11 de abr de 2009

Projeto Cinema no Caldeirão - 11/04

Olá Amigos

O filme de hoje no Projeto Cinema no Caldeirão é o “Blade Runner” do fantástico diretor Ridley Scott. Independente de o filme ser cult ou não ele toca numa questão que foi tema de um debate na lista de Blogs Educativos. O debate começou com a minha amiga Jenny Horta do blog PC e a Criança, sugerindo um texto para leitura intitulado A web 3.0 será a rede dos robôs? . Mais a frente a minha amiga Elisângela Zampieri do blog Sobre Educação fez um comentário na lista, que alem de altamente pertinente ela citava um texto indicado pelo nosso amigo José Roig do blog Letra Viva entre outros blogs.

O texto falava de um robô que foi programado para simular emoções humana, e que depois de passar 24 horas junto com uma pesquisadora o robô pirou. O robô ficou na frente da porta impedindo a pesquisadora de sair e ficou emitindo sons animalescos e só depois de desligado e que ela conseguiu sair.

Agora fico eu cá pensando com os meus botões onde isso vai dar? A Elisângela Zampieri cita no seu comentário:"de que pelo andar da carruagem em algum tempo conviverão civilizadamente, homens robotizados e robôs humanizados. Sinceramente, me pergunto: Pra que isso? Será que a solidão do ser humano chegou ao ponto de se submeter ao amor de um robô?”. Depois olhando o blog da Elisângela Zampieri encontrei um outro texto intitulado Inteligencia Artificial que vem acrescentar mais molho ao debate.

Baseado na novela "Do Androids Dream of Electric Sheep?" de Philip Kindred Dick, escrita em 1968 e dirigido por Ridley Scott em 1982. No ano de 2019 o mundo é um lugar caótico controlado por grandes corporações. Deckard (Harrison Ford) é um ex- blade runner (caçador de andróides, uma unidade especial da polícia) que é forçado a voltar à ativa após um grupo de replicantes (androides) se rebelar e fugir das colônias espaciais para Terra.

O filme toca em aspectos filosóficos sobre a natureza humana e tem uma vasta visão tecnológica de um futuro próximo, das condições políticas e sociais da Terra nesse tempo. Toca constantemente em temas como Inteligência Artificial (A.I) e Engenharia Genética. Tem cenários detalhados e efeitos visuais excelentes, além de personagens bem desenvolvidos, com diálogos ricos que mantém a trama mais viva e real. Para quem gosta de cinema e sci-fi é um filme indispensável.

A fotografia cheia de sombras e a grande maioria de cenas durante a noite indicam um futuro obscuro para a humanidade. Ainda nas perspectivas, é possível perceber no filme a grande influência dos povos orientais na sociedade de América do Norte, com muitos luminosos e o mandarim fluente em Los Angeles – isso que se começou a tratar agora em nossa realidade da ascendência de países como a China e o Japão no resto do mundo.

Na caracterização do filme, aspectos como o envolvimento da mocinha, que no caso é uma Replicante, com o protagonista e o clima noir remetem imediatamente à histórias de detetive. Diferente das outras películas do gênero, Blade Runner apresenta uma sociedade sem muitas extravagâncias, a não ser por cenas nas ruas em que, talvez como reflexo do ápice da globalização, é possível perceber Judeus, Krishnas e Islâmicos se esbarrando amigavelmente na multidão.

No que diz respeito aos Replicantes, estes pouco se assemelham a andróides, pois são cópias geneticamente melhoradas, de carne e sangue, de humanos. Eles estariam mais para os clones, tão pouco falados na época e tão famosos hoje em dia. É interessante perceber que esse debate ético com esse tipo de cobaias é permanente, inclusive no cinema, como visto recentemente no filme A Ilha (The Island, 2005) – filme que pode ser considerado um “Replicante” do universo de Blade Runner, no que diz respeito à roteiro.

Robôs e cinema são uma combinação fantástica. Filmes como O Dia em que a Terra Parou, Eu, Robô, Minority Report, AI – Inteligencia Artificial, O Homem Bicentenário, entre outros mostram um futuro onde homens e maquinas conviverão, nem sempre harmoniosamente. Se vamos estar vivos para vivenciar isso eu não sei mas que eu queria um Rose igualzinha a dos Jetsons eu queria muito.

Blade Runner é o filme de ficção perfeito. Não deixe de assistir e de ler as indicações pois esse debate é bem legal. Pois com o desenvolvimento atual da tecnologia, que cada vez nos aproxima mais desse momento, e, se alguma vez lá chegarmos teremos de encarar o fato de que não apenas nós somos capazes de pensar. E será a inteligência e a capacidade de raciocínio apenas aquilo que nos distingue da máquina, ou haverá algo mais que uma máquina nunca conseguirá ter, a “alma”.

Afinal você é um replicante ou não?

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

2 comentários:

José Antonio Klaes Roig disse...

Oi, Robson, esse filme é d+ mesmo. Vi e revi há tempos. E preciso reve-lo quando der. Schopenhauer dizia, referindo-se aos livros, que deveríamos le-los duas vezes, uma após a outra, pois quando se sabe o final se aproveita melhor a história e percebe os detalhes que da primeira leitura passaram despercebidos. Remeo isso tb ao cinema. Um filme quando o assistimos pela segunda vez traz novas cenas que não percebemos antes, além de nos trazer detalhes que já tinhamos bvisto mas agora percebemos de outra forma. Maravilha de postagem. Um abraço e Feliz Páscoa. Zé.

Conceição EJA disse...

Oi Robson

Faltou falar da música... Marcante, como todo o resto.
Vi o comentário da Mirian Fajardo sobre este filme na lista e o post que ela publicou em seu próprio blog.
Eu só gostava muito deste filme (tenho na minha deveteca particular), agora acho muito mais interessante!
Um abraço.