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21 de out. de 2009

Tutorial Como se Cadastrar no Twitter

Você tem escutado direto a palavra Twitter e não faz a mínima idéia do que significa? Então esse post vai tirar algumas de suas dúvidas, e explicar como fazer para se cadastrar na nova onda mundial.

O Twitter é um micro-blogging, ou seja, é um blog que, literalmente, você escreve “micro”, ou melhor, pouco. O máximo de caracteres que você pode escrever são 140. O legal é que você pode “seguir” todos os seus amigos e saber tudo que eles estão fazendo, além de “seguir” pessoas famosas.

- Por que falo em “seguir”? Por que quando você quer acompanhar o Twitter de alguém, tem que clicar em “Follow” (”Seguir”) na página do Twitter da pessoa.

Confira agora, passo-a-passo, como se cadastrar no Twitter:

1) Assim que entrar na página inicial do Twitter: http://twitter.com, clique em “Get Started – Join!”.

Primeiros passos para o mundo do TWITTER

2) Agora você deve preencher com seu Nome (Full name), Nome de usuário/Apelido (Username – esse é o que irá aparecer no seu endereço – http://twitter.com/USERNAME), senha (Password) e email. Escreva os dois códigos, separados por espaço, onde está escrito “Type the words above“. Quando tiver preenchido clique em “Create my account“.

Preenchendo com dados pessoais

3) Na terceira etapa ele pede para ver se seus amigos estão no Twitter usando sua conta de email, pule essa etapa que depois irá aparecer de novo (clique em “Skip This Step” embaixo do botão “Continue”).

Pulando etapa de adicionar amigos no Twitter

4) Agora ele vai querer adicionar automaticamente algumas pessoas ao seu Twitter. Eu não quis, se você também não quiser, desmarque o quadradinho escrito “Select All” e aguarde pois irá sumir todos os avatares (”fotinhas”) à direita da tela. Atenção: Se você quiser deixar essas pessoas serem adicionadas ao seu Twitter, apenas clique em “Finish“.

Opção automática do Twitter

5) Imagem mostrando a página depois de desmarcar a opção “Select All” (sumiram as fotos na direita e todos os quadradinhos estão desmarcados). Agora clique em “Finish“.

Desmarcada a opção “Select all”

6) Parabéns! Você está cadastrado no Twitter!! Essa será a SUA página do Twitter (Foto 6). Vamos agora procurar seus amigos ou pessoas famosas para segui-las, clique em “Find some friends” (Continua na próxima etapa, antes veja alguns detalhes desta página).

Alguns detalhes desta página:

  • o retângulo escrito “What are you doing?” é para você escrever o que está fazendo (lembre-se, só pode escrever 140 caracteres!)
  • na direita você vê seu nome de usuário e abaixo dele aparecem quantas pessoas você está seguindo (”following _me“), quantas pessoas estão te seguindo (”followers_me“) e quantas vezes você mandou mensagem (”updates“)
Foto 6 – Detalhando SUA página no Twitter
7) Você pode achar seus amigos no Twitter pela sua conta de email (basta colocar sua senha do email em “Email Password“). Ou então procurar pessoas pelo nome, clique na aba escrito “Find on Twitter” (”Achar no Twitter“)
Achando amigos ou famosos no Twitter

No espaço escrito “Who are you looking for?” escreva o nome da pessoa que você quer ver se tem Twitter (por exemplo, eu escrevi o nome que a atriz Demi Moore usa no Twitter (Mrs Kutcher). Você pode procurar pelo nome de usuário, pelo primeiro nome, pelo segundo nome ou pelo nome todo. Em seguida clique em “search“.

Procurando alguém pelo nome no Twitter

9) Na página seguinte você vai ver todo os Twitters que ele achou com o nome que você digitou. O que aparece na foto é mesmo o da Demi Moore, se quiser segui-la, basta clicar em “Follow” ao lado do nome.

Seguindo a pessoa que achou no Twitter

ATENÇÃO! Existem vários Twitters fakes (falsos), principalmente de pessoas famosas. Se quiser ter certeza que é da pessoa famosa que está procurando, tente procurar pela internet algum lugar falando sobre o Twitter dela.

Fonte: http://rainydays.rockerspace.net/ajuda-com-twitter/

26 de abr. de 2009

Como inserir vídeos do YouTube no PowerPoint

Olá Amigos

Hoje postando a minha contribuição ao Movimento Blogs Voluntário. Criar apresentações apenas com imagens estáticas pode deixar qualquer platéia entediada. Um dos melhores recursos para incrementar as nossas apresentações é usar vídeos, intercalados com os slides e com o texto, podem inclusive funcionar como uma pausa para o seu discurso. Dando tempo para a platéia ou seus alunos refletirem sobre o que você falou, assim como ilustrar melhor uma idéia. O problema dos vídeos é que não é tão fácil assim, encontrar bons vídeos para ilustrar apresentações.

Qual a melhor fonte de vídeos da Web? Sem sombra de dúvida é o YouTube. Esse artigo mostra como fazer o download desses vídeos, para que você possa inserir os mesmos, em apresentações do PowerPoint. O objetivo aqui não é infringir os direitos dos autores dos vídeos, se você for usar esse material para palestras profissionais, entre em contato com os autores, para solicitar a devida autorização.

A técnica mais comum para inserir o vídeo, copiado do YouTube é fazer o download do vídeo. Depois usar alguma ferramenta para converter o vídeo, para um formato que o PowerPoint aceite. Como isso acaba envolvendo o uso de várias ferramentas, download e configurações de conversão. A maioria das pessoas acaba não usando.

Existe um conversor de vídeos online, chamado de Zamzar, totalmente gratuito, que consegue converter os vídeos do YouTube para o formato AVI ou MPG, para que o PowerPoit possa exibir na apresentação. Agora a melhor parte do Zamzar é que não precisamos fazer o download do vídeo, para fazer a conversão. Podemos simplesmente indicar o endereço do vídeo e o sistema faz o download para a conversão.

Como funciona? Primeiro visitamos o Zamzar e acionamos a opção de conversão. Escolha a opção URL.

Zamzar - Youtube URL

Escolha a URL do YouTube.

YouTube URL

Determine qual o endereço do vídeo, que deve ser convertido. Depois escolha o formato de saída.

Zamzar - Menu

Clique no botão convert e o vídeo será convertido. Um link para download pode ser enviado para o seu e-mail ou então você pode fazer o download diretamente da página de resultado.

Com o arquivo convertido, agora será necessário adicionar o vídeo no PowerPoint. Para isso, acione a aba inserir ou o menu, dependendo da versão do PowerPoint que você utiliza.

Inserir PowerPoint

Lembre que é preciso cautela com o uso indiscriminado desse material. Principalmente se você for ganhar dinheiro com ele. Qualquer dúvida contate o autor do vídeo para pedir permissão de uso.

Fonte: Online-Tech-Tips e Colaborativo.org

18 de abr. de 2009

Projeto Cinema no Caldeirão - 18/04

Olá Amigos

O filme escolhido hoje para o Projeto Cinema no Caldeirão é o filme "Verônica" com direção de Maurício Farias (O coronel e o Lobisomem e A Grande Família) e com os fantásticos Andréa Beltrão e Marco Ricca.

Ontem fui conferir Verônica e gostei muito do filme, apesar de ser suspeito pra falar, porque sou daqueles que amam incondicionalmente filmes nacionais, tanto que, entre ver as opções hollywoodianas e a nossa realidade, fiquei com o cinema nacional e não me arrependi.

O filme narra a historia de uma professora que é surpreendida pelo destino e fica responsável por um garoto vítima da guerra entre o tráfico e policiais corruptos. O menino teve seus pais mortos e por guardar um segredo do pai, ficou jurado de morte.

http://www.portocultura.com.br/cine/gal/veronica-527-07.jpg

Os atores deram um show de realidade, fazia tempo que não via Andréa Beltrão atuar tão bem, em determinados momentos ela nos faz chorar, questionar, emocionar e até rir.

Mas como nem tudo são flores, nossos produtores, autores e roteiristas ainda pecam na questão: Preconceito, sim, racial, social entre outros, infelizmente vemos que os personagens permanecem caricatos, Andrea Beltrão por exemplo, a mocinha do filme, loira, os traficantes negros e a diretora da escola branca. Quando isso vai mudar? Quando mostraremos ao mundo quem somos de verdade?

http://www.portocultura.com.br/cine/gal/veronica-527-04.jpg

Quero indicar o filme que dá muitos pontos para serem trabalhados em sala de aula, por isso, assistam e me contem se gostaram. Alias como colega de profissão da personagem estive em inúmeras vezes dentro da tela.

Recomendo.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Verônica

O bom professor é quase um super-herói

A primeira imagem que vemos é da laje de uma favela, onde os sempre algo fetichizados personagens de traficantes de drogas cariocas trocam algumas palavras sem muita importância. Pode parecer que o filme envereda por este gênero a estas alturas já bem conhecido (o “filme de favela”, ou ainda o “filme de traficante”), mas eles serão apenas coadjuvantes distantes, que dão o primeiro passo da história, mas que pouco aparecem nela. Na verdade, como o título bem deixa claro, o filme é sobre Verônica – mas quem é ela? Assim que Andréa Beltrão surge na tela em meio a uma enormidade de atores pouco conhecidos, restam poucas dúvidas: Verônica é ela, e o filme será sobre ela. É um filme de professor e sua dura realidade.

O ponto de virada do roteiro de “Verônica”, filme do diretor Maurício Farias, também marca a mudança de um elemento estético do longa. Até então, a fotografia ressaltava os tons naturais dos ambientes que a personagem principal habitava. Após ele, a fotografia passa a enfatizar tonalidades granuladas e o aspecto mais cru das imagens – de forma a nos mostrar que, a partir daquele momento, a vida de Verônica (Andréa Beltrão, esposa do diretor na vida real) nunca mais será a mesma.

No filme, acompanhamos a professora Verônica, que está passando por um momento de vida bastante delicado, uma vez que a mãe encontra-se hospitalizada à espera de uma cirurgia e que ela não aguenta mais a rotina de professora após 20 anos de magistério. É justamente neste instante de vulnerabilidade que ela se vê obrigada a ajudar um de seus alunos. Leandro (Matheus de Sá) teve os pais assassinados pelo pessoal do tráfico e passa a ser perseguido por policiais corruptos e por bandidos, os quais estão interessados num valioso pen-drive que o menino carrega consigo. Verônica, portanto, é a única chance que Leandro tem de escapar de tudo isso seguro e com vida.

Conhecida pelas personagens de viés mais cômico, como a Zelda Scott, de “Armação Ilimitada”, e a Marilda, de “A Grande Família, ver Andréa Beltrão na pele da personagem título deste filme será uma agradável surpresa. A atriz não decepciona ao construir uma mulher que se descobre forte e decidida e que não faria feio se comparada com tipos parecidos e que foram interpretados por Jodie Foster em filmes como “O Quarto do Pânico”, “Plano de Voo” e “Valente”.

O cinema brasileiro provou, com “Tropa de Elite”, que pode fazer um excelente filme de ação. Com “Verônica”, a indústria nacional mergulha num outro gênero que é tipicamente norte-americano: o policial. O longa de Mauricio Farias é uma obra surpreendente, mesmo reunindo alguns dos maiores clichês deste gênero. Talvez o maior trunfo de “Verônica” seja a apresentação de uma história que poderia acontecer em qualquer outro lugar do mundo. Portanto, com a estratégia de marketing correta, esta obra é um filme que pode se dar muito bem no mercado estrangeiro.

O Filme

Aos quarenta e poucos anos, Verônica vive um impasse. Após vinte dando aulas na rede municipal de ensino, exausta e sem paciência, ela não consegue mais nem se encantar com os alunos – como no início da profissão. Um dia, na escola em que trabalha, Verônica percebe que ninguém veio buscar Leandro, de oito anos. Já é tarde da noite quando a professora decide levar o menino até sua casa. Ao chegar na favela, encontram a polícia e muito tumulto. Traficantes mataram os pais de Leandro e estão atrás dele. Sem coragem de deixá-lo à própria sorte, Verônica foge com o menino. Ela quer escondê-lo e, para isto, pede ajuda: primeiro procura Paulo, ex-marido e policial, depois vai até Selma e Aline, colegas e professoras. Quanto mais tenta, menos sabe em quem confiar. De um lado estão os traficantes, do outro a banda podre da polícia. Se quiser sobreviver, a professora não pode seguir regras ou procurar a lei. Mas qualquer decisão que tome não garante que seus problemas acabem. Enquanto isto, Leandro não sabe porque está correndo de um lado para o outro e quer ver os pais. Verônica sente que, quanto mais foge, mais penetra num mundo próximo da sua realidade - mas imensamente distante do que deseja! No entanto, ao tentar superar sua resistência diante de uma criança que não é sua e conquistar a confiança de Leandro para manter os dois a salvo, Verônica encontra uma nova maneira de viver

Para Refletir

1 - O filme mostra a realidade da violência urbana em que estamos mergulhados até o pescoço. No filme Verônica, além de trazer em pauta, temas polêmicos como: as relações sociais, a falta de valorização profissional, corrupção, traz também, a questão da saúde pública no Brasil. Como você avalia esse setor dentro da sua cidade?

2 - Nas imagens vista no filme “Verônica” e nos seus conhecimentos, comente se em sua cidade existem conjuntos de moradias de populações de baixa renda. Trace as diferenças e semelhanças entre elas e a retratada no filme. Trabalhe a questão da distribuição de renda, PIB e indicadores de qualidade de vida.

3 - Uma mesma história pode ser contada sob várias perspectivas diferentes. No caso do filme Verônica, proponha que eles reescrevam a história, sem alterá-la substancialmente, usando como narrador o ex-marido da protagonista — e, portanto, selecionando os fatos de acordo com o que seria possível para ele saber.

Ficha Técnica

Genero: Ação, Drama
Ano: 2008
Pais: Brasil
Cor: corlorido
Distribuidor: Europa Filmes
Duração: 90 min.
Idioma: Português
Direção: Maurício Farias
Data Lançamento: 06/02/2009
Site: www.veronicaoFilme.com.br
Tipo: Longa Metragem
Elenco: Andréa Beltrão, Marco Ricca, Matheus de Sá, Giulio Lopes, Andréa Dantas, Patrícia Selonk, Flávio Migliaccio, Camila Amado, Aílton Graça, Jorge Lucas, Thogun, Jonathan Azevedo, Wallace Coutinho, Aline Borges


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15 de abr. de 2009

Os cinco erros mais comuns no uso de blogs em educação

Uma das ferramentas mais poderosas para estabelecer comunicação entre alunos e professores são os blogs, que em algumas situações podem até mesmo servir como plataforma para educação e oferecer oportunidades, para que professores ou tutores a distância, possam até mesmo ensinar usando essa incrível ferramenta. Mas, como qualquer novidade tecnologia a falta de experiência e critérios bem definidos, acaba fazendo com que os professores fujam dos blogs como meio para ensinar. Isso é perfeitamente normal, mas não precisa ser uma regra, afinal as novas tecnologias da informação só agregam novas possibilidades e opções para alunos e professores.

Se você está pensando em usar esse tipo de iniciativa na sua instituição de ensino, um artigo muito interessante, publicado na Campus Technology, lista os cinco erros mais comuns no uso de blogs para educação. O conhecimento desse tipo de artigo é fundamental, para que se a sua instituição decida investir em blogs, você já tenha conhecimento do que deve ser evitado.

Models of Blogs: Blog as Participant in Conversation (3 of 3)

A lista parece óbvia, mas as dicas são importantes. O artigo é bem extenso, por isso fiz um breve resumo do conteúdo:

  • Falta de contextualização: A contextualização aqui passa pela justificativa do uso dos blogs. Qual o motivo que faz dos blogs a melhor ferramenta para ensinar, aquele determinado assunto? Os textos e indicações oferecidos no blog devem ser contextualizados também, com a realidade do aluno. Isso é muito mais fácil de fazer com blogs, em que o professor autor dos artigos.
  • Falta de objetivos educacionais: O uso dos blogs deve ter um objetivo bem definido, como o desenvolvimento da capacidade de análise ou leitura dos alunos. Claro que assimilar um determinado conteúdo, deve ser o principal, mas e o blog? Qual o objetivo dele? O segundo erro envolve o desconhecimento desses objetivos, por parte dos alunos e professores.
  • Uso ineficiente da ferramenta: Um blog é uma publicação individual, por isso ela deve refletir a opinião do professor e não o da instituição. Algumas iniciativas de blogs educacionais acabam se transformando em portais de comunicação da instituição, com textos jornalísticos.
  • Usar critérios de avaliação adequados: Seus alunos sabem quais são os critérios de avaliação, para a participação nos blogs?
  • Oferecer um bom tempo de resposta aos alunos: Qual o tempo que você disponibiliza para que seus alunos possam interagir com os artigos? Os alunos conhecem esse tempo?

O uso desse tipo de ferramenta ainda é muito recente, mas com o crescente número de pessoas que usam esse tipo de ferramenta, os blogs se tornam cada vez mais comuns até mesmo para educação.

Fonte: http://www.colaborativo.org/blog/2008/10/06/os-cinco-erros-mais-comuns-no-uso-de-blogs-em-educacao/

11 de abr. de 2009

Projeto Cinema no Caldeirão - 11/04

Olá Amigos

O filme de hoje no Projeto Cinema no Caldeirão é o “Blade Runner” do fantástico diretor Ridley Scott. Independente de o filme ser cult ou não ele toca numa questão que foi tema de um debate na lista de Blogs Educativos. O debate começou com a minha amiga Jenny Horta do blog PC e a Criança, sugerindo um texto para leitura intitulado A web 3.0 será a rede dos robôs? . Mais a frente a minha amiga Elisângela Zampieri do blog Sobre Educação fez um comentário na lista, que alem de altamente pertinente ela citava um texto indicado pelo nosso amigo José Roig do blog Letra Viva entre outros blogs.

O texto falava de um robô que foi programado para simular emoções humana, e que depois de passar 24 horas junto com uma pesquisadora o robô pirou. O robô ficou na frente da porta impedindo a pesquisadora de sair e ficou emitindo sons animalescos e só depois de desligado e que ela conseguiu sair.

Agora fico eu cá pensando com os meus botões onde isso vai dar? A Elisângela Zampieri cita no seu comentário:"de que pelo andar da carruagem em algum tempo conviverão civilizadamente, homens robotizados e robôs humanizados. Sinceramente, me pergunto: Pra que isso? Será que a solidão do ser humano chegou ao ponto de se submeter ao amor de um robô?”. Depois olhando o blog da Elisângela Zampieri encontrei um outro texto intitulado Inteligencia Artificial que vem acrescentar mais molho ao debate.

Baseado na novela "Do Androids Dream of Electric Sheep?" de Philip Kindred Dick, escrita em 1968 e dirigido por Ridley Scott em 1982. No ano de 2019 o mundo é um lugar caótico controlado por grandes corporações. Deckard (Harrison Ford) é um ex- blade runner (caçador de andróides, uma unidade especial da polícia) que é forçado a voltar à ativa após um grupo de replicantes (androides) se rebelar e fugir das colônias espaciais para Terra.

O filme toca em aspectos filosóficos sobre a natureza humana e tem uma vasta visão tecnológica de um futuro próximo, das condições políticas e sociais da Terra nesse tempo. Toca constantemente em temas como Inteligência Artificial (A.I) e Engenharia Genética. Tem cenários detalhados e efeitos visuais excelentes, além de personagens bem desenvolvidos, com diálogos ricos que mantém a trama mais viva e real. Para quem gosta de cinema e sci-fi é um filme indispensável.

A fotografia cheia de sombras e a grande maioria de cenas durante a noite indicam um futuro obscuro para a humanidade. Ainda nas perspectivas, é possível perceber no filme a grande influência dos povos orientais na sociedade de América do Norte, com muitos luminosos e o mandarim fluente em Los Angeles – isso que se começou a tratar agora em nossa realidade da ascendência de países como a China e o Japão no resto do mundo.

Na caracterização do filme, aspectos como o envolvimento da mocinha, que no caso é uma Replicante, com o protagonista e o clima noir remetem imediatamente à histórias de detetive. Diferente das outras películas do gênero, Blade Runner apresenta uma sociedade sem muitas extravagâncias, a não ser por cenas nas ruas em que, talvez como reflexo do ápice da globalização, é possível perceber Judeus, Krishnas e Islâmicos se esbarrando amigavelmente na multidão.

No que diz respeito aos Replicantes, estes pouco se assemelham a andróides, pois são cópias geneticamente melhoradas, de carne e sangue, de humanos. Eles estariam mais para os clones, tão pouco falados na época e tão famosos hoje em dia. É interessante perceber que esse debate ético com esse tipo de cobaias é permanente, inclusive no cinema, como visto recentemente no filme A Ilha (The Island, 2005) – filme que pode ser considerado um “Replicante” do universo de Blade Runner, no que diz respeito à roteiro.

Robôs e cinema são uma combinação fantástica. Filmes como O Dia em que a Terra Parou, Eu, Robô, Minority Report, AI – Inteligencia Artificial, O Homem Bicentenário, entre outros mostram um futuro onde homens e maquinas conviverão, nem sempre harmoniosamente. Se vamos estar vivos para vivenciar isso eu não sei mas que eu queria um Rose igualzinha a dos Jetsons eu queria muito.

Blade Runner é o filme de ficção perfeito. Não deixe de assistir e de ler as indicações pois esse debate é bem legal. Pois com o desenvolvimento atual da tecnologia, que cada vez nos aproxima mais desse momento, e, se alguma vez lá chegarmos teremos de encarar o fato de que não apenas nós somos capazes de pensar. E será a inteligência e a capacidade de raciocínio apenas aquilo que nos distingue da máquina, ou haverá algo mais que uma máquina nunca conseguirá ter, a “alma”.

Afinal você é um replicante ou não?

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Blade Runner - O Caçador de Andróides

Num futuro próximo e sombrio...

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Phillip K. Dick é, com certeza, um dos maiores nomes da ficção científica contemporânea.

Pouco conhecido de muitos, seus trabalhos se tornaram, no entanto, obras produzidas e dirigidas por diretores do calibre de Steven Spielberg, Paul Verhoeven e Ridley Scott. Os filmes derivados de seus contos e histórias geraram bilheterias fabulosas e, com certeza, deram origem a discussões acerca de assuntos complexos (e polêmicos) e da visão nebulosa do futuro, freqüentes na obra do escritor.

O texto "Do Androids Dream of Eletric Sheep?", por exemplo, deu origem a um dos filmes mais cultuados dos últimos 25 anos, "Blade Runner" do diretor Ridley Scott (o mesmo de "Os Duelistas", "1492 - A Conquista do Paraíso" e "Gladiador", entre outros grandes sucessos do cinema).

Motivos para que o filme viesse a ser cultuado podem ser vistos desde o princípio da exibição:- visual futurista de grande impacto (onde se destacam grandes construções moderníssimas, caracterizadas pela utilização exagerada de vidro e ligas metálicas), a névoa que aparece ao longo de todo o decorrer da história e o tom escuro que nos dão a sensação de estarmos presenciando um filme noir (aqueles filmes policiais dos anos 1940-1950, com detetives usando sobretudo e tendo um grande mistério para resolver, tudo dentro dessa atmosfera cinza, escura, sombria), a presença de grandes estrelas do cinema (Harrison Ford, Sean Young, Daryl Hannah e Rutger Hauer), a fantástica trilha sonora de Vangelis,...

A despeito de todas essas variáveis que tornam o filme um grande sucesso, o maior mérito reside na história de Phillip K. Dick. Ao nos defrontarmos com o dilema dos replicantes (andróides feitos a imagem e semelhança dos homens), verdadeiros escravos desse futuro previsto em "Blade Runner", é difícil não pensarmos nas transformações que vivenciamos nos últimos anos, promovidas a partir de pesquisas e projetos desenvolvidos nas áreas de robótica, bioengenharia, biotecnologia, eletrônica e sistemas operacionais.

Que futuro nos aguarda? A prosperidade e a felicidade prometidas ao homem pela ciência e pela tecnologia desde o século XIX? O sucateamento e a destruição dos recursos naturais que nos levarão ao fim da humanidade? O confronto entre os homens e os sistemas e vidas artificiais por eles criados?

O Filme

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Rick Deckard (Harrison Ford) é um Blade Runner, nome dado a uma unidade especial da polícia, no ano de 2019, especializada na captura ou na destruição dos replicantes (andróides tão aperfeiçoados que não apenas se parecem com os seres humanos, também tem sentimentos, sangram e, em alguns casos, tem memórias implantadas para que possam ter uma história de vida).

Inativo e, pouco disposto a sair dessa condição, Deckard é obrigado a voltar ao trabalho em virtude da fuga de modelos Nexus (os mais avançados entre os replicantes) de uma colônia de trabalho em outro planeta. Esses replicantes se destacam por sua grande força, sua notável habilidade e mobilidade e por suas personalidades marcantes. Além de tudo isso, são ainda muito inteligentes.

Como todo o detetive que se preza, Deckard inicia suas investigações pela corporação Tyrell, onde foram fabricados os replicantes. Descobre que há uma replicante trabalhando diretamente para o dono da empresa. Trata-se de Rachel (Sean Young), em cuja memória foram implantadas as lembranças de uma falecida sobrinha de Tyrell.

O problema do detetive, no entanto, são os outros replicantes, que soltos na grande metrópole constituem um perigo eminente de violência e mortes. O que torna ainda pior a história é que eles estão atrás de uma solução para o seu mais grave dilema, ou seja, o curto tempo de vida de que dispõe (estão programados para viver somente quatro anos). Para resolver essa situação, não colocam empecilhos para sua ação...

Obs.: O filme "Blade Runner" tem duas versões, a original lançada em 1982 pela Warner Brothers e renegada pelo diretor Ridley Scott (que não gostava da narração em "off" do personagem de Harrison Ford que foi colocada no trecho final do filme e que fez severas críticas aos cortes e a edição da película) e uma outra, lançada em 1993, batizada de versão do diretor (feita dentro dos conformes propostos por Scott). Procure e assista a versão lançada originalmente nos cinemas em 1982, ela é mais densa, profunda e reflexiva.

Aos Professores

Cena-do-filme-maquina-com-luzes

1- Dilemas existenciais atormentam o homem desde seu surgimento no planeta. Essas dúvidas aumentaram muito com o advento do período contemporâneo, de bases industriais, num mundo sem fronteiras e tomado pela tecnologia. Não são poucas as pessoas que constantemente se perguntam o que acontecerá com a humanidade dentro em breve. Há visões otimistas, algumas que pretendem ser realistas e outras um tanto quanto pessimistas. De que forma entendemos o mundo em que vivemos? Que perspectivas temos daquilo que irá acontecer no futuro? O que gostaríamos de legar para as gerações futuras? De que forma contribuímos com as mudanças que estão acontecendo no mundo e determinam o nosso futuro? Pergunte-se sobre o amanhã e faça com que seus alunos também o façam; Inicie um debate acerca das possibilidades que nos esperam.

2- As dúvidas lançadas no final do filme pelo personagem de Rutger Hauer nos fazem pensar a respeito do destino que a humanidade reserva para algumas de suas criações, como os clones e a inteligência artificial. Clones podem ser considerados da mesma forma que seres humanos? Serão tratados de que forma pela sociedade? Terão assistência da lei em caso de preconceito? Qual a motivação real para a pesquisa e a busca incessante da inteligência artificial? A inteligência artificial substituirá o homem em suas atividades? O que caberá ao homem depois do surgimento dessas criações? Muitas outras dúvidas podem surgir e devem alimentar esse debate crescente, que tende a ser cada vez maior e mais presente em nosso cotidiano...

3- Por que a escola estimula em demasia o estudo da lógica, da linguagem e das ciências humanas e naturais e praticamente despreza qualquer trabalho em termos daquilo que nos faz genuinamente humanos, nossos sentimentos? Quantas vezes paramos para nos perguntar quem são nossos alunos, de onde vem, como vivem, com quem se relacionam e tantas outras dúvidas essenciais para a compreensão de nossa clientela? Pouco ou nada sabemos sobre eles, o que aumenta a possibilidade de termos dificuldades em nosso relacionamento em aula. Não seria isso a comprovação de que carecemos de um trabalho a se realizar na área dos sentimentos? Até que ponto sabemos realmente lidar com isso? Será que, ao menos, nos conhecemos e damos a devida atenção a nossos próprios anseios?

Ficha Técnica

Blade Runner - O Caçador de Andróides
(Blade Runner)

País/Ano de produção:- EUA, 1982
Duração/Gênero:- 117 min., Ficção
Disponível em VHS e DVD
Direção de Ridley Scott
Roteiro de Hampton Francher e David Webb Peoples
Elenco:- Harrison Ford, Rutger Hauer, Sean Young,
Daryl Hannah, Edward James Olmos, Joanna Cassidy, M. Emmet Walsh .

Links
- http://www.adorocinema.com/filmes/blade-runner/blade-runner.htm
- http://us.imdb.com/Title?0083658 (em inglês)
- http://www.rottentomatoes.com/m/BladeRunner-1002553 (em inglês)

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João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=25

7 de abr. de 2009

Transforme seu pendrive em um sistema operacional totalmente funcional e móvel!

Por Adriel Kotviski
terça-feira, 7 de abril de 2009

Como instalar o Linux em uma memória USB autoexecutável.

O Linux vem se mostrando cada vez mais dinâmico e robusto. Prova disso, são as inúmeras distribuições que não necessitam de muitas configurações para funcionarem perfeitamente, como é o exemplo da distribuição Ubuntu.

Outro fato que mostra como o Linux vem melhorando são os LiveCDs – sistemas operacionais completos, que funcionam perfeitamente e que não necessitam de instalação (e nem mesmo de que seu computador possua HD).

O que as pessoas não sabem, é que você também pode criar sistemas do tipo LiveCD utilizando pendrives! Isso mesmo, você terá um sistema operacional totalmente funcional dentro de um pendrive, e poderá levá-lo para onde quiser e rodá-lo a partir de qualquer computador que disponha de opções para dar boot a partir da USB.

Exemplo de pendrive.


Neste tutorial você irá aprender como instalar um sistema operacional Linux em um pendrive, através do Windows ou do próprio Linux. Se você já é usuário do Linux, aprenda como ter um sistema operacional móvel. Se você nunca mexeu com Linux, faça o teste e veja como é o Linux sem alterar nada em seu computador, pois o sistema do pendrive não altera em nada o HD da sua máquina.

Criando um Live USB

Para transformar seu pendrive em um sistema operacional móvel, você irá usar um programa chamado UNetBootIn. Escolhemos ele por ser muito versátil e intuitivo. Além de possuir a possibilidade de ser utilizado tanto no Windows quanto no Linux, ele possui suporte às mais conhecidas distribuições Linux da atualidade.

Para baixar a versão para Windows, clique aqui. Se você utiliza o Linux, baixe o programa a partir deste link.

O UNetBootIn permite que você crie os Live USBs a partir de imagens ISO que você já tenha em seu computador, ou através de imagens que o UNetBootIn baixa a partir do site do desenvolvedor da distribuição que você deseja.

Se você deseja baixar a imagem a partir do UNetBootIn, selecione a distribuição que você preferir a partir da lista que o programa possui, em seguida selecione a versão. O UNetBootIn seleciona automaticamente a versão mais recente.

UNetBootIn - Fazer Download de Distribuição


Se você já possui uma ISO em seu computador, selecione ao lado de “Imagem”, e em seguida clique no botão ao lado direito para selecionar onde está o arquivo de imagem ISO.


Após ter escolhido a fonte para a criação do sistema Live USB, selecione a letra correspondente ao local onde foi montado o pendrive, e em seguida clique em OK. Agora basta você aguardar, em breve seu Live USB estará pronto.

UNetBootIn - Selecionar Imagem ISO

Configurando seu computador

Para que seu computador inicie o sistema Live USB, você deverá configurá-lo para que procure por dispositivos “bootáveis” pela USB antes de procurar pelo HD. Para isso, você deve entrar no Setup da BIOS pressionando DEL logo após o computador ter sido ligado (o botão para acessar o Setup pode mudar, isso depende do fabricante da placa-mãe do seu computador. Em alguns casos, por exemplo, a tecla de acesso é F10.)

Após ter entrado no Setup, procure por algum menu (em alguns casos é uma opção dentro de outro menu) com um nome parecido com “Boot Priority”. Primeiro, deixe a segunda prioridade de boot (“Second Boot Priority”) igual à primeira (“First Boot Priority”). Em seguida, mude onde indica qual é a primeira prioridade do boot para USB, ou, em outros casos, "Removable". Se houver uma terceira opção, deixe-a como “CD-Rom”.

Feito isso, saia do submenu pressionando ESC. Para salvar as configurações, pressione F10, ou selecione o menu “Save & Exit Setup” (em alguns casos este nome também pode variar).

Pronto! Agora basta você reiniciar seu computador e configurar seu sistema operacional móvel de acordo com suas preferências.

Fonte: http://www.baixaki.com.br/info/1884-transforme-seu-pendrive-em-um-sistema-operacional-totalmente-funcional-e-movel-.htm

25 de mar. de 2009

WebGincanas: melhorias no modelo

By jarbas

ESTRUTURA DE UMA WEBGINCA PADRÃO HOJE

Faz algum tempo que defini, com a colaboração do Carlos Seabra, três possibilidades de organização de uma WebGincana. Para facilitar colaboração entre autores e garantir certa unidade na produção do modelo, estabelecemos que seria conveniente trabalhar com as seguintes alternativas:

  • WebGincanas curtas, com dez questões.
  • WebGincanas longas, com vinte questões.
  • WebGincanas padrão, com quinze questões.

Além do número de questões, estabelecemos outras orientações para cada uma das três alternativas. Não vou entrar em detalhes. No momento quero abordar as WG’s padrão, sugerindo algumas inovações no modo de conceber e propor questões.

Numa WebGincana padrão é preciso criar quinze questões para desafiar os alunos a encontrarem respostas na rede mundial de computadores (Web). Tais questões devem requerer respostas curtas (nada muito além de três itens (palavras, imagens, sons ou símbolos). Mas, elas não devem se assemelhar àquelas perguntas que tanto nos atormentaram nos questionários do velhos livros didáticos, ou a provas de professores que ficam apenas no quantos são, quando foi, cite dois exemplos etc. As questões precisam desafiar os respondentes a encontrarem, às vezes de maneira interpretativa, o que importa em textos, imagens e sons disponíveis na grande rede.

Autores de WebGincanas devem ser criativos e imaginosos para que as questões propostas tenham algumas das seguintes qualidades:

  • Humor.
  • Surpresa.
  • Encantamento.

Outra coisa. As perguntas devem ser redigidas para driblarem os mecanismos de busca (Google, Yahho etc). Ou seja, precisam ser escritas de maneira a evitar que os mecanismos de busca achem a resposta automaticamente. O que se quer numa WebGincana é que os alunos leiam ou examinem a fonte de informação para nela encontrar a resposta procurada. WebGincana não é uma atividade para treinar competência no uso de mecanismos de busca. É um desafio para que as pessoas encontrem informação exercendo suas capacidades de leitura das palavras escritas ou faladas, dos sons, das imagens, dos mapas, dos gráficos.

Além das questões que requerem uso de recursos da Web, dois complementos dão ao modelo uma uma cara mais nítida de gincana: atividades e missões. As atividades são ações que devem envolver o grupo em alguma produção simples:

  • desenhar à mão,
  • colorir imagens,
  • copiar figuras num álbum eletrônico,
  • recortar figuras,
  • fotografar um objeto,
  • etc.

ou em uma apresentação

  • cantar um música,
  • declamar um poema num jogral,
  • dramatizar um pequeno texto
  • etc.

As missões são algo bem gincaneiro, propondo para o grupo busca de de objetos, de pessoas que possam fornecer de viva voz alguma informação. Eis aqui alguns exemplos de missões:

  • Façam contato via celular com pessoa que tem sotaque de gaúcho e transfiram-na para falar com o professor ou professora.
  • Tragam até o local da WebGincana pessoa que calça quarenta e quatro ou mais.
  • Encontrem pessoa que fale sueco; gravem a voz de tal pessoa falando aquela língua escandinava; apresentem a gravação para a classe.
  • Encontrem na biblioteca o um livro de Josué Guimarães e tragam-no até a sala da WebGincana.

Relacionei alguns exemplos para dar uma idéia do que pode ser feito em missões. Espero que os autores sejam bastante criativos e inventem coisas muito mais interessantes.

Quero ressaltar um ponto importante: atividades e missões complementam resposta encontrada na Web. Não são ações independentes. Precisam estar vinculadas a um conteúdo previamente encontrado pelos alunos. Dou um exemplo. Veja o caso que segue

  • Missão. Encontrem, na biblioteca, uma outra obra do autor do romance ambientado numa cidade com nome de estrela e traga a obra até a sala da WebGincana.

Tal missão deve estar vinculada a uma questão como a que segue.

  • Questão. Encontrem nome de duas ou mais obras do escritor gaúcho que escreveu um romance que se passa numa cidade que tem nome de estrela.

O mesmo tipo de cuidado vale para as atividade. Veja aqui uma possível atividade.

  • Atividade. Ensaiem e apresentem um jogral de um poema do escritor brasileiro cujo sobrenome corresponde a um símbolo da pátria.

Essa atividade deve estar vinculada a uma questão como a que segue.

  • Questão. Ele foi um dos maiores poetas brasileiros e carregava no sobrenome um símbolo da pátria.

Numa WebGincana padrão é preciso criar três atividades e duas missões. Cabe ao autor decidir que questões merecem complemento na forma de atividade ou missão. Espero que interessados na elaboração de WebGincanas percebam que atividades e missões tem diversas finalidades. Listo aqui algumas delas.

  • Criar maior interesse e dinâmica no estudo do tema escolhido.
  • Integrar outras fontes de informação, sobretudo as ambientais, ao trabalho.
  • Ativar certas habilidades necessárias como consultar a biblioteca, apresentar-se em público, entrevistar pessoas, reparar em detalhes do ambiente em que vive.

UM CAMINHO DE MUDANÇA

Descrevi até aqui orientações elaboradas há uns três anos. Elas surgiram com base em pressupostos que privilegiam informações escritas. De um lado pagam tributo a uma educação muito centrada em textos. De outro, são bastante congruentes com as fontes disponíveis na Web, majoritariamente textuais. Mas a rede mundial de computadores está incorporando, cada vez mais, informações imagéticas e sonoras a seu acervo. Além disso, muitas fontes de informação são interativas; o usuário pode manipulá-las de alguma forma.

A fartura de imagens e sons, assim como a possibilidades interativas de alguns sites, sugerem tratamento mais rico das questões que as orientações originais que descrevi. Acho que podemos experimentar algumas mudanças. Sugiro inicialmente que das quinze questões de uma WebGincana padrão, seis exijam leitura/interpretação de imagens, obtenção de informação em fonte sonora e algum tipo de intereção em sites nos quais isso for possível.

Exemplifico possibilidades de questões que não exijam apenas leitura e interpretação de texto. Para tanto, vou considerar uma WebQuest hipotética sobre a Américado Sul.

  • Questão. Em Geography Zone, há um desafio para apontar num mapa países do continente. Vocês devem jogar o jogo e obter na segunda tentativa pelo menos 80% de acertos. Para entrar no desafio Países da América do Sul, cliquem aqui.
  • Questão. Descubram o nome das moedas dos países da América do Sul que tem mais de um idioma oficial. Os dados necessários podem ser pesquisados no site Países, no qual vocês chegam com um clique aqui.
  • Questão. Vejam as fotos do Brsil feitas por Jeff, ciclista que atravessou a nossa América do de sul a norte. Selecionem e copiem uma foto do Jeff sobre o rio Madeira. Encontrem em mapa do site do próprio Jeff, trecho do rio Madeira nas proximidades de Porto Velho. Chamem o professor para mostrar o achado de vocês na tela. Ah! Aqui está o site do Jeff.

Paro por aqui. Começarei a experimentar essas e outras mudanças com meus alunos deste ano.

Fonte: http://jarbas.wordpress.com/2009/03/20/webgincanas-melhorias-no-modelo/

23 de mar. de 2009

Tutorial de Quadrinhos em SL

Olá Amigos

Seguindo uma indicação do meu colega de lista de Blogs Educativos Alysson Bruno do blog abruno.com que cheguei ao blog Nóis na Tira do Rodrigo Leão. O Rodrigo Leão fez um tutorial sobre a produção de quadrinhos com softwares-livre.

O cara é fantástico e ADORA software livre, usa sistema operacional Ubuntu Linux e produz algumas tirinhas com GIMP e Inkscape, que alias também ele confeccionou tutoriais. O cara faz umas tirinhas iradas e bem divertidas.

No caso do tutorial sobre HQ ele cita em sua postagem "Divulguem e espalhem o máximo possível este documento. Vamos mostrar que o uso de ferramentas livres para a produção de quadrinhos é possível." Isso é que é compartilhar conhecimento livremente.

Por isso segue abaixo o tutorial no Scribd e aqui o link original da postagem.

quadrinhos_livres

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

15 de mar. de 2009

Ensinando com Games

Publicado em: 10 de Novembro de 2004
Atualizado em: 16 de Novembro de 2004


Claudia Stippe

Educadora, atuante na área de tecnologia educacional com atividades em robótica pedagógica e utilização de ambientes de aprendizagem colaborativa, desenvolve atividades de assessoria pedagógica na utilização de softwares educacionais em escolas da rede pública e privada.

Confira na íntegra a entrevista com a educadora Claudia Stippe.

1. Qual o objetivo pedagógico de usar games na escola?

Eu mesma nunca fui muito chegada em games. Achava que era perda de tempo e que não se poderia ganhar nada com isto. No entanto, durante minhas aulas de informática, chegava um momento em que os alunos queriam muito poder usar os jogos disponíveis no sistema. Afinal ninguém tinha computador em casa ainda.

As professoras da 3ª série do ensino fundamental, da escola em que eu trabalhava na época, começaram a desenvolver atividades com cartas de baralho. Um dia resolvi ceder e os alunos jogaram Paciência. Neste momento percebi o quanto eles buscavam entender o jogo. Não lendo as suas regras, mas investigando, explorando e solucionando um problema que tinham ali em sua frente, errando, acertando, perdendo a jogada.

Entendi naquele momento que o meu oficio de docente deveria ser “fazer com que o aluno aprenda e não ensinar o que eu já sei”. Eu aprendo aquilo que tem significado para mim, aquilo que me dá prazer. Desta maneira inseri o trabalho com games em minhas aulas e hoje mais do que nunca isto faz parte da vivência de jovens de todas as classes sociais. Deve entrar no ambiente escolar da mesma maneira que entrou o vídeo, a TV, a mídia impressa. O game surge como mais um recurso pedagógico a ser mobilizado dentro da escola.

2. Com quais games você costuma trabalhar? Por quê?

Iniciei meu trabalho utilizando games que faziam muito sucesso entre os alunos de classe média na década de 90, como Paciência e Campo Minado, que já vinham no sistema operacional Microsoft Windows. Depois parti para a pesquisa utilizando o Lemmings, Sim Ant, Sim Farm, Carmem San Diego, e outros softwares que não são considerados games, mas que podem desempenhar este papel, como o Torre de Hanói, o Sokomind. Com estes você pode trabalhar o ensino de Matemática, Português e outras disciplinas, adequando de acordo com sua imaginação.

Atualmente tenho desenvolvido trabalhos com games mais sofisticados como os da Série Age of Empire, Age of Mythology e Zôo Tycoon, da Microsoft.

São softwares que provocam o interesse em alunos de nível fundamental até o nível de pós-graduação. São softwares que se explorados potencialmente, rendem aulas produtivas, prazerosas e reflexivas e hoje isto se dá dentro dos projetos desenvolvidos na escola, utilizando o laboratório de informática como mais um espaço em busca de uma menor “compartimentação” do conhecimento.

3. Quais disciplinas tiram maior proveito dos games? Por quê?

Qualquer disciplina pode tirar proveito de um game. O que se precisa ter claro é que ele vai fazer parte do projeto de trabalho a ser desenvolvido e entrar como um recurso pedagógico.

4. Daria para citar exemplos de qual game é mais indicado para cada série?

Depende do projeto de trabalho do professor. Mas para as séries iniciais o simulador Microsoft Zôo Tycoon é muito indicado para desenvolver as atividades relacionadas a meio ambiente, estudo de animais, relações de compra e venda. Dá para utilizar com alunos de 8 anos até uns 12 anos. Os mais velhos já o consideram muito infantil.

Outro bom exemplo é o Microsoft Rise of Nations, que voltou a ser lançado, e é um excelente game para simular as batalhas de Napoleão e a Guerra Fria com os alunos do Ensino Médio. O mesmo vale para o Microsoft Age of Empire, para se estudar as cruzadas integrando as aulas de História, Geografia e Literatura.

Já o RPG Maker, pode ser utilizado para qualquer faixa etária, pois os alunos constroem seus jogos.

5. Como é feita a oficina de games?

Durante a palestra são apresentadas maneiras de promover a integração curricular, além de oferecer a visão de um futuro no qual a tecnologia alavanca o aprendizado e o pensamento crítico dos estudantes, dando-lhes meios de criar e interagir com o que aprendem.

Após as palestras os participantes têm a oportunidade de vivenciar uma aula interativa utilizando um dos softwares apresentados.


6. Na prática, como os professores usam os games com seus alunos?

Partindo de um projeto que está sendo desenvolvido pelas turmas, procuramos buscar o que eles usam no dia a dia e que possa nos servir de referência. Atualmente o aluno tem utilizado muito o RPG, games de estratégia e de simulação, fora da escola. É preciso estar “plugado” no que eles fazem e falam.

Precisamos escolher que parte do game vamos utilizar ou a estratégia que vamos propor para os alunos, como jogos por equipes, em rede, tempo de duração, objetivos a serem alcançados, etapas a serem vencidas, dentro e fora do jogo.

7. Ao final, quais parâmetros são usados para avaliar se os objetivos foram alcançados pelos alunos?

Geralmente o trabalho com games é feito por equipes ou duplas. Cada um tem um trabalho a desenvolver em prol do grupo, para alcançarem os objetivos propostos que podem ser melhoria da qualidade de vida das pessoas dentro de um simulador, análise e conclusão de um experimento ou mesmo vivenciar conteúdos escolares na prática.

8. Qual o equipamento mínimo que a escola precisa ter para fazer uso pedagógico dos games?

Depende do game que vai utilizar. Muitos não precisam de grandes configurações, como Torre de Hanói, Zôo Tycoon, Age of Empire.

Mas sempre é bom ter uma boa quantidade de memória RAM disponível e um bom processador, para não fazer a aula virar um problema com a demora na abertura de tela

Fonte: http://sites.google.com/site/bernardetemotter/primeira

7 de mar. de 2009

Projeto Cinema no Caldeirão Especial - Dia Internacional das Mulheres

Olá Amigos

Em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres escolhi um filme que retrata todo amor que somente as mulheres podem ter ou dar : o amor de uma mãe, um amor incondicional, passional beirando o irracional e a sua luta para saber o destino de seu filho. O filme escolhido para o Projeto Cinema no Caldeirão Especial é " Zuzu Angel".

Filme dirigido por Sérgio Rezende, Zuzu Angel é uma cinebiografia de uma estilista que impulsionou a fama do Brasil na moda internacional. O filme mostra o drama vivido pela estilista mineira (Patrícia Pillar), cujo filho, Stuart Edgard Angel Jones (Daniel de Oliveira), desapareceu durante a Ditadura Militar, nos anos 70, envolvido com a guerrilha que combatia o sistema, Stuart Angel foi preso em 14 de maio de 1971 pelos agentes do Centro de Informação da Aeronáutica.

Zuzu Angel é um filme forte e, ao mesmo tempo, delicado, pois fala do direito à liberdade e, principalmente, dos bastidores da ditadura militar. A cinebiografia não retrata o momento de sucesso da vida da estilista, e sim a luta de uma mãe pelo corpo de seu filho - sendo, posteriormente, declarado como desaparecido político.

No período da ditadura, enquanto Zuzu Angel tornava-se sinônimo de moda brasileira, Stuart envolvia-se cada vez mais nos movimentos estudantis contra a ditadura. As mulheres davam seus primeiros passos de individualidade e ela foi um grande exemplo: separada do marido, sustentou seus três filhos exportando moda brasileira.

O filme Zuzu Angel se transforma numa importante peça histórica que lembra um tempo em que as pessoas eram perseguidas por defenderem seus ideais. A luta de Zuzu Angel foi semelhante à de muitas outras mães que também perderam os seus filhos nos porões da ditadura militar brasileira; a diferença é que Angel tinha os meios – e os contatos – disponíveis para conseguir ser ouvida.

Em 14 de abril de 1976, o corpo de Zuzu Angel foi encontrado na saída do Túnel Dois Irmãos na Estrada da Gávea, no Rio de Janeiro. A causa de sua morte foi dada como acidental, sendo reconhecida como assassinato somente nos anos 90.

Um filme forte, tocante e que mostra toda a força que somente as mulheres tem. Meus parabéns a Zuzu, a Maria, a Joana, a Paula, a Valéria, a Sandra, a Lúcia, a Laura, a Carmem, a Antônia, a Josefina enfim a todas as mulheres do nosso Brasil que construíram e fizeram a historia dessa nação.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Zuzu Angel

O amor de uma mãe em luta contra a ditadura

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Sérgio Rezende é um dos mais respeitados e bem-sucedidos cineastas brasileiros dos últimos tempos. Seu prestígio não tem o mesmo alcance de Fernando Meirelles ou Walter Salles já que suas produções acabam tendo mais visibilidade dentro do mercado interno brasileiro e não alcançam a mesma repercussão além das fronteiras de seu país de origem.

E qual é o motivo para essa restrição a obra de Rezende fora do Brasil?

A pouca penetração da obra cinematográfica desse nosso cineasta em terras americanas, européias ou de qualquer outro continente acontece em virtude da temática principal escolhida por Sérgio Rezende para os seus filmes, ou seja, a história de nosso país. Sendo ainda mais específico, os filmes de Rezende não apenas focam nossa história, marcada por dramas e histórias de superação dignas de realmente serem contadas para todos, mas procuram enfatizar nossos personagens e dar ao grande público a possibilidade de conhecer cada um deles.

Nesse sentido, vale lembrar que “Guerra de Canudos”, “Lamarca” e “Mauá”, obras anteriores de Rezende, focam o olho eletrônico das câmeras e traduzem a leitura que o diretor e sua equipe têm sobre homens marcantes para a história do país que não apenas registraram seus nomes nos anais e livros que relatam os caminhos e descaminhos do Brasil como também criaram padrões de comportamento, estimularam ações de inúmeros outros brasileiros, questionaram a ordem estabelecida, confrontaram-se com as dificuldades inerentes a vida num país atrasado,...

Personagem-de-mulher-com-vestido-longo-vermelho-sorrindo-para-plateia

Vale também lembrar que Rezende não parece interessado em especializar-se num determinado contexto histórico, tanto que trabalhou nas obras anteriormente mencionadas o messianismo nos sertões do Nordeste propagado por Antônio Conselheiro, as façanhas econômicas do Barão de Mauá (o maior expoente do pensamento capitalista no Brasil do século XIX, um dos mais ricos e poderosos empresários do mundo em sua época) e também aventurou-se pelos dramas vividos pelos guerrilheiros urbanos comandados pelo capitão Carlos Lamarca em sua luta contra a ditadura militar brasileira vigente na década de 1960 e início dos anos 1970...

“Zuzu Angel”, sua última produção, retorna ao angustiante e sufocante período de chumbo da história brasileira, tendo portanto como contexto a ditadura militar que se estabeleceu a partir do famigerado Golpe de 1964. Apesar da semelhança quanto ao contexto histórico escolhido entre essa nova produção e “Lamarca” (o que rende uma brincadeira/homenagem no novo filme com a participação relâmpago de Paulo Betti como “Lamarca”), o enfoque é diferenciado, mesmo porque a “pedra de toque” dessa nova história é a relação entre Zuzu Angel (Patrícia Pillar) e seu filho Stuart (Daniel de Oliveira), desaparecido por obra dos militares e de seus porões onde a tortura comia solta...

Não há mais a intenção libertária que move os sonhos de um líder carismático a guiar um pequeno grupo de jovens idealistas rumo a uma revolução contra o autoritarismo e em favor do socialismo como em Lamarca... O que vemos em “Zuzu Angel” é a intensa relação entre mãe e filho que leva uma estilista famosa e consagrada internacionalmente a superar a alienação em que vivia quanto ao regime de exceção estabelecido no país para tentar salvar o filho ou ainda recuperar o seu corpo...

Imagem-de-personagem-agachado-em-um-protesto

Não há mais o heroísmo e nem o altruísmo de produções como “O que é isso, companheiro” ou mesmo de “Lamarca”. Zuzu Angel vivia, antes do desaparecimento de seu filho, como se nada o que acontecia ao seu redor existisse. O que lhe importava eram apenas sua carreira, o sucesso de suas coleções, desfiles consagradores e a criação de novos padrões e estilos para o mercado internacional da moda.

Na verdade ela não diferia muito de milhões de outros brasileiros que preferiram apenas tocar suas vidas mesmo sabendo das barbaridades cometidas nos porões do regime contra as liberdades individuais, o direito de expressão e a própria democracia. Sua história modifica-se, porém, com o desaparecimento prematuro de Stuart, o que a leva a perambular pelos quartéis e atrás de autoridades para conseguir informações sobre o paradeiro de seu filho...

Trata-se de um filme para um público amplo, que deve ser assistido para que possamos compreender melhor como ocorre o cruzamento do individual e do coletivo, do privado e do público na história da humanidade e, principalmente para comprovar o quanto é forte o amor de uma mãe, capaz até mesmo de confrontar o mais hostil dos regimes políticos para tentar salvar o filho...

O Filme

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Stuart Jones Angel (Daniel de Oliveira) participa de passeatas, enfrenta os policiais e soldados da ditadura nas ruas e está envolvido com um grupo de guerrilheiros que quer derrubar a ditadura militar brasileira estabelecida a partir de 1964. Para que seu engajamento com a causa seja ainda maior, sua namorada (e depois esposa), Sônia (Leandra Leal), também é uma entusiasta do movimento e participa ativamente de todos os conflitos e planos do grupo “terrorista” (de acordo com o governo da época) de Stuart, o MR-8.

A mãe de Stuart, por outro lado, é destaque das colunas sociais do Rio de Janeiro e ganha a cada novo dia mais fama e sucesso a nível nacional e internacional em virtude de seu inovador trabalho como estilista. Zuzu Angel tem uma vida intensa, com a agenda lotada de compromissos, dentro e fora do país, através do qual consolida o seu trabalho e arregimenta novos fãs e clientes para os seus vestidos, saias, camisas e demais vestimentas com temáticas bem brasileiras.

Os universos distintos em que vivem mãe e filho praticamente nunca se cruzam. A ausência do jovem por longos períodos e algumas esporádicas visitas realizadas por Stuart para rever a mãe e as irmãs, sempre parecendo preocupado e tenso em relação a sua presença num lugar público demais, são apenas indícios de que alguma coisa não está certa na vida de seu filho, pensa Zuzu.

O ponto de convergência entre os mundos paralelos de Zuzu e Stuart acontece quando o jovem desaparece e, através de um telefonema anônimo, a mãe é informada de seu paradeiro e do provável local de seu cativeiro. É apenas o início de uma jornada de muitos destinos e diversos interlocutores que se inicia na vida de Zuzu Angel. Indo de um quartel a outro, conversando com generais, almirantes ou brigadeiros, apelando para amigos políticos ou indo aos tribunais em busca de seu filho, a vida da estilista sofre uma mudança considerável...

E não é apenas o seu cotidiano que muda, tornando-se sombrio, tenso, sempre prestes a explodir... A concepção de mundo e a visão que Zuzu tinha em relação ao Brasil modificam-se de forma considerável, com o progressivo abandono da crença no sonho brasileiro e a superação da alienação em que vivia, típica do mundo das passarelas e das celebridades das colunas sociais...

Surge então uma nova mulher, endurecida pelos fatos, mas ainda forte para lutar por seu filho... Com atuações destacadas de Patrícia Pillar como Zuzu Angel, Daniel de Oliveira no papel de Stuart Angel e contando ainda com elenco de apoio de grande talento, “Zuzu Angel” é mais um filme de destaque da nova fase do cinema nacional. Assistam!

Para Refletir

Homem-de-terno-e-gravata-observando-atriz-em-cena-falando-em-um-cafe

1 - Já se passaram mais de 20 anos desde o final da ditadura militar brasileira, mas os estragos provocados durante aquela etapa de nossa história ainda se fazem sentir. Os responsáveis pela tortura e por todos os atos atrozes que levaram ao desaparecimento de inúmeros brasileiros e que sufocaram a consciência nacional não foram punidos por seus desmandos e excessos, a história militar nacional não considera o que aconteceu como um golpe de estado, mas sim como uma revolução legítima, os torturados e as famílias dos desaparecidos não foram indenizados pelo estado e nem ao menos tiveram acesso a todos os arquivos e informações sobre suas vidas ou a de seus familiares. E o pior, criou-se uma realidade em nosso país em que o engajamento político e a necessária consciência de direitos e deveres não são mais a tônica. As novas gerações abominam a política, que ficou a encargo de dirigentes políticos da velha guarda ou de aventureiros de última hora, sendo que a maioria deles está apenas interessada em obter vantagens e privilégios para si mesmos... Faz-se necessária uma revisão da educação brasileira e a proposição de novas bases que se atrevam realmente a politizar as futuras gerações de brasileiros que irão ser formadas...

2 - Que outras histórias e personagens daquela fase de nossa história podem ser resgatados? Wladimir Herzog, o deputado Rubens Paiva, o cardeal arcebispo de São Paulo Dom Paulo Evaristo Arns, o delegado Sérgio Paranhos Fleury,... Cada um deles viveu (ou desapareceu) dentro do momento nebuloso da história de nosso país durante a ditadura militar vigente entre 1964-1984. Desenvolva projetos com seus alunos para a produção de textos, jornais, rádio-novelas, cartas, websites (blogs ou fotoblogs), filmes ou outras formas de expressão através das quais falem sobre essa história e personagens como aqueles que sugerimos.

3 - Zuzu Angel e seu filho Stuart também podem ser focados num estudo coordenado pelos professores de história, artes, redação, sociologia ou filosofia. Informações adicionais sobre os dois, comparando-se o que foi apresentado no filme com o que está escrito nos livros ou disponível na Internet para a produção de um debate a ser realizado após a apresentação do filme na escola ou para a comunidade pode ativar a discussão sobre a ditadura e também levar a uma análise da criativa e produtiva obra da estilista.

Ficha Técnica

Zuzu Angel
País/Ano de produção: Brasil, 2006
Duração/Gênero: 110 min., Drama
Direção de Sérgio Rezende
Roteiro de Marcos Bernstein e Sérgio Rezende
Elenco: Patrícia Pillar, Daniel de Oliveira, Leandra Leal, Luana Piovani, Alexandre Borges, Ângela Vieira, Ângela Leal, Paulo Betti, Nelson Dantas, Regiane Alves.

Links

www.zuzuangelofilme.com.br (site oficial)

http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=11593

http://www.adorocinemabrasileiro.com.br/filmes/zuzu-angel/zuzu-angel.asp

http://www.cinemaemcena.com.br/cinemacena/crit_editor_filme.asp?cod=4696

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João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=760

28 de fev. de 2009

Projeto Cinema no Caldeirão - 28/02

Olá Amigos

O filme de hoje no Projeto Cinema no Caldeirão é o "Diários de Motocicleta" de Walter Salles, talentosíssimo diretor nacional. O filme em questão foi escolhido como apoio aqueles professores que queriam trabalhar com algum projeto relacionado aos 50 anos da revolução cubana.

O chamado "road movie" tem um atrativo todo especial para o cinema. Está sempre em movimento e, como em um pensamento "zen", geralmente não é o objetivo que importa, mas sim a jornada.

Baseado nos livros Notas de Viaje, de Ernesto “Che” Guevara e Con el Che por Sudamérica, de Alberto Granado, o filme visa contar como foi a viagem do jovem Che Guevara e de seu amigo Alberto pela América Latina, munidos apenas de uns poucos trocados e de uma moto caindo aos pedaços, batizada de La Poderosa.

Diários de Motocicleta começa e termina de forma bem diferente, ambas com muitos pontos positivos. No início do filme, são apenas dois jovens que querem se divertir, conhecendo muitas pessoas, países e culturas diferentes. Nesse ínterim, eles vão passar por vários problemas e confusões, a maioria protagonizada por La Poderosa e descobrir que o mundo é menos justo do que pensavam. Podemos sentir o idealismo dos amigos aflorando aos poucos durante o filme e ambos deixando de ser crianças para, enfim, penetrar no mundo adulto.

Um dos maiores trunfos do filme é o fato de os dois serem caras normais, passando por situações normais. Nada de inverossimilhança. O que acontece com os dois é o que aconteceria comigo ou com você se nos aventurássemos em uma viagem dessas. O tom cômico vem do personagem de Rodrigo de La Serna (Alberto Granado). Sua cara de pau parece não ter fim, bem como as confusões em que se mete.

Um dos momentos mais emocionantes é quando os dois vão para um acampamento de leprosos (Ernesto é estudante de medicina e Alberto é bioquímico). Lá, se deparam com uma situação ridícula onde os próprios médicos não têm coragem de chegar perto dos pacientes e começam sua primeira revolução, quebrando as regras e tratando os pacientes como qualquer ser humano merece ser tratado: com respeito. Os doentes, é claro, retribuem com muito carinho e verdadeiras amizades se formam, transformando até o próprio espectador, que também aprende a ver as pessoas por trás dos rostos marcados por uma das piores doenças da história.

Independente de se tratar da juventude de Ernesto "Che" Guevara, "Diários de Motocicleta" também é um filme sobre um jovem que se torna adulto, um jovem que também busca seu lugar no mundo. E no caso de Guevara, que lugar!

Não vou discutir aqui sobre os aspectos históricos ou míticos envolvendo a figura de Guevara. Afinal, muito já se falou sobre isso. E todos nós, até o mais cínico, não consegue ficar impassível diante de Che, não do homem que ele foi, mas do que ele representa: um sonhador e um rebelde, alguém que ousou lutar por um mundo melhor (independente dos meios que ele usou), morrendo por esse sonho. Che Guevara se tornou algo íconico, quase arquetípico.

Todavia, a proposta de Salles em "Diários de Motocicleta" é buscar o homem, ou melhor, o menino, por trás do mito e o processo que o fez tornar homem. O ponto de partida para conseguir captar isso? Ora, novamente uma viagem. A viagem que Ernesto de La Serna (Gael García Bernal) e seu amigo Alberto Granado (o ótimo Rodrigo de la Serna) fizeram em 1952, cruzando a América do Sul desde a Argentina até o Peru.

"Diários de Motocicleta" é sim o filme poético que prometia ser desde que foi anunciado. É o melhor trabalho de Salles? Certamente não sei dizer.

Contudo não deixa de ser um filme excepcional e tocante, não porque se trata da história de Che Guevara, e não apenas porque nos torna mais próximos de Ernesto de La Serna, mas principalmente pelo motivo que ressaltei: por tratar de forma sincera temas como a busca pela identidade e o amadurecimento pessoal.

Temas essencialmente humanos, tão caros a todo e qualquer sujeito, e capaz de realmente alcançar o menino por trás do mito, tornando-o um de nós.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna