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9 de nov. de 2012

Tablets e netbooks na educação

José Manuel Moran

Há uma pressão enorme para incluir as tecnologias móveis na educação. Alguns colégios e instituições superiores entregam tablets ou netbooks para os alunos como parte do material escolar. Há uma tendência à substituição dos livros de texto por conteúdos digitais dentro de tecnologias móveis. Uma justifica é diminuir de peso das mochilas dos alunos; outra, baratear do acesso ao conteúdo não impresso (além de ser ecologicamente mais correto); também é visto como importante oferecer recursos de pesquisa, de leitura e de comunicação próximos dos alunos, dos ambientes digitais que frequentam, para motivá-los mais a aprender.



Este é um campo minado de discussões, decisões, interesses. Qualquer análise ainda é parcial, provisória, precária. Mesmo assim, esta é a percepção que tenho no momento.

As tecnologias móveis trazem enormes desafios, porque descentralizam os processos de gestão do conhecimento: podemos aprender em qualquer lugar, a qualquer hora e de muitas formas diferentes. Podemos aprender sozinhos e em grupo, estando juntos fisicamente ou conectados. Na medida que entram na sala de aula o seu uso não pode ser só complementar. Podemos repensar a forma de ensinar e de aprender, colocando o professor como mediador, como organizador de processos mais abertos e colaborativos.

No Brasil, os smartphones e os tablets ainda estão numa fase de experimentação dentro das escolas. Trazem desafios complexos. São cada vez mais fáceis de usar, permitem a colaboração entre pessoas próximas e distantes, ampliam a noção de espaço escolar, integrando os alunos e professores de países, línguas e culturas diferentes. E todos, além da aprendizagem formal, têm a oportunidade de se engajar, aprender e desenvolver relações duradouras para suas vidas. Ensinar e aprender podem ser feitos de forma muito mais flexível, ativa e focada no ritmo de cada um.

A tela sensível ao toque permite uma navegação muito mais intuitiva e fácil do que com o mouse. Crianças pequenas encontram os jogos e aplicativos muito mais rapidamente. Com o barateamento progressivo a partir de agora, estarão muito mais presentes dentro e fora da sala de aula. Permitem experimentar muitas formas de pesquisa e desenvolvimento de projetos, jogos, atividades dentro e fora da sala de aula, individual e grupalmente. O professor não precisa focar sua energia em transmitir informações, mas em disponibilizá-las, gerenciar atividades significativas desenvolvidas pelos alunos, saber mediar cada etapa das atividades didáticas. Poderemos ensinar e aprender a qualquer hora, em qualquer lugar e da forma mais conveniente para cada situação. Os próximos passos na educação estarão cada vez mais interligados à mobilidade, flexibilidade e facilidade de uso que os tablets e ipods oferecem a um custo mais reduzido e com soluções mais interessantes, motivadoras e encantadoras. Não podemos esquecer que há usos dispersivos. É cada vez mais difícil concentrar-se em um único assunto ou texto, pela quantidade de solicitações que encontramos nas tecnologias móveis. Tudo está na tela, para ajudar e para complicar, ao mesmo tempo.

As tecnologias móveis desafiam as instituições a sair do ensino tradicional em que os professores são o centro, para uma aprendizagem mais participativa e integrada, com momentos presenciais e outros a distância, mantendo vínculos pessoais e afetivos, estando juntos virtualmente.

As inovações mais promissoras encontram-se em escolas que têm tecnologias móveis na sala de aula, utilizadas por professores e alunos. Os programas de um computador ou tablet por aluno, ainda em fase experimental em centenas de escolas municipais, estaduais e particulares, sinalizam mudanças muito importantes na forma de ensinar e de aprender. As aulas são mais focadas em projetos colaborativos, os alunos aprendem juntos, realizam atividades diversificadas em ritmos e tempos diferentes. O professor muda sua postura. Ele sai do centro, da lousa para circular orientando os alunos individualmente e em pequenos grupos. As aulas de 50 minutos não fazem sentido, porque dificultam a sequência de tempos para atividades de pesquisa, análise, apresentação, contextualização e síntese.

Tablets ou netbooks?

No momento atual é difícil escolher uma das duas ferramentas sem perder algo. Os tablets atraem mais, são mais intuitivos, fáceis de manusear, de ler. Aos poucos chegarão com comandos de voz, sem precisar tocar na tela para acontecer o que desejamos conseguir. Os netbooks aos poucos são mais rápidos, leves e com mais recursos. A tendência é a dos ultrabooks. Os tablets não privilegiam o ato de escrever, fundamental para aprender. Têm teclado, mas ainda não está totalmente integrado, de forma fácil para quem escreve muito. Percebo que é uma questão de pouco tempo para termos no mercado tablets que incorporem os melhores recursos dos notebooks mais poderosos. Na minha opinião não deveríamos, atualmente, optar por uma ou outra ferramenta exclusivamente, mas ter ambas disponíveis para os alunos, permitindo a escolha pessoal, de acordo com o perfil de cada um e de como vai utilizá-los mais. Os tablets e smartphones são mais avançados, inovadores e chamativos. Os notebooks procuram incorporar alguns dos avanços de ambos. É uma decisão ainda em aberto, aguardando a evolução integradora das tecnologias móveis.

Alguns aplicativos para tecnologias móveis

Os aplicativos cada vez mais se adaptam aos principais sistemas operacionais, abertos e fechados. Os aplicativos mais interessantes que conheço, principalmente para smartphones, ajudam no aprendizado de línguas. Cursos inteiros podem ser acompanhados por podcast ou vídeos, com testes adequados e ambientes de colaboração como os que acontecem em redes sociais. Gosto, por exemplo, do LearnEnglish do British Council com histórias em capítulos, jogos, desafios e integração com Facebook e Twitter. Outro semelhante é o ESLPod com histórias do cotidiano e explicações das principais expressões em ritmos diferentes. Tem aplicativos como o Stitcher que organiza os programas de rádio e podcast por temas e línguas e são extremamente variados e atualizados e podem ser acessados a qualquer hora e de qualquer lugar. Tem o Google Earth e todas as possibilidades de utilização principalmente em Geografia, o YouTube com a imensa variedade de vídeos, de canais e de facilidade de postagem de novos vídeos feitos pelos alunos. O Google Sky Map – ao apontar o smartphone para o céu e o Google Sky Map mostrará as estrelas, planetas, constelações e muito mais para ajudar a identificar os objetos celestes em vista. O aplicativo mais conhecido é o Wikipedia - da maior enciclopédia online colaborativa. Também é interessante o Celeste CE - Basta apontar a câmera e ver exatamente onde cada objeto do Sistema Solar está localizado de dia ou noite. O My Class Schedule - Aplicativo para que o estudando organize horários de estudo, notas e todas as informações do seu curso. Tem os aplicativos que utilizam a localização por GPS e que permitem  interagir com outras pessoas naquilo que se precisa, enviar fotos, trocar vídeos, desenvolver projetos juntos. A tendência é a de termos muitas mais soluções para todas as nossas necessidades. O que nunca pode faltar é a vontade e o gosto por aprender.


Conclusão

Todas as tecnologias nos ajudam e ao mesmo tempo nos complicam. Depende de como as integramos no que pretendemos. Elas podem nos ajudar a aprender e a evoluir, mas também favorecem a dispersão nas múltiplas telas, aparelhos, aplicativos, redes. Ajudam a comunicar-nos melhor, mas também a desfocar-nos, distrair-nos, tornar-nos dependentes. A educação é um processo rico e complexo de ajudar a aprender, a evoluir, a ser pessoas livres. As tecnologias fazem parte do nosso mundo, nos ajudam, mas ainda precisamos experimentar muito para encontrar caminhos de integração que nos permitam avanços significativos na escola e na vida.

Sobre o autor: José Manuel Moran, Professor de Comunicação na USP(aposentado). Diretor do Centro de Educação a Distância da Universidade Anhanguera-Uniderp e pesquisador de mudanças na educação presencial e a distância. Meu foco é tornar a escola e a universidade mais inovadoras, empreendedoras e acolhedoras, focando mais a pesquisa, a inter-aprendizagem, os valores humanos e as tecnologias digitais ; Facebook: jmmoran10 ; E-mail: moran10@gmail.com  ; blog: http://moran10.blogspot.com.br/  ; Site Oficial: http://www.eca.usp.br/prof/moran

25 de set. de 2012

Tablets para todos conseguirão mudar a escola?


Muitos correm atrás de receitas milagrosas para mudar a educação. Se fossem simples, já as teríamos encontrado há muito tempo. Educar é, simultaneamente, fácil e difícil, simples e complexo. Os princípios fundamentais são sempre os mesmos: Saber acolher, motivar, mostrar valores, colocar limites, gerenciar atividades desafiadoras de aprendizagem. Só que as tecnologias móveis, que chegam às mãos de alunos e professores, trazem desafios imensos de como organizar esses processos de forma interessante, atraente e eficiente dentro e fora da sala de aula, aproveitando o melhor de cada ambiente, presencial e o digital.

Algumas questões que serão cada vez mais debatidas a partir de agora são: Por que tudo tem que acontecer dentro da sala de aula, em horários e ritmos predeterminados? Como ensinar numa sala onde os alunos acessam qualquer informação ao vivo? O que fazer nos ambientes digitais e nos presenciais? Como organizar um currículo inovador com alunos que possuem redes informais de aprendizagem e de comunicação tão interessantes?

Algumas ilusões de mudança

Há uma expectativa crescente de que agora a escola mudará rapidamente. Já vimos esse filme muitas vezes. Quando participei no começo dos noventa do projeto Escola do Futuro da USP, imaginava que a estas alturas do século XXI já teríamos escolas muito diferentes, currículos inovadores, flexibilidade em organizar os percursos de cada um. Mas constatamos que as mudanças foram, em geral, mais periféricas do que profundas.

Outra ilusão é a de que entregar tablets e netbooks para professores e alunos provocará uma grande revolução. Gostaria que fosse assim. Sem dúvida é um avanço promissor. Mas se depositarmos muita esperança nessas políticas quantitativas, poderemos frustrar-nos rapidamente. As tecnologias trazem muitas possibilidades, mas, sem ações de formação sólidas, constantes e significativas, boa parte dos professores tende, após a empolgação inicial, a um uso mais básico, conservador - repositório de informações, publicação de materiais - enquanto os alunos podem seguir utilizando-as para inúmeras formas e redes de entretenimento,como jogos, vídeos e conversas online.

Desafios que os tablets trazem

A chegada das tecnologias móveis à sala de aula traz tensões, novas possibilidades e grandes desafios. As próprias palavras “tecnologias móveis” mostram a contradição de utilizá-las em um espaço fixo como a sala de aula: elas são feitas para movimentar-se, para levá-las para qualquer lugar, utilizá-las a qualquer hora e de muitas formas.

Como conciliar mobilidade e espaços e tempos previsíveis? Por que precisamos estar sempre juntos para aprender? A escola precisa entender que uma parte cada vez maior da aprendizagem pode ser feita sem estarmos na sala de aula e sem a supervisão direta do professor. Isso assusta, mas é um processo inevitável. Em lugar de ir contra, por que não experimentamos modelos mais flexíveis? Por que obrigar os alunos a ir todos os dias repetir os mesmos rituais nos mesmos lugares? Não faz mais sentido. A organização industrial da escola em salas, turmas e horários é conveniente para todos – pais, gestores, professores, governantes – menos para os mais diretamente interessados, os alunos. Ter todos os alunos dentro de um espaço previsível todos os dias dá segurança, tranqüilidade para os adultos – os filhos estão protegidos, os pais podem se dedicar aos seus trabalhos, os professores e funcionários se organizam em horários fixos.

A escola não muda por inércia e por conveniência.

Poderíamos ensinar e aprender somente indo dois ou três dias por semana a uma escola e continuar aprendendo através das inúmeras possibilidades dos ambientes online. E o que faríamos com os filhos no restante do tempo? E como orientar todo o processo de aprendizagem a distância? Como transformar isso em horas aula no currículo? Como gerenciar –econômica e didaticamente – esses horários virtuais? Por isso a orientação no mundo permanece no sentido contrário: aumenta-se o número de horas que os alunos permanecem na escola (tempo integral) e continua-se colocando como modelo de educação o os países nórdicos, que valorizam muito mais o professor (importantíssimo) e resolvem tudo na sala de aula com poucas tecnologias (aqui está um dos desafios da mudança).

Viveremos nestes próximos anos um rico processo de aprendizagem na sala de aula focando mais a pesquisa em tempo real, as atividades individuais e grupais online, mudando lentamente as metodologias de transmissão para as da aprendizagem colaborativa e personalizada. Aos poucos perceberemos que não faz sentido confinar os alunos na sala de aula para aprender. Podemos organizar uma parte importante do currículo no ambiente digital e combiná-lo com as atividades em sala de aula de forma que o projeto pedagógico de cada curso integre o presencial e o digital como componentes curriculares indissociáveis. O digital não será um acessório complementar, mas um espaço de aprendizagem tão importante como o da sala de aula. Evitaremos a esquizofrenia atual de manter o mesmo número de aulas presenciais de sempre e ainda pedir para professores e alunos que utilizem o ambiente digital como repositório de materiais, espaço de debate e de publicação.

Com o tempo fará sentido para a maioria repensar os horários, os espaços e as formas de organizar os processos de ensino e aprendizagem. É uma questão de amadurecimento e de profundo intercâmbio de experiências para construir propostas mais arrojadas, testadas e aceitas. Demorará mais do que gostaríamos, mas a chegada das tecnologias móveis à sala de aula é como um cavalo de Tróia.

 Em curto prazo parece que pouco vai mudar; mas em médio prazo nos obrigará a reorganizar o tempo, o espaço e a forma de ensinar e aprender.

Os desafios a nossa frente são fascinantes.

Texto disponível no meu site www.eca.usp.br/prof/moran/tablet.pdf

Sobre o autor: José Manuel Moran, Professor de Comunicação na USP(aposentado). Diretor do Centro de Educação a Distância da Universidade Anhanguera-Uniderp e pesquisador de mudanças na educação presencial e a distância. Meu foco é tornar a escola e a universidade mais inovadoras, empreendedoras e acolhedoras, focando mais a pesquisa, a inter-aprendizagem, os valores humanos e as tecnologias digitais ; Facebook: jmmoran10 ; E-mail: moran10@gmail.com ; blog: http://moran10.blogspot.com.br/   ; Site Oficial: http://www.eca.usp.br/prof/moran  

14 de set. de 2010

Escola deve combater o tédio e desenvolver a criatividade dos alunos

Olá Amigos

Que tristeza é para um professor ter alunos dormindo na sua aula. Convenhamos que é brochante. "Aulas "ativas" significavam "barulho" para a maioria dos meus colegas e "aprender fazendo" dá trabalho para preparar e, sobretudo, obriga o professor a não parar de se movimentar na sala de aula apoiando os grupos de alunos.


Atualmente se põe muito na conta das TIC ( eu também o faço ) que permitem fazer coisas em sala de aula ou fora dela que há alguns anos eram impensáveis, no entanto a tecnologia por si só não serve de nada.

As novas tecnologias, por si só podem não significar nada, se atrás delas não estiver um professor com espírito criativo, dinâmico e com interesse em ensinar, em educar, em passar a palavra, em mostrar que, sem esforço, nada se consegue. Por outro lado, podem usar-se todas as tecnologias, mas se os alunos não quiserem, de fato, estar interessados, não se consegue fazer nada.

O tédio nas aulas em parte é fruto da falta de interligação com a realidade e o contexto do(s) alunos(s). As aprendizagens terão de ser significativas para os alunos, complementadas com recursos dinâmicos e interativos (não necessariamente suportados em TIC).

Temos que investir nas "pedagogias ativas" e no "aprender fazendo". Estas metodologias requerem uma grande conhecimento delas e também uma planificação atempada e cuidada. Depois destes dois pilares estarem enraizados nas práticas dos professores, as aulas decorrem naturalmente.

Um estudo recentemente publicado, tem servido de base para as escolas americanas identificarem os problemas com que se debatem os alunos nas escolas, de modo a responderem às suas necessidades.

Sabe quais são os fatores mais citados?

O conteúdo "não era interessante", seguido pela "falta de relevância da matéria" e pela falta de interação com os seus professores. De acordo com a perspectiva dos alunos, o tédio existente nas escolas aumenta na ausência de interação e no fraco estímulo à criatividade e ao desafio intelectual.

A Escola não deve "matar" a criatividade dos alunos e as TIC podem ser um instrumento para a "potenciar" dentro e fora da escola. Todavia, meios tecnológicos sem uma mentalidade de resolução de problemas e de aplicação de conceitos em novas situações, também não deverá conseguir o objetivo enunciado: criatividade.

A criatividade é anterior ao uso das tecnologias. É uma mentalidade que tem de ser desenvolvida, projetando na atitude do aluno o desejo de ultrapassar dificuldades, usando todos os meios que estiverem ao seu alcance.

Sempre digo quando sou questionado por que o Brasil tem tão poucos cientistas. Eu respondo que a gente os mata no primeiro dia em sala de aula. Se o aluno vem com porquês, com como e ses (que são a base do pensamento cientifico) logo os mandamos calar a boca, fazendo com que esse alunos nunca mais questione ou crie nada.

Isso tudo me lembra a musica do Gabriel Pensador, Até Quando em que ele diz que:

Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente muda ninguém manda na gente

Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro


Então vamos combinar uma coisa: MUDE, ARRISQUE-SE

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

© Copyleft - É livre a reprodução exclusivamente para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.

3 de jul. de 2009

TIC - Muita gente está comentando, mas você sabe o que é?


Alexandre Mendes

Estamos agora tratando das TICs, tão faladas nestes tempos. Vamos comentar seus conceitos, sua utilização e do seu futuro. Espero que vocês gostem.

Coloquem comentários ou notas no artigo ou fale direto conosco, via e-mail. Então, vamos lá...

TIC - Conceitos

TIC é a abreviação de "Tecnologia da Informação e Comunicação". Pesquisando nas várias definições existentes em livros, textos, Internet, revistas, etc., podemos dizer que TIC é um conjunto de recursos tecnológicos que, se estiverem integrados entre si, podem proporcionar a automação e/ou a comunicação de vários tipos de processos existentes nos negócios, no ensino e na pesquisa científica, na área bancária e financeira, etc. Ou seja, são tecnologias usadas para reunir, distribuir e compartilhar informações, como exemplo: sites da Web, equipamentos de informática (hardware e software), telefonia, quiosques de informação e balcões de serviços automatizados.

Estamos presenciando, já há alguns anos, o uso intenso da Internet por todos os segmentos da sociedade e isto esta fazendo com que inúmeras áreas sofram mudanças radicais em termos como inovação, criatividade, produtividade e conhecimento, por exemplo, estão forçando a procura de novas formas para aplicações tradicionais da área financeira, bancária, educação, segurança, transportes, engenharia, comércio, etc.

Outra área de crescimento do uso de TICs é a dos gestores públicos, nos seus processos administrativos, pois permite transparência e beneficia toda a sociedade. É o surgimento do governo eletrônico, o chamado "e-gov".

Utilização das TICs

Por exemplo, a área da educação pode usufruir as TICs dando pulos de qualidade e criatividade, tudo em nome de uma nova maneira de ver este "mundo" e isto irá fortalecer desde a educação básica às pesquisas científicas, passando pelo ensino à distância (EAD).

Um bom exemplo disso é que as TICs permitem que se ofereça grande quantidade de cursos variados a pessoas em áreas longínquas, principalmente aquelas desprovidas de bons colégios ou faculdades. Ou seja, através do uso de meios eletrônicos para gravação e transmissão de conteúdos educacionais, vários segmentos podem ser beneficiados. Assim, é esperado um aumento da oferta de aprendizado, independente de locais e de horários fixos, ou seja, permitindo se estudar em casa, em uma biblioteca ou até mesmo no local de trabalho no horário mais conveniente ao aluno.

Temos acompanhado o desenvolvimento e o sucesso desta nova modalidade educacional em vários países, que está gerando enormes quantidades de informações na forma digital, com grande potencial de aproveitamento e reutilização. Isto quer dizer que ela propiciará também, em um futuro não muito distante, que instituições de locais geográficos distantes, mas que tenham objetivos e interesses em comum, possam usufruir os mesmos recursos educacionais. Por que não?

Podemos pensar também em planejar grupos de estudos que trabalhem de forma "colaborativa", mesmo estando localizados geograficamente distantes um do outro, mas participando de trabalhos, como se estivessem todos em um ambiente de rede dentro de uma mesma sala de aula.

Conclusão

Penso que, para que as TICs tenham grande participação na sociedade e obtenha sucesso, seja necessário rever, repensar e mudar os modelos que formam a base da educação, em todos os seus níveis, alinhando-os a um mundo moderno, novo, rápido e exigente. E mais, mudar atitudes e concepções.

O cotidiano escolar e a aprendizagem dos alunos são fatores importantes que devem ser levados em consideração no uso justo e correto das TICs. As inúmeras situações em que usamos estas tecnologias devem ser motivos de questionamentos e reflexão sobre quais são as reais contribuições que elas estão trazendo ou de que forma elas podem influenciar na evolução destes processos educacionais.

É esperado um aumento nos programas de formação, tanto de educadores quanto de gestores escolares, incorporando as TICs na escola, fazendo com que tenham contacto permanente com os processos envolvidos, conheçam as inúmeras possibilidades da utilização destas tecnologias no ensino, mudando toda a organização da escola.

Devemos incentivar o desenvolvimento de metodologias de formação voltada para o contexto das escolas, repensar teorias e modelos e principalmente interagir com todos os participantes desta "rede", de forma que se mudem as formas de aprender com esta tão especial tecnologia. Afinal integrar não é somente utilizar estas diversas mídias em conjunto com as atividades dos alunos e sim agrupar os objetivos didáticos existentes `a estas mídias, desenvolvendo novos aprendizados, construindo uma experiência rica e consistente.

Até a próxima...

Fonte: http://imasters.uol.com.br/artigo/8278

8 de mai. de 2009

Quebra Tudo

Olá Amigos

Uma discussão iniciada na lista de discussão edublogosfera sobre a reportagem "MEC pretende acabar com a divisão por disciplinas no ensino médio público em 2010" gerou um debate bem legal acerca do tema.

http://www.colegiointerativa.com.br/netmanager/imagens/upload/ensino%20m%C3%A9dio%201%20-2007-2-05.jpg

Para quem não leu sobre o assunto aqui vai um pequeno resumo: "um projeto apresentado ao Conselho Nacional de Educação (CNE) pretende mudar a organização curricular do ensino médio público do país. A partir das orientações que vão constar nesse projeto, cada rede de ensino vai definir o seu modelo de currículo e organização das escolas. Além da possibilidade de o aluno escolher as disciplinas complementares às básicas, está previsto que o atual modelo da grade curricular, dividido em 12 disciplinas tradicionais, seja dividido em eixos mais amplos como linguagens e ciências humanas. Outra mudança é o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e a inclusão de atividades práticas para complementar o aprendizado. O projeto, que está sendo chamado de "ensino médio inovador", pode começar a funcionar já em 2010. A mudança vale só para o ensino público. "

No texto há uma citação assim"- A escola deixa de ser um auditório da informação e passa a ser um laboratório de aprendizagem" numa colocação feita pelo conselheiro Francisco Aparecido Cordão, relator do projeto no CNE. Para ele, o atual modelo curricular aprisiona as escolas.

O projeto do MEC sugere ainda que programas de incentivo à leitura estejam previstos na nova organização pedagógica. Outra orientação é valorizar as atividades artísticas e culturais dentro do currículo. Ai eu me lembrei dos vídeos do Sir Ken Robinson que a Suzana Gutierrez indicou sobre criatividade intitulada "A escola mata a criatividade? " onde ele coloca por que não ensinar dança na mesma proporção de matemática ou português.

Ensinar o professorado "das antigas" a saltar de Bumping Jumping (pois vai ser assim que eles vão se sentir) vai ser difícil, mas que essa transformação vai gerar muita confusão e vai encontrar muita resistência, ah meus amigos não duvidem, mas na minha humilde opinião esse é o único caminho para a redenção do ensino médio. Aqui tem uma reportagem intitulada "Mudança no ensino médio é elogiada, porém proposta deve ser aperfeiçoada, dizem especialistas" onde vários especialistas elogiam a proposta mas apenas acham que ela precisa de ajustes

Espero ver os frutos dessa ruptura num prazo curto de tempo. E você ta esperando oque sobre essa mudança ou pensando sobre isso tudo?

Faz então assim: Comente.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

22 de abr. de 2009

Escola de vidro

Olá Amigos

Esse conto abaixo foi uma indicação da minha amiga Suely professora e editora do blog Ufa! Bloguei! lá de Uruguaiana - RS. Ela fez uma postagem imperdível intitulada Escolas de Vidro? falando sobre esse conto da Ruth Rocha abaixo.

Como sempre a Ruth Rocha é fantástica na elaboração dos seus contos, mas ela se superou neste. Não sei se ele vem de encontro ao que estamos debatendo por aqui, mas que é pertinente ah isso ele é. Estamos vivendo como no conto da Ruth Rocha, em nossas escolas de vidro e que precisamos urgentemente do Firuli, um menino pobre, para quem não há vidro que o impeça de ser quem ele é.

Espero que o prazer da leitura eleve ainda mais a discussão. Não deixem de ler as postagem da Jenny Horta, do Sergio Lima, da Elisângela Zampieri . Estou esperando o retorno de mais postagens para indicarmos aqui.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Quando a escola é de vidro

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Ruth Rocha

Naquele tempo eu até que achava natural que as coisas fossem daquele jeito.
Eu nem desconfiava que existissem lugares muito diferentes...
Eu ia pra escola todos os dias de manhã e quando chegava, logo, logo, eu tinha que me meter no vidro.
É, no vidro!
Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do tamanho de cada um, não!
O vidro dependia da classe em que a gente estudava.

Se você estava no primeiro ano ganhava um vidro de um tamanho.
Se você fosse do segundo ano seu vidro era um pouquinho maior.
E assim, os vidros iam crescendo á medida em que você ia passando de ano.
Se não passasse de ano era um horror.
Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado.
Coubesse ou não coubesse.
Aliás nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos vidros.
E pra falar a verdade, ninguém cabia direito.

Uns eram muito gordos, outros eram muito grandes, uns eram pequenos e ficavam afundados no vidro, nem assim era confortável.
Os muitos altos de repente se esticavam e as tampas dos vidros saltavam longe, ás vezes até batiam no professor.
Ele ficava louco da vida e atarrachava a tampa com força, que era pra não sair mais.
A gente não escutava direito o que os professores diziam, os professores não entendiam o que a gente falava...
As meninas ganhavam uns vidros menores que os meninos.
Ninguém queria saber se elas estavam crescendo depressa, se não cabia nos vidros, se respiravam direito...

A gente só podia respirar direito na hora do recreio ou na aula de educação física.
Mas aí a gente já estava desesperado, de tanto ficar preso e começava a correr, a gritar, a bater uns nos outros.
As meninas, coitadas, nem tiravam os vidros no recreio. e na aula de educação física elas ficavam atrapalhadas, não estavam acostumadas a ficarem livres, não tinha jeito nenhum para Educação Física.
Dizem, nem sei se é verdade, que muitas meninas usavam vidros até em casa.
E alguns meninos também.
Estes eram os mais tristes de todos.
Nunca sabiam inventar brincadeiras, não davam risada á toa, uma tristeza!

Se agente reclamava?
Alguns reclamavam.
E então os grandes diziam que sempre tinha sido assim; ia ser assim o resto da vida.
Uma professora, que eu tinha, dizia que ela sempre tinha usado vidro, até pra dormir, por isso que ela tinha boa postura.
Uma vez um colega meu disse pra professora que existem lugares onde as escolas não usam vidro nenhum, e as crianças podem crescer a vontade.
Então a professora respondeu que era mentira, que isso era conversa de comunistas. Ou até coisa pior...

Tinha menino que tinha até de sair da escola porque não havia jeito de se acomodar nos vidros. E tinha uns que mesmo quando saíam dos vidros ficavam do mesmo jeitinho, meio encolhidos, como se estivessem tão acostumados que até estranhavam sair dos vidros.
Mas uma vez, veio para minha escola um menino, que parece que era favelado, carente, essas coisas que as pessoas dizem pra não dizer que é pobre.
Aí não tinha vidro pra botar esse menino.
Então os professores acharam que não fazia mal não, já que ele não pagava a escola mesmo...

Então o Firuli, ele se chamava Firuli, começou a assistir as aulas sem estar dentro do vidro.
O engraçado é que o Firuli desenhava melhor que qualquer um, o Firuli respondia perguntas mais depressa que os outros, o Firuli era muito mais engraçado...
E os professores não gostavam nada disso...
Afinal, o Firuli podia ser um mal exemplo pra nós...
E nós morríamos de inveja dele, que ficava no bem-bom, de perna esticada, quando queria ele espreguiçava, e até mesmo que gozava a cara da gente que vivia preso.
Então um dia um menino da minha classe falou que também não ia entrar no vidro.

Dona Demência ficou furiosa, deu um coque nele e ele acabou tendo que se meter no vidro, como qualquer um.
Mas no dia seguinte duas meninas resolveram que não iam entrar no vidro também:
- Se o Firuli pode por que é que nós não podemos?
Mas Dona Demência não era sopa.
Deu um coque em cada uma, e lá se foram elas, cada uma pro seu vidro...
Já no outro dia a coisa tinha engrossado.
Já tinha oito meninos que não queriam saber de entrar nos vidros.

Dona Demência perdeu a paciência e mandou chamar seu Hermenegildo que era o diretor lá da escola.
Seu Hermenegildo chegou muito desconfiado:
- Aposto que essa rebelião foi fomentada pelo Firuli. É um perigo esse tipo de gente aqui na escola. Um perigo!
A gente não sabia o que é que queria dizer fomentada, mas entendeu muito bem que ele estava falando mal do Firuli.
E seu Hermenegildo não conversou mais. Começou a pegar as meninos um por um e enfiar á força dentro dos vidros.

Mas nós estávamos loucos para sair também, e pra cada um que ele conseguia enfiar dentro do vidro - já tinha dois fora.
E todo mundo começou a correr do seu Hermenegildo, que era pra ele não pegar a gente, e na correria começamos a derrubar os vidros.
E quebramos um vidro, depois quebramos outro e outro mais dona Demência já estava na janela gritando - SOCORRO! VÂNDALOS! BÀRBAROS!
(pra ela bárbaro era xingação).
Chamem o Bombeiro, o exército da Salvação, a Polícia Feminina...

Os professores das outras classes mandaram cada um, um aluno para ver o que estava acontecendo.
E quando os alunos voltaram e contaram a farra que estava na 6° série todo mundo ficou assanhado e começou a sair dos vidros.
Na pressa de sair começaram a esbarrar uns nos outros e os vidros começaram a cair e a quebrar.
Foi um custo botar ordem na escola e o diretor achou melhor mandar todo mundo pra casa, que era pra pensar num castigo bem grande, pro dia seguinte.
Então eles descobriram que a maior parte dos vidros estava quebrada e que ia ficar muito caro comprar aquela vidraria tudo de novo.

Então diante disso seu Hermenegildo pensou um pocadinho, e começou a contar pra todo mundo que em outros lugares tinha umas escolas que não usavam vidro nem nada, e que dava bem certo, as crianças gostavam muito mais.
E que de agora em diante ia ser assim: nada de vidro, cada um podia se esticar um bocadinho, não precisava ficar duro nem nada, e que a escola agora ia se chamar Escola Experimental.
Dona Demência, que apesar do nome não era louca nem nada, ainda disse timidamente:
- Mas seu Hermenegildo, Escola Experimental não é bem isso...

Seu Hermenegildo não se perturbou:
- Não tem importância. Agente começa experimentando isso. Depois a gente experimenta outras coisas...
E foi assim que na minha terra começaram a aparecer as Escolas Experimentais.
Depois aconteceram muitas coisas, que um dia eu ainda vou contar...

Obs.: O terceiro conto de Este admirável mundo louco, de Ruth Rocha que pode ser lido aqui

21 de abr. de 2009

Blogagem Coletiva - Escola forma gente para futuro ou para o passado?

Olá Amigos

Fazendo a minha parte nesta proposta de blogagem coletiva que eu propus nas listas Edublogosfera e Blogs_educativos baseada na pergunta da postagem abaixo intitulada "A Escola forma gente para futuro ou para o passado?" .

O meu amigo Sergio Lima do blog Blog e Física escreveu uma postagem fantástica e reveladora. Além de um email fantástico do amigo Franz do blog Este blog é a Minha Rua ( que alias espero já ter sido transposto para o seu blog) que estão trazendo mais luz ou será pimenta a discussão.

A Escola muda bem devagar e isso é uma afirmação incontestável. Essa é a sensação que se fica quando procuramos as mudanças introduzidas pelos computadores colocados nas escolas públicas do País. A escola é obsoleta e inadequada para a formação dos nossos jovens sim. Mas essa afirmação trás algumas outras questões que saltam aos olhos e geram um monte de outros questionamentos.

Como me foi dito pela minha amiga Suzana Gutierrez do blog Gutierrez/Su "uma coisa que aprendi nestes mais de 10 anos de rede e quase 8 de blog: as coisas não são pão pão / queijo queijo. As pessoas tendem a ver um lado só. Por ex: NÃO é verdade que quase todo professor não quer mudar e que TODO o aluno transita bem na tecnologia."

Em cima disso outras questões estão surgindo:
  • Será que devemos concluir que a Escola é, por essência, conservadora e resistente à mudança?
  • Devemos concluir que a tecnologia por si só não interfere nos hábitos humanos?
  • Devemos mudar as formas metodológicas de abordagem do problema?
  • Será que o problema é pertinente?
  • Será que há muito discurso e pouca ação?
  • Trabalhar por projetos seria uma solução viável?
  • Há um comodismo generalizado por parte dos docentes?
  • Não seria melhor derrubar tudo e começar do zero?
As respostas para estas questões propõem uma reflexão mais profunda e filosófica.

Afirmar que a escola é conservadora por natureza não esclarece como ela muda. E a Escola muda muito e já mudou bastante. Para nos convencermos disso basta que nos lembremos do que ela era há 20 ou 30 anos atrás ou pensarmos que a Escola esteve na origem do deflagrar de revoluções sociais de nível global - os violentos acontecimentos de que foram protagonistas estudantes universitários em vários países que tiveram influencia nos comportamentos sociais em todo o Mundo.

Nos países menos desenvolvidos os estudantes são também um grupo social irrequieto e muitas vezes envolvidos, tal como alguns professores, em processos de mudança social, política e tecnológica. Fazendo um sinal em que direção devemos seguir.

As formas de como vamos tratar o problema da mudança precisam ser revistos, em particular, no que cabe ao campo educativo. Ao rever os conceitos tradicionalmente dominantes, assistimos a variadas reações ao predomínio da ideia de sistema escolar como sistema de reprodução social.

Não posso deixar de ser partidário da importância da tecnologia, sou tecnólogo de profissão e educador por opção, mas nem por isso me sinto incomodado pelo fato de sobrevalorizar o poder das TICs em sala de aula. Mais difícil tem sido encontrar formas de compreensão das mudanças, em contextos caracterizados pela presença de novas tecnologias de informação em ambientes carentes de mudanças. Ou como cita o Sergio Lima as pequenas "Contra-Hegemonias Locais das Práticas Escolares " sempre difíceis e dolorosas, alem de demoradas.

Eu acredito ser possível uma nova escola sim. Por que espera-se da escola mais do que uma rotina onde se aprende e ensina, mas uma rotina de transformação social. Uma escola como espaço onde nascem e se discutem novas ideias, onde todos aprendem e colaboram, onde é possível crescer e transformar não somente o seu espaço social, mas o mundo a sua volta.

Mas você não vê assim?

Por que?

Então Comente, Opine.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

20 de abr. de 2009

Ser ou Não Ser? Eis a questão.

Olá Amigos

Meu amigo Sergio Lima do blog Blog e Fisica - Um blogue específico sobre Fí­sica e Educação indicou o texto abaixo escrito por João Carlos Caribé, e após ler fiquei pensando... Será? Acho que a escola esta naquele dilema de Hamlet de William Shakespeare que da título a postagem.

Ser ou Não Ser? Eis a questão.

Mudar é necessário, urgente e principalmente fundamental para que a escola continue a ser um espaço importante na vida das pessoas. Transforma-la novamente num espaço onde o prazer da descoberta, da troca de conhecimento e principalmente do convívio social prioritário dos jovens seja real. Que a escola esta perdendo terreno para a internet é público é notório e isso ninguém discute.

Como o texto abaixo cita, e eu confirmo, é possível sim aprender muito mais na internet do que na escola coisas que podem fazer a diferença nesse momento. Mas ninguém pode ou conseguira substituir o professor como mediador, como parceiro e principalmente como amigo.

Amigo sim. Eu sou amigo de meus alunos e tenho certeza de que eles me tem como amigo, pois eu não perdi uma coisa que muitos de meus colegas perderam: a capacidade de escuta-los e de dar voz a eles. Saber ouvir e principalmente estar aberto para as sugestões deles é um diferencial importante.

Educar com amor, sinceridade e principalmente com qualidade pode sim transformar não somente a escola, mas transformar o mundo a nossa volta.

Open your mind, Open your heart and finally change the world

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

31 de mar. de 2009

Educação, tecnologia e seus caminhos

Divina Salvador Silva

Nos nossos tempos modernos, em que mudanças vertiginosas estão ocorrendo, mais importante que Aprender a Aprender é Aprender a Desaprender. Só que aprender a desaprender é bem mais difícil. Crenças depois de estabelecidas, não podem mais ser apagadas, só enfraquecidas.

O mundo está se transformando, novas descobertas acontecem e a distância entre o presente e o futuro se torna cada vez menor.

É claro que a Tecnologia não é responsável por toda a transformação cultural que ela impulsiona. A mudança tecnológica apenas cria novos espaços de possibilidades a serem, então explorados, (no caso das novas tecnologias da informática seria, rede de computadores, processamento de linguagem, inteligência artificial, linguagens icônicas, hipertextos, multimídia...)

O educador precisa acompanhar a evolução tecnológica, para que o processo-ensino-aprendizagem ocorra de forma eficaz.

Sabemos que para uma planta crescer temos que podá-la.

E como fazer isto com o professor? E com o aluno?

Configura-se que na escola moderna, Aluno aprende com Professor; Professor aprende com Aluno; Aluno aprende com Aluno (este último tem ganhado grande espaço no contexto educacional, quando se trata de Aprendizagem por Projetos) e professor aprende com professor.

Os conteúdos e as aprendizagens são orientações expressas pela atual forma educativa, onde surge uma preocupação pela adequação à realidade inserida. A escola acorda e começa a trilhar em um caminho entre a teoria e a prática e o ensino globalizado.

As dificuldades levam a escola a se “re” organizar, a aprofundar e adotar uma postura diante da questão.
O ponto alvo está em o diretor ouvir os seus especialistas que são os professores, os alunos, os funcionários e juntos então montar uma proposta metodológica, um plano de trabalho, enfim uma trajetória de vida para a escola.

Paulo Freire, deixa claro em seu livro “Pedagogia da autonomia” que somente um método será capaz deste efeito.

"A Ação e o Diálogo".

O diálogo é a base do método de Paulo Freire. Mas o que é o diálogo?

- É uma relação de comunicação de intercomunicação, que gera a crítica e a problematização, uma vez que é possível a ambos o parceiro perguntar "por que?”.

DIA significa ultrapassar e LOGO significa razão.

Diálogo no estudo da raiz da palavra caracteriza por: - ultrapassar para o lado da razão.

O diálogo nutre-se, portanto, da humildade, da simpatia, da esperança, da confiança dos que o realizam, passando sim para o lado da razão, onde o primeiro passo será a "Ação".

O respeito mútuo implica na superação dos próprios pontos de vista e implica em compartilhar com o outro uma escala de valores e juntos definir as metas a serem trabalhadas.

Piaget, Paulo Freire; Maturana e Varela (l982) e outros autores ressaltam que é só na cooperação que a superação da crise se efetiva. O homem isolado não chegaria jamais a conhecimento algum. O fenômeno do amor é que permite a transformação, pois é só vendo-se no outro que se tem coragem de promover a mudança ética. Piaget considera que nas relações cooperativas, o respeito mútuo é uma exigência.

É preciso que o processo educativo não transmita certezas, que ele seja agradável e significativo, privilegie a expressão e a comunicação de todos os participantes, promova o encontro, a convivência e a cooperação.

Divina Salvador Silva - Pedagoga - Especializada em Orientação, Supervisão e Administração Escolar; Profª/Coord. de Informática Educacional.

Fonte: http://www.centrorefeducacional.com.br/edutecnol.htm

15 de fev. de 2009

Uma estorinha de "mudança"

Por Professor Simão Pedro Marinho

Um diretor de uma escola brasileira - só pode ser particular, já que na rede pública o professor é "imexível" - demitiu um professor extremamente tradicional, que ali lecionava há 30 anos. Não porque não gostasse dele. Era boa gente, atencioso, frequente, pontual.

Mas o diretor queria mudar o formato do ensino na escola e, por isso, contratou um recém- egresso da universidade.

Era jovem, deveria ter uma formação mais moderna, mais de acordo com o que deve ser preciso em uma escola do Século XXI.

Seguramente o novato aprendera coisas sobre didática, psicologia, tecnologia educacional que o antigo professor sequer ouvira quando estava na universidade.

O desejo do diretor de oferecer um ensino inovador era mesmo enorme e naquele professor recém-formado estava essa chance.

E o diretor, sedento por ver a rápida mudança acontecer, decidiu acompanhar o novo professor em seu trabalho. Ele seria o modelo para a mudança dos demais.

Percebeu que a arrumação da sala se mantinha como antes. As carteiras continuavam enfileiradas, cada aluno assentado atrás de outro.

Contudo, pensou, isso é o de menos. Mais importante que alterar o aspecto das salas, o essencial seria modificar as aulas.

Uma nova didática, novo ensino, uma educação moderna, ainda que as carteiras estivessem enfileiradas.

Acompanhou então uma primeira aula do professor novato.

Ele usava o computador e o projetor multimídia. Enquanto falava, mostrava aos alunos uma série quase infindável de slides.

Eram tantos que as luzes só se acenderam no final da aula. E o professor prometeu aos alunos, jovens que sem dúvida gostam de usar o computador, que enviaria a apresentação por e-mail.

Isso era a modernidade, pensou o diretor.

Mas, depois de algumas aulas, viu que eram todas iguais. A dinâmica em todas era a mesma. Aulas expositivas, alunos silentes, slides projetados em uma tela.

O diretor constatou, com enorme tristeza, que afinal era a mesma forma de abordar o conteúdo adotada pelo professor que demitira. Não fosse pelo computador, era a mesma aula.

As provas, verificou depois, permaneciam do mesmo jeito, cobrando aos alunos a matéria que deviam decorar.

O diretor, incomodado, resolveu abordar o professor recém-chegado.

Questionou-o sobre as aulas, sobre o ensino. Afinal, tudo permanecia na mesma.

O professor, recém-formado, repetia o que o demitido fizera por anos e anos na escola, três décadas para sermos exatos.

"Por que nada mudou?", perguntou então o diretor, em uma conversa reservada com o professor novato

Do novato ouviu uma resposta: “Desculpe-me, mas a minha educação básica foi feita assim, em todas as escolas que frequentei, ao longo de onze anos. Depois foram mais quatro anos na universidade. Tudo era dessa mesma maneira."

E, encerrou o professor novato, desculpando-se: "Não sei como fazer isso diferente”.

Foi demitido na hora, apesar de toda a honestidade que foi imediatamente reconhecida pelo diretor.

Logo depois aquele novo desempregado foi chamado para ser professor em uma universidade. Agora podia realizar o que era seu grande sonho: formar novos professores.

Fonte: http://tdeduc.zip.net/arch2009-02-08_2009-02-14.html

8 de fev. de 2009

Tecnologias no Futuro do Ensino - Luli Radfahrer fala sobre o futuro do ensino

Esta é uma das melhores palestras do Luli Radfahrer que assisti desde meu início como designer (evento Descolagem#3: Escola no Século XXI). A palestra explica bem a relação que o ensino brasileiro, os professores e demais profissionais têm com a tecnologia.

As pessoas estão tão condicionadas ao antigo e a velhas fórmulas que não compreendem a evolução à sua volta. Da mesma forma procuram soluções mastigadas oferecidas por outras empresas e livros, ignorando uma gama enorme de pesquisas e artigos científicos que ensinam o "pensar", o descobrir, e não a absorção da informação "fechada" ou tecnologias e idéias prontas. Conhecer ou ignorar a tecnologia não é a mesma coisa do que conhecer as perguntas certas da era da comunicação digital.

A comunicação digital é essencial no ensino, e a melhor metodologia de trabalho é aquela que você mesmo inventa baseada em 30 fontes diferentes. Eleger 1 ou 2 fontes ou conceitos como donos da verdade é ignóbil e infelizmente é o que estão ensinando em nossas escolas. Ninguém está ensinando a ser criativo, a pensar adiante, a ser flexível, a ser dinâmico, a refletir antes de escolher, a criar antes de fazer, a "projetar" antes de decidir, a errar antes de acertar, a fazer perguntas sem aceitar a primeira alternativa que se apresenta.

E o melhor é que muitas destas coisas estão sendo descobertas pelas crianças de forma ativa, sozinha, através da comunicação digital... Ignore a criatividade de ensino com as novas tecnologias e prenda-se a conceitos mastigados e em breve você será peça de museu.

Visite: http://www.luli.com.br



Fonte: http://xandrelima.blogspot.com/2009/01/luli-radfahrer-sobre-o-futuro-do-ensino.html

9 de jan. de 2009

Como a internet mudou o jogo do cinema

Apesar da pirataria, rede levou mais pessoas para as telonas

Por Buno Galo e Lucas Pretti

São Paulo, 07 (AE) - Não é simples fazer juízo de valor quando o assunto é o impacto da era digital no cinema. Tanto a pirataria, termo reducionista na realidade atual, quanto a publicidade e os "bons usos" da tecnologia digital podem ajudar ou prejudicar a exibição de um filme. Isso porque o modelo de negócios ainda está colocado sobre uma lógica antiga: alguns fazem e vendem para outros consumirem. Na prática, isso já mudou. Mas falta o mundo do cinema enxergar a nova realidade.

O cerne da questão está no interesse de ambos os lados do jogo. O consumidor conectado à web quer assistir aos mais variados filmes e tem como consegui-los de graça, mesmo que ilegalmente. Os estúdios querem os consumidores assistindo a determinados títulos (os que estão no cinema ou em DVD) e pagando (às vezes caro) por eles. Não haverá entendimento enquanto as motivações assim se mantiverem.

Analisemos o último exemplo grande de "pirataria": "The Dark Knight", o filme do Batman, foi o mais baixado pela internet em 2008, segundo o site TorrentFreak, encostado no líder de todos os tempos, "Titanic" (2001). Isso ocorreu por causa da instantaneidade da rede e do poder de compartilhamento.

Mas o fenômeno da pirataria não impediu que "The Dark Knight" também fosse a maior bilheteria de 2008 e uma das maiores da história: quase US$ 1 bilhão. O filme foi um sucesso estrondoso, apesar do chororô de Hollywood. "A pirataria é a maior ameaça à indústria do cinema. Perdemos US$ 18 bilhões por ano", afirmou ao Link Dan Glickman, presidente da Motion Pictures Association (MPA), associação que congrega os maiores estúdios de cinema dos EUA. Mas o que explica a contradição entre pirataria e consumo "legal" ocorrendo concomitantemente? O fato de que a internet pode até ser a vilã, mas é também a mais nova mocinha dos estúdios.

A estratégia de publicidade de "The Dark Knight" foi ostensivamente via web. A internet, portanto, ajudou e prejudicou a Warner.

Nem sempre os produtores sabem o que fazer diante de um novo modelo de negócios. O primeiro impulso é negá-lo. Um exemplo célebre foi o brasileiro "Tropa de Elite" (2007), que chegou às ruas e computadores antes da estreia. Um ano depois, José Padilha, o diretor, ainda combate a pirataria.

Falar com produtoras sobre a troca de arquivos (legal? ilegal?) pela internet é pedir para ser recebido com mau humor. Descobrimos um blog apócrifo escrito supostamente pelo cineasta, o eduardocoutinho.blogspot.com. A página reúne informações sobre os filmes do diretor e disponibiliza para download em formato torrent os arquivos digitais. A Videofilmes nega a autoria e diz que tomará providências. Cabem duas perguntas: o blog não serve para divulgar os filmes? As pessoas estão dispostas a pagar por algo que poderiam ter de graça?

Para o escritor inglês e "defensor dos piratas", Matt Mason, autor de "The Pirate’s Dilemma", a resposta é sim. "Ao baixar um filme de forma legal o consumidor está comprando um produto seguro, longe de vírus e pronto para ser visto", disse Mason.

Os downloads legais são o caminho que parece mais agradar às produtoras. Não é de espantar. A produção e a exibição com tecnologia digital começam a se popularizar. Quanto mais os filmes abandonarem a película, mais vantajoso será para os estúdios.

Se um dilema ficou para trás, outros dois já se avizinham. Adianta vender por download e manter a trava contra cópias chamada de DRM (como o iTunes)? E o que fazer para impedir a ação de hackers contra mídias físicas? O Blu-ray, mídia de alta definição que promete substituir o DVD, tinha proteção prevista para "resistir" ao menos dez anos. Foi violado no final do ano passado.

Fonte: http://br.tecnologia.yahoo.com/article/07012009/25/tecnologia-noticias-internet-mudou-jogo-cinema.html

8 de jan. de 2009

Mudanças profundas e contraditórias

José Manuel Moran
Professor de Comunicação, Educação e Tecnologias *

As mudanças são mais profundas do que muitos imaginam a primeira vista: mexem com a organização da economia, da política, dos serviços, da educação, da comunicação. Criam-se dois mundos - o físico e o digital - que se interligam, entrecruzam e complementam de forma inimaginável poucos anos atrás e que caminham para níveis de convergência muito superiores.

Estamos conectados em redes cada vez mais ricas, audiovisuais, inteligentes. As cidades tornam-se mais digitais: todos os serviços poderão ser acessados e solucionados de qualquer lugar, com qualquer tipo de tecnologia móvel e de forma mais econômica.

Apesar dos avanços nos costumes, na educação e nos valores, há um forte descompasso entre o avanço tecnológico e científico e o desenvolvimento pessoal e social. Temos tecnologias maravilhosas para usos relativamente banais e superficiais. É contraditório que milhões de pessoas acompanhem com atenção pessoas confinadas numa casa durante meses e que os transformem em celebridades ao menos por um tempo. Os serviços que mais crescem são os de pornografia e os de fofocas. Muitas pessoas se contentam com pouco, evoluem pouco, apesar do imenso potencial que possuem.

Quando vemos a vivacidade das crianças e o desencanto de grande parte dos adultos sentimos que algo se perdeu nessa caminhada. Que aprendemos tudo menos o principal: a gerenciar nossas pessoas, nossos grupos, nossas cidades, nossos países. Avançamos, mas podemos ir muito mais longe. A quantidade de pessoas depressivas, solitárias, desesperançadas atesta que ainda falta muito para termos uma sociedade sadia, realizada, solidária, participativa.

Estamos avançando. As novas gerações são mais inteligentes, mas crescem dentro de uma sociedade muito individualista, competitiva e que supervaloriza o ter, os bens materiais, a juventude, o corpo. A corrupção, o levar vantagem está disseminado em todas as classes sociais e fragiliza a convivência, a confiança, a esperança. Tudo aponta para uma sociedade melhor, mas não podemos esperar que isso irá acontecer por passes de mágica, por decisões de governantes messiânicos, por tecnologias avançadas.

Cada geração aprende um pouco com os erros das outras, mas continua cometendo seus próprios erros, porque todos somos muito contraditórios, cheios de tensões e insatisfações difíceis de preencher a longo prazo.

Mesmo com tantas demandas, avançamos muito mais devagar do que se imagina pelo peso dos costumes, hábitos, valores. Nossas idéias e expectativas são também muito mais ágeis do que nossas práticas. Há sempre um distanciamento grande entre os desejos e a ação. Tendemos a repetir processos, escolhas, procedimentos, na maior parte das vezes. Só quando estamos intimamente convencidos podemos dar um salto de qualidade na aprendizagem, nas escolhas, nas práticas.

Acreditamos que somos objetivos, que percebemos com isenção e julgamos sem paixão. Mas tendemos a procurar o que confirma nossas idéias, crenças e valores, procurar consonância afetiva e sentir-nos bem com nossas escolhas. Por isso é tão importante gostar de aprender, de conhecer, porque o conhecimento é o primeiro caminho para a mudança e se constrói a partir de constantes desafios e atividades significativas, que excitem a curiosidade, a imaginação e a criatividade.

À medida que criamos um ambiente de paz dentro de nós e ao nosso redor, evoluímos pessoalmente. A paz é um processo resultante de uma síntese equilibrada de vida: integrar o conhecimento, a afetividade e a ética; encarar de forma aberta a vida em todas as suas possibilidades e limitações; encontrar espaços profissionais estimulantes, e desenvolver relacionamentos maduros e profundos conosco e com pessoas significativas.

Mostramos em cada etapa de nossa vida o que verdadeiramente aprendemos pelo grau de humanização, paz e integração que atingimos e pela força da nossa comunicação como pessoas cada vez mais abertas, confiantes e humildes.

Evoluímos também pela construção de redes significativas de comunicação pessoais, grupais e sociais. Quanto mais ricas essas redes, mais chances teremos de aprendizagem e de realização como pessoas e mais úteis nos tornaremos para os grupos e organizações aos quais nos vinculemos e para a sociedade como um todo.

A educação equilibrada, integrada de cada um de nós e a aprendizagem a conviver com uma sociedade que equilibre mais o pessoal e o social, o material e o humano nos ajudarão a avançar pessoal e socialmente, a diminuir os desequilíbrios e desigualdades e a caminhar para uma convivência mais realizadora, progressista e justa. Não se fará isso em poucos anos, mas nos toca contribuir neste momento para que a desigualdade diminua e a realização aumente.

Estamos num período de mudanças complexas e fortes entre formas tradicionais de organizar o mundo e outras que ainda estão em implantação e que podem levar-nos a níveis mais ricos de conhecimento, de convivência, valores e realizações. Depende de nós.

* Trecho do meu livro Desafios na Comunicação Pessoal. 3ª São Paulo: Paulinas, 2007. p.239-242.

Fonte: http://www.eca.usp.br/prof/moran/contraditorias.htm

5 de jan. de 2009

O que muda na nova ortografia da Lingua Portuguesa.

Olá Amigos

Hoje iniciamos um serviço de utilidade pública linguística ( já na nova ortografia) destinado aos leitores do Caldeirão de Idéias. Vamos tirar por aqui algumas duvidas com relação as mudanças ortográficas da língua portuguesa.

Segue abaixo um tira duvidas bem simples que pode colado em slides e usado na sala de aula.


Abraços

Equipe NTE Itaperuna