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16 de dez. de 2008

Pedagogia do Fingimento

Nildo Lage

É impossível falar de educação sem voltar os olhos para o passado. É mais impossível ainda fazer educação sem se apossar de heranças filosóficas, tendências... porque, desde os tempos remotos, a história é escrita por aqueles que a determinavam. E narrada por aqueles que tentam fazê-la.

Inácio de Loiola trouxe a novidade com a Companhia de Jesus, alarmado com a expansão do luteranismo na Europa. Não funcionou. A única saída foi a Reforma Pombalina da Educação, que descartou o Sistema Jesuítico... Daí por diante, a história foi se desfigurando, gerando “estórias”. E, há tempos, a sala de aula está perdendo a originalidade, deixando de ser um local de aprendizagem, reflexão, troca de conhecimentos, de experiências... Porque está se convertendo num campo de batalhas: professores desmotivados travam uma guerra com alunos impregnados de armas sociais — violência doméstica, urbana, psicológica, drogas, abandono social — que chegam com o intuito de brincar, se divertir para passar o tempo. O professor, menos preocupado ainda, passa por breves instantes pela sala para dar uma “espiada” e cumprir um contrato de trabalho, sem se incomodar com a aprendizagem e as experiências dos alunos.

Nesse jogo do faz-de-conta, princípios didáticos, filosóficos e éticos estão enfraquecendo no infértil terreno do conhecimento, porque violência, agressões, desrespeito mútuo estão consumindo a espécie-símbolo: o diálogo, que é o elo do relacionamento professor–aluno. A troca, a parceria, a afetividade estão abaladas, cada vez mais ausentes.

Nessa guerra na busca do saber, professores lançam conteúdos frívolos garganta abaixo e não cobram resultados. Alunos digerem o prato do dia e se sentem fartos... Uma avaliação para cumprir o protocolo, e lá se foi um bimestre. Um problema a menos. “Colões” e “decorebas” se dão bem. Os “menos espertos” fazem um “trabalhinho extra” para recuperar a nota, o tempo perdido... e lá se vão... O novo bimestre os espera.

Com tantas veias de escape, aprendizagem, conhecimento e saber nunca se encontram. Treinamento e capacitação trilham caminhos diferentes, e a essência da educação vai se esvaindo, perdendo originalidade pelos rincões do construtivismo, do sociointeracionismo, das tendências pedagógicas que surgem num piscar de olhos: Vygotsky, Piaget, Vallon, Ferreiro, Freire... De filosofia em filosofia, de pensamento em pensamento, a nova tendência “Crítica Social” vai surgindo, com o sonho de chegar para ficar.

Se não for puxado o freio de mão, em breve, teremos que escrever a nova “História da Educação”, porque os grandes pensadores terão as suas idéias ultrapassadas. Perderão espaço para os megaempreendedores que estão fazendo da educação um negócio da China, imbecilizando alunos, assolando a meta de formar cidadãos atuantes, críticos e participantes, convertendo-os em profissionais sem iniciativas, que decoram conteúdos e não são preparados para o mercado de trabalho, para encararem os desafios de um mundo que exige cada vez mais. A escola que temos é repleta de reentrâncias, preenchidas por rupturas, ranços, intrigas políticas, disputas pessoais, inúmeras bifurcações que conduzem analfabetos letrados por caminhos que se perdem nos atalhos para se chegar a uma educação de excelência, cujos condutores julgam estar no caminho certo.

Com isso, o conhecimento está se tornando um animal raro, porque, na educação da era digital, as fontes interdisciplinares da informação jorram, a cada passo, numa velocidade alucinante. E os alunos, na rota de colisão, são bombardeados pelo excesso de informações, muitas fúteis, e mantidos nas dependências da escola do novo tempo, como cobaias bitoladas, onde são polidos para se encaixar nos moldes de uma educação impositiva; aprendem três comandos: Ctrl+T, Ctrl+C e Ctrl+V. Capa, contracapa... Uma breve introdução para dissimular... “A minha pesquisa ficou perfeita”. O professor, mais perfeito ainda, dá um 10. Esse aluno é o CDF. Porque professor investigador — que leva seus alunos a descobrirem o novo, reavaliarem o velho, ampliarem os horizontes do conhecimento — está cada vez mais escasso, um mito nos corredores das escolas. O importante é não reprovar; que, ao final de cada ano, todos passem.

Com essas façanhas, cumpre-se mais uma meta: a estabelecida pela ONU para combater o analfabetismo nos países emergentes; e, sem receio de errar, o governo dispara em todas as direções: Educação a Distância, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), Programa Universidade para Todos (Prouni), Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)... São tantos caminhos que professores e alunos se chocam, se confundem, se perdem, não se entendem; e a verdadeira educação vem perdendo terreno para a educação burocrática que se agiganta em escolas de muralhas, de grades... De professores virtuais, de alunos onipresentes. O professor, centralizador do conhecimento, foi murchando, obrigado a ceder o espaço para o professor mediador, que, na verdade, medeia o tempo na sala de aula, à espera do passar do próprio tempo.

E o objetivo da verdadeira educação?
Ainda é a aprendizagem? A quem importa?

É hora de repensar os métodos traçados, os moldes pré-fabricados... Destruir a fórmula que determina o que deve ser ensinado e como deve ser aprendido. É hora de tirar a viseira de professores privados de buscar, de trabalhar a realidade de seus alunos e de construir o próprio conhecimento para reavaliar a sua prática e colocar a lente de educador, para ver o mundo além da sala de aula ou de uma janela cibernética.

É hora do negro e do índio terem os seus valores respeitados, a sua história resgatada, pois resgatá-la é resgatar a cultura, a história do País e da própria educação no Brasil. Respeitar as diversidades regionais, etnias, opiniões, culturas, porque, nos pavilhões e nas galerias do presídio do saber, as relações interpessoais estão deixando de existir. Existem apenas regras. E a educação, hoje, escreve uma história com dois finais: um para a minoria que tem recursos financeiros para pagar por uma educação de qualidade e outro para aqueles que são atirados pela janela das escolas públicas e são obrigados a se acomodar em salas superlotadas, sem recursos didáticos, sem carteiras, com professores despreparados, onde o autoritarismo se converteu em lei e está substituindo a Lei de Diretrizes e Bases (LDB). O eu roubou o espaço do nós, e, se não voltarmos a ser nós, a sala de aula será exatamente o que eu (o sistema) quero: muita informação e pouca aprendizagem.

É hora do Sistema de Ensino voltar-se para o eu desse aluno que sai da favela, do campo... Porque ainda acreditam que a educação é o caminho que leva à realização e é hora de polir esse eu, nos moldes dos sonhos, da vontade de ser e de existir de cada eu.

É preciso estreitar os laços de relacionamento entre escola, ensino, educação e família para que o aluno compreenda o mundo em que vive e se proponha, como cidadão, a mudá-lo. É como já dizia Freire: “Não é na resignação, mas na rebeldia frente às injustiças que nos afirmamos”. Porque professor é um título que se conquista com um diploma comprado ou conquistado, mas ser educador é uma singularidade exclusiva; essência rara que se desprende daqueles que fazem do ofício de ensinar a arte de formar cidadãos. É preciso que leis deixem de ser meros projetos constitucionais, que as camadas conquistem a igualdade e que a educação seja prioridade.

E, então, quando a política deixar de ser uma transição entre a campanha e a eleição, as armas sociais serão recolhidas pelos jovens e pelo professor. O prazer de ensinar se refletirá no de aprender, e aí, sim, haverá melhorias na educação. E a educação cumprirá a sua missão, porque terá uma verdadeira história para contar.

23 de nov. de 2008

Tecnologia Educacional Humana

Escrito por Sérgio Marcelo

ImageMuito se ouve a respeito das tecnologias educacionais. No entanto a maior tecnologia educacional já existe há muitos anos - o ser humano. Com isso afirmo que as tecnologias educacionais são subservientes aos interesses de cada um.

Cabe ao educador, pessoa interessada e habilitada no ensino do próximo, capacitar-se. Eis o grande “Bug” do milênio. O século XXI chegou para alguns poucos educadores. Então paramos para refletir: em que reside o problema afinal?

“O sistema não funciona! Nunca funciona! É complexo demais...” As reclamações não param por aí, e continuamos a empurrar com a barriga esperando que as tecnologias educacionais, sem o nosso domínio ou consenso, se convertam em tradutores de pensamentos com ação própria para a execução das atividades educacionais afins.

A práxis do educador já não é mais mesma, aliás, nunca foi. O processo evolutivo humano, capacidade própria de aprender e de desenvolver de cada indivíduo, é um processo interno, tal qual a motivação para ensinar. Transpõe o mundo pessoal do professor antes de chegar até o real dos que assim se predispõe a aprender.

Tecnologia Educacional Humana é uma competência imprescindível para o educador que não têm mais a tutela do ensino. O conhecimento é universal. Esta em todos os lugares, e possui muitas direções.

É chegado o momento de entendermos o verdadeiro sentido da tecnologia educacional. Ela é subserviente aos interesses humanos. Suas afinidades com esses interesses são incessantes e tornam-se, a cada dia, o maior apoiador do processo de ensino e aprendizagem.

Trata-se de um aperfeiçoamento contínuo, que evolui ao passo que nosso conhecimento nas tecnologias também. Alguns termos como usabilidade, navegabilidade, convergência, qualidade entre outros fazem parte desse processo. Não são somente as funcionalidades das tecnologias que as tornam usáveis.

Essa evolução é assustadora. Sim, também fico assustado com o enorme avanço das tecnologias. Mas, por favor, não se deixe enganar pelas propagandas subliminares da “Última Tecnologia” tal qual o esteticismo ou a videotice e suas finalidades comerciais nada implícitas.

Não é a escolha da melhor tecnologia, se física ou lógica, que irá nos deixar confiante quanto ao seu uso. A maior escolha é a nossa escolha. É dela que se depende. Pode-se interagir com ela, e de todas as formas possíveis, estaremos interagindo com nós mesmos.

Já ouviram falar do processo de aprendizagem homem-máquina? Pois bem, explico. Enquanto para uns isso é quase uma robotização, ou mesmo nossa subserviência à máquina e seu sistema, para outros, e na grande maioria, é um processo de auto-reflexão.

Experimente sentar em frente ao computador e realizar uma pesquisa na internet, ou mesmo em um curso online. O processo de interiorização é muito grande, principalmente quando se interage nas comunidades virtuais de aprendizagem, pois ora se é professor, ora se é aluno, o que leva a um processo contínuo de ensino e de aprendizagem.

Isso parece reflexivo? Tome como referência educacional aquela de uns 5 ou 10 anos atrás. As pessoas buscavam no professor o conhecimento que precisavam. Os educadores tinham a grande responsabilidade de ensinar para o bem-comum, servindo a todos os gostos e aptidões. O professor era o único centro do processo educacional.

E, deixamos de ser a referência? Não, aquela velha busca ainda existe. No entanto, a humanidade em seu todo, enfrenta a maior mudança de paradigmas de todos os tempos. Nossos pais, avós, bisavós, tataravós - até os dinossauros - sem nenhuma analogia, deixaram-nos de herança essa referência educacional - imprevisíveis quanto as novas metodologias e tecnologias educacionais hoje existentes.

Podemos sair em alto mar, e passearmos pelos quatro cantos do mundo. A globalização é um convite aberto em cada porto, e a informação sopra para todos os lados tal qual o vento. Dizer que o barco deve ficar ancorado, parado no tempo, é retrógrado.

Somos inseridos em novo processo educativo mediado pelas tecnologias. Navegamos em um mar de informações muitas das quais sem precedentes, e corremos o sério risco de virarmos naúfragos. É nesse exato momento que surgem as tecnologias educacionais humanas, e seu comandante maior – o professor.

Tecnologia Educacional Humana não se trata da melhor escolha tecnológica e sim do interesse do profissional-educador em desenvolver-se, assim como sua práxis educativa, exercendo a função de facilitador no processo de ensino e de aprendizagem.

Qualquer que seja a tecnologia encontrará sempre o potencial que existe dentro de si mesmo, pois disso dependem muitos outros aspirantes ao conhecimento.

Fonte: http://www.college.com.br/index.php/Colunistas/Colunistas/Tecnologia-Educacional-Humana.html

19 de nov. de 2008

Utilização pedagógica dos blogs

O termo web log Jorn Barger cunhou-se em 97 de remeter para um jornal online que o seu autor ou autores atualizada constantemente. Mais tarde, as duas palavras "Web" e "log", foram compactados em um único, "Weblog" e, em seguida, os mais velhos, ele se tornou um muito curto: "Blog". Em suma, um blogue é um Web site que facilitou a publicação instantânea de bilhetes (postos) e permite que o leitor para dar feedback ao autor, sob a forma de comentários. As inscrições estão dispostas em ordem cronológica começando com o mais recente. Um blog requer pouco ou nenhum conhecimento do HTML codificação, e muitos sites usam livre (sem custo) permite-lhe criar e hospedar blogs. Alguns dos mais populares incluem: WordPress, Blogger, Livejournal, Xanga e Edublogs.

Nesse documento, vamos concentrar-se em WordPress, as vantagens oferecidas pela sua utilização pedagógica, suas características, um guia prático para se registar gratuitamente com uma seção de comentários e as suas principais características.

Benefícios educacionais

Blogs oferecem muitas possibilidades para utilização em processos educativos. Por exemplo, para incentivar os alunos a: escrever, compartilhar idéias, trabalho em equipe, design, exibir um instantâneo do que eles produzem, e assim por diante. A criação de blogues pelos alunos dos professores dá a opção de exigir processos de síntese, pois escrito na Internet devem ser oportunas e precisas, os tópicos abordados.

Os professores podem usar blogs para se aproximar mais dos alunos em novas formas, sem ter que limitar a sua interacção exclusivamente para a sala de aula. Por exemplo, a publicação de materiais e permitir um acesso imediato a informações ou recursos para realizar projetos e atividades para a sala de aula, otimizando o tempo. Ele também oferece aos alunos a oportunidade de melhorar o conteúdo acadêmico, enriquecendo-a com elementos multimédia, tais como vídeos, sons, imagens, animações e outros Web 2.0.

A facilidade com que são criados e alimentados Blog torna-os muito marcante, porque graças à assistentes e templates (modelos) predesigned, não devemos concentrar-se na execução técnica, mas sobre os conteúdos e materiais para publicar. Isso permite que qualquer professor ou aluno, independentemente da área acadêmica, pode gerar recursos e conteúdos de temas educativos, sem ter que instalar as aplicações ou ter conhecimento de programação.

map
Um mapa conceitual de Felipe Zayas sobre o uso de blogs na sala de aula, publicada no
http://tiscar.com/2006/12/01/presentacion-sobre-el-uso-educativo-de-los-blogs/


O trabalho colaborativo tem sido posicionamento como uma boa estratégia educativa. No entanto, este método tem a desvantagem de obrigar quase uma confluência do grupo no mesmo espaço. Blogs de superar esta dificuldade é como oferecer um espaço virtual, independentemente do local físico em que eles são, onde eles podem ser combinados em função da atividade ou classe projeto: Blogs gerada entre professores e alunos e os blogs criados apenas para os alunos. Isso permite que o professor atuando como facilitador da aprendizagem, os alunos guia constantemente. Neste contexto, é possível tirar proveito de outras tecnologias relacionadas com a Web 2.0: a sindicação de conteúdos ou RSS.

blog

Usando o RSS nos Blogs professores e alunos

Os alunos podem incluir nos seus blogues RSS Blog do professor e bem atualizado com as últimas entradas publicadas por este. Mesmo é a professora do RSS com Blogs de seus alunos, de modo que, logo uma entrada um problema pode acessá-lo a partir de seu blog. Isto torna mais fácil para os professores, acompanhamento e avaliação dos trabalhos atribuídos a estudantes que envolvem sua publicação em blogs.

Para um professor ou instituição educativa, os blogs podem se tornar a ferramenta para se comunicar com toda a comunidade educativa, a título gratuito. Por exemplo, para manter os pais e / ou Guardião das notícias sobre o aluno ou a instituição. Outro recurso é o aluno jornais digitais que podem ser executados em um blog, economizando custos de impressão e distribuição.

Os blogs também oferecem ensino facilidades para criar, visualizar, atualizar e compartilhar com outros seus próprios bancos de classe projectos e actividades.

A recomendação deve ser considerada pelos professores relativamente à utilização pedagógica dos blogs, é a clara definição dos objectivos de aprendizagem que pretendem atingir com atividades que envolvam sua utilização. Além disso, devem plano em pormenor as actividades a empreender.

DESTAQUES

WordPress

  • Entre os muitos sites que oferecem serviços gratuitos criação de blogs, WordPress (http://www.wordpress.com/) é um dos mais comumente utilizados, bem como publicar entradas (posts), também permite a criação de páginas Web, o que eleva polivalência e flexibilidade no desenho, por exemplo, podem gerar um menu ou um texto em uma página que as ligações através de hiperlinks, outras páginas do Blog. Isto faz com que seja possível ter uma página pessoal e outras secundárias.
  • Principais características do WordPress:
  • Criação de vários blogs com um único registro.
  • Adicionando usuários a publicar entradas (posts) nem gerenciar o Blog.
  • Capacidade de armazenamento de até 3GB livre.
  • Interface em vários idiomas sobre a forma como design blog.
  • Criação de Páginas Web.
  • Criação de categorias e subcategorias de entradas.
  • Os ingressos para as etiquetas.
  • Multimedia Library (tipo de arquivo jpg, jpeg, png, gif, pdf, doc, ppt e odt).
  • Importação automática entradas, comentários, páginas e arquivos, categorias e etiquetas de outros blogs.
  • Exportação automática de informações de um Blog (entradas, páginas e arquivos) em um arquivo XML.
  • Disponibilidade de dezenas de modelos prontos para uso.
  • Capacidade de adicionar Widgets para o blog com diversas funcionalidades.
  • A adição de comentários de leitores Ingressos e Pages.
  • As estatísticas sobre a actividade dos leitores do blog.
  • Outras melhorias que podem ser comprados por um ano, pagando uma certa quantia de dinheiro em dólares.
  • Fazer download de software livre WordPress (http://wordpress.org) para instalar em um serviço de hospedagem de sites (hosting). Esta opção não está disponível em outros blogs populares como o Blogger, só que existe a possibilidade de hospedagem de blogs no servidor blogspot.com.

Guia para se registar no WordPress

Para se registrar em WordPress, digite o endereço http://www.wordpress.com e faça o seguinte:

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1. Escolha o idioma no qual você irá ver o site interface.

2. Clique sobre o botão verde (Cadastre-se agora!) Para preencher o formulário de inscrição.

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Após preencher o formulário, clique no botão "Avançar". Em seguida aparece na tela:

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3. Digite o nome do blog (por exemplo, miweblog) e do endereço completo (miweblog.wordpress.com) pode acessar o blog criado.

4. Se você ativar a "privacidade", isto permite que o blogue com o seu conteúdo será exibido em vários motores de busca na Internet.

5. Para continuar com o processo, clique no botão "Register".

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6. Neste e-mail (6) WordPress atingirá uma mensagem que contém um hyperlink para ativar a conta criada. Confirme a criação da conta é crucial, pois a partir deste hyperlink irá continuar com o processo.

7. Para guardar as informações, clique no botão "Salvar Perfil". Esta informação pode ser atualizado mais tarde ao entrar no Blog do modo "View of Design."

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8. Para ativar a conta, clicando no link que aparece no e-mail de confirmação, solicitando o nome de usuário (username) e senha (password). Deverá entrar usuário e senha, conforme especificado no registro.

9. Clique em "Consultar o site criado para exibir o Blog (naturalmente, estar vazio).

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10. Para entrar no Blog criado no "View of Design", entre os dirigentes http://es.wordpress.com/ e digite na caixa (10), o nome de usuário e senha. Em seguida, clique em "Entrar".

Orientações para uso

Quando entrar em WordPress "View of Design", são as diferentes opções para gerir o Blog, dividido em duas partes principais:

  • Menu: Principais opções em que divide o Modo Design Blog
  • Sub: Opções que subdividir o Menu. Cada opção no menu tem várias opções para executar ações sobre os blogs.

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A: ESCREVER

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  • Entradas: Para este item do menu "Escrever" para criar o blog entrada (artigos, ensaios, oficinas, opiniões, etc.) A casa em que você escreve a entrada oferece opções básicas de qualquer processador de texto: negrito, itálico, sublinhado, texto justificação, e assim por diante. Além disso, como possíveis elementos multimédia para inserir imagens, áudio e vídeo.
  • Páginas: Este item do menu "Escrever" para criar a página do blog. A casa em que estão escritas as páginas oferece as mesmas opções e possibilidades das entradas.
  • Links: Com esta opção, é possível criar links ou hyperlinks para qualquer endereço Internet, incluindo as direções que correspondem a um do próprio blog.
B: CONTROLAR

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  • As Entradas, páginas, links, categorias, tags, categorias de ligações: O "Administrar" menu permite editar e apagar entradas, páginas, links, categorias, tags e categorias de links.
  • Biblioteca Media: Esta opção permite-lhe gerir os seus ficheiros multimédia carregado para o blog (texto, imagens, vídeos, áudio).
  • Importação e Exportação: Com estas duas opções podem ser carregadas automaticamente em cadastros, comentários, páginas e arquivos, categorias e etiquetas de outros blogs, tais como armazenar todas as informações (entradas, páginas e arquivos) de um blog em um arquivo XML.
  • Bilhete Categorias: Categorias permitem que as entradas em ordem uma forma hierárquica, e isto uma mediados prevê o aumento do número de inscrições, a organização de uma tal estrutura simples de entender e simplifica a navegação do Blog (veja imagem abaixo) .
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C: DESIGN

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  • Tópicos: WordPress oferece um menu predesigned nesta série de modelos com cores e estilos, prontos para serem utilizados em um blog. Estes temas são os que dão os blogs quanto gráficos.
  • Widgets: Estes são pequenos programas que adicionam funcionalidades ao blog. Basta seleccionar a partir de uma lista geral dos Widgets, que pretende adicionar à barra lateral do blog e aceitá-los na ordem desejada. Alguns Widgets precisar de qualquer configuração.
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  • Extras: Esta opção pode ativar ou desativar duas funções gerais do Blog. Por um lado, invisível para o fazer e de outros blogs, por outro lado, gerar uma pré-visualização da hiperlinks (Snap Shots).
  • Personalizar cabeçalho: Você pode inserir uma imagem que serve como o logotipo na parte superior do blog. Este recurso permite que você dê este blog uma imagem corporativa.
  • Edit CSS: Permite mudar o estilo e design dos blogs, utilizando a linguagem de programação CSS.
D. COMENTÁRIOS

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  • Gerir comentários: É possível gerir os comentários que os leitores do blog na entrada. O autor pode aprovar, rejeitar, Suprimir e Marcar como Spam nenhum dos comentários recebidos.
  • Spam: O autor pode gerenciar os comentários que a marca como uma ferramenta Akismet Spam (apagar ou un).
E. MELHORIAS

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  • Inscrições: Algumas funções são adicionais a pagar, e deve cancelar uma assinatura anual de melhorias, como a personalização do CSS, criar usuários, aumento de capacidade no disco rígido e usar um nome do domínio de si mesmo.
  • Domínio: No caso de um nome de domínio propriamente dito, este pode ser substituído pela livre domínio que é criado quando você se cadastra no WordPress (miblog.wordpress.com). Para fazer isso, ele deve comprar 10 créditos (Presentes submenu). Esta opção é crítica quando você deseja publicar o site da instituição educacional através de um blog (custo zero-plataforma e design, economizando tempo e facilidade de manutenção e alimentação ele mesmo).
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F. OPÇÕES

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  • Opções Gerais: WordPress para atualizar as informações gerais do Blog: título, descrição curta, a linguagem interface em modo de projeto de e-mail de contacto, e assim por diante. Você também pode escolher se deseja ou não ao blog será visível para os motores de busca. Adicionalmente, você pode restringir o acesso a apenas alguns utilizadores, isto é útil quando criar blogs com a única finalidade de utilizá-los na sala de aula e, por segurança, ele requer que só eles podem acessar o professor e seus alunos.
  • Leitura: Esta opção pode ser configurado como ler o conteúdo do blog ou página entrada e qual será exibido inicialmente para visitar o Blog (primeira página).
  • Discussão: Esta opção permite definir uma lista negra de palavras inadequadas, que os leitores do blogue podem não utilizadas nos comentários.
G. PAINEL

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  • Fórum: Esta opção fornece uma visão geral dos conteúdos e atividades do Blog. Vejamos um resumo do Pages, Entradas, comentários, links, o mais activo, e assim por diante.
  • Estatísticas: WordPress oferece estatísticas de visitas ao blog durante dias, semanas ou meses. Além disso, detalhado mais populares páginas de texto e palavras-chave utilizadas pelos leitores em motores de busca para acessar o blog e as referências para o blog de outros sites na Internet.

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H. VER SITE

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Esta opção permite que você abra o blog como leitores irão ver na Internet. Permanentemente disponível e é muito útil para saber como vamos ver o log.

O seguinte é um exemplo de como ele parece configurar um WordPress Blog:

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Imagem retirado do site http://www.edutecno.org

Neste exemplo, nós apreciamos os principais componentes de um blog: cabeçalho, menu Serviços, Pesquisa, Texto Widget, nuvem de etiquetas, categorias e as entradas de menu para a área. Observe, por exemplo, que as entradas estão organizadas hierarquicamente através de categorias e subcategorias, que facilita a entrada para o conteúdo do blog. Ele também contém páginas que fornecem informações e links para outras páginas no interior do mesmo blog.

Em relação às páginas no gráfico abaixo você pode ver a página inicial do documento "Lições mínimo", que por sua vez tem ligações para outras páginas que contêm as outras partes para concluir o documento. Desta forma um longo documento pode ser dividido em uma casa e vários subtipos, que entre eles para criar um menu de navegação, facilita a consulta e leitura.

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http://edutecno.org/estandares/mec/

Como foi explicado neste documento, WordPress oferece inúmeras vantagens sobre outros sites para criar blogs livre, especialmente quando estes vierem a utilizar os professores ou alunos. No caso do primeiro, que os utilizam para publicar um metódico e sistemático em trabalhos acadêmicos, a classe projetos, experiências educacionais, atividades para os alunos, coleta de recursos da Web, e assim por diante. Na segunda, a publicar as suas produções acadêmicas e, desta forma, armando sua própria carteira digitais pessoais.

CRÉDITOS:
Artigo elaborado pela EDUTEKA.

Publicação da EDUTEKA este documento em: 01 setembro, 2008.
Última modificação deste documento: 01 de Setembro de 2008.


Fonte: http://www.eduteka.org/BlogsEducacion.php

30 de out. de 2008

Você domina a tecnologia ou a tecnologia domina você?

Olá Amigos

Hoje encontrei esse vídeo que ilustra o que está postado no artigo O dilema da primeira infância no século XXI do Professor João Luís de Almeida Machado onde ele questiona se devemos presentear nossas crianças com Brinquedos ou Computadores.

O vídeo levanta uma questão importante: "Quando você chega em casa, o que geralmente faz primeiro? Liga a televisão? Liga o computador? Uma resposta simples e rápida à estas perguntas pode te mostrar sua mínima relação com a tecnologia no seu dia a dia. Acredito que a maioria das respostas seria a televisão e, hoje em dia, o crescente aumento da relação humana com o computador. Alguém pegaria um livro?"

O vídeo estava ilustrando a postagem A Invenção Da Criatura Ou Do Criador? do blog Soprando.net do Professor Wolney Honório Filho da Universidade Federal de Goiás Campus de Catalão-GO. A postagem merece ser lida e discutida pois levanta questões muitos proprias a dependência tecnológica.

Assistam o vídeo, reflitam e depois critique e comente aqui.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna



Fonte: http://www.soprando.net/c/a-invencao-da-criatura-ou-do-criador e http://www.planeta.sitedaescola.com/modules/planet/view.article.php?7817

28 de out. de 2008

A Escola Vista pelo Cinema


Prof. Dr. Amaury Cesar Moraes

FEUSP

1. Por que cinema?

À primeira vista, parece não aconselhável que tratemos de um tema da educação - A Escola - a partir de um referencial não estritamente técnico - O cinema -, mas sim daquele consagrado - As Ciências da Educação. Para nós, entretanto, o cinema cumpre esse objetivo de modo interessante. Os filmes têm sido tratados mais como meios (recursos) e menos como objetos de ensino quando trazidos à escola básica. Raramente são explorados no seu potencial de veículo das representações sociais. Menos ainda no que se refere à pesquisa sobre o imaginário social. (TURNER, 1997)

Para nós, os filmes são uma fonte importante de conhecimento da realidade, porque de algum modo se propõem a “reconstruir” essa realidade – de modo realista, naturalista, surrealista, alienante, engajado etc. Para além da ilustração que podemos recortar nos filmes, vemos também os pressupostos dessa ilustração.(SERRANO apud BITTENCOURT, s./d.)

É nesse sentido que tomamos a expressão “empresa epistemológica” de Xavier (1983) para enformar nossa perspectiva. Entendemos que tomando os filmes que tratam de escola e que têm o professor como protagonista, podemos de certo modo recolher informações sobre as “representações sociais” sobre a escola, ou o que aqui para nós dá na mesma, como o imaginário social representa a escola e a atividade docente.

Poderíamos recolher tais dados em entrevistas com pais, alunos, professores e outras pessoas; poderíamos tomar as leis para delas extrair uma visão sobre docência e escola; poderíamos ir até a literatura e fazê-lo; poderíamos ir até os chamados filósofos da educação e recortar em suas filosofias o “dever ser” para a educação e o educador. Ou seja, poderíamos percorrer as mais variadas formas do discurso pedagógico e nelas encontrar concepções sobre educação, escola e professores. Nosso caminho é outro: não são diretamente as pessoas que compõem esse “social”, nem são as ciências e filosofia da educação tampouco. É um modo, digamos, oblíquo, meio de esguelha, mas acreditamos tão válido ou tão fecundo como qualquer outro.

Não são documentários nem são filmes “de arte”. São filmes bastante comuns, alguns muito convencionais, cheios de “clichês” e soluções também bastante óbvias para os problemas tratados. Raramente avançam por uma via radical. Permanecem em limites suportados pelo público. São filmes de padrão americano e nisso está toda a vantagem – o que para outros pode parecer desvantagem. São filmes, como dissemos, do circuito comercial e por isso, parece-nos, representam melhor esse imaginário social. De certa forma – e isso é nossa hipótese – são condicionados pelo público bastante heterogêneo, não especialista e que assiste a esses filmes como a qualquer outro: de ação, comédias, dramas, suspense etc.. Ora, podemos dizer que há uma solidariedade entre os elementos que compõem os filmes – categorias, conceitos, valores, expectativas, comportamentos – e os que compõem o imaginário social. Os filmes sobre escola estão relacionados com a visão que esse público tem da escola. E aqui adianto um ponto: mesmo nós que vivemos e refletimos sobre esse fenômeno – a educação -, somos surpreendidos ao perceber como compartilhamos certos esquemas, valores, estereótipos e expectativas presentes nos filmes, com o público não especializado e, portanto, “menos crítico”.

A linguagem cinematográfica possui alguns recursos, digamos assim, que permitem que essas relações entre filmes e imaginário social se efetivem. Por exemplo, é possível reconhecer uma identificação entre a vida dos personagens e a nossa vida, ou uma oposição entre os valores de alguns personagens - os vilões, por exemplo - e os nosso valores – ou os recomendados socialmente.(MORIN, 1970) Assim, o filme pode ser uma reconstrução da realidade e o cinema aparece como uma “janela” que nos torna testemunhas da ação. Observem que esta é uma leitura da linguagem cinematográfica, não é a única nem a verdadeira. Tal leitura ainda não existe.

Por outro lado, o cinema opera segundo uma impressão de realidade (METZ, 1972) que favorece aquela identidade ou oposição. Essa impressão de estarmos diante da janela e testemunharmos a ação reforça ou é reforçada pela impressão de realidade que caracteriza os filmes. Quanto mais convencionais tanto mais forte é essa impressão. Observe-se que até os documentários são “construídos” segundo essa impressão de realidade e deles “perdemos” toda a “verdade” da montagem que, se exposta, poderia desfazer ou impedir o mergulho na história. Mesmo o tempo real é usado como recurso pelo cinema, servindo para reforçar aquela impressão de realidade e os sentimentos decorrentes: tensão, angústia, esperança, identificação, oposição.

Outra linha de interpretação poderia dizer, ainda, que o cinema é feito do mesmo material que nossos sonhos. E que essas categorias que aqui apresentamos para compreender os filmes, decorrem primeiro da estrutura dos próprios sonhos. E os sonhos vieram antes do cinema. Ou prenunciaram-nos. Mas aí é toda uma teoria que não exploraremos e nem temos condições de tratar dela, por não ser nossa especialidade.

2. Os filmes

Temos escrito ou participado de eventos que tratam das relações entre educação e meios de comunicação, sobretudo cinema. Aqui vamos apresentar alguns pontos e não trataremos exaustivamente de cada filme ou de todos os possíveis aspectos destacáveis dessas relações. É um grande trabalho e aqui faremos uma introdução ao tema. Uma leitura preliminar, quase exercício ainda.

Para essa breve análise escolhermos quatro filmes que podem ser agrupados dois a dois. Primavera de uma Solteirona e Sociedade dos Poetas Mortos são filmes que tratam de professores que tentam influenciar seus alunos, mas acabam fracassando no seu intento: são demitidos. São professores de carreira. Ao Mestre com Carinho e Sementes de Violência são filmes que tratam da luta de professores contra alunos indisciplinados, que acabam vencendo e continuando na carreira. São não-professores que se tornam professores.

a) A Primavera de uma Solteirona: o título não é bom, parece preconceito. Prime é apogeu, auge, talvez a última primavera, que prenuncia o início dos invernos. É um filme aparentemente simples: trata-se de uma louca que é professora e conduz suas alunas marcada pelo romantismo. Mas não é tão simples assim. Há muita contradição, o que obriga a uma análise mais cuidadosa. O ano é de 1932 e o cenário é uma escola de meninas em Edimburgo. A professora Brodie é comprometida, quer fazer de suas alunas cidadãs, mulheres do século XX, romper com as tradições impostas pela escola, pelos padrões e convenções que fazem da mulher um ser a ser submetido, preparado para o casamento. Brodie propõe o amor para além das convenções sociais – ela não quer se casar, mas manter o seu relacionamento sem compromissos. Mas Brodie é também doutrinadora: “- Faça o que mando e não faça o que faço.”; dona da verdade: “- Quem é o maior pintor italiano?” “- Leonardo Da Vinci, Miss Brodie?” “- Errado, a resposta correta é Giotto!” Quer fazer de cada aluna o reflexo de cada uma de suas facetas: de uma escritora, de outra modelo e amante, de outra qualquer coisa (Mary MacGregor), de outra, que é fria e confiável, agente secreta. Além disso, Miss Brodie é fascista, defende as ações de Mussoline e Franco. Ora se diz oleira que vai moldando suas alunas; ora se diz educadora que vai conduzindo para fora – educar (ex-duco) – as potencialidades que estão dentro das alunas. Talvez o problema seja o sinal ou a direção - para a direita. Mas se fosse outro sinal e outra direção – para a esquerda – e aí nossa identificação seria maior com Miss Brodie? Observe-se que ela está em luta contra uma educação tradicional; e o fascismo ainda representava uma certa expectativa de modernidade contra os velhos regimes e a fraqueza das democracias liberais.

b) Sociedade dos Poetas Mortos: esse filme passou a ser um paradigma para se pensar o professor em luta contra padrões tradicionais de educação. Mas pouca diferença tem (e para pior em termos de clichês) em relação ao anterior. A concepção de poesia do Prof. Keating é discutível. Ele não aceita outras formas de interpretação da poesia que não seja a sua. Pede aos alunos que o chamem de “Meu capitão”. O que isso significa? A formação que ele teve na escola foi condição da sua competência presente? Como pensar essas relações? Por que ele não prepara o aluno Neil para fazer a ruptura? Miss Brodie podia ser confusa porque era romântica, mas o Prof. Keating não é romântico. Mas é também um doutrinador. Isso escapa a quem apenas apresenta o filme com o intuito de combater a chamada escola tradicional. Observe-se que cada um quer ver algo no filme – não tudo, nem as contradições -, mas algo que quer reforçar. Esse filme pode servir para esse propósito. Nós o vemos para outros: por que reviver a Sociedade dos Poetas Mortos se devemos aproveitar o dia? O prof. Keating quer retornar a sua juventude a partir da retomada da Sociedade dos Poetas Mortos pelos seus alunos. É certo que a escola vive no passado. É certo também que todo professor é um vampiro: mantém-se jovem pelo contato com os jovens. Mas o que é formar os outros? É reproduzir-se nos outros?

c) Ao Mestre com Carinho: esse era o filme paradigma anterior ao aparecimento de Sociedade.... O Prof. Thackeray reunia elementos bastante idealizados para nos comover. Não bastasse isso, vinha ainda a música “To sir with Love” para completar o sonho. Fazer de jovens ingleses, em plena era da contestação (1967), jovens conscientes e comportados, úteis socialmente era tarefa difícil. Mas o professor tinha recursos extras: era negro, vinha de uma colônia britânica da América, era engenheiro e não propriamente professor. Tomemos esse último senão transformado em vantagem: por não ser professor de carreira, ele não estava submetido a padrões de comportamento esperados de professores – não fala mal dos alunos, não reclama do salário, não toma educação como um fim -; por ser um profissional do “mundo externo” à escola, ele pode ver a escola como um meio, preparando os alunos para a vida – chega a ensinar-lhes a fazer salada -, nega-lhes a imagem de um professor tradicional, trata-os como adultos e não crianças: inspira-lhes responsabilidade. Mas, como dissemos, o filme é prisioneiro de uma época, é marcado pelo tempo. Nesse sentido, Sociedade... , que retrata uma época anterior, é menos comprometido com o tempo real, trata-se de uma abstração em que o tempo é acidente e não essência. Ao Mestre... não escapa do tempo em que foi feito, perde com isso boa parte da impressão de realidade...

d) Sementes de violência: é a história de um professor, ex-soldado que retorna ao país e busca um emprego numa escola pública do subúrbio. São os anos ’50 e a juventude está passando por um processo de mudança de comportamentos: é o rock’n’roll, são os blue jeans, é o consumo de bebidas, são as experiências sexuais, é a contestação ao sistema representado pela escola e professores. A “indisciplina escolar”, como em nossos dias, talvez seja a expressão que sintetize esses comportamentos ditos desviantes. O momento também marca uma das etapas de implantação de “políticas de inclusão” das populações marginalizadas: negros e latino-americanos. Os jovens se ressentem de uma educação escolar diversa daquela que recebem em seus lares. Lá, na vida privada, as políticas de inclusão não são reconhecidas como naturais na democratização de oportunidades, mas, simplesmente, como desgoverno. Algo semelhante se passa entre os professores: as políticas de inclusão – ou de democratização do ensino – não passam de mecanismos de controle social da violência dos jovens, transferidos da família ou da polícia para os professores. “- A escola é uma grande lata de lixo da sociedade e nossa função é sentarmo-nos sobre a tampa para que o lixo não transborde” ou “- Nós mantemos esses jovens delinqüentes na escola para que as senhoras, mães de família, possam andar em paz pelas ruas da cidade”, diz o professor experiente, em fim de carreira.O professor recém-contratado, Dadier, traz uma novidade consigo: ele não está animado pelos velhos preconceitos nem pensa na escola como um fim em si mesmo. Apesar dos muitos conflitos que vive, consegue vencer: de um lado, combate a liderança negativa – West, um jovem irlandês, envolvido com bebidas e roubo de carros – e valoriza a liderança positiva – Miller, um jovem negro que trabalha como mecânico para ajudar em casa. Ele vence também porque pensa na escola como meio, sobretudo de preparação para a vida. Pois bem, um dos recursos que utiliza para alterar suas relações com a classe é justamente a projeção de filmes, a partir dos quais mantém debates sobre a vida: o certo e o errado, o justo e o injusto, o bem e o mal etc.. Mas o filme, desde o início, desde o discurso lido por um locutor, objetiva o combate à delinqüência juvenil em tom de nacionalismo e militarismo. O professor que foi combater um inimigo externo, volta e deve combater um inimigo interno. O uso do mastro da bandeira no último conflito do filme é emblemático: com ele imobiliza-se o inimigo e restabelece-se a paz e a ordem necessária.

Bibliografia Básica

METZ, C. A significação no cinema, São Paulo: Perspectiva, 1972.

MORIN, E. O cinema ou o homem imaginário, Lisboa: Moraes, 1970.

SERRANO, J. Epitome de História Universal, Rio de Janeiro: Francisco Alve, 1912, apud BITTENCOURT, C. Cinema, vídeo e ensino de história, São Paulo: mimeo, s/d.

TURNER, G. Cinema como prática social, São Paulo: Ed. Summus, 1997.

XAVIER, I. (org.) A experiência do cinema, Rio de Janeiro: Graal/Embrafilme, 1983.

Filmes

1) Sementes de Violência ( The Blackboard Jungle, 1955), D.: Richard Brooks, com Glenn Ford;

2) Ao Mestre com Carinho (To Sir with Love, 1967), D.: James Clavell, com Sidney Poitier;

3) Primavera de uma Solteirona (The Prime of Miss Jean Brodie, 1968), D.: Ronald Neame, com Maggie Smith;

4) Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society, 1989), D.: Peter Weir, com Robin Williams.

Fonte: http://www.hottopos.com/videtur21/amaury.htm

25 de out. de 2008

Projeto Cinema no Caldeirão


Olá Amigos

Hoje o filme indicado no Projeto Cinema no Caldeirão e o Na Natureza Selvagem. Se eu não tivesse visto a atuação de Emile Hirsch e escutado as canções de Eddie Vedder do Pearl Jam no filme Na Natureza Selvagem não acreditaria na qualidade da fotografia e das musicas mostradas nele.

Quando vi o trailer de Na Vida Selvagem pensei em assisti-lo porque aquele maluco no filme indo atrás do Alasca e fugindo de si próprio com a desculpa de que a vida vale mais do que o dinheiro que podemos ganhar me chamou a atenção.

Não que eu saiba. Adoraria saber o que é importante nessa vida e o que não é, mas nem para mim mesmo eu sei. Mas eu sei o quanto de bobagem podemos fazer com nossas vidas na tentativa de corresponder expectativas. Não sei se ele teria sido mais ou menos feliz sendo o Chris que ele nasceu. Não sei se o certo é viver a vida que realmente queremos ou a que nossos pais gostariam. Não sei se é certo ou não jogar uma vida simples e convencional por uma aventura. Não sei o quanto é importante ter uma carreira, filhos, família... Não sei.

Na Natureza Selvagem faz você pensar o tempo todo sobre essas coisas. E não é um desses filmes idealistas bonitinhos que faz a gente querer largar tudo e correr atrás do nosso Alasca pessoal. Não é. É tão cansativo (mentalmente e cronologicamente) que se torna impossível não dar valor aos cotidianos comuns e até mesmo ao dinheiro que Chris tanto despreza. O filme te leva aos extremos dos conceitos de liberdade. Faz a gente querer conhecer pessoas por aí. Conhecer por conhecer. Conhecer como só conhecemos quando estamos livres. Conhecer sem segundas intenções, sem interesse algum, pelo prazer do encontro e da troca. Sai do cinema com uma porção de interrogações sociais. Me perguntando até que ponto somos capazes de perdoar e oferecer perdão, até que ponto vale a pena fugir para tentar se encontrar, até que ponto o dinheiro e as aparências nos tornam pessoas realizadas e em paz.

O Chris pode ter tocado a vida de muitas pessoas, era capaz de compreender qualquer coração abandonado numa estrada. atirava o próprio corpo em situações de risco com a coragem daqueles que não temem a morte, mas não conseguiu perdoar os erros do pai e da mãe a tempo.

Talvez não haja certo ou errado, talvez só a construção da História seja importante. Não sei... Hoje em dia, me pego pensando que os vilões são tão necessários quanto os heróis, que é a tristeza de um que eleva o caráter do outro. Que toda transformação só acontece a partir de uma fragilidade descoberta e que não há nada nesse mundo que não se resolva com um pouco de ternura e paciência.

Sem problemas familiares, Chris não teria descoberto o Alasca, não teria contado sua história e influenciado a vida de tantas pessoas, não teria emocionado meu querido gigante. Se eu não tivesse perdido tanta gente que amava, não teria fugido tanto, não escreveria tanto...

Não há liberdade que se conquiste sem algumas gotas de sangue. Não deve ter outro jeito... Assim como não deve haver história boa sem uma boa dose de coragem. Chris morreu do jeito que quis e, ao contrário do que pode parecer, não entregue a própria sorte. Num mundo onde o roteiro de nossas vidas vem traçado da maternidade e nos é cobrado diariamente pelo despertador, cartão de ponto e chantagens emocionais, morrer lutando por um pedaço de céu limpo é mais do que um ato heróico, é viver uma história amor.

Um filme imperdível e memorável.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna