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15 de ago. de 2009

Woodstock - Semente da Liberdade

Olá Amigos

Estava a tempos querendo falar sobre cultura livre e comecei a pesquisar, então nessa busca encontrei o berço de todo movimento. Para começar, uma constatação óbvia: Woodstock foi uma moeda que caiu em pé. Os deuses de todos os povos e de todos os tempos parecem ter-se mobilizado para que tudo desse certo durante três dias mágicos, maravilhosos, que seriam para sempre lembrados como uma amostra da perfeição possível neste sofrido planeta.

Sem favor nenhum, posso afirmar que Woodstock foi o evento musical que mais influenciou as artes e os costumes na história da humanidade. E a conjunção de fatores que o transformou em marco e lenda dificilmente se repetirá.


Anos 60 foi à época de todas as mudanças. Logo após o homem chegar à Lua, entre 15 e 18 de Agosto de 1969, realizou-se o Festival de Woodstock, nos Estados Unidos, três dias que abalaram o Mundo. O lendário festival de Woodstock, que em três dias de "paz, amor e música" (ou seria sexo, drogas e rock’n roll) que reuniu mais de 500 mil pessoas. Apresentaram-se por lá artistas do calibre de Jimi Hendrix, Janis Joplin (precisou de apoio para entrar no palco), Santana, The Who, Joan Baez, Joe Cocker (outro que entrou chapado, mas quem não ?), Jefferson Airplane, The Band, 10 Years After, Country Joe & The Fish, John Sebastian, Tim Hardin, Ravi Shankar, Arlo Guthrie, Canned Heat, Sly & The Family Stone, Grateful Dead, Creedence Clearwater Revival, Crosby, Still, Nash & Young, Sha-Na-Na, Paul Butterfield Band e outros que completa 40 anos nesta semana e continua sendo considerado um acontecimento inigualável.







O homem tinha acabado de dar os primeiros passos na Lua e antes, o mundo inteiro viu os estudantes se manifestarem nas ruas de Paris, naquilo que ficou para a História como o Maio de 68. Nos Estados Unidos, a guerra do Vietnam estava no auge e a os protestos em relação ao conflito tornavam-se mais constantes. Numa epoca de acontecimentos que marcaram o mundo como quando os tanques soviéticos invadem Praga para reprimir protestos de aniversário da invasão de 1968, o assassinato de Sharon Tate e de seus amigos pela família Manson, o assassinato de Martin Luther em Memphis, Tenessee, e ainda a morte de Robert Kennedy, também abatido a tiros, foram eventos emblemáticos desse tempo. Uma década de extremos.

O Festival de Woodstock foi uma celebração à chegada da Era de Aquário, e nada representava melhor do que isso, o significado dessa Nova Era. Woodstock teve mais relevância por aquilo que representou do que propriamente pelo aspeto musical. Woodstock é o retrato fiel de uma época e permanece no imaginário coletivo como o lugar no qual o inconformismo e a rebeldia de uma geração castigada pela Guerra do Vietnã deram lugar, apesar da má organização, da chuva e da lama, a três dias de "paz, amor e música" (ou seria sexo, drogas e rock’n roll).

Foi nesta época que a grande maioria dos jovens entrou no universo das drogas, no amor livre, num regime de liberdade nunca antes visto. E Woodstock aconteceu exatamente nesse momento, acabando por ser um imenso ritual libertário para mais de meio milhão de pessoas. O festival foi o ponto alto do movimento da contracultura da década de 60 e da era hippie. Woodstock foi o estopim para que nos anos 70 houvesse uma explosão de reivindicações de minorias étnicas e sexuais, de forma jamais imaginada pela sociedade norte-americana. Revoluções comportamentais, sexo alternativo (com respaldo das pílulas anticoncepcionais).

As características da contracultura são ressaltadas no festival:
  • o amor livre e a desinibição corporal, com o nudismo sendo amplamente praticado, de forma inocente e até singela;
  • a convivência harmoniosa, sem nenhum resquício de preconceito, entre indivíduos de todas as raças, credos e orientações sexuais;
  • o consumo explícito e justificado (por alguns entrevistados, como Jerry Garcia) das drogas que, no entender daquela geração, abriam as “portas da percepção”, que alias começou em 1965, com um estudante de química chamado Owsley Stanley que aprendeu como fabricar ácido lisérgico no porão de sua casa e logo inundou San Francisco com o LSD, impulsionando o surgimento da geração das flores, imortalizada pela bela canção de Scott McKenzie: “Se você vier para San Francisco,/ não se esqueça de colocar/ algumas flores no seu cabelo…” Foi aí que o movimento hippie nasceu, aglutinando jovens que recusavam o american way of life e caíam na estrada, em busca de aventuras e novas experiências;
  • o visual premeditadamente desarrumado do pessoal, com suas roupas coloridas, ponchos e cabeleiras imponentes;
  • a substituição dos laços familiares por uma comunidade grupal (ou, como se dizia então, tribal);
  • a volta à natureza e a redescoberta do lúdico (em vários momentos, vêem-se marmanjos entregues a brincadeiras pueris, sem nenhum constrangimento);
  • a profusão de crianças, pois os hippies mandavam às favas o planejamento familiar, os anticoncepcionais e os abortos, assumindo plenamente o amor e suas conseqüências;
  • o solene desprezo pelas regras e valores dominantes na sociedade, que se evidencia até nas falas dos organizadores do festival, não ligando a mínima para os prejuízos que estavam ameaçados de sofrer.


Na época, o cenário tecnológico que hoje vivemos estava sendo concebido. A contracultura afetou vários segmentos da sociedade inclusive o de pesquisadores e cientistas das universidades pelo mundo afora. No caso da tecnologia, a contracultura influenciou praticamente todos os pilares da atual sociedade da informação: o Sistema Operacional Unix (Berkeley), os primeiros circuitos integrados (”small is beautiful”), o protocolo IP, o microcomputador pessoal (Steve Jobs), a linguagem de programação C e o movimento pelo software livre (na época era o sexo e as drogas). Vai ver era por isso toda esta turma de cientistas era cabeluda, barbuda e vegetariana.

Mas o que foi plantado lá floresceu e se espalhou pelo mundo. Com um mundo globalizado e tecnologicamente dotado a semente da liberdade e da cultura livre ganhou proporções nunca antes vista. Mas o que levaria hoje 3 mil jovens a acampar durante uma semana num festival? Não é sexo, drogas e rock’n’roll. Junte barracas esses “geeks” (nerds ligados em tecnologia) que levarão seus computadores personalizados. Então troque o campo pela cidade, os astros de rock por gurus e evangelistas tecnológicos, o psicodélico das drogas pelo psicodélico das tecnologias (games, simuladores, …) e encontramos então cientistas, programadores, público, tecnologistas, educadores, ativistas com a mesma atitude de Woodstock: mudar o mundo através da tecnologia.

Trata-se do Campus Party, festival de tecnologia que nasceu na Espanha em 1997. Para a turma desse Woodstock da era da internet ver Jon "Maddog" Hall falando é tão eletrizante quanto Jimi Hendrix dedilhando na guitarra o hino americano. E amigos eu não fui a Woodstock, coisa que todo garoto de minha geração sonhou , mas fui a um Campus Party. E lá vi a maior celebração de uma geração que com certeza irá mudar o mundo. O Campus Party foi um evento de conteúdo e de compartilhamento livre.

Mas afinal quais foram as grandes conquistas da Geração Woodstock?

A grande vitória da Geração Woodstock foi ter conseguido criar um ativismo em defesa do meio ambiente e a favor de algumas causas justas, criou a imagem do jovem como centro do universo do consumo, lançou alguns modismos que hoje estão em menor evidência, como o ioga, a macrobiótica, o ocultismo e a agricultura natural (sem defensivos e fertilizantes).

Não durou, entretanto, foi aquela militância política idealista e generosa: as gerações seguintes se desinteressaram de mudar o mundo, voltando a priorizar a ascensão profissional e social. O rock, depois de uma fase intensamente criativa e experimental, voltou aos caminhos seguros do marketing.

As drogas, ao invés de abrirem as portas da percepção, se tornaram instrumentos para a fuga à realidade e a ilusão de onipotência, cada vez mais pesadas, até que se chegou ao pesadelo do crack. E o amor livre degenerou em sexo casual, promiscuidade e Aids.

O sonho acabou? Talvez. Mas, quem partilhou do sonho, só lamenta que tenha durado tão pouco e tenha sido substituído por uma realidade tão cruel quanto sem graça.

Eu prefiro acreditar no ideal que iluminou nossas vidas por um pequeno instante… e marcou-nos para sempre continue a influenciar os jovens de outras gerações com seus ídeais.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

9 de ago. de 2009

Reciclar sonhos conscientemente


Olá Amigos

Hoje acordei já pensando nas tantas e simples coisas que preciso pro café da manha e acabei me assustando ao perceber que a lista era bem maior do que eu precisava.
Pensei nos anos, dias e meses da minha jornada, afinal, não é todo dia que se faz aniversário.
Percebi que a lista era materialista demais, então ...

rasguei tudo, ...
deletei e repensei

Olhei minha filha,
Olhei minha mulher,
Lembrei dos amigos,
Então refiz a lista
Escrevi três letras

Pão

E de uma forma que não posso transcrever devido a dimensão, pão me foi suficiente pra sair e ir ao mercado. Claro que acabei me perdendo diante das trocentas opções e acabei levando mais que previ, mas de forma consciente paguei pelo que escolhi. Não para mostrar a ninguém nada de nada.

Eu sou a prova de que posso tudo, mas nem tudo convém. Com esse olhar comecei a observar as pessoas no mercado, e tudo me parecia a própria torre de Babel, então me senti livre.
Eu sabia que tinha um caminho, mas acabei com produtos a mais, mas me impressionou a forma como a falsa ideologia de consumismo absorve, entranha e nos faz diferentes.
Então me apeguei novamente a lista.

Pão

Tentei voltar a ela e me desfiz de alguns produtos. É preciso repensar nossa postura sempre e repetidamente para que a lógica de funcionamento da mudança de que tanto falamos, mas pouco (confesso) praticamos seja real.
Não vou negar que sai com mais produtos que o necessário, mas saí com a mente aberta pra uma nova proposta de postura urgente e necessária, e por que não, global?

O consumo consciente ou sustentável é um conceito bem mais aberto, que hoje está além da direção da economia, dos direitos do consumidor e da reciclagem de lixo. Não é uma postura reativa, mas leva o consumidor a se identificar como um protagonista dentro desse amplo contexto social, político e cultural.

Mas temos que muda-lo.

Percebi que é primordial um consumo consciente , sustentável, que embora voltado para o campo econômico, deve se perfazer numa postura delicada de cada um de nós. Não bastam os direitos do consumidor, nem as tantas leis, basta olhar a Ana , a Larissa, e perceber que os gestos simples ao longo dos dias são essenciais pra formar uma nova postura dessa galerinha que vem e que já vê na reciclagem um instrumento para a conservação do universo, ou ao menos
da Terra, planeta água.

Somos protagonistas de nossas histórias e que tal pararmos um pouquinho e fazer aos poucos
pequenos gestos em prol de um mundo sustentável?

Participem da blogagem coletiva sobre Consumo Consciente para discutirmos e divulgarmos ações que levem a um cotidiano de consumo sustentável.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

1 de ago. de 2009

E vale a pena ser professor?


João Ruivo| 2009-02-04

O novo milénio atribui aos professores funções e competências indispensáveis ao desenvolvimento da sociedade do conhecimento. O futuro tem que ser construído com os professores e as suas organizações. Nunca contra, ou apesar deles.

Claro que vale. E muito! Ser professor é a mais nobre dádiva à humanidade e o maior contributo para o progresso dos povos e das nações. E, como ninguém nasce professor, é necessário aprender-se a ser. Leva muitos anos de estudo, trabalho, sacrifício, altruísmo e até dor.

Um professor tem que aprender o que ensina, o modo de ensinar e tudo (mesmo tudo) sobre os alunos que vão ser sujeitos à sua actividade profissional. Mas não se iludam: depois de tudo isso um professor nunca está formado. Tem que aprender sempre. Um professor carrega para toda a vida o fardo de ter que ser aluno de si próprio. De se cuidar, de estar sempre atento, ter os pés bem postos no presente e os olhos bem focados no futuro.

Ser professor obriga a não ter geração. Professor tem que saber lidar com todas elas, as que o acompanham durante quatro décadas de carreira. É pai, mãe e espírito santo. E, para o Estado, ainda é um funcionário que, zelosamente, se obriga a cumprir todas as regras da coisa pública.

Por tudo isso, professor é obra permanentemente inacabada. É contentor onde cabe sempre mais alguma coisa. O professor é um intelectual, mas também é um artesão; é um teórico, mas que tem que viver na e com a prática; é um sábio, mas que tem de aprender todos os dias; é um cientista que tem que traduzir a sua experimentação para mil linguagens; é um aprendente que ensina; é um fazedor dos seres e dos saberes; mas é também um homem, ou uma mulher, como todos nós, frágil, expectante e sujeito às mais vulgares vulnerabilidades.

O professor contenta-se com pouco: alimenta a sua auto-estima com o sucesso dos outros (os que ensina), e tanto basta para que isso se revele como a fórmula mágica que traduz a medida certa da sua satisfação pessoal e profissional. Por isso é altruísta e, face ao poder, muitas vezes ingénuo e péssimo negociador.

O professor vive quase todo o tempo da sua carreira em estádios profissionais de enorme maturidade e de mestria. São estádios em que a maioria dos docentes se sentem profissionalmente muito seguros, em que trabalham com entusiasmo, com serenidade e com maturidade, e em que, num grande esforço de investimento pessoal, se auto conduzem ao impulsionar da renovação da escola e à diversificação das suas práticas lectivas.

Infelizmente, de onde devia partir o apoio, o incentivo e o reconhecimento social, temos visto aplicar medidas políticas, e expressar pensamentos, através de palavras e de obras, que menorizam os professores, que os denigrem junto da opinião pública, no que constitui o maior ataque à escola e aos professores perpetrado nas últimas três décadas do Portugal democrático.

Um ataque teimoso, persistente, vitimador e injustificado que tem levado o grande corpo da classe docente a fases profissionais negativas, de desânimo, de desencanto, de desinvestimento, de contestação, de estagnação, e de conformismo, o que pressagia a mais duradoura e a mais grave conjuntura profissional de erosão, mal-estar e de desprofissionalização.

Se não for possível colocar um fim rápido a estas políticas de agressão profissional, oxalá uma década seja suficiente para repor toda uma classe nos trilhos do envolvimento, do empenhamento e do ânimo, que pressagiem o regresso ao bem estar e à busca do desenvolvimento pessoal.

Importante, agora, será a persistência na ilusão. Os professores são uma classe única e insubstituível. A sociedade já não sabe, nem pode, viver sem eles. O Estado democrático soçobraria sem a escola. O novo milênio atribui aos professores funções e competências indispensáveis ao desenvolvimento da sociedade do conhecimento. O futuro tem que ser construído com os professores e as suas organizações. Nunca contra, ou apesar deles.

Ser professor é, portanto, tudo isto e muito mais. É uma bênção, é um forte orgulho e uma honra incompreensível. Quem é professor ama o que faz e não quer ser outra coisa. Mesmo se, conjuntural e extemporaneamente, diz o contrário. Fá-lo por raiva e revolta contra os poderes que, infamemente, o distraem da sua missão principal e, injustamente, o tentam julgar na praça pública, com cobardia e sempre com grave falta ao rigor e à verdade.

Como diria a minha colega Alen, ao longo da história mais recente a sociedade já precisou que os professores fossem heróis para que assegurassem o ensino nos momentos mais difíceis e nas condições mais adversas; já necessitou que fossem apóstolos para que aceitassem ganhar pouco; que fossem santos para que nunca faltassem, mesmo quando doentes; que se revelassem sensíveis, para que garantissem as funções assistenciais e se substituíssem à família e ao Estado; e que, simultaneamente, se mantivessem abertos e flexíveis para aceitarem todas as novas políticas e novas propostas governamentais. Mesmos as mais ilógicas e infundadas.

Porém, agora é bom que os mantenhamos lúcidos para que possam ultrapassar com sucesso este desafio, esta dura prova a que todos os dias se têm visto sujeitos e para que possam ver ficar pelo caminho as políticas e os políticos que os quiseram humilhar.

Fonte: http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=5ADDDF5F682A0375E0400A0AB8002BC1&channelid=5ADDDF5F682A0375E0400A0AB8002BC1&schemaid=&opsel=2

12 de jun. de 2009

Playing for Change: Paz através da música

Olá Amigos

Hoje recebi da minha amiga Suzana Cividanis um e-mail contendo uma jóia dentro. Era uma versão remixada e cantada por moradores de rua e varias pessoas pelo mundo cantando e tocando a música Stand By Me de Ben E. King imortalizado pelo maravilhoso John Lenon. O clipe faz parte do premiado documentário, "Playing for Change: Paz através da música".

Aqui, onde me encontro, na minha casa, quente, com comida , conforto e pessoas que me querem bem, torna-se insuportável saber que , neste mesmo momento, há bombardeios em Gaza, no Congo, em Ruanda, etc. Além de milhões de pessoas que morrem, sem água, sem comida e roupa, sem casa e outros, com isso, mas no desemprego, sem posses para sobreviver, para ter uma vida no mínimo digna: que mundo é este?

Como digo aos amigos mais próximos: O insuportável é aqui tão perto de casa!

O clipe, a musica, o conceito tudo é lindo e perfeito, ainda há quem pense que dar dinheiro à músicos de rua é caridade, para mim eles e elas trabalham. Que belas ficam as cidades cheias dos sons de seus músicos de rua! As ruas do mundo inteiro deveriam encher-se destes sons. Que pena se não existissem!

Não há palavras. Quando o ser humano quer até consegue ser espetacular. A música, a poesia, a voz, a expressão e o sentimento são universais. É a música na rua, para ser desfrutada pelo povo anônimo que não vai aos concertos. A música que aproxima povos e continentes. Trazer a música para a rua talvez contribua para um mundo mais solidário.

A música como um extraordinário meio de comunicação entre os cidadãos do mundo, independentemente da raça ou religião. Legal ver tantas gerações e raças e um único modo de se comunicar… a musica. É incrível como uns simples acordes nos fazem acreditar num mundo melhor…

Mudança, começa por aí…esperança cantada…

Por isso vamos nos juntar ao movimento para ajudar a inspirar as pessoas ao redor do mundo para se unirem através da música. Ainda podemos salvar o mundo…Eu acredito, desde que “You stand by me”!

Emocione-se

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

9 de jun. de 2009

Eu, professora, me confesso?


Maria Helena Ramalho| 2008-05-20

Ainda acalento o sonho de "ser professora de...", de ser parte integrante e integrada de uma comunidade que quer construir algo de positivo e que sabe dizer não a farsas!

Eu, professora com 50 anos de idade e no 29.º ano de serviço, me confesso "transportada" repentinamente para um tempo e um contexto que não são os meus.

Um tempo, algures entre um passado, que felizmente já não vivi como docente (o de ditadura), e um futuro ainda muito confuso, em que tudo parece acontecer a um ritmo alucinante e com trajectórias pautadas pela irregularidade e imprevisibilidade.

Um contexto, em que as condições materiais e espaciais escolares são das menos favoráveis de toda a minha carreira (apesar do tão falado "choque tecnológico"), em que a estrutura educativa e escolar está de tal modo verticalizada e a cadeia de transmissão de informação tão extensa e difusa que os fenómenos de entropia marcam o quotidiano, abrindo caminho a uma opacidade nada favorável a ambientes construtivos e colaborativos.

Eu, professora por opção e vocação, confesso colocar em causa o meu papel na escola de hoje. Por temperamento e circunstâncias diversas, sempre tive uma postura discreta (excessivamente, segundo alguns), sempre me bastou o carácter sedutor e gratificante de cada aula, de cada encontro pedagógico com os meus alunos. Quando o mérito era reconhecido por pares e por superiores hierárquicos melhor, mas nunca foi (nem é) essa a preocupação da minha vida profissional. Hoje, as circunstâncias do encontro pedagógico estão tão condicionadas e são, por vezes, tão violentas, que dificilmente se consegue fruir o momento, se consegue encantar e ser encantado. Quanto ao reconhecimento do mérito por terceiros, o clima que se está a instalar na(s) escola(s) leva-me a recear que não só tenha menos probabilidade de acontecer como, pior ainda, possa a subserviência vir a ser considerada `mérito'.

Eu, professora, confesso saber ler, interpretar, detectar incongruências... pensar. Confesso saber (no sentido, também, de `estar convencida') que o ensino-aprendizagem para qualquer ser humano (aluno, professor...) tem de ser faseado e tem de fazer sentido, sob pena de não ocorrer verdadeira aprendizagem. Assim, ninguém vive dignamente a sua profissão numa cadência desenfreada de alterações profundas, num sistema top-down e em cascata, com a agravante das incongruências se sucederem ao mesmo ritmo das orientações/determinações superiormente emanadas. Na melhor das hipóteses sobrevive-se à custa de manipulação de dados e de subversão de princípios.

Eu, professora, me confesso (ainda) disposta a lutar para que a escola se paute pela seriedade e dignidade, pelo binómio ensinar-aprender, num contexto de formar e crescer. Ainda acalento o sonho de "ser professora de...", de ser parte integrante e integrada de uma comunidade que quer construir algo de positivo e que sabe dizer não a farsas!

Eu, professora, me questiono...
- Contribuí para este estado da situação? Espero que não.
- Fui conivente com ele? Talvez em parte, por omissão e desorientação nos primeiros meses do meu "reencontro" com a escola.
- Posso alterá-lo? Quero acreditar que sim, certa de que só o poderei fazer se não estiver isolada. Afinal, a escola somos nós (também) que a fazemos!

Fonte: http://www.educare.pt/educare/Actualidade.Noticia.aspx?contentid=4DAC20983055309EE04400144F16FAAE&opsel=1&channelid=0

1 de nov. de 2008

Nenhum a Menos

Compromisso com a Educação

O professor Gao de uma escola multi-seriada de uma pequena aldeia chinesa chamada Shuiquan tem que se ausentar das aulas para cuidar de sua mãe doente. O presidente da aldeia, por falta de opção, escolhe uma garota de 13 anos chamada Wei Minzhi para substituí-lo nas atividades docentes. Tanto o professor quanto o presidente da aldeia advertem Wei que se ela deixar algum aluno abandonar a escola, deixará de receber seus honorários.

O diretor do filme, Zhang Yimou, ousou na forma de produzi-lo, pois os atores eram pessoas do próprio local, com perfil psicológico similar aos dos personagens e utilizando seus próprios nomes. A história se passa num local extremamente pobre da China, onde permanecer na escola é um grande desafio para as crianças e sua famílias, pois muitas acabam desistindo de estudar para trabalhar na cidade e ajudar na sobrevivência da família.

A instituição de ensino encontra-se numa situação precária, sem recursos, com as instalações prejudicadas por falta de investimento. Os alunos dormem na Escola juntamente com o professor. É um tipo de escola-casa em que as relações educacionais entre alunos e docente acontecem em tempo integral.

Aulas
Wei Minzhi tenta fazer-se respeitar.

A adolescente Wei é pouco mais velha que muitos dos estudantes e se vê numa situação extremamente difícil, pois pouco tinha a oferecer aos seus alunos. Iniciou suas atividades num clima de conflitos e a única coisa que sabia fazer era transcrever textos na lousa para simples cópia.

Nesse ambiente hostil, a garota atravessa situações em que os estudantes colocam a prova sua autoridade e capacidade para lidar com aquele universo complexo. A grande preocupação de Wei era receber seu salário, pois ela se encontrava praticamente na mesma situação de seus alunos. A sobrevivência era o principal, nem que para isso tivesse que usar de autoritarismo.
Para desespero da garota um dos alunos abandona a Escola e vai trabalhar na cidade. Wei percebe que não será recompensada pelos serviços prestados. Decide então trazê-lo de volta a qualquer custo. Mas a situação é tão difícil que ela não tem dinheiro nem para pagar o ônibus até a cidade. É o momento que junto com os alunos, ela começa a traçar estratégias para conseguir o dinheiro da passagem para buscar o menino evadido.

Sua relação com os alunos sofre uma transformação, pois ao discutir as necessidades do grupo para trazer de volta o colega, suas aulas se tornam mais humanas e contextualizadas. Para conseguir o dinheiro eles terão que fazer cálculos do número de dias trabalhados em uma olaria carregando tijolos. É um momento muito especial do filme em que os alunos mostram-se muito interessados em ajudar a solucionar o problema da ausência do aluno. A matemática é o recurso essencial para traçar o plano de ação do grupo e conseguir a quantia necessária para que Wei vá até a cidade. Suas aulas se tornam maravilhosas e com significado.

Espera

A personagem de Wei passa por uma renovação atitudinal ao perceber qual é o sentido de trazer de volta um estudante para a escola. Os colegas do menino também sofrem uma transformação profunda quando percebem que existe alguém que se preocupa com eles, no caso a jovem professora.

Evitar que nenhum aluno saia da escola sempre foi o objetivo de Wei, no início por egoísmo, por sobrevivência, e agora por um ideal, por convicção de que a presença do garoto na escola importa muito aos colegas e a ela própria.

O ponto alto da história acontece na cidade, com a chegada de Wei em busca do menino perdido. É um momento em que o expectador compreende o verdadeiro papel de um educador, o esforço para oferecer educação a todos a qualquer custo.

Nenhum a menos é um filme que faz o expectador pensar sobre questões sociais e suas conseqüências na formação educacional das pessoas. Propõe a reflexão sobre o motivo que leva um educador a se envolver com seus alunos e a compreender o seu papel na instituição de ensino. Faz uma crítica aos governos que pouco investem em educação.

Viagem

O filme emociona com uma história simples que no início pouco promete, mas que no decorrer envolve pela poesia e realidade colocadas frente a frente numa perspectiva humana renovadora. Este filme é uma evidência de quanto nós , professores, temos que traçar uma meta ao entrarmos dentro duma sala de aula (que nem sempre é fácil) mas, se lutarmos com toda a nossa força e amor alcançaremos nossos objetivos. E que esses objetivos inclui , em especial, desenvolver as tão esquecidas virtudes nos nossos alunos (respeito, amor, solidariedade,coleguismo,....)

Nenhum a Menos foi o segundo triunfo de Yimou, 49, em Veneza. Em 93, ele recebeu o Leão de Ouro por A História de Qiu Ju. Antes dele, apenas dois cineastas franceses, Andre Cayatte, nos anos 50, e Louis Malle, nos 80, haviam acumulado duas vitórias no festival.


Ficha Técnica

Título Original: Yige dou buneng shao
País de Origem: China
Ano: 1998/1999 (DVD)
Duração: 106min
Diretor: Zhang Yimou
Elenco: Wei Minzhi, Zhang Huike, Tian Zhenda, Gao Enman, Sun Zhimei
Distribuidora: Columbia Tristar Film.

Links

http://www.terra.com.br/cinema/drama/nenhum.htm

http://neteducacao.globo.com/site/usenet/filmespararevisao.jsp

Videos-Relacionados



Abraços

Equipe NTE Itaperuna

27 de out. de 2008

A identidade do professor

Maria Antonia Carballo Dominguez*

Os indivíduos são formados por um processo de identificação que acaba por projetar-se em suas identidades pessoais e culturais, tornando estas mais provisórias, variáveis e problemáticas. Em tempos passados, era visto como um sujeito unificado, com uma presença estável no meio social.

O indivíduo pós-moderno é composto não só de uma identidade unificada, mas de várias.

O indivíduo tenta descobrir suas potencialidades, dentro de situações construídas ou reconstruídas ao longo de sua trajetória enquanto ser que pensa e atua em uma sociedade também plena de transformações.

A percepção dos indivíduos quanto aos seus saberes, fazeres e ações é que estes se constroem a partir de contextos sócio-históricos e culturais, que por sua vez estão interligados a questões políticas, ideológicas e teóricas. Assim sendo, determinam dentro de valores e verdades quem pode falar em nome do outro e a quais interesses servem.

A identidade do professor constrói-se a partir da relevância que cada profissional dá a sua própria atividade docente, através de valores, atuação no mundo, das representações de vida, saberes, sentimentos, expectativas presentes no seu cotidiano, com as relações estabelecidas enquanto seres como um todo, dentro das escolas, sindicatos e também as relações entre os próprios professores.

Além de todos os discursos, existe a experiência de vida que influi na formação da identidade. A realidade existente se mostra através de situações veiculadas na sociedade tais como: baixa remuneração, salas de aula com alunos turbulentos e em alguns casos falta de material didático.

É certo que variados problemas se aglomeram nas instituições de ensino, onde o embate se faz presente através das diversas manifestações onde impera um descontentamento por parte dos profissionais em educação de um modo geral. Por outro lado precisamos munir-nos de energia para poder enfrentar as adversidades que se apresentam.

Ser professor nos dias atuais é mais que uma profissão, é algo além do salário que se recebe no fim do mês, é ao menos tentar sentir-se motivado dia após dia para seguir adiante na certeza de poder estar fazendo o melhor possível dentro das possibilidades educacionais que fazem parte do nosso cotidiano escolar.

Faz-se necessário observar a nossa responsabilidade no desenvolvimento do educando, na sua formação e preparo do seu desempenho para atuar em um mundo que por vezes se apresenta contraditório nos mais variados aspectos seja de ordem social, política ou econômica.

Precisamos (re) pensar nossa prática todos os dias, pois é através da reflexão e do constante aprimoramento intelectual que poderemos melhorar cada vez mais tornando-nos uma das peças fundamentais na formação de jovens e adultos.

*Professora

Fonte: http://www.jornalagora.com.br/site/index.php?caderno=27&noticia=56862

15 de out. de 2008

Blog Action Day 2008

Olá Amigos

Hoje se comemora o Dia do Professor, mas também o dia do Blog Action Day. O tema desse ano é o combate a "Pobreza", é importantíssimo para todo o planeta e muito especial para alguns países em desenvolvimento como o nosso. Como já dito, de acordo com dados da ONU, somente no Brasil temos mais de 11 milhões de lares considerados pobres, com renda per capita inferior a R$ 120,00.

Então diante disso como nos enquanto educadores podemos comemorar o Dia dos Professores se há crianças no mundo morrendo de fome? Quando há crianças sendo exploradas? Onde não tem espaço para as crianças nas salas de aulas? E onde tem crianças pegando em armas? Onde há pessoas vivendo sem o mínimo necessário para sobreviver?

Não sei vocês mas isso me deixa louco e muito triste. O Brasil é o 5º maior produtor de grãos do mundo, e tem crianças morrendo de fome no Vale do Jequitinhonha. Apesar de achar que muita coisa mudou nesses 8 anos, ainda há muito o que se fazer para diminuir a desigualdade social no nosso país.

Ver imagens como a que esta acima, revelam o lado mais cruel da desigualdade social e econômica da globalização, mas também nos levam a refletir o nosso papel dentro disso tudo, mostrando a nos que há no mundo condições mais desfavoráveis que a nossa.

O site internacional do Blog Action Day lançou seis dicas para ajudar você não apenas a aproveitar e se envolver mais com a causa, mas também para tornar seu 15 de outubro inesquecível. O pessoal do Blog Action Day Brasil pegou as idéias principais e deu uma própria abordagem. Vamos lá?

1) Pondere. Isso significa pensar sobre a pobreza. Entenda seu lugar no mundo e como você pode ajudar a solucionar o problema. Comova-se, entenda, estude. Não guie-se apenas pela sua própria opinião e inteligência sobre o assunto, busque novas abordagens. Entenda o que você pode fazer pela causa.

2) Acredite. Sim, você faz a diferença. Você – e as tantas outras pessoas que passarem pelo seu blog no dia 15 de outubro – irão “mudar o rumo da conversa”, e isso vai se estender pelo mundo todo. Acredite.

3) Sonhe. Estamos desacostumados a pensar sempre na melhor possibilidade. Tire os pés do chão e imagine, como diz John Lennon, todas as pessoas vivendo em paz e dividindo o mundo. Exercite sua imaginação, sua criatividade. Não se tolha nem crie limites imaginários para suas possibilidades. Apenas crie.

4) Aja. Não é porque o Blog Action Day é um evento da blogosfera que você deve se limitar a blogar. Tome iniciativas, planeje, faça a diferença. Saia transformado do dia 15 de outubro – e transforme também.

5) Compartilhe. Além do seu blog, há uma série de meios de compartilhar suas idéias sobre a pobreza. Faça uso de mídias sociais, telefone, carta, pombo-correio, o que quiser! O importante é se comunicar – e fazer do Dia de Ação de Graças da Internet um evento com base no mundo real, é claro.

6) Mude. É uma conseqüência natural, é claro. Mas tente mudar realmente depois de ter visto tantos blogs com iniciativas e pensamentos sobre uma questão de importância tão fundamental no mundo. Leve a sério a pobreza e faça algo a respeito; certamente você terá bastante inspiração depois do dia 15 de outubro

O site Planeta Educação tem um artigo bem legal sobre o combate a pobreza que vale a leitura. Agora assistam o vídeo da campanha, reflitam e façam a parte de vocês.


Blog Action Day 2008 Poverty from Blog Action Day on Vimeo.


Abraços

Equipe NTE Itaperuna

12 de out. de 2008

Feliz Dia das Crianças


Olá Amigos

Hoje se comemora, na minha opinião a data mais legal de todas, o Dia das Crianças. Apesar de achar que Dia das Crianças é todo dia, mas ter um dia especifico para isso é muito bom. Tirando a onda de consumismo que envolve a data hoje em dia, hoje é um dia para curtir seus filhos e aproveitar para virar criança novamente exatamente como fez o meu amigo José Antônio Klaes Roig do Letra Viva do Roig com o seu filhote jogando Jogo da Memória, que alias rendeu duas postagens bem legais.

Rolar na grama, se sujar de lama, soltar pipa, jogar bola, fazer comidinha, trocar roupa de boneca, puxar carrinho, ver um filme junto, ir ao teatro, jogar videogame junto, contar uma historia ou simplesmente passear na pracinha do bairro, enfim curtir um dia especial junto ao seu filho. Na sociedade moderna em que vivemos tempo é uma coisa muito rica e imperdível, mas viver um dia sem hora e sem compromissos junto aos nossos filho é algo simplesmente maravilhoso ou como diz o anuncio "não tem preço".

Por isso o Caldeirão de Idéias montou uma programação bem legal para você poder fazer junto ao seu filho neste dia tão especial.

Como Dia das Crianças sem poesia não é Dia das Criança postamos abaixo 3 poesias para você ler junto com os seus filhos pois afinal poesia é um sonho para qualquer criança. Postamos também um filme para você assistir junto com eles. O filme é o "Menino Maluquinho" do Ziraldo maravilhosamente levado para as telas pelo Helvécio Ratton, o roteiro foi preparado pelo Profº João Luís de Almeida Machado do Planeta Educação e uma reportagem explicando como surgiu o Dia das Crianças, para que você explique aos seus filhos o real motivo da data, o valor sentimental da data e não o seu lado consumista.

Assim como devemos cuidar do nosso planeta, reduzindo o consumo, reciclando materiais e nosso lixo, economizando água, reduzindo a emissão de CO² e plantando mais arvores, cuidar de nossas crianças dando a elas uma educação de qualidade, muito amor, ensinando os valores éticos e a importância da igualdade fará do mundo um lugar melhor para se viver.

Nos blogs Educar Já da Cybele Meyer e Jogos, Brincadeiras e Dinâmicas você tem varias atividades e opções de dinâmicas para fazer com seus alunos e filhos, afinal nada melhor do que juntar o útil ao agradável.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Carta aos Adultos


1. As minhas mãos são pequenas: por favor não esperem a perfeição ao fazer a cama, desenhar, atirar e agarrar uma bola.As minhas pernas são pequenas: por favor abrandem para eu vos poder acompanhar.


2. Preciso de encorajamento para crescer. Por favor sejam brandos nas vossas críticas. Lembrem-se: podem criticar o que faço sem me criticarem a mim.


3. Os meus olhos não vêem o mundo do mesmo modo que os vossos. Por favor deixem-me explorá-lo em segurança. Não me impeçam de o fazer sem necessidade.


4. Os meus sentimentos ainda estão tenros. Não impliquem comigo o tempo todo. Tratem-me como desejariam ser tratados.


5. As tarefas domésticas estão sempre a precisar de ser feitas. Só sou pequeno por pouco tempo. Por favor percam tempo a explicar-me as coisas deste fantástico mundo em que vivemos e façam-no de boa vontade.


6. Por favor não vão "fazer por cima" tudo o que eu faço. Isso dá-me a ideia de que os meus esforços nunca alcançam as vossas expectativas.Sei que é difícil, mas não me comparem a outras crianças.


7. A minha existência é uma dádiva. Cuidem de mim como é esperado, responsabilizando-me pelas minhas acções, dando-me linhas de orientação e disciplinem-me de um modo afectuoso.


8. Por favor não tenham medo de ir passar fora um fim-de-semana. Os filhos precisam de férias dos pais como os pais precisam de férias dos filhos. É uma bela maneira de mostrarem como a vossa relação é especial.


9. Por favor dêem-me a liberdade para tomar decisões que me dizem respeito. Deixem-me falhar, para que eu possa aprender com os meus erros. Assim, um dia estarei preparado para tomar as decisões que a vida me exigirá.


10. Por favor dêem-me todas as oportunidades para eu aprender e bons exemplos para eu seguir. Assim poderei tornar-me numa pessoa verdadeira, recta e humana.

Ou Isto ou Aquilo


Ou Isto ou Aquilo
Cecília Meireles


Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

Você criança


Lauro Kisielewicz

Você criança,
que vive a correr,
é a promessa
que vai acontecer...
é a esperança
do que poderíamos ser...
é a inocência
que deveríamos ter...

Você criança, de qualquer idade,
vivendo entre o sonho e a realidade
espargem pelas ruas da cidade,
suas lições de amor e de simplicidade!

Criança que brinca,
corre, pula e grita
mostra ao mundo,
como se deve viver
cada momento, feliz,
como quem acredita
em um mundo melhor
que ainda vai haver!

Você é como uma raio de luz
a iluminar os nossos caminhos,
assemelhando-se ao Menino Jesus,
encanta-nos com todo teu carinho!

Você é a criança,
que um dia vai crescer!
É a promessa,
que vai se realizar!
É a esperança
da humanidade se entender!
É a realidade
que o adulto precisa ver...
e também aprender a ser...

Ser criança


Sandra Mamede

Ser criança
Não é somente ter pouca idade
E sim esquecer a idade física
A nossa verdadeira idade está na mente
É o que se sente.

Ser criança
É perseguir a felicidade
Sem se importar com a idade.

É esquecer um pouco das responsabilidades
Sem contudo ser irresponsável.

É viver intensamente o presente
Não viver condicionado ao futuro
Nem ruminando o passado

É amar intensamente
E viver essa paixão sem precedentes

É sempre sorrir
Sempre estar aberto para o novo

Ser criança
É nascer de novo a cada dia...

Saiba como surgiu o Dia das Crianças

Dia das Crianças no Brasil

A criação do Dia das Crianças no Brasil foi sugerido pelo deputado federal Galdino do Valle Filho na década de 1920.

Arthur Bernardes, então presidente do Brasil, aprovou por meio do decreto de nº 4867, no dia 5 de novembro de 1924, a data de 12 de outubro como o dia dos pequenos.

O Dia das Crianças só passou a ser comemorado mesmo em 1960, quando a fábrica de brinquedos Estrela fez uma promoção junto com a empresa Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas.

A idéia das duas empresas deram tão certo que outros comerciantes resolveram adotar a mesma estratégia. E assim, dia 12 de outubro é dia de criança ganhar presente!

Dia das Crianças no Mundo
Muitos países comemoram o Dia das Crianças em outros dias do ano. Na Índia, é em 15 de novembro. Em Portugal e Moçambique, a comemoração acontece no dia 1º de junho. Na China e no Japão, a comemoração acontece em 5 de maio.

Dia Universal da Criança
A Organização das Nações Unidas, também conhecida como ONU, comemora o dia de todas as crianças do mundo em 20 de novembro. Foi nessa data que os países aprovaram a Declaração dos Direitos das Crianças.

Fonte: http://www.terra.com.br/criancas/diadascriancas2004/comosurgiu.htm

9 de out. de 2008

Livro Quando eu voltar a ser criança de Janusz Korczak

Olá Amigos

Hoje visitando e lendo os sites e blogs que gosto, me deparei com um texto no site A Casa de Rubens Alves sobre o educador Janusz Korczak, que se tornou um símbolo pelo seu amor às crianças. O texto, que está abaixo desta postagem, foi escrito por Rafael F. Scharf - Vice-Presidente da Associação Internacional Janusz Korczak da Inglaterra e traduzido por Manoel Moraes.

Diretor de um orfanato em Varsóvia, foi morto pelos nazistas com suas crianças numa câmara de gás. Ele nunca abandonou suas "crianças" e morreu por elas mas deixou um legado maravilhoso com o Livro "Quando eu voltar a ser criança".

O livro que eu tenho foi a minha mãe quem me deu, na época do nascimento de minha filha para que eu nunca me esquecesse de como era ser criança num mundo adulto. Este livro estou guardando para dar de presente para ela quando ela tiver os seus filhos.

Há algumas coisas bem legais no livro, mas uma das melhores é que quando o autor termina o livro, contando que ele não tinha mais pais, não tinha se casado portanto não tinha filhos e era um simples professor.

Sentado em sua escrivaninha corrigindo provas ele se depara com uma prova escrito “meza”, ao invés de “s”, onde ele se conscientiza de que não importa nada disso. Risca o “z” coloca “S”, risca de novo “s” e coloca “Z”, e diz:

-É uma pena. Mas não quero voltar atrás.

Recomendo a leitura a todos educadores e principalmente pais.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna