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4 de jun. de 2010

Sir Ken Robinson: Bring on the learning revolution!

Olá Amigos

Esse vídeo é a nova palestra do fabuloso Ken Robinson na TED 2010. Nela ele dá sequencia ao que ele havia levantando na TED2006 que podemos (re) ver no vídeo Ken Robinson says schools kill creativity que está abaixo.



Nessa nova palestra o Ken Robinson continua a fundamentar suas ideias sobre a educação, principalmente quando reafirma que devemos preservar o talento natural de cada um. Há passagens fantásticas no vídeo como as citações:

"Cada sistema de ensino em todo o mundo está sendo reformada no momento. E isso não é suficiente. Reforma não adianta mais, porque isso é simplesmente um modelo de melhoria quebrado. O que nós precisamos, e a palavra tem sido usada muitas vezes durante o curso do passado poucos dias. Não é evolução, mas uma revolução na educação. Isto tem de ser transformada em outra coisa."

e ele continua com

"Um dos desafios real é inovar, fundamentalmente na educação. Inovação é difícil, porque isso significa fazer algo que as pessoas não encontram muito fácil para a maioria. Isso significa desafiar o que nós tomamos para concedido, as coisas que pensamos que são óbvias. O grande problema para a reforma ou a transformação é a tirania do senso comum, coisas que as pessoas pensam: "Bem, ele não pode ser feito de outra maneira, porque essa é a maneira como ele é feito."

Só uma coisa: Perfeito.



Agora no final ele termina com um poema de William Butler Yeats (1865 - 1930), muito apropriado para pessoas como eu que acreditam em sonhos e aos milhares de alunos que ingressam na escola cheios deles e que nos, professores e escola, vamos matando todo dia um pouquinho.

Aedh deseja os tecidos dos céus

Fossem meus os tecidos bordados dos céus,
Ornamentados com luz dourada e prateada,
Os azuis e negros e pálidos tecidos
Da noite, da luz e da meia-luz,
Os estenderia sob os teus pés.
Mas eu, sendo pobre, tenho apenas os meus sonhos.
Eu estendi meus sonhos sob os teus pés
Caminha suavemente, pois caminhas sobre meus sonhos.

Original em Inglês:

Aedh wishes for the cloths of heaven

Had I the heavens’ embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

18 de mai. de 2010

We All Bleed Red...


Esse é um poema em inglês sobre bullying que encontrei no blog Memorias e Além.

Leiam com atenção e reflitam.

É realmente muito forte.

Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou “valentão”) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender.

We All Bleed Red…

Todos sangramos vermelho…

Maybe I can’t write a sentence or one word at all,
Talvez eu não consiga escrever uma frase, ou mesmo uma palavra,

But does that mean you can push me against the wall?
Mas isso significa que você pode me empurrar contra a parede?

Maybe I can’t read as good as the rest of the class,
Talvez eu não consiga ler tão bem quanto o restante da classe,

But that mean you have to trip me as I walk past?
Mas isso significa que você tem de me fazer tropeçar quando estou passando?

Maybe I can’t kick a ball as far as the best,
Talvez eu não consiga chutar a bola tão longe quanto o melhor,

But does that mean I stand out from the rest?
Mas isso significa que sou diferente dos demais?

Maybe I can’t shout as loud as you can,
Talvez eu não consiga gritar tão alto quanto você,

But does that really make me any less of a man?
Mas isso me torna um homem menor?

Maybe I’m a different colour, a different race,
Talvez eu seja de uma outra cor, uma raça diferente,

But does that give you the right to hit my face?
Mas isso lhe dá o direito de bater no meu rosto?

Maybe my glasses make my face look round,
Talvez meus óculos façam meu rosto parecer redondo,

But does that mean you have to throw them to the ground?
Mas isso quer dizer que você deve atirá-los no chão?

Maybe I’m poor, and have no money,
Talvez eu seja pobre, e não tenha dinheiro algum,

But does that mean you can mock me so your friends think you’re funny?
Mas isso quer dizer que você pode me ridicularizar para que seus amigos o achem engraçado?

Maybe I wear clothes by Adidas or Nike,
Talvez eu vista roupas Adidas ou Nike,

But does that give you the right to steal things I like?
Mas isso lhe dá o direito de roubar as coisas de que gosto?

Maybe I’ll never win, and I’ll always lose,
Talvez eu nunca venha a vencer, e seja sempre um perdedor,

But could you leave me alone? Do I get to choose?
Mas você pode me deixar em paz? Posso escolher?

Maybe you don’t care if I’m alive or dead,
Talvez você não se importe se estou vivo ou morto,

But you won’t be the one visiting a hospital bed.
Mas você não será o único a visitar uma cama de hospital.

If there was only one thing that I wish would sink into your head :
Se eu pudesse escolher uma única coisa para entrar na sua cabeça seria isto:

“We are all the same. We all bleed red…
“Somos todos iguais. Todos sangramos vermelho…”

Anthony Kisley - 2000

Poema extraído do livro: GLOBETROTTER – Inglês para o Ensino Médio, autor Marcelo Baccarin Costa.

11 de fev. de 2009

Projeto Hoje é Dia de Poesia - 11/02

Olá Amigos

O poema escolhido hoje para o Projeto Hoje é Dia de Poesia, não é uma poesia simples e uma música que é uma poesia por si só. A música/poema escolhida é Alegria, Alegria do Caetano Veloso. Eu escolhi essa música/poema pois li uma noticia em que a atriz Penélope Cruz revela em um artigo publicado pelo jornal britânico The Sunday Times, que o músico e compositor Caetano Veloso a faz chorar. Segundo a atriz, a música é a chave que abre as portas de seus sentimentos e o brasileiro, que ela descreve como “um dos melhores músicos do mundo”, a leva às lágrimas. “Ele é um belo poeta e muito talentoso”, afirma Penélope. Além da poesia de Caetano, Penélope diz que gosta de ouvir ópera, música flamenca e o grupo inglês de rock Radiohead.

"Alegria, Alegria" é uma canção da autoria de Caetano Veloso que foi um dos marcos iniciais do movimento tropicalista em 1967. Caetano Veloso, em parte inspirado pelo sucesso de A Banda, de Chico Buarque, que havia concorrido no Festival de música da Record do ano anterior, quis compor uma marcha assim como a canção de Chico. Ao mesmo tempo, queria que fosse uma música contemporânea, pop, lidando com elementos da cultura de massa da época.

Caetano interpretando no Festival da MPB a sua marchinha Alegria, Alegria
Caetano interpretando Alegria, Alegria, no Festival da MPB de 1967

A letra possui uma estrutura cinematográfica, conforme definiu Décio Pignatari, trata-se de uma "letra-câmera-na-mão", citando o mote do Cinema Novo. Caetano ainda incluiu uma pequena citação do livro As Palavras, de Jean-Paul Sartre: "nada nos bolsos e nada nas mãos", que acabou virando "nada no bolso ou nas mãos". Em sua caminhada vadia (“Por entre fotos e nomes / os olhos cheios de cores”), desprezando signos e convenções (“Sem lenço, sem documento”), ele deseja somente viver a aventura da liberdade sem limites (“Nada no bolso ou nas mãos /eu quero seguir vivendo / amor/eu vou / por que não? por que não?”).

Como a idéia do arranjo incluía guitarras elétricas, Caetano e seu empresário na época, Guilherme Araújo convidaram o grupo argentino radicado em São Paulo Beat Boys. O arranjo foi fortemente influenciado pelo trabalho dos Beatles.

Apresentada pela primeira vez no Festival da Record daquele ano, a canção chocou os chamados "tradicionalistas" da música popular brasileira devido a simples presença de guitarras. No ambiente político-cultural da época, setores de esquerda classificavam a influência do Rock como alienação cultural, o que também foi sentido por Gilberto Gil quando apresentou Domingo no Parque no mesmo festival.

Apesar da rejeição inicial, a música acabou conquistando a maior parte da platéia. Acabou se tornando uma das favoritas, com as manifestações favoráveis superando as facções mais xenófobas. A música acabou chegando em quarto lugar na premiação final.

Com o improvável sucesso de Alegria, Alegria, Caetano se tornou de imediato um popstar, febre que só passou após alguns meses, embora a música tenha lançado Caetano para a fama, e sua carreira posterior só confirmado sua popularidade.


Caetano Veloso e os Beat Boys apresentam Alegria, alegria no Festival da Record em outubro de 1967
fonte: http://www.febf.uerj.br/tropicalia/tropicalia_historico_1.html

Caetano é tradução de riqueza musical, poesia e renovação. Sua poesia é um vinho branco e requintado e para entender a sua poesia é necessário sensibilidade. Acredito que Caetano e Chico sempre serão tudo para os que têm sensibilidade, conhecimento musical e que tem respeito pela música brasileira. Sua diversidade musical traduz sua antena conectada que respeita e entende o novo e respeita a nossa cultura. Ele é uma aula da música atual e de nossa história musical e da música do mundo inteiro. Nossa pobreza cultural e de história musical me faz temer que por falta de respeito com nossos grandes músicos que um dia pessoas não entendam nada da obra de Cartola, Braguinha e ícones nossa música.



Também é uma forma de homenagear o meu amigo Franz Kreuther Pereira editor do blog Este Blog e' Minha Rua, que além de companheiro de NTE é uma amante da boa música.

Abraços Alegres, Livres e Poéticos

Equipe NTE Itaperuna

Alegria, Alegria


Composição: Caetano Veloso

Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou...

O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou...

Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot...

O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou...

Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não, por que não...

Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento,
Eu vou...

Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou...

Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
No coração do Brasil...

Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou...

Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou...

Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...

21 de jan. de 2009

Projeto Hoje é Dia de Poesia

Olá Amigos

Hoje estamos dando sequência aqui no Caldeirão de Idéias ao Projeto "Hoje é Dia de Poesia". Esta semana estamos postando um poema do poeta brasileiro Moaci Alves Carneiro, para que possamos continuar levando aos nosso alunos um pouco da beleza que só um poema consegue mostrar.



CARNEIRO, Moaci Alves. A escola sem paredes.
São Paulo: Escrituras, 2002. p. 13 a 31.
FONE: (11) 5082-4190 http://www.escrituras.com.br

O poema escolhido é o poema "A Escola sem Paredes", na poesia de Moaci Alves Carneiro, uma ode à escola ideal. A poesia do Moaci Alves Carneiro faz o leitor querer voltar a estudar, mas estudar nessa escola descrita por ele. Muito legal a abordagem dada a escola perfeita.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

A Escola sem Paredes



Moaci Alves Carneiro

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Trabalha com arte e ofício,
como na voz de Vinicius:
"Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada".


A escola sem paredes
não parece escola, não.
Tem vida, tem alegria,
tem boa pedagogia!

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Investe no encantamento,
que a vida é sentimento.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Tem razão, tem poesia,
tem canto, tem melodia.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Seu tijolo: a alegria.
Seu trabalho: a criação.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Tem teto: o experimento.
Tem vigas: a emoção.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
O cimento é a semente
do sonho feito lição.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
O giz é a alegria
nas asas da fantasia.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
A casa, reconstruída,
é do tamanho da vida.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Em lugar de ter janelas,
tem cores de aquarela.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Em asa-delta, o aluno
voa livre e tem visão.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Não tem forma nem tamanho.
Sua partitura: o sonho.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Os conteúdos diários
navegam no imaginário.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
O mestre vai pilotar,
ensina e aprende a voar.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
O professor, comandante,
é também iniciante.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Aqui, quem “dá” a lição,
dá a significação.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Constrói a proficiência
nas linguagens, na ciência.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Tem vida, tem poesia,
tem mais que pedagogia.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
A competência querida
alimenta-se da vida.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Quem surfa é o raciocínio,
na prancha do tirocínio.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Cada lição ensinada
é vida, vivenciada.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Cada lição aprendida
é repertório para a vida.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
A criação é plural,
transcende o convencional.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
O aluno, em vez de medo,
entretece seu enredo.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Há vida em cada instante,
tudo é interessante.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Cada um faz seu caminho,
sem rotas em desalinho.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
As vias são sempre abertas,
com os sinais em alerta.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
É uma via sem fronteira,
como é a vida inteira.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Nela, tudo, como a gente,
é único, é diferente.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
A lição é como a vida:
um valor tão sem medida!

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Seu currículo é integrado,
sem grades ou cadeado.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
O aluno, desde cedo,
já se sente cidadão.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Tem arte, tem ousadia,
ao longo de todo o dia.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
A biblioteca inspira,
alimentando a ação.

A escola sem paredes
não parece escola, não.
Seu teto é infinito,
sua voz é mais que um grito.

A escola sem paredes
parece a vida da gente,
fluindo na amplidão,
cada dia diferente.

Na escola sem paredes,
o que seduz e fascina
é que o bom, o normal,
é não buscar ser igual.

Os mestres são como antenas
captando vibrações.
Esquadrinhando os problemas,
criando as soluções.

Em cada laboratório,
a lição assimilada
integra o repertório
da vida reencontrada.

As aulas já não precisam
de salas, o espaço é aberto.
Adequando-se à escala,
não há nem longe, nem perto.

Tem tudo o que uma escola
oferece de verdade.
Mas sem correntes ou peias,
só lições de liberdade.

Casa de livros e livres,
fonte de cidadania.
A escola sem paredes
constrói a democracia.

Escola, minha escola,
com prazer e sedução,
de ti o sonho decola:
a vida é a grande lição.

14 de jan. de 2009

Projeto Hoje é Dia de Poesia

Hoje estamos dando sequência aqui no Caldeirão de Idéias ao Projeto "Hoje é Dia de Poesia". Esta semana estamos postando um poema do maravilhoso poeta chileno Pablo Neruda, para que possamos continuar levando aos nosso alunos um pouco da beleza que só um poema consegue mostrar.

O poema escolhido é o poema "É Proibido", um dos mais tocantes poemas do Pablo Neruda.
Pablo Neruda foi um dos mais importantes poetas chilenos do século XX e os momentos importantes de sua vida foram a sua atuação política e literária, seus livros, suas poesias e poemas e o Prêmio Nobel de Literatura. A beleza dos poemas do Pablo Neruda é a sua sensibilidade para olhar o humano das situações. Recomendo o livro "El río invisible. Poesía y prosa de juventud" que há somente uma palavra para descreve-lo: Fantástico.

Gostaria de ilustrar o que eu falo com um trecho do poema Saudade que Pablo Neruda escreveu:

"...Saudade é amar um passado que ainda não passou, É recusar um presente que nos machuca, É não ver o futuro que nos convida...".

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

É Proibido

Pablo Neruda
(1904-1973)



É proibido chorar sem aprender,

Levantar-se um dia sem saber o que fazer

Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas

Não lutar pelo que se quer,

Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor

Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos

Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,

Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,

Esquecer aqueles que gostam de você.

É proibido não fazer as coisas por si mesmo,

Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,

Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.

É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,

Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.

É proibido não tentar compreender as pessoas,

Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,

Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,

Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.

É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,

Não pensar que podemos ser melhores,

Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

11 de jan. de 2009

A Transdisciplinaridade da Vida

Nildo Lage

TransdisciplinaridadeA vida é uma ciência...
É preciso falar a língua dos homens,
a gramática do próximo...
... o idioma dos deuses...
para entender a cultura dos povos,
a origem das coisas,
os valores da vida...
... a lei da coexistência...
dominar a língua universal,
perceptível a todos os corações:
a linguagem do amor.
A vida é uma ciência...
É preciso entender as operações da matemática da vida
para dividir sonhos,
somar vitórias,
multiplicar horizontes
e subtrair problemas...
para uma vida contabilizada,
sem perdas e ganhos exagerados.
A vida é uma ciência...
É preciso conhecer a história do existir,
transitar pelas entrelinhas do nada...
chegar à origem dos fatos...
... à verdade da razão...
para descobrir o porquê da própria existência...
sem se afastar das origens primitivas...
A vida é uma ciência...
É preciso sensibilidade, tato...
conhecer a geografia dos sonhos,
os traços dos devaneios...
... chegar ao ponto de partida do homem...
para desenhar o mapa do viver em paz,
em harmonia com o semelhante...
... consigo mesmo...
para não desviar da rota das realizações
A vida é uma ciência...
É preciso ciências
para distinguir os germes que contaminam a alma,
os vírus que infestam o espírito...
... as bactérias que afetam o ego...
os parasitas que abatem a alma...
para extinguir os males
que atingem a humanidade
e enfraquecem os homens.
A vida é uma ciência...
É preciso química
para prever as reações do coração,
os impulsos primitivos do instinto...
... os desejos ardentes do corpo...
... as ansiedades da alma...
para não ser surpreendido
e arrastado pelas correntezas da inconsciência...
... Mas...
a língua dos homens;
a matemática da vida;
a história do existir;
a geografia dos sonhos;
as ciências para distinguir;
... a química humana...
são simplesmente referências...
caminhos entrelaçados que nem sempre
levam a um lugar seguro...
porque as ciências criam suas teorias...
explicam tudo...
e nem os seus avanços...
que dão vida ao inexistente...
compreendem o espírito...
criam linguagens avançadas,
traçam novas trajetórias,
descobrem novas técnicas...
... novas fórmulas...
têm tanta precisão
... quanto a ciência da vida...
que rege a lei da convivência,
aponta a solução...
mostra a saída...
... indica o caminho...
E, nessa transdisciplinaridade,
conhecer a ciência da vida...
é a regra.
Respeitar o semelhante
é o limite.
Compreender a si mesmo
é o preço cobrado para a felicidade.


Fonte: http://www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=1204

7 de jan. de 2009

Projeto Hoje é Dia de Poesia

Olá Amigos

Hoje estamos lançando aqui no Caldeirão de Idéias um projeto há muito tempo acalentado por mim, que é o Projeto "Hoje é Dia de Poesia". Toda semana estaremos postando um poema para que possamos levar aos nosso alunos um pouco da beleza que só um poema consegue mostrar.

O poema escolhido como lançamento do projeto é o poema "Canção do primeiro do ano", um dos mais belos poemas de Mario Quintana. Tenho alguns livros do Mario quintana que são verdadeiras maravilhas, livros como Poesias, Antologia Poética, Pé de Pilão, Esconderijos do Tempo, Nova Antologia Poética, Velório sem Defunto são provas irrefutáveis do talento inigualável do Mario Quintana.

Sempre achei que muito pouca poesia é trabalhada nas escolas e que somente abrindo esse mundo maravilhoso para nossas crianças e jovens e que teremos um nação verdadeiramente livre e culta. Para ilustrar o que eu falo, termino com o que escreveu Mario Quintana:

"Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas... Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira".

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Canção do primeiro do ano

Mario Quintana
(1906-1994)

Anjos varriam morcegos
Até jogá-los no mar.

Outros pintavam de azul,
De azul e de verde-mar,
Vassouras de feiticeiras,
Desbotadas tabuletas,
Velhos letreiros de bar.

Era uma carta amorosa?
Ou uma rosa que abrira?
Mas a mão correra ansiosa
- Ó sinos, mais devagar! -
À janela azul e rosa,
Abrindo-a de par em par.

Ó banho de luz, tão puro,
Na paisagem familiar:
Meu chão, meu poste, meu muro,
Meu telhado e a minha nuvem,
Tudo bem no seu lugar.

E os sinos dançam no ar.
De casa a casa, os beirais,
- Para lá e para cá -
Trocam recados de asas,
Riscando sustos no ar.

Silêncios. Sinos. Apelos. Sinos.
E sinos. Sinos. E sinos. Sinos.
Pregoeiros. Sinos. Risadas. Sinos.
E levada pelos sinos,
Toda ventando de sinos,
Dança a cidade no ar!