Através da pedagogia de projetos possibilita- se a pesquisa, o aproveitamento das vivências dos alunos como forma de motivar o aluno a descobrir e interessar-se por novos conhecimentos. Inicia-se o trabalho pelo senso comum até atingir um conteúdo sistematizado.
Poucos professores estão preparados para integrar esses diferentes domínios na sua ação pedagógica, isso implica maior compromisso na sua formação. Por isso, a formação do professor envolve muito mais do que provê-lo com conhecimento técnico sobre computadores. Deve-se criar condições para o professor construir conhecimentos sobre os aspectos computacionais; compreender as perspectivas educacionais subjacentes aos softwares em uso, isto é, as noções de ensino, aprendizagem e conhecimento implícito no software, e entender por que e como integrar o computador na sua prática pedagógica.
Deve proporcionar ao professor as bases para que possa superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica, possibilitando a transição de um sistema fragmentado de ensino para uma abordagem integradora de conteúdo e voltada para a elaboração de projetos temáticos do interesse de cada aluno.
Finalmente, deve criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado e a experiência vivida durante sua formação na sala de aula, compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos que se dispõe a atingir. professor não só estará adquirindo habilidades e competências técnicas e pedagógicas, mas tornando-se um verdadeiro educador. Educar, nessa nova concepção significa saber criticar e criar novos conhecimentos.
O Quadro Cognitivo (sugerido pela Lea Fagundes) pode ser elaborado facilmente com os alunos juntamente com os professores ou em grupos, ou duplas, para para facilitar a elaboração de projetos. Nele faz-se as seguintes perguntas: O que sabemos?, O que queremos saber?, Como vamos saber? O que vamos fazer? Quando vamos fazer? .
Para a montagem do projeto a introdução deve conter a contextualização, a justificativa, a problematização e os objetivos. Na contextualização o faz-se a apresentação do tema, os sujeitos envolvidos, o local e a data, além da exposição da necessidade de fazer a pesquisa sobre esse determinado tema. Na problematização o três questões básicas devem ser levantadas (O que já sabemos?, O que queremos saber e Como vamos saber?). Após as respostas destes questionamentos através da pesquisa vem o desenvolvimento do projeto quando deverá ser respondido: O que vamos fazer após ter colhido os dados pesquisados? Quando vamos fazer?
Ou seja, quanto tempo será realizado esse projeto, e por último a avaliação. Devemos observar se os objetivos foram atingidos positivamente ou não, devem ser justificados e apresentado na escola através de um mural, ou de uma exposição. No início, os trabalhos não saem maravilhosos, mas com a prática e vários profissionais aplicando a mesma metodologia, as chances são enormes. Professores e alunos precisam de um tempo para aprenderem juntos a elaborarem projetos, e os executarem sucessivamente.
Infelizmente alguns professores resistem em aderir a esta inovação e insistem em continuar trabalhando apenas com aulas expositivas, apagador e giz, cobrando de seus alunos a repetição e memorização dos conteúdos, mas vivemos numa democracia e precisamos respeitar a diversidade. O mediador é importantíssimo nesse processo porque tem que sensibilizar seus colegas com argumentos muito bem fundamentados. É fácil compreender essa resistência pois o avanço da tecnologia tem se dado tão rapidamente que amedronta os mais velhos a se inserirem nesse novo mundo digital que a cada dia faz mais parte do cotidiano da sociedade.
Fonte: http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2007/2007_EaD_o_professor_e_a_inovacao_Monica_Faria.pdf
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