Mostrando postagens com marcador drogas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador drogas. Mostrar todas as postagens

15 de ago. de 2009

Woodstock - Semente da Liberdade

Olá Amigos

Estava a tempos querendo falar sobre cultura livre e comecei a pesquisar, então nessa busca encontrei o berço de todo movimento. Para começar, uma constatação óbvia: Woodstock foi uma moeda que caiu em pé. Os deuses de todos os povos e de todos os tempos parecem ter-se mobilizado para que tudo desse certo durante três dias mágicos, maravilhosos, que seriam para sempre lembrados como uma amostra da perfeição possível neste sofrido planeta.

Sem favor nenhum, posso afirmar que Woodstock foi o evento musical que mais influenciou as artes e os costumes na história da humanidade. E a conjunção de fatores que o transformou em marco e lenda dificilmente se repetirá.


Anos 60 foi à época de todas as mudanças. Logo após o homem chegar à Lua, entre 15 e 18 de Agosto de 1969, realizou-se o Festival de Woodstock, nos Estados Unidos, três dias que abalaram o Mundo. O lendário festival de Woodstock, que em três dias de "paz, amor e música" (ou seria sexo, drogas e rock’n roll) que reuniu mais de 500 mil pessoas. Apresentaram-se por lá artistas do calibre de Jimi Hendrix, Janis Joplin (precisou de apoio para entrar no palco), Santana, The Who, Joan Baez, Joe Cocker (outro que entrou chapado, mas quem não ?), Jefferson Airplane, The Band, 10 Years After, Country Joe & The Fish, John Sebastian, Tim Hardin, Ravi Shankar, Arlo Guthrie, Canned Heat, Sly & The Family Stone, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Crosby, Still, Nash & Young, Sha-Na-Na, Paul Butterfield Band e outros que completa 40 anos nesta semana e continua sendo considerado um acontecimento inigualável.







O homem tinha acabado de dar os primeiros passos na Lua e antes, o mundo inteiro viu os estudantes se manifestarem nas ruas de Paris, naquilo que ficou para a História como o Maio de 68. Nos Estados Unidos, a guerra do Vietnam estava no auge e a os protestos em relação ao conflito tornavam-se mais constantes. Numa epoca de acontecimentos que marcaram o mundo como quando os tanques soviéticos invadem Praga para reprimir protestos de aniversário da invasão de 1968, o assassinato de Sharon Tate e de seus amigos pela família Manson, o assassinato de Martin Luther em Memphis, Tenessee, e ainda a morte de Robert Kennedy, também abatido a tiros, foram eventos emblemáticos desse tempo. Uma década de extremos.

O Festival de Woodstock foi uma celebração à chegada da Era de Aquário, e nada representava melhor do que isso, o significado dessa Nova Era. Woodstock teve mais relevância por aquilo que representou do que propriamente pelo aspeto musical. Woodstock é o retrato fiel de uma época e permanece no imaginário coletivo como o lugar no qual o inconformismo e a rebeldia de uma geração castigada pela Guerra do Vietnã deram lugar, apesar da má organização, da chuva e da lama, a três dias de "paz, amor e música" (ou seria sexo, drogas e rock’n roll).

Foi nesta época que a grande maioria dos jovens entrou no universo das drogas, no amor livre, num regime de liberdade nunca antes visto. E Woodstock aconteceu exatamente nesse momento, acabando por ser um imenso ritual libertário para mais de meio milhão de pessoas. O festival foi o ponto alto do movimento da contracultura da década de 60 e da era hippie. Woodstock foi o estopim para que nos anos 70 houvesse uma explosão de reivindicações de minorias étnicas e sexuais, de forma jamais imaginada pela sociedade norte-americana. Revoluções comportamentais, sexo alternativo (com respaldo das pílulas anticoncepcionais).

As características da contracultura são ressaltadas no festival:
  • o amor livre e a desinibição corporal, com o nudismo sendo amplamente praticado, de forma inocente e até singela;
  • a convivência harmoniosa, sem nenhum resquício de preconceito, entre indivíduos de todas as raças, credos e orientações sexuais;
  • o consumo explícito e justificado (por alguns entrevistados, como Jerry Garcia) das drogas que, no entender daquela geração, abriam as “portas da percepção”, que alias começou em 1965, com um estudante de química chamado Owsley Stanley que aprendeu como fabricar ácido lisérgico no porão de sua casa e logo inundou San Francisco com o LSD, impulsionando o surgimento da geração das flores, imortalizada pela bela canção de Scott McKenzie: “Se você vier para San Francisco,/ não se esqueça de colocar/ algumas flores no seu cabelo…” Foi aí que o movimento hippie nasceu, aglutinando jovens que recusavam o american way of life e caíam na estrada, em busca de aventuras e novas experiências;
  • o visual premeditadamente desarrumado do pessoal, com suas roupas coloridas, ponchos e cabeleiras imponentes;
  • a substituição dos laços familiares por uma comunidade grupal (ou, como se dizia então, tribal);
  • a volta à natureza e a redescoberta do lúdico (em vários momentos, vêem-se marmanjos entregues a brincadeiras pueris, sem nenhum constrangimento);
  • a profusão de crianças, pois os hippies mandavam às favas o planejamento familiar, os anticoncepcionais e os abortos, assumindo plenamente o amor e suas conseqüências;
  • o solene desprezo pelas regras e valores dominantes na sociedade, que se evidencia até nas falas dos organizadores do festival, não ligando a mínima para os prejuízos que estavam ameaçados de sofrer.


Na época, o cenário tecnológico que hoje vivemos estava sendo concebido. A contracultura afetou vários segmentos da sociedade inclusive o de pesquisadores e cientistas das universidades pelo mundo afora. No caso da tecnologia, a contracultura influenciou praticamente todos os pilares da atual sociedade da informação: o Sistema Operacional Unix (Berkeley), os primeiros circuitos integrados (”small is beautiful”), o protocolo IP, o microcomputador pessoal (Steve Jobs), a linguagem de programação C e o movimento pelo software livre (na época era o sexo e as drogas). Vai ver era por isso toda esta turma de cientistas era cabeluda, barbuda e vegetariana.

Mas o que foi plantado lá floresceu e se espalhou pelo mundo. Com um mundo globalizado e tecnologicamente dotado a semente da liberdade e da cultura livre ganhou proporções nunca antes vista. Mas o que levaria hoje 3 mil jovens a acampar durante uma semana num festival? Não é sexo, drogas e rock’n’roll. Junte barracas esses “geeks” (nerds ligados em tecnologia) que levarão seus computadores personalizados. Então troque o campo pela cidade, os astros de rock por gurus e evangelistas tecnológicos, o psicodélico das drogas pelo psicodélico das tecnologias (games, simuladores, …) e encontramos então cientistas, programadores, público, tecnologistas, educadores, ativistas com a mesma atitude de Woodstock: mudar o mundo através da tecnologia.

Trata-se do Campus Party, festival de tecnologia que nasceu na Espanha em 1997. Para a turma desse Woodstock da era da internet ver Jon "Maddog" Hall falando é tão eletrizante quanto Jimi Hendrix dedilhando na guitarra o hino americano. E amigos eu não fui a Woodstock, coisa que todo garoto de minha geração sonhou , mas fui a um Campus Party. E lá vi a maior celebração de uma geração que com certeza irá mudar o mundo. O Campus Party foi um evento de conteúdo e de compartilhamento livre.

Mas afinal quais foram as grandes conquistas da Geração Woodstock?

A grande vitória da Geração Woodstock foi ter conseguido criar um ativismo em defesa do meio ambiente e a favor de algumas causas justas, criou a imagem do jovem como centro do universo do consumo, lançou alguns modismos que hoje estão em menor evidência, como o ioga, a macrobiótica, o ocultismo e a agricultura natural (sem defensivos e fertilizantes).

Não durou, entretanto, foi aquela militância política idealista e generosa: as gerações seguintes se desinteressaram de mudar o mundo, voltando a priorizar a ascensão profissional e social. O rock, depois de uma fase intensamente criativa e experimental, voltou aos caminhos seguros do marketing.

As drogas, ao invés de abrirem as portas da percepção, se tornaram instrumentos para a fuga à realidade e a ilusão de onipotência, cada vez mais pesadas, até que se chegou ao pesadelo do crack. E o amor livre degenerou em sexo casual, promiscuidade e Aids.

O sonho acabou? Talvez. Mas, quem partilhou do sonho, só lamenta que tenha durado tão pouco e tenha sido substituído por uma realidade tão cruel quanto sem graça.

Eu prefiro acreditar no ideal que iluminou nossas vidas por um pequeno instante… e marcou-nos para sempre continue a influenciar os jovens de outras gerações com seus ídeais.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

22 de nov. de 2008

Projeto Cinema no Caldeirão - 22/11

Olá Amigos

Os filmes de hoje no Projeto Cinema no Caldeirão tem a temática do uso de drogas leais e ilegais. Pegando carona no caso acontecido com o ator Fábio Assunção que se afastou da novela para poder se tratar do seu problema de dependência química.

Hoje o consumo de drogas não é um problema só do Brasil e que atinge pessoas de todos os níveis sociais e culturais e os jovens são a camada social mais afetada por esse problema. Levar o tema a discussão em sala de aula contribui para que eles formem ou criem conceitos de o quanto nocivo é a dependência química.

Os filmes postados hoje no blog são Maria Cheia de Graça, Meu Nome não é Johnny, Eu, Christiane F., drogada, prostituída,..., Bicho de Sete Cabeças, Quando um homem ama uma mulher e o O Informante que abordam as drogas legais e ilegais. Escolha um ou dois desses filmes indicados e monte um projeto ou aula bem legal.

As propostas e os enfoques são os mais variados possíveis por isso há muitas possibilidades de aplicação. Espero que vocês gostem das indicações.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Quando um homem ama uma mulher

O precipício do alcoolismo

Personagens-em-cena-de-familia-reunida-feliz

“O que é alcoolismo” pergunta a menina de cinco anos. Surpreendido pela dúvida da filha, o pai se esforça para traduzir em palavras o drama vivido por toda a família em virtude do vício de sua esposa. Há, evidentemente, muitas palavras que poderiam ser utilizadas para explicar esse vício pelas pessoas que conhecem as dificuldades e percalços relacionados ao consumo excessivo e doentio de bebidas alcoólicas.

Sem dúvida alguma entre elas poderíamos colocar termos como dor, angústia, perda e até mesmo deterioração.

Há uma explicação para cada uma delas, mas vale lembrar que esse espinhoso tema já foi trabalhado com maestria nas telas do cinema em algumas ocasiões, entre as quais podemos destacar clássicos como Farrapo Humano (com Ray Milland; dirigido por Billy Wilder), O Veredicto (com Paul Newman; dirigido por Sidney Lumet) ou ainda, Despedida em Las Vegas (com Nicolas Cage; dirigido por Mike Figgis).

Um eventual estudo sobre a degradação provocada pelo álcool poderia incluir uma visita a qualquer um dos títulos mencionados acima. O que se vê nas telas é uma reprodução dos erros e desacertos que tornam a vida de qualquer pessoa afetada por esse mal a minar-lhe as possibilidades de ser encarado com seriedade no mundo em que está inserido.

O álcool transforma não apenas o nosso caminhar, os trejeitos, a fala, o olhar ou o raciocínio – goles a mais de cerveja, whisky ou vinho nos colocam em evidência como os “bobos da corte” ou ainda no papel de “palhaços de plantão”, trôpegos, cambaleantes, enunciando tratados sem sentido, jogando ao vento idéias patéticas e rapidamente descartadas ou desacreditadas.

Personagem-mulher--com-mao-na-cintura-e-cabelos-presos

A deterioração não é apenas visível a partir de atitudes ou conversas dessas pessoas, ela se configura na destruição física do próprio ser e na paulatina dissociação dos mais estimados e próximos pares. Destroem-se os laços familiares, distanciam-se os amigos, perdem-se empregos e demais vínculos sociais. As pessoas se sentem embaraçadas e constrangidas ao lado de alcoólatras.

É claro que, felizmente para algumas pessoas que padecem desse vício, legalizado jurídica e socialmente (um dos maiores erros da humanidade), existem seres humanos que teimam em prestar-lhes auxílio apesar das humilhações e incongruências da vida desses doentes. É justamente nesse âmbito que gravita o filme Quando um homem ama uma mulher, do diretor Luis Mandoki, estrelado por Meg Ryan e Andy Garcia.

A abnegação de um marido realmente apaixonado por sua mulher segura a trama e conduz o espectador pelo inferno do alcoolismo, capaz de colocar até mesmo uma mãe em confronto com as filhas pequenas. Nesse ínterim percebemos também a questão da angústia e da dor, que supera as pequenezas de nossos corpos, em sua dimensão física, e atingem a esfera psico-social.

Não há dor maior do que agredir a sua própria carne, num primeiro instante a partir da contaminação promovida pelos excessos de uma droga a percorrer suas veias e artérias; em etapas posteriores pela ausência do lar, da família, dos filhos e dos pares amorosos. O resultado não pode ser outro senão o deslocamento do sofrimento físico, mais imediato e inevitável, para a solidão, o abandono e a angústia...

Quando um homem ama uma mulher trabalha essas questões de forma branda, leve. Não é frontal, agressivo ou polêmico. Tenta demonstrar a questão atingindo um público mais amplo, podendo ser considerado até mesmo como um filme de entretenimento. Apesar disso, não trata de forma leviana ou descompromissada um tema importante para a sociedade e para a educação, comprovação disso é a própria ambientação da história a um ambiente familiar típico. Pode ser um importante aliado para trabalhar o alcoolismo na escola...

O Filme

Casal-de-personagens-conversando

Não se deixem iludir pelo título adocicado do filme Quando um homem ama uma mulher. Apesar do romance que permeia toda a trama e que se configura através dos personagens principais vividos por Andy Garcia e Meg Ryan, a temática principal do filme gira em torno do alcoolismo e suas conseqüências para a estrutura pessoal e familiar do personagem vivenciado por Ryan.

A história começa a se estabelecer a partir do encontro entre os personagens e o início de seu romance. Não por coincidência boa parte desse amor acontece em ambientes festivos, onde há bebidas alcoólicas e, como conseqüência das mesmas, com os desfechos sendo cheios de risadas, passos trôpegos e corpos que literalmente despencam em sofás ou camas.

O que se percebe é que entre o casal há uma clara sintonia. Apesar de Alice (Meg Ryan) já ter uma filha de outro relacionamento, seu novo marido, Michael (Andy Garcia) é compreensivo, dedicado e resolvido quanto a todas as questões que permeiam sua relação amorosa. Nos jantares, reuniões sociais ou confraternizações de “happy hour” é sempre ela que, para se soltar e se sentir mais divertida, acaba bebendo um pouco além da conta.

O problema é que esses copos a mais não estão mais se restringindo aos momentos de descontração do casal. O consumo de álcool começa a se estender para encontros com amigas ou horas dispendidas no ambiente doméstico na proximidade das duas filhas pequenas. A utilização de bebidas nesses outros espaços e momentos da vida de Alice configuram a transformação de um hábito esporádico numa terrível doenças, o alcoolismo.

A ingestão regular de bebidas como a vodca (que supostamente não deixa rastros de seu consumo no bafo das pessoas) por Alice transtorna sua relação com o marido e as filhas motivando a sua internação para tratamento.

De forma sutil e delicada, tendo uma mulher como protagonista da questão central, o alcoolismo, Quando um homem ama uma mulher, trata de questões importantes e pertinentes como a degradação física e emocional do viciado em álcool, a desestruturação familiar, a perda dos amigos, a quebra de confiança ou ainda as dificuldades dos tratamentos e as possibilidades de recuperação.

Ainda mais presente, como mencionado no próprio título da produção, transparece a necessidade de apoio, carinho incondicional e amor por parte da família para a recuperação dos alcoólatras. Numa época como a que estamos vivendo, na qual a venda de bebidas para menores é uma realidade, trata-se de uma produção importante para discutir a questão na escola e na comunidade.

Aos Professores

Personagem-se-alcolizando

1- Há algumas campanhas sendo feitas a nível nacional contra a venda e consumo de bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes em nosso país. Qual é o mote do trabalho desses grupos? Que efetividade eles apresentam? O que mais pode ser feito? Que tal fomentar uma pesquisa entre os estudantes para descobrir esses projetos, obter informações sobre o alcoolismo entre todos os grupos populacionais brasileiros, conversar sobre as conseqüências desse vício? O que acham de iniciar uma campanha contra o alcoolismo em sua escola e comunidade?

2- O que a família pode fazer em relação ao consumo precoce de bebidas alcoólicas por seus filhos? Uma das primeiras e mais prementes medidas é moderar o consumo por parte dos adultos e evitar que se beba em larga escala na presença das crianças, como dizia Glauber Rocha, “uma imagem vale mais que mil palavras”... O exemplo dos pais, de consumo freqüente e em quantidades exageradas pode motivar os filhos a associar a bebida as práticas de aceitação social e entendê-las como parte integrante da experiência humana cotidiana. Sabemos muito bem que isso não é verdade, pelo contrário...

3- Monte uma mostra de filmes com os títulos apresentados no início desse artigo (Farrapo Humano, O Veredito, Despedida em Las Vegas) adicionando a esse evento outras produções em que o alcoolismo seja evidenciado e desmascarado em toda a sua potencialidade de destruição do ser humano. Convidem alunos, pais, professores e membros da comunidade para participar e criem uma mesa redonda em que se discutam medidas efetivas de combate aos males do alcoolismo. Registrem o evento, façam artigos para o jornal da escola, convidem a imprensa local para falar sobre o assunto, levem médicos para dar depoimentos,...

4- O contato com pessoas que vivenciaram o inferno do álcool e que, com o apoio da família, dos amigos e de instituições como os Alcoólicos Anônimos conseguiram sobreviver as mazelas desse vício pode ser muito interessante e enriquecedor para que outras pessoas da comunidade, inclusive os alunos das escolas do município, saibam que aquilo que foi visto nas telas é uma realidade muito próxima de cada um e de todos nós.

Obs.: Tive um tio que foi vítima dos abusos relacionados ao consumo de álcool. Era um competente provador de café, um ramo de atuação onde poucos profissionais conseguem destaque e que depende muito do paladar apurado. Suas perdas foram grandes, da separação conjugal ao distanciamento em relação aos filhos, da perda de empregos até a morte. Histórias tristes como essa fazem parte da realidade de muitas pessoas, temos que rever essas situações e efetivar transformações que evitem tais perdas e danos...

Ficha Técnica

Quando um homem ama uma mulher

Título Original: When a man loves a woman
País/Ano de produção: EUA, 1994
Duração/Gênero: 126 min., Drama/Romance
Direção de Luis Mandoki
Roteiro de Ronald Bass e Al Franken
Elenco: Meg Ryan, Andy Garcia, Ellen Burstyn, Philip Seymour Hoffman,
Tina Majorino, Mae Whitman, Lauren Tom, Eugene Roche, Gail Strickland.

Links
- http://www.adorocinema.com/filmes/quando-um-homem-ama-uma-mulher/quando-um-homem-ama-uma-mulher.asp
- http://www.imdb.com/title/tt0111693

Videos-Relacionados

João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=510

O Informante

Drogas legalizadas e letais

Dois-homens-conversando-a-mesa

Cavalos selvagens se movimentam por uma vasta área de pradarias, em seu encalço estão bravos cowboys, tentando a todo custo capturá-los e levá-los para seus ranchos como prêmios máximos de sua competência e valentia. Os cowboys são o retrato mais próximo da idéia de liberdade, força e saúde que podemos ter. São todos altos, fortes e demonstram através de suas ações a idéia de sucesso. Além de todos esses pontos em comum, um outro parece uni-los, todos eles fumam...

Jovens exploram e testam carros de corrida, lanchas e outros veículos. Além disso, se arriscam em saltos de pára-quedas, esqui aquático, equitação ou ainda, outros esportes radicais. No final, vitoriosos, todos se reúnem e saboreiam a glória das conquistas sorvendo um cigarrinho. Todos são muito bonitos, moços e moças entre 20 e 30 anos, esbanjando saúde e, apesar de fumarem, tem sorrisos brancos e reluzentes, dignos de propagandas de pasta de dentes...

Se pararmos para pensar, certamente lembraremos das propagandas divulgadas na televisão há poucos anos atrás em que se fazia a apologia do uso de cigarros. A poderosa indústria produtora de cigarros possuía equipes de marketing extremamente competentes que escolhiam como alvo os jovens (e acabavam atingindo também os adolescentes). Para isso utilizavam em anúncios de televisão, jornais, revistas e outdoors, elementos como locais paradisíacos, pessoas bonitas, muita adrenalina, vitórias,...

Há alguns anos, por medida de lei, a propaganda de cigarros na televisão passou a ser proibida. Além disso, os fabricantes tiveram que inserir nos maços de cigarros a inscrição: “O Ministério da Saúde adverte que fumar é prejudicial à saúde”. Fotografias com pessoas doentes, com moléstias causadas pelo uso contínuo e prolongado de cigarros também “decoram” a embalagem do produto.

Todas essas alterações contribuíram para evitar que um número muito grande de pessoas aderisse ao tabagismo, no entanto, apesar das vitórias obtidas, o setor continua poderoso e próspero.

Entretanto, há algum tempo atrás, através de um prestigioso programa de televisão, veio à tona uma denúncia de impacto a respeito da indústria tabagista. Um alto executivo demitido por uma dessas empresas alertou a população para o fato de que os cigarros vendidos nos Estados Unidos estavam sendo fabricados com produtos que aceleravam o processo de dependência dos usuários em relação à nicotina.

Descobriu-se, portanto que as companhias fabricantes de cigarros não apenas estimulavam o consumo de seu produto através de milionárias campanhas publicitárias na televisão e nos demais meios de comunicação de massa como, também, inseriam produtos em suas mercadorias para, literalmente, “viciar” mais rapidamente os usuários.

“O Informante”, filme do experiente diretor Michael Mann, estrelado por Al Pacino e Russell Crowe nos conta essa notável história de vingança, trapaças e do enorme “furo” jornalístico obtido pela televisão. Simplesmente imperdível!

O Filme

Cenas-do-filme-homens-de-terno-conversando

Demitido de uma das mais importantes empresas tabagistas dos Estados Unidos, o executivo Lowell Bergman (Russell Crowe) concede entrevista reveladora ao programa jornalístico “60 minutes” da rede de televisão CBS. Entre várias histórias e revelações contadas aos jornalistas da TV, Bergman divulga que a indústria tabagista usa de um artifício químico para acelerar a dependência dos consumidores em relação à nicotina, por si só um elemento viciante.

Bergman passa então a sofrer perseguições e a televisão, apesar de ter em suas mãos uma notícia de enorme importância, totalmente bombástica, amedrontada diante da ameaça de corte na publicidade e de processos judiciais por parte dos fabricantes, hesita em divulgar o depoimento do ex-executivo.

Dilemas morais se confrontam com necessidades financeiras nesse impressionante thriller estrelado por Crowe e por Al Pacino. A imprevisibilidade acompanha os passos do entrevistado que passa a temer cada vez mais por sua vida. Os espectadores são colocados em xeque diante das possibilidades do personagem central:- recuar e desmentir suas afirmações ou continuar brigando, apesar de toda a força, poder e lobby de seus opositores.

Os produtores do programa de televisão também passam por experiência semelhante, tem diante de si a oportunidade única de consagração e fama, tamanho o impacto da notícia que tem em suas mãos. No entanto, essa mesma informação pode representar prejuízos grandes para a emissora e a perda de emprego para alguns deles...

Aos professores

Cenas-do-filme-homens-conversando-dentro-de-carro

1- Discutir os malefícios do cigarro é o primeiro trabalho a ser desenvolvido em relação a esse filme. Incitar os alunos a pesquisar como as pessoas que conhecem e que sabem ser fumantes iniciaram-se nessa experiência. Levantar dados a respeito de quantas pessoas conseguem se libertar do tabagismo. Entrevistar médicos e especialistas a respeito das conseqüências negativas da nicotina para o organismo de uma pessoa. Todos esses seriam os passos iniciais do trabalho com esse filme.

2- Uma segunda possibilidade, ainda explorando o tema do tabagismo refere-se a um exame minucioso das embalagens dos cigarros. Pode-se explorar, por exemplo, a fórmula e os ingredientes dos cigarros para discernir elementos químicos e buscar aqueles que causam a dependência. Deve-se utilizar as imagens dos maços de cigarro que apresentam as doenças causadas pelo vício para examinar as conseqüências objetivas do vício no corpo humano. Criar painéis com essas imagens e com as informações sobre a química do cigarro seriam ótimos meios de divulgar as pesquisas e alertar os alunos sobre os males do tabagismo.

3- A história do tabaco como produto e mercadoria de valor no comércio mundial é extremamente recente. O tabaco, originário da América, era desconhecido dos europeus até o século XVI, quando passou a ser vendido e consumido regularmente. Fazer um levantamento do comércio desse produto ao longo da história e do aperfeiçoamento do processo industrial de produção de cigarros é uma ótima alternativa para entender o enriquecimento e o poder da indústria tabagista.

4- A tênue relação entre ética, poder e dinheiro permeia negócios e intercâmbios formalizados diariamente mundo afora. Em que momentos prevalece à ética? Em que situações o que fala mais alto é o interesse financeiro? De que forma podemos conciliar lucros e responsabilidade social? É possível viver eticamente no mundo dos negócios (ao menos onde a quantidade de “verdinhas” é tão alta que as pessoas acabam se corrompendo sem maiores dificuldades)? “O Informante” nos convida a refletir, a filosofar sobre esse tema que nos é tão caro e tão presente, os negócios e a ética, o lucro e a cidadania...

Ficha Técnica

O Informante
(The Insider)

País/Ano de produção: EUA, 1999
Duração/Gênero: 160 min., Drama/Ação
Direção de Michael Mann
Roteiro de Marie Brenner, Eric Roth e Michael Mann
Elenco: Russell Crowe, Al Pacino, Christopher Plummer, Diane Venora,
Philip Baker Hall, Devi Masar, Lindsay Crouse

Links
- http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=153
- cineclick.virgula.terra.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=8195

Videos-Relacionados


João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=174

Maria Cheia de Graça

“Mulas” carregadas de drogas chegam aos EUA

Moca-triste-com-a-cabeca-reclinada-sobre-a-mesa

Como entrar nos Estados Unidos se você é nascido num país latino-americano? De que forma atingir o sonho de cruzar as fronteiras que separam a vida pobre e sem perspectivas das atrasadas nações da América do Sul e a prosperidade e riqueza do modo de vida americano? Quantas pessoas não pensam cotidianamente em deixar para trás as desilusões de suas vidas simples para se fixar em definitivo nas terras do Tio Sam?

E do que seriam capazes pessoas que alimentam desejos como esse? É pouco provável que você desconheça histórias de imigrantes ilegais que tentaram cruzar as linhas divisórias que separam o México e os Estados Unidos e acabaram presos em cadeias americanas ou deportados para seus países de origem.

Há também relatos de indivíduos que tentaram atingir a costa da Flórida a partir de suas pátrias caribenhas em pequenas e improvisadas embarcações, principalmente provenientes da ilha de Cuba e da ditadura socialista de Fidel Castro.

Outra forma comum de conseguir alçar vôo e chegar aos aeroportos das grandes cidades norte-americanas é a partir da associação feita entre jovens sem perspectivas em seus países e traficantes de drogas.

Nessa “parceria” os “chicos” e “chicas” de países como a Colômbia, a Venezuela, o Equador ou qualquer outra pátria cucaracha oferecem seus corpos como invólucro onde serão depositadas algumas dezenas de embalagens contendo cocaína ou outros tóxicos em troca de passagens e algum dinheiro para ingressarem nos States...

Duas-mocas-em-onibus-cabisbaixas

Esses jovens são conhecidos internacionalmente como “mulas”. Arriscam-se a serem capturados e aprisionados para ganhar dinheiro fácil ou então um “visto” de entrada ilegal emitido pelos traficantes rumo a cidades como Nova Iorque, Los Angeles, San Francisco ou Chicago.

Transformam seus corpos em perigosas bombas-relógio já que os pacotinhos que contém as drogas podem estourar a qualquer momento. Não são incomuns os casos em que isso aconteceu e que as pessoas acabaram morrendo muito rapidamente.

Os traficantes, por sua vez, perpetuam esse ciclo alternando apenas as pessoas que realizam esse intrincado intercâmbio internacional de mercadorias ilícitas. Para evitar maiores suspeitas trocam também os aeroportos de onde embarcam as “mulas”, modificam os locais de entrada (trocando as cidades para onde se destinam as drogas) e, em alguns casos, trocam os jovens rostos usualmente utilizados por pessoas mais velhas.

Dessa forma sacrificam não apenas seus cúmplices no tráfico internacional de entorpecentes, mas também mantém mercados cativos de escravos do vício abastecidos e promovem a deterioração da qualidade de vida dessas pessoas e de suas famílias. O tráfico de drogas não apenas trucida os viciados, as conseqüências e seqüelas se estendem aos seus familiares e a toda a sociedade.

Maria Cheia de Graça é mais um ótimo filme produzido pela recente safra de cineastas latino-americanos. Através dessa produção nos é apresentada a saga de Maria, uma jovem colombiana que se torna “mula” ao ser iludida pelos ganhos rápidos e “fáceis” que poderia obter ao levar cocaína para os Estados Unidos.

O contraponto as fraquezas e ao fracasso de Maria e de tantos jovens que se unem ao tráfico é justamente o sucesso e o vigor que vemos no novo cinema latino-americano. O que se espera é que num futuro muito próximo possamos atestar a vitória da criatividade, da inteligência e do trabalho honesto nos países latinos sobre a contravenção, a dor e os dólares ilícitos obtidos pelos traficantes e suas pobres mulas...

O Filme

Casal-de-jovens-sobre-uma-moto

Maria (Catalina Sandino Moreno) é uma jovem funcionária de uma firma que produz, embala e vende flores em seu país. A firma em que trabalha é um negócio pequeno, numa cidade interiorana de pouca expressão, onde a principal atividade econômica é justamente a produção de flores. Suas perspectivas quanto ao futuro são pouco promissoras...

Para piorar ainda mais sua situação, Maria fica grávida e em seguida briga com seu chefe, sendo despedida. Seu namorado não aceita a gravidez e sua família a pressiona quanto ao salário que deixou de ganhar e que ajudava a manter as contas e o orçamento doméstico em dia.

Diante desse quadro, Maria resolve conseguir um novo emprego. Em suas andanças acaba conhecendo um jovem motoqueiro que se interessa por ela. Ao saber de seu infortúnio no emprego ele se oferece para ajudá-la a conseguir um emprego onde poderá auferir bons rendimentos sem fazer muito esforço...

Através desse contato Maria conhece um traficante que a convida para trabalhar com ele. Ele oferece a Maria um bom dinheiro e uma passagem para os Estados Unidos. Em troca ela teria que engolir algumas embalagens contendo cocaína, agüentar algumas horas de viagem sem ir ao banheiro (para não expelir a droga) e entregar a carga para os contatos do traficante em Nova Iorque.

Dinheiro fácil por um serviço que oferece alguns riscos. Embalada por essa ilusão ela aceita e parte para uma aventura que todos os dias se repete em vários aeroportos do mundo. Será que ela conseguirá? Qual poderá ser o seu destino? Sobreviverá a essa trágica rota que a vida lhe reservou?

Maria Cheia de Graça conseguiu prêmios internacionais, conquistou a crítica e o público e traz a tona um dos grandes dramas dos pobres países latino-americanos. Espero que também conquiste você...

Para Refletir

Moca-sendo-revistada

1 - Que tal iniciar uma discussão sobre o filme Maria Cheia de Graça a partir do cartaz de divulgação dessa obra cinematográfica. Faça isso antes mesmo de apresentar o longa-metragem aos alunos. Por que estou sugerindo isso? Basta dar uma boa olhada no pôster e perceber que há uma jovem moça (Maria, a protagonista do filme) a olhar para cima onde se vê uma mão que está lhe dando um objeto branco que a primeira vista pode ser confundido com uma hóstia. A fotografia em questão nos induz a pensar, a princípio, como também pode se supor a partir do título, que a temática do filme gira em torno da religiosidade cristã. O que será que pretendem os produtores com essa proposição? Provoque seus alunos com essa proposta inicial e veja quais são as respostas, pode ser um belo início de trabalho...

2 - Proponha na escola que seja feito um projeto envolvendo professores de diferentes disciplinas acerca da questão das drogas. Procurem informações a respeito dos efeitos provocados pelo uso de entorpecentes no organismo humano, façam um levantamento das leis de combate ao tráfico, verifiquem as rotas internacionais de venda de drogas, descubram histórias verídicas que comprovem a desgraça das drogas, assistam outros filmes (como o já clássico Christiane F.), leiam livros e artigos sobre o tema e, depois de tudo isso, proponham uma discussão com a comunidade sobre esse assunto. Precisamos buscar soluções. Temos que vencer essa guerra...

3 - Promovam palestras e encontros com profissionais da saúde, pessoas que trabalhem em clínicas de apoio e recuperação de drogados ou ainda viciados que tenham conseguido superar o drama em que viviam. Relatos e experiências são retratos vívidos que ajudam os jovens alunos a entender melhor as duras, cruéis e tristes repercussões dos tóxicos na vida das pessoas.

4 - Não deixem de trabalhar também com os jovens as chamadas drogas lícitas e socialmente aceitas, ou sejam, o álcool e o tabaco. Sempre que falamos de tóxicos imediatamente voltamos nossos olhares para a maconha, a cocaína, a heroína ou o crack (entre outras) e nos esquecemos de ressaltar que muitas vezes os vícios são estimulados a partir de nossas próprias casas e exemplos, com o consumo de bebidas alcoólicas ou o uso de cigarros...

Ficha Técnica

Maria Cheia de Graça
(Maria, Llena eres de Gracia)

País/Ano de produção: Colômbia/EUA, 2004
Duração/Gênero: 101 min., Drama
Direção de Joshua Marston
Roteiro de Joshua Marston
Elenco: Catalina Sandino Moreno, Yenny Paola Vega,
Virginia Ariza, Johanna Andrea Mora, Wilson Guerrero,
John Alex Toro, Guilied Lopes, Patrícia Rae.

Links

http://www.adorocinema.com.br/filmes/maria-cheia-de-graca/maria-cheia-de-graca.asp

http://www.cinemaemcena.com.br/cinemacena/crit_editor_filme.asp?cod=4018

http://parceiros.cineclick.com.br/criticas/index_texto.php?id_critica=9012

http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=9916

Videos-Relacionados


João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=586

Meu Nome não é Johnny

Um mergulho no universo dos “malucos”

Cena-do-filme-personagem-de-Selton-Melo-tirando-foto-para-identificacao-na-cadeia

A trajetória de João Guilherme Estrela se parece muito com a de inúmeras pessoas que conheci ao longo de minha vida. Todos eles faziam parte do chamado “Expresso da Fumacinha”, ou seja, eram usuários de drogas. Começavam com a maconha, usavam anfetaminas, migravam para a cocaína, experimentavam até mesmo ácidos e alguns poucos conseguiam chegar a heroína... Morreram jovens. Creio que há um ou outro sobrevivente. Tenho sérias dúvidas quanto ao estado de saúde real dessas pessoas...

Fui tachado por eles durante o ápice de uso de drogas pelos mesmos como sendo “careta”. Ainda bem! Com muito orgulho. Esse termo designava todos aqueles que não eram fãs do produto, pessoas que nem ao menos se arriscavam a dar um “tapinha”. Havia um ar de esperteza em todos eles, que julgavam ter encontrado um atalho para o Olimpo, normalmente associado a uma carreira de cocaína, a um cigarro de marijuana ou ainda a algumas pílulas de ecstasy...

Os caretas, por sua vez, eram apenas os ingênuos e tolos de plantão que, pobres coitados, desconheciam os caminhos para o prazer supremo. Afinal de contas, era isso o que diziam sentir aqueles que ingeriam todos aqueles tóxicos. Pareciam estar em transe, vivenciando cada qual o seu mantra particular, inebriados pelas drogas consumidas, flutuando nas nuvens sem nem ao menos terem saído do chão...

Suas festas e encontros eram invariavelmente regados a muita bebida, alguma comida, libertinagem e, certamente, drogas à vontade. A clientela, como no filme de Mauro Lima, era formada por pessoas de classe média ou alta. Filhos da elite local, que estudavam nas melhores escolas e faculdades, freqüentavam os clubes da cidade, saíam na coluna social dos jornais e que tinham sempre algum dinheiro no bolso para pagar pela “viagem”.

Cena-do-filme-personagem-de-Selton-Melo-telefonando

Essa gente começou relativamente cedo nas drogas e na noite. Foram precoces no sexo, no cigarro, na bebida e também na maconha. Depois de terem experimentado tudo isso, queriam emoções mais fortes e partiram para aventuras mais ousadas. Encontraram com facilidade os fornecedores locais e com eles estabeleceram o seu “pacto do diabo”. A promessa era a alegria eterna. A dívida era o corpo, a alma, a paz de espírito, os bens materiais...

Envolveram-se com pessoas perigosas e também se tornaram gente da pesada. Foram fichados pela polícia que já sabia muito bem qual era a daqueles cabeludos, com ar de pouco caso, óculos escuros e um cigarrinho na mão. Não foram poucos os que dormiram algumas noites no xadrez... Não eram maltratados pelos policiais, que sabiam das relações familiares e do poderio econômico e social de suas famílias... Até mesmo os bandidos pé-de-chinelo, aqueles que roubam “galinhas”, tinham respeito e medo dos “malucos”...

Como já disse antes, vários ficaram no caminho bem cedo... Morreram antes dos 25 anos, muitos deles nem chegaram a completar duas décadas de existência... Transformaram seus corpos em laboratórios de química completos, onde toda e qualquer substância foi testada... Envelheceram rapidamente a olhos vistos e creio que, se estivessem vivos nos dias de hoje, pareceriam muito mais velhos do que realmente seriam...

Os caretas sobreviveram. Alguns “malucos” ainda estão por aí, para contar a sua saga maldita. João Guilherme Fiúza (ou Estrela, como queiram) é apenas um deles. Que sua história e a de tantos outros jovens que perderam suas vidas ou sacrificaram suas saúdes ajudem as novas gerações a não cair na tentação do vício, da droga que promete o céu... E entrega o inferno.

Cena-do-filme-personagens-de-Selton-Melo-e-Cleo-Pires-passeando-de-barco

O Filme

As imagens se alternam. Vemos uma jovem família feliz e, ao mesmo tempo, um jovem encarcerado. Em alguns momentos é Natal. Outras vezes estamos numa sala com grades e móveis velhos. Um menino, querido e celebrado pelos pais, ganha seus presentes e vibra de contentamento. Um jovem abre suas cartas e vê mensagens que falam da busca pelo verdadeiro ser...

Essa seqüencia de abertura do filme “Meu Nome não é Johnny” nos deixa tontos, inebriados, como se o propósito fosse nos fazer sentir por breves momentos o turbilhão que assola a mente de um dependente químico... Ficamos nos perguntando como o menino feliz se tornou o usuário de drogas e traficante internacional que vai parar atrás das grades...

E como tudo começou? Da forma mais tradicional possível... Numa roda de amigos, todos adolescentes (ou pré-adolescentes), livres para voar, sem qualquer acompanhamento da família, a beira-mar... Que tal um divertimento mais audacioso que as ondas que embalam as manobras do surfe? O que, não quer? Sempre achei que você era fraco mesmo... Vai experimentar... Bom, é só um “tapinha”... E como diz o refrão de uma conhecida música de apelo popular... “Um tapinha não dói”... Ou pelo menos foi isso o que pensou João Guilherme...

Da adolescência para a juventude é “tiro curto” e os atalhos da “estrada de Santos” já eram de conhecimento de todos aqueles com quem o garotão Estrela circulava. Entre eles tinha até mesmo um que ia buscar o produto nas bocas... Mas o “esporte” era perigoso e o cara tirou o corpo fora... Quem vai ao morro buscar mais mercadoria para a turma? Que tal o João?

E lá foi João Guilherme, o Estrela, encontrar com os “caras”, marcar ponto, virar referência, iniciar a carreira, tornar-se de uma vez por todas, o fornecedor. Boa pinta, simpático, inteligente, bom com números, negociante nato... Tinha todas as credenciais para se tornar uma “estrela” (sem trocadilhos) do ramo. E por aí vai, a história do Fiúza, o tal João Guilherme Estrela, que virou celebridade, ganhou e gastou muito dinheiro com as drogas, cheirou pequenos picos do “Everest” de cocaína e freqüentou as manchetes policiais cariocas...

O filme de Mauro Lima é mais uma obra de referência do novo cinema brasileiro. Tecnicamente bem produzido, com atuações marcantes de Selton Melo (um dos melhores atores brasileiros) e da bela Cléo Pires, com pontas de nomes conhecidos do cinema e televisão brasileiros, como Cássia Kiss, André de Biasi, Júlia Lemmertz e a veterana Eva Todor, “Meu nome não é Johnny” é um filme de grandes e dolorosas lições. Não deixem de assistir!

Cena-do-filme-personagens-do-filme-caminhando-juntos

Para Refletir

1. A pré-adolescência e a adolescência são fases cruciais do crescimento e da maturação dos seres humanos. Quase todos nós sabemos disso ou pelo menos já ouvimos alguém falar isso. Mesmo assim, é bastante comum que os pais relaxem os cuidados que tinham com seus filhos quando ainda crianças quando eles atingem os 12, 13 ou 14 anos. Pensam que eles devem se virar em tudo, ou seja, que já sabem ou conseguem distinguir os melhores caminhos a seguir apesar da pouca idade... É claro que não advogo aqui a idéia de que nessa faixa etária esses adolescentes devam ser tratados como crianças, mas a transição para as responsabilidades e compromissos do mundo jovem e adulto é gradual. Nesse sentido a presença, o monitoramento e a cobrança dos pais ainda são de fundamental importância. Se nos desligamos e abrimos mão de um acompanhamento das atividades e relacionamentos de nossos filhos, não é difícil que novas histórias como a de João Guilherme Estrela venham a acontecer...

2. O papel da escola no que se refere às drogas é de essencial importância. Cabe aos educadores informar e trabalhar com responsabilidade as informações sobre o uso das drogas e os malefícios que isso acarreta para o organismo humano. Projetos de pesquisa sobre o tema devem prever o contato com profissionais da saúde especializados que possam dar orientações, agentes de segurança pública que possam informar sobre as conseqüências, ex-viciados para narrar suas histórias nesse inferno revolto... O trabalho das escolas deve ser realizado em parceria com as famílias e, de preferência, ter o apoio de instituições de saúde. Além da prevenção, compete às escolas informar os pais em caso de constatação de mudança de hábitos que indiquem o possível uso de drogas por parte de qualquer aluno.

3. Prevenir e informar sobre as drogas são ações importantes, mas compete também às autoridades públicas, aos educadores e aos familiares promover o surgimento de atividades culturais, esportivas e de lazer que sirvam como opções para que as crianças, pré-adolescentes, adolescentes e jovens não fiquem ociosos e que, dessa forma se tornem alvo da ação de traficantes. Oficinas culturais, escolinhas de esporte, clubes de leitura, aulas de música, cursos de dança e qualquer atividade dessa natureza dão aos participantes melhor saúde, mais conhecimento, disciplina e os afastam dos perigos dos tóxicos.

Cartaz-do-filme-com-o-personagem-de-Selton-Melo-e-Cleo-Pires

Ficha Técnica

MEU NOME NÃO É JOHNNY

País/Ano de produção: Brasil, 2008
Duração/Gênero: 128 min., Drama
Indicação Etária:14 anos
Direção de Mauro Lima
Roteiro de Mariza Leão e Mauro Lima, baseado em livro de João Guilherme Estrela
Elenco: Selton Mello, Cléo Pires, Julia Lemmertz, Cássia Kiss, André de Biasi, Eva Todor, Rafaela Mandelli, Ângelo Paes Leme, Giulio Lopes, Orã Figueiredo, Flávio Bauraqui.

Links
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=13674
http://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_Filme.aspx?id_filme=5850&aba=detalhe
http://www.adorocinema.com/filmes/meu-nome-nao-e-johnny/meu-nome-nao-e-johnny.asp

Videos-Relacionados

João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=1204

Eu, Christiane F., drogada, prostituída,...

No inferno das drogas

Menina-com-os-cabelos-no-rosto-em-pe-olhando-triiste-para-frente

Quando o livro foi lançado, na década de 1980, ainda adolescente tive a oportunidade de ler em primeira mão. Tratava-se de um depoimento forte, marcante, digno de ser lido apesar de toda a crueza da vida daqueles jovens alemães e de seu envolvimento com drogas pesadas. Fiquei assustado e, apesar de não ter me envolvido com cocaína, maconha e outros entorpecentes (até por conta de minhas atividades esportivas, que me garantiram uma vida das mais saudáveis), passei a abominar ainda mais qualquer tipo de droga.

Todos os anos vemos campanhas e mais campanhas que tentam afastar os jovens (principalmente) do uso de drogas. No geral elas são pouco efetivas e, não garantem uma real diminuição no número de usuários. Recentemente, em virtude de uma campanha veiculada através de uma novela da Rede Globo, tivemos informações de um expressivo crescimento na procura por tratamento verificou-se em várias instituições de todos os estados do país. O tratamento dado ao tema nessa novela foi de choque, com cenas fortes mobilizando alguns dos personagens e, sendo intercaladas com depoimentos emocionados e assustadores de usuários e familiares de drogados.

Tanto o livro quanto o filme "Eu, Christiane F., drogada, prostituída,..." tem como grandes atributos o fato de trabalharem de uma forma semelhante a da produção global. Examinando o universo das drogas de quem transitou pelas bocas onde se encontrava qualquer tipo de entorpecente, de quem utilizou-se de cigarros de maconha (os tais tapinhas que não doem, mas que causam consequências perigosas para o organismo) ou cheirou cocaína, de pessoas que injetaram drogas em seus corpos ou que se venderam nas ruas para obter recursos e comprar a maldição em forma de ácidos lisérgicos, heroína ou cocaína.

Das dificuldades vividas dentro de casa ao contato com as drogas, da escola para as ruas de Berlim, de um quarto fétido a banheiros imundos de locais públicos. Todo esse itinerário vivido pela adolescente Christiane é apresentado de forma nua e crua, seja na obra literária, seja no filme. As sequências descritas no papel, em que ela tenta traduzir as sensações de seu corpo ao entrar em contato com os entorpecentes ou os momentos em que estava se drogando, são capazes de nos enojar e, ao mesmo tempo, nos despertam um grande questionamento, relativo a nossa incapacidade de compreender o que move um ser humano a fazer isso consigo mesmo.

Dos cenários deprimentes aos momentos de dor e sofrimento com as crises de abstinência sofridas pelas pessoas, do emagrecimento (e consequente infecção por doenças) a morte dos jovens, da perda da auto-estima ao fundo do poço da prostituição, nada parece escapar da narrativa de Christiane e das lentes do diretor alemão Ulrich Edel.

Menina-se-drogando

Fica então a dúvida, o que fazer? Como ajudar nossos jovens a escapar dessa jornada sem volta? Que caminhos seguir para evitar o sofrimento das famílias? A dependência pode ser revertida posteriormente? Que seqüelas podem surgir do consumo dessas drogas? Que reações elas provocam no organismo?

São dúvidas que os pais, professores e interessados em geral costumam ter e que, muitas vezes não conseguem responder. Uma das constatações a que podemos chegar, ao entrar em contato com um filme como "Christiane F" é que, apresentar os fatos, da forma como os conhecemos, sem maiores delongas ou firulas, para os jovens pode auxiliar. As consequências nefastas para a vida de cada um deles, visualizada na figura de pessoas como Christiane ou Detlef, pode assustá-los, amedrontá-los e, dessa forma, afastá-los das drogas.

O problema é que, com o passar dos anos, o número de jovens envolvidos não diminuiu. Há uma série de outros problemas que contribuem para isso, como a falta de perspectivas futuras, a ausência de diálogo e compreensão em casa, o imobilismo dos educadores e campanhas bem intencionadas porém pouco efetivas. Some-se a isso a falta de informação e a quantidade de dinheiro envolvida no tráfico e começamos a entender os motivos da proliferação das drogas. O primeiro caminho é buscar a informação e, de preferência, acompanhado de seus filhos!

Menina-fumando

Obs.: Como o filme aborda uma temática forte, ele não é aconselhável para crianças ou adolescentes desacompanhados de seus pais. Sugiro que respeite-se uma idade mínima de 15 ou 16 anos para assistir esse filme.

Ficha Técnica

Eu, Christiane F., drogada, prostituída,...

País/Ano de produção: Alemanha, 1981
Duração/Gênero: 123 min., Drama
Disponível:- VHS e DVD
Direção de Ulrich Edel
Roteiro de Hermann Weigel
Elenco: Thomas Haustein, Natja Brunckhors, Jens Kuphal, Christiane Reichelt.

Link
- http://us.imdb.com/Title?0082176 (em inglês)

Videos-Relacionados

João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=31

Bicho de Sete Cabeças

Tentando resgatar nossos jovens

Imagem-de-homens-em-uma-sala-velha

O início do filme nos traz a imagem de alguns de nossos jovens e, no tocante aos professores, a de alunos que trazem problemas e geram enormes dificuldades para o exercício de nossa função. Há, inclusive, uma sintomática sequência que se desenvolve numa sala de aula, onde o personagem central, Neto (vivido por Rodrigo Santoro, surpreendente e bastante a vontade no papel) está totalmente desvinculado daquilo que está acontecendo na sala de aula, literalmente "no mundo da lua", desprezando solenemente a presença do professor.

Já se trata de um bom início de discussões, afinal de contas, como devemos agir em relação a esses garotos e garotas que, evidentemente, "embarcaram numa viagem sem volta" e que estão em nossas aulas "matando o tempo"? O que fazer quando tivermos indícios muito fortes de que algum jovem, entre aqueles com os quais estamos trabalhando, está usando drogas? De que forma devemos abordar a questão dos tóxicos entre nossos alunos? Como encaminhar uma discussão com os pais desses dependentes? O álcool e a maconha, não são drogas?

Outras questões importantes que podemos inferir a partir do filme referem-se a própria conduta da escola no que se refere a forma como as aulas são conduzidas, seus métodos, a comunicação e sua efetivação dentro de uma classe, os recursos que estão sendo utilizados, o diálogo entre os professores e os alunos e entre a escola e os pais e, por aí vai; afinal, temos uma parcela de responsabilidade se pensarmos que, enquanto educadores, devemos fazer com que nossos alunos aprendam nossos conteúdos e, também, assumam responsabilidades e tenham posturas definidas quanto a vida, permitindo que eles tenham condições de evitar as armadilhas do cotidiano, entre as quais, a droga se inclui.

É perceptível, nesse aspecto, que não estamos cumprindo com nossos compromissos de forma plena. Temos nos preocupado muito com os conteúdos e pouco com a formação de conceitos seguros de cidadania, ética e responsabilidade social. O filme da diretora Laís Bodanzky nos dá uma alfinetada que deve doer no fundo da alma, que deve servir para abrir nossos olhos, que deve nos mobilizar em direção a práticas que nos permitam auxiliar e resgatar nossos jovens dos caminhos da droga.

Imagem-de-um-senhor-e-uma-senhora-com-semblantes-serios

Voltemos ao filme. Neto é um jovem estudante que, como qualquer pessoa dessa faixa etária (não generalizemos, há muitos garotos que não medem os riscos e entram em verdadeiras "frias", mas, há outros que assumem compromissos, investem numa vida saudável, estudam e respeitam os pais), arrisca-se de forma irresponsável em atividades como pichações, viajar com a "galera" para o litoral sem o consentimento dos pais e sem nem ao menos informar aonde está, "transar" sem camisinha e sem conhecer a parceira ou, ainda pior, se envolver com drogas.
Proveniente de uma família de classe média baixa, Neto tem pais esforçados porém, pouco informados e, sujeitos as opiniões alheias. Quando descobre em que situações seu filho se meteu, especialmente, ao encontrar um cigarro de maconha na roupa do rapaz, o pai (vivido pelo experiente Othon Bastos) decide-se pela internação imediata do jovem num sanatório.

Nessa instituição, teoricamente uma das melhores disponíveis na cidade onde se passa a trama, Neto é submetido a situações absurdas como por exemplo, a tomar medicamentos sem qualquer avaliação prévia pelos médicos responsáveis ou ainda, é submetido a choques e ao convívio com doentes mentais em estágios avançados de enfermidade.

Seus apelos para que os pais o tirem dali são encarados como táticas de um viciado que pagaria qualquer preço para retornar ao convívio com as drogas, o que só faz com que se prolongue sua internação. Quando consegue sair, passa a conviver com o preconceito dos outros e tem dificuldades de readaptação que o levam a incorrer em novos erros e descaminhos, levando-o a nova internação.

imagem-de-jovem-sentado-nochao-tendo-reflexo-da-sombra-das-grades

Como escapar desse vai e vem? Como superar esse círculo vicioso? O que nós podemos fazer (pais, professores, sociedade em geral)?
Sensibilidade é uma das palavras essenciais nessa relação delicada. Compreensão e diálogo também fazem parte do caminho da recuperação. É ver para crer!

Ficha Técnica

Bicho de Sete Cabeças

País/Ano de produção: Brasil, 2000
Duração/Gênero: 74 min., drama
Distribuição: Columbia
Direção de Laís Bodanzky
Elenco: Rodrigo Santoro, Othon Bastos, Cássia Kiss, Jairo Mattos.

Links

- www.bichodesetecabecas.com.br - Site Oficial
- http://www.adorocinema.com/filmes/bicho-de-7-cabecas/bicho-de-7-cabecas.htm
- http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=1993

Videos-Relacionados


João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=23