31 de out. de 2008

Ressignificar a docência diante das tecnologias de informação e comunicação


Olá Amigos

Esta pesquisa, feita pelo Mestre Acácio Silveira França da PUC Campinas-SP, tem por finalidade fazer uma análise crítica sobre a atividade docente diante do uso das tecnologias de informação e comunicação e do contexto educacional atual. Para subsidiar o estudo foram realizadas entrevistas com o propósito de conhecermos a visão de pesquisadores que possuem publicações ou pesquisas relacionadas ao tema. Trata-se de um estudo que está inserido na linha de pesquisa “Universidade; Docência e Formação de Professores” do programa de Pós-Graduação em Educação da PUC-Campinas.

A metodologia utilizada foi de uma abordagem qualitativa; e reuniu um estudo bibliográfico sobre o tema e a realização de entrevistas semi-estruturadas. Pretendeu-se; com as entrevistas; obter base para discutir as atividades docentes frente às tecnologias de informação e comunicação; tendo como objetivo identificar a necessidade de que os cursos de formação de professores devem propiciar um espaço de trabalho; de reflexão e de orientação aos futuros docentes com vistas à inserção das tecnologias de informação e comunicação na Educação; dentro de uma perspectiva de revalorizar e ressignificar a atividade docente; considerando o papel do professor como presença imprescindível no processo de ensino e de aprendizagem

Esse material encontra-se em domínio público no site do Dominio Público e na Biblioteca da PUC de Campinas para uso de todos.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Fonte: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=106810

30 de out. de 2008

Você domina a tecnologia ou a tecnologia domina você?

Olá Amigos

Hoje encontrei esse vídeo que ilustra o que está postado no artigo O dilema da primeira infância no século XXI do Professor João Luís de Almeida Machado onde ele questiona se devemos presentear nossas crianças com Brinquedos ou Computadores.

O vídeo levanta uma questão importante: "Quando você chega em casa, o que geralmente faz primeiro? Liga a televisão? Liga o computador? Uma resposta simples e rápida à estas perguntas pode te mostrar sua mínima relação com a tecnologia no seu dia a dia. Acredito que a maioria das respostas seria a televisão e, hoje em dia, o crescente aumento da relação humana com o computador. Alguém pegaria um livro?"

O vídeo estava ilustrando a postagem A Invenção Da Criatura Ou Do Criador? do blog Soprando.net do Professor Wolney Honório Filho da Universidade Federal de Goiás Campus de Catalão-GO. A postagem merece ser lida e discutida pois levanta questões muitos proprias a dependência tecnológica.

Assistam o vídeo, reflitam e depois critique e comente aqui.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna



Fonte: http://www.soprando.net/c/a-invencao-da-criatura-ou-do-criador e http://www.planeta.sitedaescola.com/modules/planet/view.article.php?7817

29 de out. de 2008

O domínio das práticas pedagógicas na sala de aula


Dominando as práticas pedagógicas.

No campo da educação é comum se deparar com colegas de profissão que se queixam da dificuldade que apresentam em dominar as modernas práticas pedagógicas.

Para que o profissional encontre caminhos que facilite transferir o discurso pedagógico da teoria para a prática são necessárias diversas atitudes a serem observadas, bem como inseri-las na prática educacional.

Considerando a real importância em aplicar com clareza o conhecimento que possui, bem como propiciar o sucesso profissional e o desempenho significativo dos alunos, orienta-se estar atento a determinadas questões como:

• Plano de Trabalho: Observação e compreensão
É fundamental que o professor esteja atento, conhecer bem a turma para elaborar um plano de trabalho que deve ser voltado para o que fazer e como fazer;

• Avaliação:
A avaliação é uma das principais formas de verificar o caminho que o aluno está seguindo, podendo descobrir suas reais dificuldades e necessidades, podendo interferir quando preciso e precocemente.

Contextualização:
Além de relacionar certo assunto com o cotidiano dos alunos, fazer uma relação de conceitos e conteúdos com as disciplinas.

• Interesse do aluno x Conhecimento Próprio;
Instigar o aluno a adquirir o conhecimento prévio é uma atitude que compete ao professor.

Trabalho Interdisciplinar:
A união das matérias propicia o conhecimento amplo do aluno, visto que um assunto passa a ser discutido e relacionado com diferentes disciplinas.

• Seqüência didática:
Trata-se de uma série de aulas ministradas que não apresenta um produto final obrigatório e que leva os alunos ao desafio e aprendizado.

• Temas Transversais:
Não são disciplinas, mas sim temas que são abordados constantemente nas disciplinas.

• Tempo Didático:
Deixar claro os objetivos, estabelecendo o que quer ensinar; a forma como cada aluno aprende; a maneira que irá acompanhar o trabalho desenvolvido pelos alunos.

• Inclusão:
Preparar-se para receber o aluno com deficiência, bem como buscar os conhecimentos que esse apresenta e a possibilidade que ele tem de evoluir em relação aos demais conteúdos propostos.

Ressalta-se que o professor que realmente tem amor pela profissão e consciência do importante papel representado na sociedade, percebe a necessidade de ser capacitado e busca se aperfeiçoar com a finalidade de poder oferecer uma educação de qualidade para seus alunos.

Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Fonte: http://www.educador.brasilescola.com/orientacoes/o-dominio-das-praticas-pedagogicas-na-sala-aula.htm

28 de out. de 2008

A Escola Vista pelo Cinema


Prof. Dr. Amaury Cesar Moraes

FEUSP

1. Por que cinema?

À primeira vista, parece não aconselhável que tratemos de um tema da educação - A Escola - a partir de um referencial não estritamente técnico - O cinema -, mas sim daquele consagrado - As Ciências da Educação. Para nós, entretanto, o cinema cumpre esse objetivo de modo interessante. Os filmes têm sido tratados mais como meios (recursos) e menos como objetos de ensino quando trazidos à escola básica. Raramente são explorados no seu potencial de veículo das representações sociais. Menos ainda no que se refere à pesquisa sobre o imaginário social. (TURNER, 1997)

Para nós, os filmes são uma fonte importante de conhecimento da realidade, porque de algum modo se propõem a “reconstruir” essa realidade – de modo realista, naturalista, surrealista, alienante, engajado etc. Para além da ilustração que podemos recortar nos filmes, vemos também os pressupostos dessa ilustração.(SERRANO apud BITTENCOURT, s./d.)

É nesse sentido que tomamos a expressão “empresa epistemológica” de Xavier (1983) para enformar nossa perspectiva. Entendemos que tomando os filmes que tratam de escola e que têm o professor como protagonista, podemos de certo modo recolher informações sobre as “representações sociais” sobre a escola, ou o que aqui para nós dá na mesma, como o imaginário social representa a escola e a atividade docente.

Poderíamos recolher tais dados em entrevistas com pais, alunos, professores e outras pessoas; poderíamos tomar as leis para delas extrair uma visão sobre docência e escola; poderíamos ir até a literatura e fazê-lo; poderíamos ir até os chamados filósofos da educação e recortar em suas filosofias o “dever ser” para a educação e o educador. Ou seja, poderíamos percorrer as mais variadas formas do discurso pedagógico e nelas encontrar concepções sobre educação, escola e professores. Nosso caminho é outro: não são diretamente as pessoas que compõem esse “social”, nem são as ciências e filosofia da educação tampouco. É um modo, digamos, oblíquo, meio de esguelha, mas acreditamos tão válido ou tão fecundo como qualquer outro.

Não são documentários nem são filmes “de arte”. São filmes bastante comuns, alguns muito convencionais, cheios de “clichês” e soluções também bastante óbvias para os problemas tratados. Raramente avançam por uma via radical. Permanecem em limites suportados pelo público. São filmes de padrão americano e nisso está toda a vantagem – o que para outros pode parecer desvantagem. São filmes, como dissemos, do circuito comercial e por isso, parece-nos, representam melhor esse imaginário social. De certa forma – e isso é nossa hipótese – são condicionados pelo público bastante heterogêneo, não especialista e que assiste a esses filmes como a qualquer outro: de ação, comédias, dramas, suspense etc.. Ora, podemos dizer que há uma solidariedade entre os elementos que compõem os filmes – categorias, conceitos, valores, expectativas, comportamentos – e os que compõem o imaginário social. Os filmes sobre escola estão relacionados com a visão que esse público tem da escola. E aqui adianto um ponto: mesmo nós que vivemos e refletimos sobre esse fenômeno – a educação -, somos surpreendidos ao perceber como compartilhamos certos esquemas, valores, estereótipos e expectativas presentes nos filmes, com o público não especializado e, portanto, “menos crítico”.

A linguagem cinematográfica possui alguns recursos, digamos assim, que permitem que essas relações entre filmes e imaginário social se efetivem. Por exemplo, é possível reconhecer uma identificação entre a vida dos personagens e a nossa vida, ou uma oposição entre os valores de alguns personagens - os vilões, por exemplo - e os nosso valores – ou os recomendados socialmente.(MORIN, 1970) Assim, o filme pode ser uma reconstrução da realidade e o cinema aparece como uma “janela” que nos torna testemunhas da ação. Observem que esta é uma leitura da linguagem cinematográfica, não é a única nem a verdadeira. Tal leitura ainda não existe.

Por outro lado, o cinema opera segundo uma impressão de realidade (METZ, 1972) que favorece aquela identidade ou oposição. Essa impressão de estarmos diante da janela e testemunharmos a ação reforça ou é reforçada pela impressão de realidade que caracteriza os filmes. Quanto mais convencionais tanto mais forte é essa impressão. Observe-se que até os documentários são “construídos” segundo essa impressão de realidade e deles “perdemos” toda a “verdade” da montagem que, se exposta, poderia desfazer ou impedir o mergulho na história. Mesmo o tempo real é usado como recurso pelo cinema, servindo para reforçar aquela impressão de realidade e os sentimentos decorrentes: tensão, angústia, esperança, identificação, oposição.

Outra linha de interpretação poderia dizer, ainda, que o cinema é feito do mesmo material que nossos sonhos. E que essas categorias que aqui apresentamos para compreender os filmes, decorrem primeiro da estrutura dos próprios sonhos. E os sonhos vieram antes do cinema. Ou prenunciaram-nos. Mas aí é toda uma teoria que não exploraremos e nem temos condições de tratar dela, por não ser nossa especialidade.

2. Os filmes

Temos escrito ou participado de eventos que tratam das relações entre educação e meios de comunicação, sobretudo cinema. Aqui vamos apresentar alguns pontos e não trataremos exaustivamente de cada filme ou de todos os possíveis aspectos destacáveis dessas relações. É um grande trabalho e aqui faremos uma introdução ao tema. Uma leitura preliminar, quase exercício ainda.

Para essa breve análise escolhermos quatro filmes que podem ser agrupados dois a dois. Primavera de uma Solteirona e Sociedade dos Poetas Mortos são filmes que tratam de professores que tentam influenciar seus alunos, mas acabam fracassando no seu intento: são demitidos. São professores de carreira. Ao Mestre com Carinho e Sementes de Violência são filmes que tratam da luta de professores contra alunos indisciplinados, que acabam vencendo e continuando na carreira. São não-professores que se tornam professores.

a) A Primavera de uma Solteirona: o título não é bom, parece preconceito. Prime é apogeu, auge, talvez a última primavera, que prenuncia o início dos invernos. É um filme aparentemente simples: trata-se de uma louca que é professora e conduz suas alunas marcada pelo romantismo. Mas não é tão simples assim. Há muita contradição, o que obriga a uma análise mais cuidadosa. O ano é de 1932 e o cenário é uma escola de meninas em Edimburgo. A professora Brodie é comprometida, quer fazer de suas alunas cidadãs, mulheres do século XX, romper com as tradições impostas pela escola, pelos padrões e convenções que fazem da mulher um ser a ser submetido, preparado para o casamento. Brodie propõe o amor para além das convenções sociais – ela não quer se casar, mas manter o seu relacionamento sem compromissos. Mas Brodie é também doutrinadora: “- Faça o que mando e não faça o que faço.”; dona da verdade: “- Quem é o maior pintor italiano?” “- Leonardo Da Vinci, Miss Brodie?” “- Errado, a resposta correta é Giotto!” Quer fazer de cada aluna o reflexo de cada uma de suas facetas: de uma escritora, de outra modelo e amante, de outra qualquer coisa (Mary MacGregor), de outra, que é fria e confiável, agente secreta. Além disso, Miss Brodie é fascista, defende as ações de Mussoline e Franco. Ora se diz oleira que vai moldando suas alunas; ora se diz educadora que vai conduzindo para fora – educar (ex-duco) – as potencialidades que estão dentro das alunas. Talvez o problema seja o sinal ou a direção - para a direita. Mas se fosse outro sinal e outra direção – para a esquerda – e aí nossa identificação seria maior com Miss Brodie? Observe-se que ela está em luta contra uma educação tradicional; e o fascismo ainda representava uma certa expectativa de modernidade contra os velhos regimes e a fraqueza das democracias liberais.

b) Sociedade dos Poetas Mortos: esse filme passou a ser um paradigma para se pensar o professor em luta contra padrões tradicionais de educação. Mas pouca diferença tem (e para pior em termos de clichês) em relação ao anterior. A concepção de poesia do Prof. Keating é discutível. Ele não aceita outras formas de interpretação da poesia que não seja a sua. Pede aos alunos que o chamem de “Meu capitão”. O que isso significa? A formação que ele teve na escola foi condição da sua competência presente? Como pensar essas relações? Por que ele não prepara o aluno Neil para fazer a ruptura? Miss Brodie podia ser confusa porque era romântica, mas o Prof. Keating não é romântico. Mas é também um doutrinador. Isso escapa a quem apenas apresenta o filme com o intuito de combater a chamada escola tradicional. Observe-se que cada um quer ver algo no filme – não tudo, nem as contradições -, mas algo que quer reforçar. Esse filme pode servir para esse propósito. Nós o vemos para outros: por que reviver a Sociedade dos Poetas Mortos se devemos aproveitar o dia? O prof. Keating quer retornar a sua juventude a partir da retomada da Sociedade dos Poetas Mortos pelos seus alunos. É certo que a escola vive no passado. É certo também que todo professor é um vampiro: mantém-se jovem pelo contato com os jovens. Mas o que é formar os outros? É reproduzir-se nos outros?

c) Ao Mestre com Carinho: esse era o filme paradigma anterior ao aparecimento de Sociedade.... O Prof. Thackeray reunia elementos bastante idealizados para nos comover. Não bastasse isso, vinha ainda a música “To sir with Love” para completar o sonho. Fazer de jovens ingleses, em plena era da contestação (1967), jovens conscientes e comportados, úteis socialmente era tarefa difícil. Mas o professor tinha recursos extras: era negro, vinha de uma colônia britânica da América, era engenheiro e não propriamente professor. Tomemos esse último senão transformado em vantagem: por não ser professor de carreira, ele não estava submetido a padrões de comportamento esperados de professores – não fala mal dos alunos, não reclama do salário, não toma educação como um fim -; por ser um profissional do “mundo externo” à escola, ele pode ver a escola como um meio, preparando os alunos para a vida – chega a ensinar-lhes a fazer salada -, nega-lhes a imagem de um professor tradicional, trata-os como adultos e não crianças: inspira-lhes responsabilidade. Mas, como dissemos, o filme é prisioneiro de uma época, é marcado pelo tempo. Nesse sentido, Sociedade... , que retrata uma época anterior, é menos comprometido com o tempo real, trata-se de uma abstração em que o tempo é acidente e não essência. Ao Mestre... não escapa do tempo em que foi feito, perde com isso boa parte da impressão de realidade...

d) Sementes de violência: é a história de um professor, ex-soldado que retorna ao país e busca um emprego numa escola pública do subúrbio. São os anos ’50 e a juventude está passando por um processo de mudança de comportamentos: é o rock’n’roll, são os blue jeans, é o consumo de bebidas, são as experiências sexuais, é a contestação ao sistema representado pela escola e professores. A “indisciplina escolar”, como em nossos dias, talvez seja a expressão que sintetize esses comportamentos ditos desviantes. O momento também marca uma das etapas de implantação de “políticas de inclusão” das populações marginalizadas: negros e latino-americanos. Os jovens se ressentem de uma educação escolar diversa daquela que recebem em seus lares. Lá, na vida privada, as políticas de inclusão não são reconhecidas como naturais na democratização de oportunidades, mas, simplesmente, como desgoverno. Algo semelhante se passa entre os professores: as políticas de inclusão – ou de democratização do ensino – não passam de mecanismos de controle social da violência dos jovens, transferidos da família ou da polícia para os professores. “- A escola é uma grande lata de lixo da sociedade e nossa função é sentarmo-nos sobre a tampa para que o lixo não transborde” ou “- Nós mantemos esses jovens delinqüentes na escola para que as senhoras, mães de família, possam andar em paz pelas ruas da cidade”, diz o professor experiente, em fim de carreira.O professor recém-contratado, Dadier, traz uma novidade consigo: ele não está animado pelos velhos preconceitos nem pensa na escola como um fim em si mesmo. Apesar dos muitos conflitos que vive, consegue vencer: de um lado, combate a liderança negativa – West, um jovem irlandês, envolvido com bebidas e roubo de carros – e valoriza a liderança positiva – Miller, um jovem negro que trabalha como mecânico para ajudar em casa. Ele vence também porque pensa na escola como meio, sobretudo de preparação para a vida. Pois bem, um dos recursos que utiliza para alterar suas relações com a classe é justamente a projeção de filmes, a partir dos quais mantém debates sobre a vida: o certo e o errado, o justo e o injusto, o bem e o mal etc.. Mas o filme, desde o início, desde o discurso lido por um locutor, objetiva o combate à delinqüência juvenil em tom de nacionalismo e militarismo. O professor que foi combater um inimigo externo, volta e deve combater um inimigo interno. O uso do mastro da bandeira no último conflito do filme é emblemático: com ele imobiliza-se o inimigo e restabelece-se a paz e a ordem necessária.

Bibliografia Básica

METZ, C. A significação no cinema, São Paulo: Perspectiva, 1972.

MORIN, E. O cinema ou o homem imaginário, Lisboa: Moraes, 1970.

SERRANO, J. Epitome de História Universal, Rio de Janeiro: Francisco Alve, 1912, apud BITTENCOURT, C. Cinema, vídeo e ensino de história, São Paulo: mimeo, s/d.

TURNER, G. Cinema como prática social, São Paulo: Ed. Summus, 1997.

XAVIER, I. (org.) A experiência do cinema, Rio de Janeiro: Graal/Embrafilme, 1983.

Filmes

1) Sementes de Violência ( The Blackboard Jungle, 1955), D.: Richard Brooks, com Glenn Ford;

2) Ao Mestre com Carinho (To Sir with Love, 1967), D.: James Clavell, com Sidney Poitier;

3) Primavera de uma Solteirona (The Prime of Miss Jean Brodie, 1968), D.: Ronald Neame, com Maggie Smith;

4) Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society, 1989), D.: Peter Weir, com Robin Williams.

Fonte: http://www.hottopos.com/videtur21/amaury.htm

27 de out. de 2008

A identidade do professor

Maria Antonia Carballo Dominguez*

Os indivíduos são formados por um processo de identificação que acaba por projetar-se em suas identidades pessoais e culturais, tornando estas mais provisórias, variáveis e problemáticas. Em tempos passados, era visto como um sujeito unificado, com uma presença estável no meio social.

O indivíduo pós-moderno é composto não só de uma identidade unificada, mas de várias.

O indivíduo tenta descobrir suas potencialidades, dentro de situações construídas ou reconstruídas ao longo de sua trajetória enquanto ser que pensa e atua em uma sociedade também plena de transformações.

A percepção dos indivíduos quanto aos seus saberes, fazeres e ações é que estes se constroem a partir de contextos sócio-históricos e culturais, que por sua vez estão interligados a questões políticas, ideológicas e teóricas. Assim sendo, determinam dentro de valores e verdades quem pode falar em nome do outro e a quais interesses servem.

A identidade do professor constrói-se a partir da relevância que cada profissional dá a sua própria atividade docente, através de valores, atuação no mundo, das representações de vida, saberes, sentimentos, expectativas presentes no seu cotidiano, com as relações estabelecidas enquanto seres como um todo, dentro das escolas, sindicatos e também as relações entre os próprios professores.

Além de todos os discursos, existe a experiência de vida que influi na formação da identidade. A realidade existente se mostra através de situações veiculadas na sociedade tais como: baixa remuneração, salas de aula com alunos turbulentos e em alguns casos falta de material didático.

É certo que variados problemas se aglomeram nas instituições de ensino, onde o embate se faz presente através das diversas manifestações onde impera um descontentamento por parte dos profissionais em educação de um modo geral. Por outro lado precisamos munir-nos de energia para poder enfrentar as adversidades que se apresentam.

Ser professor nos dias atuais é mais que uma profissão, é algo além do salário que se recebe no fim do mês, é ao menos tentar sentir-se motivado dia após dia para seguir adiante na certeza de poder estar fazendo o melhor possível dentro das possibilidades educacionais que fazem parte do nosso cotidiano escolar.

Faz-se necessário observar a nossa responsabilidade no desenvolvimento do educando, na sua formação e preparo do seu desempenho para atuar em um mundo que por vezes se apresenta contraditório nos mais variados aspectos seja de ordem social, política ou econômica.

Precisamos (re) pensar nossa prática todos os dias, pois é através da reflexão e do constante aprimoramento intelectual que poderemos melhorar cada vez mais tornando-nos uma das peças fundamentais na formação de jovens e adultos.

*Professora

Fonte: http://www.jornalagora.com.br/site/index.php?caderno=27&noticia=56862

26 de out. de 2008

O dilema da primeira infância no século XXI

Brinquedos ou Computadores?

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Imagine a cena: Uma criança de quatro anos entra num cômodo qualquer, nesse espaço ela encontra alguns brinquedos [como quebra-cabeças, jogos variados e multicoloridos, bonecas, bolas, carrinhos...], revistas em quadrinhos e livros infantis, todos amontoados no lado esquerdo dessa sala. À Direita, sozinho, numa mesa, repousa um computador com impressora conectado à Internet. Para qual lado essa criança irá pender, para os brinquedos ou para o computador?

Ficou em dúvida? Não sabe se para a criança os brinquedos serão mais atraentes que o computador? Já vivenciou uma situação como essa? O que aconteceu afinal?

Por experiência própria, como pai, professor, pesquisador, articulista e editor de um portal de educação na Internet [Planeta Educação], não teria dúvidas em assinalar a preferência da criança pelo computador. Os brinquedos e jogos, inanimados, podem até atrair a curiosidade da criança em questão caso ela tenha sido estimulada pela família a utilizar e se divertir com tais recursos em sua experiência de vida anterior, mas invariavelmente os jogos, cores, sons, recursos multimídia, o teclado, o mouse, a possibilidade de apertar botões e acionar programas, abrir janelas e variar as brincadeiras irão fazer com que o computador ganhe a disputa.

Isto me motiva - sempre que estou em contato com pais, professores e comunidade em geral, em palestras e oficinas - a orientá-los [ou aconselhá-los] a não inserir o computador na vida de nossas crianças antes dos cinco anos de idade. Foi, inclusive, o que eu e minha esposa fizemos com nossos filhos, somente permitindo que eles tivessem acesso a videogames ou computadores depois que tivessem brincado em tanques de areia, jogado bola, se divertido com jogos próprios para suas faixas etárias, desenhado e colorido muitas folhas de caderno, escutado canções e dançado ao som delas, imaginado outros mundos ao manejar carrinhos e bonecas...

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Tenham certeza, os computadores farão parte da vida de nossos filhos num futuro muito próximo. Quando ingressarem no Ensino Fundamental já estarão sendo orientados ao uso dessa ferramenta. Por esse motivo, por que antecipar essa utilização, queimar etapas da formação em que se preconiza e prevê o uso de elementos concretos [como bolas, bonecas, jogos, lápis de cor...] ou então impedir que a imaginação desses pequenos se desenvolva se a eles e com eles não contarmos histórias, cantarmos, dramatizarmos?

Costumo dizer a todas as pessoas que posso que, no futuro, não será o conhecimento e uso dos computadores que fará a diferença na vida pessoal e profissional de quem quer que seja, mas o fato destas terem experimentado e vivenciado o encontro com os brinquedos, as leituras, as músicas, os filmes... Essas crianças crescerão mais saudáveis e, certamente serão mais felizes e criativas. Quanto a aprender a lidar com os computadores, isso será facilmente logrado por elas depois, garanto a vocês!

João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=1288

25 de out. de 2008

Projeto Cinema no Caldeirão


Olá Amigos

Hoje o filme indicado no Projeto Cinema no Caldeirão e o Na Natureza Selvagem. Se eu não tivesse visto a atuação de Emile Hirsch e escutado as canções de Eddie Vedder do Pearl Jam no filme Na Natureza Selvagem não acreditaria na qualidade da fotografia e das musicas mostradas nele.

Quando vi o trailer de Na Vida Selvagem pensei em assisti-lo porque aquele maluco no filme indo atrás do Alasca e fugindo de si próprio com a desculpa de que a vida vale mais do que o dinheiro que podemos ganhar me chamou a atenção.

Não que eu saiba. Adoraria saber o que é importante nessa vida e o que não é, mas nem para mim mesmo eu sei. Mas eu sei o quanto de bobagem podemos fazer com nossas vidas na tentativa de corresponder expectativas. Não sei se ele teria sido mais ou menos feliz sendo o Chris que ele nasceu. Não sei se o certo é viver a vida que realmente queremos ou a que nossos pais gostariam. Não sei se é certo ou não jogar uma vida simples e convencional por uma aventura. Não sei o quanto é importante ter uma carreira, filhos, família... Não sei.

Na Natureza Selvagem faz você pensar o tempo todo sobre essas coisas. E não é um desses filmes idealistas bonitinhos que faz a gente querer largar tudo e correr atrás do nosso Alasca pessoal. Não é. É tão cansativo (mentalmente e cronologicamente) que se torna impossível não dar valor aos cotidianos comuns e até mesmo ao dinheiro que Chris tanto despreza. O filme te leva aos extremos dos conceitos de liberdade. Faz a gente querer conhecer pessoas por aí. Conhecer por conhecer. Conhecer como só conhecemos quando estamos livres. Conhecer sem segundas intenções, sem interesse algum, pelo prazer do encontro e da troca. Sai do cinema com uma porção de interrogações sociais. Me perguntando até que ponto somos capazes de perdoar e oferecer perdão, até que ponto vale a pena fugir para tentar se encontrar, até que ponto o dinheiro e as aparências nos tornam pessoas realizadas e em paz.

O Chris pode ter tocado a vida de muitas pessoas, era capaz de compreender qualquer coração abandonado numa estrada. atirava o próprio corpo em situações de risco com a coragem daqueles que não temem a morte, mas não conseguiu perdoar os erros do pai e da mãe a tempo.

Talvez não haja certo ou errado, talvez só a construção da História seja importante. Não sei... Hoje em dia, me pego pensando que os vilões são tão necessários quanto os heróis, que é a tristeza de um que eleva o caráter do outro. Que toda transformação só acontece a partir de uma fragilidade descoberta e que não há nada nesse mundo que não se resolva com um pouco de ternura e paciência.

Sem problemas familiares, Chris não teria descoberto o Alasca, não teria contado sua história e influenciado a vida de tantas pessoas, não teria emocionado meu querido gigante. Se eu não tivesse perdido tanta gente que amava, não teria fugido tanto, não escreveria tanto...

Não há liberdade que se conquiste sem algumas gotas de sangue. Não deve ter outro jeito... Assim como não deve haver história boa sem uma boa dose de coragem. Chris morreu do jeito que quis e, ao contrário do que pode parecer, não entregue a própria sorte. Num mundo onde o roteiro de nossas vidas vem traçado da maternidade e nos é cobrado diariamente pelo despertador, cartão de ponto e chantagens emocionais, morrer lutando por um pedaço de céu limpo é mais do que um ato heróico, é viver uma história amor.

Um filme imperdível e memorável.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Na Natureza Selvagem - Em busca da liberdade que não temos...

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Somos cativos e nem ao menos nos damos conta disso. Vivemos atados a compromissos das mais variadas naturezas que nos fazem ir e vir (teoricamente livres) de um lado para o outro a todo o momento. Podemos abdicar de tudo isso a qualquer momento, mas quem, em sã consciência, abre mão dos laços que os unem à família, trabalho, escola, compromissos financeiros, religião, política?

Liberdade, de acordo com o poema clássico de Cecília Meirelles, é uma palavra que “o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda”. Até mesmo por isso, a saga do personagem Chris McCandless (Emile Hirsch), apresentada no filme “Na Natureza Selvagem”, do diretor Sean Penn, acaba por nos provocar sentimentos contraditórios e gerar posicionamentos dúbios quanto ao filme e a história de vida do protagonista.

Baseado em fatos reais, “Na Natureza Selvagem” mostra um jovem que resolveu desafiar a lógica estabelecida para sua vida e a de tantos outros promissores rapazes e moças que completam seu curso universitário.

Ao invés de se lançar no mercado e buscar avidamente o tão sonhado emprego numa empresa que lhe garantisse bons proventos e uma vida material para lá de confortável, McCandless – o melhor aluno de sua turma – resolve partir numa longa e imprevisível jornada, com destino conhecido (o Alasca), sem dinheiro no bolso, cortando contatos e relações com o mundo previamente conhecido por ele (inclusive com os familiares) e esperando para ver o que iria lhe acontecer durante o trajeto...

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Chris McCandless adota o princípio de seus escritores de cabeceira – Jack Kerouac, Jack London e Henry David Thoreau – e passa a viver um dia de cada vez. Cada emoção – boa ou má – a ser descoberta a partir do nascer do sol, sem qualquer idéia previamente concebida a orientar os passos, as palavras, os olhares, as idéias...

O jovem resgata a tônica da contracultura, do modo de vida Hippie (sem que, com isso, se torne um hippie) – despojado, desvinculado do materialismo, disposto a encontrar-se no mundo, crendo mais no ser do que no ter ou possuir.

Há, evidentemente, outros fatores na história de vida do jovem que o compelem a assumir essa postura libertária radical. São aspectos relacionados à vida em família e ao modo como temos que a todo o momento “aparentar” normalidade, felicidade, cidadania, valores éticos e comportamento exemplar.

A farsa com a qual convive em sua casa – percebida na relação entre seu pai e sua mãe – o mobilizam a essa aventura, a uma autêntica fuga. Os estereótipos sociais o cansaram, esgotaram suas energias. O falsete da normalidade o afastou do sonho de vida padrão, do norte-americano médio - que é o mesmo de praticamente todos aqueles que vivem sob a égide da economia de mercado – e o compeliram a buscar o infinito, a liberdade, ou ainda Deus, na natureza, naquilo que é puro, simples, singelo, constante...

“Na Natureza Selvagem” é um libelo. Filme baseado em fatos reais que não tem medo de ser e se mostrar panfletário, que não quer se esconder sob falsas aparências, bem no espírito do protagonista...

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O Filme

“Na Natureza Selvagem” intriga e inebria os espectadores. Desafia a lógica e a sensatez com a história real de um jovem que resolve abandonar tudo e viver como os personagens dos livros de Thoreau, Kerouac e London, que leu durante a sua formação universitária.

A vida marginal, com o pé na estrada, perambulando de um canto a outro do país, sem dinheiro no bolso, dá ao jovem Chris a sensação de liberdade por ele tanto desejada. Despojar-se dos luxos, dormir a céu aberto, alimentar-se do que a natureza lhe oferece, conhecer as pessoas sem que esses relacionamentos sejam direcionados por qualquer interesse específico (como dinheiro, família, emprego…) e explorar o mundo natural eram seus sonhos.

Emile Hirsch (que protagonizou Speed Racer, versão cinematográfica do desenho japonês dirigida pelos irmãos Andy e Larry Wachowsky, da trilogia Matrix) está impecável e mereceria prêmios por sua memorável interpretação como Alexander Supertramp, o codinome do jovem Christopher McCandless.

O elenco de apoio, com Marcia Gay Harden, William Hurt e o veterano Hal Holbrook em comovente atuação (entre outros) é também fator de brilho dessa discreta e soberba produção e direção do talentosíssimo Sean Penn. Um filme para incomodar e provocar a todos! Obrigatório!

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Para Refletir

1- O que é liberdade? Que tal buscar o conceito a partir de áreas do conhecimento tão diferentes quanto a filosofia, a história, a política, a religião, o direito ou as ciências sociais? Como as pessoas entenderam o conceito de liberdade ao longo da história? De que forma a literatura registra, em seus expoentes (como a mencionada escritora brasileira Cecília Meireles), a idéia desse vocábulo que encerra em si tantos sonhos dos seres humanos? Liberdade é compreendida da mesma forma no Ocidente e no Oriente, no Hemisfério Sul e no Norte? Sendo tão essencial a todos e a cada um, entender o que é liberdade torna-se um exercício de fundamental importância, não acham?

2- Destacados escritores norte-americanos - Jack Kerouac, Jack London e Henry David Thoreau – são desconhecidos da maioria dos brasileiros. Suas obras – ricas, vastas, geniais, incompreendidas e, em alguns casos, até mesmo consideradas malditas - compelem os leitores a emancipar-se, a sorver o universo (cada uma de suas gotas, de suas partículas), desafiam de forma constante o ser humano a uma constante e necessária revisão, reconstrução e análise. Não preciso dizer mais nada, não é? Que tal colocar esses autores na lista de livros a serem lidos em sua escola?

3- A natureza, soberba e embevecedora, a todo o momento nos brinda com algum espetáculo maravilhoso. E o que fazemos? Ignoramos. Fechamos nossos olhos. Passamos ao largo. Reagimos com pouco caso. E, se não bastasse isso, cerceamos seus espaços, limitamos suas maravilhas. Sensibilizar crianças, adolescentes e jovens quanto à natureza é tarefa básica e elementar da educação. Projetos interdisciplinares que prevejam e estimulem visitas a parques nacionais e áreas silvestres – com o intuito de reconhecer, identificar, mapear e criar um espírito preservacionista são essenciais práticas para toda e qualquer escola. Chega de discurso, é hora da prática!

4- O protagonista do filme “Na Natureza Selvagem”, Chris McCandless (Emile Hirsch), em sua jornada pelos Estados Unidos, passa por diversas localidades e paisagens naturais. Exercício bastante interessante seria mapear seu rumo e fazer um levantamento dos ecossistemas e paisagens com os quais ele teve contato.

5- A sociedade e suas “aparências”, ou seja, as pessoas agindo para vender imagens política e socialmente corretas, como é o caso da família de Chris McCandless no filme “Na Natureza Selvagem” é tema forte e relevante da referida produção. Será que algum dia poderemos realmente falar o que pensamos, sem usar as máscaras que muitas vezes ocultam nossos reais pensamentos? Quando emergirá a verdade, a sinceridade, a honestidade em nossas práticas e relações sociais? Será que tudo ao nosso redor é mascarado e encerra – atrás de encenações – leituras muito diferentes daquilo que realmente ouvimos e vemos? Exercício bastante interessante para a compreensão dessa premissa é a análise do comportamento de pessoas públicas, como políticos, artistas, empresários, atletas ou músicos...

Cartaz-do-filme

Ficha Técnica

NA NATUREZA SELVAGEM
(Into the Wild)

País/Ano de produção: EUA, 2007
Duração/Gênero: 140 min., Drama
Indicação Etária:12 anos
Direção de Sean Penn
Roteiro de Sean Penn baseado em livro de Jon Krakauer
Elenco: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Hal Holbrook, Jena Malone, Brian Dierker, Catherine Keener, Kristen Stewart, Zack Kalifianakis, Robin Matthews.

Links
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=18282
http://www.adorocinema.com/filmes/na-natureza-selvagem/na-natureza-selvagem.asphttp://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=7034&id_filme=5119&aba=critica

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João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=1255

24 de out. de 2008

Refletindo sobre a linguagem do cinema

Laura Maria Coutinho1

Cinema é espetáculo. Ou seja, tudo o que chama a atenção, atrai e prende o olhar. Se não, não é cinema, na sua mais pura acepção. O cinema criou os grandes planos e as panorâmicas e, da mesma forma, espetacularizou o ínfimo, o detalhe, com tal nitidez e de uma forma tal, que nenhuma outra linguagem é capaz de criar. Revela até o que, perfeitamente presente, é apenas pressentido, não se ouve, nem se vê. “O espectador identifica-se, pois, menos com o representado – o próprio espetáculo – do que com aquilo que anima ou encena o espetáculo, do que com aquilo que não é visível, mas faz ver, faz ver a partir do mover que o anima – obrigando-o a ver aquilo que ele, espectador, vê, sendo esta decerto a função assegurada ao lugar (variável – de posições sucessivas) da câmera”2. O cinema seria, então, o espetáculo visto, proposto pela câmera, numa revelação direta olho e máquina.

Esta série quer trazer para a discussão os principais elementos da linguagem cinematográfica que se revelam e se escondem nas narrativas que cada filme, a seu gosto e a seu modo, apresenta. Apreender o que os filmes dizem e o que cada espectador, ao ver o filme, quer dizer, talvez seja a experiência educativa mais profunda que o cinema possa proporcionar. Cinema pode ensinar, para muito além do conteúdo que os filmes parecem apresentar à primeira vista. Ir ao cinema, ver filmes em vídeo ou na tevê são sempre ações que se confundem em um mesmo processo de fazer emergir pressentimentos e atribuir sentidos ao que se desenrola nas telas, em linguagem feita de imagens e sons. São as imagens e os sons que primeiro se apresentam, mas a linguagem audiovisual, movimento, cor, é composta de muitos elementos e muitas nuanças, sintetizados em uma narrativa. Os elementos que compõem o cinema estão, desde há muito, partilhando da vida de todos os que habitam este planeta girante. Assim, ver filmes, mesmo aqueles mais banais, pode ser uma experiência profundamente humana.

Cinema é também a primeira arte em movimento e para grandes públicos, sem pré-requisitos. Todos podem, rápida e minimamente, compreender um filme, ainda que a língua do cinema exija, sim, estudos talvez muito mais profundos e complexos do que a língua escrita. Contar histórias em imagens e sons é parte do modo de viver do homem contemporâneo. Hoje, estamos no mundo das imagens, é o que alardeiam especialistas, ou não. Todas as histórias, mesmo as mais antigas, contadas em filme, trazem nelas aquele certo gosto de atualidade que lhes confere o fato de emergir das telas, sempre de novo e pela primeira vez.

A história que um filme conta é a história do filme, mas também a que cada espectador assiste. A história de cada um, espectadores e personagens, é parte da história de todos; em meio a uma enormidade de fios, se entrelaçam novos enredos em muitos plots, sejam eles reais ou ficcionais. Desvelar o que isto representa para a formação, para a educação e para a aprendizagem deste homem contemporâneo é um desafio para todos, educadores ou não. A linguagem audiovisual atua em uma esfera que conjuga espaço e tempo, locação e deslocamento, o passado, presente e futuro em permanente transformação.

Luis Buñuel, no seu livro biográfico, O último suspiro, refere-se a Eugênio d’Ors como “autor de uma frase que cito freqüentemente contra aqueles que buscam a originalidade a qualquer preço: Tudo o que não é tradição é plágio.” E completa: “Algo sempre me pareceu profundamente verdadeiro nesse paradoxo.” Paradoxal ou não, tradição, no seu sentido etimológico, é o “ato de transmitir ou entregar” e original é “princípio, precedência.” Assim, histórias e narrativas, conteúdo e forma, originalidade e tradição parecem fundir-se em uma mesma e sempre outra experiência humana, que o cinema tão bem retrata. E sugere que toda história é uma tradução, uma vez que está baseada, copiada, inspirada, em muitas outras, numa seqüência espiralada, descontínua e infinita.

Toda arte é, antes de tudo, uma maneira de percepção. Quando expressa essa percepção por meio da visão e da audição, traduz um conceito artificial, um artifício, um artefato. No caso do cinema, o artefato é uma película sensibilizada pela luz, revelada e novamente impressionada pela luz, no momento da projeção. Das nostálgicas lanternas mágicas às modernas técnicas de projeções digitais, cinema é, na tela, luz e sombra. E é também a confluência de muitos mistérios.

Vejo o mistério, em muitos filmes, a partir da luz. Não há mistérios sem que os elementos dramáticos estejam muito bem encadeados. Amaranta César3, em análise dos filmes de David Lynch4, diz que “regras cambiantes e ambigüidades espaço-temporais constituem o universo narrativo dos filmes de David Linch tornando-os, paradoxalmente, muito bem definidos. Suas histórias se constroem sobre um terreno móvel e desconcertante, configurado pela convivência de figuras, personagens, cenários e situações que não respeitam um princípio pronto e reconhecível de ordens, situados nas fronteiras dos gêneros, além das clivagens tradicionais (entre elas as que separam o natural do sobrenatural, o sublime do grotesco). Há, portanto, uma ambigüidade narrativa, proveniente de um mistério que nunca é totalmente esclarecido, e que, por sua vez, envolve o espectador numa situação de desconforto e incômodo”.

Penso que o cinema de David Lynch tem a capacidade de trazer, para o cosmo de um filme, o universo narrativo que ultrapassa as tramas que envolvem o próprio homem contemporâneo e não apenas os personagens que transitam por suas histórias cinematográficas, configurando assim um processo interativo razoavelmente complexo. Nesse sentido, seu cinema é identificado como pós-moderno5. Mas, talvez, extrapole, em muito, o âmbito de abrangência que esse conceito pretende ter.

Cinema é arte contemporânea, síntese poética, alegoria e realidade. Tempo e espaço. Portanto, compreender cinema é também compreender o tempo no seu transcorrer, na sua duração que, muitas vezes, se desvincula do tempo físico da projeção. Talvez, por isso, o estranhamento que muitos filmes causem a seus espectadores. Cada filme, com o estilo cinematográfico que adota, cria um tempo que lhe é peculiar, além do tempo que a história pretende relatar. Além das paisagens privativas que o tempo histórico dos filmes expressa – em locações, estúdios e cenários exclusivos –, as narrativas cinematográficas falam, ainda, de um tempo que transcorre de maneira própria, sendo somente daquele filme. O tempo na narrativa cinematográfica está na ação que imprime o ritmo, assim como está no verbo nas linguagens escritas6. O tempo, no filme, vai além das palavras ditas pelas personagens, não se restringe ao descrito pela ação da câmera. Está no que é falado pelos personagens, mas está também na paisagem, na arquitetura, nas roupas, nos gestos, nos enfeites de corpo e de ambientes. Sempre, pelo menos, dois tempos que, em fragmentações constantes, vão revelando uma escultura de muitas faces. Para lembrar Tarkoviski, para quem cinema é esculpir o tempo7.

O cinema é cultura e entretenimento, tem hora e local próprios para acontecer e, se visto nessas salas apropriadas, pode proporcionar espetáculos de rara emoção e beleza. No entanto, pode ir aonde a imaginação e a energia elétrica permitirem. Cinema é, assim, uma arte popular; fitas cassete e DVD, mais que as películas, transportam imagens e sons para todos os lugares e todas as pessoas. E há muito o cinema já foi pensado para se aproximar da educação e da escola, em vários projetos e em vários momentos, ainda que, “como sujeitos separados, a educação e a cultura falam de si e entre si coisas distintas. A educação, para dentro de suas paredes, organizada por séries, etapas, fases, especialidades, traz a cultura – ciência, artes – oficial ou oficiosamente embalada pela pergunta: é adequada para que nível? (...) A cultura das artes e das ciências – poucas vezes produzida em escolas e muitas vezes produzida fora delas – leva em conta a tradição e o aprendizado técnicos, mas não os níveis, os programas rígidos, a divisão etária, a tradição escolar dos pré-requisitos8”. A escola e as disciplinas percebem o cinema como o receptáculo de um conteúdo próprio para uma aula, seja de História, Geografia, Língua Portuguesa, Matemática. Dessa forma, os alunos-espectadores se aproximam dos filmes com certa reserva, ficando muito aquém das possibilidades que este meio – o cinema – oferece. O desafio, então, para educadores e professores que se interessam por cinema como método de trabalho, poderia ser o de estudar esse artefato cultural, indo além do enredo, a partir da decomposição de seus dois elementos básicos – imagens e sons – abordados de várias formas, seja no grande plano-sequência em que se constitui o filme – do momento em que acende a luz ao instante em que se apaga. Ou, nos pequenos planos – cortes para mudança de imagens – que vão se somando pouco a pouco para constituírem a totalidade do filme. Walter Benjamin9 diz que “a arte contemporânea será tanto mais eficaz quanto mais se orientar em função da reprodutibilidade e, portanto, quanto menos colocar em seus centros a obra original”. Os meios eletrônicos e portáteis de cópia e projeção, a multiplicação de cópias, o controle remoto, o retorno e o avanço de imagens e sons, de certa forma, desmistificaram a arte cinematográfica que já surgiu para ser reproduzida e tornaram as histórias, os personagens, os lugares dos filmes ainda mais próximos de nós.

Estes são os programas dessa série, que será apresentada no Salto para o Futuro/TV Escola, de 4 a 8 de abril de 2005:

PGM 1 - Luz e sombra (iluminação)

Este programa trata dos elementos luz e sombra nos seus muitos aspectos expressivos. E de como, no filme, o suporte, película de celulóide, impressionado pela luz, dá início ao processo fotográfico,que se realiza nos inúmeros fotogramas que, justapostos, vão se constituir um filme com história própria, ainda que multiplicado em inúmeras cópias. Luz e sombra são elementos dramáticos, ou seja, concorrem para a construção das narrativas que falam diretamente ao emocional, podendo levar ao riso ou às lágrimas, comover.

Filme – O carteiro e o poeta.

PGM 2 – Som, silêncio e fala (trilha sonora)

Tendo como referência o filme Abril despedaçado, o programa apresenta os aspectos que estão embutidos no filme, sobretudo, nos momentos de silêncio. Procura ressaltar a eloqüência do vazio, na linguagem cinematográfica, e suas possibilidades expressivas. Estes aspectos são observados nessa vendeta nordestina que o filme retrata, mas poderiam também ser na Albânia, onde foi escrito o livro em que o filme se baseou, ou na Córsega, onde teve origem a palavra vendeta: espírito de vingança, entre famílias, provocado por um assassinato ou uma ofensa.

Filme – Abril despedaçado.

PGM 3 – Editando a realidade (montagem)

Nesta série, em que estamos refletindo sobre as diferentes linguagens do cinema, ou dito de outra maneira, sobre o que faz do “cinema” cinema, vamos nos deter na análise do processo de edição. A escolha do filme Nenhum a menos, do diretor Zhang Yimou, deveu-se à possibilidade de pensar a edição por meio de um universo tão familiar na educação: a relação professor-aluno. A partir da narrativa fílmica, buscaremos compreender e refletir sobre o sentido desse elemento constitutivo do cinema, que é a edição. Partindo da premissa de que o que sustenta esse trabalho é sempre uma interrogação: Que história queremos contar? O que, por analogia, se aproxima do trabalho dos professores, que ao fazer e refazer os planejamentos, precisam ter sempre em mente que alunos querem formar.

Filme – Nenhum a menos.

PGM 4 – A origem dos enredos

Estudiosos de literatura, escritores, roteiristas de cinema e de TV sabem que o número de histórias originais é limitado. Alguns falam em 40 histórias. Por isso, os indianos dizem que a história que não estiver contida no Mahabharata não existe! De certa forma as histórias sempre se repetem e, quanto mais repetidas, mais interessantes se tornam, retratando sob os diversos ângulos as mais variadas faceta da vida humana.

Filme – O Senhor dos Anéis.

PGM 5 – O real, a linguagem da realidade, o cinema

Aspectos da linguagem cinematográfica serão tratados neste programa, tendo como referência o filme Mamma Roma, de Pier Paolo Pasolini. É um filme que emerge da realidade, ou seja, tudo nesse filme é para ser visto como real. Em meio à história da prostituta romana que, pela relação com o filho, deseja deixar a vida que leva, cenário (subúrbios de Roma) e personagens fundem-se numa narrativa contundente.

Filme: Mamma Roma.

Referências bibliográficas

Benjamin, Walter. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1987.

Almeida, Milton José de. Cinema arte da memória. Campinas-SP: Autores Associados, 1999.

Duarte, Rosália. Cinema e educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

Teixeira, Inês A. de Castro e Lopes, José de Sousa Miguel (orgs.) A escola vai ao cinema. Belo Horizonte: Autêntica.

Salto para o Futuro. Boletim Diálogos: cinema e escola. Rio de Janeiro, TV Escola/Salto para o Futuro, 2002

Notas:
[1] Professora Doutora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília. Consultora dessa série.
[2] Baudry, Jean-Louis. “A tela-espelho: espetacularização e dupla identificação”. In: Xavier, Ismail (org.) A experiência do cinema. Rio de Janeiro: Graal/Embrafilme, 1983, p. 397.
[3] Cesar, Amaranta. “Esse estranho mundo: um estudo poético do cinema de David Linch”. In: Ramos, F.P. Estudos de Cinema 2000-Socine. Porto Alegre: Sulina, 2001.
[4] Diretor americano de A cidade dos sonhos, 2001; A história real, 1999; Coração Selvagem, 1990;Veludo Azul, 1986; O homem elefante, 1980.
[5] Ver Anderson, Perry. As origens da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999.
Jameson, Fredric. Pós-modernismo, a lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo: Ática, 1997.
[6] “Não são poucas as línguas que incorporam ao conceito de palavra temporal o verbo. Verbo é a palavra que exprime um fato representado no tempo. E o tempus, por sua vez, é variação que indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo. (Coroa, Maria Luiza Monteiro. O tempo nos verbos do português: uma introdução à sua interpretação semântica. Brasília, Thesaurus, 1985.)
[7] Tarkoviski, Andrei. Esculpir o tempo. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
[8] Almeida, Milton José. Imagens e Sons – a nova cultura oral. São Paulo: Cortez, 1994, p. 13.
[9] Benjamin, Walter. “A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica”. Magia e técnica, arte e política. Obras escolhidas, vol. 1. São Paulo: Brasiliense, 1987.


Fonte: http://www.tvebrasil.com.br/SALTO/boletins2005/rslc/index.htm

23 de out. de 2008

And The Oscar Goes To...

Olá Amigos

É incrível o quanto as animações encantam pessoas de qualquer idade, e mais ainda o quanto a Coca Cola é poderosa no seu Marketing. O comercial da Coca devia estar na categoria de filme curta-metragem e não em propaganda!!!

Não tenho como avaliar os filmes tecnicamente, só por gosto e gosto de coisas mais sutis, mais artísticos ao meu ver.

O do Rock Band também me impressionou por mal se notar que é animação no começo. Só que vai ter gente dizendo que os jovens fazem loucuras no carro por causa da propaganda!

Ah! O da MTV para salvar a Terra também está lindo. O melhor comercial, e não curta, deveria ser o da MTV. O da MTV achei que cumpriu todos os objetivos de forma linda, agradável e no final, com a trilha, impactante.

O comercial do Audi só me incomoda não ver o carro. Me pareceu lindo, artístico, me relaxa, mas não me vendeu nada no fim.

O comercial da Olay é também surpreendente. Ninguém poderia imaginar um filmete tão curioso com uma animação que não fala nada de rugas nem de cosméticos mas conta uma aventura — e no final tem o trocadilho. Fim da linha. Fim das rugas. Só na língua inglesa e com a sensibilidade inglesa a gente entende a mensagem. Bárbaro.

É uma lista merecedora na minha leiga opinião.

Mas e a sua opinião, gostou?

Não gostou?

Então comente.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Os melhores comerciais de animação de 2007

comerciais.jpg

Sabem como é final/começo de ano, são listas e mais listas de “melhor de…”, “piores de ….” e a assim por diante, ao infinito e além. Felizmente, uma revista digital britânica, a “The First Post”, fez um top 10 que nos interessa \o/. Eles escolheram os melhores comerciais de animação de 2007. Deixo aqui disponível os anúncios “premiados” para serem vistos e comentados (cliquem aí embaixo para continuar o post). Em ordem decrescente (para gerar mais expectativa)…. tan-tan-tan!

10. The End of Lines; Suzanne Deakin



9. MTV Switch; Picasso Pictures

8. Naturally Juicy; FFL París

7. Yop Dem Bone; Therapy Films

6. Raise them on Robinsons; BBH

5. Creature Discomforts; Aardman Animations

4. EA Games Rock Band; Passion Pictures

3. Audi A5 Rhythm of Line; BBH & The Mill

2. Marmite Paddington Bear; Tandem Films

1. Coca-Cola’s Happiness Factory II; Pysop

Dica: Ziggy, via Llámame Lola.

Fonte: http://smellycat.com.br/2008/01/18/os-melhores-comerciais-de-animacao-de-2007/

22 de out. de 2008

Respire… enquanto pode

Mickey 3D não é uma animação do Mickey. Muito menos alguma brincadeira criada para o Mickey feio. É uma banda francesa que criou uma animação para o hit de março de 2003, Respire. Dirigido por Jerôme Combe, Stéphane Hamache e André Bessy.

Uma história bem bonitinha, mas que ao mesmo tempo serve como uma denúncia do que estamos fazendo com o meio ambiente, levando-o para sua destruição. Além disso. se você for reparar nas cenas, vai achar que já a viu antes. Isso porque o videoclipe se utiliza de diversas cenas “padrões” de filmes e outros desenhos animados. Mas tudo isso tem um motivo, assista até o final e descubra…

Dica do João Bernardo.

Envie também sua dica de animação para o email@smellycat.com.br




Fonte: http://smellycat.com.br/2008/10/17/respire-enquanto-pode/

21 de out. de 2008

Os professores e a regra de três

Claudio de Moura Castro

"Nossos professores não aprenderam a ensinar e, como conseqüência, nossos alunos não aprendem o que deveriam aprender"


Ato I. Oitocentos professores no auditório. Peço que levantem a mão aqueles que aprenderam a ensinar "regra de três" na faculdade de educação. Surpresa! Nem uma só mão levantada. Ou seja, não aprenderam como ensinar a mais útil das ferramentas matemáticas.

Ilustração Atômica Studio


Ato II.
Três mil professores no auditório. Falo com eles sobre a importância de receberem material didático bem detalhado, de forma a melhorar suas aulas e facilitar sua vida. Sou aplaudido de pé. Choram de decepção, ou de raiva, os fundamentalistas antilivros presentes ao evento. Para eles, o professor precisa inventar sua aula em vez de usar o bom material existente.

Ato III. Eu em conversa com algumas professoras. Como elas não aprenderam na faculdade a dar aula, admitem que seus alunos servem de cobaias, enquanto elas aprendem – processo que pode durar até cinco anos. É como se num curso de cirurgia os alunos estudassem apenas a psicogênese do ato cirúrgico. Ao se formarem, teriam de inventar maneiras de operar seus pacientes, já que não as haviam aprendido no curso. Pouco a pouco, aumentaria o número de sobreviventes entre seus pacientes.

Os exemplos acima não têm foros de evidência científica. Contudo, refletem a direção tomada pelos cursos que formam nossos professores. Alguns diretores de escolas públicas falam com nostalgia do velho curso Normal, no qual se aprendia a dar aula. Foi substituído por faculdades de Educação, para formar orientadores nas escolas, e pelos Institutos Normais Superiores, para formar os professores de sala de aula. Mas essas últimas instituições não eram do agrado dos gurus da nossa pedagogia. Usando seus potentes decibéis, conseguiram o seu bloqueio pelo MEC.

O resultado é trágico. Hoje são formados nas faculdades de Educação não apenas os orientadores, mas a esmagadora maioria dos que vão ser professores de sala de aula. Nessas faculdades eles ouvem falar dos livros de muitos autores, vivos e defuntos, nenhum dos quais ensina a dar aula. Em compensação, estudam as mais exaltadas teorias, tais como a luta de classes, a exploração do homem pelo homem, o imperialismo cultural, os intelectuais orgânicos e a psicogênese do conhecimento. É como se a inclusão de algum fragmento de sapiência fosse condicionada a não ter nenhuma aplicabilidade na sala de aula. Piaget não ensina a alfabetizar. Portanto, isso não se aprende nessas faculdades. Resultado: os professores se sentem perdidos diante dos seus alunos.

O educador chileno Ernesto Schiefelbein diz que um médico pode abrir um livro de cirurgia e ficar sabendo dos procedimentos aconselhados para uma apendectomia. Um educador deveria ter também um livro que pudesse consultar quando quisesse saber como ensinar a regra de três. Só que há resistência a livros tão específicos. Para nossos gurus, é errado explicitar como se ensinam tais detalhes, embora haja ampla pesquisa mostrando que isso dá bons resultados.

Entalado na controvérsia está o construtivismo, uma formulação teórica acerca da epistemologia do aprendizado. Aceitemos ou não as suas formulações, elas nada dizem sobre como os livros devem ser nem como usá-los. A subsecretária de Educação da cidade de Nova York é construtivista ferrenha e confessa. E insiste nos materiais escritos que especificam, nos mínimos detalhes, como conduzir a sala de aula. No Brasil, dizem-se construtivistas os gurus furiosos contra livros detalhados. Ou seja, o uso do livro nada tem a ver com o construtivismo. Mas tem muito a ver com o bom aprendizado. A receita é simples, precisamos de livros detalhados, em mãos de professores que aprenderam a usá-los e a dar aula. Assim se faz no mundo inteiro.

O resultado de não preparar professores para dar aula e fazer campanha contra livros é que nem a metade dos alunos da 4ª série é funcionalmente alfabetizada (todos deveriam saber ler ao final da 1ª série). O Pisa (uma prova internacional de aproveitamento escolar) nos mostrou que 23% dos nossos alunos nem sequer atingem o nível 1, o mais baixo. No total, 86% estão abaixo do mínimo esperado. A lógica é inapelável: como os professores não aprenderam a ensinar, os alunos não aprendem o que deveriam aprender.

Fonte: http://arquivoetc.blogspot.com/2008/10/claudio-de-moura-castro-os-professores.html

20 de out. de 2008

Minha lista de professores inspiradores


Olá Amigos

A postagem abaixo fala de 2 listas feitas pela Revista Time sobre os 15 melhores e piores professores na historia do cinema. Fiquei pensando muito pra montar a minha lista, coloquei e retirei vários nomes uma porção de vezes.

Para conseguir fazer a lista precisei criar um critério para conseguir faze-la: deixei o cinema europeu e asiático de fora da lista. Mas mesmo assim não consegui 15 e sim 20. A minha lista não está em ordem de preferência e sim aleatória.

  1. Sidney Poitier em Ao Mestre com Carinho
  2. Laurence Fishburne em Prova de fogo
  3. Robbie Williams em Sociedade dos poetas mortos
  4. Morgan Freeman em Meu mestre minha vida
  5. Julia Robert em Sorriso da Mona Lisa,
  6. Jack Black em Escola de Rock...
  7. Michelle Pfeifer em Mentes perigosas
  8. Jerry Lewis em Um Professor Aloprado...
  9. Kevin Kline em O Clube do Imperador
  10. Ryan Reynolds em Escola da Vida
  11. Kevin Space em Corrente do Bem
  12. Hillary Swank em Escritores da Liberdade
  13. Arnold Schwarzenneger em Um Tira no Jardim de Infância
  14. Edward James Olmos em O Preço do Desafio
  15. Yoda em Guerra nas Estrelas
  16. Stellan Skarsgard em Gênio Indomável
  17. Laura Dern em O Céu de Outubro
  18. Peter O'Toole em Adeus, Mr Chips
  19. Glenn Ford em Sementes da Violência
  20. William Holden em Nascida Ontem
Não vou falar dos professores "malas" do cinema pois a lista seria interminável, por isso vou ficar só com os "gente boa". Agora me fala qual é a sua lista? Ou quem ficou de fora e você gostaria de incluir? Comente.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Melhores e Piores professores no Cinema

Fizeram dia desses na The Times uma lista bem bobinha sobre os 15 mais inspiradores professores da história do cinema. Tem de tudo: filme clássico, professor de escola barra-pesada em subúrbio americano, Harry Potter, comédia com Jack Black, o folclórico Mestre Yoda e, óbvio, Robin Willians fazendo o seu melhor papel... o de Robin Willians (!!) em “Sociedade dos Poetas Mortos”. Justiça seja feita, eles não cometeram o erro de dá-lo a 1ª posição.
Pra contrabalancear, fizeram a lista dos 15 piores professores da história do cinema. Uma lista quase tão ruim quanto. Tem (de novo!) Harry Potter, mais clássicos, um monte de filme (novamente também!) pra inglês ver...

Mas tem também o professor de um clássico: 'Curtindo a Vida Adoidado" (Ferris Bueller's Day Off). Confesso, essa lista só valeu um post por causa desse clássico telefonema logo no início do filme. Quantas vezes na Sessões da Tarde você assistiu o filme?



Fonte: http://www.baluzao.com/2008/09/melhores-e-piores-professores-no-cinema.html

19 de out. de 2008

Os segredos da cinematerapia

Terapia com poltrona e escurinho
Muito além do entretenimento, o simples fato de assistir a um bom filme pode ajudar a trabalhar emoções, como a ansiedade, a tristeza, a baixa auto-estima e até mesmo a depressão

Foto: Getty Images

Quem nunca se surpreendeu ao se ver irado na sala de cinema, torcendo pelo castigo do vilão? E quem nunca se debulhou em lágrimas quando, finalmente, a mocinha conseguiu se casar com o mocinho no final da trama? Você já teve a estranha sensação de que a história contada nas telas de cinema retratava alguns dilemas da sua vida?

O fato de nos emocionarmos com a trama retratada nas telas é extremamente comum e, atualmente, o cinema é visto pelos psicólogos como um importante instrumento no es
tudo das emoções e tem sido adotado com um auxílio no estudo da psicoterapia.

Mensalmente, o Hospital e Maternidade São Cristóvão, localizado no bairro da Mooca, em São Paulo, realiza uma sessão de cinematerapia em que discute com os participantes alguns aspectos psicossociais, como os comportamentos emocionais e físicos, adoecimentos, tratamentos e até os relacionamentos entre pacientes, familiares e profissionais de saúde.

O psico-oncologista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, doutor e
m psicologia da educação e especialista em luto Marcelo Gianini já participou da exibição de 18 filmes, que somam um total de mais de 600 participantes. Os temas abordados variam entre questões familiares, conflitos de geração, envelhecimento, perdas, mudanças e até o luto, o adoecimento, os preconceitos e a espiritualidade.

Desenvolvo essa estratégia para que as pessoas trabalhem cognitivamente sobre uma situação. Elas aprendem a pensar em novas maneiras de agir e isso ajuda na reflexão sobre os padrões comportamentais adotados na atualidade .

Para a psicóloga Walnei Arenque, a técnica é eficaz na medida em que o paciente e o terapeuta discutem no divã quais os pontos do filme marcaram ou revelaram algo de novo no comportamento. A pessoa deve estar atenta às sensações e aos sentimentos que foram despertados ao assistir ao filme. , avisa.

Ela costuma receitar diversas obras cinematográficas a seus pacientes. Com tantas questões de relacionamentos que percebo em meu consultório, recomendo muito o filme Perdas e Danos, dirigido por Louis Malle. No filme, por conta de uma paixão, um homem transforma a sua vida, antes sem graça e estabilizada, trabalhando a figura mítica do pai.

Outra indicação da psicóloga é O Advogado do Diabo, dirigido por Taylor Hackford e estrelado por Keanu Reeves e Al Pacino. Esta obra é uma verdadeira metáfora sobre o excesso de vaidade, tão presente nos tempos atuais , aconselha a psicóloga.

Foto: Getty Images

Muito utilizada nos Estados Unidos, a cinematerapia traz um processo de identificação com o personagem ou com a história e tem por finalidade um encontro do momento visto na tela com o momento vivido na realidade. Ao pôr o agente da história como telespectador, o cinema atua como terapia ao auxiliar pessoas a se distanciarem do fato na vida real, podendo analisar melhor as suas dificuldades e examinar a melhor maneira de superá-las.

O princípio da cinematerapia foi inspirado no teatro grego que, por meio da representação dramática, é capaz de proporcionar uma espécie de libertação emocional. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a catarse é o processo no qual o espectador sofre uma descarga de desordens emocionais obtidas através da jornada do herói nas telas e liberta-se de seus conflitos pessoais, revivendo suas experiências e atingindo um estado de tranqüilidade perante a vida.

Para o doutor em psicologia Jacob Goldberg, autor do livro Psicologia em Curta-metragem, assistir a um filme é muito mais do que uma simples distração . Na obra, o autor faz uma análise comportamental de diversos filmes, como Matrix, Dois Filhos de Francisco, O Segredo de Brokeback Mountain, Meu Nome Não é Johnny e Tropa de Elite.

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Goldberg afirma que, ao assistir a uma história contada por meio de um filme, o telespectador deixa o seu mundo repleto de problemas pessoais para viver uma outra realidade, navegando por meio de novas emoções. Desta forma, as pessoas acabam incorporando um personagem em seu dia-a-dia e seguem um roteiro inconscientemente, passando a ser atores de sua própria história. Todo mundo constrói seu filme e ninguém consegue escapar do script , afirma do psicoterapeuta.

No livro Cinematerapia para a alma, da Verus Editora, as autoras Nancy Penske e Beverly West apresentam um novo olhar sobre diversos títulos do cinema clássico e moderno. Dividido em dez partes, o livro traz, em capítulos, uma relação de filmes para você brilhar, para você se reerguer, para encontrar a alma gêmea, entre outros temas, com títulos que vão de Harry Potter a Filadélfia, passando por Frida, O Mágico de Oz e Silêncio dos Inocentes.

Ao assistir a uma obra cinematográfica, a psicóloga Mariza Jorge aconselha o telespectador a ficar atento às suas reações durante a sessão de cinema, observando se fica muito tenso, se chora, ou se fica deprimido ao término do filme. Confira abaixo algumas obras recomendadas pelos psicólogos:

Terapia na telona

As obras cinematografias podem ser úteis ao lidar com emoções como:

Tristeza - o filme Duas vidas, com Bruce Willis no elenco, mostra uma nova maneira de avaliar as escolhas tomadas ao longo da vida, dando motivação para que as pessoas ajam de acordo com seus sonhos.
Outra recomendação é Em Busca da Felicidade, estrelado por Will Smith. Na trama o personagem passa por diversas dificuldades até atingir o seu objetivo, dando um exemplo de perseverança e força de vontade.

Ansiedade - a obra Cidade dos Anjos, com Nicolas Cage e Meg Ryan, apresenta uma trama repleta de romantismo, na qual um homem não mede esforços para viver um amor verdadeiro.

Solidão - vencedor do Oscar de melhor roteiro original Telma e Louise, com Susan Sarandon e Geena Davis, ressalta o valor da amizade, através da aventura de duas amigas que decidem passar um fim de semana nas montanhas do centro-oeste norte-americano. Outra opção é Antes de Partir, com Jack Nicholson, Morgan Freeman e Sean Hayes no elenco. O filme retrata a amizade entre pessoas de personalidades opostas que encontram o valor da vida, ao perceberem que estão com os dias contados.

Baixa auto-estima - também vencedor do Oscar de melhor roteiro original, o filme Pequena Miss Sunshine mostra, com muito humor, como os padrões de comportamento e beleza impostos pela sociedade são efêmeros e ressalta a união de uma família formada por diferentes personalidades que se complementam.


Colaboraram:

Marcelo Gianini
Walnei Arenque
Mariza Jorge
Fone: (21) 3298-9066

Fonte: http://yahoo.guiadasemana.com.br/yahoo/iframe/channel_noticias.asp?ID=15&cd_city=1&cd_news=44836&YAH=1