7 de dez. de 2010
Projeto Cinema no Caldeirão - Mary e Max – Uma Amizade Diferente
O filme de hoje no Projeto Cinema no Caldeirão é a animação Mary e Max – Uma Amizade Diferente. Resolvi falar sobre o filme depois de ler uma noticia do excelente portal Conexão Professor via twitter (@conexaoprof), sobre um aluno da rede estadual com Síndrome de Asperger que se destaca na Olimpíada de Jogos Digitais e Educação (OJE). Para quem não sabe a Síndrome de Asperger, doença similar ao autismo, entretanto mais branda – os jovens são mais inteligentes e sem atraso significativo no desenvolvimento da linguagem.
A animação “Mary e Max – Uma Amizade Diferente” mostra os problemas dessas pessoas. Na ficção, Mary, de 8 anos, que mora na Austrália, torna-se amiga de Max, um homem de 44 anos, que tem síndrome de Asperger e vive em Nova York. Ambos têm dificuldade em fazer amigos e passam a trocar correspondências nas quais compartilham alegrias e decepções.
Sinopse:
Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle, uma menina gordinha e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz, um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova York. Alcançando 20 anos e 2 continentes, a amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Mary e Max é viagem que explora a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças religiosas e muito mais. Baseado numa estória real.
O filme contrariando a onda 3D e feito todo filmado com a técnica stop motion, em que cada cena é fotografada quadro a quadro. Gostaria muito que esse filme fosse levado à sala de aula. E que na presença de Professores, e até de um Psicólogo, fosse então debatido. Há vários temas em "Mary e Max – Uma Amizade Diferente" que carece desses jovens serem confrontados. Além de muitos acharem engraçado tripudiar de um coleguinha “diferente”… há no filme o bem que faz uma amizade verdadeira.
Eu passei a ter conhecimento dessa Síndrome, vendo "Ben X – A Fase Final". Onde podemos ver, o quanto sofrem, mas com a zombaria, e até agressões físicas dos colegas de classe. Para Max, além do bullying por conta disso, também por ter sido judeu.
Mas como muito bem cita a critica do Blog Cinema é Minha Praia! que foi maravilhosamente escrita pela Valéria Miguez (LELLA)que reproduzo alguns trechos aqui: "Mas como atualmente, os casos de pedofilia estão vindo mais a público, para uma galerinha Teen, é sempre bom o acompanhamento de um adulto, para que não entre em nenhuma roubada, caso resolva se corresponder com um desconhecido. Claro, que sem um patrulhamento ostensivo. Se há liberdade entre você e esse menor, é bem provável que lhe conte o que anda fazendo. Esse é um dos motivos para um adulto assistir junto esse filme."
O filme começa na década de 70. Num tempo sem internet. Os personagens começando por Mary… Filha única. De um pai ausente, e de uma mãe alcoólatra e cleptomaníaca. Na escola, sofre com o bullying. Por ser gordinha; por usar óculos; e até por um sinal de nascença em sua testa. Tem por amigo, um galo. Seus brinquedos foram criados por si: como cópias dos personagens de seu desenho favorito. Sua pequena mesada, vem de um serviço que presta a um vizinho que perdeu as pernas na Guerra, e que sofre de agorafobia. Com medo de sair de dentro de casa, ela pega para ele as correspondências. Esse vizinho, terá um papel fundamental na vida de Mary. Um outro vizinho também, um menino grego. Que também é um excluído pelos colegas, por ser gago. Mary tem uma sede de aprender. E além de chocolate, adora leite condensado. Gostaria de ter uma amiguinha com quem pudesse conversar e brincar.do filme Síndrome de Asperger. Mas um problema ainda desconhecido na época. Dai, era tido como maluco.
Agora o Max: tem 44 anos de idade. Vive sozinho na companhia de um periquito, um gatinho que perdeu um dos olhos por maldade de crianças, alguns caracóis e um peixinho que devido ao pânico de Max… Bem, peixinho morto, peixinho posto. Além de uma vizinha que é cega, mas não está nem ai para isso. O problema, é que não admitindo ser cega, acaba não se adequando a sua realidade. Ocasionando certas situações… Max, padecia de Síndrome de Asperger. Mas um problema ainda desconhecido na época. Dai, era tido como maluco.
Mary e Max – Uma Amizade Diferente é um filme que deixa uma vontade de uma análise mais detalhada. Ele é daqueles filmes que machucam, mais ainda por ser baseado numa estória real. É lento. Indicado também para quem gosta de ouvir a estória de vida de uma pessoa. Embora triste, nos leva a amá-los.
Num tempo onde o 3D virou uma febre, talvez uma animação com personagens de massinhas, e meio toscas, não irá atrair o grande público. Pena! Pois estarão perdendo um excelente filme! Com um final emocionante! Assistam!
Elenco:
Vozes na versão original de Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana, Barry Humphries.
Curiosidades:
Dos criadores do vencedor do Oscar de curta de animação ‘Harvie Krumpet’.
Trailer:
Resumo: Baixar Filme Mary e Max – Uma Amizade Diferente
Título original: Mary and Max
Download do Filme Mary e Max – Uma Amizade Diferente
Gênero: Animação
Direção: Adam Elliot
Duração: 90 min.
Distribuidora: PlayArte Pictures
Tamanho: 700 MB
Formato: Avi
Qualidade de Vídeo: Dvdrip
Idioma: Inglês
Download Filme
Download Legenda
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
9 de ago. de 2010
Para que nos nunca esqueçamos ...
Hoje é dia 9 de agosto, um dia para que a humanidade nunca se esqueça do maior ataque nuclear ocorridos em Hiroshima e Nagasaki onde cerca de 80 mil pessoas morreram em Nagasaki por conta do ataque e em Hiroshima, onde o número de mortos chegou a cerca de 140 mil, realizado pelos Estados Unidos.
O lançamento da bomba atômica em Hiroshima e Nagasaki completou 65 anos. O ataque americano devastou as cidades japonesas. Eram 8:15 da manhã e é um dia de lembrar de um dos episódios mais trágicos da história, o primeiro ataque atômico do mundo.O Japão, foi o único país a ter sido bombardeado em duas ocasiões com armas nucleares - em 6 de agosto de 1945 em Hiroshima e em 9 de agosto de 1945 em Nagasaki na qual milhares de civis foram literalmente pulverizados.
"Little Boy", apelido dado pelos soldados americanos à bomba de urânio de quatro toneladas jogada sobre Hiroshima, explodiu a várias dezenas de metros do solo com uma luz cegante, desprendendo uma onda expansiva e um calor de vários milhares de graus que reduziu todos os seres vivos ao estado de cinzas num raio de várias centenas de metros.
Nos como educadores não podemos deixar de falar e comentar com os nossos alunos a importancia da luta contra as armas nucleares e s destruição de todas elas do planeta. Uma sugestão é passar aos alunos o documentário exibido pelo canal de TV paga HBO intitulado Clarão / Chuva Negra: A Destruição de Hiroshima e Nagasaki (White Light/Black Rain: The Destruction of Hiroshima and Nagasaki) (aqui para baixar o filme com legendas ou aqui em torrent) .
A sinopse do filme conta que em 6 de agosto de 1945, duas bombas atômicas vaporizaram 210.000 pessoas em Hiroshima e Nagasaki. Aquelas que sobreviveram são chamadas “hibakusha” – pessoas expostas à bomba – estima-se que cerca de 200.000 ainda estejam vivas. Hoje, com a ameaça real de armas de destruição em massa – o arsenal mundial é capaz de repetir a destruição de Hiroshima mais de 400.000 vezes. O cineasta vencedor do Oscar, Steven Okazaki, revisita os locais dos bombardeios e compartilha as histórias das únicas pessoas que sobreviveram a um ataque nuclear. O filme recebeu os prêmios de vencedor do Emmy 2008; indicado em Sundance e ao prêmio do Sindicato dos Produtores.
Devemos sempre nos fazer a pergunta que Tsutomu Yamaguchi, único sobrevivente oficialmente reconhecido das bombas atômicas que devastaram Hiroshima e Nagasaki, no fim da Segunda Guerra Mundial fez a James Cameron e ao autor norte-americano Charles Pellegrino, que está trabalhando em um livro sobre os sobreviventes da bomba de Hiroshima, disse que Yamaguchi desejava que Cameron passasse adiante, por meio de um filme, a história de sua vida.
Yamaguchi segurou a mão dos dois e disse: “Que benefício a bomba atômica trouxe? Eu quero passar o bastão a vocês, para que vocês possam passá-lo para todas as outras pessoas.”
Yamaguchi morreu aos 93 anos, devido a complicações de um câncer de estômago, efeito colateral da bomba atômica.
Que possamos ensinar aos nossos alunos que nada justifica uma guerra ou a destruição de uma bomba atômica. Que a PAZ seja sempre cultivada nos corações dos homens e que o dialogo permeie todos os conflitos no mundo.
Abraços e PAZ a todos
Equipe NTE Itaperuna
6 de mar. de 2010
Presente do Futuro: o cinema como janela para o mundo
Por Marcus Tavares
Talvez, você se lembra dela. Valéria Fagundes era uma jovem estudante do interior de Pernambuco. Morava em Manari, que possuía o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. A história dela foi uma de muitas retratadas pelo documentário Pro Dia Nascer Feliz, do diretor João Jardim. O filme estreou, aqui no Rio, em janeiro de 2007.
Na ocasião, tive a oportunidade de entrevistar o diretor. Segundo ele, trata-se de um documentário investigativo que mostra que não existem padrões de escolas, mas realidades complexas que envolvem alunos, professores e sistemas públicos e privados de educação. De certa forma, o conteúdo das cenas não é muito diferente das histórias que já foram publicizadas pela mídia. Mas, o fato é que elas estão todas reunidas numa costura narrativa simples, objetiva e sem ser piegas.
Passados três anos e em comemoração ao Dia da Criança no Rádio e na TV, uma data festiva coordenada há mais de 15 anos pelo Unicef, que tem o objetivo de dar vez e voz, na mídia, ao público infantil, resolvi conversar com Valéria. Afinal, o que aconteceu com aquela jovem estudante que lutava, no agreste de Pernambuco, contra todas as dificuldades para estudar? A partir do momento em que sua história ganhou as telas do país sua vida mudou? Qual foi o impacto do cinema na sua vida?
Acompanhe a entrevista:
revistapontocom - Como você foi ‘parar’ no filme Pro Dia Nascer Feliz?
Valéria Fagundes - O filme aborda as condições de ensino em todo o Brasil. Então o diretor [João Jardim] foi até a minha cidade para ver como funcionava a educação na cidade de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), do país, Manari [ dados de 2000]. Ao chegar à cidade, o João percebeu uma aglomeração de alunos em frente à casa do prefeito. Estávamos reivindicando transporte escolar. O diretor conversou com vários jovens, inclusive comigo. Depois ele nos acompanhou no caminho para escola e durante as aulas. E aí foi selecionando os personagens.
revistapontocom - Você tinha ideia do que era uma produção de cinema?
Valéria Fagundes - Para falar a verdade nunca tinha ido ao cinema nem imaginava como seria uma produção cinematográfica. O diretor não nos disse que aqueles depoimentos estariam mundo afora,embora a presença da equipe do filme tenha causado o maior reboliço na cidade.
revistapontocom - Como foi “da noite para o dia” se ver na tela do cinema e sob os holofotes da imprensa?
Valéria Fagundes - Foi um choque! A primeira vez que me vi na telona foi em Recife. Quando acabou a sessão, as pessoas me abraçavam. Certa vez, uma mulher me disse: se eu pudesse, botava essa menina no bolso e levava pra casa [risos]. Não entendia direito porque causava esse tipo de sentimento nas pessoas. Mas também não queria que me vissem como uma coitadinha. Apesar de tudo e da vida árdua, parte do que sei e do que sou aprendi com aquele povo e naquelas condições. Eu vivia ali no meio daquela realidade e sabia que não era nada fácil. Mas quando essa mesma realidade foi projetada é que a ficha caiu. Manari passou a ser capa de revista, notícias de jornal. De repente, me vi dando entrevista, aparecendo na TV.
revistapontocom - O fato de você ter aparecido no filme mudou a sua vida?
Valéria Fagundes - Costumo dizer que minha vida pode ser dividida antes e depois do filme. A partir da aparição no documentário, comecei a viajar e conhecer praticamente todos os estados do país. Conheci pessoas importantes e principalmente ampliei minha visão sobre o mundo. Na verdade, o filme abriu algumas portas. Então comecei a projetar meu futuro por meio dessas oportunidades.
revistapontocom - Mudou, inclusive, a sua maneira de pensar?
Valéria Fagundes - Com certeza. Minha maneira de pensar mudou de tal forma que não pude continuar em Manari, porque a maioria das pessoas já se acomodou com aquela realidade e não vislumbra possibilidade de mudança. Então cheguei ao um ponto que precisei sair e trilhar outro caminho. As pessoas pensam de forma muito limitada. O que elas sabem é o que é transmitido pela grande mídia. Elas absorvem e pronto. Nunca param pra questionar porque Manari ainda permanece nesse panorama ruim. Nem as crianças nem os jovens sabem quais são os seus direitos. Esse pensamento limitado vai sendo transmitido.
revistapontocom - As pessoas viram você de forma diferente depois do filme?
Valéria Fagundes - Acredito que sim. As pessoas perceberam que tudo aquilo que eu dizia começava a fazer sentido. Meus professores começaram a entender que existem várias outras valérias que estão à espera de uma oportunidade para fazer da sala de aula um ambiente mais agradável. O que realmente me deixa feliz não é o fato de saber como as pessoas me viram, mas como viram minha cidade. O Brasil inteiro percebeu que dentro do Brasil existem vários Brasis. Manari é um deles.
revistapontocom - Que importância o cinema teve para você?
Valéria Fagundes - O cinema projetou a história de minha cidade que até então era desconhecida. Projetou minha história e possibilitou o encontro do meu sonho com a realidade.
revistapontocom - Depois de três anos do filme, a Valéria….
Valéria Fagundes - Sou outra pessoa no mesmo retrato. Muitas coisas daquela Valéria do filme ainda mantenho, mas foi preciso abrir mão de outras para me manter firme e forte aqui na selva de concreto. Estou cursando o 6º período do curso de jornalismo, escrevendo um livro sobre minha vida e trabalhando com midiaeducação. Recentemente, inscrevi um roteiro num edital da Fundarpe - Fundação do Patrimônio Histórico e Cultural de Pernambuco. O roteiro foi selecionado e vou dirigir um curta sobre a história de Manari.
Fonte: http://www.revistapontocom.org.br/?p=2475
Pro dia nascer feliz
A educação brasileira em fotogramas
Em 1960 o Brasil tinha, aproximadamente, 14 milhões de crianças e adolescentes em idade escolar. Deste total, apenas 50% conseguia ter acesso à educação... A publicidade oficial da época, ciente do fato, criou propaganda através da qual falava da necessidade deste contingente de excluídos da escola chegar às salas de aula e como isto melhoraria a vida do país... Acreditava-se piamente que o caminho mais certo para o desenvolvimento político, social e econômico passava pelas vias escolares...
O que era para ser um ambiente acolhedor, motivador, que criasse uma experiência instigante, interessante e desafiadora para os alunos em seu processo de construção do conhecimento torna-se, então, um espaço que, ao contrário, rechaça, dificulta e acaba, na realidade, promovendo a evasão, o desinteresse, a vontade de não estudar...
A fala dos estudantes, quanto mais pobre e sem perspectivas é a escola, demonstra o quanto sua educação é fraca, desprovida de maiores elementos culturais, pautada apenas em bases primárias. Há exceções, é claro, como a garota que se encantou desde cedo com os livros de Vinícius de Morais, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade... O que, de certo modo, demonstra o quanto a leitura faz diferença na vida de uma pessoa...
Pro dia nascer feliz
País/Ano de produção: Brasil, 2006
Duração/Gênero: 88 min., Documentário
Direção de João Jardim
Roteiro de João Jardim
Links
http://www.adorocinema.com/filmes/pro-dia-nascer-feliz
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=12482
http://www.cinerevista.com.br/nacional/Prodianascerfeliz.htm
João Luís de Almeida Machado Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).
Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=1679
23 de mai. de 2009
“Lifes For Sharing”
Olá Amigos
Assisti agora o outro vídeo T-Mobile Advert “Lifes For Sharing”, que da título a postagem que é muito bom. Só tem uma palavra para descrever o vídeo: Contagiante. Igual a vírus de gripe suína o vídeo é demais de contagiante e inteligente, logico que o produto (olha ai de novo) celular estava a venda, mas mesmo assim achei muito legal a mensagem do vídeo. O anuncio foi filmado as 11 horas de uma quinta-feira do dia 15 de janeiro de 2009 na estação Liverpool Street, Londres ( durante a hora do rush). Isso fora a trilha sonora muito boa. Repara na reação das pessoas em volta.
Na trilha sonora rola Lulu – Shout, Yazz – The only way is up, Pussycat Dolls – Don’t cha, Valsa Vienense, Kool & the Gang, Rainbow – Since you’ve been gone, Millie Small – My Boy Lollipop e Contours – Do you love me.
Olha, vira e mexe assisto o vídeo e quando vejo estou dançando na sala.
Recomendo.
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
2 de mai. de 2009
Projeto Cinema no Caldeirão - 02/05
O filme de hoje do Projeto Cinema no Caldeirão é o "Felicidade não se Compra" do fantástico diretor Frank Capra com James Stewart e Donna Reed (1 Globo de Ouro de 1946). Além de ser um dos grandes clássicos do cinema mundial e ser um filme constante em qualquer relação dos melhores filmes de todos os tempos o filme tem uma qualidade que está esquecida um pouco nesses tempos de crise mundial: Amor e esperança.
Levar valores imprescindíveis para a formação de nossos estudantes e não somente conteúdos programados são sim atribuições do profissional de educação. Devemos ser mestres não apenas da matemática, da geografia ou do inglês, temos que aperfeiçoar também as qualidades humanas, dar mais valor e realce, sobretudo a capacidade de se doar, de ser fraterno, de ser sincero. Tudo em favor de um mundo mais justo e melhor, onde a felicidade seja mais que um sonho...
Como fazer isso? Segundo diz o João Almeida faça assim: "Incorpore a sua prática profissional o hábito de estimular leituras que relatem momentos e realizações solidárias, mesmo que isso signifique “sacrificar” alguns momentos por semana ou quinzena. Aproxime esses temas de suas aulas. Quantifique se for em exatas, compare com a história, forneça como temática para projetos, utilize como tema para redações ou leitura de clássicos. Essas ações serão lembradas para sempre por seus alunos e, se devidamente trabalhadas, irão se incorporar a suas vidas, a seu cotidiano."
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
A Felicidade Não Se Compra
Poucas pessoas percebem, ao longo de suas vidas, qual é a maior de todas as riquezas que possuímos. O cinema também tem trabalhado muito pouco o tema, priorizando muito mais as desgraças e desventuras que a felicidade e as realizações. É por isso que “A Felicidade Não Se Compra”, filme de 1946, realizado por Frank Capra (um dos maiores cineastas de todos os tempos), se eternizou na memória de muitos apreciadores da sétima arte e também daqueles que de forma incessante buscam uma vida mais pródiga e feliz.
James Stewart e Donna Reed protagonizam uma história que muitos de nós gostaríamos de viver. Não, nem tudo são rosas. Há turbulências, desvios, erros e problemas como na vida de qualquer um de nós. O fundamental, porém, é que impera a humanidade nas relações entre as pessoas em detrimento de interesses pessoais mesquinhos. A ambição, que costuma envenenar ambientes familiares ou profissionais, dá espaço para relações mais fraternas e solidárias a partir da ação de pessoas comuns, como eu ou você.
E o mais impressionante para muitos é perceber que o verdadeiro “amor ao próximo” não precisa de embalagens vistosas para deslumbrar. Essa forma poderosa de ação pode ser efetivada a partir das ações que desempenhamos em nosso cotidiano. Adicionar um pouco de esperança e otimismo ao dia a dia de cada um de nós pode representar muito para as pessoas que se sentam ao lado na mesa do jantar ou no escritório em que trabalhamos.
Já ouvi muitas pessoas dizerem que reconhecem uma pessoa pelo semblante, pelas linhas que marcam seu rosto. Concordo com elas. Sou capaz de perceber quando meus filhos, esposa, amigos ou mesmo alunos e colegas de trabalho não estão vivendo um bom momento apenas pela expressão de seus rostos. Garanto que muitas pessoas que estão lendo esse artigo também podem fazer isso.
A alegria, a capacidade de superação, a fé e a valorização da vida e de tudo aquilo que somos e representamos para outras pessoas tem que ser a tônica de nossas vidas. Uma das mais poderosas lições do filme “A Felicidade Não Se Compra” reside justamente na idéia de nossa importância pessoal, ou seja, de como nossa existência pode afetar de modo positivo a vida de outras pessoas.
É claro que não somos anjos, nem mesmo de 2ª classe (quem assistir o filme entenderá essa colocação). Somos seres humanos, de carne e osso, fadados a errar (e com os erros também podemos e devemos aprender) e, do mesmo modo, destinados a acertar tantas outras vezes. O importante é que queiramos sempre fazer o melhor, dividir com as outras pessoas aquilo que podemos dar que represente nossos sentimentos mais puros e genuínos de humanidade, justamente a solidariedade, a compaixão, a fraternidade, a paz e o amor...
O Filme
Um sonho acompanha a trajetória do jovem George Bailey (James Stewart, um dos maiores ícones do cinema americano) desde seus anos de infância, viajar e conhecer o mundo para ajudar a melhorá-lo com grandes construções como pontes e edifícios. Sua vida, entretanto, marcada por inúmeros percalços não irá permitir que suas aspirações se concretizem. Desde cedo, quando ainda era menino, George consolida sua vida como a de uma pessoa que está por perto para ajudar ao próximo. Não de forma totalmente consciente do valor dessa participação fraterna e solidária. Desprovido de qualquer busca de valorização ou reconhecimento em função de suas ações, movido somente pelo bom coração que possui.
Por esse motivo, George é capaz de ajudar pessoas como seu primeiro patrão a não cometer um grave erro como farmacêutico manipulador de remédios ou ainda salvando a vida de seu irmão mais novo. Sua grandeza é realçada na defesa de pessoas pobres que com dificuldade tentam construir o grande sonho de suas humildes vidas, ter uma casa própria. Nesse sentido, apesar do desconforto dessa situação, George assume a firma de seu pai. É do pai, inclusive, que ele herda a noção de justiça e compaixão, abdicando dos lucros em favor de uma vida modesta desde que isso lhe garanta um sono dos mais tranqüilos.
Suas alegrias, apesar de alguns contratempos causados pela falta de dinheiro ou ainda pela deslealdade do homem mais rico da cidade, o senhor Potter (Lionel Barrymore), são ainda maiores a partir de seu casamento com a bela Mary (Donna Reed) e com o nascimento dos filhos. Nesse momento tudo parece caminhar para um final dos mais felizes. É quando o acaso resolve lhes pregar uma peça e faz com que o dinheiro que garantiria os saldos e o cumprimento dos contratos de sua firma simplesmente desaparece...
Acuado pelas dívidas e pela possibilidade de ser preso, George fica desesperado e pensa em tirar sua vida para resgatar um seguro de vida que poderia assegurar a sobrevivência de sua firma e o nome de sua família. O que fazer quando sua vida parece não ter valido a pena? E se eu não tivesse nem ao menos existido, tudo seria muito melhor, não seria? Será que a minha vida foi de alguma forma importante para alguém?
Partindo dessa premissa, a de que nossa existência é fundamental para o equilíbrio e para a felicidade de muitas outras vidas, que Frank Capra consolida um dos mais celebrados clássicos do cinema mundial. Imperdível!
Aos Professores
• Não há lições mais importantes a serem dadas em qualquer aula, escola ou momento que não aquelas que falem direto ao coração sobre solidariedade, fraternidade e humanidade. Temos nos esquecido disso. Os conteúdos têm exigido tanto de nós, professores, que deixamos de agitar bandeiras imprescindíveis para a formação de nossos estudantes. E não apenas como discursos vazios, desprovidos de significado, de sentido. Até mesmo pelo fato de que nossa existência perde completamente o sentido se nós mesmos não realizamos tais atitudes, se não incorporamos o sentido do auxílio, se não vivenciamos a humanidade que se espera de nós. Somos os mestres não apenas da matemática, da geografia ou do inglês, temos que aperfeiçoar também as qualidades humanas, dar mais valor e realce, sobretudo a capacidade de se doar, de ser fraterno, de ser sincero. Tudo em favor de um mundo mais justo e melhor, onde a felicidade seja mais que um sonho...
• Como fazer isso? Incorpore a sua prática profissional o hábito de estimular leituras que relatem momentos e realizações solidárias, mesmo que isso signifique “sacrificar” alguns momentos por semana ou quinzena. Aproxime esses temas de suas aulas. Quantifique se for em exatas, compare com a história, forneça como temática para projetos, utilize como tema para redações ou leitura de clássicos. Essas ações serão lembradas para sempre por seus alunos e, se devidamente trabalhadas, irão se incorporar a suas vidas, a seu cotidiano.
• Que tal trabalhar o mote principal do filme com seus alunos, ou seja, realizar uma atividade de reflexão em torno da questão central que é: como seria o mundo se você não estivesse por aqui? Para isso é necessário que os estudantes vejam o filme e depois discutam em sala as repercussões da existência pessoal sobre a instância coletiva. O que se pretende é que eles percebam que nossas atitudes e ações influenciam a vida de muitas e muitas pessoas. E que, a partir daí, revejam suas vidas para fazer com que de suas existências floresça a felicidade...
• O que acham de tentar criar um projeto solidário a partir da escola e consolidá-lo como uma prática regular na vida da cidade? Que tal estabelecer um projeto, de comum acordo com os outros professores e com a direção da escola, para que sejam feitas doações de alimentos, agasalhos, remédios ou mesmo de tempo e carinho para pessoas que realmente precisam muito disso?
Ficha Técnica
A Felicidade Não Se Compra (It`s a Wonderful Life)
País/Ano de produção: EUA, 1946
Duração/Gênero: 129 min., Drama
Direção de Frank Capra
Roteiro de Frank Capra, Albert Hackett e Frances Goodrich
Elenco: James Stewart, Donna Reed, Lionel Barrymore, Thomas Mitchell, Henry Travers, Beulah Bondi, Frank Fayden, Ward Bond, Gloria Grahame.
Links
http://www.adorocinema.com/filmes/felicidade-nao-se-compra/felicidade-nao-se-compra.asp
http://parceiros.cineclick.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=325
http://www.webcine.com.br/filmessc/felicnao.htm
João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).
Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=336
25 de abr. de 2009
Projeto Cinema no Caldeirão - 25/04
O filme escolhido hoje para o Projeto Cinema no Caldeirão é "O Nome da Rosa" do instigante diretor Jean-Jacques Annaud, de filmes fantásticos como o A Guerra do Fogo, O Urso, O Amante, Sete Anos no Tibete, Círculo de Fogo entre outros, baseado num livro de Umberto Eco.
A escolha do filme partiu do meu amigo Sergio Lima editor do blog Blog e Física entre outros, que havia indicado um texto intitulado Ainda precisamos do velho modelo de educação? que levou a uma série de reflexões no nosso grupo. Ele trata do fato que moderar, censurar e proibir comentários, uso de laboratorio e bloqueio de blogs e sites alem de proibir o uso da internet.
Ele cita: "Qualquer um que viva o dia-dia da Escola sabe que esta é a visão predominante na mesma (e nos seus profissionais!) a Internet é um mundo de maldade, perversidade, bobagens que nós, os educadores iluminados, temos que filtrar/mediar para os nossos alunos! Atire o primeiro mouse quem não teve um endereço bloqueado na escola por conta desta visão medieval..."
Ai ele lembra da cena em que os monges escondiam um livro com uma verdade libertadora. O filme “O nome da Rosa” trata da história ocorrida no ano de 1327 – Século XIV - num Mosteiro Beneditino Italiano que continha, na época, o maior acervo Cristão do mundo. Poucos monges tinham o acesso autorizado, devido às relíquias arquivadas naquela Biblioteca.
No Filme, um monge Franciscano e Renascentista, interpretado pelo ator Sean Conery, foi designado para investigar vários crimes que estavam ocorrendo no mosteiro. Os mortos eram encontrados com a língua e os dedos roxos e, no decorrer da história, verificamos que eles manuseavam (desfolhavam) os livros, cujas páginas estavam envenenadas. Então, quem profanasse a determinação de “não ler o livro”, morreria antes que informasse o conteúdo da leitura.
O Livro havia sido escrito pelo Filósofo Aristóteles e falava sobre o riso: “Talvez a tarefa de quem ama os homens seja fazer rir da verdade, porque a única verdade é aprendermos a nos libertar da paixão insana pela verdade”.
Isso tudo sugeria, além de outras coisas, principalmente pela razão, que Jesus sorriu, pois Ele (Jesus), além de amar todos os homens, desejava que todos encontrassem a verdade e, através dela (da verdade), fossem libertos.
Acho que esta frase está ligada à máxima “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”.
E na história, por trás de “quem matou e quem morreu” aparecem nítidas disputas entre o misticismo, o racionalismo, problemas econômicos, políticos e, principalmente, o desejo da Igreja em manter o poder absoluto cerceando o direito à liberdade de todos.
A Igreja não aceitava que pessoas comuns tivessem acesso ao significado de seus dogmas (fundamentos da religião) nem questionassem e fossem contra os mesmos e, por esse motivo, para definir o poder sobre o povo, houve a instauração da Inquisição que foi criada para punir os crimes praticados contra a Igreja Católica que se unia ao poder monárquico.
O período Renascentista que se desenvolveu na Europa entre 1300 e 1650, época em que se desenrola o filme (1327), vinha de encontro a Igreja, exatamente porque o Renascimento pregava a valorização do homem e da natureza, em oposição ao divino e ao sobrenatural.
Dessa forma, o Monge Francisco e Renascentista, William de Baskerville, utilizava-se da Ciência e conseqüentemente da razão para dar solução aos crimes do mosteiro e desagradava, em muito, a Santa Inquisição, na figura do Inquisidor Bernardo Gui que realmente existiu e foi considerado um dos mais severos inquisidores.
Entendi que na Biblioteca do Monastério haviam pergaminhos que falavam sobre a infalibilidade de Deus e que não era preciso se ter uma fé cega em detrimento à figura do homem.
Para não se ter uma fé cega é preciso utilizar-se da Ciência como instrumento principal para se desvendar os mistérios impostos pela religião.
Por esse motivo, creio eu, que a Ciência teve ascendência sobre a religião, pois através da razão vários mistérios eram descortinados, inclusive o poder desenfreado da Igreja que, na verdade, só contribuiu para o misticismo e o entrave do desenvolvimento intelectual de todo um período histórico, principalmente o da Idade Média, cercado pela Inquisição e seu poderio absurdo e desmedido.
Recomendo com louvor
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
Abraços
Fonte: http://recantodasle tras.uol. com.br/resenhasd efilmes/249488 (publicado em 26/09/06).
18 de abr. de 2009
Projeto Cinema no Caldeirão - 18/04
O filme escolhido hoje para o Projeto Cinema no Caldeirão é o filme "Verônica" com direção de Maurício Farias (O coronel e o Lobisomem e A Grande Família) e com os fantásticos Andréa Beltrão e Marco Ricca.
O filme narra a historia de uma professora que é surpreendida pelo destino e fica responsável por um garoto vítima da guerra entre o tráfico e policiais corruptos. O menino teve seus pais mortos e por guardar um segredo do pai, ficou jurado de morte.
Os atores deram um show de realidade, fazia tempo que não via Andréa Beltrão atuar tão bem, em determinados momentos ela nos faz chorar, questionar, emocionar e até rir.
Mas como nem tudo são flores, nossos produtores, autores e roteiristas ainda pecam na questão: Preconceito, sim, racial, social entre outros, infelizmente vemos que os personagens permanecem caricatos, Andrea Beltrão por exemplo, a mocinha do filme, loira, os traficantes negros e a diretora da escola branca. Quando isso vai mudar? Quando mostraremos ao mundo quem somos de verdade?
Quero indicar o filme que dá muitos pontos para serem trabalhados em sala de aula, por isso, assistam e me contem se gostaram. Alias como colega de profissão da personagem estive em inúmeras vezes dentro da tela.
Recomendo.
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
Verônica
O ponto de virada do roteiro de “Verônica”, filme do diretor Maurício Farias, também marca a mudança de um elemento estético do longa. Até então, a fotografia ressaltava os tons naturais dos ambientes que a personagem principal habitava. Após ele, a fotografia passa a enfatizar tonalidades granuladas e o aspecto mais cru das imagens – de forma a nos mostrar que, a partir daquele momento, a vida de Verônica (Andréa Beltrão, esposa do diretor na vida real) nunca mais será a mesma.
No filme, acompanhamos a professora Verônica, que está passando por um momento de vida bastante delicado, uma vez que a mãe encontra-se hospitalizada à espera de uma cirurgia e que ela não aguenta mais a rotina de professora após 20 anos de magistério. É justamente neste instante de vulnerabilidade que ela se vê obrigada a ajudar um de seus alunos. Leandro (Matheus de Sá) teve os pais assassinados pelo pessoal do tráfico e passa a ser perseguido por policiais corruptos e por bandidos, os quais estão interessados num valioso pen-drive que o menino carrega consigo. Verônica, portanto, é a única chance que Leandro tem de escapar de tudo isso seguro e com vida.
Conhecida pelas personagens de viés mais cômico, como a Zelda Scott, de “Armação Ilimitada”, e a Marilda, de “A Grande Família, ver Andréa Beltrão na pele da personagem título deste filme será uma agradável surpresa. A atriz não decepciona ao construir uma mulher que se descobre forte e decidida e que não faria feio se comparada com tipos parecidos e que foram interpretados por Jodie Foster em filmes como “O Quarto do Pânico”, “Plano de Voo” e “Valente”.
O cinema brasileiro provou, com “Tropa de Elite”, que pode fazer um excelente filme de ação. Com “Verônica”, a indústria nacional mergulha num outro gênero que é tipicamente norte-americano: o policial. O longa de Mauricio Farias é uma obra surpreendente, mesmo reunindo alguns dos maiores clichês deste gênero. Talvez o maior trunfo de “Verônica” seja a apresentação de uma história que poderia acontecer em qualquer outro lugar do mundo. Portanto, com a estratégia de marketing correta, esta obra é um filme que pode se dar muito bem no mercado estrangeiro.
Aos quarenta e poucos anos, Verônica vive um impasse. Após vinte dando aulas na rede municipal de ensino, exausta e sem paciência, ela não consegue mais nem se encantar com os alunos – como no início da profissão. Um dia, na escola em que trabalha, Verônica percebe que ninguém veio buscar Leandro, de oito anos. Já é tarde da noite quando a professora decide levar o menino até sua casa. Ao chegar na favela, encontram a polícia e muito tumulto. Traficantes mataram os pais de Leandro e estão atrás dele. Sem coragem de deixá-lo à própria sorte, Verônica foge com o menino. Ela quer escondê-lo e, para isto, pede ajuda: primeiro procura Paulo, ex-marido e policial, depois vai até Selma e Aline, colegas e professoras. Quanto mais tenta, menos sabe em quem confiar. De um lado estão os traficantes, do outro a banda podre da polícia. Se quiser sobreviver, a professora não pode seguir regras ou procurar a lei. Mas qualquer decisão que tome não garante que seus problemas acabem. Enquanto isto, Leandro não sabe porque está correndo de um lado para o outro e quer ver os pais. Verônica sente que, quanto mais foge, mais penetra num mundo próximo da sua realidade - mas imensamente distante do que deseja! No entanto, ao tentar superar sua resistência diante de uma criança que não é sua e conquistar a confiança de Leandro para manter os dois a salvo, Verônica encontra uma nova maneira de viver
1 - O filme mostra a realidade da violência urbana em que estamos mergulhados até o pescoço. No filme Verônica, além de trazer em pauta, temas polêmicos como: as relações sociais, a falta de valorização profissional, corrupção, traz também, a questão da saúde pública no Brasil. Como você avalia esse setor dentro da sua cidade?
2 - Nas imagens vista no filme “Verônica” e nos seus conhecimentos, comente se em sua cidade existem conjuntos de moradias de populações de baixa renda. Trace as diferenças e semelhanças entre elas e a retratada no filme. Trabalhe a questão da distribuição de renda, PIB e indicadores de qualidade de vida.
3 - Uma mesma história pode ser contada sob várias perspectivas diferentes. No caso do filme Verônica, proponha que eles reescrevam a história, sem alterá-la substancialmente, usando como narrador o ex-marido da protagonista — e, portanto, selecionando os fatos de acordo com o que seria possível para ele saber.
Genero: Ação, Drama
Ano: 2008
Pais: Brasil
Cor: corlorido
Distribuidor: Europa Filmes
Duração: 90 min.
Idioma: Português
Direção: Maurício Farias
Data Lançamento: 06/02/2009
Site: www.veronicaoFilme.com.br
Tipo: Longa Metragem
Elenco: Andréa Beltrão, Marco Ricca, Matheus de Sá, Giulio Lopes, Andréa Dantas, Patrícia Selonk, Flávio Migliaccio, Camila Amado, Aílton Graça, Jorge Lucas, Thogun, Jonathan Azevedo, Wallace Coutinho, Aline Borges
http://convenio.cursoanglo.com.br/htmlestatico.aspx?nomeHtml=cineanglo_entrevista_andrea
( entrevista com atriz Andréa Beltrão)
http://www.cinepop.com.br/filmes/veronica.htm
http://veronicaofilme.uol.com.br/ (link Oficial do Filme)
11 de abr. de 2009
Projeto Cinema no Caldeirão - 11/04
O filme de hoje no Projeto Cinema no Caldeirão é o “Blade Runner” do fantástico diretor Ridley Scott. Independente de o filme ser cult ou não ele toca numa questão que foi tema de um debate na lista de Blogs Educativos. O debate começou com a minha amiga Jenny Horta do blog PC e a Criança, sugerindo um texto para leitura intitulado A web 3.0 será a rede dos robôs? . Mais a frente a minha amiga Elisângela Zampieri do blog Sobre Educação fez um comentário na lista, que alem de altamente pertinente ela citava um texto indicado pelo nosso amigo José Roig do blog Letra Viva entre outros blogs.
O texto falava de um robô que foi programado para simular emoções humana, e que depois de passar 24 horas junto com uma pesquisadora o robô pirou. O robô ficou na frente da porta impedindo a pesquisadora de sair e ficou emitindo sons animalescos e só depois de desligado e que ela conseguiu sair.
Agora fico eu cá pensando com os meus botões onde isso vai dar? A Elisângela Zampieri cita no seu comentário:"de que pelo andar da carruagem em algum tempo conviverão civilizadamente, homens robotizados e robôs humanizados. Sinceramente, me pergunto: Pra que isso? Será que a solidão do ser humano chegou ao ponto de se submeter ao amor de um robô?”. Depois olhando o blog da Elisângela Zampieri encontrei um outro texto intitulado Inteligencia Artificial que vem acrescentar mais molho ao debate.
Baseado na novela "Do Androids Dream of Electric Sheep?" de Philip Kindred Dick, escrita em 1968 e dirigido por Ridley Scott em 1982. No ano de 2019 o mundo é um lugar caótico controlado por grandes corporações. Deckard (Harrison Ford) é um ex- blade runner (caçador de andróides, uma unidade especial da polícia) que é forçado a voltar à ativa após um grupo de replicantes (androides) se rebelar e fugir das colônias espaciais para Terra.
O filme toca em aspectos filosóficos sobre a natureza humana e tem uma vasta visão tecnológica de um futuro próximo, das condições políticas e sociais da Terra nesse tempo. Toca constantemente em temas como Inteligência Artificial (A.I) e Engenharia Genética. Tem cenários detalhados e efeitos visuais excelentes, além de personagens bem desenvolvidos, com diálogos ricos que mantém a trama mais viva e real. Para quem gosta de cinema e sci-fi é um filme indispensável.
A fotografia cheia de sombras e a grande maioria de cenas durante a noite indicam um futuro obscuro para a humanidade. Ainda nas perspectivas, é possível perceber no filme a grande influência dos povos orientais na sociedade de América do Norte, com muitos luminosos e o mandarim fluente em Los Angeles – isso que se começou a tratar agora em nossa realidade da ascendência de países como a China e o Japão no resto do mundo.
Na caracterização do filme, aspectos como o envolvimento da mocinha, que no caso é uma Replicante, com o protagonista e o clima noir remetem imediatamente à histórias de detetive. Diferente das outras películas do gênero, Blade Runner apresenta uma sociedade sem muitas extravagâncias, a não ser por cenas nas ruas em que, talvez como reflexo do ápice da globalização, é possível perceber Judeus, Krishnas e Islâmicos se esbarrando amigavelmente na multidão.
No que diz respeito aos Replicantes, estes pouco se assemelham a andróides, pois são cópias geneticamente melhoradas, de carne e sangue, de humanos. Eles estariam mais para os clones, tão pouco falados na época e tão famosos hoje em dia. É interessante perceber que esse debate ético com esse tipo de cobaias é permanente, inclusive no cinema, como visto recentemente no filme A Ilha (The Island, 2005) – filme que pode ser considerado um “Replicante” do universo de Blade Runner, no que diz respeito à roteiro.
Robôs e cinema são uma combinação fantástica. Filmes como O Dia em que a Terra Parou, Eu, Robô, Minority Report, AI – Inteligencia Artificial, O Homem Bicentenário, entre outros mostram um futuro onde homens e maquinas conviverão, nem sempre harmoniosamente. Se vamos estar vivos para vivenciar isso eu não sei mas que eu queria um Rose igualzinha a dos Jetsons eu queria muito.
Blade Runner é o filme de ficção perfeito. Não deixe de assistir e de ler as indicações pois esse debate é bem legal. Pois com o desenvolvimento atual da tecnologia, que cada vez nos aproxima mais desse momento, e, se alguma vez lá chegarmos teremos de encarar o fato de que não apenas nós somos capazes de pensar. E será a inteligência e a capacidade de raciocínio apenas aquilo que nos distingue da máquina, ou haverá algo mais que uma máquina nunca conseguirá ter, a “alma”.
Afinal você é um replicante ou não?
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
Blade Runner - O Caçador de Andróides
Num futuro próximo e sombrio...
Phillip K. Dick é, com certeza, um dos maiores nomes da ficção científica contemporânea.
Pouco conhecido de muitos, seus trabalhos se tornaram, no entanto, obras produzidas e dirigidas por diretores do calibre de Steven Spielberg, Paul Verhoeven e Ridley Scott. Os filmes derivados de seus contos e histórias geraram bilheterias fabulosas e, com certeza, deram origem a discussões acerca de assuntos complexos (e polêmicos) e da visão nebulosa do futuro, freqüentes na obra do escritor.
O texto "Do Androids Dream of Eletric Sheep?", por exemplo, deu origem a um dos filmes mais cultuados dos últimos 25 anos, "Blade Runner" do diretor Ridley Scott (o mesmo de "Os Duelistas", "1492 - A Conquista do Paraíso" e "Gladiador", entre outros grandes sucessos do cinema).
Motivos para que o filme viesse a ser cultuado podem ser vistos desde o princípio da exibição:- visual futurista de grande impacto (onde se destacam grandes construções moderníssimas, caracterizadas pela utilização exagerada de vidro e ligas metálicas), a névoa que aparece ao longo de todo o decorrer da história e o tom escuro que nos dão a sensação de estarmos presenciando um filme noir (aqueles filmes policiais dos anos 1940-1950, com detetives usando sobretudo e tendo um grande mistério para resolver, tudo dentro dessa atmosfera cinza, escura, sombria), a presença de grandes estrelas do cinema (Harrison Ford, Sean Young, Daryl Hannah e Rutger Hauer), a fantástica trilha sonora de Vangelis,...
A despeito de todas essas variáveis que tornam o filme um grande sucesso, o maior mérito reside na história de Phillip K. Dick. Ao nos defrontarmos com o dilema dos replicantes (andróides feitos a imagem e semelhança dos homens), verdadeiros escravos desse futuro previsto em "Blade Runner", é difícil não pensarmos nas transformações que vivenciamos nos últimos anos, promovidas a partir de pesquisas e projetos desenvolvidos nas áreas de robótica, bioengenharia, biotecnologia, eletrônica e sistemas operacionais.
Que futuro nos aguarda? A prosperidade e a felicidade prometidas ao homem pela ciência e pela tecnologia desde o século XIX? O sucateamento e a destruição dos recursos naturais que nos levarão ao fim da humanidade? O confronto entre os homens e os sistemas e vidas artificiais por eles criados?
O Filme
Rick Deckard (Harrison Ford) é um Blade Runner, nome dado a uma unidade especial da polícia, no ano de 2019, especializada na captura ou na destruição dos replicantes (andróides tão aperfeiçoados que não apenas se parecem com os seres humanos, também tem sentimentos, sangram e, em alguns casos, tem memórias implantadas para que possam ter uma história de vida).
Inativo e, pouco disposto a sair dessa condição, Deckard é obrigado a voltar ao trabalho em virtude da fuga de modelos Nexus (os mais avançados entre os replicantes) de uma colônia de trabalho em outro planeta. Esses replicantes se destacam por sua grande força, sua notável habilidade e mobilidade e por suas personalidades marcantes. Além de tudo isso, são ainda muito inteligentes.
Como todo o detetive que se preza, Deckard inicia suas investigações pela corporação Tyrell, onde foram fabricados os replicantes. Descobre que há uma replicante trabalhando diretamente para o dono da empresa. Trata-se de Rachel (Sean Young), em cuja memória foram implantadas as lembranças de uma falecida sobrinha de Tyrell.
O problema do detetive, no entanto, são os outros replicantes, que soltos na grande metrópole constituem um perigo eminente de violência e mortes. O que torna ainda pior a história é que eles estão atrás de uma solução para o seu mais grave dilema, ou seja, o curto tempo de vida de que dispõe (estão programados para viver somente quatro anos). Para resolver essa situação, não colocam empecilhos para sua ação...
Obs.: O filme "Blade Runner" tem duas versões, a original lançada em 1982 pela Warner Brothers e renegada pelo diretor Ridley Scott (que não gostava da narração em "off" do personagem de Harrison Ford que foi colocada no trecho final do filme e que fez severas críticas aos cortes e a edição da película) e uma outra, lançada em 1993, batizada de versão do diretor (feita dentro dos conformes propostos por Scott). Procure e assista a versão lançada originalmente nos cinemas em 1982, ela é mais densa, profunda e reflexiva.
Aos Professores
1- Dilemas existenciais atormentam o homem desde seu surgimento no planeta. Essas dúvidas aumentaram muito com o advento do período contemporâneo, de bases industriais, num mundo sem fronteiras e tomado pela tecnologia. Não são poucas as pessoas que constantemente se perguntam o que acontecerá com a humanidade dentro em breve. Há visões otimistas, algumas que pretendem ser realistas e outras um tanto quanto pessimistas. De que forma entendemos o mundo em que vivemos? Que perspectivas temos daquilo que irá acontecer no futuro? O que gostaríamos de legar para as gerações futuras? De que forma contribuímos com as mudanças que estão acontecendo no mundo e determinam o nosso futuro? Pergunte-se sobre o amanhã e faça com que seus alunos também o façam; Inicie um debate acerca das possibilidades que nos esperam.
2- As dúvidas lançadas no final do filme pelo personagem de Rutger Hauer nos fazem pensar a respeito do destino que a humanidade reserva para algumas de suas criações, como os clones e a inteligência artificial. Clones podem ser considerados da mesma forma que seres humanos? Serão tratados de que forma pela sociedade? Terão assistência da lei em caso de preconceito? Qual a motivação real para a pesquisa e a busca incessante da inteligência artificial? A inteligência artificial substituirá o homem em suas atividades? O que caberá ao homem depois do surgimento dessas criações? Muitas outras dúvidas podem surgir e devem alimentar esse debate crescente, que tende a ser cada vez maior e mais presente em nosso cotidiano...
3- Por que a escola estimula em demasia o estudo da lógica, da linguagem e das ciências humanas e naturais e praticamente despreza qualquer trabalho em termos daquilo que nos faz genuinamente humanos, nossos sentimentos? Quantas vezes paramos para nos perguntar quem são nossos alunos, de onde vem, como vivem, com quem se relacionam e tantas outras dúvidas essenciais para a compreensão de nossa clientela? Pouco ou nada sabemos sobre eles, o que aumenta a possibilidade de termos dificuldades em nosso relacionamento em aula. Não seria isso a comprovação de que carecemos de um trabalho a se realizar na área dos sentimentos? Até que ponto sabemos realmente lidar com isso? Será que, ao menos, nos conhecemos e damos a devida atenção a nossos próprios anseios?
Ficha Técnica
Blade Runner - O Caçador de Andróides
(Blade Runner)
País/Ano de produção:- EUA, 1982
Duração/Gênero:- 117 min., Ficção
Disponível em VHS e DVD
Direção de Ridley Scott
Roteiro de Hampton Francher e David Webb Peoples
Elenco:- Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young,
Daryl Hannah, Edward James Olmos, Joanna Cassidy, M. Emmet Walsh .
Links
- http://www.adorocinema.com/filmes/blade-runner/blade-runner.htm
- http://us.imdb.com/Title?0083658 (em inglês)
- http://www.rottentomatoes.com/m/BladeRunner-1002553 (em inglês)
Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=25
4 de abr. de 2009
Cine Majestic
Jim Carrey é realmente um sujeito surpreendente. Começou sua carreira como um comediante que tinha tudo para ser uma reedição atualizada do grande Jerry Lewis (para conferir isso basta ver "O Máscara", "Ace Ventura" e "Debi e Lóide). Seu destino cinematográfico pareciam ser as comédias escrachadas, um tanto quanto apelativas em seu senso de humor. Dizia-se dele que era um grande "careteiro", que suas "gags" e malabarismos eram sua grande arte, sua garantia de sucesso e de boas bilheterias.
Por melhores que sejam os roteiros e as histórias contadas nos filmes, esse tipo de interpretação se esgota, cansa os espectadores e, acaba fazendo com que um artista de grande sucesso de repente se torne um retumbante fracasso. Talvez ciente dessa possibilidade, Jim Carrey resolveu enveredar por caminhos um tanto quanto diferentes e, verdadeiramente autênticos. A primeira grande prova desse novo desafio de Carrey foi o bem-sucedido "O Show de Truman".
Em "Truman", o astro de cachês vultosos conseguiu fazer com que sua verve cômica fosse agregada a um surpreendente talento para o drama. Essa tendência continua e, o reconhecimento ao trabalho de Carrey tem crescido em todos os lugares, seja de público ou de crítica.
"Cine Majestic" é uma nova oportunidade de verificar o aperfeiçoamento de Jim Carrey. Trata-se de uma história ambientada nos Estados Unidos dos anos 1950, no auge do Mcartismo. Fenômeno dos mais aterrorizantes esse tal de Macarthismo, principalmente para as pessoas que prezam e lutam pelas liberdades individuais, pela democracia. No início da Guerra Fria, movidos por uma grande histeria, parlamentares americanos liderados pelo senador Joseph Mcarthy iniciaram uma grande "caça as bruxas". As bruxas a que me refiro não foram queimadas na fogueira mas, na prática, a perseguição a que foram submetidos deixou-os chamuscados para sempre.
As vítimas de toda a arbitrariedade contida nessas perseguições foram os pretensos comunistas que estariam em ação nos Estados Unidos. Muitos deles nem ao menos sabiam os ditames da ideologia marxista, como imaginar então que participavam de grupos simpatizantes dessa linha política. Esse era o caso do personagem Peter Appleton (Carrey), roteirista de filmes de segunda linha, em início de carreira e ávido por chances ainda melhores no disputado mercado hollywoodiano.
A capital do cinema foi, a propósito, um dos grandes alvos dos agentes do Macarthismo. Diretores, roteiristas, produtores e artistas foram alvos de investigações e, em muitos casos, foram a tribunais públicos para se defender das acusações de que eram comunistas. Muitos tiveram que se retratar publicamente por erros que nem ao menos haviam cometido. A intolerância desse período beira as raias da insanidade. Nada poderia justificar tal histeria e permitir que, utilizando-se de expedientes e agências governamentais, se agisse de tal maneira.
Voltando ao filme. Perseguido, Appleton acaba por sofrer um acidente que o leva a perder a memória. Acaba indo parar numa pequena cidade interiorana e é confundido com um jovem (chamado Luke Trimble) daquela localidade que havia partido para a guerra e nunca regressara. As semelhanças entre ambos são muito grandes e, a partir desse momento, as pessoas da cidade tentam reintegra-lo ao cotidiano local.
O pai do jovem (vivido pelo experiente e competente Martin Landau) decide reabrir o cinema que pertence a família desde os anos 1920. Esperava o retorno de Luke para que pudesse fazer isso. Com o apoio da comunidade e da prefeitura, que lhes dão suporte material e humano para as reformas necessárias, ressurge o Cine Majestic. Tudo parecia ir muito bem, inclusive o romance reatado entre Luke/Appleton e sua antiga namorada/noiva, até o FBI rastrear os passos do desaparecido roteirista, acusado de simpatizante dos "vermelhos"...
Os grandes méritos do filme para o trabalho nas escolas residem na solidariedade da comunidade ao unir forças para a reconstrução de um símbolo da cidade (o Cine Majestic) e o calor com que receberam Luke/Appleton, a reconstituição de um fenômeno histórico de grande repercussão na história americana (o macarthismo) e, principalmente, na firmeza e decisão do personagem de Carrey ao enfrentar os tribunais que o perseguiam injustamente.
Ao lembrar-se dos artigos da constituição americana que exaltavam o direito as liberdades individuais, como a liberdade de culto religioso, o direito de expressar suas opiniões e a oportunidade de veicular as informações através da imprensa, Appleton (Carrey) traz a tona um pouco do sonho de todos nós (e não apenas dos norte-americanos), de que as leis sejam muito mais que apenas pedaços de papel sem valor. Confira!
Obs.: Sobre o macarthismo vale conferir o filme de Woody Allen chamado "Testa de ferro por acaso" e a participação de Robert De Niro em "Acusado por suspeita".
Ficha Técnica
Cine Majestic
(The Majestic)
País/Ano de produção:- EUA, 2001
Duração/Gênero:- 153 min., drama
Disponível em vídeo e DVD
Direção de Frank Darabont
Roteiro de Michael Sloane
Elenco:- Jim Carrey, Martin Landau, Laurie Holden, Allen Garfield, Amanda Detmer.
Links
- http://majesticmovie.warnerbros.com (site oficial - em inglês)
- http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=3690
Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=33
28 de mar. de 2009
Projeto Cinema no Caldeirão - 28/03
O filme escolhido hoje para o projeto Cinema no Caldeirão é o "Quem Quer Ser um Milionário?" do talentoso diretor inglês Danny Boyle (Trainspotting - Sem Limites - A Praia - Extermínio) que levou oito Oscars.
Um de seus méritos em Quem Quer Ser Um Milionário? foi adaptar um conto de fadas urbano, aliando a pirotecnia eletrizante dos trabalhos anteriores com a estética bollywoodiana. Em menores palavras: ele consegue contar uma história simples de maneira surpreendente.
Recomendamos
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
Quem quer ser um Milionário?
Ninguém apostaria que Jamal Malik chegasse a algum lugar, pelo menos algum lugar fora daquela favela miserável em que nasceu e cresceu aos trancos e barrancos como crescem as ervas daninhas. Quem sabe, teria o destino dos seus iguais, com sorte, seria capanga de algum brutamontes explorador de crianças ou terminaria os dias cego, pedindo esmolas com um cantochão monótono e triste. Se fosse mulher, certamente seria prostituta, talvez desde os sete ou oito anos, submetida a um odioso cafetão.
Assim é na Bombaim que Jamil nasceu, hoje chamada Mumbai, mas parece que foi a única mudança que houve, mudou o nome e só: a miséria é a mesma, a fome não mudou nada, a violência crescente, doída, desumana, também não mudaram.
Mas, Jamal era diferente tinha a marca dos vencedores que eu chamo a marca de Caim tinha auto-confiança, persistência e determinação, mas,sobretudo, coragem, suportou a fome, a insegurança, a tortura, a miséria extrema (perto das favelas da Índia, as do Rio são Vieira Souto), a morte da mãe, a separação da garota que amava. E sobretudo, aprendeu com o sofrimento. E chegou lá.
Este é o tema do magistral filme "Quem quer ser um milionário?" (Slumdog Millionaire), ganhador de 8 Oscars, desde a semana passada, no circuito. Todos deveriam vê-lo esta ordem deveria estar na Constituição, nos decretos, na lei! É imperdível!
A direção impecável de Danny Boyle, a interpretação dos atores, a música,as canções, os cenários, tudo faz deste, um dos maiores filmes de todos os tempos. Dev Patel, que faz Malik, um jovem estreante, dá um banho de representação.
Irrfan Khan,um excelente ator,faz o chefe de policia de uma forma impecável. Ele é pago pelo dono do programa de perguntas e respostas, uma espécie de Sílvio Santos de lá, para extrair do rapaz o motivo de estar acertando todas as perguntas; um slumdog (cachorro de favela, Chica, era como se tratavam as crianças na Índia) um favelado miserável e ignorante, como poderia ter tal conhecimento?
Assistam o filme para saber. Como digo sempre, inteligência não é cultura e o doce Jamal provou que eu estou certo. Sem estudos e talvez escrevendo com erros gramaticais e ortográficos dá um banho nos intelectualoides que abundam em todos os lugares.
Quando o filme acabar, se vocês não estiverem cegos pelas lágrimas, que naturalmente derramaram, não saiam da sala. Ainda teremos muita novidade, algo lindo, que lembra o “West Side Story.
Vencedor nas categorias melhor filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, montagem, trilha original, som, edição de som e duas canções, "Quem quer ser um milionário?" investe num melodrama recheado de música que segue a fórmula mais consagrada em Bollywood - como é chamado informalmente o rico e bem-sucedido pólo de produção cinematográfico indiano, que rivaliza em tamanho e riqueza com Hollywood.
Trata-se de um filme muito diferente dos anteriores do diretor Boyle, conhecido pelo frenesi pop de "Cova rasa" (1995), "Trainspotting" (1996), "A praia" (2000) e "Extermínio" (2002). Entre outras coisas, porque o cineasta de 52 anos, inglês de Manchester, nunca havia pisado na Índia e topou o desafio de fazer um filme naquele país. Metade dos diálogos são em hindi, idioma que ele não entende. Para superar os desafios, Boyle contou com a parceria de uma co-diretora hindu, a documentarista Loveleen Tandan.
A estória é mais ou menos assim: por um motivo muito forte, o jovem indiano muçulmano Jamal se inscreve num programa de perguntas na TV para ganhar 10 milhões de rúpias. Ao longo do programa, o espectador descobre mais sobre a vida de Jamal, sua infância pobre nas favelas de Mumbai (antiga Bombai) junto a seu irmão Salim e a amiga Latika. E o que se vê é mais do que simplesmente uma retrospectiva da vida de Jamal: é a história de uma comunidade inteira, é a regeneração dela através da própria regeneração de Jamal! É o amadurecimento da alma desse rapaz tão profundo, um sobrevivente que realmente sabe as respostas. Aliás, guarde essa frase: ele sabe as respostas.
Um policial mal encarado dá uma longa baforada na cara de Jamal Malik. O rapaz havia participado na noite anterior do game show televiso “Quem Quer Ser Um Milionário?” (equivalente ao Show do Milhão apresentado por Silvio Santos), e saiu da TV direto para uma delegacia acusado de ter trapaceado nas respostas. Jamal havia chegado até a penúltima pergunta, cujo prêmio somava 10 milhões de rúpias (cerca de R$ 1,9 milhões), e ainda tem – se conseguir provar que é inocente – a pergunta final no valor de 20 milhões de rúpias.
O que intriga a polícia e o apresentador de “Quem Quer Ser Um Milionário?” é o fato de que professores, médicos, advogados e outros concorrentes nunca passaram das 16 mil rúpias, e Malik, um jovem que nasceu e viveu boa parte de sua vida em uma favela (e que atualmente ganha a vida servindo chá em um companhia de callcenter) não só os ultrapassou com larga vantagem como também está perto de alcançar o prêmio máximo do programa. São quatro alternativas em questão: A) Ele trapaceou; B) Ele tem sorte; C) Ele é um gênio; D) Está escrito. Inicialmente desacreditado, ele encontra em fatos de sua vida as respostas das perguntas feitas.
1 - Num momento em que o mundo está voltado muito mais para o social e as injustiças que ocorrem nele, nada melhor que utilizar um filme para mostrar a realidade pobre e injusta de um pais como a Índia e o Brasil. Leve seu alunos a refletirem sobre distribuição de renda e justiça social.
2 - Interessante observar que o dinheiro volta a ser tema forte de um filme de Boyle. Em “Cova Rasa”, o dinheiro corrompe a amizade. Em “Trainspotting”, acontece quase o mesmo, se der para dizer que drogados têm amigos de verdade. Em “Caiu do Céu”, no entanto, Boyle situa a trama naquela fase da vida em que a pessoa não sabe realmente o valor das coisas, cuja inocência é a marca da personalidade, defendendo que para uma criança, ainda não influenciada pelos males do mundo, dinheiro é apenas papel. Em “Slumdog Millionare”, dinheiro - mesmo uma fortuna - fica em segundo plano: o que importa de verdade é o amor. Trabalhe com seus alunos qual o real valor do dinheiro e seu "valor" agregado.
3 - O poder da inteligência e posto a prova no filme. Inteligência não é cultura e o doce Jamal provou isso no filme. Sem estudos e talvez escrevendo com erros gramaticais e ortográficos dá um banho nos intelectuais que abundam em todos os lugares.Converse com seus alunos sobre casos de pequenos gênios que nem sabiam ler e escrever e tinham uma cultura a toda prova.
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra): 2008
Site Oficial: www.quemquerserummilionario.com.br
Estúdio: Celador Films / Film4
Distribuição: Fox Searchlight Pictures / Europa Filmes
Direção: Danny Boyle
Roteiro: Simon Beaufoy, baseado em livro de Vikas Swarup
Produção: Christian Colson
Música: A.R. Rahman
Fotografia: Anthony Dod Mantle
Desenho de Produção: Mark Digby
Figurino: Suttirat Anne Larlarb
Edição: Chris Dickens
Elenco:Dev Patel (Jamal K. Malik)
Ayush Mahesh Khedekar (Jamal K. Malik - criança)
Tanay Chheda (Jamal K. Malik - jovem)
Freida Pinto (Latika)
Rubiana Ali (Latika - criança)
Tanvi Ganesh Lonkar (Latika - jovem)
Madhur Mittal (Salim)
Azharuddin Mohammed Ismail (Salim - criança)
Ashutosh Lobo Gajiwala (Salim - jovem)
Chirag Parmar (Arvind - criança)
Janet de Vigne (Ada)
William Relton (Peter)
David Gilliam (Clark)
Mia Drake (Adele)
Arfi Lamba (Bardi)
Taira Colah (Nasreen)
Anil Kapoor (Prem Kumar)
Feroz Abbas Khan (Amitabh Bachchan)
Saurabh Shukla (Sargento Srinivas)
Sunil Kumar Agrawal (Sr. Chi)
Mahesh Manjrekar (Javed)
Sanchita Choudhary (Mãe de Jamal)
Himanshu Tyagi (Sr. Nanda)
Sharib Hashmi (Prakash)
Site Oficial http://quemquerserummilionario.uol.com.br/
http://www.omelete.com.br/cine/100017704.aspx
http://www.amalgama.blog.br/02/2009/quem-quer-ser-um-milionario/
http://www.adorocinema.com/filmes/quem-quer-ser-um-milionario/quem-quer-ser-um-milionario.asp
http://www.cenasdecinema.com/2009/02/quem-quer-ser-um-milionario.html
Fonte: imagens http://recantodasletras.uol.com.br/resenhasdefilmes/1462031