Mostrando postagens com marcador meio ambiente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meio ambiente. Mostrar todas as postagens

22 de jun. de 2009

Games for Change – jogos para mudar o comportamento social

Olá Amigos

Todos sabem que eu adoro um "gamezinho" para passar o tempo e gosto mais ainda de ações que ajudem socialmente os mais necessitados e navegando pela internet achei esse tesouro.

Games for Change, também conhecido como G4C, é um movimento participativo, sem fins lucrativos, dedicado a usar jogos em vídeo e computador para mudanças sociais. Qualquer vídeo game pode ser referendado como um “game for change” se for produzido pela comunidade através de equipes multidisciplinares ou, de outros, desde que cumpram os ideais de interesse público. Com isso pretendem aproveitar o extraordinário poder de jogos de vídeo para resolver as questões mais prementes dos nossos dias, incluindo a pobreza, direitos humanos, conflito global e as alterações climáticas. A organização realiza um festival anual e disponibiliza recursos para o desenvolvimento. Confira a lista e experimente os jogos disponíveis.

Visitem e Have Fun

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Fonte: http://enioaragon.wordpress.com/2009/06/17/games-for-change-%e2%80%93-jogos-para-mudar-o-comportamento-social/

6 de abr. de 2009

20 anos sem Chico Mendes

Olá Amigos

Estava ouvindo musica no radio quando de repente o locutor anuncia que o líder seringueiro Chico Mendes havia sido assassinado. Uma morte anunciada. Lembrei-me disso, pois hoje lendo meus emails vi um que falava sobre uma exposição: 20 anos sem Chico Mendes.

Fiquei pensando: Puxa já faz 20 anos que o Chico Mendes morreu! Eu tenho certeza de que muita gente não faz ideia de quem foi ele ou por que sua morte é tão importante. Não sei se hoje os jovens fiquem espantados em saber que se pode morrer sim tentando salvar o planeta ou porque as autoridades sabiam que isso poderia acontecer e nada fizeram.

Graças a Deus que eu tenho uma memória privilegiada e estava pensando se sua morte havia sido em vão e se seus ideais tinham sido esquecidos. Para aqueles que não sabem quem foi Chico Mendes aqui está uma resumo:

Chico Mendes foi um defensor do meio ambiente e que, exatamente por isso, foi assassinado.

O Chico Mendes era o CARA! Só aprendeu a ler aos 20 anos e, mesmo assim, sem grandes estudos, começou a defender os direitos dos trabalhadores rurais (ele convivia com seus problemas desde criança quando ajudava o pai, também seringueiro) e a participar da luta dos seringueiros para impedir o desmatamento, com seus próprios corpos (Manifestações Pacíficas).

Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores - PT, ao lado do atual Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva. Foi sob sua liderança que a luta dos seringueiros pela preservação do seu modo de vida ganhou repercussão nacional e internacional, recebendo, inclusive, visitas de membros da ONU que puderam ver a devastação da floresta amazônica e a expulsão dos seringueiros por fazendeiros pecuaristas.

http://www.gorgulho.com/2007/uploads/media/cHICO%20MENDES.jpg

Alguns de vocês já ouviram falar da União dos Povos da Floresta? Foi uma de suas propostas com o objetivo de unir os interesses dos indígenas, seringueiros, castanheiros e populações ribeirinhas através da criação de reservas extrativistas, preservando as áreas indígenas e a floresta, além de ser um instrumento da reforma agrária.

Em dezembro de 1988, foi assassinado a tiros, em sua casa, na frente de sua família.

É, gente, pode-se morrer tentando ajudar e pode-se morrer apenas por falar...E não foi só ele não. O assassinato da missionária Dorothy Stang, morta no dia 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, no oeste do Pará que também defendia os agricultores da floresta é uma mostra do tamanho da crueldade humana.

O assunto de hoje foi Chico Mendes, 44 anos, seringueiro, marido de Ilzamar, pai de Sandino e Elenira, morto porque defendia o nosso planeta e quem eu devo agradecer pelo ar que ainda posso respirar, pela água que tenho pra tomar.

Obrigado Chico Mendes

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

20 de dez. de 2008

Uma verdade inconveniente - Rumo à extinção da vida na Terra

Cena-do-Filme-homem-fala-diante-de-imagem-do-globo-terrestre

“A era das protelações, das meia-medidas, das ações a curto-prazo, dos adiamentos, está terminando. Em seu lugar estamos entrando numa era de conseqüências.” (Winston Churchill, primeiro-ministro britânico, na década de 1930, quando o país passou por um estado de emergência causado por questões ambientais).

Icebergs descongelando. Furacões e enchentes em diferentes partes do mundo. Florestas ameaçadas por incêndios. Fábricas soltando toneladas de fumaça na atmosfera. Muitas pessoas acreditam que, tendo em vista as dimensões de nosso planeta, desastres ambientais de grande intensidade, por maiores que venham a ser, não são capazes de tornar impossível a continuidade da vida no planeta. A essas pessoas é dirigida a mensagem de Al Gore, senador norte-americano, candidato derrotado por George Bush à presidência da república e que se tornou, nos últimos anos, um dos maiores e mais destacados líderes em favor da luta contra o aquecimento global de que se tem notícia.

E para atingir públicos ainda maiores, de preferência obtendo repercussão nos quatro cantos do mundo, Gore protagonizou palestras em várias instituições, criou materiais através dos quais apresenta e discute o tema do aquecimento global e, para dar maior impacto a sua cruzada mundial, produziu o filme “Uma verdade Inconveniente”.

Para ilustrar com clareza a tese de que estamos cada vez mais desprotegidos e também para comprovar que somos todos cúmplices no movimento que está levando o Planeta a derrocada final, em uma de suas falas iniciais no filme, Al Gore nos lembra o pensamento de Carl Sagan, renomado e reputado astrônomo norte-americano, mundialmente famoso.

Segundo Gore, Sagan comparava a atmosfera terrestre a uma fina camada de verniz utilizada para proteger, dar brilho e manter por período mais prolongado de vida um globo terrestre. Trata-se, portanto a atmosfera, de uma camada que, sendo assim tão reduzida, e tendo pela frente toda a ação humana que alterou completamente o equilíbrio da vida na Terra, fragilizou-se de tal maneira, que já não atua como antes o fazia na redução dos efeitos da radiação solar sobre o planeta e os seres que aqui vivem.

Mas o que realmente aconteceu?

A atmosfera, que até recentemente era fina o suficiente para deixar os raios ultravioleta emitidos pelo Sol e direcionados ao planeta Terra, aqui entrar e depois sair, conservando dentro dos limites de nossa nave-mãe uma parte dos mesmos, praticamente a medida exata de nossas necessidades (para que sejamos capazes de sobreviver ao frio extremo que existiria caso esse mecanismo não fosse assim ou ainda, para que não sejamos literalmente “cozidos” ou “fritos” se as doses de radiação que aqui permanecessem fossem excessivas), está passando por um processo de “engorda”, ou melhor dizendo, está sendo engrossada.

Varias-imagens-de-muitas-fumacas-poluindo

A poluição do ar, do solo e das águas ocasiona e acelera o efeito estufa.

E o que está ocasionando isso? O chamado “Efeito Estufa”, ou seja, a emissão de gases, fumaça, poluentes, resíduos químicos ou ainda de qualquer tipo de detrito produzido pela humanidade a partir de sua ação na crosta terrestre. Isso inclui, também, os oceanos e toda e qualquer ação que altere a harmonia ali reinante e que esteja sendo produzida pelos homens através de seus processos produtivos (e destrutivos). Esse fenômeno, em sua totalidade, “aprisiona” mais calor na Terra, em virtude da excessiva emissão de dióxido de carbono na atmosfera, e promove o que conhecemos como aquecimento global.

A quantidade de dióxido de carbono que estamos lançando no ar, no solo e na água é tão elevada que as estimativas científicas para os próximos 50 anos indicam que estaremos tendo, ano após ano, recordes sucessivos de altas temperaturas. E isso já é claramente visível se levarmos em conta o que ocorreu ao longo dos últimos 50 anos nas regiões geladas da Terra, em suas diversas localidades: no Himalaia, nas Rochosas norte-americanas, nos Andes, nos Alpes, no Alasca, na Groenlândia, ou ainda nos pólos Norte e Sul. É uma mensagem muito clara e evidente para todos nós, ou seja, se não fizermos alguma coisa, todo o planeta será seriamente afetado, a ponto de não sermos mais capazes de sobreviver, de resistir.

Faltará água potável. Alimentos escassearão em virtude da diminuição das áreas de plantio. A desertificação aumentará de proporção em todos os continentes. Espécies vegetais e animais sucumbirão e se tornarão extintas em tempo recorde. A humanidade terá muitas dificuldades para sobreviver, se lograr isso...

A preocupação com as mudanças climáticas atinge as pessoas como deveria? Não. Ficamos sabendo e nos mostramos sensibilizados em relação a isso. Notícias de desastres ambientais provocados pelas mudanças climáticas tornam-se a cada dia mais freqüentes e não ocorrem de forma isolada, afetando apenas algumas localidades ou continentes. Adentramos a era das conseqüências, como previu Winston Churchill, ainda na década de 1930, como destacado no início desse texto e no filme “Uma verdade inconveniente”, de Al Gore.

Apesar disso, parecemos sempre muito mais preocupados com o que acontece num contexto muito imediato e particular. Desastres ambientais ocorridos na China ou na Índia, tufões que causam enorme destruição nos Estados Unidos ou no Japão, desertificação crescente que afeta os países africanos ou ainda enchentes e ondas de calor acentuadas que aumentam os índices de mortalidade na Europa são realidades muito distantes.

Só parecemos realmente nos importar quando esses inconvenientes ocorrem diretamente conosco. As imagens da televisão e as notícias dos desastres na internet são rapidamente esquecidas e tudo fica para trás por conta de nossos compromissos pessoais. E que mundo estamos deixando para nossos herdeiros?

Imagem-de-degelo-de-uma-montanha

O degelo das montanhas e das regiões geladas do planeta aumenta o nível dos oceanos.

Somos já, enquanto geração que está nesse momento escrevendo a história do planeta, atuando na linha de frente dos processos produtivos que caracterizam o fenômeno da globalização, pessoas que receberam um legado comprometedor, com a Terra já bastante devastada em virtude da ambição desmedida, do não comprometimento com a saúde do ambiente e da necessidade de cavar cada vez mais fundo, em busca das últimas gotas de petróleo ou ainda de crescentes quantidades de ferro, manganês, cobre ou qualquer outro tipo de minério.

Demos continuidade a ampliação desmedida das áreas de plantio e, em contrapartida, diminuímos sensivelmente a cada ano os espaços destinados as florestas. Tornamos maiores também os índices de produção e produtividade de nossas indústrias, desesperados por nos mostrar sempre mais “musculosos” e prontos para vencer na cada vez mais árdua disputa por mercados mundiais.

Mas, ainda assim, não nos demos conta do maior de nossos pecados. E o mais mortal de todos. Aquele que pode ocasionar não apenas a nossa purgação eterna, mas que, caso não seja detido, pode gerar milhões de mortes e comprometer para sempre o futuro de todos os seres vivos desse planeta.

E saibam, nossas crianças não estão alheias a tudo isso. Na verdade, estão muito mais ligadas do que os adultos. E temerosas do que pode lhes acontecer em virtude de nosso descaso com o meio-ambiente. O aquecimento global os faz perder o sono e supera, em muitos casos, os piores vilões dos desenhos animados, dos filmes de ação, suspense ou terror que conhecem.

Meu filho de 11 anos é prova disso. Tem acompanhado as notícias e, de tantos infortúnios apresentados na televisão, comprovando a força da natureza em sua revolta contra a humanidade, constantemente se pergunta sobre nossas possibilidades reais de sobrevivência. Numa dessas ocasiões, sentou-se ao meu lado na cama e começou a chorar, assustado com o que lhe parece ser inevitável.

Perguntou-me então, se eu achava que existia uma saída real para o aquecimento global que nos ameaça tão fortemente. Contei que cientistas e pesquisadores de várias partes do mundo estavam nesse momento debruçados sobre a questão, analisando alternativas e propondo idéias que poderiam reverter o quadro, tão desolador.

Homem-falando-diante-de-imagem-de-onda-de-fumaca

A incidência de furacões, tornados, enchentes, secas e do fenômeno da desertificação tornou-se muito maior ao longo dos últimos 30 anos.

Lembrei-lhe então de um filme que havíamos assistido, uma versão recente de “Peter Pan” levada as telas. Pedi a ele que se recordasse do momento em que a fada Sininho estava enfraquecida e prestes a morrer, pois as crianças pareciam não mais acreditar nela ou em qualquer tipo de ser encantado. Para que isso não acontecesse, Peter Pan disse a Wendy e as crianças que estavam na Terra do Nunca, que deveriam crer e dizer, em alto e bom som, que acreditavam na existência de seres mágicos como fadas, gnomos, ogros ou duendes. E as crianças do mundo todo começaram então a entoar em altos brados: “Eu acredito, eu acredito, eu acredito...”.

E a partir de então, sempre que lê ou escuta algo sobre aquecimento global, e se sente ameaçado pela devastação que estamos provocando na Terra, ele olha para mim e diz: “Eu acredito! Eu acredito!”, referindo-se no caso, a possibilidade que temos de conseguirmos salvar o planeta...

“Uma verdade inconveniente” é um filme obrigatório e certamente uma das mais importantes produções dos últimos 30 ou 40 anos. Por quê? Pois é justamente a partir de então que aumentamos e aceleramos ainda mais o ritmo de devastação que está provocando o efeito estufa e o aquecimento global... Ou agimos rapidamente ou comprometeremos para sempre a vida no planeta... Senão por nós, pelo menos pelas próximas gerações e por todos os sere vivos que estamos sacrificando...

Ficha Técnica

Cartaz do Filme

Uma verdade inconveniente
(An inconvenient truth)

País/Ano de produção: Estados Unidos, 2006
Duração/Gênero: 100 min., Documentário
Direção de Davis Guggenheim
Roteiro de Al Gore

Links
Site official: http://www.climatecrisis.net
http://www.cinepop.com.br/especial/verdadeincoveniente.htm
http://www.omelete.com.br/cine/100003331/Uma_verdade_inconveniente.aspx
http://www.adorocinema.com/filmes/verdade-inconveniente/verdade-inconveniente.asp

Videos-Relacionados

João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=974

25 de out. de 2008

Na Natureza Selvagem - Em busca da liberdade que não temos...

Imagem-de-homem-com-mochilas-andando-em-trilha-de-aguas

Somos cativos e nem ao menos nos damos conta disso. Vivemos atados a compromissos das mais variadas naturezas que nos fazem ir e vir (teoricamente livres) de um lado para o outro a todo o momento. Podemos abdicar de tudo isso a qualquer momento, mas quem, em sã consciência, abre mão dos laços que os unem à família, trabalho, escola, compromissos financeiros, religião, política?

Liberdade, de acordo com o poema clássico de Cecília Meirelles, é uma palavra que “o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda”. Até mesmo por isso, a saga do personagem Chris McCandless (Emile Hirsch), apresentada no filme “Na Natureza Selvagem”, do diretor Sean Penn, acaba por nos provocar sentimentos contraditórios e gerar posicionamentos dúbios quanto ao filme e a história de vida do protagonista.

Baseado em fatos reais, “Na Natureza Selvagem” mostra um jovem que resolveu desafiar a lógica estabelecida para sua vida e a de tantos outros promissores rapazes e moças que completam seu curso universitário.

Ao invés de se lançar no mercado e buscar avidamente o tão sonhado emprego numa empresa que lhe garantisse bons proventos e uma vida material para lá de confortável, McCandless – o melhor aluno de sua turma – resolve partir numa longa e imprevisível jornada, com destino conhecido (o Alasca), sem dinheiro no bolso, cortando contatos e relações com o mundo previamente conhecido por ele (inclusive com os familiares) e esperando para ver o que iria lhe acontecer durante o trajeto...

Imagem-de-moca-segurando-cachorrinho-conversando-com-rapaz-sorrindo

Chris McCandless adota o princípio de seus escritores de cabeceira – Jack Kerouac, Jack London e Henry David Thoreau – e passa a viver um dia de cada vez. Cada emoção – boa ou má – a ser descoberta a partir do nascer do sol, sem qualquer idéia previamente concebida a orientar os passos, as palavras, os olhares, as idéias...

O jovem resgata a tônica da contracultura, do modo de vida Hippie (sem que, com isso, se torne um hippie) – despojado, desvinculado do materialismo, disposto a encontrar-se no mundo, crendo mais no ser do que no ter ou possuir.

Há, evidentemente, outros fatores na história de vida do jovem que o compelem a assumir essa postura libertária radical. São aspectos relacionados à vida em família e ao modo como temos que a todo o momento “aparentar” normalidade, felicidade, cidadania, valores éticos e comportamento exemplar.

A farsa com a qual convive em sua casa – percebida na relação entre seu pai e sua mãe – o mobilizam a essa aventura, a uma autêntica fuga. Os estereótipos sociais o cansaram, esgotaram suas energias. O falsete da normalidade o afastou do sonho de vida padrão, do norte-americano médio - que é o mesmo de praticamente todos aqueles que vivem sob a égide da economia de mercado – e o compeliram a buscar o infinito, a liberdade, ou ainda Deus, na natureza, naquilo que é puro, simples, singelo, constante...

“Na Natureza Selvagem” é um libelo. Filme baseado em fatos reais que não tem medo de ser e se mostrar panfletário, que não quer se esconder sob falsas aparências, bem no espírito do protagonista...

Imagem-de-rapaz-remando

O Filme

“Na Natureza Selvagem” intriga e inebria os espectadores. Desafia a lógica e a sensatez com a história real de um jovem que resolve abandonar tudo e viver como os personagens dos livros de Thoreau, Kerouac e London, que leu durante a sua formação universitária.

A vida marginal, com o pé na estrada, perambulando de um canto a outro do país, sem dinheiro no bolso, dá ao jovem Chris a sensação de liberdade por ele tanto desejada. Despojar-se dos luxos, dormir a céu aberto, alimentar-se do que a natureza lhe oferece, conhecer as pessoas sem que esses relacionamentos sejam direcionados por qualquer interesse específico (como dinheiro, família, emprego…) e explorar o mundo natural eram seus sonhos.

Emile Hirsch (que protagonizou Speed Racer, versão cinematográfica do desenho japonês dirigida pelos irmãos Andy e Larry Wachowsky, da trilogia Matrix) está impecável e mereceria prêmios por sua memorável interpretação como Alexander Supertramp, o codinome do jovem Christopher McCandless.

O elenco de apoio, com Marcia Gay Harden, William Hurt e o veterano Hal Holbrook em comovente atuação (entre outros) é também fator de brilho dessa discreta e soberba produção e direção do talentosíssimo Sean Penn. Um filme para incomodar e provocar a todos! Obrigatório!

Imagem-de-rapaz-andando-na-neve

Para Refletir

1- O que é liberdade? Que tal buscar o conceito a partir de áreas do conhecimento tão diferentes quanto a filosofia, a história, a política, a religião, o direito ou as ciências sociais? Como as pessoas entenderam o conceito de liberdade ao longo da história? De que forma a literatura registra, em seus expoentes (como a mencionada escritora brasileira Cecília Meireles), a idéia desse vocábulo que encerra em si tantos sonhos dos seres humanos? Liberdade é compreendida da mesma forma no Ocidente e no Oriente, no Hemisfério Sul e no Norte? Sendo tão essencial a todos e a cada um, entender o que é liberdade torna-se um exercício de fundamental importância, não acham?

2- Destacados escritores norte-americanos - Jack Kerouac, Jack London e Henry David Thoreau – são desconhecidos da maioria dos brasileiros. Suas obras – ricas, vastas, geniais, incompreendidas e, em alguns casos, até mesmo consideradas malditas - compelem os leitores a emancipar-se, a sorver o universo (cada uma de suas gotas, de suas partículas), desafiam de forma constante o ser humano a uma constante e necessária revisão, reconstrução e análise. Não preciso dizer mais nada, não é? Que tal colocar esses autores na lista de livros a serem lidos em sua escola?

3- A natureza, soberba e embevecedora, a todo o momento nos brinda com algum espetáculo maravilhoso. E o que fazemos? Ignoramos. Fechamos nossos olhos. Passamos ao largo. Reagimos com pouco caso. E, se não bastasse isso, cerceamos seus espaços, limitamos suas maravilhas. Sensibilizar crianças, adolescentes e jovens quanto à natureza é tarefa básica e elementar da educação. Projetos interdisciplinares que prevejam e estimulem visitas a parques nacionais e áreas silvestres – com o intuito de reconhecer, identificar, mapear e criar um espírito preservacionista são essenciais práticas para toda e qualquer escola. Chega de discurso, é hora da prática!

4- O protagonista do filme “Na Natureza Selvagem”, Chris McCandless (Emile Hirsch), em sua jornada pelos Estados Unidos, passa por diversas localidades e paisagens naturais. Exercício bastante interessante seria mapear seu rumo e fazer um levantamento dos ecossistemas e paisagens com os quais ele teve contato.

5- A sociedade e suas “aparências”, ou seja, as pessoas agindo para vender imagens política e socialmente corretas, como é o caso da família de Chris McCandless no filme “Na Natureza Selvagem” é tema forte e relevante da referida produção. Será que algum dia poderemos realmente falar o que pensamos, sem usar as máscaras que muitas vezes ocultam nossos reais pensamentos? Quando emergirá a verdade, a sinceridade, a honestidade em nossas práticas e relações sociais? Será que tudo ao nosso redor é mascarado e encerra – atrás de encenações – leituras muito diferentes daquilo que realmente ouvimos e vemos? Exercício bastante interessante para a compreensão dessa premissa é a análise do comportamento de pessoas públicas, como políticos, artistas, empresários, atletas ou músicos...

Cartaz-do-filme

Ficha Técnica

NA NATUREZA SELVAGEM
(Into the Wild)

País/Ano de produção: EUA, 2007
Duração/Gênero: 140 min., Drama
Indicação Etária:12 anos
Direção de Sean Penn
Roteiro de Sean Penn baseado em livro de Jon Krakauer
Elenco: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Hal Holbrook, Jena Malone, Brian Dierker, Catherine Keener, Kristen Stewart, Zack Kalifianakis, Robin Matthews.

Links
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=18282
http://www.adorocinema.com/filmes/na-natureza-selvagem/na-natureza-selvagem.asphttp://www.cinemaemcena.com.br/Ficha_filme.aspx?id_critica=7034&id_filme=5119&aba=critica

Videos-Relacionados

João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=1255

22 de out. de 2008

Respire… enquanto pode

Mickey 3D não é uma animação do Mickey. Muito menos alguma brincadeira criada para o Mickey feio. É uma banda francesa que criou uma animação para o hit de março de 2003, Respire. Dirigido por Jerôme Combe, Stéphane Hamache e André Bessy.

Uma história bem bonitinha, mas que ao mesmo tempo serve como uma denúncia do que estamos fazendo com o meio ambiente, levando-o para sua destruição. Além disso. se você for reparar nas cenas, vai achar que já a viu antes. Isso porque o videoclipe se utiliza de diversas cenas “padrões” de filmes e outros desenhos animados. Mas tudo isso tem um motivo, assista até o final e descubra…

Dica do João Bernardo.

Envie também sua dica de animação para o email@smellycat.com.br




Fonte: http://smellycat.com.br/2008/10/17/respire-enquanto-pode/

17 de out. de 2008

Mundos paralelos: tecnologia e educação



O incrível vídeo acima, da banda Radiohead intitulado All I Need que eu assisti no blog do meu amigo José Antônio Klaes Roig, editor do Letra Viva do Roig pela primeira vez ontem é uma paulada.

É simplesmente visceral o videoclipe. O vídeo que mostra a vida de duas crianças e seus mundos paralelos, tão diferentes, tão opostos. Como o José Roig cita é "um vídeo para refletir sobre a vida e os dois mundos distantes que existem no planeta Terra: dos que consomem e dos que são consumidos...

Hoje todos nós, ao nascermos estamos sujeitos a viver em um desses mundos, dependendo do lar que nos acolha, do poder aquisitivo dos pais que nos geram ou nos criam... Podemos ser o menino loiro ou o oriental, dependendo da roleta-russa que é nascer no Terceiro Planeta deste sistema solar - uma pequena bola de gude azul no céu tão escuro...

A letra, a música e as imagens são fantásticas, para serem vistas e revestidas. Penso, logo existo; penso logo insisto... Penso, logo resisto!

Hoje, existem dois mundos paralelos também no que tange a tecnologia: os que possuem condições de uso dos multimeios (computador e internet, principalmente) e os que são considerados "analfabetos digitais". Há ainda muitas pessoas, em analogia com o livro, que sabem ler mas não sabem interpretar um texto; ou sabem usar um computador e internet, mas não conseguem dar a eles um significado e uma significância educacional - inclusive muitos professores. Para isso, tentar mudar essa visão, é que existe a tecnologia educacional. Mostrar como "podemos humanizar a máquina e não robotizar as pessoas".
"

Hoje há claramente a questão dos dois mundos que existem atualmente: o tecnológico e o sem a tecnologia. Hoje, o celular, a TV a cabo, internet se incorporaram na vida cotidiana de muitos, enquanto que para milhares e milhões de pessoas, isso é um mundo distante e desconhecido.

Em outra parte da postagem do José Roig, ele cita que há "também dois mundos paralelos: o de cursista (aluno) e o de multiplicador (professor). O que me faz ter sempre essa visão abrangente das coisas é justamente conviver periodicamente entre dois mundos, me colocando na posição do outro, para a partir dessas observações, trazer as visões de cada mundo para o seu paralelo, e isso me auxilia e muito na minha prática pedagógica e vida. Sou um eterno aprendiz. Quem dera todos os professores, vez em quando reciclassem não apenas o lixo, mas também algumas idéias e ideais descartados pela vida, procurando ser aluno novamente, e/ou colocar-se na posição de aluno, avaliando e se auto-avaliando inclusive. Eu faço isso, dia sim, dia também, e isso me ajuda e muito a superar desafios, obstáculos e estabelecer parcerias com professores e alunos: dois mundos paralelos que precisam se aproximar mais e mais sempre, pois ambos têm na esocla a sua intersecção..."

O título da postagem é referencia a postagem original do José Roig, editor do Letra Viva do Roig intitulada Mundos paralelos: tecnologia e educação que eu recomendo a leitura na integra.

Abaixo a letra traduzida da musica do vídeoclip.

Tudo Que Necessito


Eu sou o ato seguinte
Esperando nas asas
Eu sou um animal
Prendido em seu carro quente
Eu sou todos os dias
Que você escolhe ignorar

Você é tudo que eu necessito
Você é tudo que eu necessito
Eu estou no meio de seu retrato
Deitado na grama

Eu sou uma mariposa
Quem quer apenas compartilhar de sua luz
Eu sou apenas um inseto
Tentando sair da noite

Eu só fico com você
Porque não há nenhuma outra

Você é tudo que eu necessito
Você é tudo que eu necessito
Eu estou no meio de seu retrato
Deitado na grama

Está tudo errado
Está tudo certo
Está tudo errado


Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Fonte: http://www.lyricstime.com/radiohead-all-i-need-tradu-o-lyrics.html e Letra Viva do Roig

16 de out. de 2008

A História das Coisas: um vídeo para entender o mundo em que vivemos

Olá Amigos

Por indicação do meu amigo José Antônio Klaes Roig, editor do Letra Viva do Roig assisti a 2 vídeos maravilhosos intitulado A História das Coisas (The Story of Stuff), de Annie Leonard, que está dividido em duas partes abaixo.


Cap. 1-4


Cap. 5-7



Versão dublada

Os vídeos são muito bons para se conhecer melhor como funciona a engrenagem do mundo em que vivemos, pós-Segunda Guerra Mundial e de como estamos produzindo, consumindo e destruindo de forma voraz o nosso planeta. Uma dos temas que eu e o José Roig temos abordado em nossas conversas, e que tem deixado a ele e a mim preocupados é com o lixo tecnológico.

Eu mesmo quase "pari um porco espinho" para descartar corretamente um celular velho que estava à anos habitando o fundo de uma gaveta. Nenhuma operadora ou loja queria ficar com o ele pois eles disseram que eu podia joga-lo no lixo "sem problemas". Depois de muito reclamar a operadora Claro se prontificou a descarta-lo corretamente.

Nesses tempos de pouca informação sobre o destino do lixo tecnológico o vídeo "A História das Coisas" como diz o José Roig "é um vídeo imperdível, necessário, contundente, didático, entre outras coisas, que merece ser repassado a professores e alunos, para uma reflexão sobre nossos padrões de consumo e o consumismo que nos fazem ser consumidores antes que cidadãos, pelo mundo afora.". A postagem original do José Roig esta disponível no Letra Viva do Roig.

Abraços e Bom vídeo

Equipe NTE Itaperuna

14 de out. de 2008

Vídeo sobre aquecimento global - Impressionante

Olá Amigos

Um pequeno, mas impressionante vídeo de sensibilização sobre o aquecimento global realizado pela agência portuguesa brasileira Seagulls Fly para a associação Quercus. O vídeo é um soco na barriga, ele usa e abusa de imagens fortes para alertar as pessoas que se não mudarmos nossa postura com relação ao clima e a cuidar melhor do planeta o fim de todos será bem parecido com o do vídeo.

Global Warming

Global Warming
, o novo filme da McCann Erickson de Portugal para a empresa Quercus ganhou hoje a indicação "VIDEO OF THE DAY" do site FWA Theater!

Confira o vídeo, produzido inteiramente em CG pela Seagulls Fly, através do link ou abaixo.



Abraços

Equipe NTE Itaperuna

12 de out. de 2008

Feliz Dia das Crianças


Olá Amigos

Hoje se comemora, na minha opinião a data mais legal de todas, o Dia das Crianças. Apesar de achar que Dia das Crianças é todo dia, mas ter um dia especifico para isso é muito bom. Tirando a onda de consumismo que envolve a data hoje em dia, hoje é um dia para curtir seus filhos e aproveitar para virar criança novamente exatamente como fez o meu amigo José Antônio Klaes Roig do Letra Viva do Roig com o seu filhote jogando Jogo da Memória, que alias rendeu duas postagens bem legais.

Rolar na grama, se sujar de lama, soltar pipa, jogar bola, fazer comidinha, trocar roupa de boneca, puxar carrinho, ver um filme junto, ir ao teatro, jogar videogame junto, contar uma historia ou simplesmente passear na pracinha do bairro, enfim curtir um dia especial junto ao seu filho. Na sociedade moderna em que vivemos tempo é uma coisa muito rica e imperdível, mas viver um dia sem hora e sem compromissos junto aos nossos filho é algo simplesmente maravilhoso ou como diz o anuncio "não tem preço".

Por isso o Caldeirão de Idéias montou uma programação bem legal para você poder fazer junto ao seu filho neste dia tão especial.

Como Dia das Crianças sem poesia não é Dia das Criança postamos abaixo 3 poesias para você ler junto com os seus filhos pois afinal poesia é um sonho para qualquer criança. Postamos também um filme para você assistir junto com eles. O filme é o "Menino Maluquinho" do Ziraldo maravilhosamente levado para as telas pelo Helvécio Ratton, o roteiro foi preparado pelo Profº João Luís de Almeida Machado do Planeta Educação e uma reportagem explicando como surgiu o Dia das Crianças, para que você explique aos seus filhos o real motivo da data, o valor sentimental da data e não o seu lado consumista.

Assim como devemos cuidar do nosso planeta, reduzindo o consumo, reciclando materiais e nosso lixo, economizando água, reduzindo a emissão de CO² e plantando mais arvores, cuidar de nossas crianças dando a elas uma educação de qualidade, muito amor, ensinando os valores éticos e a importância da igualdade fará do mundo um lugar melhor para se viver.

Nos blogs Educar Já da Cybele Meyer e Jogos, Brincadeiras e Dinâmicas você tem varias atividades e opções de dinâmicas para fazer com seus alunos e filhos, afinal nada melhor do que juntar o útil ao agradável.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

7 de out. de 2008

A Encantadora de Baleias

05 de outubro

Alguns trailers de filme acionam o meu desconfiômetro, mecanismo nada objetivo para determinar a qualidade de qualquer coisa. Mas às vezes funciona. Aconteceu com Bagdá Café. (Lembro-me do meu marido falando: “É tão esquisito que deve até ser bom.” Gostamos - nós dois.)

Outras vezes é o título que aciona o desconfiômetro – no caso daqueles vídeos expostos em uma locadora, como A Encantadora de Baleias, história de uma menina que luta para preservar as tradições de seu povo. Li a sinopse e achei interessante, então o levei para assistir em casa. Grata surpresa, que rendeu tema a ser trabalhado na escola: manutenção da cultura popular x processos de aculturação.

A linguagem do filme permite paralelos espontâneos: mesmo com todas as crenças cristãs arraigadas, foi possível perceber a importância da personagem, Paikea, para aquele povo maori, para o resgate de suas vidas, de sua cultura, de suas tradições e de suas crenças adormecidas. E Mesmo considerando que o condutor de baleias - divindade maori - seria um mito tribal, fácil foi identificar-se com a necessidade de manter viva sua simbologia, para que se mantivesse a esperança, e assim a possibilidade de renovação que naquele povoado se fazia necessária. Afinal, ver pessoas queridas em processo de decadência, consumindo álcool e drogas, é parte de uma situação que não acontece somente com a personagem do filme...

Quando é que um povo morre? Somente quando seus homens, mulheres e crianças são exterminados? Ou, antes ainda, quando perdem seus valores, suas crenças, sua cultura?

A Encantadora de Baleias tem um final fantasioso, e talvez por isso mesmo, tão grato. Precisamos da fantasia para atenuar o permanente incômodo ao nos percebermos migrantes culturais, e que estamos não sendo mais o que éramos antes, sem evolução e com perdas. Não mais como nossos pais, e nem por isso mais felizes. Precisamos também ver a força e a beleza de nossa própria cultura para reestabelecermos os elos que a aculturação destruiu - antropofagismos à parte...

Interessante nesta história encantadora, é que o seu autor vivia em Nova York, quando a escreveu. Migrante maori em um mundo globalizado. Paradoxo da personagem que criou...

YouTube - Pater Noster $V. Miskinis$


Fonte: http://culturadaescola.spaces.live.com/blog/cns!F84AF64E083E5A6B!222.entry