1 de mai de 2016

Planejamento Didático



Olá Pessoal

O planejamento é considerado uma peça chave para o alcance de qualquer objetivo profissional. Ele é responsável por nortear a realização de suas atividades, bem como de suas ações, sendo imprescindível na carreira de um professor.

Profissionais da área da educação que se comprometem a fazer o planejamento de aula possuem mais chances de obter êxito no processo de aprendizagem, de modo que sejam evitadas aulas monótonas, desestimulantes e desorganizadas.

O que é plano de aula

Principalmente se você for um professor iniciante, é comum que não saiba do que se trata esse recurso didático, mas vamos te explicar. O plano de aula se refere à descrição específica de tudo que o professor executará em sala de aula durante um período determinado, tendo em vista aprimorar a sua prática pedagógica e melhorar o aprendizado dos alunos.

Ao elaborá-lo, é importante que preze pela clareza e objetividade, que o atualize periodicamente, que tenha conhecimento dos recursos disponíveis da escola, que saiba sobre as principais características de seus alunos, que aposte em metodologias diversificadas e inovadores e que tenha flexibilidade para lidar com imprevistos no ambiente escolar.

Preparar um plano de aula eficaz requer experiência e dedicação. Seguem 10 dicas que podem auxiliar os professores a elaborarem um plano de aula de acordo com os seus objetivos.

1. Por que isso é importante?

Quando você pretende ensinar alguma coisa essa é a primeira pergunta que você deve se fazer. Você deve estar pronto para responder a essa pergunta a qualquer momento, inclusive, durante a aula.

2. Qual o meu objetivo para os estudantes? O que eles devem ser capazes de fazer ao fim deste conteúdo?

Uma boa maneira de entender se um tema é ou não fundamental é planejá-lo criando objetivos para os seus estudantes, ou seja, o que você espera que eles sejam capazes de fazer ao fim daquela discussão. Compartilhe esses objetivos com os estudantes, isso é fundamental para que vocês estejam alinhados e para que eles conheçam as habilidades mais importantes.

3. Como o tema se encaixa no currículo geral?

Para criar uma aula significativa é fundamental que você conheça todas as maneiras de encaixar o conteúdo no currículo geral do estudante. Não se apegue apenas à sua matéria, vá além e identifique como o assunto tratado na sua sala de aula pode se relacionar com outras disciplinas, isso tende a incentivar os estudantes.

4. O que os estudantes já sabem sobre isso?

Procure entender como você pode ajudar os alunos a desenvolverem o conhecimento prévio sobre o assunto a ser tratado. Antes mesmo de começar a ensinar coisas novas, procure saber o que os seus alunos já sabem sobre aquilo e, a partir daí, comece a trabalhar para incrementar esse conhecimento.

5. Como eu posso despertar o interesse dos alunos?

O início de um capítulo ou unidade é o que vai garantir que os seus estudantes mantenham ou não o interesse naquilo que você está dizendo, portanto, você precisa chamar a atenção deles logo de cara. Uma boa maneira de fazer isso é procurar conexões entre o que está sendo estudado, a cultura geral e a vida do estudante. Outra opção é criar situações nas quais eles teriam de usar o que está sendo aprendido de forma prática.

6. Como eu posso apresentar esse material?

Pense em como aquele conteúdo pode ser melhor compreendido e não se mantenha preso a métodos tradicionais por medo de inovar. É fundamental que você pense nas maneiras como apresentará o conteúdo aos seus estudantes. Vá além do que o livro oferece, procure conteúdo agregado, como vídeos e apresentações, jogos e até mesmo seminários ou representações. Dessa maneira você poderá incentivar os estudantes em áreas além do que você está ensinando.

7. O que os estudantes farão durante as aulas?

Um bom plano de aulas deve prever diversas situações, inclusive o que os seus alunos farão durante as aulas. Os estudantes serão meros ouvintes ou participarão da aula de maneira ativa? Você proporá atividades práticas ou simplesmente apresentará o panorama do que está sendo tratado. Pensar no que acontecerá dentro de sala de aula é fundamental para criar atividades adequadas.

8. Como eu posso atender as necessidades de cada estudante?

Claro que toda a sala deve receber o mesmo conteúdo, mas você não pode deixar de lado as necessidades particulares de cada um dos seus estudantes. Essa problemática também deve aparecer no seu plano de aulas, ou seja, identifique quais são as principais dificuldades dos estudantes e pense em como resolvê-las. Uma boa dica é ficar atento ao tipo de aprendizado de cada um dos seus alunos.

9. Como eu posso ligar o conteúdo e a rotina dos estudantes?

Se você quer que sua aula seja significativa e relevante, faça com que o conteúdo abordado se aplique de maneira prática na vida dos estudantes. Descubra o que interessa a eles e trate de incluir suas descobertas no plano de aulas. Não se esqueça de que apenas você fazer essas conexões não é suficiente, ofereça a oportunidade de que seus estudantes também encontrem os pontos em comum.

10. Existe alguma tecnologia capaz de melhorar essa tarefa?

A vida dos estudantes basicamente gira em torno da tecnologia, com as redes sociais, pesquisas online e até mesmo grupos de estudo via Internet. Portanto, se você quer realmente chamar a atenção deles, o melhor é fazer isso no meio onde eles mais têm prática. Descubra ferramentas capazes de engajar os estudantes em experiências de aprendizado e dessa maneira eles estarão cada vez mais interessados em praticar o que você ensina.

Modelo de plano de aula

Agora que já está contextualizado com o tema, vamos apresentar um passo a passo de como fazer um plano de aula. Pode até parecer complicado no início, mas acredite, está longe de ser considerado um bicho de sete cabeças. Pense que ele te ajudará a melhorar a qualidade do seu trabalho e que logo fará parte de sua rotina.

Siga o roteiro de como elaborar um plano de aula:

ESCOLHA O TEMA
Toda aula precisa de um tema principal, que deverá ser minuciosamente desdobrado. Escolha um nome interessante, que estimule o interesse do aluno, e faça relações com o seu conteúdo.

DEFINA OS OBJETIVOS
O que você deseja ensinar aos seus alunos ao abordar determinado assunto? Pensando assim, pode ser mais fácil pontuar os objetivos específicos de cada aula.

PONTUE OS CONTEÚDOS
É nesse momento que será definido o conteúdo programático ligado ao tema já estabelecido anteriormente.

ESTABELEÇA A DURAÇÃO
Para que você não se perca em meio aos conteúdos a serem passados em sala de aula, estipule um período para abordar cada um deles, de modo que consiga fechar o seu raciocínio em tempo hábil.  Evite que sejam acumulados conteúdos. Caso a sua programação esteja muito extensa, procure reduzi-la ou dividi-la.

ESCOLHA OS RECURSOS
Para obter êxito em suas aulas, defina quais materiais serão utilizados. Verifique com antecedência se a escola poderá disponibilizá-los ou se terá que optar por diferentes alternativas.

DEFINA A METODOLOGIA
Para que o tema em questão seja bem trabalhado, é necessário que defina as etapas a serem seguidas na aula. A metodologia se refere aos caminhos a serem percorridos pelo professor, em vista de alcançar os objetivos estabelecidos.

FAÇA A AVALIAÇÃO
Após a finalização da aula, é fundamental que você faça uma recapitulação de tudo que aconteceu. Anote os imprevistos, os comentários das crianças, se o seu investimento foi satisfatório ou se deve propor novas alternativas de ensino. Essa prática fará com que você evolua como profissional e melhore sua didática ao longo do tempo.

Plano de aula educação infantil

Ensinar é também saber planejar. Obviamente na educação infantil não é diferente. É nesse momento que o professor deve colaborar na construção da base da criança, de modo que ele esteja mais preparado para lidar com os diversos conhecimentos que irá adquirir pela frente e possa fazer suas escolhas de forma consciente.

Para atingir os seus objetivos educacionais, é preciso que utilize métodos que reforcem o seu compromisso profissional, de modo que tenha sempre em mente o desenvolvimento integral da criança, mais especificamente até os seis anos.

Ao elabora o seu plano para o público infantil, é fundamental que leve em consideração os aspectos físico, psicológico, intelectual e social, a fim de complementar a ação da família e da comunidade.

Plano de aula ensino fundamental

O plano de aula para o ensino fundamental também deve ser estruturado com consistência. Esse período também se refere a uma das etapas da educação básica no Brasil e é destinada a crianças com idade entre seis e 14 anos.

Selecionar os materiais e escolher uma boa metodologia de ensino faz parte da construção de uma aula planejada, que possivelmente trará mais resultados e motivação para o professor e para os alunos.

Plano de aula pronto

Se você começou a dar aulas recentemente e visa criar uma boa rotina de prática pedagógica, saiba que não está sozinho nessa. Existem diversos profissionais que levam um tempo para se organizar e aprender novas maneiras de aumentar a sua credibilidade e o rendimento dos seus alunos.

Modelo de Plano de Aula Pronto em DOC - LINK

23 de abr de 2013

Comunicação na era da Tecnologia

Olá Amigos

Podemos considerar a nossa era, uma era tecnológica. Essa tecnologia está se tornando uma coisa habitual que nem damos conta que estamos sempre a usar. Como por exemplo, vamos ver nossa página de Facebook em nosso celular, ou compramos um tablet para jogarmos alguns jogos, ter mais controle sobre os emails, ou até por suas agendas eletronicas, tv pela internet e muitas mais outras opções que podem ter influência em nossa decisão de comprar tecnologia. Eu por exemplo sou hipercomectado, tenho laptop, tablet, smartphone, estou ligada à internet ou por wireless ou 3G, faço tudo nesses brinquedos do século XXI, hoje já não sou nada sem eles.

Desde à minha agenda, com meus afazeres, até meus compromissos pessoais, meus filmes, contatos, email e muito mais que hoje já não consigo deixar. Uma das vantagens de toda esta tecnologia é fazer tudo para facilitar sua vida, pela mobilidade, pelo conforto de não ter nem de sair de sua casa para fazer compras, saber das notícias em primeira mão, ou para e até pelas aulas que pode ter pela internet de forma a gastar o seu tempo e dinheiro apenas no que precisa. Já pensou em usar sua tecnologia para aprender algo?

Uma língua talvez? Inglês?

Ah! Já sei, Francês!

A língua do Amour, fantástico!

A tecnologia pode ajudá-lo de tantas maneiras, vamos ver algumas; Pode ver vídeos, filmes, músicas em Francês guardadas em seu laptop ou mesmo ir ouvi-las e fazer download da Internet, pode checar os dicionários online, pode fazer testes de ajuda à compreensão online, estudar as cores, dias da semana, verbos e muito mais em toda a ajuda que encontraria online, tudo isso pode ajudar quando procurar fazer aulas de francês em Manaus ou em Goiânia e entrar nesta aventura francesa! Pode guardar toda a informação que tem ou que procurou e partilhá-la com seus colegas ou amigos, pode medir sua evolução falando com seus colegas e os ajudando assim.

Pode procurar aplicativos para seu smartphone, para seu laptop ou tablet, como dicionários ou testes interativos, o que mais você gostar! Pode navegar na internet e até fazer um curso online se assim preferir!

Porá em uso toda a tecnologia que tem, a sua inteligência, ganhará mais conhecimentos, a sua vida será mais animada e mais tarde até poderá fazer uma viagem para Paris ou Nice quem sabe, para por seu Francês em uso nas terras de Napoleão.

Como dizia o Velho Guerreiro Chacrinha quem não se comunica se trumbica

Abraços

Robson Freire

4 de dez de 2012

Tecnologias na Educação ou Educação com Tecnologias?


Muitas vezes ouvimos falar sobre os investimentos que são feitos em equipamentos tecnológicos para as escolas, professores e alunos, como se esses recursos pudessem ser capazes de promover mudanças na Educação. Geralmente, primeiro pensam e providenciam os equipamentos (Hardware), para em segundo plano pensarem na metodologia que será aplicada ao utilizá-los (Software). Como sabemos o hardware sem o software não é eficiente, da mesma forma que um excelente equipamento utilizado de maneira inadequada pelo profissional também não será eficiente e não trará nenhum avanço a Educação.
Exerci a função de Orientadora Tecnológica por aproximadamente seis anos na Secretaria de Educação do RJ e durante esse período pude acompanhar de perto as inconsistências, mudanças e inseguranças sobre o assunto. O olhar do governo nunca foi uma constante, muito pelo contrário, é sempre uma variável, infelizmente. A falta de continuidade dos Programas Governamentais envolvendo o uso das tecnologias na Educação é uma realidade que interfere de forma direta e negativa nos resultados obtidos.
Não basta colocar equipamentos tecnológicos nas escolas e oferecer cursos mostrando como utilizá-los, é preciso muito mais que isso. O professor precisa estar envolvido pela tecnologia, ele precisa acreditar na eficácia do seu uso, precisa estar seguro, conhecer suas especificidades, para saber identificar qual o recurso poderá auxiliá-lo e em que momento mais adequado.
Sempre me interessei muito pelo uso das TIC’s na Educação, por isso fiz inúmeros cursos na área oferecidos pelo Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE-08), pelo Proinfo e outros, fiz também uma Pós em Mídias na Educação pela UFRJ e pelo caminho percorrido fui descobrindo e me apaixonando pelas possibilidades de uso no processo de ensino/aprendizagem.
Um exemplo prático disso é o Blog “Utilizando as Mídias na Educação” que criei há mais de três anos, um espaço de interação, troca de experiências, descobertas e compartilhamento com colegas, seguidores e visitantes.
Blog, WebQuest, Infográficos, Internet, Redes Sociais, Vídeos, Jogos Educacionais e muitos outros são recursos tecnológicos que podem auxiliar o professor em sua prática.
Entretanto, não adianta usar “novos recursos” com as “velhas metodologias”, é preciso repensar e refletir constantemente sobre o processo e nossas práticas educativas. Os recursos tecnológicos por si só não trazem nenhuma inovação a Educação, o uso que os profissionais da área darão a eles é que poderá ser inovador ou não, tudo dependerá da metodologia que o professor utilizará e de sua mediação no processo, que é essencial e fará toda a diferença.
“As velozes transformações tecnológicas da atualidade impõem novos ritmos e dimensões à tarefa de ensinar e aprender. É preciso que se esteja em permanente estado de aprendizagem e de adaptação ao novo.” Vani Moreira Kenski
“Agora é o momento de enxergar possibilidades imensas de mudança que se abrem a nossa frente. Vale a pena mudar, aprender de verdade, ajudar a quem está começando ou com mais dificuldades. Só assim construiremos um país melhor, como é o desejo profundo da grande maioria das pessoas.” José Manuel Moran
Sobre a autora: Fernanda Gomes da Silva Tardin – Bacharel em Ciências Contábeis, Licenciada em Matemática e Especialista em Mídias na Educação; Atuando como Professora Articuladora Pedagógica, Editora do Blog Utilizando as Mídias na Educação; Facebook: fernandagtardin; Twitter: @fernandagtardin; E-mail: fernandat@prof.educacao.rj.gov.br

30 de nov de 2012

Somos Infinitas Possibilidades

Hélio Sassem Paz
 

Muito embora seja professor universitário na área das Ciências Humanas Aplicadas com experiência desde 2002, não tive uma formação teórica baseada nos autores da área da Educação. Portanto, toda a contribuição e toda a crítica serão de um aprendizado ímpar. ;)

Como este blog chama-se Caldeirão de Ideias, decidi compartilhar um conjunto de posições diferentes, mas de uma maneira informal, pois não sou pesquisador especializado em questões filosóficas, sociológicas, antropológicas, psicológicas e administrativas relacionadas à Educação. Apesar da informalidade, há uma clara sistematização didática em torno de alguns eixos que exigem muitas reflexões. Ei-lo! ;)

Caríssimos amigos,

Pra começo de conversa, agradeço imensamente ao querido companheiro de militância online tanto pela causa da Educação como pelos Direitos Humanos e pela Educação, o prof. Robson Garcia Freire, que é o nó de laços mais fortes responsável pela idealização deste Caldeirão das Ideias. Embora eu seja bastante prolixo, acho importante iniciar colocando as minhas referências socioeconômicas e culturais, de onde poderão inferir fraquezas e oportunidades argumentativas, teóricas, metodológicas e ideológicas acerca do meu discurso.

Portanto, decidi dividir essa participação inicial no Caldeirão de Ideias em duas partes. Primeiro, acho importante que vocês conheçam a minha perspectiva geral como educador. No próximo post, entrarei diretamente no cerne da questão.

DE ONDE VIM?

Fui aluno de escola estadual durante o 1º grau e de uma escola privada no 2º. Fui criado em uma família de classe média alta de Porto Alegre por um pai bastante politizado, de personalidade forte e origem humilde, ainda que conservador no seu ponto de vista ideológico. Ele foi o primeiro membro da família a obter um diploma universitário e fez carreira como funcionário público. A minha criação foi privilegiada, mas tive um contato direto com colegas de condições materiais bem menos tranquilas. O fato de ter tido uma professora de História e um pai com um perfil combativo contra a ditadura militar em um período em que a verdade não vinha à tona aliado ao fato de eu ser filho adotivo durante a fase de lactente certamente firmaram o meu pensamento de esquerda. Junte-se a isso o fato de ter feito Comunicação em uma universidade pública, gratuita e de grande qualidade e sempre me vi como um sobrevivente que precisa fazer algo pela maioria da população que, infelizmente, não teve a mesma oportunidade.

DO QUE EU GOSTO?

Em primeiro lugar, gosto de GENTE. Sou geminiano e falante. Não é à toa que meu pai alfabetizou-me aos três anos e que eu adorava ler jornal e ouvir rádio avidamente desde os seis. Na adolescência, joguei muito futebol, pratiquei caratê, natação e andei bastante de bicicleta. Me criei em uma rua com muitos guris. Jogávamos muitos jogos de tabuleiro, como War, Banco Imobiliário e futebol de mesa (botão). Tanto a rua era nosso lugar como frequentávamos muito as casas uns dos outros. Raras casas tinham grades e havia menos prédios do que casas. Tínhamos também um clube muito próximo e barato, nosso ponto de futebol, piscina recreativa, festas, churrascos e paquera. Depois, na adolescência, fiz teatro na escola. Casualmente, na peça de que fui protagonista, na fase adulta do meu papel, fui um professor que liderou uma greve. :) 

Adoro viajar. Lugares novos me instigam na busca de experiências sensoriais e no convívio com a realidade local, ao passo que lugares onde já estive inspiram saudade e revigoram porque despertam a memória e resgatam hábitos que considero energizantes, emotivos e que precisam ser vividos mais de uma vez. Ainda não tive capacidade financeira de ir à Europa, ao Oriente, à Índia, à América do Norte ou à América Andina, mas já conheço algumas centenas de cidades brasileiras em 16 estados, além de algumas cidades uruguaias.

Assim como adoro comunicar-me, produzir, compartilhar, aprender e ensinar a partir do binômio conhecimento e informação, também possuo três outras paixões que precisam ser incorporadas de maneira sistemática à minha prática profissional: desde os 10 anos, em 1983, sou completamente vidrado por computadores e videogames. Desde muito antes, por futebol e, acima de tudo, pelo Grêmio. E todas as formas de manifestação artística exploram a nossa multissensorialidade e contribuem para que os nossos lados lógico, analítico e emotivo se exacerbem e operem em conjunto.

TRAJETORIA ACADÊMICA E PROFISSIONAL

No vestibular, passei de primeira, em Jornalismo, na UFRGS, em 1991. No decorrer do curso, solicitei transferência interna para Publicidade. Descobri que precisava explorar um lado mais criativo, técnico e estético voltado ao experimentalismo que a computação gráfica, a fotografia, a ilustração, a tipografia e – sobretudo – a ainda embrionária internet brasileira poderiam me proporcionar. Profissionalmente, durante algum tempo, fui operário (arte-finalista) em algumas agências de publicidade e estive entre os pioneiros regionais como funcionário do departamento de criação em um portal de conteúdo. Trabalhei no Rio de Janeiro, voltei a Porto Alegre e, após alguns trabalhos insatisfatórios para o bolso, para o ego e para a minha continuidade e posterior crescimento, surgiu a oportunidade de ser professor substituto na UFRGS em 2002, nas disciplinas de Comunicação Visual, Projeto Gráfico em Propaganda e Processos de Produção Gráfica. Após o final desse contrato, tive uma breve oportunidade na UNIFRA, em Santa Maria, cidade de origem ferroviária e, hoje, referência universitária encravada no centro do RS, com Introdução ao Web Design. Por uma série de dolorosas constatações, custei bastante a entrar no mestrado. Após cinco tentativas na UFRGS, uma na PUCRS e uma na UNISINOS, finalmente, em 2007, ingressei no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (PPGCC/UNISINOS), onde, desde 2010, sou professor em sete disciplinas na graduação em Comunicação Digital, pioneira e única no país. Dentre todas as disciplinas que já ministrei e que atualmente ministro, incluem-se Panorama da Comunicação Digital, Oficina de Software Vetorial, Interfaces 1, Interfaces 2, Arquitetura da informação, Hipertexto, Entretenimento em Hipermídia e Tópicos de Comunicação Digital. Também sou professor coordenador de estágios no núcleo de Comunicação Digital da AGEXCOM (Agência Experimental de Comunicação) da UNISINOS e, muito em breve, irei coordenar uma nova especialização chamada Jornalismo Esportivo Transmídia.

Também tive uma agradabilíssima experiência como coordenador do núcleo de produção e criação em mídias digitais e sociais num projeto de extensão da UNISINOS com a Prefeitura Municipal de Canoas/RS, chamado Agência da Boa Notícia Guajuviras, a fim de ensinar a blogar, postar informações positivas acerca da realidade da sua comunidade no Twitter, no Orkut e no YouTube voltado para jovens de baixíssima renda de uma comunidade de altíssimo risco em uma das regiões mais violentas do estado.

Definitivamente, amo o que faço e procuro me aperfeiçoar em todos os sentidos. A responsabilidade de formar novos profissionais éticos, ágeis, atualizados e com um perfil multidisciplinar é, ao mesmo tempo, uma dádiva que me proporciona conviver simultaneamente com as realidades de jovens cheios de sonhos, pais que não medem sacrifícios para ver os sonhos de seus filhos realizados, a perspectiva de uma sociedade mais próspera e justa e, ao mesmo tempo, estar em contato com professores doutores experientes em pesquisa e também junto a empresas inovadoras.

Vocês verão no próximo texto que as preocupações que trago comigo e que desejo compartilhar em relação ao processo de educação formal em função da capacidade de engajamento de discentes e docentes relacionados à produção/uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) não pode jamais ser visto nem com tecnofilia e tampouco com tecnofobia. Refiro-me tanto às perdas quanto aos ganhos em termos cognitivos a partir da suplementação ou da supressão da memória e de como as associações simbólicas, as problematizações, a autonomia, a criatividade e as relações de causalidade moldam e são moldadas pela ubiquidade das próteses eletrônicas para todos os nossos sentidos.

 Sobre o autor:  Prof. Me. Hélio Sassem Paz - @heliopaz | http://heliopaz.com | @comdig @unisinos | Editor-Adjunto http://comdig.info | Coordenador do Núcleo de Comunicação Digital @agexcom | Coordenador-Adjunto da Especialização em Jornalismo Esportivo Transmídia |http://bitly.com/tNhPU3 | SOMOS INFINITAS POSSIBILIDADES