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28 de mar. de 2009

Projeto Cinema no Caldeirão - 28/03

Olá Amigos

O filme escolhido hoje para o projeto Cinema no Caldeirão é o "Quem Quer Ser um Milionário?" do talentoso diretor inglês Danny Boyle (Trainspotting - Sem Limites - A Praia - Extermínio) que levou oito Oscars.

Como a Índia anda muito em moda no cinema e o Caldeirão de Ideias vai seguir essa tendencia e indicar o filme aos leitores aqui do Caldeirão. O filme como o seu diretor tem uma câmera nervosa e ágil e uma montagem fantástica (aqui o maior mérito do filme).

Um de seus méritos em Quem Quer Ser Um Milionário? foi adaptar um conto de fadas urbano, aliando a pirotecnia eletrizante dos trabalhos anteriores com a estética bollywoodiana. Em menores palavras: ele consegue contar uma história simples de maneira surpreendente.

O filme começa com uma interrogação: “Jamal Malik está a uma pergunta de ganhar 20 milhões de rúpias. Como ele conseguiu?” Um novo letreiro lança as alternativas. Terá Jamal (Dev Patel) trapaceado no jogo de perguntas e respostas? É sorte? Ele é um gênio? Ou…hmmm..está escrito? Com um recurso narrativo simples, Boyle arma a bomba que irá acionar lá no fim do filme. Mas até lá, o espectador ficará vidrado.

Todos esses elementos – amor, corrupção, violência e instinto - se harmonizam num desfecho previsível e melodramático. Um dramalhão escancarado com ares de fábula, no melhor estilo Bollywood. Alie, portanto, essa despretensão com a crítica social e o ritmo eletrônico de Boyle e temos um dos filmes mais originais do ano. Nesse panorama, o roteiro adaptado de Simon Beaufoy funciona como catalisador no sentido equilibrar os excessos da trama. O final em ritmo de dança é uma homenagem tácita do diretor ao cinema indiano.

Recomendamos

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Quem quer ser um Milionário?



Ninguém apostaria que Jamal Malik chegasse a algum lugar, pelo menos algum lugar fora daquela favela miserável em que nasceu e cresceu aos trancos e barrancos como crescem as ervas daninhas. Quem sabe, teria o destino dos seus iguais, com sorte, seria capanga de algum brutamontes explorador de crianças ou terminaria os dias cego, pedindo esmolas com um cantochão monótono e triste. Se fosse mulher, certamente seria prostituta, talvez desde os sete ou oito anos, submetida a um odioso cafetão.

Assim é na Bombaim que Jamil nasceu, hoje chamada Mumbai, mas parece que foi a única mudança que houve, mudou o nome e só: a miséria é a mesma, a fome não mudou nada, a violência crescente, doída, desumana, também não mudaram.

Mas, Jamal era diferente tinha a marca dos vencedores que eu chamo a marca de Caim tinha auto-confiança, persistência e determinação, mas,sobretudo, coragem, suportou a fome, a insegurança, a tortura, a miséria extrema (perto das favelas da Índia, as do Rio são Vieira Souto), a morte da mãe, a separação da garota que amava. E sobretudo, aprendeu com o sofrimento. E chegou lá.

Este é o tema do magistral filme "Quem quer ser um milionário?" (Slumdog Millionaire), ganhador de 8 Oscars, desde a semana passada, no circuito. Todos deveriam vê-lo esta ordem deveria estar na Constituição, nos decretos, na lei! É imperdível!

A direção impecável de Danny Boyle, a interpretação dos atores, a música,as canções, os cenários, tudo faz deste, um dos maiores filmes de todos os tempos. Dev Patel, que faz Malik, um jovem estreante, dá um banho de representação.

Irrfan Khan,um excelente ator,faz o chefe de policia de uma forma impecável. Ele é pago pelo dono do programa de perguntas e respostas, uma espécie de Sílvio Santos de lá, para extrair do rapaz o motivo de estar acertando todas as perguntas; um slumdog (cachorro de favela, Chica, era como se tratavam as crianças na Índia) um favelado miserável e ignorante, como poderia ter tal conhecimento?

Assistam o filme para saber. Como digo sempre, inteligência não é cultura e o doce Jamal provou que eu estou certo. Sem estudos e talvez escrevendo com erros gramaticais e ortográficos dá um banho nos intelectualoides que abundam em todos os lugares.

Quando o filme acabar, se vocês não estiverem cegos pelas lágrimas, que naturalmente derramaram, não saiam da sala. Ainda teremos muita novidade, algo lindo, que lembra o “West Side Story.

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Vencedor nas categorias melhor filme, diretor, roteiro adaptado, fotografia, montagem, trilha original, som, edição de som e duas canções, "Quem quer ser um milionário?" investe num melodrama recheado de música que segue a fórmula mais consagrada em Bollywood - como é chamado informalmente o rico e bem-sucedido pólo de produção cinematográfico indiano, que rivaliza em tamanho e riqueza com Hollywood.

Trata-se de um filme muito diferente dos anteriores do diretor Boyle, conhecido pelo frenesi pop de "Cova rasa" (1995), "Trainspotting" (1996), "A praia" (2000) e "Extermínio" (2002). Entre outras coisas, porque o cineasta de 52 anos, inglês de Manchester, nunca havia pisado na Índia e topou o desafio de fazer um filme naquele país. Metade dos diálogos são em hindi, idioma que ele não entende. Para superar os desafios, Boyle contou com a parceria de uma co-diretora hindu, a documentarista Loveleen Tandan.

O Filme

A estória é mais ou menos assim: por um motivo muito forte, o jovem indiano muçulmano Jamal se inscreve num programa de perguntas na TV para ganhar 10 milhões de rúpias. Ao longo do programa, o espectador descobre mais sobre a vida de Jamal, sua infância pobre nas favelas de Mumbai (antiga Bombai) junto a seu irmão Salim e a amiga Latika. E o que se vê é mais do que simplesmente uma retrospectiva da vida de Jamal: é a história de uma comunidade inteira, é a regeneração dela através da própria regeneração de Jamal! É o amadurecimento da alma desse rapaz tão profundo, um sobrevivente que realmente sabe as respostas. Aliás, guarde essa frase: ele sabe as respostas.

http://www.adorocinema.com/filmes/quem-quer-ser-um-milionario/quem-quer-ser-um-milionario-poster01.jpg

Um policial mal encarado dá uma longa baforada na cara de Jamal Malik. O rapaz havia participado na noite anterior do game show televiso “Quem Quer Ser Um Milionário?” (equivalente ao Show do Milhão apresentado por Silvio Santos), e saiu da TV direto para uma delegacia acusado de ter trapaceado nas respostas. Jamal havia chegado até a penúltima pergunta, cujo prêmio somava 10 milhões de rúpias (cerca de R$ 1,9 milhões), e ainda tem – se conseguir provar que é inocente – a pergunta final no valor de 20 milhões de rúpias.

O que intriga a polícia e o apresentador de “Quem Quer Ser Um Milionário?” é o fato de que professores, médicos, advogados e outros concorrentes nunca passaram das 16 mil rúpias, e Malik, um jovem que nasceu e viveu boa parte de sua vida em uma favela (e que atualmente ganha a vida servindo chá em um companhia de callcenter) não só os ultrapassou com larga vantagem como também está perto de alcançar o prêmio máximo do programa. São quatro alternativas em questão: A) Ele trapaceou; B) Ele tem sorte; C) Ele é um gênio; D) Está escrito. Inicialmente desacreditado, ele encontra em fatos de sua vida as respostas das perguntas feitas.

Para Refletir

1 - Num momento em que o mundo está voltado muito mais para o social e as injustiças que ocorrem nele, nada melhor que utilizar um filme para mostrar a realidade pobre e injusta de um pais como a Índia e o Brasil. Leve seu alunos a refletirem sobre distribuição de renda e justiça social.

2 - Interessante observar que o dinheiro volta a ser tema forte de um filme de Boyle. Em “Cova Rasa”, o dinheiro corrompe a amizade. Em “Trainspotting”, acontece quase o mesmo, se der para dizer que drogados têm amigos de verdade. Em “Caiu do Céu”, no entanto, Boyle situa a trama naquela fase da vida em que a pessoa não sabe realmente o valor das coisas, cuja inocência é a marca da personalidade, defendendo que para uma criança, ainda não influenciada pelos males do mundo, dinheiro é apenas papel. Em “Slumdog Millionare”, dinheiro - mesmo uma fortuna - fica em segundo plano: o que importa de verdade é o amor. Trabalhe com seus alunos qual o real valor do dinheiro e seu "valor" agregado.

3 - O poder da inteligência e posto a prova no filme. Inteligência não é cultura e o doce Jamal provou isso no filme. Sem estudos e talvez escrevendo com erros gramaticais e ortográficos dá um banho nos intelectuais que abundam em todos os lugares.Converse com seus alunos sobre casos de pequenos gênios que nem sabiam ler e escrever e tinham uma cultura a toda prova.

Ficha Técnica

Título Original: Slumdog Millionaire
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 120 minutos
Ano de Lançamento (EUA / Inglaterra): 2008
Site Oficial: www.quemquerserummilionario.com.br
Estúdio: Celador Films / Film4
Distribuição: Fox Searchlight Pictures / Europa Filmes
Direção: Danny Boyle
Roteiro: Simon Beaufoy, baseado em livro de Vikas Swarup
Produção: Christian Colson
Música: A.R. Rahman
Fotografia: Anthony Dod Mantle
Desenho de Produção: Mark Digby
Figurino: Suttirat Anne Larlarb
Edição: Chris Dickens
Elenco:Dev Patel (Jamal K. Malik)
Ayush Mahesh Khedekar (Jamal K. Malik - criança)
Tanay Chheda (Jamal K. Malik - jovem)
Freida Pinto (Latika)
Rubiana Ali (Latika - criança)
Tanvi Ganesh Lonkar (Latika - jovem)
Madhur Mittal (Salim)
Azharuddin Mohammed Ismail (Salim - criança)
Ashutosh Lobo Gajiwala (Salim - jovem)
Chirag Parmar (Arvind - criança)
Janet de Vigne (Ada)
William Relton (Peter)
David Gilliam (Clark)
Mia Drake (Adele)
Arfi Lamba (Bardi)
Taira Colah (Nasreen)
Anil Kapoor (Prem Kumar)
Feroz Abbas Khan (Amitabh Bachchan)
Saurabh Shukla (Sargento Srinivas)
Sunil Kumar Agrawal (Sr. Chi)
Mahesh Manjrekar (Javed)
Sanchita Choudhary (Mãe de Jamal)
Himanshu Tyagi (Sr. Nanda)
Sharib Hashmi (Prakash)


Videos-Relacionados.jpg




Fonte: imagens http://recantodasletras.uol.com.br/resenhasdefilmes/1462031

1 de nov. de 2008

Projeto Cinema no Caldeirão


Olá Amigos

O filme de hoje no Projeto Cinema no Caldeirão é o chinês Nenhum a Menos do diretor Zhang Yimou. O Caldeirão de Idéias recomenda com louvor o filme, pois ele também trata de um tema bastante discutido hoje em dia: a formação inicial.

Nenhum a menos é um filme que faz o expectador pensar sobre questões sociais e suas conseqüências na formação educacional das pessoas. Propõe a reflexão sobre o motivo que leva um educador a se envolver com seus alunos e a compreender o seu papel na instituição de ensino. Faz uma crítica aos governos que pouco investem em educação.

Companheirismo, solidariedade e perseverança são a marca do filme de Zhang Yimou, que demonstra preocupação com as crianças de seu país. Uma história sem fronteiras políticas ou territoriais, pela universalidade do tema. O dilema de se manter alunos na escola.

O filme emociona com uma história simples que no início pouco promete, mas que no decorrer envolve pela poesia e realidade colocadas frente a frente numa perspectiva humana renovadora. Este filme é uma evidência de quanto nós , professores, temos que traçar uma meta ao entrarmos dentro duma sala de aula (que nem sempre é fácil) mas, se lutarmos com toda a nossa força e amor alcançaremos nossos objetivos. E que esses objetivos inclui , em especial, desenvolver as tão esquecidas virtudes nos nossos alunos (respeito, amor, solidariedade, coleguismo, ....)

E a famosa "Pedagogia do Exemplo" que meu amigo José Antônio Klaes Roig do Letra Viva do Roig tanto fala. Educa-se mais pelo exemplo do que com palavras.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

17 de out. de 2008

Mundos paralelos: tecnologia e educação



O incrível vídeo acima, da banda Radiohead intitulado All I Need que eu assisti no blog do meu amigo José Antônio Klaes Roig, editor do Letra Viva do Roig pela primeira vez ontem é uma paulada.

É simplesmente visceral o videoclipe. O vídeo que mostra a vida de duas crianças e seus mundos paralelos, tão diferentes, tão opostos. Como o José Roig cita é "um vídeo para refletir sobre a vida e os dois mundos distantes que existem no planeta Terra: dos que consomem e dos que são consumidos...

Hoje todos nós, ao nascermos estamos sujeitos a viver em um desses mundos, dependendo do lar que nos acolha, do poder aquisitivo dos pais que nos geram ou nos criam... Podemos ser o menino loiro ou o oriental, dependendo da roleta-russa que é nascer no Terceiro Planeta deste sistema solar - uma pequena bola de gude azul no céu tão escuro...

A letra, a música e as imagens são fantásticas, para serem vistas e revestidas. Penso, logo existo; penso logo insisto... Penso, logo resisto!

Hoje, existem dois mundos paralelos também no que tange a tecnologia: os que possuem condições de uso dos multimeios (computador e internet, principalmente) e os que são considerados "analfabetos digitais". Há ainda muitas pessoas, em analogia com o livro, que sabem ler mas não sabem interpretar um texto; ou sabem usar um computador e internet, mas não conseguem dar a eles um significado e uma significância educacional - inclusive muitos professores. Para isso, tentar mudar essa visão, é que existe a tecnologia educacional. Mostrar como "podemos humanizar a máquina e não robotizar as pessoas".
"

Hoje há claramente a questão dos dois mundos que existem atualmente: o tecnológico e o sem a tecnologia. Hoje, o celular, a TV a cabo, internet se incorporaram na vida cotidiana de muitos, enquanto que para milhares e milhões de pessoas, isso é um mundo distante e desconhecido.

Em outra parte da postagem do José Roig, ele cita que há "também dois mundos paralelos: o de cursista (aluno) e o de multiplicador (professor). O que me faz ter sempre essa visão abrangente das coisas é justamente conviver periodicamente entre dois mundos, me colocando na posição do outro, para a partir dessas observações, trazer as visões de cada mundo para o seu paralelo, e isso me auxilia e muito na minha prática pedagógica e vida. Sou um eterno aprendiz. Quem dera todos os professores, vez em quando reciclassem não apenas o lixo, mas também algumas idéias e ideais descartados pela vida, procurando ser aluno novamente, e/ou colocar-se na posição de aluno, avaliando e se auto-avaliando inclusive. Eu faço isso, dia sim, dia também, e isso me ajuda e muito a superar desafios, obstáculos e estabelecer parcerias com professores e alunos: dois mundos paralelos que precisam se aproximar mais e mais sempre, pois ambos têm na esocla a sua intersecção..."

O título da postagem é referencia a postagem original do José Roig, editor do Letra Viva do Roig intitulada Mundos paralelos: tecnologia e educação que eu recomendo a leitura na integra.

Abaixo a letra traduzida da musica do vídeoclip.

Tudo Que Necessito


Eu sou o ato seguinte
Esperando nas asas
Eu sou um animal
Prendido em seu carro quente
Eu sou todos os dias
Que você escolhe ignorar

Você é tudo que eu necessito
Você é tudo que eu necessito
Eu estou no meio de seu retrato
Deitado na grama

Eu sou uma mariposa
Quem quer apenas compartilhar de sua luz
Eu sou apenas um inseto
Tentando sair da noite

Eu só fico com você
Porque não há nenhuma outra

Você é tudo que eu necessito
Você é tudo que eu necessito
Eu estou no meio de seu retrato
Deitado na grama

Está tudo errado
Está tudo certo
Está tudo errado


Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Fonte: http://www.lyricstime.com/radiohead-all-i-need-tradu-o-lyrics.html e Letra Viva do Roig

15 de out. de 2008

Blog Action Day 2008

Olá Amigos

Hoje se comemora o Dia do Professor, mas também o dia do Blog Action Day. O tema desse ano é o combate a "Pobreza", é importantíssimo para todo o planeta e muito especial para alguns países em desenvolvimento como o nosso. Como já dito, de acordo com dados da ONU, somente no Brasil temos mais de 11 milhões de lares considerados pobres, com renda per capita inferior a R$ 120,00.

Então diante disso como nos enquanto educadores podemos comemorar o Dia dos Professores se há crianças no mundo morrendo de fome? Quando há crianças sendo exploradas? Onde não tem espaço para as crianças nas salas de aulas? E onde tem crianças pegando em armas? Onde há pessoas vivendo sem o mínimo necessário para sobreviver?

Não sei vocês mas isso me deixa louco e muito triste. O Brasil é o 5º maior produtor de grãos do mundo, e tem crianças morrendo de fome no Vale do Jequitinhonha. Apesar de achar que muita coisa mudou nesses 8 anos, ainda há muito o que se fazer para diminuir a desigualdade social no nosso país.

Ver imagens como a que esta acima, revelam o lado mais cruel da desigualdade social e econômica da globalização, mas também nos levam a refletir o nosso papel dentro disso tudo, mostrando a nos que há no mundo condições mais desfavoráveis que a nossa.

O site internacional do Blog Action Day lançou seis dicas para ajudar você não apenas a aproveitar e se envolver mais com a causa, mas também para tornar seu 15 de outubro inesquecível. O pessoal do Blog Action Day Brasil pegou as idéias principais e deu uma própria abordagem. Vamos lá?

1) Pondere. Isso significa pensar sobre a pobreza. Entenda seu lugar no mundo e como você pode ajudar a solucionar o problema. Comova-se, entenda, estude. Não guie-se apenas pela sua própria opinião e inteligência sobre o assunto, busque novas abordagens. Entenda o que você pode fazer pela causa.

2) Acredite. Sim, você faz a diferença. Você – e as tantas outras pessoas que passarem pelo seu blog no dia 15 de outubro – irão “mudar o rumo da conversa”, e isso vai se estender pelo mundo todo. Acredite.

3) Sonhe. Estamos desacostumados a pensar sempre na melhor possibilidade. Tire os pés do chão e imagine, como diz John Lennon, todas as pessoas vivendo em paz e dividindo o mundo. Exercite sua imaginação, sua criatividade. Não se tolha nem crie limites imaginários para suas possibilidades. Apenas crie.

4) Aja. Não é porque o Blog Action Day é um evento da blogosfera que você deve se limitar a blogar. Tome iniciativas, planeje, faça a diferença. Saia transformado do dia 15 de outubro – e transforme também.

5) Compartilhe. Além do seu blog, há uma série de meios de compartilhar suas idéias sobre a pobreza. Faça uso de mídias sociais, telefone, carta, pombo-correio, o que quiser! O importante é se comunicar – e fazer do Dia de Ação de Graças da Internet um evento com base no mundo real, é claro.

6) Mude. É uma conseqüência natural, é claro. Mas tente mudar realmente depois de ter visto tantos blogs com iniciativas e pensamentos sobre uma questão de importância tão fundamental no mundo. Leve a sério a pobreza e faça algo a respeito; certamente você terá bastante inspiração depois do dia 15 de outubro

O site Planeta Educação tem um artigo bem legal sobre o combate a pobreza que vale a leitura. Agora assistam o vídeo da campanha, reflitam e façam a parte de vocês.


Blog Action Day 2008 Poverty from Blog Action Day on Vimeo.


Abraços

Equipe NTE Itaperuna

A comida no mundo

Os efeitos da pobreza estão por toda parte. Talvez por isso que o texto e as fotos abaixo estejam circulando com tanta força na Internet - as fotos pertencem ao livro "Hungry Planet", que ganhou bastante destaque na CNN. Os resultados não são apenas ilustrativos, mas mostram com clareza a situação da pobreza no mundo. Embora o texto fale essencialmente sobre fome – e o quanto uma família come por semana –, seria insensato negar que fome e pobreza andam juntas.

Confira as fotos abaixo.


Alemanha: família Melander, de Bargteheide
Gastos com alimentação por semana: 375.39 Euros (cerca de US$500.07)


Estados Unidos: A família Revis, da Carolina do Norte
Gastos com alimentação por semana: US$341.98


Itália : A família Manzo, da Sicília
Gastos com alimentação por semana: 214.36 Euros (cerca de US$260.11)


México: A família Casales, de Cuernavaca
Gastos com alimentação por semana: 1,862.78 Pesos Mexicanos (cerca de US$189.09)


Polônia: A família Sobczynscy, de Konstancin-Jeziorna
Gastos com alimentação por semana: 582.48 Zlotys (cerca de US$151.27)


Egito: A família Ahmed, de Cairo
Gastos com alimentação por semana: 387.85 Libras Egípcias (cerca de US$68.53)


Equador : A família Ayme, de Tingo
Gastos com alimentação por semana: US$31.55


Butão: A família Namgay, de Shingkhey Village
Gastos com alimentação por semana: 224.93 ngultrum (cerca de US$5.03)


Chade: A família Aboubakar, de Breidjing Camp
Gastos com alimentação por semana: 685 Francos do Chade (cerca de US$1.23)

Fonte: http://blogactionday.blogtv.uol.com.br/2008/10/06/a-comida-no-mundo

11 de out. de 2008

O Céu de Outubro - Escolhas decisivas

Quatro-jovens-agasalhados-na-neve

Que perspectiva poderia ter o filho de um mineiro de carvão de uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos? Poderia imaginar-se fora da profissão exercida pelo próprio pai, como funcionário da única empresa instalada no local onde vive? Alimentar sonhos como a universidade e o aprofundamento nos estudos em áreas técnicas e científicas não estariam muito além do que a vida reservava para ele? Como superar o que parecia ser o destino da grande maioria dos jovens que ali viviam?

Perguntas como essas servem de guia condutor na história verídica do filme “Céu de Outubro”, onde Homer Hickam ( personagem do ator Jake Gyllenhall) tem que superar os obstáculos criados pela vida para atingir suas pretensões.

Seu pai, John Hickam (Chris Cooper), um homem extremamente conservador, considera que trabalhar na mina de carvão é ocupação digna que reverte rendimentos certos ao final do mês. Sustentar-se e sobreviver com alguma dignidade lhe parecem os caminhos corretos a serem seguidos pelo jovem Homer. Qualquer devaneio ou fantasia alimentada pelo filho constituem tolices que devem ser a qualquer custo tiradas da cabeça do rapaz.

Na escola, com o apoio incisivo de uma de suas professoras, Frieda Haley (vivida pela atriz Laura Dern), Homer leva adiante o projeto de criar foguetes. Estávamos no fim da década de 1950, a passagem do satélite russo Sputnik e as primeiras viagens ao redor do planeta constituíam os primeiros passos da humanidade rumo ao espaço. Essa temática encantava os adolescentes e fazia com que em suas noites de sono, a viagem interplanetária fosse tão popular quanto o rock and roll, a jaqueta de couro e o cabelo com gel (ou brilhantina, nos conformes da época).

Homem-adulto-conversando-com-jovem

Os foguetes criados pelo jovem Homer com o auxílio de alguns amigos entusiastas vão aos poucos tornando-se referência na cidade. O que, à princípio, era motivo da zombaria alheia, principalmente em decorrência das falhas e explosões, torna-se, aos poucos, uma das atrações da cidade. As experiências começam a ser acompanhadas por alguns dos garotos e garotas da escola e, posteriormente, por uma boa parcela da comunidade.

Apesar dos riscos iminentes e da falta de apoio da família, os jovens transformam a brincadeira em projeto para a feira de ciência da escola. Passam, inclusive, a pleitear a possibilidade de participar da feira estadual de ciência onde ganhariam mais projeção e visibilidade para seus projetos.

O duro cotidiano do pai, calcado numa experiência de vida sem grandes perspectivas, onde as possibilidades restringem-se ao trabalho pesado na produção de carvão, é o maior empecilho entre o sonho e realização do projeto de ciência de Homer. Os conflitos entre pai e filho tornam-se cada vez mais frequentes e a chance de resolver tudo através do diálogo parece cada vez mais distante. Para o pai, seria impossível conciliar estudo com trabalho e, em sua visão estreita de mundo, um bom emprego constituiria uma opção mais acertada do que continuar estudando, buscando uma formação técnica ou universitária, realidades distantes para uma família de pessoas simples como eles.

A vida restringia-se a cidade onde moravam. Os horizontes reduzidos impediam que ele percebesse que ao estudar, o filho poderia estar se garantindo um futuro muito mais promissor do que aquele com o qual ele próprio havia se habituado.

Um acidente na mina de carvão parece definir os rumos da história de Homer. A impossibilidade do pai continuar a trabalhar o leva a abandonar os estudos e se tornar o responsável pelo sustento de sua casa. Tudo levava a crer que ele continuaria o ciclo de vida de gerações de jovens daquela pequena cidade, vivendo modestamente, aspirando pequenas promoções e aumentos de salário e tendo que encarar uma existência profissional miserável, muito distante daquilo que pretendia.

Moco-e-moca-conversando

Quantas vezes não vemos jovens abdicando de suas escolhas profissionais por conta de intervenções de seus pais? Quantos não são os casos de garotos e garotas que escolheram uma determinada profissão por conta das possibilidades financeiras desse tipo de trabalho, abdicando da satisfação profissional de trabalhar numa área que lhes fosse mais interessante e prazerosa? Que tipo de profissional surge numa situação em que a escolha profissional é orientada pelos pais ou por motivações como salários?

Homer se encaminhava para uma história de final muito parecido com o de muitos jovens que tiveram que abrir mão de seus sonhos e projetos de vida para se dedicar a existir. Não fosse a obstinação e a garra do jovem, de seus amigos e de sua professora e nem ao menos teríamos a possibilidade de ver esse filme. A virada na vida de Homer e o seu sucesso profissional como engenheiro da Nasa constituem o desfecho de uma história simples e emocionante.

“O sonho não acabou” dizia John Lennon. Todos os dias, ao acordar, as pessoas precisam acreditar nas escolhas que fizeram e vivê-las intensamente. Uma das mais decisivas e importantes opções que fazemos em nossas vidas é a escolha da profissão. Ser conduzido nesse ato por outras pessoas ou fatores alheios aos seus interesses ou ainda não poder optar significa sacrificar uma parcela de tempo, saúde e dignidade muito expressiva. Trabalhar numa profissão que nos satisfaça é importante em todos os sentidos, seja no psicológico, na saúde física, na satisfação pessoal, no equilíbrio emocional e, mesmo, no financeiro e material!

Aos professores cabe participar da orientação dos estudantes, estimular seus interesses através de suas aulas, fomentar feiras de ciências, exposições artísticas, organizar festivais de música, organizar visitas a universidades ou locais de trabalho de vários profissionais, estimular concursos de poesia ou mesmo ajudar com informações sobre cursos e profissões. Ao fazer isso, permitimos que nossos alunos tenham conhecimento e liberdade para fazer suas próprias escolhas!

Ficha Técnica

O Céu de Outubro
(October Sky)

País/Ano de produção: EUA, 1999
Duração/Gênero: 114 min., Drama
Disponível:- VHS e DVD
Direção de Joe Johnston
Roteiro de Lewis Colick
Elenco: Jake Gyllenhall, Chris Cooper, Laura Dern, Chris Owen.

Links

http://www.adorocinema.com/filmes/ceu-de-outubro/ceu-de-outubro.htm

http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=337

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João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=30