Hoje recebi da minha amiga Suzana Cividanis um e-mail contendo uma jóia dentro. Era uma versão remixada e cantada por moradores de rua e varias pessoas pelo mundo cantando e tocando a música Stand By Me de Ben E. King imortalizado pelo maravilhoso John Lenon. O clipe faz parte do premiado documentário, "Playing for Change: Paz através da música".
Aqui, onde me encontro, na minha casa, quente, com comida , conforto e pessoas que me querem bem, torna-se insuportável saber que , neste mesmo momento, há bombardeios em Gaza, no Congo, em Ruanda, etc. Além de milhões de pessoas que morrem, sem água, sem comida e roupa, sem casa e outros, com isso, mas no desemprego, sem posses para sobreviver, para ter uma vida no mínimo digna: que mundo é este?
Como digo aos amigos mais próximos: O insuportável é aqui tão perto de casa!
O clipe, a musica, o conceito tudo é lindo e perfeito, ainda há quem pense que dar dinheiro à músicos de rua é caridade, para mim eles e elas trabalham. Que belas ficam as cidades cheias dos sons de seus músicos de rua! As ruas do mundo inteiro deveriam encher-se destes sons. Que pena se não existissem!
Não há palavras. Quando o ser humano quer até consegue ser espetacular. A música, a poesia, a voz, a expressão e o sentimento são universais. É a música na rua, para ser desfrutada pelo povo anônimo que não vai aos concertos. A música que aproxima povos e continentes. Trazer a música para a rua talvez contribua para um mundo mais solidário.
A música como um extraordinário meio de comunicação entre os cidadãos do mundo, independentemente da raça ou religião. Legal ver tantas gerações e raças e um único modo de se comunicar… a musica. É incrível como uns simples acordes nos fazem acreditar num mundo melhor…
Mudança, começa por aí…esperança cantada…
Por isso vamos nos juntar ao movimento para ajudar a inspirar as pessoas ao redor do mundo para se unirem através da música. Ainda podemos salvar o mundo…Eu acredito, desde que “You stand by me”!
Encontrei esse vídeo intitulado Gone no blog My Latest Piece do Zeke Shore de quem tomei a liberdade de usar o mesmo título dessa postagem. Um filme feito na técnica de stop motion, com um projeto escrito, dirigido, animados e pontuado pelo próprio Zeke Shore. Ao assistir fiquei completamente estarrecido com a proposta do vídeo e a sua profundidade. Simplesmente demais.
Me lembrou umas pessoas que eu conheço que vivem exatamente dentro da proposta do vídeo. O que ainda me espanta e o poder que a mídia (TV) tem sobre as pessoas e suas influências (nem sempre boas) dentro do contexto comportamental. Agora me conta uma coisa:
Encontrei esse vídeo muito legal intitulado Life 2.0, de quem tomei a liberdade de usar como título dessa postagem, que é uma investida satírica sobre um anúncio comentando a subida de serviços Web 2.0. Escrito, dirigido e produzido por Zeke Shore do blog My Latest Piece. Vamos ao vídeo.
Legal, né? Ele faz uma critica bem legal ao estilo de vida WEB 2.0. Me vi em muitas situações como aquelas descritas no vídeo. Mas uma coisa me chamou a atenção:
- Estamos prontos para esse estilo de vida?
- As relações humanas serão definidas com que profundidade?
Eu sinceramente não sei, mas se alguem souber que se manifeste.
As características atuais do conhecimento, como ele é trabalhado (a sociedade do conhecimento) aliadas a outras tendências como a globalização, a evolução das tecnologias da informação, a explosão demográfica, a individualização em coletivos conectados, colocam desafios nunca antes vivenciados em termos educacionais. Os conhecimentos em redes e as competências são cada vez mais essenciais para a evolução do nosso mundo. Em vários países e em especial na comunidade européia ocorrem grandes discussões e têm sido feitos investimentos significativos na chamada Aprendizagem ao Longo da Vida, que é vista como um componente básico de seu modelo social. Existe uma grande dificuldade de sua implantação, principalmente considerando a necessidade de integração da educação formal inicial, da educação de adultos e da formação no trabalho, num único enquadramento político, relacionado com objetivos comuns, não só educacionais, mas também econômicos e sociais.
Aprendizagem ao Longo da Vida
Toda a atividade de aprendizagem em qualquer momento da vida, com o objetivo de melhorar os conhecimentos, as aptidões e competências, sejam formais, não formais ou informais, no quadro de uma perspectiva pessoal, cívica, social e/ou relacionada com o emprego
Uma pessoa em qualquer tipo de situação na sua vida, uma ocupação, um hobby, um esporte, necessita de um número diferente de competências. Muitas pessoas depois de um período longo da vida precisam até readquirir e aprimorar competências básicas, como se alimentar correta e saudavelmente, como se sentar adequadamente. Um conjunto de capacidades diferentes e necessárias, num contexto da realidade de uma pessoa, é chamado de perfil de competências. Durante a nossa vida desenvolvemos e mantemos diferentes perfis de competência, em vários níveis de proficiência, para cada uma das situações enfrentadas.
Competência
A capacidade e o potencial de uma pessoa, grupo ou organização para agir de forma efetiva de forma que permita que esteja disposta para enfrentar e dê conta de certos problemas, eventos ou tarefas numa situação do seu dia a dia
A competência é por natureza contextualizada (situada), corresponde a um relacionamento entre um indivíduo, uma equipe, ou uma organização e os eventos e práticas no seu ambiente. Outra característica é que ela não é mensurável. O que se consegue ver são as atividades que uma pessoa é capaz ou não de realizar e os artefatos desenvolvidos a partir das mesmas. A sua definição deve ser determinada pelos envolvidos regularmente com o exercício dessa competência, isto é, por uma comunidade de prática, virtual ou não. Qual é o perfil de competência de um mediador de comunidades virtuais? Por mais que existam especialistas e professores no assunto capazes de defini-lo, esse perfil deve ser validado e consolidado pelos próprios mediadores, pela experiência nessa prática. Não existem perfis globais das profissões, cada situação, cada país, cada região, tem características próprias, mesmo que sejam usados os mesmos instrumentos ou realizadas os mesmos tipos de tarefas.
Uma das competência que precisamos assumir no mundo de hoje é a própria admistração de competências. Elas precisam ser administradas em vários níveis, desde um jovem, tentando progredir na vida, até órgãos de representação profissional, tentando manter a qualidade dos serviços profissionais de seus filiados. Essa é uma tarefa complexa, normalmente as metodologias e ferramentas disponíveis para essa tarefa não estão na mão das pessoas diretamente interessadas, mas de instituições voltadas para exames de certificação, organizações profissionais ou educacionais, empresas que dominam tecnologias específicas, departamentos de RH de empresas, agências de emprego. Isso faz que para uma pessoa seja muito difícil ou mesmo impossível administrar o seu próprio processo de desenvolvimento de competências. O projeto TenCompetence da Comunidade Européia tenta reverter a situação atual, criando recursos de informação para o desenvolvimento de competências (perfis, caminhos, atividades) e ferramentas adequadas que coloquem na mão das pessoas a possibilidade de administrar o desenvolvimento de seu próprio perfil de competência.
Processo pessoal de Administração de Competências
Achar um local que defina o perfil de competência na área de atuação desejada
Mapear o seu perfil atual no perfil de competência identificado e desejado
Identificar as oportunidades de desenvolvimento de sua competência existentes na sociedade
Selecionar e realizar o conjunto necessário de programas de desenvolvimento
Apresentar para a sociedade, professores e empregadores o seu perfil de competência alcançado
A educação formal existente atualmente no nosso mundo, não somente no nosso país, está muito distante e insensível à necessidade de criar competências voltadas para a aplicação dos conhecimentos por ela transmitidos em situações de prática, que tragam benefícios para o sistema produtivo e a empregabilidade. A competência deve se tornar o foco para o desenvolvimento de currículos e processos de capacitação, principalmente em áreas técnicas e ciências exatas. Na medida em que o nosso mundo se caracteriza pela abertura, flexibilidade, mudanças constantes e necessidade de respostas rápidas, essa tendência se amplia para as áreas humanas e sociais, e para o próprio ensino superior. Os perfis de competência podem auxiliar os professores nos seus cursos, serão uma fonte de reflexão e direcionamento para os alunos, além de facilitar a interação entre instituições educacionais e o mercado de trabalho no processo de aprendizado ao longo da vida.
A realidade do mundo de hoje tem feito que as pessoas desejem e necessitem estudar em qualquer lugar, no tempo e no ritmo de sua escolha, de acordo com suas necessidades e competências. As pessoas estão cada vez mais envolvidas com as tecnologias da informação e sem tempo para se afastar de suas atividades do dia a dia do trabalho. A palavra de ordem é flexibilidade, cursos pré-planejados, com conteúdos programáticos rígidos têm cada vez menos sucesso.Os alunos desejam que as suas competências existentes sejam consideradas e que os cursos se adaptem às mesmas. Para isso devemos ter um processo de aprendizado aberto, ao longo da vida e voltado para competências, onde é oferecido uma versão de curso (caminho) diferente para cada aluno, centrada no desenvolvimento do perfil de competência do mesmo, e disponível sob sua demanda, de acordo com suas necessidades imediatas no trabalho ou no estudo. Por outro lado esse ambiente de aprendizado exige um aluno com suficiente autonomia, com potencial de auto-direção, de se envolver ao mesmo tempo em atividades formais e informais. Essas atividade de aprendizado devem ocorrer em diferentes domínios do conhecimento humano, em ambientes populados por participantes com diferentes níveis de competência, sejam iniciantes ou especialistas de alto nível, com focos diferentes, sejam voltados para a prática , para pesquisas acadêmicas ou para o desenvolvimento de produtos para o mercado.
A utilização das últimas tecnologias da informação permitem a criação de espaços mais adequados para esse novo tipo de ecologia do conhecimento e aprendizado. Ambientes de colaboração (redes sociais, blogs, wikis), ambientes de comunicação interativa (chamadas de áudio e vídeos, mensageiros), ferramentas pessoais (editores multimídia, de escritório) tem características adequadas às demandas do aprendizado aberto ao longo da vida e voltado para competências. A nossa sociedade caminha de forma acelerada para esses ambientes, as crianças hoje já nascem vivenciando-os no seu dia a dia, o que é uma das justificativas para o seu perfil de maior autonomia, na medida que facilita a comunicação com seus amigos e a publicação de seus próprios conteúdos. Não se trata somente de um processo de apropriação de tecnologias. São desafios para todos nós, ambientes onde se podem viabilizar mudanças educacionais e profissionais, baseadas em abertura, autonomia, conexão, contextualização e diversidade.
Nos dias 18 e 19 de novembro, o Salão Dourado do Fórum de Ciência e Cultura receberá o II Encontro Internacional de Cinema e Educação. Organizado pelo Projeto de Pesquisa e Extensão Cinema para Aprender e Desaprender (CINEAD) do Laboratório do Imaginário Social e Educação da Faculdade de Educação (LISE/FE/UFRJ) — em parceria com o Colégio de Aplicação (CAp/UFRJ) e a Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro —, o evento visa aprofundar o debate acerca da inserção do cinema nas práticas educacionais.
Durante o encontro, especialistas convidados irão falar sobre suas experiências estético-educativas com a sétima arte, além de discutir questões teóricas relacionadas à introdução do aprendizado cinematográfico no ambiente escolar. Também serão apresentados na ocasião os resultados do primeiro ano da Escola de Cinema do CAp/UFRJ, apadrinhada por Alain Bergala e Nelson Pereira dos Santos.
8:45 às 9:15 – Mesa de abertura Reitoria da UFRJ; Decania do CFCH; Direção da FE-UFRJ; Direção do CAp; Fórum de Ciência e Cultura; CINEAD; Embaixada da França; MAM-Rio
9:15 às 09:45 – Coral do CAp/UFRJ
9:45 às 10:45 – Conferência de Abertura Fazer cinema na escola, a vez da infância - Núria Aidelman (Cinema em Curs -Universitat Pompeu Fabra - Barcelona) Moderadora: Adriana Fresquet (CINEAD/UFRJ)
10:45 às 11:00 - Café
11:00 às 13:00 - Algumas experiências com cinema na UFRJ Apresentação do CINEAD e dos resultados gerais da pesquisa em 2008 - Equipe de coordenação. Apresentação da Escola de Cinema do CAp UFRJ - Alunos. CINEAD na Argentina: Alejandro Cobo (UNC)
13: 00 às 14:30 - Almoço
14: 30 às 15:30 – Cultura, Cinema, Ensino Gustavo Fischman (Univ. de Arizona) Moderador: Fabio Garcez (CINEAD/UFRJ)
15:30 às 17: 00 - A experiência da inclusão do cinema no currículo escolar na França Alain Bergala (Paris III) Moderadora: Janaína Pires Garcia (CINEAD/UFRJ)
17:00 - Café Lançamento do livro de Alain Bergala: A hipótese cinema (tradução para o português da Coleção Cinema e Educação). Lançamento do livro: Novas imagens do desaprender. Uma experiência de aprender cinema entre a cinemateca e a escola. (Coleção Cinema e Educação) Anais de pesquisa CINEAD 2008.
19 de Novembro
A ESCOLA FAZ CINEMA
8:45 às 10:00 – Leituras da Imagem - Uma leitura do cinema Mesa redonda com Rosália Duarte (PUC-Rio) e Milene Silveira Gusmão (UESBA) Moderadora: Ana Lucia de Almeida Soutto Mayor (CINEAD/UFRJ)
10:00 às 10:15 - Café
10:15 às 12:00 – Aprender Cinema na Cinemateca Alain Bergala: A experiência na Cinémathèque Française (Professor de Paris III, Assessor do Ministério na experiência de levar o cinema às escolas francesas). Moderadora: Janaína Pires Garcia (CINEAD/UFRJ)
12: 15 às 13:30 - Almoço
14:00 às 15:15 – Cinemateca e Experiência Rafael de Luna (Coordenador do Setor de Documentação da Cinemateca MAM-Rio / UFF) e Hernani Heffner (Conservador e Pesquisador da Cinemateca do MAM-Rio/ PUC-Rio). Moderadora: Márcia Xavier (CINEAD/UFRJ)
15:15 às 15:30 - Café
15:30 às 16:30 - Cinema e Educação Por uma aproximação entre o cinema e a educação. José de Souza Miguel Lopes - Universidade Vale do Rio Verde (UNINCOR) Moderador: Mário Fumanga (CINEAD/UFRJ)
16:30 às 17:00 – Homenagem a Nelson Pereira dos Santos (Padrinho da Escola de Cinema CAp da UFRJ) Fechamento do encontro no Salão Dourado com concerto de piano
19:00 - Abertura da mostra Retrospectiva Kiarostami-Erice: Outras correspondências na Cinemateca do MAM-RIO
Somos cativos e nem ao menos nos damos conta disso. Vivemos atados a compromissos das mais variadas naturezas que nos fazem ir e vir (teoricamente livres) de um lado para o outro a todo o momento. Podemos abdicar de tudo isso a qualquer momento, mas quem, em sã consciência, abre mão dos laços que os unem à família, trabalho, escola, compromissos financeiros, religião, política?
Liberdade, de acordo com o poema clássico de Cecília Meirelles, é uma palavra que “o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda”. Até mesmo por isso, a saga do personagem Chris McCandless (Emile Hirsch), apresentada no filme “Na Natureza Selvagem”, do diretor Sean Penn, acaba por nos provocar sentimentos contraditórios e gerar posicionamentos dúbios quanto ao filme e a história de vida do protagonista.
Baseado em fatos reais, “Na Natureza Selvagem” mostra um jovem que resolveu desafiar a lógica estabelecida para sua vida e a de tantos outros promissores rapazes e moças que completam seu curso universitário.
Ao invés de se lançar no mercado e buscar avidamente o tão sonhado emprego numa empresa que lhe garantisse bons proventos e uma vida material para lá de confortável, McCandless – o melhor aluno de sua turma – resolve partir numa longa e imprevisível jornada, com destino conhecido (o Alasca), sem dinheiro no bolso, cortando contatos e relações com o mundo previamente conhecido por ele (inclusive com os familiares) e esperando para ver o que iria lhe acontecer durante o trajeto...
Chris McCandless adota o princípio de seus escritores de cabeceira – Jack Kerouac, Jack London e Henry David Thoreau – e passa a viver um dia de cada vez. Cada emoção – boa ou má – a ser descoberta a partir do nascer do sol, sem qualquer idéia previamente concebida a orientar os passos, as palavras, os olhares, as idéias...
O jovem resgata a tônica da contracultura, do modo de vida Hippie (sem que, com isso, se torne um hippie) – despojado, desvinculado do materialismo, disposto a encontrar-se no mundo, crendo mais no ser do que no ter ou possuir.
Há, evidentemente, outros fatores na história de vida do jovem que o compelem a assumir essa postura libertária radical. São aspectos relacionados à vida em família e ao modo como temos que a todo o momento “aparentar” normalidade, felicidade, cidadania, valores éticos e comportamento exemplar.
A farsa com a qual convive em sua casa – percebida na relação entre seu pai e sua mãe – o mobilizam a essa aventura, a uma autêntica fuga. Os estereótipos sociais o cansaram, esgotaram suas energias. O falsete da normalidade o afastou do sonho de vida padrão, do norte-americano médio - que é o mesmo de praticamente todos aqueles que vivem sob a égide da economia de mercado – e o compeliram a buscar o infinito, a liberdade, ou ainda Deus, na natureza, naquilo que é puro, simples, singelo, constante...
“Na Natureza Selvagem” é um libelo. Filme baseado em fatos reais que não tem medo de ser e se mostrar panfletário, que não quer se esconder sob falsas aparências, bem no espírito do protagonista...
O Filme
“Na Natureza Selvagem” intriga e inebria os espectadores. Desafia a lógica e a sensatez com a história real de um jovem que resolve abandonar tudo e viver como os personagens dos livros de Thoreau, Kerouac e London, que leu durante a sua formação universitária.
A vida marginal, com o pé na estrada, perambulando de um canto a outro do país, sem dinheiro no bolso, dá ao jovem Chris a sensação de liberdade por ele tanto desejada. Despojar-se dos luxos, dormir a céu aberto, alimentar-se do que a natureza lhe oferece, conhecer as pessoas sem que esses relacionamentos sejam direcionados por qualquer interesse específico (como dinheiro, família, emprego…) e explorar o mundo natural eram seus sonhos.
Emile Hirsch (que protagonizou Speed Racer, versão cinematográfica do desenho japonês dirigida pelos irmãos Andy e Larry Wachowsky, da trilogia Matrix) está impecável e mereceria prêmios por sua memorável interpretação como Alexander Supertramp, o codinome do jovem Christopher McCandless.
O elenco de apoio, com Marcia Gay Harden, William Hurt e o veterano Hal Holbrook em comovente atuação (entre outros) é também fator de brilho dessa discreta e soberba produção e direção do talentosíssimo Sean Penn. Um filme para incomodar e provocar a todos! Obrigatório!
Para Refletir
1- O que é liberdade? Que tal buscar o conceito a partir de áreas do conhecimento tão diferentes quanto a filosofia, a história, a política, a religião, o direito ou as ciências sociais? Como as pessoas entenderam o conceito de liberdade ao longo da história? De que forma a literatura registra, em seus expoentes (como a mencionada escritora brasileira Cecília Meireles), a idéia desse vocábulo que encerra em si tantos sonhos dos seres humanos? Liberdade é compreendida da mesma forma no Ocidente e no Oriente, no Hemisfério Sul e no Norte? Sendo tão essencial a todos e a cada um, entender o que é liberdade torna-se um exercício de fundamental importância, não acham?
2- Destacados escritores norte-americanos - Jack Kerouac, Jack London e Henry David Thoreau – são desconhecidos da maioria dos brasileiros. Suas obras – ricas, vastas, geniais, incompreendidas e, em alguns casos, até mesmo consideradas malditas - compelem os leitores a emancipar-se, a sorver o universo (cada uma de suas gotas, de suas partículas), desafiam de forma constante o ser humano a uma constante e necessária revisão, reconstrução e análise. Não preciso dizer mais nada, não é? Que tal colocar esses autores na lista de livros a serem lidos em sua escola?
3- A natureza, soberba e embevecedora, a todo o momento nos brinda com algum espetáculo maravilhoso. E o que fazemos? Ignoramos. Fechamos nossos olhos. Passamos ao largo. Reagimos com pouco caso. E, se não bastasse isso, cerceamos seus espaços, limitamos suas maravilhas. Sensibilizar crianças, adolescentes e jovens quanto à natureza é tarefa básica e elementar da educação. Projetos interdisciplinares que prevejam e estimulem visitas a parques nacionais e áreas silvestres – com o intuito de reconhecer, identificar, mapear e criar um espírito preservacionista são essenciais práticas para toda e qualquer escola. Chega de discurso, é hora da prática!
4- O protagonista do filme “Na Natureza Selvagem”, Chris McCandless (Emile Hirsch), em sua jornada pelos Estados Unidos, passa por diversas localidades e paisagens naturais. Exercício bastante interessante seria mapear seu rumo e fazer um levantamento dos ecossistemas e paisagens com os quais ele teve contato.
5- A sociedade e suas “aparências”, ou seja, as pessoas agindo para vender imagens política e socialmente corretas, como é o caso da família de Chris McCandless no filme “Na Natureza Selvagem” é tema forte e relevante da referida produção. Será que algum dia poderemos realmente falar o que pensamos, sem usar as máscaras que muitas vezes ocultam nossos reais pensamentos? Quando emergirá a verdade, a sinceridade, a honestidade em nossas práticas e relações sociais? Será que tudo ao nosso redor é mascarado e encerra – atrás de encenações – leituras muito diferentes daquilo que realmente ouvimos e vemos? Exercício bastante interessante para a compreensão dessa premissa é a análise do comportamento de pessoas públicas, como políticos, artistas, empresários, atletas ou músicos...
Ficha Técnica
NA NATUREZA SELVAGEM (Into the Wild)
País/Ano de produção: EUA, 2007 Duração/Gênero: 140 min., Drama Indicação Etária:12 anos Direção de Sean Penn Roteiro de Sean Penn baseado em livro de Jon Krakauer Elenco: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Hal Holbrook, Jena Malone, Brian Dierker, Catherine Keener, Kristen Stewart, Zack Kalifianakis, Robin Matthews.
João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).
Por indicação do meu amigo José Antônio Klaes Roig, editor do Letra Viva do Roig assisti a 2 vídeos maravilhosos intitulado A História das Coisas (The Story of Stuff), de Annie Leonard, que está dividido em duas partes abaixo.
Cap. 1-4
Cap. 5-7
Versão dublada
Os vídeos são muito bons para se conhecer melhor como funciona a engrenagem do mundo em que vivemos, pós-Segunda Guerra Mundial e de como estamos produzindo, consumindo e destruindo de forma voraz o nosso planeta. Uma dos temas que eu e o José Roig temos abordado em nossas conversas, e que tem deixado a ele e a mim preocupados é com o lixo tecnológico.
Eu mesmo quase "pari um porco espinho" para descartar corretamente um celular velho que estava à anos habitando o fundo de uma gaveta. Nenhuma operadora ou loja queria ficar com o ele pois eles disseram que eu podia joga-lo no lixo "sem problemas". Depois de muito reclamar a operadora Claro se prontificou a descarta-lo corretamente.
Nesses tempos de pouca informação sobre o destino do lixo tecnológico o vídeo "A História das Coisas" como diz o José Roig "é um vídeo imperdível, necessário, contundente, didático, entre outras coisas, que merece ser repassado a professores e alunos, para uma reflexão sobre nossos padrões de consumo e o consumismo que nos fazem ser consumidores antes que cidadãos, pelo mundo afora.". A postagem original do José Roig esta disponível no Letra Viva do Roig.
Hoje se comemora, na minha opinião a data mais legal de todas, o Dia das Crianças. Apesar de achar que Dia das Crianças é todo dia, mas ter um dia especifico para isso é muito bom. Tirando a onda de consumismo que envolve a data hoje em dia, hoje é um dia para curtir seus filhos e aproveitar para virar criança novamente exatamente como fez o meu amigo José Antônio Klaes Roig do Letra Viva do Roig com o seu filhote jogando Jogo da Memória, que alias rendeu duas postagens bem legais.
Rolar na grama, se sujar de lama, soltar pipa, jogar bola, fazer comidinha, trocar roupa de boneca, puxar carrinho, ver um filme junto, ir ao teatro, jogar videogame junto, contar uma historia ou simplesmente passear na pracinha do bairro, enfim curtir um dia especial junto ao seu filho. Na sociedade moderna em que vivemos tempo é uma coisa muito rica e imperdível, mas viver um dia sem hora e sem compromissos junto aos nossos filho é algo simplesmente maravilhoso ou como diz o anuncio "não tem preço".
Por isso o Caldeirão de Idéias montou uma programação bem legal para você poder fazer junto ao seu filho neste dia tão especial.
Como Dia das Crianças sem poesia não é Dia das Criança postamos abaixo 3 poesias para você ler junto com os seus filhos pois afinal poesia é um sonho para qualquer criança. Postamos também um filme para você assistir junto com eles. O filme é o "Menino Maluquinho" do Ziraldo maravilhosamente levado para as telas pelo Helvécio Ratton, o roteiro foi preparado pelo Profº João Luís de Almeida Machado do Planeta Educação e uma reportagem explicando como surgiu o Dia das Crianças, para que você explique aos seus filhos o real motivo da data, o valor sentimental da data e não o seu lado consumista.
Assim como devemos cuidar do nosso planeta, reduzindo o consumo, reciclando materiais e nosso lixo, economizando água, reduzindo a emissão de CO² e plantando mais arvores, cuidar de nossas crianças dando a elas uma educação de qualidade, muito amor, ensinando os valores éticos e a importância da igualdade fará do mundo um lugar melhor para se viver.
Nos blogs Educar Já da Cybele Meyer e Jogos, Brincadeiras e Dinâmicas você tem varias atividades e opções de dinâmicas para fazer com seus alunos e filhos, afinal nada melhor do que juntar o útil ao agradável.
1. As minhas mãos são pequenas: por favor não esperem a perfeição ao fazer a cama, desenhar, atirar e agarrar uma bola.As minhas pernas são pequenas: por favor abrandem para eu vos poder acompanhar.
2. Preciso de encorajamento para crescer. Por favor sejam brandos nas vossas críticas. Lembrem-se: podem criticar o que faço sem me criticarem a mim.
3. Os meus olhos não vêem o mundo do mesmo modo que os vossos. Por favor deixem-me explorá-lo em segurança. Não me impeçam de o fazer sem necessidade.
4. Os meus sentimentos ainda estão tenros. Não impliquem comigo o tempo todo. Tratem-me como desejariam ser tratados.
5. As tarefas domésticas estão sempre a precisar de ser feitas. Só sou pequeno por pouco tempo. Por favor percam tempo a explicar-me as coisas deste fantástico mundo em que vivemos e façam-no de boa vontade.
6. Por favor não vão "fazer por cima" tudo o que eu faço. Isso dá-me a ideia de que os meus esforços nunca alcançam as vossas expectativas.Sei que é difícil, mas não me comparem a outras crianças.
7. A minha existência é uma dádiva. Cuidem de mim como é esperado, responsabilizando-me pelas minhas acções, dando-me linhas de orientação e disciplinem-me de um modo afectuoso.
8. Por favor não tenham medo de ir passar fora um fim-de-semana. Os filhos precisam de férias dos pais como os pais precisam de férias dos filhos. É uma bela maneira de mostrarem como a vossa relação é especial.
9. Por favor dêem-me a liberdade para tomar decisões que me dizem respeito. Deixem-me falhar, para que eu possa aprender com os meus erros. Assim, um dia estarei preparado para tomar as decisões que a vida me exigirá.
10. Por favor dêem-me todas as oportunidades para eu aprender e bons exemplos para eu seguir. Assim poderei tornar-me numa pessoa verdadeira, recta e humana.
Você criança, que vive a correr, é a promessa que vai acontecer... é a esperança do que poderíamos ser... é a inocência que deveríamos ter...
Você criança, de qualquer idade, vivendo entre o sonho e a realidade espargem pelas ruas da cidade, suas lições de amor e de simplicidade!
Criança que brinca, corre, pula e grita mostra ao mundo, como se deve viver cada momento, feliz, como quem acredita em um mundo melhor que ainda vai haver!
Você é como uma raio de luz a iluminar os nossos caminhos, assemelhando-se ao Menino Jesus, encanta-nos com todo teu carinho!
Você é a criança, que um dia vai crescer! É a promessa, que vai se realizar! É a esperança da humanidade se entender! É a realidade que o adulto precisa ver... e também aprender a ser...
A definição de Web 2.0 é "a rede no tempo de uma Sociedade da Autoria, onde cada internauta se torna (co)autor ou (co)produtor e compartilha - com os demais indivíduos imersos numa cibercultura – a sua produção. Assim, os internautas deixam de ser apenas leitores isolados ou tão somente coletores de informações; agora passam a colaborar na criação de grandes repositórios de informações".
Educar em tempos da convergência de mídia e da Web 2.0: ampliam-se os desafios aos professores. Os aplicativos e recursos que compõem o que se está chamando Web 2.0 deverão ter um impacto importante na escola que utiliza recursos da tecnologia digital. A escola, com estratégias para ensino e aprendizagem, estará onde estiver um computador com acesso à Internet. É o mesmo movimento que caracteriza o chamado escritório “on-line”.
Os potenciais impactos dos recursos da Web 2.0 não estarão limitados à educação on-line, na sala de aula virtual ou sala de bits. Eles poderão – ou deverão – estar também na educação chamada de presencial, na sala de aula de tijolos. Esses aplicativos quase certamente influenciarão profundamente com os ambientes de ensino presenciais – ou fechados, como alguns preferem denominar. Muitos deles já estão influenciando a vida dos alunos, fora da escola.
Muitos já estão sendo trazidos para dentro da escola recursos. É o caso de blogs, rss, escrita colaborativa, enciclopédias on-line e outros. Haveria uma forte tendência por ambientes colaborativos de aprendizagem, com a formação e incremento de redes, que de certa forma descentralizam os processos de ensino e aprendizagem, avançando sobre os muros da escola, ultrapassando-os, e criando uma nova dimensão para os tempos escolares. Conseqüentemente, os conteúdos a serem tratados, as possibilidades de interação, questões como a da autoria, individual e coletiva, a distinção público/privado deverão estar sendo (re)pensados pelos educadores.
Capacidade de análise crítica, a ética, os valores individuais e coletivos, a moral serão alguns dos elementos obrigatórios nesse “coquetel” que vai além das tecnologias do ciberespaço. Esse (re)pensar se articula a uma necessária ressignificação do que seria ensinar e aprender numa escola do século XXI
E existem ainda recursos que serão importantes na gestão na escola e no trabalho integrado de professores, que devem abandonar a solidão que tem sido uma marca forte de sua profissão. Essa é uma visão perturbadora de como uma nova revolução da informática está redefinindo os negócios, a sociedade e a cultura. A intransigência em relação a tudo quanto é novo é um dos piores defeitos do homem. E, inversamente, perceber a realidade pelos meios não convencionais é o que mais intensamente deveria ser buscado [nas escolas]. Porque isso é capacidade de invenção em estado puro: cultivar o devaneio, anotar seus sonhos, escrever poesias, criar imageticamente o roteiro de um filme que ainda vai ser filmado.