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21 de abr. de 2009

Blogagem Coletiva - Escola forma gente para futuro ou para o passado?

Olá Amigos

Fazendo a minha parte nesta proposta de blogagem coletiva que eu propus nas listas Edublogosfera e Blogs_educativos baseada na pergunta da postagem abaixo intitulada "A Escola forma gente para futuro ou para o passado?" .

O meu amigo Sergio Lima do blog Blog e Física escreveu uma postagem fantástica e reveladora. Além de um email fantástico do amigo Franz do blog Este blog é a Minha Rua ( que alias espero já ter sido transposto para o seu blog) que estão trazendo mais luz ou será pimenta a discussão.

A Escola muda bem devagar e isso é uma afirmação incontestável. Essa é a sensação que se fica quando procuramos as mudanças introduzidas pelos computadores colocados nas escolas públicas do País. A escola é obsoleta e inadequada para a formação dos nossos jovens sim. Mas essa afirmação trás algumas outras questões que saltam aos olhos e geram um monte de outros questionamentos.

Como me foi dito pela minha amiga Suzana Gutierrez do blog Gutierrez/Su "uma coisa que aprendi nestes mais de 10 anos de rede e quase 8 de blog: as coisas não são pão pão / queijo queijo. As pessoas tendem a ver um lado só. Por ex: NÃO é verdade que quase todo professor não quer mudar e que TODO o aluno transita bem na tecnologia."

Em cima disso outras questões estão surgindo:
  • Será que devemos concluir que a Escola é, por essência, conservadora e resistente à mudança?
  • Devemos concluir que a tecnologia por si só não interfere nos hábitos humanos?
  • Devemos mudar as formas metodológicas de abordagem do problema?
  • Será que o problema é pertinente?
  • Será que há muito discurso e pouca ação?
  • Trabalhar por projetos seria uma solução viável?
  • Há um comodismo generalizado por parte dos docentes?
  • Não seria melhor derrubar tudo e começar do zero?
As respostas para estas questões propõem uma reflexão mais profunda e filosófica.

Afirmar que a escola é conservadora por natureza não esclarece como ela muda. E a Escola muda muito e já mudou bastante. Para nos convencermos disso basta que nos lembremos do que ela era há 20 ou 30 anos atrás ou pensarmos que a Escola esteve na origem do deflagrar de revoluções sociais de nível global - os violentos acontecimentos de que foram protagonistas estudantes universitários em vários países que tiveram influencia nos comportamentos sociais em todo o Mundo.

Nos países menos desenvolvidos os estudantes são também um grupo social irrequieto e muitas vezes envolvidos, tal como alguns professores, em processos de mudança social, política e tecnológica. Fazendo um sinal em que direção devemos seguir.

As formas de como vamos tratar o problema da mudança precisam ser revistos, em particular, no que cabe ao campo educativo. Ao rever os conceitos tradicionalmente dominantes, assistimos a variadas reações ao predomínio da ideia de sistema escolar como sistema de reprodução social.

Não posso deixar de ser partidário da importância da tecnologia, sou tecnólogo de profissão e educador por opção, mas nem por isso me sinto incomodado pelo fato de sobrevalorizar o poder das TICs em sala de aula. Mais difícil tem sido encontrar formas de compreensão das mudanças, em contextos caracterizados pela presença de novas tecnologias de informação em ambientes carentes de mudanças. Ou como cita o Sergio Lima as pequenas "Contra-Hegemonias Locais das Práticas Escolares " sempre difíceis e dolorosas, alem de demoradas.

Eu acredito ser possível uma nova escola sim. Por que espera-se da escola mais do que uma rotina onde se aprende e ensina, mas uma rotina de transformação social. Uma escola como espaço onde nascem e se discutem novas ideias, onde todos aprendem e colaboram, onde é possível crescer e transformar não somente o seu espaço social, mas o mundo a sua volta.

Mas você não vê assim?

Por que?

Então Comente, Opine.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

1 de fev. de 2009

Marcelo Camelo e Escola da Ponte

Olá Amigos

Continuando a série Campus Party , uma surpresa maravilhosa foi o papo que tive com o compositor, cantor, guitarrista e violonista brasileiro Marcelo Camelo ( http://www.myspace.com/marcelocamelo) , ex vocalista da banda Los Hermanos, agora em carreira solo que voltava do interior de São Paulo onde havia feito dois shows, no salão de embarque do aeroporto já vindo para o Rio de Janeiro. Abaixo vídeo da música "Despedida" ao vivo em Araraquara em 22 de janeiro.



Além de músico e compositor maravilhoso, ele é um apaixonado sobre educação. Conversamos sobre Escola da Ponte, postura profissional, ética, motivação, futuro, geração tech, mudança no espaço de aprendizagem, entre outros assuntos.


Eu o convidei para escrever um artigo sobre educação, para os leitores do Caldeirão de Ideias e ele ficou de mandar. Ele gosta tanto de educação que inclusive fez um curso a distancia da Escola da Ponte e disse que devorou livros sobre pedagogia. Ele me contou sobre um projeto desenvolvido em Niterói por uma amigo dele em que ele cita a falta de confiança, ou o medo de errar dos alunos.



Deixei o meu lado tiete de lado e pude ouvir com atenção as palavras dele sobre educação. Outra coisa que eu gostei foi que ele disponibilizou 10 de 14 faixas de Sou, o primeiro disco de sua carreira solo, para download e streaming gratuitos e exclusivos no Sonora, o canal interativo de música do Terra (sonora.terra.com.br). Ele rompeu com um sistema estabelecido e abandonou um grupo de sucesso para investir naquilo que acredita: em si próprio. Demais.

Amigos e leitores do Caldeirão de Ideias essa é a essência da educação: Ouvir, Conversar, Trocar e Compartilhar. Estaremos aqui torcendo pelo artigo dele.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna