorra satisfatoriamente, ele precisa primeiro entender o problema que quase sempre vem documentado na forma escrita. Precisa extrair as informações de que necessita e refletir sobre os caminhos que o levarão à solução.

A ditadura

Como docente, nunca havia questionado a origem desta dificuldade, até o dia em que li a entrevista do psicólogo Carlos Perktold (1) que trata justamente da dificuldade da geração pós 1964 em entender o que lê. Segundo o artigo, este fenômeno não ocorre exclusivamente na população com baixa escolaridade, não é catalogável como doença e nem é uma característica de pessoas com déficit intelectual; é sim um fenômeno intelectual de toda uma geração.

O argumento principal dado na entrevista é que após o golpe militar de 1964 houve uma castração cultural e política da geração nascida após esse período, capaz de causar um desestímulo ao hábito da leitura e por conseqüência prejudicar a capacidade crítica.

Disciplinas como Filosofia e Sociologia foram retiradas do currículo do antigo ensino clássico, atual ensino médio, porque o regime não estaria interessado na formação de pessoas capazes de analisar idéias, refletir sobre os conceitos sociais e atuar politicamente.

A televisão

Foi também a partir desse período, com o barateamento dos aparelhos, que a televisão ampliou sua participação dentro da população brasileira. O processo de expansão, que resultou na televisão como meio de comunicação de massa, se estendeu pelas décadas seguintes, com as transmissões via satélite, a melhoria da qualidade técnica e de conteúdo e a maior variedade de programas.

Desta forma, os recursos audiovisuais tomaram o lugar do texto escrito e surge então uma geração que entende o que ouve, mas não o que lê. Pode-se argumentar que o rádio também poderia ter o mesmo efeito que a televisão, mas segundo Perktold, o rádio pelo fato de não carregar a imagem, estimula o ouvinte a imaginar, fantasiar e pensar.

O que o docente pode fazer?

Então como contornar o problema? Infelizmente não é possível reverter o cenário em apenas um semestre, sobretudo pelo esforço de apenas um professor. É preciso lembrar que os educandos se submeteram, ano após ano, à mesma rotina de exposição exagerada à televisão e ausência de (boa) leitura e cultura em geral. Tentar obrigá-los a engolir textos e mais textos e a formar uma opinião crítica pode ser uma violência, com todas as suas consequências.

O que costumo fazer é explicar o mesmo exercício várias vezes, sob vários ângulos, fazer comparações e criar metáforas e analogias que tenham a ver com o universo concreto deles.

Muitas vezes dou sugestões de leitura online e off-line, indico bibliotecas públicas e também estimulo visitas a eventos culturais gratuitos, pois uma grande parte dos alunos é financeiramente carente e depende de bolsa de estudos.

Outra solução adotada é criar pequenos enunciados matemáticos com o objetivo específico de treiná-los na identificação do que é dado, e do que é pedido.

Algo bem simples, como por exemplo:

“Dada a equação z = x + y. Sabendo que x vale 4 e y vale 7, quanto vale z?”.
A internet

Falando um pouco do presente, com vistas ao futuro, está em curso uma mudança importante: o surgimento da mídia digital que gradativamente vem tomando o espaço da televisão.

A sua principal característica é a descentralização da audiência e a produção de mídia para públicos específicos. Com essa mudança de modelo em curso, seria interessante observar como a geração nascida durante a revolução tecnológica irá aprender e se comportar criticamente nesse meio, que oferece um número gigantesco de opções a respeito do que se quer ver, ler ou ouvir. [Webinsider]

Referência bibliográfica

(1) PERKTOLD, C. Assisto, logo existo. Revista Carta Capital, 7jul. 2004, n. 298, p.28-29.

Sobre o autor

Sthefan Berwanger (sthefan.berwanger@xporcento.com.br) é responsável pela área de BI da X Porcento e é professor do programa de pós-graduação pela Faculdade Impacta Tecnologia.

Fonte: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2006/10/24/alunos-que-nao-entendem-o-enunciado/

23 de abr. de 2009

Professores pseudo-adolescentes e a síndrome do “Orkut presencial”

Porque o Orkut e o MSN fazem tanto sucesso entre os alunos na faixa etária dos 11 aos 17 anos, justamente quando estão em um período reconhecidamente complexo de suas vidas chamado de "adolescência"?

Não é preciso ser nenhum especialista em psicologia da adolescência para concluir algo que é até excessivamente visível: é nessa época em que os jovens investem quase todas as suas energias nas relações sociais. O Orkut e o MSN são para eles simplesmente expressões modernas da possibilidade de ampliarem e intensificarem seus relacionamentos sociais.

A adolescência é linda! É uma época de descobertas, transformações e inquietações. Os hormônios invadem a corrente sanguínea e despertam, dentre outros efeitos, emoções, sensações e comportamentos diretamente ligados à necessidade biológica de inserção em grupos sociais. O corpo se transforma, os interesses mudam, novas necessidades surgem e os casulos vão se rompendo aos poucos, em uma metamorfose esplêndida.

Metralhados por todos os lados pelo marketing da sociedade de consumo, à caça de valores em um mundo que lhes pode oferecer qualquer coisa, com ou sem valor, em um tempo de suas vidas em que "ética", "moral" e "valores" são conceitos ainda em formação em cada um deles e, contando muito pouco com “modelos adultos” para se inspirarem, como vivem e sobrevivem esses adolescentes? O que a escola tem com isso?

Se os adolescentes não frequentassem a escola, e se não fosse justamente nesse período onde o seu aprendizado é mais prejudicado, a escola certamente não teria com o que se preocupar. Mas não é assim e, justamente por ser a escola atual o ambiente de relacionamento social mais intenso desses adolescentes, é que se faz necessário refletir um pouco sobre como podemos compreender melhor o comportamento adolescente na escola e porque nós, professores, temos um papel importante nesse comportamento.

Se você conhece algum adolescente que procura ficar sozinho, não tem muitos amigos e “não se entrosa muito bem com os demais”, fique de olho, ele pode estar com algum problema! Você já deve ter ouvido isso muitas vezes, não é mesmo? É claro que existem adolescentes assim, “quietos”, mas, ou eles realmente têm problemas, ou são exceções e podem ser eliminados da regra geral sem prejuízo do raciocínio.

Quando colocamos dois adolescentes juntos em uma sala fechada, rapidamente eles engatam alguma conversa. Se colocarmos dez deles em uma sala, sairá de lá uma grande discussão e uma conversa desorganizada beirando ao caos. Com vinte deles já temos uma situação onde é praticamente impossível manter qualquer conversa sem gritar no ouvido do outro, tamanho é o barulho das tantas conversas paralelas entre eles. Por fim, se juntarmos trinta ou quarenta deles em uma mesma sala, sabe o que teremos? Teremos uma sala de aula! :)

É bastante comum ouvirmos expressões como: “os adolescentes de hoje não tem limites”, “fulano não teve educação em casa”, “sicrano não tem noção de civilidade” ou “beltrano não consegue ficar quieto”. Sem contar as famosas queixas “daquela quinta série insuportável”, “daquele primeiro colegial que fala o tempo todo”, e por aí vai... É raro um professor que consegue falar para sua turma de adolescentes sem que algum deles lhe interrompa para soltar alguma gracinha, ou que simplesmente ignore a fala do professor e engate uma conversa com o colega ao lado. Quase tão raro quanto encontrar um professor que compreenda que “esse é o estado natural de convivência dos adolescentes”.

Adolescentes não respeitam uns aos outros, eles competem por popularidade, liderança e destaque no grupo. Adolescentes desconhecem a mecânica das conversações argumentativas, eles disputam opiniões no grito e, às vezes, no braço. Adolescentes não têm interesse por temas desvinculados de suas problemáticas pessoais e momentâneas, eles passam o tempo todo conversando sobre si mesmos. É isso que fazem no Orkut, é isso que fazem no MSN e é isso que fazem na moderna versão presencial desses ambientes: a escola!

Se hoje é muito difícil mantê-los calados ou focados em outra coisa que não seja neles mesmos, não é porque os adolescentes mudaram muito em relação ao que fomos quando éramos adolescentes, mas porque mudou a escola, a sociedade e os valores que pais, professores e alunos cultivam. É dessa mudança, desigual, assíncrona e despropositada, que nascem os conflitos em sala de aula, teorias pedagógicas conflitantes propondo resolvê-los e, invariavelmente, duas situações inconciliáveis: a do professor que vive profundamente incomodado com a “falta de modos” dos seus alunos, e a dos alunos, que vivem profundamente insatisfeitos com o professor que lhes incomoda e tenta impedi-los de fazer aquilo que eles vêm como necessário e natural na escola: socializarem-se.

Se houve um tempo em que dois alunos conversando, enquanto o professor falava para a classe toda, era visto como falta de educação, hoje os alunos vêem como impertinente o comportamento do professor que lhes chama a atenção e pede que encerrem sua conversa. Mas porque isso acontece? Porque os alunos hoje se sentem no direito de enxergar na escola apenas um “Orkut presencial”? E porque isso se dá, surpreendentemente, apenas com alguns professores e não com todos?

Se você perguntar para um aluno porque que ele conversa na aula do professor X e fica quieto na aula do professor Y, ele provavelmente lhe responderá que é porque o professor Y é chato, pega no pé, não tem respeito pelos alunos e por qualquer bobagem toma atitudes punitivas injustas. Enfim, o professor Y, que o aluno parece não gostar, mas respeita, é bastante diferente do professor X, que o aluno invariavelmente gosta mais e respeita menos. O que torna o professor X diferente do professor Y não é realmente a simpatia, a equidade, a justeza de atitudes ou qualquer outra coisa do gênero, mas sim, e tão somente, o grau de “pseudo-inserção na turma” que cada professor tem.

Professores do tipo X que, como adolescentes, convivem com a algazarra e se fazem ouvir pelos berros que dão, são, aos olhos dos seus alunos, adolescentes crescidos e ridículos que podem ser ignorados como membros desqualificados da turma, como outros adolescentes sem importância dentro do “grupo-sala”. Quando esses professores têm seus acessos de fúria e exigem respeito, os adolescentes os vêm como colegas sem mérito disputando a liderança do grupo e, não raro, vê-se um grupo todo de adolescentes insurgindo contra esses professores e criando verdadeiras “brigas de torcida”, onde o professor em questão ouve os mesmos elogios que os árbitros de futebol. Ainda que esses professores sejam apontados muitas vezes como os “mais legais”, eles só são apontados assim quando não estão em situação de conflito e nem tentando subverter a “ordem adolescente” estabelecida na sala de aula. As aulas desses professores são classificadas pelos próprios alunos como “perca total” (corruptela de "perda total"; expressão que tem um significado mais ou menos próximo de “aula onde não se aprende nada, mas que pelo menos se pode fazer a bagunça que quiser”).

Do outro lado, o professor Y, aquele sujeito chato, injusto, pegajoso, que pune por qualquer bobagem, exige silêncio durante suas falas, “explica mal”, “é mal educado, grosso e arrogante”, etc. etc., distanciando-se, propositadamente ou acidentalmente, do perfil adolescente, é visto como o “adulto chato”, “aquele que manda”, “aquele que não compreende o adolescente” e que, por isso, não pode e nem deve ser tratado como se fosse do grupo. Ele não merecerá elogios fáceis e receberá muitas críticas, mas será tratado como o “macho alfa” do bando (ou “fêmea alfa”, se for mulher). Se for justo e fizer uso de sua autoridade nos estritos limites do seu dever de ofício, acabará por conquistar o respeito “natural” de alguns alunos e poderá até mesmo se tornar modelo para os líderes dos diversos bandos adolescentes que disputam liderança entre si. Um dia talvez seja lembrado como “o Sr. Y, aquele que era f..., mas era legal e ensinava prá valer”.

Um pouco por obra da mídia, outro tanto pela adoção pela sociedade de um modelo de “ética de consumo” mas, principalmente, por demérito próprio, o professor, seja lá qual for o perfil dele, X ou Y, sempre encontrará pela frente novas turmas que disputarão consigo a liderança da classe. E essa é a grande diferença em relação às gerações passadas! Talvez, a única diferença significativa.

Nessa luta, se ele for do tipo X, rapidamente se dará um “acordo em desacordo de cavalheiros com modos rudes”, onde o professor aceitará passivamente uma liderança compartilhada em troca da pseudo-simpatia dos alunos (que, na verdade o desprezam pela frouxidão que demonstra e jamais o pretendem como modelo) e do baixo nível de cobrança que terá deles e do sistema (que tende a premiar ou ignorar o professor que passa desapercebido).

Se ele for do tipo Y terá de enfrentar vários adolescentes que disputam entre si (e não com o professor!!!) a liderança de seus grupos e que vêm no conflito com o “macho-alfa” (ou “fêmea-alfa”) uma forma de demonstrarem sua valentia; enfrentará, muito possivelmente, gestores que alegam já terem muita burocracia para cuidar e se incomodam quando há conflitos e questões pedagógicas para lidarem; terão de encarar pais que, tendo compartilhado a liderança de seus lares com seus filhos adolescentes, mas tendo também que vestir a fantasia de “pais protetores” perante a escola e a sociedade em geral, cobrarão desses professores “mais justiça com seus filhos”, “mais compreensão”, “mais tolerância”, enfim, mais tudo daquilo que eles mesmos deram tanto a ponto de perderem até mesmo a noção de que os seus filhos adolescentes, por mais incríveis que sejam e por melhor compreendidos que forem, serão apenas adolescentes até o dia em que conseguirem se tornar adultos (quiçá, bons adultos baseados em bons modelos).

Atualmente existe uma confusão muito grande entre o que se deve entender por “professor autoritário” e o que significa ser um “professor com autoridade”. Professores autoritários já estão extintos, foram-se junto com a escola autoritária, com os pais autoritários e com a sociedade autoritária de outrora. Nenhuma escola, lar ou instituição social, e creio que nem mesmo o próprio exército, consegue ser “autoritário” no contexto social em que vivemos. Donde decorre que o único meio pelo qual o professor pode garantir sua autoridade consiste justamente na sua capacidade de manter a autoridade que ele naturalmente tem por obra de seu ofício, pela compreensão da importância de representar um bom modelo adulto para os seus alunos e pela fibra moral de seus valores pessoais. O professor já vem para a escola com sua autoridade embutida nele. Ele pode perdê-la, abrir mão dela ou, simplesmente, não encontrá-la em si mesmo, mas ele não precisa buscá-la em nenhum outro lugar.

Ser capaz de gerir os conflitos em sala de aula, estabelecer regras justas, torná-las de conhecimento geral, não modificá-las por simpatia ou antipatia com alunos específicos e fazê-las cumprir com equidade e justiça; compreender as causas e formas de conflito mais comuns, manter-se sempre no nível superior das tomadas de decisão e não se deixar confundir com os próprios adolescentes em disputa; não se permitir ser influenciado psicologicamente pelos alunos e não perder o seu controle emocional, seus objetivos pedagógicos e suas metas como educador; isso tudo não é nada além do que a obrigação mínima de qualquer professor adulto.

Enfrentar os desafios que se seguem naturalmente dessa postura, orientar alunos e pais de alunos, administrar os conflitos com a gestão da escola e, ao final, produzir alunos com melhor aprendizado, mais habilidosos e capacitados para enfrentar uma vida de adultos, proporcionando a eles um modelo adulto de professor; isso tudo não é nada além do que a obrigação mínima de qualquer professor adulto.

O Orkut e o MSN são, naturalmente, espaços virtuais livres para a socialização dos adolescentes. O pátio da escola, a balada de fim de semana, o passeio com os amigos, as rodas de conversa nas calçadas, todos esses, são espaços reais livres para a socialização dos adolescentes. A sala de aula não! A sala de aula é um espaço para a socialização do conhecimento.

A sala de aula NÃO É um “Orkut presencial".


Fonte: http://aprendendoaensinar.blogspot.com/2009/04/professores-pseudo-adolescentes-e.html

20 de abr. de 2009

Ser ou Não Ser? Eis a questão.

Olá Amigos

Meu amigo Sergio Lima do blog Blog e Fisica - Um blogue específico sobre Fí­sica e Educação indicou o texto abaixo escrito por João Carlos Caribé, e após ler fiquei pensando... Será? Acho que a escola esta naquele dilema de Hamlet de William Shakespeare que da título a postagem.

Ser ou Não Ser? Eis a questão.

Mudar é necessário, urgente e principalmente fundamental para que a escola continue a ser um espaço importante na vida das pessoas. Transforma-la novamente num espaço onde o prazer da descoberta, da troca de conhecimento e principalmente do convívio social prioritário dos jovens seja real. Que a escola esta perdendo terreno para a internet é público é notório e isso ninguém discute.

Como o texto abaixo cita, e eu confirmo, é possível sim aprender muito mais na internet do que na escola coisas que podem fazer a diferença nesse momento. Mas ninguém pode ou conseguira substituir o professor como mediador, como parceiro e principalmente como amigo.

Amigo sim. Eu sou amigo de meus alunos e tenho certeza de que eles me tem como amigo, pois eu não perdi uma coisa que muitos de meus colegas perderam: a capacidade de escuta-los e de dar voz a eles. Saber ouvir e principalmente estar aberto para as sugestões deles é um diferencial importante.

Educar com amor, sinceridade e principalmente com qualidade pode sim transformar não somente a escola, mas transformar o mundo a nossa volta.

Open your mind, Open your heart and finally change the world

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

17 de abr. de 2009

Why Let our Students Blog?

Olá Amigos

Navegando pela internet encontrei esse vídeo no Teacher Tube intitulado "Why Let our Students Blog?". O vídeo é uma apresentação sobre os benefícios e as razões pelas quais nos devemos deixar que os nossos alunos usem blog e blogem. Ele foi feito pela Rachel Boyd de Nelson, Nova Zelândia. Ela é professora da escola primária e do chefe de equipa de TIC da escola dela em Nelson, Nova Zelândia. E atualmente ensina crianças de um ano e meio, classes de 5 e 6 anos de idade. Recomendo uma visitinha ao blog dela que é muito legal. Mas tem uma pergunta que esta martelando a minha "cachola" desde que eu assisti ao vídeo.

Então, porquê ou para que nossos alunos usam blog?

No vídeo estão os motivos abaixo:

1. Para a comunicação
2. Para a alfabetização
3. Por propriedade
4. Para partilhar
5. Para colaboração
6. Para discussão
7. Para a capacitação
8. Para a interação
9. Para motivação
10. No que respeita à participação
11. Para noivado
12. Para excitação
13. Para conversa
14. Para a criatividade
15. Para reflexão

Para alargar as paredes da sala de aula

Para dar aos alunos uma voz

Para dar aos estudantes uma platéia

Para dar aos alunos um ambiente de aprendizagem

Para dar aos alunos as competências úteis para o seu futuro digital

Escrever para aprender ... Blogar para aprender

Então vamos ao vídeo...



Gostou?

Não?

Então agora me diga você: Por que nossos alunos blogam?

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

16 de abr. de 2009

Cultura wiki facilita o processo de educação


28 de setembro de 2008, 21:40

Wikis potencializam a aprendizagem pela colaboração. Para aumentar as chances da cultura wiki ser impregnada na comunidade estudantil, o gestor do ambiente deve fazer uso de algumas práticas em arquitetura, motivação e interação.


Por Alexandre Lopes


Os wikis são ambientes cada vez mais comuns na web. Fazem parte do que está sendo denominado como web 2.0, ou seja, a segunda geração de ferramentas voltadas ao apoio da educação e do trabalho colaborativo.

Esses ambientes permitem a construção coletiva de conteúdos, potencializando a experiência da aprendizagem por meio da colaboração. O framework utilizado na construção das ferramentas wiki não exige dos colaboradores conhecimento especializado na construção de sites ou páginas na internet.

Outra característica desses ambientes é o dinamismo das páginas produzidas e a liberdade de alterar o que existe acrescentando novas páginas e editando conteúdos publicados por outros.

Um exemplo é a Wikipedia, enciclopédia na web construída a partir da colaboração livre e voluntária. Apesar dos temores iniciais a respeito da suposta falta de confiabilidade das informações ali contidas, ela vem se constituindo em uma fonte de consulta bastante utilizada, competindo com enciclopédias tradicionais.

Os wikis são editados diretamente em um navegador da web. Permitem a criação de novas páginas com a utilização de um simples processador de texto. O uso educativo mais difundido dos wikis é designado na literatura por wikis inter-classe e consiste na criação de um repositório de conhecimento colaborativo desenvolvido por um grupo de estudantes que freqüentam uma mesma disciplina ou curso (Santamaría e Abraira, 2006).

O wiki pode ser utilizado para que os estudantes desenvolvam um projeto em pequenos grupos, trabalhem uma parte de um projeto coletivo da turma ou mesmo para a construção de uma homepage da disciplina.

O wiki é uma ferramenta poderosa para ambientes de aprendizagem, uma vez que facilita a colaboração entre os participantes. Porém apresenta, no seu estudo, a dificuldade de fazer com que os estudantes se envolvam no trabalho dos colegas que constituem a sua comunidade de aprendizagem.

Schmitt (2006) cita a necessidade de se criar uma cultura de comunicação e comentário, além da importância da negociação entre os participantes. O wiki é, sem dúvida, um gerador da cooperação não hierárquica, estabelecendo o que Piaget (1973) considera uma premissa para a aprendizagem colaborativa.

Não existe um jeito “correto” para a construção e desenvolvimento de um wiki. Dessa forma, a estrutura de um wiki - e como ele é usado - é um espelho da estrutura desejada pelas pessoas e como elas querem usá-lo. A proposta de melhores práticas não serve como receita de um bolo ou uma lista de instruções: como configurar o conteúdo inicial, como encorajar as pessoas a contribuir, como negociar com elementos contrários.

O conjunto de práticas nasce da observação de experiências e comportamentos que visam à construção de conteúdos em colaboração e, como técnicas, devem ser usadas em conjunto com a percepção da necessidade em momentos específicos da vida de um wiki.

Para que um wiki tenha características de ambiente colaborativo de aprendizagem é evidente que o mesmo deve ser estimulado junto à comunidade de interesse. Após a temática estar alinhada com o público desejado, o gestor do ambiente deve fazer uso de algumas práticas em arquitetura, motivação e interação.

Vamos ao que interessa! O que pode ser feito para dar início ou salvar um wiki de apoio às atividades pedagógicas? A resposta exata não está no texto, mas se as práticas abaixo forem adotadas na rotina dos estudantes, grandes são as chances da cultura wiki ser impregnada na comunidade estudantil.

Identificação do tema de interesse

É importante definir os temas de interesse dos usuários do wiki. Uma rápida entrevista com os alunos na classe pode ajudar na formação de grupos pela escolha de um tema de interesse. A segmentação pode contribuir na colaboração dos alunos – é estimulante participar de assuntos ou temas que são de grande interesse. A decisão acerca dos temas que estarão disponíveis é tomada pelo grupo de professores e discutida com os alunos.

Evento planejado

Essa prática promove encontros entre os estudantes em horários pré-determinados para inserir conteúdo de forma coletiva. Uma única pessoa não pode inserir todo o conteúdo de um wiki, e os estudantes precisam saber como usar a ferramenta e sentir-se parte dela, só assim surgirá interesse pelo wiki. O evento planejado utiliza o recurso do “aprender a usar” para construir um ambiente de interação com vários participantes – fortalecendo as relações e a construção de uma rede de comprometimento. Essa prática favorece um “salto inicial” para o wiki. Faça também uma pequena campanha de divulgação em toda a escola anunciando os temas e o horário do evento.

Identificação do melhor aluno

Encontrar um melhor aluno para colaboração no wiki não significa ter o aluno com melhores notas na escola. Um “melhor aluno no wiki” é um entusiasta e sua participação pode ser essencial para o sucesso do wiki. Ele tem a capacidade de gerar interesse, treinar os participantes de forma adequada, monitorar o crescimento da ferramenta e corrigir problemas que inibem a adoção da cultura dos wikis.

Algumas características podem ajudar os professores na identificação do melhor aluno:
  • Tempo investido em colaboração no wiki inserindo conteúdos e propondo temas aos colegas.
  • Envolve as pessoas informalmente treinando-as e colocando-se à disposição para suporte e ajuda.
  • Se destaca pelo rápido domínio da ferramenta, na organização de conteúdos, no envolvimento das pessoas, tornando o uso simples e mantendo o crescimento organizado.
Roteiro com idéias dispersas

A construção de um roteiro a partir de idéias dispersas cria ligação entre as contribuições dos alunos. Pode-se usar o wiki para criar uma versão on-line desse processo. Solicite aos participantes que registrem idéias em torno de um tópico ou com perguntas bem determinadas. Os estudantes podem registrar as idéias apontando-as para outras páginas, organizando a seqüência de assuntos e a profusão de idéias.

Contribuir para outros wikis

Considere estabelecer para os alunos a tarefa de contribuir para a Wikipedia com um tópico relacionado ao tema em discussão. Estimule os alunos a criarem coletivamente um texto, provocando o debate para julgar a qualidade e um status para a publicação na web. Dessa forma, será desenvolvido um senso crítico e facilitará o entendimento da dinâmica coletiva dos wikis. Os alunos saberão que o produto do trabalho será usado por outras pessoas e não somente corrigido e arquivado pelo professor.

Publicação de uma página pessoal

Os estudantes podem ser encorajados a publicar páginas com perfil pessoal. É uma maneira de construir informações para uma rede de contatos e interesses facilitando o processo de contribuição para o wiki. Podem ser publicados dados para contato, imagens, breve biografia, links de interesse e sugestões de blogs.

Material de apoio no Wiki

Os professores devem disponibilizar o material de apoio das aulas no ambiente wiki. Os links para arquivos com exercícios, textos de apoio e outros documentos devem estar disponíveis na página inicial do wiki e em páginas criadas pelos alunos que tenham relação com o assunto do documento.

O wiki torna a aprendizagem duradoura e transferível. No âmbito da sala de aula, verifica-se que a colaboração e a cooperação são maiores. É o local onde os alunos aprendem mais e melhor. Assim, o wiki dá origem a atividades colaborativas, em que os professores melhoram igualmente as suas funções pedagógicas. [Webinsider]

Referências bibliográficas

NOTARI, M. How to use a wiki in education: wiki based effective constructive learning. In: Proceedings of the 2006 international symposium on Wikis. Odense, Denmark. Anais: ACME Press, p.131-132.

PIAGET, Jean. Estudos Sociológicos. Rio de Janeiro: Forense, 1973.

SANTAMARIA, F. G.; ABRAIRA, C. F. Wikis: posibilidades para el aprendizaje colaborativo em Educacion Superior. In L. Panizo et al (Eds.) Proceedings of the 8th International Symposium on Computers in Education, 2006. (Vol 2), pp. 371-378.

SCHMITT, Marcelo Augusto Rauh. Dificuldades apresentadas pelo modelo wiki para a implementação de um ambiente colaborativo de aprendizagem. Novas Tecnologias na Educação: Cinted-UFRGS 2006.


Sobre o autor

Alexandre Lopes (alexandre.lopes@sebrae.com.br) é jornalista e analista web. Trabalha no Portal do Sebrae e é mestrando em gestão do conhecimento

Fonte: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/09/28/cultura-wiki-facilita-o-processo-de-educacao/

17 de mar. de 2009

WebGincana

Olá Amigos

Hoje estamos postando hoje sobre um conceito ate então pouco conhecido por mim e muito pouco utilizado, mas com grande potencial de aplicação: WebGincana.

Chequei a postagem abaixo atraves de uma indicação da Professora Suzana Gutierrez editora do blog Gutierrez/Su uma postagem onde ela recomenda vários textos (eu também recomendo a leitura) mas duas postagens em especial me chamaram a atenção. Um texto da Sonia Bertocchi que provoca boas reflexões sobre a sala de aula intitulado Aluno ajuda Aluno e um texto do professor Jarbas editor do blog Boteco Escola explica o que acontece quando a paranóia contribui para jogar o bebê fora junto com a água do banho, (ou quando administradores incompetentes se metem a censurar acessos). No exemplo do Prof. Jarbas, a Educação Física seria uma das disciplinas mais lesadas ( que é uma bandeira da Su em defesa da Educação Física, que alias é sua praia).

Mas foi através dessa postagem que cheguei ao texto
Saberes em jogo não entram na universidade (no link ao lado ou na postagem abaixo) e fiquei conhecendo o conceito de WebGincana desenvolvido e aplicado por ele. Fiquei encantado com as possibilidades educacionais e como isso iria ajudar em muito o uso do computador na escola. Alem de algumas dicas imperdíveis, que se bem utilizadas com certeza são o caminho para uma aula TOP.

Selecionei algumas paginas com dicas e conceitos sobre WebGincana
  1. http://www.aprendaki.com.br/proj_sociais.asp?codigo=22
  2. http://webgincana.wikispaces.com/Abertura
  3. http://webgincana.utopia.com.br/testes/index.html
  4. http://blog.nivaldo-junior.pro.br/2006/04/19/um-modelo-de-webgincana/
  5. http://www1.sp.senac.br/hotsites/gde/
  6. http://aprendente.blogspot.com/2005/05/exemplo-de-webgincana.html
  7. http://jarbas.wordpress.com/2009/03/06/webgincanas-roteiros-sobre-historia-e-fundamentos/
  8. http://www.linuxnaescola.com.br/webgincana/quadrinhos
  9. http://www.cartanaescola.com.br/edicoes/30/saberes-em-jogo/
  10. http://josybonardo.sites.uol.com.br/webgincana/cartobrincando_usjt.htm
Se alguem já usou comente aqui, divida conosco a sua experiencia.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Saberes em jogo

por Max Fischer

Receita para cativar adolescentes: junte computador, internet com uma pitada de competição e adicione o tema que quiser

Criada a partir de um jogo de caça ao tesouro chamado Scavenger Hunt, popular nos EUA, as WebGincanas começam a fazer sucesso nas escolas brasileiras. Sua história no Brasil começou em 2003, quando o professor Jarbas Novelino iniciou a tradução de algumas Scavenger Hunts para a matéria de Tecnologia Educacional que lecionava no curso de Pedagogia na Universidade São Judas Tadeu, em São Paulo.

“No formato original havia apenas perguntas que precisavam ser respondidas por meio de consultas a fontes na web. Acrescentei a essa estrutura atividades ‘gincaneiras’. Assim os alunos tiveram de fazer algumas missões práticas como parte do jogo”, afirma Novelino, ao diferenciar a versão brasileira da original.

“Mas eu ainda achava que estava trabalhando com Scavenger Hunts. Em 2006, trabalhei no modelo com a colaboração de Carlos Seabra (Fundador da Sociedade Brasileira de Informática na Educação), e elaboramos uma proposta de definição para as WebGincanas. Sugerimos que elas fossem constituídas por um conjunto de quinze questões, três atividades e duas missões, bem diferente do modelo norte-americano”, explica.

Dois exemplos de sucesso de WebGincana podem ser vistos na Escola Educandário Santa Rita de Cássia, em São Paulo, ou em uma das 69 escolas públicas de Ensino Fundamental de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

“Uma WebGincana é diferente da outra. O que você vai aplicar numa escola de elite na zona sul não pode ser igual ao que será aplicado numa escola de periferia da zona norte”, explica Nivaldo Junior, professor do Rita de Cássia, enfatizando a necessidade de contextualização das atividades. Na sua escola, Nivaldo normalmente promove a WebGincana no começo do segundo semestre, já que é preciso conhecer os alunos para personalizar a atividade.

Ao instigar o espírito de competição, o educador pode, no entanto, gerar um novo problema: como estimular uma concorrência entre os estudantes de maneira positiva para a aprendizagem? Uma WebGincana tanto pode ensinar aos alunos participantes a importância da cooperação no trabalho em equipe quanto valorizar o individualismo e a competitividade. “O professor tem de tomar muito cuidado com isso. Um computador ou uma WebGincana é que nem uma pedra: você pode fazer uma coisa muito legal com ela ou pode jogá-la na cabeça de alguém”, alerta Nivaldo Junior.

Na visão de Verônica dos Santos, participante da Seção de Laboratório e Educação Tecnológica de São Bernardo do Campo, “uma aula comum é conteudista. Nela, o professor detém o conhecimento e apenas o transmite aos alunos. Já a WebGincana e a WebQuest trabalham com a informação de modo que faça sentido para os alunos”. Mas, enquanto uma WebGincana é a atividade ideal quando se quer trazer um conhecimento novo ao aluno, a WebQuest é sugerida caso se deseje que o aluno pense, critique ou julgue uma situação.

“A internet pode educar de várias formas. WebGincanas não são uma solução quando se quer transformação de informações. WebQuests não são o caminho quando o resultado que se espera é o de reprodução de informações”, explica Novelino.

Não é possível calcular o número de WebGincanas ou WebQuests no Brasil, pois não existe um local único para armazená-las na internet. Contudo, existe um projeto em São Bernardo em fase de finalização que pretende guardar todas as WebGincanas da cidade em um único lugar virtual. A implantação do Portal Cidade Escola de São Bernardo está prevista para o começo do ano que vem.

Para Novelino isso não é problema. “Hoje existem cerca de 4 mil menções do termo WebGincana na Web. Isso sinaliza que, talvez, existam aproximadamente duas centenas de WebGincanas publicadas na internet. Acho que começaremos a criar bancos quando tivermos um número um pouco maior de publicações. No caso das WebQuests, por exemplo, a organização de repertórios de WQs começou quando havia cerca de 40 mil citações do modelo em buscas”, lembra.

Promova uma WebGincana

1º passo: Saiba quando aplicar

A WebGincana pode ser aplicada em dois momentos:
logo no começo de um tema, quando o professor pode estimular a curiosidade dos alunos pelo tema, ou no final do aprendizado, momento em que os alunos testarão seus conhecimentos. Para Novelino o ideal é fazer uma ou duas WebGincanas por semestre, já que “fazer uso muito freqüente de WG, ou de qualquer outra solução de organização de informações para fins de aprendizagem, pode levar a rotinas que provocam desinteresse”.

2º passo: Verificar a possibilidade de criação


Após decidir a data, a próxima coisa que o professor deve fazer ao pensar em aplicar uma WebGincana em seus alunos é se o conteúdo a ser trabalhado poderá trazer alguma surpresa, humor ou situações inesperadas. Caso contrário a WebGincana pode acabar sendo um simples questionário para os alunos. O professor também deve ser bastante inventivo na criação de cada pergunta ou tarefa. Não existe um limite para temas. Uma WebGincana pode misturar questões de história, matemática e geografia na mesma atividade.

3º passo: Procurando fontes

O terceiro passo é verificar se há na internet fontes de informação adequadas ao nível de desenvolvimento dos alunos. Fontes muito difíceis ou muito fáceis não são motivadoras.

4º passo: Construindo a WebGincana

A WebGincana tradicional é dividida em cinco partes.
Na introdução o professor passa as informações iniciais sobre o tema da atividade. Por exemplo, numa WebGincana sobre danças regionais pode-se perguntar sobre a bate-caixa (dança típica do interior de São Paulo) ou Congada (Goiás).

A segunda etapa é o “desafio”, onde estará exposta uma série de questões e atividades que serão respondidas via internet ou “off-line”. Para responder essas questões, o aluno vai aos “Recursos”, os locais pré-escolhidos pelo professor para a pesquisa. O quarto item é a “Avaliação”, com as regras e critérios que serão utilizados nos julgamentos das respostas e atividades dos alunos. E, por fim, o grupo chega à “Conclusão”, texto que encerra a atividade.

5º passo: Construindo a WebGincana

O publicador mais usado é o Php webquest, que pode ser encontrado em www.livre.escolabr.com/ferramentas/wq/, mas há como montar a WebGincana no PowerPoint e publicar o arquivo no Slideshare (www.slideshare.net/), criar um site específico para ela ou escrevê-la em um documento de Word e colocá-la na rede do laboratório da escola. “WebGincana é um conceito em construção. Não é uma solução pronta e acabada. Por isso é conveniente que os autores procurem trabalhar de modo cooperativo, associando-se a outros professores na escola ou rede de ensino”, comenta Novelino.

Saiba Mais


Embora não haja ainda um banco de WebGincanas, os interessados podem examinar diversos exemplos do modelo nos seguintes endereços:

www.webgincana.utopia.com.br/testes/
www.jarbas.wordpress.com/4-webgincanas-de-alunos

Também é possível entrar em contato com os professores Novelino e Junior pelos endereços:

Junior: www.linuxnaescola.com.br
Novelino: www.jarbas.wordpress.com

Fonte: http://www.cartanaescola.com.br/edicoes/30/saberes-em-jogo/

26 de fev. de 2009

Nativos versus Imigrantes Digitais

Antonio Mendes Ribeiro

Marc Prensky, no seu próprio blog, se auto proclama um visionário, um inventor, um futurista, além de consultor, projetista de jogos e aprendizado e um autor (dos livros Digital Games –Based Learning e Don´t Bother Me Mom—I´m Learning!). Ele caracterizou, sem precisar de muita futurologia, o perfil de dois tipos de usuários atuais da Internet: os Nativos Digitais e os Imigrantes Digitais. Esses usuários têm a ver com as diversas gerações que temos atualmente. Em princípio no mundo convivem ao mesmo tempo cinco gerações, sendo que quatro delas normalmente fazem parte ativa da força de trabalho. A experiência de cada elemento dessas gerações influencia a sua visão da vida e do trabalho. A geração mais nova que está chegando agora às empresas é chamada de vários nomes: Geração D (de digital), ou Geração N (de Net), ou ainda, por questionarem tudo, Geração Y (Why?). Veja detalhes das diversas gerações na tabela abaixo.

Os Imigrantes Digitais são membros das gerações mais antigas, são os que conseguiram aprender a usar as tecnologias digitais, uns mais, outros menos. O fazem como os imigrantes, se adaptam ao novo ambiente, mas sem deixar de ter o seu sotaque, isto é, o seu pé no passado. Usam as novas tecnologias, mas de uma maneira diferente das gerações mais recentes. Exemplos dados pelo autor (alguns certamente acham que foi pelo inventor), de como os imigrantes usam as tecnologias:


  • Necessitam mandar imprimir um texto digital quando querem alterá-lo, para depois digitar as modificações registradas no papel;
  • A Internet é sempre a segunda fonte de informação;
  • Lêem os manuais de dispositivos ou de programas em vez de aprenderem com o seu uso;
  • Imprimem os emails recebidos (ou mandam alguém fazê-lo), para depois decidirem que ação tomar;
  • Convidam as pessoas para dar uma chegada à sua sala, para ver no computador um site interessante que acabou de localizar, em vez de mandar-lhes o seu endereço.
Já os Nativos Digitais são da Geração Y, nasceram com a tecnologia, tem-na no sangue. Falam fluentemente a linguagem digital dos computadores, vídeo-games, Internet, MP5 players, máquinas fotográficas. Eles pensam e processam informação fundamental e diferentemente de seus antecessores. Os seus pais, professores e agora chefes não percebem e muito menos entendem essas diferenças e normalmente não tem condições de avaliar as implicações deste fato. O nosso autor (futurista ou realista?) salienta algumas das características de um Nativo Digital:


  • Recebem e passam informação rapidamente, usando várias mídias;
  • Usam várias aplicações ao mesmo tempo, enquanto conversam nos mensageiros, vem vídeos do Youtube;
  • Preferem as imagens antes dos textos, se estes não tiverem imagens certamente serão desconhecidos;
  • Fazem acessos aleatórios, não seqüenciais, nas páginas hipermídia da web;
  • Preferem jogos em vez de trabalho “sério”;
  • Estão constantemente interagindo com os amigos nas redes sociais.
  • Colocam na rede seus próprios textos, fotos, vídeos
Essas características, que os Nativos Digitais adquiriram e aprimoraram através de anos de interação não são muito apreciadas pelos Imigrantes Digitais. Para eles tudo isso é estranho. Preferem fazer as coisas “lentamente, passo a passo, uma coisa de cada vez, individualmente, e acima de tudo seriamente”. Acham que o trabalho, o aprendizado não pode e não deveria ser divertido. Já os nativos, que nasceram numa nova cultura, aprendem com facilidade a nova linguagem digital. Apesar de que seus pais, professores e chefes tentem forçá-los insistentemente em aprender a linguagem do passado, eles resistem bravamente em fazê-lo. Um dia, para a satisfação de nosso autor projetista de jogos e aprendizagem, aprenderão novos e antigos conteúdos se divertindo, com ou sem a ajuda de seus professores Imigrantes Digitais.

As diversas gerações existentes no mundo de hoje são caracterizadas na tabela abaixo, baseada no artigo de Jane Hart: Understanding Today´s Learner. É uma classificação baseada em fatos verificados em países ocidentais e desenvolvidos. Para países em desenvolvimento, como o Brasil, podemos fazer algumas correlações, ou verificar que em algumas de suas regiões mais prósperas, onde o acesso às tecnologias é mais difundido, a classificação é válida. Algumas estatísticas tem mostrado que nesses países o número de Nativos Digitais, de todas as gerações e em especial da Geração Y, está crescendo de forma acelerada, muitas vezes com apoio do próprio governo.

Gerações e Características de seus membros

VETERANOS
Nascidos de 1925 a 1945
Geração Silenciosa
Características de seus membros
  • Nasceram em tempos de crises econômicas, o que os fez disciplinados e saber que devem se sacrificar
  • Colocam o dever antes do prazer
  • Acreditam que a paciência é auto-gratificante
  • Vêem o trabalho como uma obrigação
  • Como trabalhadores são leais, dedicados e trabalham pesado
  • Respeitam a autoridade, trabalham segundo regras existentes
  • Alguns ainda estão na força de trabalho, na ativa


BABY BOOMERS

Nascidos de 1946 a 1964
Numa fase de explosão de nascimentos, em função do desenvolvimento econômico do pós-guerra
Características de seus membros

  • Nasceram numa época de prosperidade econômica, num ambiente fortemente familiar, com a mãe presente o tempo todo em casa
  • São competitivos,otimistas e focam nas realizações pessoais
  • São viciados no trabalho, vivem no mesmo, levando-o muitas vezes para casa
  • São definidos por seu trabalho ou profissão
  • Gostam de se sentir valorizados e necessários
  • Não compatibilizam a vida pessoal com o trabalho, considerando um malabarismo fazê-lo
  • Muitos sacrificam a vida pessoal em detrimento da carreira profissional
  • Dominaram a força de trabalho por muito tempo, hoje detém postos significativos na hierarquia das empresas


GERAÇÃO X

Nascidos de 1965 a 1979
Características de seus membros
  • Nasceram em circunstâncias diversas, muitos com pais divorciados ou separados, a mãe no trabalho era uma norma
  • Isso fez com que se tornassem resistentes, independentes e adaptáveis
  • Assumem o emprego de forma séria
  • Tem uma maneira pragmática de fazer as coisas
  • Trabalham para viver, não vivem para trabalhar
  • Saem e entram nos empregos em função das necessidades da família


GERAÇÃO Y

Nascidos de 1980 a 1995
Geração NET

Geração D

Geração do Milênio

É a geração mais numerosa

Características de seus membros
  • São filhos dos Baby-Boomers, que os mimaram e deram-lhes muita atenção, o que fez com que apresentem alto grau de auto-confiança
  • Nasceram em tempos de prosperidade, por isso não temem o desemprego
  • Gastaram maior tempo em educação de tempo integral
  • São independentes e muito sociais
  • Questionam qualquer coisa
  • No emprego não temem mudanças
  • O trabalho é um meio não um fim
  • Gostam de horas flexíveis de trabalho, para trabalhar em casa e para ter tempo de viajar
  • Saem felizes do emprego se ele não está de acordo com suas expectativas
  • Ficam no trabalho se é algo que desejam

GERAÇÃO Z
Nascidos a partir de 1996
Características de seus membros
  • Começarão a aparecer na força de trabalho daqui a aproximadamente cinco anos
    Como a Geração Y, a tecnologia e em especial a Internet será um fator de influência significativa nas suas vidas
Questões necessitando de respostas imediatas:

  • Como os alunos da Geração Y estão se saindo na Escola atualmente?
  • As teorias educacionais, as metodologias de ensino e aprendizagem adotadas normalmente pelas nossas Escolas são adequadas aos alunos Nativos Digitais?
  • Como os professores Imigrantes Digitais conseguirão criar ambientes de aprendizagem adequados aos seus alunos Nativos Digitais?
  • Como as empresas receberão seus funcionários Nativos Digitais?
  • O que acontecerá às empresas quando os Nativos Digitais assumirem postos significativos?

14 de dez. de 2008

"Blogueiros" na sala de aula

CARTA CAPITAL
por André de Oliveira


O blog é uma ferramenta fácil, barata e que permite uma comunicação escrita dinâmica entre seus alunos

Os bloggers surgiram no fim da década de 1990 e nos últimos anos tiveram crescimento acentuado. São criados, no mundo, 120 mil blogs por dia, 1,4 por segundo. O blog é o espaço pelo qual muitos adolescentes interagem, trocam informações e revelam suas aspirações e gostos pessoais. Este recurso se limita, na maioria das vezes, a um espaço alternativo de produção cultural; no entanto, existem algumas experiências de uso de blog em sala de aula que se revelaram eficientes e úteis na aprendizagem da escrita e troca de informações. Por se constituírem em um espaço de multiplicação e renovação cultural, os blogs criaram um novo léxico entre os usuários, que se apropriam de termos do inglês para criar sua própria linguagem.

Por exemplo, o dono do blog é o "blogueiro" e o texto inserido por ele é um post. A palavra foi transformada em "postar", ou também, "postagem", que é o ato de publicação. No entanto, os novos termos não devem assustar o professor que está interessado em levar o blog para a sala de aula; isso é o que mostra a experiência da professora Márcia Vescovi Fortunato, que vem utilizando o recurso há dois anos e tem obtido ótimos resultados. Fortunato ministra uma oficina de prática de leitura e escrita no curso de Pedagogia do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, em São Paulo. O projeto consiste na criação de um blog por aluno. Cada estudante deve publicar suas impressões pessoais acerca de um livro ou autor. Desse modo, diversas habilidades são desenvolvidas, como o ganho de intimidade com o texto escrito e a familiarização com maiores cargas de leitura. Ana Carolina Guimarães Abrão, aluna do curso de Pedagogia, diz em seu post: "Sempre achei que iria ter muita dificuldade em escrever, mas vejo que não, o que está me aborrecendo é ter que ler tanta coisa para a faculdade. Eu gosto do que leio, mas o fato de haver prazos me atrapalha".

"Esse exercício de escrita no blog é muito bom, acho que estou melhorando mesmo... Quem sabe tenha o mesmo processo com a leitura. Quanto mais se lê, mais se tem vontade de ler!" Para que as produções dos alunos não possam ser encontradas em ferramentas de busca, como o Google, Fortunato utiliza um recurso que impede a circulação dos blogs em "buscadores"; no entanto, isso não impede que os internautas tenham acesso aos blogs.

Ferramenta para textos curtos

Márcia Fortunato usa o blog, com seus alunos, como uma espécie de bloco de anotações que servirá para a confecção de um futuro trabalho. A professora acredita que seu método aumenta o interesse do aluno, pois utiliza uma ferramenta moderna e dinâmica que permite a interação entres os estudantes. A cada publicação semanal que os alunos fazem, a professora interfere, dando sugestões e demonstrando sua opinião. Além disso, os estudantes podem interagir entre si, fazendo apontamentos ou opinando sobre o que foi escrito.

Existe, também, a manutenção de um blog pela professora, que aprofunda questões discutidas em aula, além de servir como uma espécie de ponto de encontro dos blogs dos alunos. Fortunato ressalta que o blog é uma ferramenta que preza textos curtos e de fácil manipulação. Sendo assim, um trabalho que demande grandes pesquisas e textos mais elaborados não deve utilizar o recurso.

O blog pode trazer diversos benefícios para a aprendizagem, como o aumento do espírito crítico dos alunos, a melhora na produção escrita e a maior familiaridade com a leitura e interpretação de textos informativos, literários e teóricos. Porém, o ponto alto é, talvez, a criação de uma maior intimidade do aluno com aquilo que ele produz. Na medida em que a produção do estudante é algo pessoal, o blog ajuda a ressaltar esse aspecto. Ao ser questionada se seria boa idéia fazer o uso da metodologia em turmas de Ensino Fundamental e Médio, Fortunato diz que sim: "O espírito do blog é o de uma ferramenta fácil, barata e que favorece a comunicação entre os estudantes, estimulando-os por meio da criação de um espaço pessoal". A professora conclui dizendo que a metodologia pode ser aplicada a qualquer disciplina escolar, em qualquer instituição.

O blog no Ensino Médio

Maria Luiza Aburre, coordenadora de Língua Portuguesa da Escola Comunitária de Campinas e autora de livros didáticos para o Ensino Médio, é uma incentivadora de projetos que envolvam tecnologia e educação. Defendendo postura semelhante à de Márcia Fortunato, Aburre acredita que a experiência feita no Instituto Vera Cruz poderia, muito bem, ser aplicada no Ensino Médio e Fundamental. "O blog é um espaço interessante para o professor de Ensino Médio que tenha como preocupações não apenas desenvolver o texto, mas fazer com que o aluno esteja informado sobre questões da atualidade. Você pode, por exemplo, propor um tema de discussão por semana e fazer com que os alunos o discutam no blog", diz Maria Luiza.

Temas da atualidade e livros pedidos nas listas dos principais vestibulares do Brasil poderiam virar o centro de diversas discussões via internet. A única ressalva feita por Aburre é de que a criação do blog de cada aluno acarreta a exposição na internet do texto do estudante e, principalmente, sua exposição aos colegas de classe. Para isso, é oferecida uma opção: a criação de um blog para a sala inteira; deste modo, o professor poderia controlar de perto o que é produzido pelos seus alunos, mantendo a seriedade do método. Caberia ao educador criar um tópico de discussão por semana e selecionar alunos para serem redatores e mediadores das discussões decorrentes do tema. Ao final da semana, os estudantes poderiam criar um texto acerca do assunto discutido no blog e os melhores textos seriam publicados, evitando, desse modo, a exposição dos textos de todos os alunos. No entanto, Maria Luiza não recusa a idéia de Márcia, apenas diz que a criação de um blog e a subseqüente publicação de temas dependem de um compromisso e maturidade que, talvez, os alunos do Ensino Médio não tenham. Isso cabe ao professor definir.

O blog, usado como recurso didático tem muito a contribuir para o aprendizado escolar, conforme as professoras constatam. O que deve ser entendido pelo educador é que "a ferramenta mudou, mas a natureza da habilidade que precisa ser construída nos alunos, não. O professor deve ser o responsável por criar um senso crítico no aluno; assim como faz com livros, deve fazer também com a internet. Nem todos os livros são bons, nem tudo o que está presente na internet tem qualidade, mas ao contrário do que se pensa, existe muita coisa boa na rede. Por isso o professor não pode se abster desse mundo virtual", diz Maria Luiza Aburre. O blog, ela acredita, é um bom começo para se iniciar uma aproximação com a internet e aumentar o interesse dos estudantes.

Fonte: http://www.linearclipping.com.br/cnte/detalhe_noticia.asp?cd_sistema=93&codnot=574417

1 de dez. de 2008

Crianças devem jogar online, diz estudo

Por Raphaela Maia

Um estudo organizado pela MacArthur Foundation revela que games online e interação com outras pessoas na Web trazem benefícios às crianças, ensinando-as como se portar socialmente e as ajudando a desenvolver habilidades técnicas básicas.

Conforme publicado no site SFGate , o projeto contradiz a idéia de muitos educadores e pais de que as crianças deveriam ser proibidas de interagir com a rede ou brincar com games multiplayer, que permitem a usuários de diferentes locais jogarem juntos.

De acordo com Mizuko Ito, um cientista do UC Irvine's department of informatics que liderou o estudo, as crianças que não têm acesso às diversões mais populares da Web correm o risco de serem excluídas socialmente e de não desenvolverem algumas das habilidades básicas para sobreviver na era da internet.

"Para a minoria das crianças, o uso ocasional das mídias sociais serviu como um trampolim para que eles que ganhassem perícia tecnológica", afirmam os pesquisadores.

Existem casos de crianças que aprenderam a editar vídeos e a montar hardwares de computador perguntando aos amigos ou obtendo ajuda de pessoas que conheceram em grupos on-line, por exemplo.

E já que as chamadas "mídias sociais servem como inspiração para aprender, as escolas deveriam abandonar sua hostilidade e dar suporte às crianças quando elas quiserem aprender coisas mais sofisticadas do que simplesmente criar sua página no Facebook", diz o estudo.

Segundo o relatório, os pais mistificam a realidade digital porque isso não existia em suas infâncias. "Mas impedir as crianças disso [usar a rede], elimina uma importante atividade social e recreacional e poderia levá-los à ignorância sobre como interagir não somente em sua juventude, mas também potencialmente em sua vida profissional", explicam os pesquisadores.

A pesquisa, chamada Digital Youth Project (algo como Projeto Juventude Digital), teve início em 2005 e conta com entrevistas de 800 crianças, além das cinco mil horas de observação da atividade online dos adolescentes.

O texto original integral está disponível na rede em PDF. É possível visualizá-lo por meio do atalho tinyurl.com/5p8qnk ou visualiza-lo abaixo.

Dml Ethnog Whitepaper

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/28112008/7/tecnologia-negocios-criancas-devem-jogar-online.html