Tecnologia do Blogger.

23/04/2013

Comunicação na era da Tecnologia

Olá Amigos

Podemos considerar a nossa era, uma era tecnológica. Essa tecnologia está se tornando uma coisa habitual que nem damos conta que estamos sempre a usar. Como por exemplo, vamos ver nossa página de Facebook em nosso celular, ou compramos um tablet para jogarmos alguns jogos, ter mais controle sobre os emails, ou até por suas agendas eletronicas, tv pela internet e muitas mais outras opções que podem ter influência em nossa decisão de comprar tecnologia. Eu por exemplo sou hipercomectado, tenho laptop, tablet, smartphone, estou ligada à internet ou por wireless ou 3G, faço tudo nesses brinquedos do século XXI, hoje já não sou nada sem eles.

Desde à minha agenda, com meus afazeres, até meus compromissos pessoais, meus filmes, contatos, email e muito mais que hoje já não consigo deixar. Uma das vantagens de toda esta tecnologia é fazer tudo para facilitar sua vida, pela mobilidade, pelo conforto de não ter nem de sair de sua casa para fazer compras, saber das notícias em primeira mão, ou para e até pelas aulas que pode ter pela internet de forma a gastar o seu tempo e dinheiro apenas no que precisa. Já pensou em usar sua tecnologia para aprender algo?

Uma língua talvez? Inglês?

Ah! Já sei, Francês!

A língua do Amour, fantástico!

A tecnologia pode ajudá-lo de tantas maneiras, vamos ver algumas; Pode ver vídeos, filmes, músicas em Francês guardadas em seu laptop ou mesmo ir ouvi-las e fazer download da Internet, pode checar os dicionários online, pode fazer testes de ajuda à compreensão online, estudar as cores, dias da semana, verbos e muito mais em toda a ajuda que encontraria online, tudo isso pode ajudar quando procurar fazer aulas de francês em Manaus ou em Goiânia e entrar nesta aventura francesa! Pode guardar toda a informação que tem ou que procurou e partilhá-la com seus colegas ou amigos, pode medir sua evolução falando com seus colegas e os ajudando assim.

Pode procurar aplicativos para seu smartphone, para seu laptop ou tablet, como dicionários ou testes interativos, o que mais você gostar! Pode navegar na internet e até fazer um curso online se assim preferir!

Porá em uso toda a tecnologia que tem, a sua inteligência, ganhará mais conhecimentos, a sua vida será mais animada e mais tarde até poderá fazer uma viagem para Paris ou Nice quem sabe, para por seu Francês em uso nas terras de Napoleão.

Como dizia o Velho Guerreiro Chacrinha quem não se comunica se trumbica

Abraços

Robson Freire

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04/12/2012

Tecnologias na Educação ou Educação com Tecnologias?


Muitas vezes ouvimos falar sobre os investimentos que são feitos em equipamentos tecnológicos para as escolas, professores e alunos, como se esses recursos pudessem ser capazes de promover mudanças na Educação. Geralmente, primeiro pensam e providenciam os equipamentos (Hardware), para em segundo plano pensarem na metodologia que será aplicada ao utilizá-los (Software). Como sabemos o hardware sem o software não é eficiente, da mesma forma que um excelente equipamento utilizado de maneira inadequada pelo profissional também não será eficiente e não trará nenhum avanço a Educação.
Exerci a função de Orientadora Tecnológica por aproximadamente seis anos na Secretaria de Educação do RJ e durante esse período pude acompanhar de perto as inconsistências, mudanças e inseguranças sobre o assunto. O olhar do governo nunca foi uma constante, muito pelo contrário, é sempre uma variável, infelizmente. A falta de continuidade dos Programas Governamentais envolvendo o uso das tecnologias na Educação é uma realidade que interfere de forma direta e negativa nos resultados obtidos.
Não basta colocar equipamentos tecnológicos nas escolas e oferecer cursos mostrando como utilizá-los, é preciso muito mais que isso. O professor precisa estar envolvido pela tecnologia, ele precisa acreditar na eficácia do seu uso, precisa estar seguro, conhecer suas especificidades, para saber identificar qual o recurso poderá auxiliá-lo e em que momento mais adequado.
Sempre me interessei muito pelo uso das TIC’s na Educação, por isso fiz inúmeros cursos na área oferecidos pelo Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE-08), pelo Proinfo e outros, fiz também uma Pós em Mídias na Educação pela UFRJ e pelo caminho percorrido fui descobrindo e me apaixonando pelas possibilidades de uso no processo de ensino/aprendizagem.
Um exemplo prático disso é o Blog “Utilizando as Mídias na Educação” que criei há mais de três anos, um espaço de interação, troca de experiências, descobertas e compartilhamento com colegas, seguidores e visitantes.
Blog, WebQuest, Infográficos, Internet, Redes Sociais, Vídeos, Jogos Educacionais e muitos outros são recursos tecnológicos que podem auxiliar o professor em sua prática.
Entretanto, não adianta usar “novos recursos” com as “velhas metodologias”, é preciso repensar e refletir constantemente sobre o processo e nossas práticas educativas. Os recursos tecnológicos por si só não trazem nenhuma inovação a Educação, o uso que os profissionais da área darão a eles é que poderá ser inovador ou não, tudo dependerá da metodologia que o professor utilizará e de sua mediação no processo, que é essencial e fará toda a diferença.
“As velozes transformações tecnológicas da atualidade impõem novos ritmos e dimensões à tarefa de ensinar e aprender. É preciso que se esteja em permanente estado de aprendizagem e de adaptação ao novo.” Vani Moreira Kenski
“Agora é o momento de enxergar possibilidades imensas de mudança que se abrem a nossa frente. Vale a pena mudar, aprender de verdade, ajudar a quem está começando ou com mais dificuldades. Só assim construiremos um país melhor, como é o desejo profundo da grande maioria das pessoas.” José Manuel Moran
Sobre a autora: Fernanda Gomes da Silva Tardin – Bacharel em Ciências Contábeis, Licenciada em Matemática e Especialista em Mídias na Educação; Atuando como Professora Articuladora Pedagógica, Editora do Blog Utilizando as Mídias na Educação; Facebook: fernandagtardin; Twitter: @fernandagtardin; E-mail: fernandat@prof.educacao.rj.gov.br

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30/11/2012

Somos Infinitas Possibilidades

Hélio Sassem Paz
 

Muito embora seja professor universitário na área das Ciências Humanas Aplicadas com experiência desde 2002, não tive uma formação teórica baseada nos autores da área da Educação. Portanto, toda a contribuição e toda a crítica serão de um aprendizado ímpar. ;)

Como este blog chama-se Caldeirão de Ideias, decidi compartilhar um conjunto de posições diferentes, mas de uma maneira informal, pois não sou pesquisador especializado em questões filosóficas, sociológicas, antropológicas, psicológicas e administrativas relacionadas à Educação. Apesar da informalidade, há uma clara sistematização didática em torno de alguns eixos que exigem muitas reflexões. Ei-lo! ;)

Caríssimos amigos,

Pra começo de conversa, agradeço imensamente ao querido companheiro de militância online tanto pela causa da Educação como pelos Direitos Humanos e pela Educação, o prof. Robson Garcia Freire, que é o nó de laços mais fortes responsável pela idealização deste Caldeirão das Ideias. Embora eu seja bastante prolixo, acho importante iniciar colocando as minhas referências socioeconômicas e culturais, de onde poderão inferir fraquezas e oportunidades argumentativas, teóricas, metodológicas e ideológicas acerca do meu discurso.

Portanto, decidi dividir essa participação inicial no Caldeirão de Ideias em duas partes. Primeiro, acho importante que vocês conheçam a minha perspectiva geral como educador. No próximo post, entrarei diretamente no cerne da questão.

DE ONDE VIM?

Fui aluno de escola estadual durante o 1º grau e de uma escola privada no 2º. Fui criado em uma família de classe média alta de Porto Alegre por um pai bastante politizado, de personalidade forte e origem humilde, ainda que conservador no seu ponto de vista ideológico. Ele foi o primeiro membro da família a obter um diploma universitário e fez carreira como funcionário público. A minha criação foi privilegiada, mas tive um contato direto com colegas de condições materiais bem menos tranquilas. O fato de ter tido uma professora de História e um pai com um perfil combativo contra a ditadura militar em um período em que a verdade não vinha à tona aliado ao fato de eu ser filho adotivo durante a fase de lactente certamente firmaram o meu pensamento de esquerda. Junte-se a isso o fato de ter feito Comunicação em uma universidade pública, gratuita e de grande qualidade e sempre me vi como um sobrevivente que precisa fazer algo pela maioria da população que, infelizmente, não teve a mesma oportunidade.

DO QUE EU GOSTO?

Em primeiro lugar, gosto de GENTE. Sou geminiano e falante. Não é à toa que meu pai alfabetizou-me aos três anos e que eu adorava ler jornal e ouvir rádio avidamente desde os seis. Na adolescência, joguei muito futebol, pratiquei caratê, natação e andei bastante de bicicleta. Me criei em uma rua com muitos guris. Jogávamos muitos jogos de tabuleiro, como War, Banco Imobiliário e futebol de mesa (botão). Tanto a rua era nosso lugar como frequentávamos muito as casas uns dos outros. Raras casas tinham grades e havia menos prédios do que casas. Tínhamos também um clube muito próximo e barato, nosso ponto de futebol, piscina recreativa, festas, churrascos e paquera. Depois, na adolescência, fiz teatro na escola. Casualmente, na peça de que fui protagonista, na fase adulta do meu papel, fui um professor que liderou uma greve. :) 

Adoro viajar. Lugares novos me instigam na busca de experiências sensoriais e no convívio com a realidade local, ao passo que lugares onde já estive inspiram saudade e revigoram porque despertam a memória e resgatam hábitos que considero energizantes, emotivos e que precisam ser vividos mais de uma vez. Ainda não tive capacidade financeira de ir à Europa, ao Oriente, à Índia, à América do Norte ou à América Andina, mas já conheço algumas centenas de cidades brasileiras em 16 estados, além de algumas cidades uruguaias.

Assim como adoro comunicar-me, produzir, compartilhar, aprender e ensinar a partir do binômio conhecimento e informação, também possuo três outras paixões que precisam ser incorporadas de maneira sistemática à minha prática profissional: desde os 10 anos, em 1983, sou completamente vidrado por computadores e videogames. Desde muito antes, por futebol e, acima de tudo, pelo Grêmio. E todas as formas de manifestação artística exploram a nossa multissensorialidade e contribuem para que os nossos lados lógico, analítico e emotivo se exacerbem e operem em conjunto.

TRAJETORIA ACADÊMICA E PROFISSIONAL

No vestibular, passei de primeira, em Jornalismo, na UFRGS, em 1991. No decorrer do curso, solicitei transferência interna para Publicidade. Descobri que precisava explorar um lado mais criativo, técnico e estético voltado ao experimentalismo que a computação gráfica, a fotografia, a ilustração, a tipografia e – sobretudo – a ainda embrionária internet brasileira poderiam me proporcionar. Profissionalmente, durante algum tempo, fui operário (arte-finalista) em algumas agências de publicidade e estive entre os pioneiros regionais como funcionário do departamento de criação em um portal de conteúdo. Trabalhei no Rio de Janeiro, voltei a Porto Alegre e, após alguns trabalhos insatisfatórios para o bolso, para o ego e para a minha continuidade e posterior crescimento, surgiu a oportunidade de ser professor substituto na UFRGS em 2002, nas disciplinas de Comunicação Visual, Projeto Gráfico em Propaganda e Processos de Produção Gráfica. Após o final desse contrato, tive uma breve oportunidade na UNIFRA, em Santa Maria, cidade de origem ferroviária e, hoje, referência universitária encravada no centro do RS, com Introdução ao Web Design. Por uma série de dolorosas constatações, custei bastante a entrar no mestrado. Após cinco tentativas na UFRGS, uma na PUCRS e uma na UNISINOS, finalmente, em 2007, ingressei no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (PPGCC/UNISINOS), onde, desde 2010, sou professor em sete disciplinas na graduação em Comunicação Digital, pioneira e única no país. Dentre todas as disciplinas que já ministrei e que atualmente ministro, incluem-se Panorama da Comunicação Digital, Oficina de Software Vetorial, Interfaces 1, Interfaces 2, Arquitetura da informação, Hipertexto, Entretenimento em Hipermídia e Tópicos de Comunicação Digital. Também sou professor coordenador de estágios no núcleo de Comunicação Digital da AGEXCOM (Agência Experimental de Comunicação) da UNISINOS e, muito em breve, irei coordenar uma nova especialização chamada Jornalismo Esportivo Transmídia.

Também tive uma agradabilíssima experiência como coordenador do núcleo de produção e criação em mídias digitais e sociais num projeto de extensão da UNISINOS com a Prefeitura Municipal de Canoas/RS, chamado Agência da Boa Notícia Guajuviras, a fim de ensinar a blogar, postar informações positivas acerca da realidade da sua comunidade no Twitter, no Orkut e no YouTube voltado para jovens de baixíssima renda de uma comunidade de altíssimo risco em uma das regiões mais violentas do estado.

Definitivamente, amo o que faço e procuro me aperfeiçoar em todos os sentidos. A responsabilidade de formar novos profissionais éticos, ágeis, atualizados e com um perfil multidisciplinar é, ao mesmo tempo, uma dádiva que me proporciona conviver simultaneamente com as realidades de jovens cheios de sonhos, pais que não medem sacrifícios para ver os sonhos de seus filhos realizados, a perspectiva de uma sociedade mais próspera e justa e, ao mesmo tempo, estar em contato com professores doutores experientes em pesquisa e também junto a empresas inovadoras.

Vocês verão no próximo texto que as preocupações que trago comigo e que desejo compartilhar em relação ao processo de educação formal em função da capacidade de engajamento de discentes e docentes relacionados à produção/uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) não pode jamais ser visto nem com tecnofilia e tampouco com tecnofobia. Refiro-me tanto às perdas quanto aos ganhos em termos cognitivos a partir da suplementação ou da supressão da memória e de como as associações simbólicas, as problematizações, a autonomia, a criatividade e as relações de causalidade moldam e são moldadas pela ubiquidade das próteses eletrônicas para todos os nossos sentidos.

 Sobre o autor:  Prof. Me. Hélio Sassem Paz - @heliopaz | http://heliopaz.com | @comdig @unisinos | Editor-Adjunto http://comdig.info | Coordenador do Núcleo de Comunicação Digital @agexcom | Coordenador-Adjunto da Especialização em Jornalismo Esportivo Transmídia |http://bitly.com/tNhPU3 | SOMOS INFINITAS POSSIBILIDADES

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29/11/2012

O Caldeirão de Ideias chegou lá mais uma vez entre os TOP 3

Olá amigos

Quero muito agradecer a todos que ajudaram, votando, divulgando e pedindo votos pro Caldeirão de Ideias no TOP BLOG BRASIL 2012 e que mais uma vez está entre o TOP 3. Queria muito agradecer pessoalmente a todos por mais essa ajuda e carinho a minha pessoa e ao meu trabalho, mas infelizmente não dá. Aqueles mais próximos a mim
 eu vou agradecer e eles representarão todos os que votaram e nos ajudaram.






Não posso deixar de agradecer a todos que participaram do Projeto "O Caldeirão de Ideias Convida" com seus textos e divulgação que ajudou muito no reconhecimento nacional do blog. Há alguns que sabem o tamanho da importância deles nessa jornada para a realização desse sonho do projeto e que me possibilitaram aumentar o tamanho do sonho acreditando em mim. 

Estar entre os 3 melhores blogs do Brasil é uma honra imensa, independente de ser TOP 1, 2 ou 3 já estar entre os 3 melhores é uma vitória imensa. Logico que ser TOP1 seria o máximo mas o que importa mesmo é estar mais uma vez na final.

Esse ano vou ter a companhia da minha querida amiga e "veterana" de premiação a Rute Vera Maria Favero que com o seu maravilhoso Ong da Rute que já ajudou muitas pessoas e que esse ano teremos a companhia do "novato" em premiação, o meu querido amigo/parceiro/irmão Michel Goulart com o seu maravilhoso blog História Digital.

Pena que nem todos poderão estar presente a festa mas já estar ao lado de amigos queridos já é alento maravilhoso. Quero deixa o muito obrigado e todo meu carinho por todos os amigos que me fizeram muito feliz mais uma vez.

Abraços do amigo

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28/11/2012

Ensino Médio – Curso Normal: colaboração e autoria mediadas pela web

Professores precisam compreender que vivemos na era da comunicação e da informação, que nenhuma atividade pode prescindir da comunicação, educação é essencialmente uma atividade colaborativa. (...) Professores precisam inverter a dinâmica que nos torna repetidores e substituíveis num sistema escolar que castra ao invés de despertar capacidades. Professores precisam redescobrir o diálogo para que possam, novamente, formar gente!!! E gente, acredite, se comunica!!! (Sérgio Lima)
Em 2009, fui designada para o Ensino Médio - Curso Normal (é assim que, atualmente, se nomeia essa modalidade).

Mais ou menos nessa época, dava meus primeiros passos na web, no Ufa! Bloguei! e no grupo Blogs Educativos - espaços de diálogo fundamentais para a construção da minha presença online. A partir deles, conheci/conheço pessoas muito generosas com quem aprendo sempre!

Estava claro, para mim, que essas descobertas, que me provocavam profundamente, que me faziam (re) pensar as práticas pedagógicas, deveriam ser compartilhadas com os alunos (professores em formação inicial).

Então, as aulas de língua portuguesa e de literatura (e, depois, de didática da linguagem e de literatura infantil) começaram a ser mediadas, também, por interfaces da web - tentativas de ampliar os espaços/tempos da sala de aula: nasciam o blog Espichando a Conversa (nossa referência até hoje) e a rede O Normal tá na rede! (descontinuada, quando o lugar em que estava hospedada - Ning - deixou de ser gratuito).

Aos poucos, fomos buscando outras ferramentas que poderiam nos ajudar na construção coletiva do conhecimento; então, criamos textos coletivos no GDocs; publicamos alguns projetos no GSites; trocamos ideias no grupo Curso Normal - Elisa Valls, no Facebook.

Ainda na semana passada, começamos a experimentar o aplicativo Docs, no Facebook, que permite edição compartilhada de textos, apresentações, tabelas... E a organização da Revista Era uma vez... que servirá de repositório para nossas leituras e reflexões sobre literatura infantil.

Penso que essa inserção tecnológica dos alunos poderá fazer uma diferença significativa na atuação com as crianças da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental; não, apenas, pelo processo de internalização do uso das TIC, mas, principalmente pelas concepções de aprendizagem que sustentam essas práticas.

Ou seja, ao participar de redes de aprendizagem online, baseadas em princípios do construtivismo, da pedagogia freireana que fundamentam a aprendizagem colaborativa, o futuro professor, embora tenha uma história escolar dentro do modelo instrucionista, centrado no professor, baseado na repetição, no individualismo, começa a vislumbrar novas formas de aprender - mais participativas, compartilhadas, dialógicas, criativas, com mais autonomia, com vistas a transformar a realidade.

Além da preocupação com o uso das interfaces, pretendo contribuir para que os alunos entendam a web não só como fonte de informação, mas como possibilidade de aprender junto com colegas de outros lugares, desvendando novos saberes, divulgando e partilhando projetos, que deram certo ou não, para serem discutidos, repensados, qualificados colaborativamente. Como nos provoca Vani Kenski,
Participando, colaborando, reconhecendo e sendo reconhecida pelos seus pares, a pessoa que atua intensamente na comunidade virtual sente seu poder, desenvolve suas potencialidades comunicacionais, libera seus talentos. (...) Aprende a conviver com o grupo, a colaborar e respeitar as pessoas, a falar e a ouvir (ainda que ambos ocorram em intercâmbios escritos), a superar conflitos, expor opiniões, trabalhar com pessoas que não conhece presencialmente, mas com as quais se identifica no plano dos interesses e ideias. 
Nesses quatro anos, enfrentamos algumas dificuldades - laboratório de informática volta e meia sem condições de uso, embora os esforços da equipe diretiva da escola, acesso à rede sem fio da escola bastante precário - muitas vezes, andamos com os notebooks (da professora, de alguns alunos) e com os celulares pela escola atrás do sinal ;). Mas, no meu ponto de vista, o principal desafio: ainda, a pouca adesão dos outros professores o que torna essas ações meio individuais e, por isso, meio excêntricas (?) no contexto da escola.

Sim, entendo que o processo de introdução das TIC depende de ações coletivas, presentes no Projeto Político Pedagógico, mas me alegra pensar que nossas práticas, no ensino médio - curso normal, funcionaram como um primeiro passo na direção da aprendizagem colaborativa mediada pela web,
Quem começa? Qualquer um pode ser elemento desencadeador do processo, de um dos processos que vai estar ocorrendo ao mesmo tempo, com diversos outros, iniciados em outros pontos! Todos fazemos parte da rede... se um avança todos avançam um pouco, mas se vários avançam, a mudança não só é maior e mais rápida como permite nova organização. Tanto a autonomia de cada um como a cooperação entre todos são fundamentais! (Fagundes, Sato e Maçada) 
Como exemplos de avanços provocados pelo primeiro "passo", posso mencionar
  • a interação no grupo do Facebook: muito significativa e com bastante autonomia; os alunos contribuem, ativamente, para a organização e manutenção do grupo; há alguns professores do curso que, também, colaboram com frequência; além de professores e alunos de outras escolas de diferentes partes do Brasil;
  • os blogs pessoais criados por alunos, em que publicam sobre temas de interesse pessoal e sobre temas relacionados ao curso;
  • os blogs criados por alguns professores com conteúdos e trabalhos relacionados às disciplinas;
  • o uso do GDocs, por alguns alunos, com autonomia, para produzir trabalhos em grupo;
  • a utilização do GDocs, também, na elaboração de projetos e de planos e aula, durante o período de pré-estágio, que são compartilhados com as professoras orientadoras, facilitando a escrita e reescrita desses textos;
  • o movimento da escola para marcar sua presença online, especialmente, no blog Elisa em rede, em que se encontram muitas produções dos alunos e de professores de diferentes disciplinas, tornando-se uma referência para a comunidade escolar;
  • a criação do Cultura Jovem: o jornal do Elisa, fomentada pelo professor de História do Ensino Médio, editado por alunos dos terceiros anos do Ensino Médio e do Curso Normal, primeira vez que as duas modalidades oferecidas na escola trabalham de forma colaborativa.
De tudo, o que nos agrada mesmo é mostrar que é possível, sim, realizar ações inovadoras na escola pública. E, o melhor de tudo é ver alunos e professores saindo da cômoda situação de recebedores de informação para a desafiadora situação de autores, de produtores de conhecimentos.

Referências bibliográficas:

 FAGUNDES, L., SATO L. S. e MAÇADA, D. L. Aprendizes do futuro: as inovações começaram. Coleção Informática para a Mudança em Educação. MEC/Seed/Proinfo. s/d. Disponível em <http://migre.me/1REUP>. Acesso em 14 nov. 2012.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

GUTIERREZ, Suzana. Redes sociais, apropriação (internalização!) tecnológica. Porto Alegre, maio. 2010. Disponível em: < http://migre.me/1xLMv>. Acesso em 14 nov. 2012.

JORDÃO, Teresa Cristina. Formação do professor para a educação em um mundo digital. In: Tecnologias Digitais na Educação. SEAD/MEC, ano XIX, boletim 19. nov./dez. 2009. p.9-17.

KENSKI, Vani. Comunidades de aprendizagem, em direção a uma nova sociabilidade na educação. Revista de Educação e Informática. SEED/SP, nº 15, dez. 2001. Não paginado. Disponível em <http://migre.me/1N0T1>. Acesso em 14 nov. 2012.

LIMA, Sérgio. Professores conectados (ou porque é preciso entrar na era da informação). ago.2007. Disponível em <http://goo.gl/Rw74J>. Acesso em 14 nov. 2012. NEVADO, Rosane Aragon de. Ambientes virtuais que potencializam as relações de ensino-aprendizagem. In: Novas formas de aprender: comunidades de aprendizagem. Salto para o Futuro, boletim 15, 2005. p.14-20.

(+) Algumas pessoas/ideias que me inspiram:

Como entra a cultura digital na escola - Lea Fagundes
Educar é amar e não desistir - Adozinda Kuhlmann
Interatividade na educação - Marco Silva
Nós da educação - José Manuel Moran
O velho e o novo na educação - Beatriz Fischer
REA - Bianca Santana
Um jeito hacker de ser - Nelson Pretto

 Sobre a autora: Suely Aymone, graduada em Letras – habilitação em língua portuguesa e literaturas da língua portuguesa, pela FAFIUR/PUCRS, em 1984; especialista em Ensino da língua portuguesa, em 1986, pela PUCRS e em Tecnologias em Educação, em 2010, pela PUC-Rio; professora da rede pública do Rio Grande do Sul desde 2000; atualmente, trabalha com as disciplinas língua portuguesa, didática da linguagem e literatura infantil, no Ensino Médio - Curso Normal, no Instituto de Educação Elisa Ferrari Valls, em Uruguaiana – RS. Na web: blog: ufabloguei.blogspot.com / email: su.aymone@gmail.com / facebook: suely.aymone / twitter: @su_aymone

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