Nesses dias em que a discussão sobre licenciamento de conteúdo na internet, direitos de copyrigth, teve um debate legal nas lista de discussão Edublogosfera e Blogs Educativos iniciado pela amiga Jenny Horta (grande botafoguense) do PC e a Criança sobre o uso de uma música do Gilberto Gil em uma apresentação em pps/odt.
Há as definições da lei que regulamenta o uso do conteúdo na internet e seus órgãos reguladores (ECAD), as informações repassadas pelo meu amigo Frederico da Teia e pela Ju Sampaio que com a contribuição deles trouxeram um maior entendimento sobre o assunto para todos do grupo, mas desde o Campus Party há um movimento pela liberdade de uso de toda e qualquer obra. Sem entrar no mérito se é certo ou não, (recomendo a leitura dos artigos da Juliana Sardinha do Dicas Blogger sobre direitos autorais), há um grupo que saiu na frente e liberou o seu conteúdo sem "enrolo".
Um desses vanguardistas é o músico Hermeto Pascoal, que liberou para qualquer músico no brasil e no exterior toda sua obra. O gesto de Hermeto Pascoal coloca ele em posição de destaque do que hoje se chama de Cultura Livre: aquela que defende que todo bem cultural, científico e tecnológico produzido pertence à sociedade – e não exclusivamente ao seu criador. Hermeto, que costuma dizer que suas músicas, quando prontas, são jogadas ao vento e portanto ao mundo pertencem. Isso sim é um avanço imenso para a disseminação na política da cultura e do conhecimento livre.
Outro coisa boa foi o site Jamenco que é uma comunidade de música livre, legal e publicação ilimitada sob as licenças Creative Commons. Resumindo um lugar onde você pode criar a sua comunidade e pegar músicas que podem ser usadas legalmente por qualquer um. Não falo de meia duzia de músicas, mas sim de mais de 22 mil álbuns de músicas disponíveis para uso e download.
Portando da próxima vez em que precisar de uma música, faça assim: Abra seus ouvidos, abra seu coração e sua mente. Pense livre.
"Open your ears, open your heart and your mind. Think free."
Assistindo ontem ao programa Profissão Reporter com o jornalista Caco Barcelos fiquei muito preocupado com a banalização da violência e principalmente do valor a vida. Foram tantos motivos fúteis apresentados para que a vida humana fosse ceifada de forma tão drástica.
Os motivos e explicações para o problema sempre são extensos e complexos e tem como inicio de tudo a vida na escola. O Bullying vem crescendo nas escolas de forma assustadora nas escolas. Para quem não sabe o que é, aqui vai uma definição do termo:
Mesmo em escolas onde o nível social é mais alto os casos são até mais violentos e constantes. Minha filha com 10 anos em uma escola particular viu seu coleguinha sofrer com Bullying. Expliquei a ela que rindo do amigo ou colega ela contribui para que aquilo se repita. Enfim devemos mostrar aos nossos alunos que tal ação pode levar uma pessoa ao desespero e por fim a cometer atos que podem ter consequências inimagimáveis.
Por indicação via Twitter do professor Jarbas Novelino do Boteco Escola conheci a musica Don't Laugh At Me do Mark Wills. Ele fez uma postagem intituladaBullying: uma música onde há dois clipes da musica. A musica é lindíssima e a letra então nem se fala. Além da musica há dois bons materiais para se trabalhar com o tema Bullying que são os filmes Garota Fora de Jogo e Bang Bang Você Morreu e o roteiro do filme para ser encenado na escola.
Um outro blog que recomendo é o da professora Gládis Leal dos Santos do Palavra Aberta que faz um trabalho maravilhoso sobre bullying com seus alunos. Por isso devemos debater, discutir e principalmente levar luz e conhecimento aos jovens para que no futuro não tenhamos mais tantos casos de violência entre os jovens.
Hoje recebi da minha amiga Suzana Cividanis um e-mail contendo uma jóia dentro. Era uma versão remixada e cantada por moradores de rua e varias pessoas pelo mundo cantando e tocando a música Stand By Me de Ben E. King imortalizado pelo maravilhoso John Lenon. O clipe faz parte do premiado documentário, "Playing for Change: Paz através da música".
Aqui, onde me encontro, na minha casa, quente, com comida , conforto e pessoas que me querem bem, torna-se insuportável saber que , neste mesmo momento, há bombardeios em Gaza, no Congo, em Ruanda, etc. Além de milhões de pessoas que morrem, sem água, sem comida e roupa, sem casa e outros, com isso, mas no desemprego, sem posses para sobreviver, para ter uma vida no mínimo digna: que mundo é este?
Como digo aos amigos mais próximos: O insuportável é aqui tão perto de casa!
O clipe, a musica, o conceito tudo é lindo e perfeito, ainda há quem pense que dar dinheiro à músicos de rua é caridade, para mim eles e elas trabalham. Que belas ficam as cidades cheias dos sons de seus músicos de rua! As ruas do mundo inteiro deveriam encher-se destes sons. Que pena se não existissem!
Não há palavras. Quando o ser humano quer até consegue ser espetacular. A música, a poesia, a voz, a expressão e o sentimento são universais. É a música na rua, para ser desfrutada pelo povo anônimo que não vai aos concertos. A música que aproxima povos e continentes. Trazer a música para a rua talvez contribua para um mundo mais solidário.
A música como um extraordinário meio de comunicação entre os cidadãos do mundo, independentemente da raça ou religião. Legal ver tantas gerações e raças e um único modo de se comunicar… a musica. É incrível como uns simples acordes nos fazem acreditar num mundo melhor…
Mudança, começa por aí…esperança cantada…
Por isso vamos nos juntar ao movimento para ajudar a inspirar as pessoas ao redor do mundo para se unirem através da música. Ainda podemos salvar o mundo…Eu acredito, desde que “You stand by me”!
O poema escolhido hoje para o Projeto Hoje é Dia de Poesia, não é uma poesia simples e uma música que é uma poesia por si só. A música/poema escolhida é Alegria, Alegria do Caetano Veloso. Eu escolhi essa música/poema pois li uma noticia em que a atriz Penélope Cruz revela em um artigo publicado pelo jornal britânico The Sunday Times, que o músico e compositor Caetano Veloso a faz chorar. Segundo a atriz, a música é a chave que abre as portas de seus sentimentos e o brasileiro, que ela descreve como “um dos melhores músicos do mundo”, a leva às lágrimas. “Ele é um belo poeta e muito talentoso”, afirma Penélope. Além da poesia de Caetano, Penélope diz que gosta de ouvir ópera, música flamenca e o grupo inglês de rock Radiohead.
"Alegria, Alegria" é uma canção da autoria de Caetano Veloso que foi um dos marcos iniciais do movimento tropicalista em 1967. Caetano Veloso, em parte inspirado pelo sucesso de A Banda, de Chico Buarque, que havia concorrido no Festival de música da Record do ano anterior, quis compor uma marcha assim como a canção de Chico. Ao mesmo tempo, queria que fosse uma música contemporânea, pop, lidando com elementos da cultura de massa da época.
Caetano interpretando Alegria, Alegria, no Festival da MPB de 1967
A letra possui uma estrutura cinematográfica, conforme definiu Décio Pignatari, trata-se de uma "letra-câmera-na-mão", citando o mote do Cinema Novo. Caetano ainda incluiu uma pequena citação do livro As Palavras, de Jean-Paul Sartre: "nada nos bolsos e nada nas mãos", que acabou virando "nada no bolso ou nas mãos". Em sua caminhada vadia (“Por entre fotos e nomes / os olhos cheios de cores”), desprezando signos e convenções (“Sem lenço, sem documento”), ele deseja somente viver a aventura da liberdade sem limites (“Nada no bolso ou nas mãos /eu quero seguir vivendo / amor/eu vou / por que não? por que não?”).
Como a idéia do arranjo incluía guitarras elétricas, Caetano e seu empresário na época, Guilherme Araújo convidaram o grupo argentino radicado em São Paulo Beat Boys. O arranjo foi fortemente influenciado pelo trabalho dos Beatles.
Apresentada pela primeira vez no Festival da Record daquele ano, a canção chocou os chamados "tradicionalistas" da música popular brasileira devido a simples presença de guitarras. No ambiente político-cultural da época, setores de esquerda classificavam a influência do Rock como alienação cultural, o que também foi sentido por Gilberto Gil quando apresentou Domingo no Parque no mesmo festival.
Apesar da rejeição inicial, a música acabou conquistando a maior parte da platéia. Acabou se tornando uma das favoritas, com as manifestações favoráveis superando as facções mais xenófobas. A música acabou chegando em quarto lugar na premiação final.
Com o improvável sucesso de Alegria, Alegria, Caetano se tornou de imediato um popstar, febre que só passou após alguns meses, embora a música tenha lançado Caetano para a fama, e sua carreira posterior só confirmado sua popularidade.
Caetano Veloso e os Beat Boys apresentam Alegria, alegria no Festival da Record em outubro de 1967 fonte: http://www.febf.uerj.br/tropicalia/tropicalia_historico_1.html
Caetano é tradução de riqueza musical, poesia e renovação. Sua poesia é um vinho branco e requintado e para entender a sua poesia é necessário sensibilidade. Acredito que Caetano e Chico sempre serão tudo para os que têm sensibilidade, conhecimento musical e que tem respeito pela música brasileira. Sua diversidade musical traduz sua antena conectada que respeita e entende o novo e respeita a nossa cultura. Ele é uma aula da música atual e de nossa história musical e da música do mundo inteiro. Nossa pobreza cultural e de história musical me faz temer que por falta de respeito com nossos grandes músicos que um dia pessoas não entendam nada da obra de Cartola, Braguinha e ícones nossa música.