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26 de ago. de 2009

Uma viagem visual e sonora

Olá Amigos

Essa dica de hoje é pára os amantes de um bom filme e de uma maravilhosa trilha sonora. A dica é o filme “Naqoyqatsi – O Mundo em Guerra”, que para os fãs de cinema é uma viagem auditiva e visual, que será exibido pela primeira vez no Brasil.

O canal de assinatura da HBO é quem nos trará esse belo presente nesta quinta feira (27/8). “Naqoyqatsi – O Mundo em Guerra” é o terceiro filme da trilogia dirigida pelo documentarista Godfrey Reggio e que foi iniciada com “Koyaanisqatsi - Uma Vida Fora de Equilíbrio ” nos anos 80 e seguida por “Powaqqatsi - Vida em Transformação” nos 90, todos igualmente maravilhosos.

Nesta nova produção, imagens digitalmente modificadas se fundem com a música de Philip Glass num estimulante documentário sobre a globalizada e violenta sociedade contemporânea, em que a tecnologia alterou de todas as formas possíveis a experiência humana.

No elenco do longa-metragem, Marlon Brando, Elton John, Julia Louis-Dreyfus, Bhagwan Mirchandani e Steven Soderbergh, que fazem depoimentos e lêem textos que pontuam as impressionantes imagens.

Eu assisti as versões "alternativas" dos filmes e fiquei simplesmente maravilhado e impactado com o que vi e ouvi. Os filmes são maravilhosos!!! Mas especialmente com o filme “Naqoyqatsi – O Mundo em Guerra”, pela atualidade e modernidade do tema. Para ilustrar o que eu disse olhe o que cita o Nivaldo Ribeiro: “Naqoyqatsi” é uma experiência e além de qualquer palavra que mescla a força das imagens com a música e atinge em cheio o coração hiperacelerado da aldeia global digitalizada do século XXI. Ao misturar imagens cotidianas alteradas através de efeitos digitais de última geração, o documentário hipnotiza o espectador que, mesmo sem querer, se deixa levar pela sonoridade de Philip Glass."

Como todos sabem adoro filmes com mensagens não verbais, e apesar da natureza não verbal do filme, o grande lance em “Naqoyqatsi – O Mundo em Guerra”, é fazer com que as pessoas falem a respeito de como a tecnologia afeta nosso dia-a-dia, alterando as formas de mídia, arte, entretenimento, política, esportes, medicina, ética e a cara da natureza humana. É um absurdo de bom, aínda mais se o som for Dolby digital…

Recomendo ver a Trilogia Qatsi, alugar, comprar pois os filmes são daquelas experiências imperdíveis da vida. Nesta mesma linha de filme Baraka (indicação do Paulo Bicarato do Alfarrábio) é outra viagem maravilhosa. Essa dica vai especialmente para os queridos amigos Sérgio Lima e José Roig.

Recomendo

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

4 de jun. de 2009

Multimídia e inovação pedagógica

O futuro do trabalho escolar está na pesquisa metodológica

Eduardo Monteiro 2006

A presença maciça e crescente das tecnologias e linguagens de comunicação é uma característica constitutiva e marcante da sociedade atual. Não há lugar no planeta ou atividade da vida que não esteja afetada, de uma forma ou de outra, pela quantidade e variedade de dispositivos que acessam e armazenam informação, que permitem o contato entre pessoas e grupos, que “tocam” todo tipo de conteúdo. Grandes ou pequenas máquinas, complicadas ou fáceis de usar, caras ou populares, novas ou já obsoletas, seguem rapidamente mudando nossos hábitos, nossa forma de nos relacionarmos entre nós e com o mundo, nosso modo de ver e de entender as coisas a nossa volta.

O mundo do conhecimento, a cultura e os saberes sociais também mudam com essa dinâmica e, portanto, algo de novo vai acontecer com a escola e com aqueles que com ela têm alguma relação – professores, diretores, estudantes ou suas famílias. Se o mundo mudou, ainda que custe, a escola também vai mudar. Seja porque os estudantes trazem consigo inquietações e artefatos desse mundo de comunicação em que habitam, seja porque seus professores estão insatisfeitos e inquietos, sentindo a necessidade de incluir a escola e a si mesmos neste novo contexto, seja ainda porque seus gestores estão aturdidos, quebrando cabeças e paradigmas para promover este encaixe tão complicado entre escola e modernidade.

Inovação na escola: construção que depende de investimento

Há, sem dúvida, enormes possibilidades em perspectiva quando pensamos na presença das novas tecnologias nos ambientes escolares; quantas novas formas de interação com a informação e de construção de conhecimento já não estão acessíveis? Em diversas escolas há experiências bastante significativas, especialmente quando são frutos da mobilização e do empreendimento coletivo, vencendo a falta de recursos e articulando parcerias internas e externas. Se, além disso, o acesso às tecnologias for tomado realmente a sério, visto como um direito do cidadão que busca na escola seu lugar na sociedade da informação, então poderemos realmente sonhar mais alto. Presentes em cada escola, garantidas na trilha curricular de cada estudante ao longo de sua formação básica, quantas possibilidades de emancipação e desenvolvimento não podem trazer? Mas isso, como sabemos e temos visto, depende de muito investimento: em recursos materiais que instalem a modernidade fisicamente nas escolas e em soluções políticas que garantam equipamentos funcionando e a formação profissional e pedagógica dos docentes, que devem saber extrair desses recursos os benefícios educativos e sociais de que suas escolas e estudantes tanto precisam. Esse investimento é condição indispensável para incluir escolas - e com elas suas comunidades - no mundo da tecnologia, da informação, da cultura e do trabalho.

Mas há ainda um item fundamental e que, na maioria das vezes, passa desapercebido, talvez pelo deslumbre que a tecnologia provoca, ou talvez porque haja, também, fortes interesses de mercado e de política em convencer escolas e professores de que não há futuro fora da tecnologia. Isso pode ser verdade; porém só será verdade na medida em que a tecnologia estiver a serviço da educação e do desenvolvimento social e educativo que as escolas têm de gerar para a sociedade. É verdade que escolas com computadores, máquinas digitais de foto e vídeo, conexões de Internet e outros apetrechos são melhores e educam melhor? Talvez. Se os educadores souberem tirar dessas coisas vantagens para educar, sem dúvida poderá ser verdade. Porém, se não souberem, essas tecnologias caras podem ficar ociosas, virar sucata ou, pior, serem formas caras e complicadas das escolas fazerem o mesmo que fazem desde há um século...

Computadores, câmeras e outros eletrônicos que brotam no mercado diariamente têm pelo menos uma coisa em comum: um manual do usuário; e, neste manual, nenhum capítulo ou referência sobre como essas máquinas funcionam como instrumentos para ensinar e aprender melhor. E é aí que está o grande desafio e a grande oportunidade. Esta informação que falta precisa ser inventada, e não é difícil adivinhar que esta é uma tarefa para professores e pedagogos. Engenheiros, psicólogos, designers e comunicadores podem ajudar muito – afinal, a educação também já se abriu a esse modo interdisciplinar de fazer as coisas hoje em dia, inclusive ensinar. Mas são os especialistas em estudantes e escolas que devem liderar o processo de invenção das novas formas de ensinar para um mundo definitivamente novo.

O papel estratégico da pesquisa docente em serviço

O professor de hoje que atua com qualidade sabe que a educação mudou muito. Os educadores de hoje têm estudado muito os processos sociais e psicológicos que constituem a aprendizagem, e hoje já há bastante consenso de que diferentes pessoas, em diferentes contextos, aprendem de formas diversificadas, cada qual com uma modalidade que privilegia determinado tipo de estratégia cognitiva. A noção da diversidade de modalidades de aprendizagem se desdobra na percepção clara de que os espaços educativos devem promover a diversidade das formas de ensinar, se quiserem incluir os estudantes no processo. E a grande oportunidade criada pelas tecnologias de informação e comunicação é, justamente, a ampliação dessa oferta de possibilidades.

Diante disso, o professor se vê desafiado a ser criativo em termos de metodologia. Seja porque tem consciência de que os métodos tradicionais já não dão respostas satisfatórias, dado que uniformizam formas de aprender e de ensinar e, portanto, são potencialmente excludentes, seja porque sabe que seus alunos chegam de um mundo repleto de comunicação e que quase nunca se sintoniza com o modo de comunicar as coisas na escola.

É o professor que vai fazer, então, toda a diferença, podendo ajudar a escola a reencontrar sua função social. O professor inquieto, insatisfeito, que olha para sua sala de aula, para seu quadro de giz, para seu livro didático, senta, põe a mão na testa e pensa: “o que eu faço com isso?”. Esse professor que se sente “perdido” está, sem saber, dando o primeiro passo para se encontrar, reconstruir seu trabalho, sua identidade profissional e sua escola. Mas, é claro, não vai ficar sentado com a mão na testa o resto do dia: vai pesquisar e experimentar recursos, questionar e refletir suas práticas e experiências, ler e debater idéias e posições e vai, finalmente, entrar mais seguro em sala de aula.

A pesquisa docente é o único caminho para levar a escola a recuperar sua função na sociedade da informação. Gestores escolares e de redes de ensino precisam compreender sua importância estratégica fundamental e criar políticas para que professores estudem, pesquisem, desenvolvam metodologia e empenhem esforços para destinar a isso tanto ou mais recursos do que se está buscando para equipar as escolas. Porque os equipamentos sem a metodologia pedagógica só geram benefício para aqueles que os comercializam.

O professor que tem o privilégio – infelizmente, ainda é isso! – de ter os recursos em sua escola, tem responsabilidades e tarefas muito importantes. A principal delas é reconstituir o saber pedagógico, criando, a partir de suas inquietações, novas formas de educar para um mundo novo e que ficou bem distante da escola, que perdeu o bonde da história e não se atualizou.

A pesquisa docente é, portanto, um valor e uma prioridade para quem faz escola. E pode ser assumida a partir de pelo menos três pólos de procedimentos pelo professor ou pelas equipes docentes:


1. Contextualizar sua postura educativa e pedagógica, respondendo:

§ O que é necessário ensinar no contexto social e cultural em que atuo?

§ Como se aprende neste contexto?

§ Como (portanto) se ensina neste contexto?

§ Em que os recursos que tenho ajudam ou não ajudam no trabalho que tenho a fazer aqui?


2. Problematizar situações pedagógicas numa perspectiva experimental:

§ Quais os efeitos que quero obter com o uso dos recursos e materiais que planejei usar? E quais efeitos são indesejados?

§ Como irei avaliá-los? Que hipóteses tenho para seus resultados?

§ Após observar os efeitos de minhas experiências, quais explicações tenho para minhas observações, a reação de meus alunos e os resultados que obtive?

§ Como incorporarei os resultados de minhas observações ao meu planejamento?

§ Para atingir meus objetivos, que atividades e recursos podem me ajudar? E quais não podem? Por quê?


3. Estudar e discutir os temas educacionais relacionados com sua investigação em sala de aula:

§ Que autores, que textos dizem algo que pode me interessar?

§ E que autores estão dizendo coisas sem muito fundamento?

§ Quem de meus colegas pode ter algo a contribuir?

§ Posso escrever algo sobre o que tenho lido, experimentado e refletido?

Autor de seu próprio saber, o professor precisa conquistar uma nova autonomia para si e uma nova referência de atuação docente para sua escola. De forma que se deve buscar – gestores e docentes – uma cultura educacional e escolar que valorize o professor que estuda, aquele que, como diz Pedro Demo (1990), tem o que ensinar porque está em constante aprendizado e diálogo inteligente com a realidade. Até porque, na sociedade da informação, o que o professor tem de melhor a dar não é informação, mas o ensino das estratégias que desenvolve para chegar a ela, elaborá-la e construir conhecimento significativo. Esta cultura precisa ser o ambiente de significação das novas tecnologias nos espaços educativos, para que a escola não fique refém nem de suas limitações históricas, nem dos assédios do mercado, nem do fascínio deslumbrante de máquinas que são maravilhosas sim, mas, enfim, ainda máquinas que se só podem ser humanizadas pelo trabalho sensível e criativo de nossas mãos.

Bibliografia de base e de sugestão:

BELLONI, Maria Luiza. O Que é Mídia-Educação. Ed. Autores Associados, Campinas, SP: 2000.

CINELLI, Adilson .Comunicação e Educação: a linguagem em movimento. Ed. Senac, São Paulo: 1999.

DEMO, Pedro. Pesquisa: Princípio Científico e Educativo. Ed. Ática, S. Paulo: 1986.

FAZENDA, Ivani. C. Interdisciplinarida de: História, Teoria E Pesquisa. Campinas, SP: Papirus, 1994.

GUTIERREZ, Francisco. Linguagem Total. Ed. Papirus, São Paulo, 1978.

HERNANDEZ, Fernand. Transgressão e Mudança na Educação - Os Projetos de Trabalho. Porto Alegre, ArtMed, 1998

LÉVY, Pierre. Cibercultura. Ed. 34, Rio de Janeiro: 1999.

LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência. Ed. 34, Rio de Janeiro: 1993.

Fonte: http://www.planetapontocom.org.br/midiaEducacao.swf

10 de mar. de 2009

iPoint 3D: Controle uma Tela 3D com Gestos das suas Mãos!

Olá Amigos

Encontrei essa reportagem no Digital Drops e fiquei encantando com ela. Imagine controlar uma TV 3D com gestos das suas mãos, sem a necessidade de óculos ou luvas especiais? Parece algo saído de um filme de ficção científica, mas é uma tecnologia de verdade que será apresentada na CeBIT pela Fraunhofer-Gesellschaft.


O iPoint 3D é um gadget com duas câmeras FireWire que reconhece os movimentos das suas mãos e dedos em tempo real e transmite estes dados para o computador. Segundo o pesquisador Paul Chojecki, o sistema responde de forma instantânea sempre que a pessoa na frente da tela mexe as suas mãos.

Esta tecnologia pode ser usada de diversas formas, desde jogos até o ensino de medicina a distância, e como é prática, barata e simples, pode fazer muito sucesso no futuro.

Saiba mais no site da Fraunhofer-Gesellschaft.

Fonte: http://digitaldrops.com.br/drops/2009/02/ipoint-3d-controle-uma-tela-3d-com-gestos-das-maos.html

5 de fev. de 2009

Plantão Ortográfico

http://www.aulaintercultural.org/IMG/arton2152.gif


Volta às aulas na TV Cultura: professores e alunos podem retornar à
sala de aula sabendo tudo sobre o novo acordo ortográfico*

As aulas começaram hoje e a aplicação do novo acordo ortográfico em sala de aula também.

Em razão disso a TV Cultura apresentou na segunda-feira 02/02 às 19h30 sob a regência do professor Pasquale Cipro Neto uma edição especial do Nossa Língua.
Além de comentar e dar dicas sobre as mudanças Pasquale recebeu o professor doutor em Letras e Relações Internacionais e Presidente da Comissão de Língua Portuguesa do Ministério da Educação Godofredo de Oliveira Neto que comentou sobre a importância da unificação do idioma entre os países de língua portuguesa.

O programa apresentou também a Ministra de Educação de Cabo Verde, Vera Duarte, que comentou sobre a reação da mudança em seu país e encerrará com a escritora Tatiana Belinky que comentou sobre a mudança na ótica dos escritores.

Adorei o "Plantão Ortográfico" onde, além da lista das alterações, há pequenos vídeos em que o professor Pasquale explica o que muda com o novo acordo ortográfico. Se você está escrevendo um artigo, um trabalho, um TCC e têm dúvidas sobre a nova ortografia pois então acesse o Plantão Ortográfico e o professor Pasquale lhe ajudará.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

19 de out. de 2008

Os segredos da cinematerapia

Terapia com poltrona e escurinho
Muito além do entretenimento, o simples fato de assistir a um bom filme pode ajudar a trabalhar emoções, como a ansiedade, a tristeza, a baixa auto-estima e até mesmo a depressão

Foto: Getty Images

Quem nunca se surpreendeu ao se ver irado na sala de cinema, torcendo pelo castigo do vilão? E quem nunca se debulhou em lágrimas quando, finalmente, a mocinha conseguiu se casar com o mocinho no final da trama? Você já teve a estranha sensação de que a história contada nas telas de cinema retratava alguns dilemas da sua vida?

O fato de nos emocionarmos com a trama retratada nas telas é extremamente comum e, atualmente, o cinema é visto pelos psicólogos como um importante instrumento no es
tudo das emoções e tem sido adotado com um auxílio no estudo da psicoterapia.

Mensalmente, o Hospital e Maternidade São Cristóvão, localizado no bairro da Mooca, em São Paulo, realiza uma sessão de cinematerapia em que discute com os participantes alguns aspectos psicossociais, como os comportamentos emocionais e físicos, adoecimentos, tratamentos e até os relacionamentos entre pacientes, familiares e profissionais de saúde.

O psico-oncologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, doutor e
m psicologia da educação e especialista em luto Marcelo Gianini já participou da exibição de 18 filmes, que somam um total de mais de 600 participantes. Os temas abordados variam entre questões familiares, conflitos de geração, envelhecimento, perdas, mudanças e até o luto, o adoecimento, os preconceitos e a espiritualidade.

Desenvolvo essa estratégia para que as pessoas trabalhem cognitivamente sobre uma situação. Elas aprendem a pensar em novas maneiras de agir e isso ajuda na reflexão sobre os padrões comportamentais adotados na atualidade .

Para a psicóloga Walnei Arenque, a técnica é eficaz na medida em que o paciente e o terapeuta discutem no divã quais os pontos do filme marcaram ou revelaram algo de novo no comportamento. A pessoa deve estar atenta às sensações e aos sentimentos que foram despertados ao assistir ao filme. , avisa.

Ela costuma receitar diversas obras cinematográficas a seus pacientes. Com tantas questões de relacionamentos que percebo em meu consultório, recomendo muito o filme Perdas e Danos, dirigido por Louis Malle. No filme, por conta de uma paixão, um homem transforma a sua vida, antes sem graça e estabilizada, trabalhando a figura mítica do pai.

Outra indicação da psicóloga é O Advogado do Diabo, dirigido por Taylor Hackford e estrelado por Keanu Reeves e Al Pacino. Esta obra é uma verdadeira metáfora sobre o excesso de vaidade, tão presente nos tempos atuais , aconselha a psicóloga.

Foto: Getty Images

Muito utilizada nos Estados Unidos, a cinematerapia traz um processo de identificação com o personagem ou com a história e tem por finalidade um encontro do momento visto na tela com o momento vivido na realidade. Ao pôr o agente da história como telespectador, o cinema atua como terapia ao auxiliar pessoas a se distanciarem do fato na vida real, podendo analisar melhor as suas dificuldades e examinar a melhor maneira de superá-las.

O princípio da cinematerapia foi inspirado no teatro grego que, por meio da representação dramática, é capaz de proporcionar uma espécie de libertação emocional. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a catarse é o processo no qual o espectador sofre uma descarga de desordens emocionais obtidas através da jornada do herói nas telas e liberta-se de seus conflitos pessoais, revivendo suas experiências e atingindo um estado de tranqüilidade perante a vida.

Para o doutor em psicologia Jacob Goldberg, autor do livro Psicologia em Curta-metragem, assistir a um filme é muito mais do que uma simples distração . Na obra, o autor faz uma análise comportamental de diversos filmes, como Matrix, Dois Filhos de Francisco, O Segredo de Brokeback Mountain, Meu Nome Não é Johnny e Tropa de Elite.

Foto: Getty Images
Goldberg afirma que, ao assistir a uma história contada por meio de um filme, o telespectador deixa o seu mundo repleto de problemas pessoais para viver uma outra realidade, navegando por meio de novas emoções. Desta forma, as pessoas acabam incorporando um personagem em seu dia-a-dia e seguem um roteiro inconscientemente, passando a ser atores de sua própria história. Todo mundo constrói seu filme e ninguém consegue escapar do script , afirma do psicoterapeuta.

No livro Cinematerapia para a alma, da Verus Editora, as autoras Nancy Penske e Beverly West apresentam um novo olhar sobre diversos títulos do cinema clássico e moderno. Dividido em dez partes, o livro traz, em capítulos, uma relação de filmes para você brilhar, para você se reerguer, para encontrar a alma gêmea, entre outros temas, com títulos que vão de Harry Potter a Filadélfia, passando por Frida, O Mágico de Oz e Silêncio dos Inocentes.

Ao assistir a uma obra cinematográfica, a psicóloga Mariza Jorge aconselha o telespectador a ficar atento às suas reações durante a sessão de cinema, observando se fica muito tenso, se chora, ou se fica deprimido ao término do filme. Confira abaixo algumas obras recomendadas pelos psicólogos:

Terapia na telona

As obras cinematografias podem ser úteis ao lidar com emoções como:

Tristeza - o filme Duas vidas, com Bruce Willis no elenco, mostra uma nova maneira de avaliar as escolhas tomadas ao longo da vida, dando motivação para que as pessoas ajam de acordo com seus sonhos.
Outra recomendação é Em Busca da Felicidade, estrelado por Will Smith. Na trama o personagem passa por diversas dificuldades até atingir o seu objetivo, dando um exemplo de perseverança e força de vontade.

Ansiedade - a obra Cidade dos Anjos, com Nicolas Cage e Meg Ryan, apresenta uma trama repleta de romantismo, na qual um homem não mede esforços para viver um amor verdadeiro.

Solidão - vencedor do Oscar de melhor roteiro original Telma e Louise, com Susan Sarandon e Geena Davis, ressalta o valor da amizade, através da aventura de duas amigas que decidem passar um fim de semana nas montanhas do centro-oeste norte-americano. Outra opção é Antes de Partir, com Jack Nicholson, Morgan Freeman e Sean Hayes no elenco. O filme retrata a amizade entre pessoas de personalidades opostas que encontram o valor da vida, ao perceberem que estão com os dias contados.

Baixa auto-estima - também vencedor do Oscar de melhor roteiro original, o filme Pequena Miss Sunshine mostra, com muito humor, como os padrões de comportamento e beleza impostos pela sociedade são efêmeros e ressalta a união de uma família formada por diferentes personalidades que se complementam.


Colaboraram:

Marcelo Gianini
Walnei Arenque
Mariza Jorge
Fone: (21) 3298-9066

Fonte: http://yahoo.guiadasemana.com.br/yahoo/iframe/channel_noticias.asp?ID=15&cd_city=1&cd_news=44836&YAH=1