Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens

28 de out. de 2009

Educação e Tecnologia: uma aliança necessária


por Juracy dos Anjos

“Estamos diante de uma bela demonstração de que a modernização da educação é séria demais para ser tratada somente por técnicos. É um caminho interdisciplinar e a aliança da tecnologia com o humanismo é indispensável para criar uma real transformação. (...) Em síntese, só terá sentido a incorporação de tecnologia na educação como na escola, se forem mantidos os princípios universais que regem a busca do processo de humanização, característico caminho feito pelo homem até então”. (RENATO, Eduardo José. Informática e educação, 1997,05).

“A importância da reforma dos sistemas educativos é apontada pelas organizações internacionais como uma prioridade na preparação dos cidadãos para essa sociedade pós-moderna. Não é à toa que a introdução das novas tecnologias digitais na educação apresentou mudanças para a dinâmica social, cultural e tecnológica.”

Entendidas por especialistas e educadores como ferramentas essenciais e indispensáveis na era da comunicação, as novas tecnologias ganham espaço efetivo nas salas de aula. Computadores ligados à internet, software de criação de sites, televisão a cabo, sistema de rádio e jogos eletrônicos. Estas são algumas das possibilidades existentes e que podem ser aproveitadas no ambiente escolar como instrumentos facilitadores do aprendizado.

Entretanto, apesar de muitas escolas possuírem estas tecnologias, as mesmas não são utilizadas como deveriam, ficando muitas vezes trancadas em salas isoladas e longe do manuseio de alunos e professores. Existem, segundo estudos recentes, professores e escolas que não conseguem interligar estes instrumentos às atividades regulares.

De acordo com o pedagogo Arnaud Soares de Lima Júnior, “o acesso às redes digitais de comunicação e informação é importante para o funcionamento e o desenvolvimento de qualquer instituição social, especialmente para a educação que lida diretamente com a formação humana”.

No entanto, ele ressalta que os modos de viver e de pensar a organização da vida estão em crise. Está em curso uma mudança qualitativa em virtude da rápida transmissão de informações entre as sociedades, rompendo com isso as barreiras geográficas dos países.

“Por isso, cabe à educação uma parcela de responsabilidade tanto na compreensão crítica do(s) significado(s) desta transformação, quanto na formação dos indivíduos e grupos sociais. Estes devem assumir com responsabilidade a condução social de tal virada, provocada, entre outros fatores, pela revolução nas dinâmicas sociais de comunicação e de processamento de informação”, analisa Arnaud.

Modernização - Neste cenário, a importância da reforma dos sistemas educativos é apontada pelas organizações internacionais como uma prioridade na preparação dos cidadãos para essa sociedade pós-moderna.

Não é à toa que a introdução das novas tecnologias digitais na educação apresentou mudanças para a dinâmica social, cultural e tecnológica. Modelos pedagógicos foram quebrados, tornando-se desatualizados frente aos novos meios de armazenamento e difusão da informação. Neste momento mudam também os conteúdos, os valores, as competências, as performances e as habilidades tidas socialmente como fundamentais para a formação humana.

Apesar de tentar responder a estas questões imediatas, muitos educadores salientam que a inserção, no contexto educacional, destas tecnologias ainda é encarada como uma articulação problemática.

“Esta parceria entre educação e tecnologia é muito difícil de ser efetivada. No que se refere às tecnologias digitais, principalmente, os professores têm dificuldades de interação. Eles já até admitem utilizar o computador e a internet para preparar as suas aulas, mas não conseguem ainda utilizar as mesmas nas suas atividades em sala de aula, como instrumento pedagógico”, observa a pedagoga Lynn Alves.

Para Lynn, o uso da tecnologia não deve se restringir a mera utilização ilustrativa ou instrumental da tecnologia na sala de aula. Exemplo disso, segundo a pedagoga são as aulas de informática de colégios particulares e públicos, que assumem apenas o papel de ensinar o uso dos programas.

“O jovem já sabe disso, ninguém precisa ensiná-lo. Por este motivo, estas aulas acabam se tornando um espaço de “desprazer”, porque os estudantes querem utilizar a tecnologia para criar, re-significar, construir e intercambiar saberes. Infelizmente, este potencial todo a escola ainda despreza”, frisa Lynn.

Internet e Educação

“A Internet é muito mais que um mero instrumento. Além de um dispositivo, ela representa um modo diferente de efetivar a comunicação e o processamento social da informação”. Esta observação é feita por Arnaud Soares Júnior, professor do mestrado em educação e tecnologia da Universidade Estadual da Bahia e autor do livro “Tecnologias Inteligentes e Educação: currículo hipertextual”.

De acordo com o educador, neste panorama de efetiva transformação, o uso da Internet não representa grande desafio para que os professores aprendam a sua utilização, porque suas funções mais sofisticadas são acionadas até mesmo por intuição. Isso por causa da expressão “interface amigável”, que viabiliza o manuseio rápido e fácil.

“Para acessar a Internet não se requer nenhum grau mais elevado de operação mental. Mas, discriminar suas características tecnológicas, sua lógica de funcionamento, e sua natureza comunicativa e informacional, de modo crítico, criativo e politicamente engajado, requer um processo de formação mais abrangente e conseqüente. Tal não poderá ser feito, por exemplo, pelos cursos relâmpagos de informática, nem pelos treinamentos em informática básica”, analisa o professor.

Já no que diz respeito a utilizar a internet como meio para atrair a atenção dos estudantes, Arnaud salienta que não basta prender a atenção dos estudantes com a tecnologia, porque isto já acontece naturalmente, em virtude das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) exercerem fascínio nas novas gerações.

“A questão mais importante é como garantir uma educação de qualidade com a utilização das TICs e como definir sua utilização mais pertinente em cada contexto de formação. Para tanto devem ser consideradas as condições e as necessidades inerentes a cada contexto, além das novas tensões sociais que aí se refletem em função do crescente processo de globalização”, explica Arnaud Soares.

Para finalizar, o pedagogo menciona que diferente do que muitas pessoas acreditam, a Internet não é só uma rede meramente técnica e digital. “A Internet dever vista pelos educadores como uma rede de comunicação, de cultura, de socialização e sociabilidade. Ela está relacionada aos interesses políticos e mercadológicos, além de sua dinâmica estar submetida aos efeitos dos desejos e de representações sociais”, conclui Arnaud.

Jogos eletrônicos: ferramenta importante na aquisição do saber

“A presença dos elementos tecnológicos na sociedade vem transformando o modo dos indivíduos se comunicarem, se relacionarem e construírem conhecimentos. Somos hoje praticamente vividos pelas novas tecnologias”.

A partir desta reflexão, Lynn Alves, professora do mestrado em educação e contemporaneidade da Uneb e autora do livro: “Game Over: Jogos Eletrônicos e Violência”, demonstra a importância da tecnologia, em especial os jogos eletrônicos na vida dos jovens contemporâneos.

Encarada por muitos como nocivo e prejudicial ao desenvolvimento cognitivo dos jovens, os jogos eletrônicos vêm ganhando espaço entre vários estudos e demonstram que podem ser mais um instrumento pedagógico no ambiente escolar. Esta reflexão partir da concepção que existe hoje uma geração submerso no mundo da tecnologia, que tem acesso seja através da televisão ou dos vídeos-game ou das LAN house.

De acordo com estes estudos, os sujeitos nascidos na pós-modernidade estão imersos em um mundo altamente tecnológico. Esta geração é defendida pelos estudiosos como os “nativos digitais” ou “geração mídia”. Uma categoria que vem sendo largamente discutida na atualidade.

Com a utilização de alguns jogos eletrônicos, a exemplo do Simcity, Civilizations e RPG, “os professores podem trabalhar o aprendizado em geografia, história, porque nesse jogo desafia os estudantes a administrar recursos, criar cidades, enfrentar catástrofes, fazer escolhas, planejar, entre outras coisas”, comenta a educadora Lynn.

Nesta perspectiva, e através do jogo eletrônico, os estudantes são estimulados a saber quais as conseqüências de colocar uma escola perto de uma fábrica poluente, além de verificarem quais os problemas sociais ou de saúde as ações realizadas durante o jogo podem causar.

De acordo com Lynn, até mesmo nos jogos violentos, tanto crítica por inúmeros pais, podem servir de fonte de aprendizado e estímulo entre o público jovem. “Você pode trabalhar a questão cognitiva, pois estes jogos exigem uma habilidade sensorial e motora muito grande, tomada de decisão e planejamento estratégico”, conclui Lynn.

Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/educacao-e-tecnologia-uma-alianca-necessaria

15 de ago. de 2009

Woodstock - Semente da Liberdade

Olá Amigos

Estava a tempos querendo falar sobre cultura livre e comecei a pesquisar, então nessa busca encontrei o berço de todo movimento. Para começar, uma constatação óbvia: Woodstock foi uma moeda que caiu em pé. Os deuses de todos os povos e de todos os tempos parecem ter-se mobilizado para que tudo desse certo durante três dias mágicos, maravilhosos, que seriam para sempre lembrados como uma amostra da perfeição possível neste sofrido planeta.

Sem favor nenhum, posso afirmar que Woodstock foi o evento musical que mais influenciou as artes e os costumes na história da humanidade. E a conjunção de fatores que o transformou em marco e lenda dificilmente se repetirá.


Anos 60 foi à época de todas as mudanças. Logo após o homem chegar à Lua, entre 15 e 18 de Agosto de 1969, realizou-se o Festival de Woodstock, nos Estados Unidos, três dias que abalaram o Mundo. O lendário festival de Woodstock, que em três dias de "paz, amor e música" (ou seria sexo, drogas e rock’n roll) que reuniu mais de 500 mil pessoas. Apresentaram-se por lá artistas do calibre de Jimi Hendrix, Janis Joplin (precisou de apoio para entrar no palco), Santana, The Who, Joan Baez, Joe Cocker (outro que entrou chapado, mas quem não ?), Jefferson Airplane, The Band, 10 Years After, Country Joe & The Fish, John Sebastian, Tim Hardin, Ravi Shankar, Arlo Guthrie, Canned Heat, Sly & The Family Stone, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Crosby, Still, Nash & Young, Sha-Na-Na, Paul Butterfield Band e outros que completa 40 anos nesta semana e continua sendo considerado um acontecimento inigualável.







O homem tinha acabado de dar os primeiros passos na Lua e antes, o mundo inteiro viu os estudantes se manifestarem nas ruas de Paris, naquilo que ficou para a História como o Maio de 68. Nos Estados Unidos, a guerra do Vietnam estava no auge e a os protestos em relação ao conflito tornavam-se mais constantes. Numa epoca de acontecimentos que marcaram o mundo como quando os tanques soviéticos invadem Praga para reprimir protestos de aniversário da invasão de 1968, o assassinato de Sharon Tate e de seus amigos pela família Manson, o assassinato de Martin Luther em Memphis, Tenessee, e ainda a morte de Robert Kennedy, também abatido a tiros, foram eventos emblemáticos desse tempo. Uma década de extremos.

O Festival de Woodstock foi uma celebração à chegada da Era de Aquário, e nada representava melhor do que isso, o significado dessa Nova Era. Woodstock teve mais relevância por aquilo que representou do que propriamente pelo aspeto musical. Woodstock é o retrato fiel de uma época e permanece no imaginário coletivo como o lugar no qual o inconformismo e a rebeldia de uma geração castigada pela Guerra do Vietnã deram lugar, apesar da má organização, da chuva e da lama, a três dias de "paz, amor e música" (ou seria sexo, drogas e rock’n roll).

Foi nesta época que a grande maioria dos jovens entrou no universo das drogas, no amor livre, num regime de liberdade nunca antes visto. E Woodstock aconteceu exatamente nesse momento, acabando por ser um imenso ritual libertário para mais de meio milhão de pessoas. O festival foi o ponto alto do movimento da contracultura da década de 60 e da era hippie. Woodstock foi o estopim para que nos anos 70 houvesse uma explosão de reivindicações de minorias étnicas e sexuais, de forma jamais imaginada pela sociedade norte-americana. Revoluções comportamentais, sexo alternativo (com respaldo das pílulas anticoncepcionais).

As características da contracultura são ressaltadas no festival:
  • o amor livre e a desinibição corporal, com o nudismo sendo amplamente praticado, de forma inocente e até singela;
  • a convivência harmoniosa, sem nenhum resquício de preconceito, entre indivíduos de todas as raças, credos e orientações sexuais;
  • o consumo explícito e justificado (por alguns entrevistados, como Jerry Garcia) das drogas que, no entender daquela geração, abriam as “portas da percepção”, que alias começou em 1965, com um estudante de química chamado Owsley Stanley que aprendeu como fabricar ácido lisérgico no porão de sua casa e logo inundou San Francisco com o LSD, impulsionando o surgimento da geração das flores, imortalizada pela bela canção de Scott McKenzie: “Se você vier para San Francisco,/ não se esqueça de colocar/ algumas flores no seu cabelo…” Foi aí que o movimento hippie nasceu, aglutinando jovens que recusavam o american way of life e caíam na estrada, em busca de aventuras e novas experiências;
  • o visual premeditadamente desarrumado do pessoal, com suas roupas coloridas, ponchos e cabeleiras imponentes;
  • a substituição dos laços familiares por uma comunidade grupal (ou, como se dizia então, tribal);
  • a volta à natureza e a redescoberta do lúdico (em vários momentos, vêem-se marmanjos entregues a brincadeiras pueris, sem nenhum constrangimento);
  • a profusão de crianças, pois os hippies mandavam às favas o planejamento familiar, os anticoncepcionais e os abortos, assumindo plenamente o amor e suas conseqüências;
  • o solene desprezo pelas regras e valores dominantes na sociedade, que se evidencia até nas falas dos organizadores do festival, não ligando a mínima para os prejuízos que estavam ameaçados de sofrer.


Na época, o cenário tecnológico que hoje vivemos estava sendo concebido. A contracultura afetou vários segmentos da sociedade inclusive o de pesquisadores e cientistas das universidades pelo mundo afora. No caso da tecnologia, a contracultura influenciou praticamente todos os pilares da atual sociedade da informação: o Sistema Operacional Unix (Berkeley), os primeiros circuitos integrados (”small is beautiful”), o protocolo IP, o microcomputador pessoal (Steve Jobs), a linguagem de programação C e o movimento pelo software livre (na época era o sexo e as drogas). Vai ver era por isso toda esta turma de cientistas era cabeluda, barbuda e vegetariana.

Mas o que foi plantado lá floresceu e se espalhou pelo mundo. Com um mundo globalizado e tecnologicamente dotado a semente da liberdade e da cultura livre ganhou proporções nunca antes vista. Mas o que levaria hoje 3 mil jovens a acampar durante uma semana num festival? Não é sexo, drogas e rock’n’roll. Junte barracas esses “geeks” (nerds ligados em tecnologia) que levarão seus computadores personalizados. Então troque o campo pela cidade, os astros de rock por gurus e evangelistas tecnológicos, o psicodélico das drogas pelo psicodélico das tecnologias (games, simuladores, …) e encontramos então cientistas, programadores, público, tecnologistas, educadores, ativistas com a mesma atitude de Woodstock: mudar o mundo através da tecnologia.

Trata-se do Campus Party, festival de tecnologia que nasceu na Espanha em 1997. Para a turma desse Woodstock da era da internet ver Jon "Maddog" Hall falando é tão eletrizante quanto Jimi Hendrix dedilhando na guitarra o hino americano. E amigos eu não fui a Woodstock, coisa que todo garoto de minha geração sonhou , mas fui a um Campus Party. E lá vi a maior celebração de uma geração que com certeza irá mudar o mundo. O Campus Party foi um evento de conteúdo e de compartilhamento livre.

Mas afinal quais foram as grandes conquistas da Geração Woodstock?

A grande vitória da Geração Woodstock foi ter conseguido criar um ativismo em defesa do meio ambiente e a favor de algumas causas justas, criou a imagem do jovem como centro do universo do consumo, lançou alguns modismos que hoje estão em menor evidência, como o ioga, a macrobiótica, o ocultismo e a agricultura natural (sem defensivos e fertilizantes).

Não durou, entretanto, foi aquela militância política idealista e generosa: as gerações seguintes se desinteressaram de mudar o mundo, voltando a priorizar a ascensão profissional e social. O rock, depois de uma fase intensamente criativa e experimental, voltou aos caminhos seguros do marketing.

As drogas, ao invés de abrirem as portas da percepção, se tornaram instrumentos para a fuga à realidade e a ilusão de onipotência, cada vez mais pesadas, até que se chegou ao pesadelo do crack. E o amor livre degenerou em sexo casual, promiscuidade e Aids.

O sonho acabou? Talvez. Mas, quem partilhou do sonho, só lamenta que tenha durado tão pouco e tenha sido substituído por uma realidade tão cruel quanto sem graça.

Eu prefiro acreditar no ideal que iluminou nossas vidas por um pequeno instante… e marcou-nos para sempre continue a influenciar os jovens de outras gerações com seus ídeais.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

16 de abr. de 2009

Cultura wiki facilita o processo de educação


28 de setembro de 2008, 21:40

Wikis potencializam a aprendizagem pela colaboração. Para aumentar as chances da cultura wiki ser impregnada na comunidade estudantil, o gestor do ambiente deve fazer uso de algumas práticas em arquitetura, motivação e interação.


Por Alexandre Lopes


Os wikis são ambientes cada vez mais comuns na web. Fazem parte do que está sendo denominado como web 2.0, ou seja, a segunda geração de ferramentas voltadas ao apoio da educação e do trabalho colaborativo.

Esses ambientes permitem a construção coletiva de conteúdos, potencializando a experiência da aprendizagem por meio da colaboração. O framework utilizado na construção das ferramentas wiki não exige dos colaboradores conhecimento especializado na construção de sites ou páginas na internet.

Outra característica desses ambientes é o dinamismo das páginas produzidas e a liberdade de alterar o que existe acrescentando novas páginas e editando conteúdos publicados por outros.

Um exemplo é a Wikipedia, enciclopédia na web construída a partir da colaboração livre e voluntária. Apesar dos temores iniciais a respeito da suposta falta de confiabilidade das informações ali contidas, ela vem se constituindo em uma fonte de consulta bastante utilizada, competindo com enciclopédias tradicionais.

Os wikis são editados diretamente em um navegador da web. Permitem a criação de novas páginas com a utilização de um simples processador de texto. O uso educativo mais difundido dos wikis é designado na literatura por wikis inter-classe e consiste na criação de um repositório de conhecimento colaborativo desenvolvido por um grupo de estudantes que freqüentam uma mesma disciplina ou curso (Santamaría e Abraira, 2006).

O wiki pode ser utilizado para que os estudantes desenvolvam um projeto em pequenos grupos, trabalhem uma parte de um projeto coletivo da turma ou mesmo para a construção de uma homepage da disciplina.

O wiki é uma ferramenta poderosa para ambientes de aprendizagem, uma vez que facilita a colaboração entre os participantes. Porém apresenta, no seu estudo, a dificuldade de fazer com que os estudantes se envolvam no trabalho dos colegas que constituem a sua comunidade de aprendizagem.

Schmitt (2006) cita a necessidade de se criar uma cultura de comunicação e comentário, além da importância da negociação entre os participantes. O wiki é, sem dúvida, um gerador da cooperação não hierárquica, estabelecendo o que Piaget (1973) considera uma premissa para a aprendizagem colaborativa.

Não existe um jeito “correto” para a construção e desenvolvimento de um wiki. Dessa forma, a estrutura de um wiki - e como ele é usado - é um espelho da estrutura desejada pelas pessoas e como elas querem usá-lo. A proposta de melhores práticas não serve como receita de um bolo ou uma lista de instruções: como configurar o conteúdo inicial, como encorajar as pessoas a contribuir, como negociar com elementos contrários.

O conjunto de práticas nasce da observação de experiências e comportamentos que visam à construção de conteúdos em colaboração e, como técnicas, devem ser usadas em conjunto com a percepção da necessidade em momentos específicos da vida de um wiki.

Para que um wiki tenha características de ambiente colaborativo de aprendizagem é evidente que o mesmo deve ser estimulado junto à comunidade de interesse. Após a temática estar alinhada com o público desejado, o gestor do ambiente deve fazer uso de algumas práticas em arquitetura, motivação e interação.

Vamos ao que interessa! O que pode ser feito para dar início ou salvar um wiki de apoio às atividades pedagógicas? A resposta exata não está no texto, mas se as práticas abaixo forem adotadas na rotina dos estudantes, grandes são as chances da cultura wiki ser impregnada na comunidade estudantil.

Identificação do tema de interesse

É importante definir os temas de interesse dos usuários do wiki. Uma rápida entrevista com os alunos na classe pode ajudar na formação de grupos pela escolha de um tema de interesse. A segmentação pode contribuir na colaboração dos alunos – é estimulante participar de assuntos ou temas que são de grande interesse. A decisão acerca dos temas que estarão disponíveis é tomada pelo grupo de professores e discutida com os alunos.

Evento planejado

Essa prática promove encontros entre os estudantes em horários pré-determinados para inserir conteúdo de forma coletiva. Uma única pessoa não pode inserir todo o conteúdo de um wiki, e os estudantes precisam saber como usar a ferramenta e sentir-se parte dela, só assim surgirá interesse pelo wiki. O evento planejado utiliza o recurso do “aprender a usar” para construir um ambiente de interação com vários participantes – fortalecendo as relações e a construção de uma rede de comprometimento. Essa prática favorece um “salto inicial” para o wiki. Faça também uma pequena campanha de divulgação em toda a escola anunciando os temas e o horário do evento.

Identificação do melhor aluno

Encontrar um melhor aluno para colaboração no wiki não significa ter o aluno com melhores notas na escola. Um “melhor aluno no wiki” é um entusiasta e sua participação pode ser essencial para o sucesso do wiki. Ele tem a capacidade de gerar interesse, treinar os participantes de forma adequada, monitorar o crescimento da ferramenta e corrigir problemas que inibem a adoção da cultura dos wikis.

Algumas características podem ajudar os professores na identificação do melhor aluno:
  • Tempo investido em colaboração no wiki inserindo conteúdos e propondo temas aos colegas.
  • Envolve as pessoas informalmente treinando-as e colocando-se à disposição para suporte e ajuda.
  • Se destaca pelo rápido domínio da ferramenta, na organização de conteúdos, no envolvimento das pessoas, tornando o uso simples e mantendo o crescimento organizado.
Roteiro com idéias dispersas

A construção de um roteiro a partir de idéias dispersas cria ligação entre as contribuições dos alunos. Pode-se usar o wiki para criar uma versão on-line desse processo. Solicite aos participantes que registrem idéias em torno de um tópico ou com perguntas bem determinadas. Os estudantes podem registrar as idéias apontando-as para outras páginas, organizando a seqüência de assuntos e a profusão de idéias.

Contribuir para outros wikis

Considere estabelecer para os alunos a tarefa de contribuir para a Wikipedia com um tópico relacionado ao tema em discussão. Estimule os alunos a criarem coletivamente um texto, provocando o debate para julgar a qualidade e um status para a publicação na web. Dessa forma, será desenvolvido um senso crítico e facilitará o entendimento da dinâmica coletiva dos wikis. Os alunos saberão que o produto do trabalho será usado por outras pessoas e não somente corrigido e arquivado pelo professor.

Publicação de uma página pessoal

Os estudantes podem ser encorajados a publicar páginas com perfil pessoal. É uma maneira de construir informações para uma rede de contatos e interesses facilitando o processo de contribuição para o wiki. Podem ser publicados dados para contato, imagens, breve biografia, links de interesse e sugestões de blogs.

Material de apoio no Wiki

Os professores devem disponibilizar o material de apoio das aulas no ambiente wiki. Os links para arquivos com exercícios, textos de apoio e outros documentos devem estar disponíveis na página inicial do wiki e em páginas criadas pelos alunos que tenham relação com o assunto do documento.

O wiki torna a aprendizagem duradoura e transferível. No âmbito da sala de aula, verifica-se que a colaboração e a cooperação são maiores. É o local onde os alunos aprendem mais e melhor. Assim, o wiki dá origem a atividades colaborativas, em que os professores melhoram igualmente as suas funções pedagógicas. [Webinsider]

Referências bibliográficas

NOTARI, M. How to use a wiki in education: wiki based effective constructive learning. In: Proceedings of the 2006 international symposium on Wikis. Odense, Denmark. Anais: ACME Press, p.131-132.

PIAGET, Jean. Estudos Sociológicos. Rio de Janeiro: Forense, 1973.

SANTAMARIA, F. G.; ABRAIRA, C. F. Wikis: posibilidades para el aprendizaje colaborativo em Educacion Superior. In L. Panizo et al (Eds.) Proceedings of the 8th International Symposium on Computers in Education, 2006. (Vol 2), pp. 371-378.

SCHMITT, Marcelo Augusto Rauh. Dificuldades apresentadas pelo modelo wiki para a implementação de um ambiente colaborativo de aprendizagem. Novas Tecnologias na Educação: Cinted-UFRGS 2006.


Sobre o autor

Alexandre Lopes (alexandre.lopes@sebrae.com.br) é jornalista e analista web. Trabalha no Portal do Sebrae e é mestrando em gestão do conhecimento

Fonte: http://webinsider.uol.com.br/index.php/2008/09/28/cultura-wiki-facilita-o-processo-de-educacao/

5 de fev. de 2009

Plantão Ortográfico

http://www.aulaintercultural.org/IMG/arton2152.gif


Volta às aulas na TV Cultura: professores e alunos podem retornar à
sala de aula sabendo tudo sobre o novo acordo ortográfico*

As aulas começaram hoje e a aplicação do novo acordo ortográfico em sala de aula também.

Em razão disso a TV Cultura apresentou na segunda-feira 02/02 às 19h30 sob a regência do professor Pasquale Cipro Neto uma edição especial do Nossa Língua.
Além de comentar e dar dicas sobre as mudanças Pasquale recebeu o professor doutor em Letras e Relações Internacionais e Presidente da Comissão de Língua Portuguesa do Ministério da Educação Godofredo de Oliveira Neto que comentou sobre a importância da unificação do idioma entre os países de língua portuguesa.

O programa apresentou também a Ministra de Educação de Cabo Verde, Vera Duarte, que comentou sobre a reação da mudança em seu país e encerrará com a escritora Tatiana Belinky que comentou sobre a mudança na ótica dos escritores.

Adorei o "Plantão Ortográfico" onde, além da lista das alterações, há pequenos vídeos em que o professor Pasquale explica o que muda com o novo acordo ortográfico. Se você está escrevendo um artigo, um trabalho, um TCC e têm dúvidas sobre a nova ortografia pois então acesse o Plantão Ortográfico e o professor Pasquale lhe ajudará.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna