27 de nov. de 2007

Softwares LIVRES - Escolha e Divirta-se

Olá amigos

Quase todo mundo reclama que o Linux tem opção de softwares para usar e por isso reluta em usá-lo. Por isso organizei ( levei 4 dias organizando) essa lista com algumas opções bem úteis.


SourceForge.net

Está precisando de um programa, mas não quer pagar caro?!? Procure um similar na maior base de software livre da internet.


Mozilla Corporation - Firefox web browser and Thunderbird email client

Firefox é um navegador de internet muuuito melhor que o explorer, safari, netscape e afins… Vale a pena testar e comparar! Thunderbird é um programa de email como o Outlook, mas nunca usei-o.


fileXoom - Free File Hosting - 2GB Storage - Unlimited Bandwidth!

Bandwidth: Unmetered
Max file size: 100 MB
Space: 2 GB (2000+ MB)
All file types allowed now - including .mp3!
Já disse tudo, né?


Estúdio Livre

Estúdio Livre é um ambiente colaborativo focado na produção e distribuição de material produzido por softwares livres e de maneira independente. Lá além de artistas você encontra referências e resenhas de softwares de produção de audio/video/gráfico.


Stellarium

Stellarium é um software que mostra o céu de modo bastante realistico e você pode ainda usar o zoom e outras funções divertidas.


Ferramentas Gráficas

OpenOffice.org

Este conjunto de programas similares aos famigerados word, excel, powerpoint, etc… apresentam as mesmas funcionalidades do Office da Microsoft. Além disso lêem e exportam arquivos.doc, xls, ppt, etc…


Nvu - The Complete Web Authoring System

Para criar páginas na internet. Similar ao FrontPage e Dreamweaver. Nvu stands for "new view". É bem fácil mexer e criar páginas, mas não sei se é melhor ou pior que os outro programas pagos.


Scribus :: Open Source Desktop Publishing

Esse é para quem acha um saco editar textos, RNAm, entre outras coisas no word ou powerpoint…


De Um Trato Nas Suas Imagens

GIMP - The GNU Image Manipulation Program

GIMP é o photoshop livre. Ele tem um visual bem diferente e isso pode dificultar quem está acostumado com o photoshop. Além disso, talvez ele não tenha o refinamento de detalhes e possibilidades de tratar uma imagem. No entanto, após se acostumar com suas funções e outras ferramentas talvez seja difícil usar o photoshop de novo! E para quem usa o photoshop só para funções básicas, o GIMP é muito mais recomendado (é menor e é grátis!)


Inkscape

Inkscape é um editor para a criação de gráficos vetoriais, tem capacidades similares ao Illustrator, Freehand, CorelDraw, ou Xara X.


Context Free Art

Este é um programinha que usa gramática com regras não-determinísticas para criar imagens. As imagens são bem bonitas e loucas, pena que eu não consegui criar nenhuma ainda…



blender3d.org

Blender é um software livre para modelagem em 3D, animação, renderização, pós-produção, de modo interativo.



Ferramentas Úteis

PrimoPDF

Esta ferramenta é muito útil para criar arquivos PDF. Com o programa instalado, para criar seu pdf é só mandar imprimir o seu documento (qualquer coisa, word, excel, photoshop), e antes de confirmar sua impressão, ao invés de selecionar sua impressora escolha o PrimoPDF. Confirme e uma janela onde você pode escolher a qualidade, autor do documento, entre outras informações que serão anexadas no seu arquivo.pdf.


7Zip

É um compressor de arquivo que pode importar/exportar os mais diferentes tipos de compressão.


CCleaner - Crap Cleaner

CCleaner é uma ferramenta de otimização do seu sistema. Ele remove arquivos não usados, do registro e histórico da internet permitindo que o Windows rode muito mais rápido. Ele é realmente muito útil e é bem interessante descobri que você tem cerca de 2gb que você pode simplesmente deletar…! Já usei várias vezes e nunca tive problemas. Além disso, é possivel criar um backup dos seus registros antes de apagá-los.


Relacionados a Pesquisa

ImageJ

Software para análise de imagens. Tem funcões básicas para tratar imagens, como no photoshop, mas se destaca pelo seus plugins que podem contar células, tirar diversos tipos de medida, fazer uma projecao 3D de uma imagem (2D), criar montagens instantaneamente para seu trabalho, tem ainda uma série de plugins para trabalhar com imagens de microscopia confocal. Ele tem a vantagem de exportar para praticamente qualquer tipo de arquivo de imagem, incluindo .mov (quicktime) que possibilita criar animações rapidamente e .avi.


Octave

Um MatLab livre! É tudo que posso dizer…!



JabRef reference manager

JabRef vai organizer suas referências como o Reference Manager. Ele ainda cria tudo num formato universal e pode exportar para outros formatos diversos. É muito bom e seria muito melhor se tivesse a função de auto-fill.


The R Project for Statistical Computing

R é um software livre para tratamento estatístico e construção de gráficos. Para ser bem poderoso e sem limites, já que toda a formato dos gráficos é programável. Necessita aprender a linguagem R.


Welcome to Bioconductor — bioconductor.org

Bioconductor é um software livre para a análise e compreensão de dados genéticos.



Mesquite

Mesquite é um software para biologia evolutiva que ajuda biólogos a analisar dados comparativos de organismos. Funciona com vários módulos separados para análise filogenetica, genética de populaces e análises multivariadas. Veja os módulos disponíveis no site!


Mirek's Cellebration - 1-D and 2-D Cellular Automata

Autômato celular. Muito divertido, experimente se você nunca brincou com um.



Áudio

Audacity: Editor de áudio gratuito

Audacity é um software livre para graver e editar arquivos sonoros. Tem diversos plugins para processor o som como efeitos e equalizadores.


Buzzmachines.com

Crie suas próprias músicas com sintetizadores e uma infinidade de ferramentas e combinações disponíveis!


FreeRIP

FreeRIP pode copiar um cd de audio para o seu computador em arquivos .wav, .mp3 ou .ogg, além disso também funciona como conversor de arquivos de áudio, podendo transformar WMA, MP3, Ogg Vorbis, Wav files para Ogg Vorbis, MP3 or Wav.



FLAC - Free Lossless Audio Codec

Esse codec de audio permite comprimir arquivos de audio (.wav) sem perder qualidade. É muito bom para quem sente a perda de qualidade ao ouvir um arquivo mp3… Além de que é livre! E você pode ainda gravar num cd de audio e tocar no seu carro, com muita qualidade! O único porém é que os arquivos não são tão pequenos quanto os .mp3.


Ogg-Vorbis

Este codec de áudio também preza pela qualidade Sonora, mas tem um poder de compressão maior! É muito recomendado!

Xiph.org

The Xiph.Org é a organização que cuida dos codecs acima entre outras coisas, vale a pena conferir o site.


MediaCoder - The universal audio/video transcoder

MediaCoder é um transformador universal para codecs de audio e video. Suporta muitos formatos!!!


Players

wxMusik

wxMusik é um tocador que suporta vários formatos de audio, além de streaming para icecast e shoutcast.


Coolplayer.Sourceforge.net

Tocador simples de audio.




VideoLAN

VideoLAN é uma plataforma para tocar video com um multimedia player, VLC.


Zinf

É um tocador de audio simples que suporta MP3, Ogg/Vorbis, WAV and Audio CD playback, SHOUTcast/Icecast HTTP streaming, RTP streaming, a powerful music browser e temas.


MP3 Player Applet - WinAmp clone

MP3 and Ogg Vorbis Player Applet desenvolvido em Java™.



Música

SomaFM: Listener-Supported, Commercial-Free Internet Radio

Rádio livre com underground electronica, ambient groove, downtempo, lounge and space music. Muito boa!


Pandora

Criada pelos idealizadores do Music Genome Project, esta “radio” toca músicas parecidas ou no mesmo estilo do artista que você quiser. Você pode ainda colocar o nome de uma música e outras músicas com o mesmo estilo tocarão. Precisa de um ZIP code dos EUA para criar uma
conta. É bem interessante para conhecer músicas novas!


Webjay - Playlist Community

Comunidade onde você encontra uma grande variedade de playlist para tocar no seu tocador de audio!!! Você pode criar sua playlist e disponibilizá-la também.

Instant Messengers

Mercury

dMSN Faz tudo que o MSN faz só que é feito em linguagem Java.



Gaim

Pode acessar diversas contas de mensageiros instantaneous simultaneamente. Peca no estilo.


Alvaro's Messenger

aMSN clone do MSN com código aberto.


Jabber: Open Instant Messaging and a Whole Lot More, Powered by XMPP

Um novo jeito de trocar mensagens instantâneas, mais seguro, livre e sem propagandas. É a tecnologia usada pelo GTalk e gmail chat do google.


Psi - Jabber Client

Psi usa a tecnologia Jabber para trocar mensagens. É bastante leve e pode importar suporta usar msn, icq, yahoo, etc… simultaneamente. É bem rápido e bastante configurável. Só não tem uma skin bonitinha e é um pouco difícil trocar arquivos com pessoas usando msn.

Divirtam-se!

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

20 de nov. de 2007

Conversores Online

Olá Amigos

A postagem de hoje é sobre os conversores online que são uma verdadeira "mão na roda". Quem não encontrou aquele vídeo no YouTube que dava um material de primeira para a sua aula. Como usar se na minha sala de aula não tem computador na sala ou internet?

Simples. Use uma conversor online baixe o arquivo e grave em CD ou DVD.

Há varias opções de conversores online os mais conhecidos são : Vixy.net, o Media Convert e o Zanzar. O Vixy.net é só para baixar vídeos do YouTube e converte-los em diversos formatos, podendo extrair somente o audío do vídeo. O Media Convert e o Zanzar além de fazer o que o Vixy.net faz também convertem arquivos, tipo PDF em doc, xls em PDF entre outros formatos.

Como vocês vão poder ver é muito fácil usá-los, mas se tiver alguma duvida aqui tem um tutorial bem fácil é só clicar no link ao lado: Livre Online FLV Conversores .

Esperamos ter ajudado vocês com essa dica.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

19 de nov. de 2007

O futuro está na sua mão

Olá Amigos

Nas oficinas que tenho dado sempre falo da convergência das tecnologias existentes para o celular. Afinal nada é mais pratico e eficiente do que o telefone celular, apesar dos "pontos cegos" de sinal.

Li recentemente uma reportagem que fala que 30% dos celulares do Japão já tem TV, em outra reportagem que o as empresas estão investindo em treinamento EAD por celular. Com o aumento da velocidade das conexões dos celular, a banda larga deles a tal 3G, com o aumento dos visores, a convergência de outros serviços essenciais ao nosso dia a dia como vídeos, emails, câmera, etc... estão tornando o celular uma ferramenta completa.

O micro de mesa ou desktop vai morrer? Não.

Mas o celular vai substituir o PC sim. Quando isso vai acontecer eu não sei mais que vai, isso eu tenho certeza. Nos meus tempos de guri, os desenhos e filmes da época sempre havia um telefone que a gente falava e via as pessoas. Flash Gordon, Perdidos no Espaço, Jornadas nas Estrelas, Johnny Quest, Os Jetsons era comum ter um telefone assim.

Eu ontem assisti uma propaganda da Claro onde ela anuncia o lançamento da tecnologia 3G, onde se pode falar e ver a pessoa, e tem uma frase que diz "para aqueles que acreditaram que um dia esse dia ia chegar". Fui as lágrimas literalmente, pois eu fui um desses que sonhou com isso e mais algumas tecnologias que irão modificar o conceito de futuro.

Espero não morrer antes de me "teletransportar" para a praia num final de semana ou para dar uma oficina em algum lugar do Universo. Para os que como eu sonharam e viajaram na idéia abaixo esta o vídeo da campanha da Claro. Preparem o coração e apertem os cintos, pois o futuro chegou.



Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Obs.: Meu amigo Zé Roig vai usufruir primeiro, que inveja...

17 de nov. de 2007

Eu sei , Tu sabes, Ele sabe... Todos Sabemos

Olá Amigos

Esse relatório da consultoria McKinsey, traz dados que já são conhecidos por todos, ou pelo menos deveriam. No relatório são citados paises como Inglaterra, País de Gales, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Finlândia, Japão, Cingapura, Coréia do Sul como referencias em vários tópicos do relatório.

Aumentar o gasto por alunos, até triplicar o gasto com alunos, pelo visto não trouxe nenhuma melhoria para Inglaterra, País de Gales, Austrália, Estados Unidos que mantém o mesmo índice e melhoras insignificantes nos resultados do Pisa (Programa de Avaliação Internacional de Estudantes), da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Não importa o que se faça, aparentemente, os padrões não mudam. Citando uma frase do Woody Allen: "quem não faz ensina; quem não consegue ensinar se torna diretor de escola." Certamente há quem deva imaginar por que tanto esforço. Nada parece fazer efeito. Mas é certo que algo deve funcionar. Nos países de desempenho mais forte se saem muito melhor do que os piores e, segundo, que os mesmos países lideram essas avaliações, a cada vez que são realizadas: Canadá, Finlândia, Japão, Cingapura, Coréia do Sul.

O que os países de maior sucesso têm em comum? Investimento? Não, Cingapura gasta menos dinheiro por aluno do que a maioria dos demais países. Maior tempo na sala de aula? Não, na Finlândia as aulas começam mais tarde, e estudam menos horas, do que os dos demais países ricos.

A consultoria McKinsey, com base nos resultados do Pisa e na avaliação educacional dos paises, cita que para ter sucesso as escolas precisam fazer três coisas: obter os melhores professores, extrair o máximo deles e intervir quando os alunos começam a ficar para trás.

Descobriram a pólvora? NÃO.

As escolas com certeza já devem agir dessa maneira. Mas a verdade é que não o fazem. A qualidade dos professores exerce a maior influência sobre o desempenho dos alunos.

Contratar os melhores professores é uma condição prioritária e essencial para o sucesso. A qualidade de um sistema educacional não pode superar a qualidade de seus professores. Está provado que alunos alunos de capacitação média forem entregues a professores que estão entre os 20% mais competentes de sua profissão, terminam se posicionando entre os 10% de estudantes com melhor desempenho; caso os professores que os ensinam venham dos 20% menos competentes, os alunos terminam entre os 10% de pior desempenho

Sistemas de educação que apresentam melhor desempenho mesmo assim conseguem atrair os melhores profissionais. Na Finlândia, todos os novos professores precisam ter mestrado. A Coréia do Sul contrata professores de ensino básico entre os 5% de formandos com melhor desempenho, Cingapura e Hong Kong entre os 30% de melhor desempenho.

Se salários baixos são desestimulantes, então se dinheiro fosse tão importante, então os países com os melhores salários para os professores - Alemanha, Espanha e Suíça- teriam presumivelmente os melhores desempenho, o que efetivamente não ocorre. Na prática, os países com melhor desempenho pagam salários não superiores à média.

O texto cita o processo de seleção e contratação. Horas de treinamento, planejamento entre outras coisas do nosso dia a dia. Com isso fica algumas certezas. Investir na educação passa primeiro na qualificação do docente. Gastar cem horas de treinamento com nossos professores a cada ano como faz Cingapura é fundamental.

O sucesso da educação passa pela mesa do professor, sempre. Por isso amigos professores vamos fazer a nossa parte e tentar mudar um pouco esse cenário que ai esta.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

O que funciona na educacao: lições segundo a McKinsey

Para consultoria, escolas precisam obter os melhores professores, extrair o máximo dos docentes e intervir quando os alunos começam a ficar para trás.

DA "ECONOMIST"

O governo britânico, diz Sir Michael Barber, antigo assessor do ex-primeiro ministro Tony Blair, mudou quase todos os aspectos da política educacional na Inglaterra e no País de Gales, e em muitos casos mais de uma vez. "As verbas das escolas, a gestão, os padrões curriculares, os sistemas de avaliação, o papel dos governos local e nacional, o alcance e a natureza das agências
nacionais, a política de admissão escolar" - pode escolher: tudo isso foi mudado, e em certos casos posteriormente devolvido à forma original.

A única coisa que não mudou foram os resultados. De acordo com a Fundação Nacional de Pesquisa Educacional britânica, não houve (até recentemente) melhora mensurável nos padrões de alfabetização e de domínio da matemática nas escolas básicas - e isso ao longo dos últimos 50 anos.

A Inglaterra e o País de Gales não estão sozinhos. A Austrália quase triplicou seus gastos por aluno, de 1970 para cá. Nenhuma melhora. Nos Estados Unidos, os dispêndios quase dobraram
depois de 1980, e os tamanhos das turmas são os menores de todos os tempos. Uma vez mais, resultado algum. Não importa o que se faça, aparentemente, os padrões se recusam a mudar. Parafraseando Woody Allen: quem não faz ensina; quem não consegue ensinar se torna diretor de escola. Certamente há quem deva imaginar por que tanto esforço. Nada parece fazer efeito. Mas é certo que algo deve funcionar.

Existem grandes variações nos padrões educacionais dos países. Elas foram avaliadas e reavaliadas pelo Pisa (Programa de Avaliação Internacional de Estudantes), da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), e isso serviu para estabelecer, primeiro, que os países de desempenho mais forte se saem muito melhor do que os piores e, segundo, que os mesmos países lideram essas avaliações, a cada vez que são realizadas: Canadá, Finlândia, Japão, Cingapura, Coréia do Sul.

Essas constatações provocam uma pergunta que deveria ser bastante frutífera: o que os países de maior sucesso têm em comum? Mas encontrar a resposta parece ser tarefa das mais complicadas. Não se trata de maior investimento: Cingapura gasta menos dinheiro por aluno do que a maioria dos demais países. Tampouco de períodos mais longos de estudo: os alunos finlandeses começam as aulas mais tarde, e estudam menos horas, do que os dos demais países ricos.

Outro olhar

Agora, uma organização que vem de fora do setor de educação - a consultoria McKinsey, que assessora empresas e governos - decidiu que audaciosamente iria ao lugar que raros educadores ousaram visitar e faria recomendações estratégicas com base nas constatações do Pisa.

Segundo a empresa (em "How the world's best performing schools systems come out on top" [como os melhores sistemas escolares do mundo chegam ao topo]), as escolas precisam fazer três coisas: obter os melhores professores, extrair o máximo deles e intervir quando os alunos começam a ficar para trás. Isso talvez não pareça exatamente uma recomendação "sem precedentes" (a definição usada por Andreas Schleicher, diretor de pesquisa educacional da OCDE, para a abordagem da McKinsey): as escolas com certeza já devem agir dessa maneira. Mas a verdade é que não o fazem. Se essas idéias fossem realmente levadas a sério, seria possível mudar a educação radicalmente.

O primeiro passo é contratar os melhores. Não resta dúvida de que, como declarou um funcionário do governo sul-coreano, "a qualidade de um sistema educacional não pode superar a qualidade de seus professores".

Estudos feitos no Tennessee e em Dallas mostraram que, se alunos de capacitação média forem entregues a professores que estão entre os 20% mais competentes de sua profissão, terminam se posicionando entre os 10% de estudantes com melhor desempenho; caso os professores que os ensinam venham dos 20% menos competentes, os alunos terminam entre os 10% de pior desempenho.

A qualidade dos professores exerce a maior influência sobre o desempenho dos alunos. Mas a maioria dos sistemas escolares não se esforça demais para selecionar os melhores. A Nova Comissão sobre a Capacitação da Força de Trabalho dos Estados Unidos, uma organização sem fins lucrativos, diz que as escolas norte-americanas tipicamente recrutam professores que estão no terço mais baixo de desempenho, entre os formandos das universidades.

A cidade de Washington recentemente contratou como diretora-geral de suas escolas públicas uma integrante da organização Teach for America, que identifica os melhores formandos e os contrata para lecionar por dois anos. Tanto a indicação da diretora quanto a organização que ela representa geraram grande controvérsia.

Falta de dinheiro

A predisposição contra os mais capazes surge em parte pela falta de dinheiro (os governos temem que não terão verba para contratá-los) e em parte porque outros objetivos interferem. Quase todos os países ricos vêm tentando reduzir os tamanhos de suas turmas escolares, nos últimos anos. Mas, se não houver outras variações, turmas menores querem dizer mais professores a serem contratados com a mesma verba, o que reduz o salário médio e o status profissional da categoria.

Isso pode explicar o paradoxo de que, depois da educação básica, parece haver pouca ou nenhuma correlação entre o tamanho das turmas e as realizações educacionais.

A McKinsey argumenta que os sistemas de educação que apresentam melhor desempenho mesmo assim conseguem atrair os melhores profissionais. Na Finlândia, todos os novos professores precisam ter mestrado. A Coréia do Sul contrata professores de ensino básico entre os 5% de formandos com melhor desempenho, Cingapura e Hong Kong entre os 30% de melhor desempenho.

E esses países o fazem de maneira surpreendente. Seria possível imaginar que as escolas oferecem o máximo de dinheiro possível para tentar atrair um grande quadro de interessados em formação educacional, o que permitiria selecionar os melhores dentre eles.

Mas não é assim, segundo a McKinsey. Se o dinheiro fosse tão importante, então os países com os melhores salários para os professores -Alemanha, Espanha e Suíça- teriam presumivelmente
sistemas de ensino posicionados entre os melhores. E isso não procede. Na prática, os países com melhor desempenho pagam salários não superiores à média.

E eles tampouco tentam atrair um grande quadro de interessados para selecionar entre eles os mais bem sucedidos. Quase que o contrário. Cingapura avalia os candidatos rigorosamente antes de admiti-los aos cursos de formação de professores e aceita apenas o número de candidatos suficiente para cobrir as vagas nos quadros da educação.

A Finlândia também limita a oferta de cursos de treinamento de professores à demanda. Em ambos os países, o ensino é uma profissão de status elevado (porque é altamente competitiva), e os fundos destinados a cada professor em treinamento são generosos (porque o número deles é baixo). A Coréia do Sul demonstra como os dois sistemas produzem resultados diferentes.

Seus professores de ensino básico têm de obter um diploma de graduação em uma de apenas 12 universidades. A admissão requer notas altas; o número de vagas é racionado de acordo com o
número de postos de ensino em aberto. Em contraste, os professores de escolas secundárias podem obter seus diplomas em qualquer uma das 350 faculdades do país, e os critérios de seleção são mais frouxos. Isso gera um enorme excedente de professores secundários recentemente qualificados - cerca de 11 por vaga, de acordo com as mais recentes estatísticas. Como resultado, o ensino secundário é uma profissão com menos status na Coréia do Sul, onde todo mundo prefere trabalhar no ensino básico. A lição parece ser a de que a admissão aos sistemas de treinamento de professores precisa ser difícil, e não fácil.

Ensinando os professores

Depois de selecionar pessoal de boa qualidade, a tentação é a de trancá-los nas classes e deixar que eduquem. Por motivos compreensíveis, os professores raramente recebem muito treinamento nas salas de aula em que lecionam (enquanto os médicos, em contraste, treinam muito nos hospitais). Mas os países de maior sucesso no ramo podem fazer muito para superar essa dificuldade.

Cingapura provê cem horas de treinamento aos seus professores a cada ano e aponta professores veteranos para supervisionar o desenvolvimento profissional em cada escola.

No Japão e na Finlândia, grupos de professores visitam as classes de colegas e planejam aulas juntos. Na Finlândia, professores têm uma tarde de folga semanal com esse objetivo.

Em Boston, cidade cujo sistema educacional demonstra um dos melhores ritmos de progresso nos EUA, os cronogramas de aulas são organizados de forma a permitir que os professores das mesmas disciplinas tenham períodos de folga coincidentes, para que possam planejar juntos. Isso ajuda a difundir as melhores idéias.

Como apontou um educador, "quando um professor norte - americano brilhante se aposenta, quase todos os planos de aula e práticas que ele desenvolveu também são aposentados. Quando um professor japonês se aposenta, deixa um legado".

Por fim, os países de maior sucesso são singulares não só no que tange às pessoas que contratam para que as coisas saiam bem mas também com relação àquilo que fazem quando as coisas vão
mal. Nos últimos anos, quase todos os países começaram a dedicar mais atenção aos processos de avaliação, a mais comum maneira de verificar se os padrões estão em queda. A pesquisa da McKinsey é neutra quanto à utilidade do método, apontando que, embora Boston teste todos os alunos anualmente, a Finlândia em larga medida abriu mão de exames nacionais.

De maneira semelhante, escolas na Nova Zelândia e na Inglaterra são testadas a cada três ou quatro anos, e os resultados são divulgados em público, enquanto a Finlândia, líder mundial na
educação, não tem processo formal de revisão e mantém sigilo sobre os resultados de suas auditorias informais. Mas existe um padrão quanto ao que os países fazem quando os alunos e as escolas começam a falhar. Os países de melhor desempenho não hesitam em intervir, e o mais cedo possível. A Finlândia dispõe de mais professores de educação especial encarregados de ensinar os alunos retardatários do que qualquer outro país - em certas escolas, chega a ser um professor em cada sete.

A cada dado ano, um terço dos alunos recebe educação suplementar em sessões individuais. Cingapura oferece aulas adicionais aos 20% de alunos com desempenho mais fraco, e existe a expectativa de que os professores fiquem na escola depois das aulas -ocasionalmente por horas-
a fim de ajudar os alunos.

Nada disso é muito complexo. Mas são práticas que contrariam algumas das suposições silenciosas da política educacional. Quando professores, dirigentes de escolas ou até pais são convidados a se expressar sobre a questão, muitas vezes dizem que é impossível obter os melhores professores sem pagar salários altos; que os professores de Cingapura, digamos, têm status elevado devido aos valores confucianos; ou que os estudantes asiáticos são bem comportados e atentos por motivos culturais.

As conclusões da McKinsey parecem mais otimistas: obter bons professores depende de como você os seleciona e treina; lecionar pode se tornar uma carreira para os melhores formandos mesmo que não sejam oferecidos salários milionários; e, com as políticas corretas, as escolas e os alunos não estão condenados ao atraso.

Tradução de Paulo Migliacci

Artigo Publicado na Folha de São Paulo no dia 28/10/2007
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2810200712.htm


Fonte: http://br.groups.yahoo.com/group/4pilares/message/11927

Racismo se aprende na escola

"A cultura que se veicula na escola não respeita o negro", afirma a professora da rede pública Rita de Cássia Souza Pierini que defendeu, recentemente, sua dissertação de mestrado, Racismo e sala de aula no município de São Paulo: o caso da comunidade negra no antigo curso primário – Zona Norte: 1970-1990, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. "Nas disciplinas escolares, o negro é sempre retratado de forma inferior, e a sua cultura é esquecida. Além da perda de sua identidade, o negro perde seu espaço dentro da sociedade. Ele não se identifica com o que aprende, e acaba perdendo o interesse pelas aulas. Assim, a evasão escolar seria provocada por uma questão cultural", explica.

A educação no Brasil, segundo a pesquisadora, é unilateral, baseada na cultura européia. A História do Brasil por vezes se confunde com a História da Europa, e os livros dificilmente mencionam as influências trazidas pelos africanos, suas religiões, costumes e musicalidade. "Na História, o índio é somente o índio. O negro é o escravo, e o branco é o senhor, o herói. É um ensino elitista, que exclui o negro da formação da cultura brasileira", conta Rita de Cássia. "A ideologia vigente faz com que o negro se torne invisível na sociedade. Isto gera um processo de branqueamento, pois ele absorve os valores dos brancos. Há negros que são mais brancos do que os próprios brancos".

Para Rita de Cássia, "o negro não se sente à vontade num lugar onde é alvo de brincadeiras e achincalhação por parte dos colegas e não se vê defendido, nem pela sua escola, nem pelos seus professores, que às vezes também o atacam. Ele cresce à margem, como se sua condição de inferioridade fosse algo natural. O aluno negro desenvolve baixa auto-estima, o que o leva a obter piores resultados no colégio", observa a professora. O problema da discriminação, contudo, é cíclico. "A escola não é a única responsável pelo racismo. É ela que forma a sociedade, mas é também a sociedade quem faz a escola", adverte.

Entre as brincadeiras mais freqüentes, o cabelo é presença certa. Ofende-se ainda o negro pela sua suposta ociosidade e falta de higiene, frutos do estereótipo do preto escravo. A escola, diz Rita, está sempre omissa. Algumas instituições chegam a negar matrícula para estudantes de cor. E o problema não é somente social, como se imagina. É também étnico. "Mesmo aquele que conseguir galgar os degraus da pirâmide social estará sujeito a um ataque racista.

Como um negro que, por dirigir um carro importado, é tido como chofer ou ladrão. No Brasil, negro bem sucedido é jogador de futebol ou cantor", protesta. Alguns dos negros por ela entrevistados revelaram outro dado interessante: muitos escamoteiam o racismo que sofrem, apontando diversas outras razões para os maus tratos de que são vítimas, ao invés de sua cor. "Trata-se de uma introjeção do racismo em si mesmo", define a professora.

A solução, defende Rita, estaria na criação de um sistema de cotas similar ao norte-americano, que reservasse, por exemplo, um determinado número de vagas no vestibular só para os candidatos de cor. "O racismo tem raízes muito profundas e antigas. É necessário um mecanismo formal para cortá-las, uma ação mais radical", explica. Ela propõe ainda a revisão dos livros didáticos, suas fotos, imagens e textos, uma maior abertura para a discussão do assunto dentro da escola e da comunidade, e uma mudança no sistema educacional, com a introdução da cultura negra em salas de aula. "É preciso que as pessoas tomem conhecimento de tudo o que a África nos legou. E que abandonem a postura egoísta de pensar que o racismo é um problema só de quem o sofre. É uma questão de toda a sociedade".

Mais informações:((011) 203-8310.

Fonte: http://www.usp.br/agen/rede348.htm#Racismo%20se%20ensina%20na%20sala

Spam vira arte em pinturas na web

Linzie Hunter transforma mensagens de spam em ilustrações atraentes.
Temas como solidão, perda de peso e desempenho sexual são os mais comuns.

As mensagens de spam que congestionam caixas de entrada (ou de lixo eletrônico) ganharam um ar mais simpático nas ilustrações de Linzie Hunter.

A artista transforma as frases típicas de spam em ilustrações coloridas. As imagens abaixo fazem parte do álbum "Spam One-Liners", que a ilustradora mantém no site de compartilhamento de fotos Flickr.

Spam é arte: "garotas solitárias querem companhia" e "compra de 'répl1cas' de relógios" (Ilustração: Linzie Hunter)

Anexos perigosos: "bem-vindo ao mundo dos magros" e "quem vê cara não vê coração" (Ilustração: Linzie Hunter)

Fonte:http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL176435-6174,00-SPAM+VIRA+ARTE+EM+PINTURAS+NA+WEB.html

13 de nov. de 2007

Fênix

Olá Amigos

Hoje lendo o artigo da professora Rosemary dos Santos, fiquei muito emocionado. A leitura é maravilhosa, profunda e emocionante para quem como nos professa a nobre arte da educação. Estar triste com as mazelas da profissão, é normal diante do quadro atual.

Estar sempre querendo trocar de profissão, sonhar com salários melhores que dêem para cobrir as contas sem entrar no cheque especial ou recorrer a empréstimos já seria bom.

No texto ela cita que "Jurei honrar minha profissão e zelar pelo bem estar dos meus alunos, torná-los críticos e conscientes, mediar seu conhecimento. Nada tinha sobre querer desistir, se cansar, horas extras, indignação, choro, carregar livros, ouvir injurias, ver alunos desistindo, reprovados. Cansei de ver escolas sendo espaço de tristeza e exclusão. Nosso diploma deveria ter prazo de validade e selo do INMETRO".

Concordo em gênero, número e grau com ela. Não se atualizar é um crime com para com a profissão, mas principalmente para com os alunos que mesmo sem ter nada haver com as nossas mazelas, são os que mais sofrem.

Ser e Estar professor são condições muito diferentes.

Mesmo com toda dificuldade da profissão, não me vejo em outra profissão. Não aquele do inicio mas o atual, experiente, seguro, capaz e capacitado para as novas tecnologias que estão ai e para as que virão, pois mantenho acesso dentro de mim aquela chama da criança que faz a diferença: Não ter medo de experimentar e de errar.

Quando a autora cita: "Morro e renasço a cada dias mais professora do que nunca. E cada vez mais me dou conta de que sem isso a minha vida não teria sentido."

Como ela, eu e mais uma legião de professores morre e renasce todo santo dia mais professor do que nunca. Das cinzas aos céus através dos olhos e gestos dos nossos alunos,

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

O dia em que descobri que nasci professora

Rosemary dos Santos
Professora de Informática Educativa da Escola Municipal Professora Olga Teixeira de Oliveira, em Duque de Caxias, Rio de Janeiro

Hoje acordei pensando em desistir de ser professora. Sei lá, fazer outra coisa. Chega! Disse para mim mesma quando o relógio despertou: pronto decidi, vou ser secretária, atendente, camelô, qualquer coisa, menos professora. Analisando as minhas opções, a idéia de fazer outra coisa agrada-me. Já sentiram isso? Vontade de não ser mais professor? Quanta cobrança. Pressão. Trabalho extra. Rouquidão. Alergia. Calos na garganta e nos pés. Tendinite.

Secretária: belas curvas, vários idiomas. Não tenho curvas e arranho no inglês. Não, não dá pra mim. Camelô: essa idéia me anima. Caminhar. Pegar sol. “Esta blusa está linda na senhora, combina com seu perfil (atriz também, pois preciso dissimular bem as gordurinhas da “freguesa”).” Acho que também não, mas ainda tenho várias opções.

“Não sei porque os alunos gostam tanto deste laboratório de informática, aula boa era no meu tempo, não tinha essa coisa de tecnologia não, besteira isso”. Dizia um professor em tom de ironia na hora do recreio, olhando-me de soslaio. Fito-o furiosa. Agora mais decidida ainda: vou largar o magistério. Quanta falta de companheirismo!

Lembro do meu juramento há alguns anos. Bom, deixemos pra lá este negócio de data, pois o que estou falando agora é sobre minha indignação em ser professora.Voltemos ao meu juramento. Jurei honrar minha profissão e zelar pelo bem estar dos meus alunos, torná-los críticos e conscientes, mediar seu conhecimento. Nada tinha sobre querer desistir, se cansar, horas extras, indignação, choro, carregar livros, ouvir injúrias, ver alunos desistindo, reprovados. Cansei de ver escolas sendo espaço de tristeza e exclusão. Nosso diploma deveria ter prazo de validade e selo do INMETRO.

Advogada. Chega de muita gente ao meu redor. Jovens ansiosos demais. Quanta energia. Quero um escritório bem decorado. Um “paciente” por vez. “Um cafezinho?” “Pois não?” “Qual o seu problema”. Fico remoendo essa idéia a manhã toda. Hoje é dia de pagamento. Contas. Luz, água, telefone.“Cafezinho?” “Aqui está o meu cartão”. Terninho cinza, sapato bico fino. Sacudo a cabeça. Olho para meu jeans desbotado e meu tênis que há muito deixou de ser branco. Lembro que tenho que pagar a faculdade da filha, o aluguel. Penso no que vai sobrar: pouco.

O dia passa. Chega à noite e com ela os alunos da EJA. Cada um se dirige para um computador. Interrompem meus pensamentos.Uns falam alto, eufóricos. Eu, olhar cansado peço para abrirem o site da Caixa Econômica Federal, já sabem como navegar, mesmo sendo alunos da Alfabetização, peço que esperem a página abrir sem me mover.

Seu Oberlande, olhos vivos e muito falante, aposentado, tem 68 anos, uma alma extremamente grandiosa. Grita lá da máquina 10. “Ô Dona Rose, não vai conversar com a gente antes, não? A senhora sempre diz que temos que bater um papo antes de começar as pesquisas. Sabe como é? Será que dá pra ver aqui o FGTS do meu filho? caramba!!! não preciso mais enfrentar aquele filão.” Pergunto molemente sobre o que ele deseja conversar. E ele responde: “ahhhhh sobre o que nós vamos pesquisar, né?Gostei desse negócio de não ter mais que enfrentar fila. Quero cadastrar meu CPF, sou isento, é assim que fala professora, isento? ou insento?” Balanço a cabeça. Silêncio. Olha para mim. Cala-se. Percebe que hoje não estou professora. Compreende. Eles sempre nos compreendem. Todos quietos visitando os links dos assuntos que os interessam mais. Discutem, conversam. Autonomia.

A aula acaba. Todos caminham para a porta. Beijam-me. Retribuo. Saio à rua feliz da vida. Olho o céu. A escola fica para trás, que alegria. Acho que vou ser fiscal da natureza. Penso nas contas e acordo para a realidade. Fico triste de novo. Mau humor total. Quero jogar na loteria. Carros, viagens, sol, praia.

Atravesso a rua alguém grita: Rosemary! Dona Lourdes. Minha professora da 4ª série. Nossa! faz tanto tempo! Aceno com um sorriso de alegria. Nunca me esqueci de seus olhos verdes. De como me fazia sentir importante em suas aulas. Fico olhando-a tentando lembrar algum traço daquele tempo. Ela continuava a mesma. Irradiava alegria e confiança. Alguns fios brancos caiam-lhe na testa. Existe algo melhor do que ser reconhecida na rua por sua professora do primário? Agora não é mais primário, eles mudam os nomes a cada governo. Ela sempre sabia o nome de todo mundo. Fazia a chamada e dizia nome e sobrenome de todos. Eu a olhava com admiração e respeito. Tratava a todos com carinho. Abraça-me. Pergunta-me sobre a vida. Respondo sorrindo: “Vou indo”. Pergunta o que faço da vida e digo que sou professora também. Ela agita os braços e diz “eu tinha certeza que você seria, você nasceu professora, e deve ser das boas. Você demonstrava tanta intimidade com as letras. Falava de poesia como se bebesse as palavras. Somos colegas de profissão com muito orgulho.” Diz que sente falta dos alunos, pois eles eram sua fonte de vida. Abraça-me novamente e convida-me para ir um dia a sua casa. Está aposentada. Despede-se.

Paro numa lanchonete, peço um pastel e um caldo de cana.Começo a pensar em Dona Maria de Lourdes (Pequeno Príncipe “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”).

Encontro alguns alunos, cadernos nas mãos, andar apressado. Fico observando como eles são bonitos. Não importa a idade, nem a cor, nada. Alunos são todos iguais: têm mágica, luz. É isso mesmo. Alunos, uniformes, sorrisos, tênis, alegria, encantamento. Características comuns.

Não vejo indisposição, nem tristeza.Gostam da escola.

Esta é uma pergunta que sempre faço e para a qual não tenho resposta ainda: Por que ficam reprovados? Por que desistem? Talvez seja para nos mostrar que estamos errando em alguma coisa, para mostrar que ainda é possível fazer algo por eles.

Na minha frente pára uma senhora, parece evangélica, bolsa encardida com rabiscos de caneta que mostravam seu nome. Vinha de mãos dadas com um senhor. Os dois eram nossos alunos. Marido e Mulher. Mãos dadas. Os ombros suportam a bolsa, o mundo.O mundo em seus cadernos e sonhos.

Quero vê-los mais amiúde. Investigar o que os fazem encantadores. Começo então a observar todos os alunos que passam no meu trajeto.Como eles são bonitos!

Sentir esta beleza, entretanto, depende do contexto. Por isso, as pessoas têm diferentes apreciações do que vêm. Cada um vê a partir de seu contexto. A cabeça pensa onde os pés pisam. O contexto fornece a ótica que penetra mais ou menos na riqueza da cena que se observa. Observo-os, enfim, para extravasar meu "sentimento de mundo", descrever o mistério e exercer, como professora, minha vocação. Só sei dizer o mundo através do que sinto.Vejo estes alunos e todos os outros que perpassam a minha vida, como dádivas de Deus. Desejo que um dia lembrem-se de mim. Não deve existir algo pior para um professor do que passar por aluno na rua e ele não reconhecê-lo. Reflito sobre eles. Suas vidas. Seus mistérios. É minha forma de oração para que possa tornar-me uma professora mais coerente com o que faço e digo.

Não importa de onde eles vêm. Da favela, da casa humilde, nem que dores carregam consigo, nem suas mágoas e marcas. Nada importa, nada tira sua beleza imaculada de aluno. Estou há dois dias escrevendo esta crônica. Pensando no que me faz achá-los tão bonitos caminhando pelas ruas. Uniformes variados pela cor e desbotamento, loiros, morenos, negros. Singulares. Quando o que eu queria mesmo era um motivo para desistir.

Acredito que levem consigo as dúvidas dos filósofos. Quem somos? De onde viemos? Para que estamos aqui? Tentar responder a essas questões deve ser o motivo que os levem à escola.

Ainda assim, prossigo perguntando-me qual seria o mistério que nos envolveu quando éramos alunos e nos sentávamos num banco escolar. E tenho ânsias de confessar que, no fundo, o que gostávamos mesmo era de tentar impedir que curassem a loucura que, por trás de nossa aparente normalidade, fazia de nós pessoas extremamente felizes só por sermos tão somente alunos.

Entre uma mordida e outra sinto meu humor melhorar. Decido que preciso pensar em algo diferente para a próxima aula. Nasci professora. Nascer professora deve também, às vezes, desistir de sê-lo sem na verdade querê-lo. Como sou importante na vida deles, quanto carinho eles têm por mim. Nada é mais importante do que isso. Penso no Seu Oberlande. Marinalva, Nelson, Dona Terezinha, 77 anos. Sorrio novamente.Vocação, trabalho, dom, serão bons assuntos para a próxima aula, eles precisam de perspectivas. Sinto-me viva novamente. Renasci professora. Morro e renasço a cada dia mais professora do que nunca. E cada vez mais me dou conta de que sem isso a minha vida não teria o menor sentido.

Publicado em 10/10/2006

Fonte: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/suavoz/sv75.htm


12 de nov. de 2007

Ajudinha

Olá Amigos

Hoje mais do que nunca estamos "ligados" uns aos outros. A internet trouxe muita coisa pra sala de aula que antes não havia, mas no meu entendimento as novidades foram benéficas.
Os professores vivem reclamando de falta de material, falta disso e daquilo... E temos sempre orientado eles a procurarem capacitação nos Núcleos de Tecnologias Educacionais - NTEs e procurarem algum portal educacional como material de apoio.

Portal? Que Portal? Morde? E de comer?


Não são sites/blogs que contem material de apoio para que você possa fazer ou preparar a sua aula de uma forma mais consistente e eficiente. Como cita o artigo abaixo "A busca constante pela atualização somada ao excesso de atividades desempenhadas pelos professores fazem dos portais educacionais importantes ferramentas de capacitação. Além de oferecerem informações gerais e especializadas, permitem o contato com experiências de diversos profissionais em diferentes localidades".

Contudo algumas coisas devem ser avaliadas pelos professores tanto na parte estética e técnica como na parte pedagógica. O artigo cita alguns bens interessantes, mas há outros como o Portal da Educação Pública bem interessante e rico em conteúdo.

Se você souber de algum bem legal comente e indique, compartilhe sua indicação.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Saber virtual

Germano Assad E Karen Jardzwski

A busca constante pela atualização somada ao excesso de atividades desempenhadas pelos professores fazem dos portais educacionais importantes ferramentas de capacitação. Além de oferecerem informações gerais e especializadas, permitem o contato com experiências de diversos profissionais em diferentes localidades. Edelclayton Ribeiro, especialista em Didática do Ensino Superior e consultor das áreas de gestão e tecnologia de informação, mostra a importância desse meio de aprendizagem para os professores. “Os portais educacionais podem ser a maneira de qualificar continuamente os docentes de forma interativa e eficaz”, afirma.

O conteúdo desses sites contribui para o desenvolvimento da formação dos profissionais de educação, enriquecendo as aulas e proporcionando a descoberta de muitas coisas. “Os professores estão sempre correndo, pesquisando, elaborando e corrigindo provas. Então, por que não utilizar um canal que está 24 horas disponível a todos durante os 365 dias do ano?”, questiona Edelclayton.

Como avaliar a qualidade de um portal educativo
Existem inúmeros endereços na Internet com o objetivo de oferecer apoio aos profissionais da educação. Muitos de qualidade, outros de menor relevância, alguns específicos, outros mais gerais. O importante é que o professor esteja sempre atento e mantenha uma postura crítica ao escolher a fonte das informações.

Vera Lúcia Camara F. Zacharias, mestre em educação e criadora do site Centro de Referência Educacional, dirigido para professores, estudantes de pedagogia, pais e alunos, afirma que a qualidade de um portal educativo não se baseia somente em seus aspectos tecnológicos ou no nível acadêmico de seus conteúdos, mas também em conseguir a melhoria dos usuários no processo de aprendizagem. “Tratando-se de educação virtual, o conceito de qualidade é o grau de satisfação que o serviço prestado consegue com os usuários e o esforço contínuo e sistemático que faz para melhorar os produtos e os serviços apresentados”, diz. Portanto, cabe ao professor avaliar se está evoluindo e crescendo com o conteúdo disponibilizado pelos sites visitados. Segundo Vera Lúcia, a maioria dos portais educacionais estão trabalhando nesse sentido. “Estão tratando de melhorar a cada dia, tendo em conta, fundamentalmente, os destinatários de seus processos de aprendizagem”, afirma.

A revista Profissão Mestre conversou com especialistas e visitou diversos portais de educação para saber o que está sendo oferecido na Internet. Confira e não deixe de visitá-los. Pesquise e conheça também outros que não foram citados por falta de espaço. Aliás, esse não é um problema no “mundo” virtual, portanto, há muita coisa para você conhecer, professor!

Passeando por alguns portais educacionais:

www.eaprender.com.br
O eAprender foi fundado em 2000 e pertence ao grupo das Editoras IBEP – Instituição Brasileira de Edições Pedagógicas e Editora Companhia Nacional, ambas presentes no mercado há mais de 75 anos. O portal é um dos canais de educação do IG.
Acesso: Restrito a assinantes, mas algumas seções podem ser visitadas sem a assinatura.
Investimento: O valor para assinar varia de R$30,00 a R$90,00, dependendo do período da assinatura.
Quem faz: A equipe é formada por professores, pedagogos e uma jornalista, além das equipes de marketing, comercial e de informática, para suporte técnico.
Quem visita: 90% das pessoas que acessam o portal são professores.
Atualização: É semanal, mas algumas informações podem ser atualizadas de acordo com novidades.
“Temos como objetivo oferecer ferramentas de estudo e de pesquisa que orientem a aprendizagem, promovendo a interação, a navegação e a pesquisa”, explica Ricardo Cabianca, coordenador de Marketing e Tecnologia do eAprender.

www.universiabrasil.net
O portal Universia é o principal projeto na área de educação do Grupo Santander Central Hispano. Iniciado em 2000, na Espanha, atualmente está presente em dez países. No Brasil, já está há dois anos.
Acesso: Totalmente gratuito.
Quem faz: O conteúdo é escrito por jornalistas com base em informações de especialistas, professores e profissionais ligados ao tema.
Quem visita: Pré-universitários, universitários, pós-universitários, gestores e docentes.
Atualização: Diária.
“Estamos desenvolvendo novos serviços para professores e teremos muitas novidades. Posso adiantar que os docentes terão um espaço diferenciado no portal”, afirma a diretora geral do portal no Brasil, Maria Voivodic.

www.uol.com.br/educacao
O UOL Educação estreou em março de 1999 para atender professores e estudantes de todos os níveis de formação. Acesso: Algumas áreas são abertas e outras são exclusivas para assinantes do UOL. Não há planos de assinatura apenas para o conteúdo educacional, mas quem assina o UOL tem acesso a todas as seções. Investimento: A partir de R$14,90.
Quem faz: O conteúdo informativo é elaborado por jornalistas do UOL; o conteúdo didático, por professores-colaboradores e sites parceiros especializados.
Quem visita: Professores, estudantes e pais.
Atualização: Diária.
“O UOL Educação oferece material de pesquisa escolar, subsídios para elaboração de aulas e informações sobre política educacional, vestibulares, bolsas de estudos e escolha da carreira”, diz Christianne Gonzales, editora do UOL Educação.

www.educacional.com.br
O portal Educacional foi desenvolvido em 2000 pela Positivo Informática, empresa do Grupo Positivo, que iniciou suas atividades em educação há mais de 30 anos.
Acesso: Restrito às escolas conveniadas, mas existem algumas seções com acesso livre ao público em geral.
Investimento: O Educacional é comercializado em forma de convênio para as escolas, o investimento é de R$4,00 a R$7,60 por aluno, mensalmente.
Quem faz: Uma equipe de mais de 170 profissionais especializados. Entre eles, pedagogos, designers, programadores, professores especialistas de todas as disciplinas, jornalistas, bibliotecários, revisores, etc.
Quem visita: Professores, alunos e pais.
Atualização: A publicação de novos conteúdos é diária, notícias relevantes são atualizadas com a mesma velocidade em que acontecem e os destaques da homepage são atualizados semanalmente.
“O portal Educacional é um ambiente de conhecimento, ensino e aprendizagem, com milhares de informações organizadas e avaliadas sobre educação infantil, ensino fundamental e médio”, afirma Samuel Ferrari Lago, diretor de portais da Positivo Informática.

www.profissaomestre.com.br
O portal da Profissão Mestre foi desenvolvido pela equipe de TI da revista no ano de 2000 com o principal objetivo de oferecer um contínuo aperfeiçoamento para os profissionais de educação.
Acesso: Totalmente gratuito.
Quem faz: A equipe da Profissão Mestre é a responsável pelo portal. O conteúdo é elaborado pelos jornalistas da revista e também recebe a colaboração de diversos especialistas em educação.
Quem visita: O público principal são docentes. Atualização: Como o portal não tem notícias factuais, é atualizado quinzenalmente.
“A carreira do professor e a sua capacitação é a missão do portal. A e-zine (Jornal Virtual), enviada semanalmente para todos que se cadastrarem no site, é uma ferramenta de apoio e fomento à discussões de temas relevantes entre profissionais da educação”, diz Gregori Padilha, web designer do portal Profissão Mestre.

O que a maioria dos portais educacionais oferece:
  • Informações sobre ofertas de formação permanente, eventos e cursos em geral.
  • Legislação educacional.
  • Programas e conteúdos das matérias curriculares.
  • Experiências educativas e sugestões de práticas didáticas.
  • Projetos colaborativos.
  • Artigos sobre educação.
  • Artigos e reflexões sobre o uso de tecnologias na escola.
  • Acesso a cursos de atualização em diversas áreas.
  • Assessoria didática.
  • Links de interesse específico para docentes.
  • Notícias.
  • Ferramentas de busca.
  • Biografias.

Avalie o que aprende
Veja alguns pontos importantes destacados pela professora Vera Lúcia Camara F. Zacharias para quando você fizer a análise dos portais educacionais:

Aspectos Técnicos e Estéticos
Organização: os conteúdos devem estar classificados e ordenados para serem apresentados de modo fácil e interativo.
Adequação e correção de conteúdos: atualizados, conceitual e factualmente corretos.
Estética: visualmente agradável, com boa diagramação e boa visualização.
Facilidade de navegação: menus intuitivos, acessados com poucos cliques do mouse.
Rapidez: fácil carregamento das páginas.
Publicidade: uso moderado.

Aspectos Pedagógicos
  • As colocações pedagógicas, os recursos, materiais didáticos e conteúdos devem estar de acordo com as tendências atuais.
  • A atualização deve ser constante para contribuir na formação permanente dos profissionais da comunidade educativa.
  • Deve ter atividades práticas com orientações, exemplos e exercícios interativos.
  • Utilização maximizada de ferramentas de áudio, vídeo e animações que possam auxiliar na aprendizagem.
  • Deve oferecer a possibilidade de avaliação das aprendizagens.
Fonte: http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=1516

10 de nov. de 2007

Cinema de Primeira - A sétima arte pensada com inteligência

Olá amigos

Estou hoje postando sobre um blog do Professor João Luís Almeida Machado. Ele é o dono do site Planeta Educação, dos blogs Escolhendo a Pílula Vermelha, Observatório da Educação e do Cinema de Primeira, que é o objeto de nossa postagem.

Lá temos varias opções de filmes que podemos usar na sala de aula, com resumos bem interessantes tais como: Os Thornberrys - O filme, Procurando Nemo, A Creche do Papai,
Zuzu Angel, Em busca da Terra do Nunca, Crash - No Limite, Espanglês, A Era do Gelo, etc..

No Planeta Educação também tem mais filmes que podem ser usados na sala de aula, vá dar uma olhada e aproveite para ler as dicas do Professor João Luís Almeida Machado sobre como usar e montar o seu próprio roteiro. Nos tempos atuais, um "profissional de educação" que não sabe usar um filme na sala de aula, está, como diz o anuncio, precisando rever seus conceitos.

O professor cita no blog Escolhendo a Pílula Vermelha que "Queria realmente provocar as pessoas a repensar o mundo, com o intuito de torná-lo mais justo, ético e digno de se viver. Acredito realmente que isso é possível (mesmo que muitas pessoas me digam impossível essa missão ou que se refiram a mim como um idealista, um sonhador) e penso que a educação, a cultura, as artes, a ciência e a tecnologia são os melhores meios para que possamos chegar lá." e "Acreditamos realmente que, para melhorar o mundo, temos que tomar a PÍLULA VERMELHA e sair do marasmo, superar a mesmice, empreender, criar novas alternativas, revolucionar o universo começando por nós mesmos."

Bem isso resume tudo. Pílulas Vermelhas para todos.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna