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22 de ago. de 2010

Coisas Inúteis que Aprendi na Escola

Olá Amigos

Por intermédio de minha amiga e parceira de NTE Vina ela me apresentou a tira dos Bichinhos de Jardim onde falava das coisas inúteis que aprendemos na nossa vida escolar. Ai li um twittie da Revista Veja em falavam sobre o inchaço do conteúdo escolar. O artigo falava do inchaço do curriculo e a tirinha falava dessas coisas inúteis que aprendemos na escola (é duvido que alguém possa provar que o ensino delas sejam relevantes ou necessárias), são frutos de um currículo escolar inchado e que não para de crescer (ou procriar igual aos bichinhos do filme Gremlins) .

Atentem que no curtíssimo espaço de 2007 até agora, foram incluídos, por emendas, nada menos do que seis novos conteúdos na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação. Isso mesmo seis novos conteúdos e ainda pode crescer mais( filosofia, sociologia, artes, música, cultura afro-brasileira, cultura indígena, direitos de crianças e adolescentes, educação para o trânsito, direitos do idoso e meio ambiente.), pois há mais emendas no congresso nacional. Tramitam ainda no Congresso centenas de projetos propondo a criação de mais "conteúdos". No levantamento que fez para sua tese de doutorado, a professora Fátima Oliveira, da Universidade Federal de Minas Gerais, constatou que só a Câmara dos Deputados recebeu 545 propostas desse tipo, entre 1995 e 2003.

Não bastasse a dificuldade que já enfrentamos para ensinar aos alunos as disciplinas básicas, como português, matemática e ciências, o inchaço de conteúdos faz com que muitos professores acabem perdendo o controle dos seus cursos. Outra ótica cruel é a que os conteúdos adicionais representam um desafio para gestores, particularmente os de escolas públicas, que normalmente já se veem às voltas com questões como falta de professor e de material didático. Isso sem falar no problema constituído por alunos com dificuldade para aprender operações matemáticas elementares ou a interpretar um texto de conteúdo compatível com as suas idades.

A ideia é que as novas disciplinas sejam lecionadas como parte das disciplinas básicas, sem necessidade de aulas exclusivas para os chamados temas sociais. Em São Paulo, por exemplo, a Secretaria da Educação teve de cortar aulas de história no ensino médio em 2008 para cumprir a lei e aumentar as de filosofia e incluir sociologia na grade. Na época, os estudantes do período diurno tiveram uma redução de cerca de 80 aulas de história, na soma dos três anos letivos do ensino médio.

Mas será que resolve?

A questão não é discutir se inovações como filosofia, sociologia, artes e música, além de temas como educação para o trânsito, direitos do idoso e meio ambiente são ou não relevantes. O problema ocorre quando esses conteúdos são incluídos de forma aleatória, na maioria das vezes pela pressão do corporativismo. Por mais que essas disciplinas sejam importantes, o fato é que acabam ocupando as atenções dos gestores de escola, que precisam despender ainda mais energia na contratação de professores ou em busca de material didático e mudança dos currículos. O ideal seria que o país se concentrasse no essencial nessa área e, a partir daí, pudesse se empenhar, de fato, em fazer o melhor para assegurar educação de qualidade para todos.

É um tema que merece a nossa atenção é um debate mais profundo.

Bem então mãos a obra.

Comente, Opine

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

10 de mai. de 2009

Saiba como fazer da tecnologia uma aliada do professor em sala

Amanda Polato
Especial para o UOL Educação


É um clichê do século 21: o professor tem de trazer a tecnologia para a sala de aula. Mas como - e quando - fazer isso? A doutora em educação Maria Elizabeth de Almeida, da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), procurou exemplos nas escolas do país e constatou: as novas ferramentas são, de modo geral, mal utilizadas em sala de aula.

"É preciso se perguntar por que usar a tecnologia, o que não se conseguiria atingir sem elas", diz Almeida. Isso quer dizer que não adianta fazer uma apresentação de slides e ler as páginas em voz alta - seria o mesmo que fazer um cartaz.

Adriano Canabarro Teixeira, professor da UPF (Universidade de Passo Fundo), dá sugestões de usos mais "criativos": é possível criar programas de rádio e de vídeo, por exemplo.

Ou ainda, "com programas simples de apresentação de slides dá para fazer exercícios interativos com as crianças".

Quem tem pouco domínio das ferramentas pode fazer parcerias com os alunos. "Não dá para competir com as crianças. Elas dominam a tecnologia muito melhor que os professores. A saída é abrir espaço para que contribuam", recomenda Teixeira.

Para evitar o "uso pelo uso", o pesquisador da USP (Universidade de São Paulo) Adilson Citelli recomenda usar o computador para ensinar conteúdos do currículo escolar.

Teixeira exemplifica: para discutir um conceito, os alunos podem fazer jornais, blogs, programas de rádios, entre outros, explorando diferentes recursos.

"Há a expansão da escola para além de seus muros, trazendo o que acontece no mundo para o interior da escola e levando a escola para o mundo", lembra Almeida, da PUC-SP. Ela opina que, assim, é possível integrar o currículo escolar com os acontecimentos atuais, os problemas do cotidiano e a cibercultura para produzir um conhecimento que leve à compreensão do mundo, dos fatos, da ciência e dos instrumentos culturais e linguagens da sociedade contemporânea.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/01/26/volta_aulas_professor_tecnologia_sala.jhtm

8 de mai. de 2009

Quebra Tudo

Olá Amigos

Uma discussão iniciada na lista de discussão edublogosfera sobre a reportagem "MEC pretende acabar com a divisão por disciplinas no ensino médio público em 2010" gerou um debate bem legal acerca do tema.

http://www.colegiointerativa.com.br/netmanager/imagens/upload/ensino%20m%C3%A9dio%201%20-2007-2-05.jpg

Para quem não leu sobre o assunto aqui vai um pequeno resumo: "um projeto apresentado ao Conselho Nacional de Educação (CNE) pretende mudar a organização curricular do ensino médio público do país. A partir das orientações que vão constar nesse projeto, cada rede de ensino vai definir o seu modelo de currículo e organização das escolas. Além da possibilidade de o aluno escolher as disciplinas complementares às básicas, está previsto que o atual modelo da grade curricular, dividido em 12 disciplinas tradicionais, seja dividido em eixos mais amplos como linguagens e ciências humanas. Outra mudança é o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e a inclusão de atividades práticas para complementar o aprendizado. O projeto, que está sendo chamado de "ensino médio inovador", pode começar a funcionar já em 2010. A mudança vale só para o ensino público. "

No texto há uma citação assim"- A escola deixa de ser um auditório da informação e passa a ser um laboratório de aprendizagem" numa colocação feita pelo conselheiro Francisco Aparecido Cordão, relator do projeto no CNE. Para ele, o atual modelo curricular aprisiona as escolas.

O projeto do MEC sugere ainda que programas de incentivo à leitura estejam previstos na nova organização pedagógica. Outra orientação é valorizar as atividades artísticas e culturais dentro do currículo. Ai eu me lembrei dos vídeos do Sir Ken Robinson que a Suzana Gutierrez indicou sobre criatividade intitulada "A escola mata a criatividade? " onde ele coloca por que não ensinar dança na mesma proporção de matemática ou português.

Ensinar o professorado "das antigas" a saltar de Bumping Jumping (pois vai ser assim que eles vão se sentir) vai ser difícil, mas que essa transformação vai gerar muita confusão e vai encontrar muita resistência, ah meus amigos não duvidem, mas na minha humilde opinião esse é o único caminho para a redenção do ensino médio. Aqui tem uma reportagem intitulada "Mudança no ensino médio é elogiada, porém proposta deve ser aperfeiçoada, dizem especialistas" onde vários especialistas elogiam a proposta mas apenas acham que ela precisa de ajustes

Espero ver os frutos dessa ruptura num prazo curto de tempo. E você ta esperando oque sobre essa mudança ou pensando sobre isso tudo?

Faz então assim: Comente.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

2 de abr. de 2009

Discussão Interessante

Olá Amigos

Essas duas reportagens abaixo inciaram um debate bem animado e interessante em duas listas de discussão do qual eu participo. O legal de todo debate e discussão via blogs, foruns e afins e o fato de poder trocar informação, ler outros pontos de vistas e o mais importante a crescer profissionalmemte. Na primeira reportagem, da Revista Veja deu muita discussão em qual seria o papel do professor dentro dessa nova realidade tecnologica que esta chegando as escolas. Em alguns casos essa realidade nem existe e em outras como na reportagem elas existem com tudo de top de linha.

Na outra reportagem, o Estadão levanta a questão do uso intensivo do notebook em sala de aula. Os governos do Rio de Janeiro (pioneiro na iniciativa), São Paulo e Rio Grande do Sul estão distribuindo notebooks ou vendendo a preço de custo aos professores da rede. E fala tambem da chegada dos notebooks dos alunos atraves do projeto UCA do Governo Federal.

Além dessas duas reportagens há uma reportagem imperdivel da Prof. Fátima Franco, autora dos blogs Leitura e Escrita na Escola e Tecnologias na Educação e moderadora do grupo Blogs Educativos ao blog Planeta Escola da Debora Bortoleti. A Prof. Fátima Franco em sua entrevista cita com uma perfeição cirurgica o papel do professor. Vamos a definição dela:

O que um professor deve ter em mente quando pensa em iniciar o uso da tecnologia em sua prática docente? Como se tornar um mediador da tecnologia em suas aulas?

O professor precisa delimitar muito bem os objetivos que pretende alcançar, utilizando as tecnologias de informação e comunicação. Se o que ele pretende é apenas transpor as práticas de sala de aula para o computador, é melhor se atualizar antes, para aprender a ser um mediador no uso das tecnologias. Para ser um mediador é preciso que o professor compreenda que é necessária uma revisão nos conceitos de ensino-aprendizagem. O professor não é mais o dono do conhecimento. O conhecimento está disponível em toda parte, basta ter acesso à internet. O novo papel do professor, como mediador, exige que ele seja um usuário da Internet e Web, que saiba selecionar informações que possam se transformam em conhecimento e mediar estas informações com os alunos.

Perfeita definição do papel do professor que quer ingressar no uso e aplicação das TICs.

Você tem opinião diferente?

Então opine. Comente.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

13 de nov. de 2008

CINEAD promove II Encontro Internacional de Cinema e Educação

Coordenadoria de Comunicação da UFRJ

CAMILLA MUNIZ - OLHAR VIRTUAL

Nos dias 18 e 19 de novembro, o Salão Dourado do Fórum de Ciência e Cultura receberá o II Encontro Internacional de Cinema e Educação. Organizado pelo Projeto de Pesquisa e Extensão Cinema para Aprender e Desaprender (CINEAD) do Laboratório do Imaginário Social e Educação da Faculdade de Educação (LISE/FE/UFRJ) — em parceria com o Colégio de Aplicação (CAp/UFRJ) e a Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro —, o evento visa aprofundar o debate acerca da inserção do cinema nas práticas educacionais.

Durante o encontro, especialistas convidados irão falar sobre suas experiências estético-educativas com a sétima arte, além de discutir questões teóricas relacionadas à introdução do aprendizado cinematográfico no ambiente escolar. Também serão apresentados na ocasião os resultados do primeiro ano da Escola de Cinema do CAp/UFRJ, apadrinhada por Alain Bergala e Nelson Pereira dos Santos.

Para participar, basta se inscrever gratuitamente pelos e-mails cinead@fe.ufrj.br ou helen_cinead@yahoo.com.br. Confira abaixo a programação completa do evento.


18 de novembro

A ESCOLA FAZ CINEMA

8:00 às 8:45 - Credenciamento

8:45 às 9:15 – Mesa de abertura
Reitoria da UFRJ; Decania do CFCH; Direção da FE-UFRJ; Direção do CAp; Fórum de Ciência e Cultura; CINEAD; Embaixada da França; MAM-Rio

9:15 às 09:45 – Coral do CAp/UFRJ

9:45 às 10:45 – Conferência de Abertura
Fazer cinema na escola, a vez da infância - Núria Aidelman (Cinema em Curs -Universitat Pompeu Fabra - Barcelona)
Moderadora: Adriana Fresquet (CINEAD/UFRJ)

10:45 às 11:00 - Café

11:00 às 13:00 - Algumas experiências com cinema na UFRJ
Apresentação do CINEAD e dos resultados gerais da pesquisa em 2008 - Equipe de coordenação. Apresentação da Escola de Cinema do CAp UFRJ - Alunos.
CINEAD na Argentina: Alejandro Cobo (UNC)

13: 00 às 14:30 - Almoço

14: 30 às 15:30 – Cultura, Cinema, Ensino
Gustavo Fischman (Univ. de Arizona)
Moderador: Fabio Garcez (CINEAD/UFRJ)

15:30 às 17: 00 - A experiência da inclusão do cinema no currículo escolar na França
Alain Bergala (Paris III)
Moderadora: Janaína Pires Garcia (CINEAD/UFRJ)

17:00 - Café
Lançamento do livro de Alain Bergala: A hipótese cinema (tradução para o português da Coleção Cinema e Educação).
Lançamento do livro: Novas imagens do desaprender. Uma experiência de aprender cinema entre a cinemateca e a escola. (Coleção Cinema e Educação) Anais de pesquisa CINEAD 2008.


19 de Novembro

A ESCOLA FAZ CINEMA

8:45 às 10:00 – Leituras da Imagem - Uma leitura do cinema
Mesa redonda com Rosália Duarte (PUC-Rio) e Milene Silveira Gusmão (UESBA)
Moderadora: Ana Lucia de Almeida Soutto Mayor (CINEAD/UFRJ)

10:00 às 10:15 - Café

10:15 às 12:00 – Aprender Cinema na Cinemateca
Alain Bergala: A experiência na Cinémathèque Française (Professor de Paris III, Assessor do Ministério na experiência de levar o cinema às escolas francesas).
Moderadora: Janaína Pires Garcia (CINEAD/UFRJ)

12: 15 às 13:30 - Almoço

14:00 às 15:15 – Cinemateca e Experiência
Rafael de Luna (Coordenador do Setor de Documentação da Cinemateca MAM-Rio / UFF) e Hernani Heffner (Conservador e Pesquisador da Cinemateca do MAM-Rio/ PUC-Rio).
Moderadora: Márcia Xavier (CINEAD/UFRJ)

15:15 às 15:30 - Café

15:30 às 16:30 - Cinema e Educação
Por uma aproximação entre o cinema e a educação. José de Souza Miguel Lopes - Universidade Vale do Rio Verde (UNINCOR)
Moderador: Mário Fumanga (CINEAD/UFRJ)

16:30 às 17:00 – Homenagem a Nelson Pereira dos Santos (Padrinho da Escola de Cinema CAp da UFRJ)
Fechamento do encontro no Salão Dourado com concerto de piano

19:00 - Abertura da mostra Retrospectiva Kiarostami-Erice: Outras correspondências na Cinemateca do MAM-RIO

Fonte: http://www.ufrj.br/detalha_noticia.php?codnoticia=6721