9 de jul de 2009

Novos tempos, novos profissionais


Alexandre Mendes

Um assunto que gosto muito de conversar é sobre o impacto das novas tecnologias em nossas vidas, sobre o que estamos vivenciando no dia-a-dia e não nos damos conta, sobre a transposição de uma linha imaginária entre passado e futuro, bastando para isto ver como mudaram as comunicações e a sociedade, por exemplo. O mundo está mudando, ele diminuiu, e muitos conceitos mudaram, como o trabalho, o tempo e o espaço.

Neste ritmo rápido de mudanças, quantos nomes surgem em nossa mente: século XXI, Internet, relações comerciais diferenciadas, globalização, diferenciação, a "nova empresa" ou empresa “inteligente”, automatização, voz do Cliente.

Hoje vemos profissionais trabalhando sem o esquema tradicional de alocação e sim com tarefas a serem cumpridas, sem a obrigatoriedade de horários rígidos e dias previamente acordados. Este profissional trabalha em seu microcomputador, via Internet, em conjunto com outro colega de sua equipe, sem problemas de horário (fuso horário) e de local (um em cada país, por exemplo), desenvolvendo mais um projeto para a empresa.

O profissional agora precisa ter outra mente, postura e atitude, procurando o tal diferencial. Por outro lado a empresa quer um funcionário versátil, que compartilha o seu conhecimento pensando no todo. Agora eles passam a ser "sócios", ficando claro para ambos que existe uma forte dependência , que deverá ser tratada da melhor maneira. Hoje as empresas sabem que precisam gerenciar o seu ativo mais precioso e mais cobiçado - o conhecimento.

Há muito se investe em pesquisa do perfil do cliente, de forma a conquistá-lo seja através de ofertas, prêmios, descontos ou novos produtos. A empresa, ao ter em suas mãos informações do cliente, passa a tratá-lo como um valioso bem. Ela quer retê-lo o maior tempo possível e sabe que isto não é das tarefas mais fáceis. O importante agora não são só os dados pessoais, mas também seus gostos, preferências e estilo. É preciso conhecê-lo, surpreendê-lo, conquistá-lo.

Mas afinal, o que é conhecimento? Pelo o que vimos até agora, fica claro que ele toma importante papel na Organização e o momento atual é de criar, descobrir, pesquisar. Mas como lapidar tal "diamante"? Como transformar informação em conhecimento? Como disponibilizar este conhecimento de forma que um outro indivíduo possa facilmente acessá-lo? Podemos separar informação e indivíduo?

Até!

Fonte: http://imasters.uol.com.br/artigo/3684/tendencias/novos_tempos_novos_profissionais/

Um comentário:

Prof. Luís disse...

Olá Robson.
Realmente o nosso mundo está mudando. De certa forma ele sempre esteve em mudança, se considerarmos a ideia de que o movimento de vida não é estático. Porém compreendo a sua colocação, aponta para um novo profissional, um novo pensamento, é o que estamos determinando de trabalho no mundo globalizado, gosto de dizer, interligado. Onde os princípios de lucratividade começam a investigar os relacionamentos, as redes, e não mais se baseiam na escassez. Nesse movimento pós-moderno que se apresenta precisamos ficar atentos para não cair nas inumeras armadilhas que se apresentam.
Gosto quando você coloca a ideia da organização. Dentro das empresas estamos discutindo temáticas como organização da informação, gerenciamento dos conhecimentos. Converter informação em conhecimento nos remete a uma discussão complexa, hermenêutica, filosófica. Pois não seria a informação um conhecimento?

Forte abraço Robson, ótima postagem.