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23 de jul. de 2011

Professor precisamos de sua luta e de sua voz

Olá amigos

Uma intensa onda vigilantista mundial vem assolando o ciberespaço. E hoje venho falar sobre esse tema que tem passado despercebido pela maioria dos meus colegas professores: as tentativas de controlar a rede ou como ficou conhecido o AI-5 Digital #AI5Digital

A liberdade de expressão e informação é um direito humano reconhecido. O artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que todos tem o direito à “liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras”. Hoje, a internet é o meio dominante de troca de informações.

Não ter acesso livre  é uma afronta aos direitos já conquistados e uma forma de impedir a livre troca de informações.
Neste momento, nosso foco principal esta no PL 84/99, a polêmica “Lei Azeredo”. A proposta, que prevê a punição para crimes digitais, causa arrepio em muitos militantes das redes sociais, que já estão chamando a proposta de “AI-5 Digital, que tramita na Câmara. A pressão para a aprovação do projeto vem aumentando, e para mostrar que há resistência popular, Deputados, Ciberativistas, e diversos coletivos e organizações se mobilizaram para diversos atos públicos Brasil afora para mostrar nossa indignação
Este movimento liderados pelos governos são fomentados por grandes corporações e os velhos barões da mídia que se beneficiarão com a censura e controle da Internet.Esta liberdade esta incomodando o “establishment”, e fazendo com que grandes corporações e os governos andem de mãos dadas para tornar a Internet um ambiente controlado, um ambiente onde o capital volte a dominar.

No Brasil já existem diversas ações vigilantistas, são censuras de blogs e até de jornais inteiros, são comunidades no Orkut que são sumariamente eliminadas, e são diversos projetos de lei que tramitam na Câmara e no Senado que tornarão a Internet no Brasil um ambiente inóspito.
Por mais tentativas que “o lado negro da força” venha tentando controlar a rede, fica evidente todo dia que a rede nos pertence. Foi como se a rede desse um megafone a cada um de nos para que possamos expressar nossas opiniões, por mais louca, simples ou filosófica que ela possa ser.


Essa rede nos deu também a possibilidade de sermos extremamente criativos, de extrapolarmos os limites de nossa imaginação, mas principalmente de podermos demonstrar isso para nossos amigos, família ou para pessoas totalmente estranhas aos nossos círculos, pelo simples desejo de conhecer coisas diferentes e criativas irão ver nosso trabalho.


Para acessarmos a mídia do jeito que queremos e principalmente dizer o que quisermos, devemos primeiro defender o direito de usar a rede livremente, antes de criminalizar precisamos decidir quais são os nossos direitos na rede. E principalmente deve ser considerado crime a violação de alguns desses direitos. Por isso a participação de todos no Marco Civil Regulatório é fundamental para todos que usam a rede.

Na tentativa de frear a aprovação do AI-5 Digital, uma mobilização da sociedade civil conseguiu reunir mais de 160 mil assinaturas numa petição online chamada “Pelo veto ao projeto de cibercrimes – Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento da internet brasileira”.

Nesse momento todos devemos ter um único propósito: o de que a regulamentação da internet no Brasil deve respeitar acima de tudo o princípio da liberdade de expressão e a livre circulação de conteúdos, possibilidade peculiar da rede mundial de computadores. O contrário disso representa seguir o rumo da contramão da história.

Reforçar este ponto chave no debate da regulação da internet do Brasil deve ser uma tarefa de todas e todos os brasileiros. O que está em jogo é o fluxo do poder que sai das mãos da velha mídia e seus barões para pessoas como eu e vocês. Hoje qualquer um pode chamar a atenção do público com uma música, um vídeo, um texto ou uma simples imagem e é isso que importa: você é o autor dessa revolução. E eles querem tirar isso de você.

A rede está finalmente tornando-se, naquilo que sempre quisermos/sonhamos: um lugar onde as grandes empresas nunca poderão controlar e onde o povo pode se expressar livremente. Ou seja: A Fronteira Final.


Mas todo esse poder e liberdade têm um preço: sua luta. Por isso sua participação na defesa desses direitos é tão importante contra aqueles que querem retomar esse poder de você, assim tirando o direito de decidir o que fazer na rede.

Então querido professor faça a sua parte: Lute, mobilize, proteste, solte sua voz contra essa violência. Diga um #MEGANÃO ao #AI5Digital
Para saber mais recomendo os links:
Ivana Bentes  (parte 1, parte 2 e parte 3)
Blog do Sergio Amadeu ( link1, link2, link3 )

Abraços e vamos à luta por uma internet livre

Robson Freire

28 de nov. de 2010

O Futuro da Internet - Um filme por Simon Hergueta

Olá Amigos

Algumas ideias sobre o Futuro da Internet e a forma como poderá influenciar a nossa vida no futuro...Ficção Científica ou Realidade?



Abraços

Equipe NTE Itaperuna

14 de jun. de 2010

Como estudar e trabalhar com um serviço de internet tão ruim?


Internet de tartarugas

Devagar quase parando. É com essa banda larga que, lamentavelmente, temos de conviver no Brasil.

Situação que torna irônicas as informações de que os internautas brasileiros estão entre os campeões de utilização da internet. Talvez fiquem tanto tempo conectados devido à lentidão do acesso.

O serviço é muito, muito ruim, um acinte, um desrespeito a todos nós, que já não sabemos como viver sem computador, exceto, talvez, o colunista Ruy Castro, pelo que expõe em seus brilhantes artigos nesta Folha, sobre sua independência do telefone celular e do e-mail.

Como estudar, trabalhar e ter várias opções de lazer com um serviço de banda larga tão ruim?

É preocupante, porque a parte digital da vida é cada vez mais importante, especialmente nos mundos empresarial, científico e educacional. Corremos o risco de marcar passo, enquanto contarmos com poucas (e ruins) opções de acesso. Parte da produtividade e do avanço econômico, hoje, corre pelas conexões da web. Ou caminha lentamente, em nossa realidade brasileira.

O governo federal mirou parte do problema - o custo proibitivo para os de menor poder aquisitivo, que são a maioria dos brasileiros. Mas o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga), para ter sucesso, terá de oferecer, além de preço justo, velocidade de acesso. Caso contrário, no segmento da classe média, continuaremos nas mãos das mesmas operadoras.

Gostaria de não ter de retomar esse assunto. Mas a impressão que tenho é que não se resolverá tão cedo.

Há horários em que já antevemos sites que não abrirão, porque a banda vai se estreitando até parar.

Vislumbramos que os e-mails ficarão perdidos no espaço, sem o bom humor do velho seriado.

Se o serviço é caro, por que é tão ruim? Normalmente, pagar mais significa, pelo menos, ter bom serviço.

Em geral, quando algum consumidor nos consulta sobre a precariedade de um serviço, sugerimos que o troque. Que opte pelos concorrentes.

No caso do acesso à internet, é complicado sugerir isso. Há um oligopólio mal disfarçado, e o padrão de qualidade é bem semelhante em suas falhas e inconsistência.

Poderíamos ter virado essa página, após o caso do Speedy. Que foi forçado a interromper as vendas do serviço por algum tempo. Após esse período, contudo, ele voltou e a situação no mercado continuou bem semelhante à anterior. Em maior ou menor grau, isso poderia valer também para as outras operadoras.

A banda lenta irrita, atrapalha o ritmo do trabalho e, apesar disso, a fatura do serviço é bem salgada. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), esvaziada no atual governo, olha para o lado enquanto sofremos nas mãos das operadoras.

Vai melhorar com o retorno da Telebrás? Depende de como voltar.

Se oferecer bom serviço com alta velocidade de acesso, sacudirá o mercado, não tenho dúvida. Não pode ficar, porém, somente com os internautas que não interessam às companhias privadas. Tem que disputar todo o mercado, inclusive o mais lucrativo.

Quase sempre discordo do Estado empresário. Custa demais e sofre injunções políticas. Vira cabide de empregos. Mas o abuso e o desrespeito na prestação de serviços de acesso à internet são tão descarados, tão evidentes, que a estatização, indiretamente, foi estimulada pelas empresas privadas desse segmento.

O PNBL, portanto, não pode ser somente bravata eleitoral ou apetite estatal pela economia. Já estamos cansados de ser explorados. A expectativa é mudar o cenário desse mercado, para melhor, evidentemente.

Parece que as operadoras não entendem muito bem o que seja atender bem o cliente. Nem do que trata o Código de Defesa do Consumidor, o que é um desplante. Desconhecer a legislação, porém, não é desculpa para não respeitá-la. Tudo isso já passou dos limites. Esperamos que o PNBL mude esse quadro logo.

Artigo da advogada Maria Inês Dolci, publicado hoje na Folha.

11 de jun. de 2010

Desafios da Internet para o professor

José Manuel Moran(*)

Com a chegada da Internet nos defrontamos com novas possibilidades, desafios e incertezas o processo de ensino-aprendizagem.


Não podemos esperar das redes eletrônicas a solução mágica para modificar profundamente a relação pedagógica, mas vão facilitar como nunca antes a pesquisa individual e grupal, o intercâmbio de professores com professores, de alunos com alunos, de professores com alunos.

A Internet propicia a troca de experiências, de dúvidas, de materiais, as trocas pessoais, tanto de quem está perto como longe geograficamente.

A Internet pode ajudar o professor a preparar melhor a sua aula, a ampliar as formas de lecionar, a modificar o processo de avaliação e de comunicação com o aluno e com os seus colegas.

O professor vai ampliar a forma de preparar a sua aula. Pode ter acesso aos últimos artigos publicados, às notícias mais recentes sobre o tema que vai tratar, pode pedir ajuda a outros colegas - conhecidos e desconhecidos - sobre a melhor maneira de trabalhar aquele assunto com os seus estudantes. Pode ver que materiais -programas, vídeos, exercícios existem. Já é possível copiar imagens, sons, trechos de vídeos. Em pouco tempo o acesso a materiais audiovisuais será muito mais fácil. Tem tanto material disponível, que imediatamente vai aparecer se o professor está atualizado, se preparou realmente a aula (porque os alunos também têm acesso às mesmas informações, bancos de dados, etc).

O grande avanço neste campo da preparação de aula está na possibilidade de consulta a colegas conhecidos e desconhecidos, a especialistas, de perguntar e obter respostas sobre dúvidas, métodos, materiais, estratégias de ensino-aprendizagem. O papel do professor não é o de somente coletar a informação, mas de trabalhá-la, de escolhê-la, confrontando visões, metodologias e resultados.

O professor pode iniciar um assunto em sala de aula sensibilizando, criando impacto, chamando a atenção para novos dados, novos desafios.Depois, convida os alunos a fazerem suas próprias pesquisas, -individualmente e em grupo- e que procurem chegar a suas próprias sínteses. Enquanto os alunos fazem pesquisa, o professor pode ser localizado eletronicamente, para consultas, dúvidas. O professor se transforma num assessor próximo do aluno, mesmo quando não está fisicamente presente. Não interessa se o professor está na escola, em casa, ou viajando. O importante é que ele pode conectar-se com os outros e pode ser localizado, se quiser, em qualquer lugar e em qualquer momento. A aula se converte num espaço real de interação, de troca de resultados, de comparação de fontes, de enriquecimento de perspectivas, de discussão das contradições, de adaptação dos dados à realidade dos alunos. O professor não é o "informador", mas o coordenador do processo de ensino-aprendizagem. Estimula, acompanha a pesquisa, debate os resultados.

Os alunos podem fazer suas pesquisas antes da aula, preparar apresentações -individualmente e em grupo. Podem consultar colegas conhecidos ou desconhecidos, da mesma ou de outras escolas, da mesma cidade, país ou de outro país. Aumentará incrivelmente a interação com outros colegas, pesquisando os mesmos assuntos, trocando resultados, materiais, jornais, vídeos.

A motivação para a prática de línguas estrangeiras e para o aperfeiçoamento da própria se torna muito mais perceptível, porque existe real necessidade de escrever e, nos próximos anos, também de falar na mesma e em outras línguas.

Os programas de tradução nos facilitarão a comunicação com outros países, mas quem domina a língua levará muita vantagem neste intercâmbio.

A Internet será ótima para professores inquietos, atentos a novidades, que desejam atualizar-se, comunicar-se mais. Mas ela será um tormento para o professor que se acostumou a dar aula sempre da mesma forma, que fala o tempo todo na aula, que impõe um único tipo de avaliação. Esse professor provavelmente achará a Internet muito complicada - há demasiada informação disponível - ou, talvez pior, irá procurar roteiros de aula prontos -e já existem muitos - e os copiará literalmente, para aplicá-los mecanicamente na sala de aula.

Esse tipo de professor continuará limitado antes e depois da Internet, só que a sua defasagem se tornará mais perceptível. Quanto mais informação temos disponível, mais complicamos o processo de ensino-aprendizagem.

Quando podíamos escolher um único livro de texto e segui-lo capítulo a capítulo, estava claro o caminho do começo até o fim, tanto para o professor, como para o aluno, para a administração e para a família.

Agora podemos enriquecer extraordinariamente o processo, mas, ao mesmo tempo, o complicamos. Ensinar é orientar, estimular, relacionar, mais que informar. Mas só orienta aquele que conhece, que tem uma boa base teórica e que sabe comunicar-se. O professor vai ter que atualizar-se sem parar, vai precisar abrir-se para as informações que o aluno vai trazer, aprender com o aluno, interagir com ele.

A Internet não é mágica, mas as experiências que venho acompanhando na Universidade de São Paulo e o contato com professores e alunos que utilizam as redes eletrônicas no Brasil e em outros países me mostram possibilidades fascinantes de tornar o ensino e a aprendizagem processos abertos, flexíveis, inovadores, contínuos, que exigem uma excelente formação teórica e comunicacional, para navegar entre tantas e tão desencontradas idéias, visões, teorias, caminhos.

Os alunos estão prontos para a Internet. Quando podem acessá-la, vão longe. O professor vai percebendo que, aos poucos, a Internet está passando de uma palavra da moda a realidade em alguns colégios e nas suas famílias. Nestes próximos anos viveremos a interligação da Internet, com o cabo, com a televisão. Imagem, som, texto e dados se integrarão em um vasto conjunto de possibilidades. Ver-se e ouvir-se à distância se tornará corriqueiro. Pedir a um colega que dê aula comigo, mesmo que esteja em outra cidade ou país, ao vivo, será plenamente viável. As possibilidades da Internet no ensino estão apenas começando.

*Especialista em inovações na educação presencial e a distância jmmoran@usp.br

Texto inspirado no capítulo primeiro do livro: MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos e BEHRENS, Marilda.

Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica.16ª ed. Campinas: Papirus,2009, p.12-17


Fonte: http://www.eca.usp.br/prof/moran/desaf_int.htm

26 de mar. de 2010

Uso pedagógico dos fóruns

08/06/2009 por profjc

Fórum: o que é, para que serve e como usá-lo pedagogicamente

Internet na Escola: exemplo de um fórum com finalidade pedagógica
Internet na Escola: exemplo de um fórum com finalidade pedagógica

Uma das ferramentas interativas mais comuns em qualquer Comunidade Virtual ou Ambiente de Ensino à Distância é o fórum. O fórum também é conhecido e referenciado às vezes como “lista de discussão” ou “grupo de discussão”.

Um fórum é um espaço interativo assíncrono para troca de mensagens e, às vezes, arquivos. Todas as mensagens enviadas para um fórum podem ser distribuídas para todos os seus participantes e ficam armazenadas no fórum para consulta posterior.

Os fóruns podem ser públicos, quando qualquer um pode acessar os seus recursos, ou privados, quando apenas os usuários registrados nele podem ler e publicar mensagens. Em geral, mesmo nos fóruns públicos, é necessário que o usuário esteja registrado como participante do fórum ou da comunidade (ou site) que fornece o fórum.

Os fóruns podem ser mediados ou não. Quando um fórum é mediado existe uma pessoa ou um grupo que acompanha e orienta o uso do fórum podendo, em alguns casos, bloquear usuários, excluir mensagens ou submetê-las à mediação antecipada (ou seja, as mensagens só são liberadas para o fórum após a aprovação dos seus mediadores).

Há fóruns temáticos onde se discute apenas um determinado tema ou onde os temas são fornecidos periodicamente pelos mediadores e, outros, onde os temas são livres e propostos diretamente pelos usuários.

Ao contrário de uma Comunidade de Relacionamento, onde as pessoas trocam mensagens pessoais e as conversas são descomprometidas, podendo abordar qualquer tema e, muitas vezes, envolvendo apenas um “bate-papo” entre os participantes, os fóruns geralmente abrigam debates ou conversas direcionadas para o tema do fórum (embora isso não seja uma regra determinante em todos os fóruns e existam fóruns específicos para relacionamentos sociais). Por essa razão, os fóruns são organizados de forma que para cada tópico aberto siga diversas mensagens em resposta a ele, todas relacionadas diretamente à mensagem original que abriu o tópico.

Exemplo de mensagens e respostas aninhadas
Exemplo de mensagens e respostas aninhadas

Fóruns podem tanto fornecer um espaço para a expressão e a autoria de seus participantes quanto um espaço de estudo e reflexão e, geralmente, se prestam a ambos. Por serem ferramentas assíncronas, onde cada um pode acessar, ler e escrever em qualquer tempo, e porque estão disponíveis na Internet, eles permitem que seus participantes acessem-nos de qualquer lugar e a qualquer momento, dando assim uma flexibilidade e uma praticidade de uso muito grande.

Do ponto de vista pedagógico os fóruns podem ser utilizados de várias formas:

1 – como elementos de organização do estudo de determinado tema ou texto: neste caso, um tópico inicial, que pode conter um texto ou várias referências de estudo, abre uma discussão sobre o tema abordado e é seguido pelas mensagens com comentários dos participantes. Como o fórum mantém armazenadas as mensagens enviadas pelos participantes, eles permitem que essas participações sejam analisadas e avaliadas pelo professor ou mediador. Um exemplo de uso pedagógico pode ser a discussão do tema de uma determinada aula, palestra, ou texto submetido aos alunos de uma classe para que estudem-no e o comentem no fórum.

2 – como espaços de socialização e fortalecimento de relações sociais: nesse caso os fóruns permitem que os participantes se conheçam, se apresentem e troquem mensagens sobre assuntos pessoais. Esse tipo de fórum é normalmente utilizado quando se reúnem pessoas espacialmente dispersas e que não se conhecem e quando se deseja que elas se apresentem e falem sobre si mesmas. Um exemplo de seu pedagógico pode ser a integração entre alunos e professores de diferentes escolas no momento inicial de um projeto ou tarefa conjunta.

3 – como espaço de troca de experiências, reflexões e informações: nesse tipo de fórum há um contexto, ao invés de um tema, que engloba todos os usuários de uma mesma comunidade de interesses. É comum, por exemplo, quando um fórum reúne professores de uma determinada disciplina ou que estejam interessados em aprender e discutir sobre um dado assunto. Um exemplo de uso pedagógico desse tipo de fórum é o fórum Internet na Escola, do Educarede, onde o tema motivador é o uso pedagógico dos computadores e da Internet (TICs).

4 – como biblioteca e para distribuição conteúdos específicos: nesse tipo de fórum as postagens geralmente trazem textos, arquivos anexados ou referências para estudo e o fórum é um meio de disseminar essas informações pelo grupo de participantes. O fórum funciona como uma “biblioteca” porque mantém armazenadas todas as mensagens e é mais prático do que uma biblioteca on-line porque distribui essas informações para todos os seus assinantes. Um exemplo de uso pedagógico desse tipo de fórum consiste em reunir e distribuir, para os alunos de uma dada turma, as informações sobre uma determinada disciplina ao longo do ano letivo, como uma espécie de biblioteca de paradidáticos (ou mesmo didáticos) sobre a disciplina em questão.

5 – como lista de avisos e distribuição, ou para coleta de informações: nesse tipo de fórum os participantes recebem avisos e comunicados sobre o tema do fórum ou sobre o tema corrente ou, alternativamente, recebem tarefas que devem cumprir e para as quais podem usar o fórum como meio de envio dessas tarefas. Um uso pedagógico para esse tipo de fórum consiste em remeter “tarefas de casa” e colhê-las novamente nas postagens de resposta dos alunos.

6 – como meio de documentação e relato: nesse tipo de fórum as mensagens e tópicos relatam ou documentam ações de um projeto em andamento e o fórum funciona como um “diário do projeto”. Um uso pedagógico para esse tipo de fórum pode ser o de documentar um determinado projeto de aprendizagem de uma turma ou da própria escola ou, ainda, como meio de documentação de todos os projetos em andamento em uma escola.

Evidentemente há ainda muitas outras possibilidades e elas aparecem a cada dia, pois os fóruns são ferramentas bastante flexíveis e tendem a se adaptarem às novas necessidades e tecnologias.

O que pode e o que não pode:

Apesar de terem formatos e propósitos variados, há algumas regras que se aplicam a praticamente todos os fóruns e que ajudam a mantê-los produtivos e organizados:

1 – é importante manter uma conversação adequada, pois todas as mensagens são públicas e distribuídas para todos os participantes. Isso significa que não se pode nem pensar em usar termos chulos, palavrões, ou expressões rudes com os colegas. Também não é recomendável usar gírias ou expressões muito regionais em fóruns com participação de pessoas do país todo, pois muitos participantes não compreenderiam essas palavras ou podem mesmo ter significados diferentes para elas. Da mesma forma, abreviações e expressões simplificadas que usamos em trocas de mensagens por meio de bate-papos, recadinhos do Orkut ou no MSN, nunca são bem vindas nos fóruns.

2 – a participação em um fórum deve ser frequente se você espera interagir com os demais participantes pois, embora o fórum seja uma ferramenta assíncrona e cada participante possa responder a uma determinada mensagem quando lhe convier, se o tempo decorrido entre a mensagem original e a resposta for muito grande, pode ocorrer da resposta já não ser importante quando for enviada, ou dos demais participantes nem terem mais interesse nela. Disso decorre que, apesar de ser uma ferramenta assíncrona, o fórum requer uma frequência de participação relativamente grande e que as mensagens sejam respondidas em um prazo curto.

3 – não devemos responder uma mensagem criando um novo tópico, mas sim respondendo diretamente ao tópico para o qual se quer dar uma resposta. Para isso os fóruns têm sempre uma opção de “responder à mensagem” e outra para “criar um novo tópico”. Quando respondemos uma mensagem criando um novo tópico, dificilmente os demais participantes perceberão que essa nova mensagem é uma resposta. Os fóruns também possuem, geralmente, uma organização “em cascata”, de forma que as respostas ficam “aninhadas” (deslocadas para a direita) em relação às mensagens que estão sendo respondidas. Isso permite uma melhor visualização das perguntas e respostas, mas que só funciona bem se você usar corretamente o recurso de responder ou criar novos tópicos.

4 – devemos seguir as regras de netiqueta, que incluem não escrever com letras maiúsculas nem usando negrito, e sobre como usar símbolos para representar emoções (os emoticons), são especialmente válidas nos fóruns e devem ser seguidas se você quiser ser bem aceito pelos demais participantes. É considerado falta de educação quebrar essas regras e, como os fóruns são ambientes sociais, é desagradável parecer “chato e deselegante” para os colegas. Conhecer as regras de netiqueta é um requisito básico para começar a participar dos fóruns de forma produtiva.

5 – não devemos postar mensagens em um fórum sem antes conhecê-lo e saber como são suas regras e qual é o tipo de fórum. Isso significa que antes de enviar uma mensagem é recomendável ler várias mensagens dos membros do fórum para saber como eles interagem e sobre o que o fórum trata (se é temático, se é de relacionamento social, etc.). Uma mensagem discrepante das demais, quer pela forma, quer pelo conteúdo, é quase sempre uma “quebra de netiqueta”.

6 – não devemos fazer críticas pessoais e, em nenhuma hipótese, ofender outro participante. Os fóruns abrigam discussões “coletivas”, embora permitam o confronto de idéias entre pessoas individualmente. Isso quer dizer que se sua opinião for agressiva você deve enviá-la diretamente ao e-mail da pessoa com quem quer polemizar e não ao fórum, da mesma forma como resolvemos nossos problemas pessoais conversando diretamente com a pessoa envolvida e não com um microfone e um autofalante em praça pública.

A participação nos fóruns nos possibilita aprender, ensinar e estabelecer relacionamentos com outras pessoas, mas requer de nós que sejamos capazes de nos relacionar virtualmente de forma educada, amigável e organizada, respeitando as regras de cada fórum e os valores de cada grupo participante. Embora a virtualidade da Internet nos faça parecer às vezes que estamos sozinhos em nosso computador quando escrevemos uma mensagem para um fórum, na prática cada mensagem nossa é como uma fala que fazemos diante de um auditório muito grande e repleto de pessoas diferentes que nos observam.

netiquetaSugestões de leitura, aprofundamento e fóruns:

1 de nov. de 2009

22 maneiras para usar o Twitter na sala de aula

Para quem precisa de inspiração para usar o Twitter como recurso educacional vai gostar dessa apresentação "Twenty-Two Interesting Ways* to use Twitter in the Classroom" . Aos poucos o Twitter que parecia ser uma ferramenta tola começa a mostrar utilidade no processo na disseminação de informação no ciberespaço.

Para tirar o máximo de proveito do Twitter é importante ter uma boa ferramenta para postar e acompanhar os posts de sua rede. Eu aconselho as seguintes ferramentas:

Twitter Fox - É uma extensão para o navegador Firefox que permite a postagem e o acompanhamento dos posts de sua rede a partir do próprio navegador.


Spaz - Este é como se fosse a versão do MSN para o Twitter. Muito bacana! Funciona independente de navegador e roda em qualquer sistema operacional.



Twitter Deck
- Este é o mais rico em recursos. Possui várias funcionalidades, como criação de grupos, favoritos, conexão com o Facebook, dentre outras. Para quem quer uma coisa mais simples pode se sentir um pouco perdido no começo, mas é uma excelente opção para aqueles que desejam tirar o máximo do Twitter.


Eu tenho os 3 instalados, mas uso mais o Twitter Fox e o Spaz.

Obs.: recomendo o blog do @tombarrett http://edte.ch/blog/interesting-ways/ que esta cheio de material interessante sobre educação e como usa-lo

Fonte: http://webparaeducadores.blogspot.com/2009/04/22-maneiras-para-usar-o-twitter-na-sala.html

28 de out. de 2009

Educação e Tecnologia: uma aliança necessária


por Juracy dos Anjos

“Estamos diante de uma bela demonstração de que a modernização da educação é séria demais para ser tratada somente por técnicos. É um caminho interdisciplinar e a aliança da tecnologia com o humanismo é indispensável para criar uma real transformação. (...) Em síntese, só terá sentido a incorporação de tecnologia na educação como na escola, se forem mantidos os princípios universais que regem a busca do processo de humanização, característico caminho feito pelo homem até então”. (RENATO, Eduardo José. Informática e educação, 1997,05).

“A importância da reforma dos sistemas educativos é apontada pelas organizações internacionais como uma prioridade na preparação dos cidadãos para essa sociedade pós-moderna. Não é à toa que a introdução das novas tecnologias digitais na educação apresentou mudanças para a dinâmica social, cultural e tecnológica.”

Entendidas por especialistas e educadores como ferramentas essenciais e indispensáveis na era da comunicação, as novas tecnologias ganham espaço efetivo nas salas de aula. Computadores ligados à internet, software de criação de sites, televisão a cabo, sistema de rádio e jogos eletrônicos. Estas são algumas das possibilidades existentes e que podem ser aproveitadas no ambiente escolar como instrumentos facilitadores do aprendizado.

Entretanto, apesar de muitas escolas possuírem estas tecnologias, as mesmas não são utilizadas como deveriam, ficando muitas vezes trancadas em salas isoladas e longe do manuseio de alunos e professores. Existem, segundo estudos recentes, professores e escolas que não conseguem interligar estes instrumentos às atividades regulares.

De acordo com o pedagogo Arnaud Soares de Lima Júnior, “o acesso às redes digitais de comunicação e informação é importante para o funcionamento e o desenvolvimento de qualquer instituição social, especialmente para a educação que lida diretamente com a formação humana”.

No entanto, ele ressalta que os modos de viver e de pensar a organização da vida estão em crise. Está em curso uma mudança qualitativa em virtude da rápida transmissão de informações entre as sociedades, rompendo com isso as barreiras geográficas dos países.

“Por isso, cabe à educação uma parcela de responsabilidade tanto na compreensão crítica do(s) significado(s) desta transformação, quanto na formação dos indivíduos e grupos sociais. Estes devem assumir com responsabilidade a condução social de tal virada, provocada, entre outros fatores, pela revolução nas dinâmicas sociais de comunicação e de processamento de informação”, analisa Arnaud.

Modernização - Neste cenário, a importância da reforma dos sistemas educativos é apontada pelas organizações internacionais como uma prioridade na preparação dos cidadãos para essa sociedade pós-moderna.

Não é à toa que a introdução das novas tecnologias digitais na educação apresentou mudanças para a dinâmica social, cultural e tecnológica. Modelos pedagógicos foram quebrados, tornando-se desatualizados frente aos novos meios de armazenamento e difusão da informação. Neste momento mudam também os conteúdos, os valores, as competências, as performances e as habilidades tidas socialmente como fundamentais para a formação humana.

Apesar de tentar responder a estas questões imediatas, muitos educadores salientam que a inserção, no contexto educacional, destas tecnologias ainda é encarada como uma articulação problemática.

“Esta parceria entre educação e tecnologia é muito difícil de ser efetivada. No que se refere às tecnologias digitais, principalmente, os professores têm dificuldades de interação. Eles já até admitem utilizar o computador e a internet para preparar as suas aulas, mas não conseguem ainda utilizar as mesmas nas suas atividades em sala de aula, como instrumento pedagógico”, observa a pedagoga Lynn Alves.

Para Lynn, o uso da tecnologia não deve se restringir a mera utilização ilustrativa ou instrumental da tecnologia na sala de aula. Exemplo disso, segundo a pedagoga são as aulas de informática de colégios particulares e públicos, que assumem apenas o papel de ensinar o uso dos programas.

“O jovem já sabe disso, ninguém precisa ensiná-lo. Por este motivo, estas aulas acabam se tornando um espaço de “desprazer”, porque os estudantes querem utilizar a tecnologia para criar, re-significar, construir e intercambiar saberes. Infelizmente, este potencial todo a escola ainda despreza”, frisa Lynn.

Internet e Educação

“A Internet é muito mais que um mero instrumento. Além de um dispositivo, ela representa um modo diferente de efetivar a comunicação e o processamento social da informação”. Esta observação é feita por Arnaud Soares Júnior, professor do mestrado em educação e tecnologia da Universidade Estadual da Bahia e autor do livro “Tecnologias Inteligentes e Educação: currículo hipertextual”.

De acordo com o educador, neste panorama de efetiva transformação, o uso da Internet não representa grande desafio para que os professores aprendam a sua utilização, porque suas funções mais sofisticadas são acionadas até mesmo por intuição. Isso por causa da expressão “interface amigável”, que viabiliza o manuseio rápido e fácil.

“Para acessar a Internet não se requer nenhum grau mais elevado de operação mental. Mas, discriminar suas características tecnológicas, sua lógica de funcionamento, e sua natureza comunicativa e informacional, de modo crítico, criativo e politicamente engajado, requer um processo de formação mais abrangente e conseqüente. Tal não poderá ser feito, por exemplo, pelos cursos relâmpagos de informática, nem pelos treinamentos em informática básica”, analisa o professor.

Já no que diz respeito a utilizar a internet como meio para atrair a atenção dos estudantes, Arnaud salienta que não basta prender a atenção dos estudantes com a tecnologia, porque isto já acontece naturalmente, em virtude das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) exercerem fascínio nas novas gerações.

“A questão mais importante é como garantir uma educação de qualidade com a utilização das TICs e como definir sua utilização mais pertinente em cada contexto de formação. Para tanto devem ser consideradas as condições e as necessidades inerentes a cada contexto, além das novas tensões sociais que aí se refletem em função do crescente processo de globalização”, explica Arnaud Soares.

Para finalizar, o pedagogo menciona que diferente do que muitas pessoas acreditam, a Internet não é só uma rede meramente técnica e digital. “A Internet dever vista pelos educadores como uma rede de comunicação, de cultura, de socialização e sociabilidade. Ela está relacionada aos interesses políticos e mercadológicos, além de sua dinâmica estar submetida aos efeitos dos desejos e de representações sociais”, conclui Arnaud.

Jogos eletrônicos: ferramenta importante na aquisição do saber

“A presença dos elementos tecnológicos na sociedade vem transformando o modo dos indivíduos se comunicarem, se relacionarem e construírem conhecimentos. Somos hoje praticamente vividos pelas novas tecnologias”.

A partir desta reflexão, Lynn Alves, professora do mestrado em educação e contemporaneidade da Uneb e autora do livro: “Game Over: Jogos Eletrônicos e Violência”, demonstra a importância da tecnologia, em especial os jogos eletrônicos na vida dos jovens contemporâneos.

Encarada por muitos como nocivo e prejudicial ao desenvolvimento cognitivo dos jovens, os jogos eletrônicos vêm ganhando espaço entre vários estudos e demonstram que podem ser mais um instrumento pedagógico no ambiente escolar. Esta reflexão partir da concepção que existe hoje uma geração submerso no mundo da tecnologia, que tem acesso seja através da televisão ou dos vídeos-game ou das LAN house.

De acordo com estes estudos, os sujeitos nascidos na pós-modernidade estão imersos em um mundo altamente tecnológico. Esta geração é defendida pelos estudiosos como os “nativos digitais” ou “geração mídia”. Uma categoria que vem sendo largamente discutida na atualidade.

Com a utilização de alguns jogos eletrônicos, a exemplo do Simcity, Civilizations e RPG, “os professores podem trabalhar o aprendizado em geografia, história, porque nesse jogo desafia os estudantes a administrar recursos, criar cidades, enfrentar catástrofes, fazer escolhas, planejar, entre outras coisas”, comenta a educadora Lynn.

Nesta perspectiva, e através do jogo eletrônico, os estudantes são estimulados a saber quais as conseqüências de colocar uma escola perto de uma fábrica poluente, além de verificarem quais os problemas sociais ou de saúde as ações realizadas durante o jogo podem causar.

De acordo com Lynn, até mesmo nos jogos violentos, tanto crítica por inúmeros pais, podem servir de fonte de aprendizado e estímulo entre o público jovem. “Você pode trabalhar a questão cognitiva, pois estes jogos exigem uma habilidade sensorial e motora muito grande, tomada de decisão e planejamento estratégico”, conclui Lynn.

Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/educacao-e-tecnologia-uma-alianca-necessaria

21 de out. de 2009

Tutorial Como se Cadastrar no Twitter

Você tem escutado direto a palavra Twitter e não faz a mínima idéia do que significa? Então esse post vai tirar algumas de suas dúvidas, e explicar como fazer para se cadastrar na nova onda mundial.

O Twitter é um micro-blogging, ou seja, é um blog que, literalmente, você escreve “micro”, ou melhor, pouco. O máximo de caracteres que você pode escrever são 140. O legal é que você pode “seguir” todos os seus amigos e saber tudo que eles estão fazendo, além de “seguir” pessoas famosas.

- Por que falo em “seguir”? Por que quando você quer acompanhar o Twitter de alguém, tem que clicar em “Follow” (”Seguir”) na página do Twitter da pessoa.

Confira agora, passo-a-passo, como se cadastrar no Twitter:

1) Assim que entrar na página inicial do Twitter: http://twitter.com, clique em “Get Started – Join!”.

Primeiros passos para o mundo do TWITTER

2) Agora você deve preencher com seu Nome (Full name), Nome de usuário/Apelido (Username – esse é o que irá aparecer no seu endereço – http://twitter.com/USERNAME), senha (Password) e email. Escreva os dois códigos, separados por espaço, onde está escrito “Type the words above“. Quando tiver preenchido clique em “Create my account“.

Preenchendo com dados pessoais

3) Na terceira etapa ele pede para ver se seus amigos estão no Twitter usando sua conta de email, pule essa etapa que depois irá aparecer de novo (clique em “Skip This Step” embaixo do botão “Continue”).

Pulando etapa de adicionar amigos no Twitter

4) Agora ele vai querer adicionar automaticamente algumas pessoas ao seu Twitter. Eu não quis, se você também não quiser, desmarque o quadradinho escrito “Select All” e aguarde pois irá sumir todos os avatares (”fotinhas”) à direita da tela. Atenção: Se você quiser deixar essas pessoas serem adicionadas ao seu Twitter, apenas clique em “Finish“.

Opção automática do Twitter

5) Imagem mostrando a página depois de desmarcar a opção “Select All” (sumiram as fotos na direita e todos os quadradinhos estão desmarcados). Agora clique em “Finish“.

Desmarcada a opção “Select all”

6) Parabéns! Você está cadastrado no Twitter!! Essa será a SUA página do Twitter (Foto 6). Vamos agora procurar seus amigos ou pessoas famosas para segui-las, clique em “Find some friends” (Continua na próxima etapa, antes veja alguns detalhes desta página).

Alguns detalhes desta página:

  • o retângulo escrito “What are you doing?” é para você escrever o que está fazendo (lembre-se, só pode escrever 140 caracteres!)
  • na direita você vê seu nome de usuário e abaixo dele aparecem quantas pessoas você está seguindo (”following _me“), quantas pessoas estão te seguindo (”followers_me“) e quantas vezes você mandou mensagem (”updates“)
Foto 6 – Detalhando SUA página no Twitter
7) Você pode achar seus amigos no Twitter pela sua conta de email (basta colocar sua senha do email em “Email Password“). Ou então procurar pessoas pelo nome, clique na aba escrito “Find on Twitter” (”Achar no Twitter“)
Achando amigos ou famosos no Twitter

No espaço escrito “Who are you looking for?” escreva o nome da pessoa que você quer ver se tem Twitter (por exemplo, eu escrevi o nome que a atriz Demi Moore usa no Twitter (Mrs Kutcher). Você pode procurar pelo nome de usuário, pelo primeiro nome, pelo segundo nome ou pelo nome todo. Em seguida clique em “search“.

Procurando alguém pelo nome no Twitter

9) Na página seguinte você vai ver todo os Twitters que ele achou com o nome que você digitou. O que aparece na foto é mesmo o da Demi Moore, se quiser segui-la, basta clicar em “Follow” ao lado do nome.

Seguindo a pessoa que achou no Twitter

ATENÇÃO! Existem vários Twitters fakes (falsos), principalmente de pessoas famosas. Se quiser ter certeza que é da pessoa famosa que está procurando, tente procurar pela internet algum lugar falando sobre o Twitter dela.

Fonte: http://rainydays.rockerspace.net/ajuda-com-twitter/

17 de out. de 2009

Twitter na escola ajuda?

Existem múltiplas formas de fazer do nanoblog um assistente divertido e eficaz, em sala de aula.

Sergio Amadeu da Silveira

ARede nº51,setembro 2009

O Twitter pode ser uma boa ferramenta para a Educação? Como um nanoblog com 140 caracteres pode apoiar o processo de ensino-aprendizado? O Twitter usado em sala de aula garantirá a múltipla atenção dos estudantes ou simplesmente gerará um processo de dispersão? Quais outras possibilidades de uso educacional do Twitter?

Essas questões são cada vez mais importantes. Isso porque o Twitter não é mais uma atividade de nerds e super-usuários da internet. O Twitter já ultrapassou 1 milhão de participantes, somente no Brasil. A tendência é crescer ainda mais. Além disso, o Twitter permite uma grande versatilidade de uso. Alguns dizem que se presta mais a divulgação de ideias e dicas. Na realidade, o Twitter pode ter usos muito mais variados. Algumas pessoas usam para expressar sentimentos, outras para cobrir eventos e algumas até para denunciar políticas ou políticos que consideram nefastos.

Para aprofundar um pouco as possibilidades de uso do Twitter no ensino formal, traduzi algumas ideias das pesquisadoras romenas Gabriela Grosseck e Carmen Holotescu, que em 2008 escreveram um documento intitulado “Can we use Twitter for educational activities?”, ou, “Podemos usar o Twitter para atividade educaionais?” Gabriela e Carmen exploraram questões pragmáticas sobre o potencial do Twitter como ferramenta educacional, baseando-se em suas próprias experiências. Uma primeira possibilidade é a criação de comunidades de alunos. A ideia é twittar em sala de aula ou fora dela sobre temas de interesse da disciplina.

Explorando a escrita colaborativa, é possível promover atividades de busca de conteúdo na rede e dispor as descobertas para os colegas. Tais buscas podem ser divertidas e as dicussões no próprio twitter podem ser bem proveitosas, mesmo que não sejam realizadas em tempo real. Os alunos podem realizar as suas postagens (twittar), endereçadas aos seguidores do perfil da sua turma, para perguntar e esclarecer dúvidas sobre o tema da pesquisa proposta pelo professor. Também podem refletir conjuntamente sobre a pertinência ou a compreensão coletiva de determinados fatos.

Minha sugestão é trabalhar com as #hashtags ou hashtags, quando se está pesquisando um tema. O processo é bem simples. A turma decide que todos que escreverem sobre aquele tema no início ou no final da postagem coloquem um identificador do assunto, ou seja, uma hashtag. Por exemplo: todo mundo que estiver participando da pesquisa sobre Machado de Assis deve incluir na frase a hashtag #machado. Com isso, depois basta clicar na hashtag para obter as postagens de todo mundo que escreveu algo sobre o autor. Assim, é possível resgatar toda a discussão, dicas, dúvidas e declarações realizadas.

A turma pode, inclusive, usar as postagens feitas no Twitter para editar um blog com um novo ordenamento das informações coletadas. Assim, dá para fazer uma análise crítica de todo o processo e requalificá-lo. A definição do tagueamento ou etiquetagem das postagens pode ser muito útil não só para recuperar informação, mas para definir exatamente o que a turma está procurando. Discutir o nome mais adequado da tag é, em si, um exercício não somente escolar, mas também que ajuda as pessoas a entenderem a importância da web semântica.

De volta às proposições das pesquisadoras romenas, o Twitter serve também para a classe debater com um cientista, personagem ou professor que está em outra cidade. Usando uma hashtag combinada com o convidado, que está à distância, a turma pode transformar o Twitter em “uma sala de conferência”. A dificuldade é coordenar o debate para que não seja uma “gritaria digital”. Mas essa é uma das situações que fazem parte do aprendizado do uso da ferramenta. Depois do debate online, em tempo real, os alunos podem recuperá-lo a partir da hashtag para uma análise posterior mais profunda.

Outro exercício bem interessante e divertido é levar a turma para a sala de internet e combinar que cada um deve imediatamente escrever a continuidade do texto do outro. Mas o tema deve ser aquele que está sendo estudado. Assim, é possível avaliar a compreensão e o desempenho de modo participativo. As sentenças devem fazer sentido para a correta compreensão do problema que está sendo estudado. O professor pode incentivar, postando uma frase ou pergunta inicial e as pessoas têm trinta segundos para escrever, seguindo uma ordem previamente combinada.

Entre as várias possibilidades de uso educacional do Twitter, coloco a do estudo do meio com o uso de celulares que têm câmera fotográfica e envio para o twitpic (http://twitpic.com/) – aplicação que permite expor as imagens que os twitters captaram. Aulas de geografia e jogos narrativos, tais como a história da sua rua ou do bairro, podem ser realizadas pela turma, que irá participar e analisar conjuntamente o processo.

Enfim, o uso do Twitter ou do identi.ca, um microblogging livre, no processo de ensino e aprendizagem, pode melhorar a integração dos alunos e incentivar a autonomia de pesquisa na rede e o compartilhamento de soluções. Sem dúvida, o uso da rede e do próprio nanoblogging
em sala de aula pode gerar dispersão e baixo aproveitamento se não for planejado e bem orientado. Por isso, o professor deve cada vez mais assumir a posição de um navegador experiente. É preciso superar o ensino verticalizado, centrado exclusivamente na hierarquia e encontrar novas formas de aprendizado em rede.

Sergio Amadeu da Silveira é sociólogo, considerado um dos maiores defensores e divulgadores do software livre e da inclusão digital no Brasil. Foi precursor dos telecentros na América Latina e presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação.

Fonte: http://www.arede.inf.br/inclusao/edicao-atual/2268-twitter-na-escola-ajuda

13 de out. de 2009

Qual o valor educacional do Twitter?

O ecossistema de tecnologias e recursos em que a maioria dos cursos EAD está envolvido sofre transformações e ajustes constantemente. Sendo que algumas novas tecnologias que parecem revolucionar a maneira com que as pessoas se relacionam na web, sempre resultam em desafios para professores e designers instrucionais na adaptação de aulas e metodologias, para adaptar os cursos aos novos sistemas. Um dos mais recentes ambientes em que os alunos estão inseridos, muito devido a uma exposição excessiva da mídia é o Twitter. O sistema de microblogs está fazendo muito sucesso hoje, sendo mais um canal de comunicação e relacionamentos entre pessoas.

A pergunta que devemos fazer sobre o Twitter é: qual o valor educacional desse sistema? Se é que ele existe.

Como base para comparação, podemos abordar o uso de blogs para educação que já estão inseridos nesse contexto educacional há um bom tempo. Os blogs são ferramentas poderosas para professores e tutores, e muitas pessoas se questionam se é possível migrar para o Twitter e fazer o mesmo tipo de abordagem com os alunos.

Twitter's

Como forma de abordar o uso do Twitter e blogs, podemos fazer uma comparação entre os recursos oferecidos por cada um dos sistemas/ambientes. Para facilitar a comparação, vamos usar os seguintes critérios para análise:

  • Texto
  • Uso de imagens
  • Uso de multimídia
  • Consulta ao histórico
  • Organização e classificação
  • Manutenção
  • Interação e diálogo

O primeiro a ser analisado é o blog:

  • Texto: Os blogs não apresentam nenhum tipo de restrição a quantidade de texto usado pelo professores, o que permite usar o sistema para qualquer tipo de descrição ou explicação envolvendo grandes quantidades de texto.
  • Uso de imagens: O uso de imagens e figuras é livre nos blogs, sendo que até nos sistemas gratuitos é possível enviar imagens para o sistema, sem a necessidade de usar artifícios para hospedar os arquivos em outros locais.
  • Uso de multimídia: Aqui também não há restrição de uso, mas o editor do blog precisa ter conhecimentos de html para colar os códigos necessários para mesclar os conteúdos no texto.
  • Consulta ao histórico: Os textos do blog são organizados em ordem cronológica, o que deixa mais fácil de acompanhar os textos.
  • Organização e classificação: A organização dos conteúdos pode ser realizada por categorias, tags ou mesmo em meses específicos.
  • Manutenção: Dependendo de como o blog é hospedado, a manutenção pode ser um desafio para pessoas sem conhecimentos técnicos.
  • Interação e diálogo: Os textos do blog podem permitir que os leitores publiquem comentários sobre o conteúdo apresentado no texto, se transformando em um mini fórum de discussão.

Agora analisando o Twitter:

  • Texto: Qualquer texto publicado no sistema só pode ter 140 caracteres.
  • Uso de imagens: Por padrão, não é possível usar imagens. Apensa links para lugares que hospedam a imagem de maneira externa.
  • Uso de multimídia: Assim como nas imagens, o material multimídia deve ser indicado por links.
  • Consulta ao histórico: Os textos são organizados em ordem cronológica, mas não há classificação específica. Os leitores podem fazer consultas por pesquisa textual.
  • Organização e classificação: Não há maneira simples de classificação como os blogs.
  • Manutenção: Não é necessária nenhuma manutenção, pois a hospedagem é feita nos servidores do próprio Twitter.
  • Interação e diálogo: Aqui existem uma grande diferença para os blogs. Os usuários podem citar outras pessoas nos comentários, como se fosse um diálogo. Também é possível enviar mensagens privadas entre usuários.

A comparação não tem como objetivo dissecar os serviços, mas mostra que para fins educacionais os blogs ainda não podem ser superados pelo Twitter. Os professores tem muito mais liberdade de organizar e publicar conteúdos do que no serviço de microblogs. O Twitter fica mais como uma ferramenta de comunicação rápida, que serve apenas para isso mesmo. Seria algo como comparar o uso de textos mais longos e trabalhados com o SMS do celular. É uma coisa útil, mas apresenta as suas limitações.

E você já fez a sua conta no Twitter? Se já fez, pode seguir o meu Twitter Allan Brito.

Fonte: http://www.colaborativo.org/blog/2009/09/15/qual-o-valor-educacional-do-twitter/

3 de out. de 2009

Marcadores sociais; como eles funcionam?

Essa semana o Common Craft Show lançou mais um dos seus vídeos falando sobre temas relacionados à Web 2.0 e colaboração online. Dessa vez eles falaram sobre Social Bookmarking, traduzindo para o português seria algo como Marcadores sociais. Como não poderia deixar ser, o vídeo é bem instrutivo e eles conseguem convencer o espectador das vantagens em utilizar a ferramenta, assim como já tinham feito com as Wikis e outras ferramentas de colaboração. Como o vídeo estava no dotSub, sem nenhuma legenda em português, resolvi fazer a legenda ontem a noite antes de dormir, caso alguém encontre algum erro, me perdoe. Talvez tenha sido o sono.

No começo do vídeo eles explicam o que são os marcadores, e como podemos utilizá-los para guardar as informações dos nossos web sites favoritos para depois. Mas depois de certo tempo, a quantidade de web sites cresce muito e ficamos perdidos no meio de vários favoritos. Essa não é uma maneira muito prática de guardar essas informações.

Bem, veja o vídeo:

Além disso, os favoritos armazenados no navegador estão disponíveis apenas em um computador. Caso você não esteja acessando a internet naquele computador, os seus favoritos estão inacessíveis.

Então o conceito de favoritos em web sites é apresentado, devo fazer uma ressalva aqui. Esse tipo de web site está presente já a um bom tempo, lembro que antigamente existia um serviço chamado de mybookmarks.com, mas ele hoje não existe mais. A diferença desse serviço para o que existe hoje são as marcações sociais.

Assim que adicionamos um marcador em sites como o Del.icio.us, podemos atribuir tags ou palavras chave a esses marcadores. Essas tags nos auxiliam a encontrar esses marcadores no futuro. Por exemplo, se você adicionar o colaborativo.org como um marcador, atribuindo as tags colaboração, ensino a distância e web 2.0 a ele. No futuro, quando você quiser localizar web sites relacionados a esse assunto, você só vai precisar clicar sobre nome da tag, para encontra facilmente o marcador.

Para melhorar ainda mais o processo, esses marcadores são públicos! Isso mesmo, qualquer usuário cadastrado, podem fazer uso desses marcadores. Inclusive no vídeo, um exemplo sobre a utilização desse recurso em salas de aula é mostrado. Com isso podemos criar grupos de pesquisa para selecionar a filtrar web sites que falam sobre assuntos parecidos.

Por exemplo, um grupo de professores pode pesquisar web sites sobre um determinado assunto e atribuir marcadores ao conteúdo encontrado. Essas tags classificam o conteúdo e podem ser acessadas por outros professores e até pelos seus alunos. Isso é marcação social, todos podem aproveitar a classificação que você realizou, assim como você pode pesquisar o conteúdo marcado por outras pessoas.

Você nunca utilizou esse tipo de recurso? Quem sabe agora, que o funcionamento dele foi explicado, não seja um incentivo a mais? Agora é só começar!

Fonte: http://www.colaborativo.org/blog/2007/08/08/marcadores-sociais-como-eles-funcionam/

7 de set. de 2009

Letroca

Olá Amigos

Hoje vou indicar um game online muito legal chamado Letroca. O objetivo do game é usar as letras disponiveis para formar o maior numero de palavras no menor tempo possível. Quanto mais palavras mais pontos você ganha. Mas atenção só vale as palavras listadas naquela rodada.


Para formar as palavras clique na ordem desejada e clique em enviar, que quiser cancelar e só clicar no X. Aproveite bastante a dica, mas aqui vai um conselho. Cuidado vicia mesmo.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

22 de ago. de 2009

As TICs precisam ser explicadas na mídia


Paula Villela
Jornalista

Apesar do termo TICs - Tecnologia da Informação e Comunicação - ser muito citado em matérias que abordam inclusão digital, em muitos casos ele vem sendo utilizado como ferramentas contra o desemprego e aquecimento da economia nas matérias divulgadas na imprensa. Porém, de acordo com a Coordenadora-Executiva da ONG Rede Mulher de Educação, Vera Vieira, no site do grupo, “as TICs podem ser definidas como tecnologias e instrumentos usados para compartilhar, distribuir e reunir informação, bem como para comunicar-se umas com as outras, individualmente ou em grupo, mediante o uso de computadores e redes de computadores interconectados”.

Função das TICs e da mídia
As TICs também têm outras funções. De acordo com o presidente da assembléia geral do PSL-Empresas (projeto de organização das empresas de Software Livre), Ricardo Filipo, “as TICs funcionam interferindo na forma como as informações fluem nos meios físico, social e psíquico de um ambiente humano, abrangendo portanto o contexto dos equipamentos, eletrônicos, sonoro, visual, sensitivo e o contexto humano dos relacionamentos”. Portanto, parte-se do princípio de que o governo e a sociedade civil precisam saber verdadeiramente do que se tratam as TICs para poder participar ativamente da construção da sociedade da informação. Infelizmente, somente uma parcela desses grupos, em especial a sociedade civil, possui esse tipo de conhecimento. Caberia à mídia então, conscientizar, participar, divulgar essas tecnologias, assim como as ferramentas de inclusão digital.

Como o assunto é abordado
Analisando matérias saídas em jornais e na Internet percebe-se que as TICs são, de uma maneira geral, tratadas com superficialidade, fazendo parte de pautas como datas de eventos (sem que ninguém explique a importância daquele congresso e qual o diferencial em relação à sociedade), decisões governamentais (com o mesmo tipo de enfoque do anterior) e novidades tecnológicas. Trata-se de um problema geral das mídias, que precisam correr contra o tempo e lidar com excesso de informações que chegam às redações. Porém, isso não justifica abordar as TICs como se estivesse falando de samba. Enquanto esse último assunto faz parte do inconsciente coletivo da sociedade brasileira e é cultural, as TICs são assuntos relativamente novos, o qual poucos possuem o acesso real (de tocar, saber mexer, conhecer) e naturalmente, desconhecem o seu sentido. Então, quando os jornais e a Internet só fazem referências às vantagens como a inclusão digital, por exemplo, como sendo ferramenta contra desemprego, a população tende a só enxergar as TICs como tal.

Importância da divulgação
Segundo Filipo, “a única importância de se divulgar as TICs é torná-las conhecidas e logo utilizáveis. Mas isto só terá valor para aqueles indivíduos que ainda não conseguem praticar a tepatia. Na outra ponta estão os (..) excluídos digitais. Não basta apenas divulgar as TICs”. Para ele, é uma crueldade caso não se possua infra-estrutura de Tecnologia de Informação. As mídias acabam favorecendo então, aos dominantes (em geral mais ricos), que vêem a visibilidade promovida pelas TICs como forma de que seus produtos apareçam mais. Ao mesmo tempo, Filipo complementa: “a meu ver deveriam ser publicadas e alardeadas as TICs éticas, abertas e que possam trazer melhorias para a vida das pessoas, sem favorecer quaisquer empresas ou grupo em particular. Na prática eu acredito que outros “lobbies” tenham preferência, o que é lamentável ou no mínimo terrivelmente trágico para nós humanos”.

Realmente, é bem trágico quando se pensa que a atuação dessas tecnologias no fluxo das informações acabam formando idéias, contextos, culturas e a abordagem sobre elas estão sendo distorcidas por alguns. Felizmente, ainda podem ser encontradas matérias em informativos temáticos, que se propõem a explicar as TICs ou a Cúpula Mundial da Sociedade da Informação, sem classificá-las em uma categoria ou limitá-las a um determinado aspecto. Não se faz necessário um artigo ou um texto monstruoso para falar sobre o assunto em questão, mas basta consciência e preocupação com o resultado que uma informação, ou a falta dela, poderá causar na sociedade.

Fonte: http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/20/ticsnamidia.htm

26 de jul. de 2009

CSBC - Resumo

Olá Amigos

Retornando a rotina diária de postagens aqui no Caldeirão de Ideias, lendo os emails e as listas de discussão de que faço parte, me inteirando do que rola na blogosfera. Depois de dar uma geral em tudo ( familia, trabalho, dinheiro) vou dar uma resumida no que rolou lá em Bento Gonçalves.

Hall central do CSBC

Foi um dos melhores congressos em que eu fui. Se bem que quem não é do ramo da tecnologia pura e aplicada, não iria gostar muito. Os trabalhos apresentados foram bem interessantes, mas todos muito técnicos. Alguns eventos tiveram um foco bem direcionado para aplicação do conceito de educação nas nuvens, algoritmos de busca,Robotica, a apresentação do novo projeto do protocolo IP e uma oficina de Hot Potatos em plataforma Moodle bem interessante. Tudo isso em Software Livre.

Oficina sobre Software Livre e Algoritmos

A organização do evento feita pela FURGS foi fantástica, com um senão apenas, ligar o ar e não a calefação em alguns dias foi assim por dizer uma tortura climática desnecessária. O coffee break oferecido foi muito bom, o som das palestras foi muito bom é por traz disso um grande numero de pessoas fazendo acontecer e tentando tornar o mais fácil possível o evento.

Quem disse que geek não come

A parte de credenciamento o meu particular agradecimento por toda boa vontade e eficiência, ao pessoal que prestava informações sobre qual sala e qual evento estava rolando só uma nota para vocês: 10. A rede sem fio e os computadores disponiveis para usar durante o evento foram perfeitos. Boa velocidade e facilidade de conexão.

Rede sem fio e computadores conectados

Agora com relação a hospedagem o pessoal do Dall'Onder Grand Hotel foi de uma simpatia e eficiência maravilhosa ( para o pessoal da recepção e as camareiras de meu andar meu eterno agradecimento) , ao pessoal da Fellini Turismo nota 1000, principalmente a Karine por sua simpatia e carinho em resolver todas as questões por mim solicitadas, apesar de serem todas elas feitas em cima da hora.

Lareira quentinha do Dall'Onder Grand Hotel

A cidade de Bento Gonçalves é linda, seu povo hospitaleiro e lindamente educado. Sua gastronomia esta entre as melhores do Brasil (amei sopa no pão), mas uma coisa que eu adorei foi a companhia durante o evento.

Cadê o canudinho?

Amigos, melhores amigos, novos amigos e principalmente aqueles que sem citar nomes sabem o quanto importante foram para tornar tudo maravilhoso e de que magnitude foi o laço firmado por nós durante o congresso.

Amigas e Almas Gêmeas

Por enquanto é só, mas amanhã vamos dar umas dicas de design para blogs.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

7 de jul. de 2009

Hiperinflação de conteúdo: e se a gente não aguentar mais?


Ana Amélia Erthal

Imagine que não aguentamos mais conviver com tanto conteúdo, que nossa atenção ficou tão reduzida que não conseguimos mais nos concentrar em nada com profundidade, que os estímulos nos interrompendo a todo instante em tantas mídias diferentes eram tantos que ... não conseguimos ler os jornais, acompanhar os twitts, ver os filmes na TV, não respondemos e-mails, não olhamos nossos blogs e portais favoritos, não acompanhamos as séries, não damos mais conta de tanta informação... e, por fim, não resistimos à cultura contemporânea do excesso.

Se esse cenário existisse, a primeira providência seria banir o direito da leitura. Sim, porque afinal de contas, ler faz mal. Ou como diz o nosso caríssimo presidente Lula, "ler dá azia". Claro que tudo isso é uma brincadeira, mas serve pra gente pensar mais um pouco sobre a Era do Excesso de informação, que já esteve nessa coluna algumas vezes.

O filme Fahrenheit 451 faz uma leitura bem legal e mostra exatamente esse cenário em que a leitura é proibida. Ele foi adaptado do livro de Ray Bradbury e conta a história de um tempo no futuro em que o trabalho dos bombeiros era destruir livros. As pessoas "deduram" as outras e os bombeiros vão até as casas, procuram os livros proibidos, juntam tudo e depois incendeiam. Em vez de apagar, os "firemen" acendem o fogo, já é bem curioso. O filme tem esse nome porque é essa a temperatura em que o papel queima e embora seja antigo, tem um roteiro bem inteligente. É engraçado ver a revista/ jornal que mais parece um quadrinho, mas sem nenhuma letra, aliás, não há inscrição nenhuma em todo o filme, a não ser nos livros proibidos.

Outra passagem muito legal é a do comandante dos bombeiros explicando para o operador de lança-chamas porque é que os livros são perigosos para a mente humana e como eles nos tornam diferentes um dos outros. Para efeito de análise, podemos aplicar esse conceito dele para as outras mídias e conteúdos também: como nos diferenciamos por eles?

Eu preparei uma pequena edição de quatro minutos. Na primeira parte há o ritual de queimar livros e na segunda, o discurso do comandante, veja:

Fahrenheit 451

Então, o que achou? Se quiser saber mais sobre cultura do excesso, leia também esse artigo no blog do Encontro de 2 Mundos.

Up the Webwriters!

Fonte: http://imasters.uol.com.br/artigo/13217/webwriting/hiperinflacao_de_conteudo_e_se_a_gente_nao_aguentar_mais/