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2 de jun. de 2009

A escola "daquele tempo"

Antônio Gois

É muito comum ouvir alguém com mais de 40 anos dizer, com tom nostálgico, que a escola pública "do meu tempo" tinha qualidade, que os professores ensinavam para valer, que os alunos tinham disciplina ou que as escolas particulares eram uma opção apenas para os alunos mais fracos.

Muitas dessas afirmações são verdadeiras, outras exageradas. O fato é que não se pode comparar a escola pública de hoje e a "daquele tempo" sem levar em conta que, no passado, essa escola era para poucos.

Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo IBGE (www.ibge.gov.br) dá bem uma noção de como a escola pública era um privilégio de poucos no passado.

Segundo o IBGE, em 1940, o Brasil tinha 3,3 milhões de estudantes no primário, secundário e técnico (equivalentes hoje ao ensino fundamental e médio). O número de brasileiros em idade para estudar em um desses níveis de ensino, no entanto, era muito maior: 15,5 milhões de pessoas de 5 a 19 anos de idade.

Isso significa que os estudantes efetivamente na escola representavam apenas 21% da população em idade escolar. Em 1960, essa porcentagem subiu para 31%, mas continuou muito baixa. Somente em 1998 o país chegou próximo de ter todos os jovens e crianças na escola: 86%.

Para não ficar só nos números, qualquer pessoa pode comparar o elitismo da escola pública no passado comparando fotos. Reparem só como as fotos de escolas públicas do passado apresentam apenas crianças de cor branca, bem vestidas, com uniformes impecáveis.

Hoje, felizmente, a escola pública, pelo menos no ensino fundamental, se massificou. Nela, há pobres, pretos, filhos de analfabetos, enfim, crianças que não encontravam lugar na escola "daquele tempo".

Apesar de não haver estatísticas que possam comprovar essa tese, é bem provável que a escola pública tenha mesmo perdido qualidade. Isso aconteceu quando ela teve que abrir as portas para a população mais pobre. Quando ficou democrática, do ponto de vista do acesso, ela perdeu também em qualidade.

Hoje, o grande desafio é garantir qualidade para todos. Impedir, por exemplo, que as crianças cheguem à quarta série sem saber ler e escrever. E antes que alguém coloque a culpa no sistema de ciclos (onde não há reprovação todo ano), vale dizer que ele existe apenas a partir da década de 90 e representa existe em pouco mais de 10% do total de escolas. Nossas crianças não estão aprendendo, seja em ciclos, seja em sistemas seriados, seja em qualquer outro sistema que tenha sido massificado.

A comparação com o passado é desejável quando se acredita que é possível voltar a ter qualidade na escola pública. É preciso tomar cuidado, no entanto, para não deixar de considerar que estamos comparando duas escolas bem diferentes. Uma que, no passado, atendia aos ricos e outra que, atualmente, atende a todos.

Para resumir, eu simplificaria a questão dizendo que nosso sistema público melhorou muito porque passou a atender a todos, mas falhou ao não conseguir manter para esses novos estudantes a mesma qualidade do ensino que dava aos filhos da elite no passado.

Nota sobre o autor: Antônio Gois é repórter da Folha de S.Paulo.

Fonte: http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/a_gois/index.htm

15 de fev. de 2009

Uma estorinha de "mudança"

Por Professor Simão Pedro Marinho

Um diretor de uma escola brasileira - só pode ser particular, já que na rede pública o professor é "imexível" - demitiu um professor extremamente tradicional, que ali lecionava há 30 anos. Não porque não gostasse dele. Era boa gente, atencioso, frequente, pontual.

Mas o diretor queria mudar o formato do ensino na escola e, por isso, contratou um recém- egresso da universidade.

Era jovem, deveria ter uma formação mais moderna, mais de acordo com o que deve ser preciso em uma escola do Século XXI.

Seguramente o novato aprendera coisas sobre didática, psicologia, tecnologia educacional que o antigo professor sequer ouvira quando estava na universidade.

O desejo do diretor de oferecer um ensino inovador era mesmo enorme e naquele professor recém-formado estava essa chance.

E o diretor, sedento por ver a rápida mudança acontecer, decidiu acompanhar o novo professor em seu trabalho. Ele seria o modelo para a mudança dos demais.

Percebeu que a arrumação da sala se mantinha como antes. As carteiras continuavam enfileiradas, cada aluno assentado atrás de outro.

Contudo, pensou, isso é o de menos. Mais importante que alterar o aspecto das salas, o essencial seria modificar as aulas.

Uma nova didática, novo ensino, uma educação moderna, ainda que as carteiras estivessem enfileiradas.

Acompanhou então uma primeira aula do professor novato.

Ele usava o computador e o projetor multimídia. Enquanto falava, mostrava aos alunos uma série quase infindável de slides.

Eram tantos que as luzes só se acenderam no final da aula. E o professor prometeu aos alunos, jovens que sem dúvida gostam de usar o computador, que enviaria a apresentação por e-mail.

Isso era a modernidade, pensou o diretor.

Mas, depois de algumas aulas, viu que eram todas iguais. A dinâmica em todas era a mesma. Aulas expositivas, alunos silentes, slides projetados em uma tela.

O diretor constatou, com enorme tristeza, que afinal era a mesma forma de abordar o conteúdo adotada pelo professor que demitira. Não fosse pelo computador, era a mesma aula.

As provas, verificou depois, permaneciam do mesmo jeito, cobrando aos alunos a matéria que deviam decorar.

O diretor, incomodado, resolveu abordar o professor recém-chegado.

Questionou-o sobre as aulas, sobre o ensino. Afinal, tudo permanecia na mesma.

O professor, recém-formado, repetia o que o demitido fizera por anos e anos na escola, três décadas para sermos exatos.

"Por que nada mudou?", perguntou então o diretor, em uma conversa reservada com o professor novato

Do novato ouviu uma resposta: “Desculpe-me, mas a minha educação básica foi feita assim, em todas as escolas que frequentei, ao longo de onze anos. Depois foram mais quatro anos na universidade. Tudo era dessa mesma maneira."

E, encerrou o professor novato, desculpando-se: "Não sei como fazer isso diferente”.

Foi demitido na hora, apesar de toda a honestidade que foi imediatamente reconhecida pelo diretor.

Logo depois aquele novo desempregado foi chamado para ser professor em uma universidade. Agora podia realizar o que era seu grande sonho: formar novos professores.

Fonte: http://tdeduc.zip.net/arch2009-02-08_2009-02-14.html

12 de out. de 2008

O Menino Maluquinho

Infância feliz

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Um fenômeno literário nacional. Não há como definir melhor o livro "O Menino Maluquinho", de Ziraldo. Essa conquista (vendagem e grande popularidade) não foram obtidas sem verdadeiros méritos, pelo contrário, a obra tem um encaminhamento singular, único, num tema em que todos se julgam grandes conhecedores que é a infância. Muito já se escreveu sobre essa importante fase da vida de todas as pessoas, há vários trabalhos que tiveram grande repercussão e reconhecimento por parte da crítica ou dos leitores, no entanto, falar diretamente as crianças sobre o que significa a infância e, atingir também aos jovens e aos adultos com sucesso, é tarefa para poucos.

O respaldo obtido pelo livro junto a seus leitores deve-se muito ao fato de Ziraldo nos falar sobre o "ser criança" de uma forma alegre, descompromissada como a própria infância, partindo do ponto de vista das próprias crianças, vivenciando experiências do mundo infantil e, o melhor de tudo, sem fazer com que os personagens principais dessa trama sejam tratados de forma desrespeitosa ou infantilizados demais. A inteligência de meninos e meninas é vista como uma coisa natural, esperada e que deve ser respeitada pelos adultos.

Além disso, a representação de um universo onde são apresentados os melhores momentos da vida de uma criança (como jogar bola, colecionar figurinhas, brincar na rua com os amigos, desenhar nos cadernos escolares, ter o carinho dos pais e avós,...) não deixa de fora os dramas do universo infantil, as pequenas (porém significativas) dores e ressentimentos. Ao ler o livro, recheado de ilustrações de traço rápido e objetivo, aparentemente tão simples em sua concepção, mas, sobretudo enriquecedor e extremamente terno, acabamos nos lembrando de momentos de nossa infância. Isso talvez explique um pouco do sucesso dessa obra de Ziraldo.

Contando com um público tão fiel e cativo, a produção de um longa-metragem baseado no livro era apenas questão de tempo. As dificuldades próprias do mercado cinematográfico no Brasil acabaram adiando o projeto para a década de 1990, mas, o resultado compensou. O mais importante era não perder a essência da obra literária e, os roteiristas e o diretor conseguiram manter o espírito na transposição para as telas do autêntico maluquinho.

Contaram com um elenco que se mostrou à vontade nos papéis principais, especialmente o menino Samuel Costa como Maluquinho e os atores Roberto Bontempo e Patrícia Pillar protagonizando os pais do personagem principal e o veterano Luiz Carlos Arutincomo o avô.

As músicas também colaboraram para criar uma atmosfera das mais agradáveis, principalmente os trabalhos de Rita Lee e Milton Nascimento. As locações escolhidas para a filmagem, reproduzindo uma calma rua onde as crianças conseguiam brincar tranqüilamente após a volta da escola estão de acordo com a trama do livro, assim como as brincadeiras e travessuras que os meninos aprontam uns com os outros, além das paqueras com as meninas.

Criancas-brincando

Outros importantes momentos da história se referem à escola e a casa dos avós. Uma professora caricata (Vera Holtz) e aulas aparentemente bem tradicionais marcam a vida escolar de Maluquinho e de seus colegas; por outro lado, a viagem para a casa dos avós, a mesa farta e a vida tranqüila no campo, o carinho e a atenção dispensados pelos avós em relação às crianças, as disputas travadas com os meninos que moram na cidade mais próxima e o jogo de futebol que reúne todos os amigos fazem as delícias de quem vê o filme e recorda a infância.

Infância gostosa, com sabor de quero mais, marcada por corridas de carrinhos de rolimã, brincadeiras de esconde-esconde, subidas nas árvores para pegar goiabas ou mangas, bolos de fubá ou chocolate e amizades inesquecíveis. Parece coisa de outros tempos, que não voltam mais. Hoje a criançada só quer saber de videogames, internet ou brinquedos eletrônicos. Uma boa parte do tempo é passada na frente da televisão, a babá eletrônica. Quanto à alimentação, nem se diga, substituíram-se as frutas, os bolos da vovó ou a sopa de legumes reforçada por hambúrgueres, salgadinhos e refrigerantes.

Pode-se dizer que tudo isso é apenas saudosismo e que a modernidade trouxe outras possibilidades que podem ser aproveitadas por todos, como os computadores e a transmissão de programas via satélite. Mas, que é muito triste constatar como nossas crianças tem deixado prematuramente a infância, isso é!

"O Menino Maluquinho" é um filme que pode dar base para um estudo diferenciado da história e da geografia, nos deslocando para ambientes familiares e práticas ou hábitos do cotidiano do período atual e comparando-as com o tempo de nossos pais ou avós. Peça aos alunos que façam levantamentos sobre como eram os brinquedos e as brincadeiras no passado, de que forma a cidade onde moram mudou, se existem fotos daquela época, como as crianças se vestiam, se as ruas e casas sofreram grandes transformações,...

Esse trabalho pode e deve ser feito em associação com português, literatura, filosofia e mesmo matemática. Pode-se verificar os planos e mapeamentos da cidade, os projetos das casas, textos podem ser escritos sobre essa experiência de reviver o passado comparando-o com o presente,...

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Boa sorte e, mãos à obra!

Ficha Técnica

Menino Maluquinho

País/Ano de produção:- Brasil, 1995
Duração/Gênero:- 83 min., Infantil/Comédia/Aventura
Disponível em vídeo
Direção de Helvécio Ratton
Roteiro de Maria Gessy, Alcione Araújo, Helvécio Ratton e Ziraldo
Elenco:- Patrícia Pillar, Samuel Costa, Roberto Bontempo, Luiz Carlos Arutin,
Vera Holtz, Tonico Pereira e Hilda Rebello.

Link

- http://www.adorocinema.com/filmes/menino-maluquinho/menino-maluquinho.htm

Videos-Relacionados


Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=67

10 de out. de 2008

Manifesto em Favor da Infância

“Quando eu voltar a ser criança”

Cavalinho-e-boneca-de-brinquedos

Há algum tempo temos vivido um fenômeno que se não for devidamente estudado e analisado pode, verdadeiramente, causar resultados nefastos para a infância no Brasil e no Mundo. A infância e a adolescência têm sido “queimadas” como etapas naturais vividas por todo e qualquer ser humano em favor de processos de maturação precoces. As crianças abandonaram as brincadeiras e passaram a se espelhar de forma totalmente prematura no cotidiano dos adultos que as rodeiam.

Não se brinca mais de carrinhos e de bonecas, não se joga mais bola ou pula-se amarelinha como fazíamos nos anos 1960 ou 1970. É certo que os brinquedos se modernizaram e que videogames ou computadores roubaram a cena, também é perceptível a força dos telefones celulares como novos fetiches da garotada, ansiosos por despertar junto a seus pares algum respeito e admiração.

O que não é admissível é a perda de tempo fundamental, de grande valor para a própria estruturação psíquica dos indivíduos, caracterizado pelas brincadeiras, pelos jogos, pelo companheirismo da infância e mesmo pela pureza e ingenuidade típicas de quem tem entre 7 e 12 anos de idade ou, um pouco além, daqueles que estão enfrentando a puberdade e todos os dramas relacionados a ela (e já sofrem antecipadamente em função do mercado de trabalho, do stress dos vestibulares, da pressão dos pais e da sociedade por resultados expressivos,...).

Por esse motivo, gostaria de aproveitar o espaço para lançar um manifesto em favor da infância (posteriormente pensarei em termos apropriados para a adolescência, essa fase tão especial e tão carente de “advogados de defesa”). A esse respeito abro mão de um editorial mais crítico e analítico em favor de um texto um pouco mais poético e engajado. Para tanto, faço uma singela lista de direitos básicos da infância:

Desenho-de-crianças-brincando

- Brincar é o mais sagrado de todos os direitos de qualquer criança do mundo. Espalhar peças de quebra-cabeças pelo chão da sala, chutar bola pelo jardim, montar casinhas imaginárias, brincar de escolinha com os amigos da vizinhança, subir nas árvores do bairro para se esconder ou catar frutas, empinar pipas, jogar videogame,... Tudo isso faz parte de uma infância inesquecível, daquelas que ninguém consegue apagar da memória, do tipo que abastece de felicidade qualquer infante e, de quebra, toda a família.

- Criar amigos e reinos imaginários onde o artista principal é a criança. Quem já não teve a feliz oportunidade de imaginar e dessa feliz ação fazer surgirem desenhos, pinturas, cartinhas e histórias incríveis que serão relembradas por anos e anos pelos pais e irmãos mais velhos? A criatividade que tanto queremos que nossos filhos ou alunos tenham quando chegarem a maturidade é despertada nessa fase, nesse estágio de desenvolvimento. Nem o melhor curso do mundo consegue tirar atrasos nesse quesito.

- Fazer amizades livremente (sem qualquer obstáculo criado pelos adultos). As crianças têm uma capacidade verdadeiramente maravilhosa de estabelecer contato e relações com outras crianças sem se importar com pormenores como situação sócio-econômica, raça, sexualidade, religião ou qualquer outro diferencial. Isso significa, na prática, que quem dificulta os intercâmbios são os adultos...

Mamãe-e-bebê

- Receber e dar afeto. Perdemos a cada dia a nossa capacidade de manifestar sentimentos e emoções, temos que reaprender essa possibilidade a partir de quem ainda carrega no coração os sentimentos desinteressados e puros, as crianças. Tantas e tantas vezes vejo situações em que os pais ou educadores deixam de estender a mão, de fazer um afago ou mesmo de confortar as crianças, deseducando-as, tornando-as frias e distantes, aumentando a indiferença que existe no mundo...

- Experimentar o mundo ao seu redor. A quantidade de oportunidades que existem ao redor de uma criança tende a estimular seus sentidos, alimentar suas esperanças, sedimentar seus conhecimentos. A única alternativa viável para que uma criança se sinta como um autêntico passageiro da nave-mãe que é o nosso planeta advém da possibilidade de explorar o que existe, desvendar o desconhecido, ultrapassar barreiras (especialmente aquelas que nós mesmos criamos para elas).

- Ler, assistir filmes e desenhos animados, se divertir com histórias em quadrinhos ou palavras cruzadas, ir ao teatro infantil, dançar e cantar, ou ainda, pintar quadros e esculpir. Ter acesso ao mundo da cultura, visitar bibliotecas ou exposições artísticas, ir a laboratórios e centros de pesquisa que estimulem a paixão pelas ciências e pelo conhecimento. Toda criança deveria ser incentivada a amar a produção cultural humana desde muito cedo.

Crianças-nadando

- Praticar esportes. Jogar vôlei, futebol e basquete. Aprender a nadar ou jogar xadrez. Correr, pular, saltar, andar de bicicleta. Há tantas possibilidades e, em todas elas, muita energia e saúde. Esporte deveria ser política pública prioritária, evitaria muitos e muitos problemas...

- Se alimentar com equilíbrio e sabor. Comer frutas e verduras. Dar cálcio ao corpo a partir do leite e dos derivados. Usufruir com moderação de alguns doces e carboidratos. De vez em quando comer alguns cachorros-quentes e hambúrgueres com batatas fritas e refrigerantes por que ninguém é de ferro e, pelo que se sabe, se não forem consumidos em excesso, não causam grandes males.

- Estudar e ir a escola também são direitos fundamentais de qualquer criança, ainda mais em um país como o nosso, onde há tantos menores sendo explorados pelas ruas das metrópoles ou em minas e plantações. Agora, faz-se primordial que essa educação seja qualificada e, acima de tudo, interessante e instigante. As crianças não gostam da escola quando essa é repetitiva e fútil, sem graça e sem sabor. Se incentivadas, essas mesmas crianças podem construir seu conhecimento e dar um novo rumo para suas vidas e mesmo para a de seus mestres.

- Para finalizar, diria que todas as crianças devem ter direito a felicidade. Esse último direito é prerrogativa essencial de todos os seres humanos e das crianças em particular. A realização do mesmo passa pelo respeito a sua integridade física, moral e emocional. A consecução da felicidade trafega por todos os direitos citados anteriormente, se consolida com uma estrutura familiar que dê suporte integral e vira realidade plena com a consciência por parte da sociedade quanto à importância e o valor da infância na vida de cada ser humano...

Obs.: Utilizo como subtítulo (“Quando eu voltar a ser criança”) o título de uma obra de referência para quem se importa com a infância e com a educação, da autoria de Janus Korczak.

João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=263