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23 de jun. de 2010

O que são as Redes Sociais?


Viviane Amaral no artigo "Redes sociais e redes naturais: a dinâmica da vida" escreve o seguinte sobre as redes de relações espontâneas e as redes sociais:

Redes de relações são inerentes às atividades humanas. Se pensarmos no nosso cotidiano, com o foco nas relações que sustentam nossas rotinas, veremos emergir conjuntos de redes. Pense na teia de relações que você tece na sua vida escolar: professores, colegas, o cara do ônibus ou metrô, o vendedor de passes, a servente da escola etc. Pense na rede de relações que você estabelece para abastecer a casa, comprar vestimentas, na sua vida profissional. Sua rede de afetos: as pessoas que você ama. Perceba como todas as suas atividades dão origem a redes de relações. São redes espontâneas, que derivam da sociabilidade humana. Estão aí o tempo inteiro, apenas não costumamos focar nosso olhar sobre elas, vendo-as como um sistema vivo e dinâmico, mas são elas que dão sustentação às novas vidas e a produzem diariamente.

O que diferencia as redes sociais das redes espontâneas é a intencionalidade nos relacionamentos, os objetivos comuns conscientes, explicitados, compartilhados. Apesar dessas características especiais, a forma de operar das redes sociais e das espontâneas traduz princípios semelhantes aos que regem os sistemas vivos. Assim, um passo importante para entender as dinâmicas próprias do trabalho em rede é conhecer os sistemas vivos, entender como a vida se sustenta e se auto-produz. Uma diferença essencial entre os dois sistemas de rede é que os fluxos e ciclos das redes sociais estão permeados e são canais de circulação de informação, conhecimento e valores (sistemas simbólicos). No quadro abaixo procurei fazer uma analogia entre os dois sistemas, tendo como eixo comum a sustentabilidade.
Fernando Santamaria em seu artigo "Ferramentas da WEB para a Aprendizagem Colaborativa: Webblogs, Redes Sociais, Wikis, Web 2.0" nos conta a origem das redes sociais:

O termo redes sociais vem da teoria dos "Seis graus de separação". Dois pesquisadores norte-americanos, nos anos 50, Ithiel de Sola Pool (MIT) e Manfred Kotchen da IBM (com seu livro “Contacts and Influence”), pretendiam demonstrar a relação matemática de probabilidade de "ser conhecido entre um conjunto de pessoas"; e enunciaram: "dado um conjunto de N pessoas, qual é a probabilidade de que cada membro esteja conectado a outro membro por ki, k2, k3, ……, kN ligações?". A verdade é que estiveram muito fechados nesta teoria. Uma década depois, essa teoria matemática foi se infiltrando em outros ramos do conhecimento como a sociologia. Stanley Milgran a reformulou com enfoque nas Ciências Sociais e a denominou "o problema do mundo pequeno". Selecionou, ao acaso, várias pessoas do meio oeste americano que enviaram embrulhos a um lugar desconhecido, situado a várias milhas de distância em Massachusetts. Os remetentes conheciam o nome do destinatário final, sua ocupação e localização aproximada. Foi indicado a quem deveria ser repassado o pacote: uma pessoa conhecida por eles mas, que dentre os seus amigos, era o que tinha maior probabilidade de conhecer diretamente o destinatário. Esta pessoa deveria fazer o mesmo e assim sucessivamente até que o pacote fosse entregue diretamente ao destinatário final. Os participantes esperavam que a cadeia incluiria centenas de intermediários, mas a entrega de cada pacote levou, em média, apenas cinco ou sete intermediários. As descobertas de Milgram foram publicadas no "Psychology Today" e inspiraram a frase seis graus de separação.
Redes Sociais in Plain English (legendado)



Redes Sociais na Educação


A utilização das redes sociais na educação ainda causam muita polêmica. Algumas escolas proíbem o acesso dos estudantes com o intuito de protegê-los de eventuais problemas. Mas deve-se levar em conta, que todos precisam aprender a utilizar esses recursos de forma adequada, responsável, que não coloque em risco a sua segurança e a escola não deve se furtar dessa tarefa. O aprender a usar esse recurso, reconhecer quais são os comportamentos aceitáveis devem fazer parte dos objetivos daqueles que se propõe a utilizar as NTICs.
As redes sociais podem ser utilizadas para:
  • Criar uma comunidade de aprendizagem para a escola, classe ou disciplina
  • Compartilhar informações e ideias com outros profissionais e especialistas nos temas que estão estudados pelos alunos em sala de aula
  • Aprender sobre redes sociais
  • Criar um canal de comunicação entre estudantes de diferentes escolas e com interesses em comum
Boas praticas que devem ser vistas:

Internet en al Aula: comunidade de professores que compartilham experiências e recursos para o uso da Internet na aula.
Aspiras da Uerj: Um pré-vestibular colaborativo
Redes Social Aprendendo Física: Uma Rede Social para se aprender Física

Fonte: http://edu20.wikidot.com/redes-sociais

26 de abr. de 2010

Tudo o que você usa você realmente precisa?


Olá Amigos

Depois de vários dias com problema de conexão (Oi #fail), estou de volta ao mundo virtual. Não que a estada no mundo real não tenha tido os seus momentos maravilhosos como a primeira comunhão da minha filha, um tempo em casa vendo filmes com a família e promovendo debates entre a gente sobre qual foi o melhor filme visto no dia (coisa de família cinéfila).

Mas o que me deixou principalmente feliz foi ler os meus emails e ver o meu amigo Sergio Lima (@ticseducacao) a toda, na sua plena acidez critica e o bom humor fantástico que lhe é peculiar. Deparo-me com perolas dele como: Usar #twitter para travar debates/discussões é como fazer sexo em pé na escada! coisa que gente de nossa idade não pode fazer com freqüência pois corre o risco de ficar travado na posição ai seria deveras constrangedor.
E a outra foi uma postagem, que está abaixo, falando sobre o NING intitulada: 3 lições que os professores podem aprender com o NING que eu recomendo com louvor a leitura, pois além de trazer alternativas para o NING abre e propõe uma discussão saudável sobre o uso das ferramentas e suas aplicações educacionais ou não.

O Sergio Lima (@ticseducacao) e eu nascemos sobre a luz Jedi da força, mas ele a exercita ao limite com relação ao twitter e a filosofia do menos e mais do qual eu admiro suas propostas e sua base de razões propostas por ele no debate. Com base nesse material eu pergunto a você: Tudo o que você usa você realmente precisa?

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

3 lições que os professores podem aprender com o NING

Introdução

Como todos já devem saber, o NING pretende mudar seu modelo de negócios e, possivelmente, acabar com todas as contas gratuitas. Além de todo chororô e alvoroço, professores que tem redes no NING já começam a pensar em alternativas. Alguns colegas já botaram o pé na estrada e começaram a desbravar as alternativas:

Como se pode ver, o problema nem será tanto as alternativas, mas eventualmente o trabalho que se poderá ter para se efetuar a migração de dados e usuários do NING para a nova plataforma escolhida.

Enquanto o momento desta eventual migração não chega, que tal os professores que têm criado suas redes sociais para fins educacionais pensarem um pouco que lições podem tirar deste episódio?

As Três Lições

Lição #1 – Preciso mesmo desta tecnologia?

Tudo aquilo que é simples, fácil e gratuito se torna tentador e, via de regra, professores (e profissionais de um modo geral) tem a mania de achar que “mais é mais” em educação (e em todas as áreas). Mas não é!

Tem redes no NING para 1 turma, para grupos de estudo (pequenos), para eventos isolados e etc… O que proponho para a reflexão é: uma plataforma de interação e produção de conteúdos, como o NING e suas alternativas, não seria um “tiro de canhão para se matar uma mosca” para uma grande parte das necessidades de professores ou grupos de aprendentes?

Não seria possível criar um ambiente de interação, conversações e produção coletiva de conhecimento e/ou conteúdo usando apenas um blogue?

Lição #2 – A plataforma que escolhi facilita migrações futuras?

Muita, mas muita gente boa de educação (e fora dela) acha que o fato de algo ser gratuito é condição suficiente para se adotar como solução tecnológica.

Não consideram o fato, importantíssimo, de que se a tecnologia usa padrões fechados e/ou proprietários você está entrando num aprisionamento tecnológico.

Quaisquer que sejam os objetivos educacionais, que tenham como horizonte o médio e longo prazo, deve-se olhar atentamente se a solução adotada permitirá, caso seja necessário, uma migração para outra solução sem impossibilidades técnicas.

Isto só é possível com soluções e/ou tecnologias que utilizem padrões abertos, documentados e livres!

Se você resolver migrar sua rede do NING para outra plataforma correlata, procure observar com atenção este detalhe.

Lição #3 – Soluções gratuitas são adequadas para o longo prazo?

Como eu já disse antes:

Embora “peopleware” e pedagogia sejam mais determinantes que a tecnologia em si, como veremos a seguir, a escolha da ferramenta adequada nos poupará trabalho e nos permitirá gastar tutano nas coisas que realmente são as mais importantes: Criar Comunidades de Aprendizagem em torno de uma plataforma.

A maior parte de nós professores já temos muitas tarefas a realizar na tentativa de construir práticas educativas adequadas ao nosso contexto educacional e eficazes para que os alunos aprendam e, mais importante de tudo, aprendam como se aprende.

É natural que escolhamos, num primeiro momento, plataformas gratuitas e simples para as nossas experiências de construção/animação de comunidades de aprendizagem. Mas, na medida que vislumbramos um caminho a seguir (e, em educação, será sempre de médio e longo prazo!) precisamos refletir se soluções gratuitas não contribuirão para que a produção de nossa comunidade fique dispersa na rede no médio e longo prazo.

Não valerá a pena, para um horizonte de médio e longo prazo, se pensar em um domínio próprio e um maior controle da produção da sua comunidade de aprendizagem?

Mesmo que individualmente você não tenha facilidades com as tecnologias necessárias para manter suas soluções por sua própria conta, não valerá a pena, juntar-se a outros professores e organizarem “um condomínio” para a produção deste coletivo?

[atualização]
Um exemplo de “condomínio” ou de solução coletiva para redes sociais em educação é o SLEducacional!
[/atualização]

A ideia de que vivemos em rede (não mais sozinhos nas nossas escrivaninhas) precisa ser traduzida em práticas mais coletivas e colaborativas!

Uma solução paga, para um coletivo, pode ser mais barata do que um cafezinho por dia. Não que eu defenda que não possa existir o “almoço grátis!“, mas o ponto crucial é: se você acredita no seu trabalho, por que não investir, um pouco, para que ele tenha garantia de presença e organização na web no médio e longo prazo?

Conclusões provisórias

Eu não quero trazer certezas com este texto! Eu quero que professores, educadores e gestores de espaços educacionais pensem para além do curto prazo, da solução imediata para o próximo mês.

Educação é algo muito importante para que tenhamos sempre soluções improvisadas e não ponderadas. Reflexão e ação, em qualquer área, assim como em Educação, deve ser a regra e não a exceção.

PS: Das redes NING que eu mantenho (duas), pretendo ficar com apenas uma. Dependendo das políticas de preço que serão implementadas prentendo mantê-la no NING. Caso seja necessário uma migração, pretendo migrar para a solução wordpress + budypress.

PPS: Na mesma linha de discutir além do óbvio a Lilian Starobinas tece algumas considerações importantes sobre as mudanças no NING. Aponte seu navegador para o endereço abaixo:

http://discursocitado.blogspot.com/2010/04/perdas-e-danos.html

PPPS: Se eu tivesse que migrar para um sistema gratuito (não usar domínio próprio, isto é, wordpress + buddypress) a minha opção seria, seguramente, o grou.ps. Os motivos são: 1) Tem uma página de ajuda só pra quem vem do NING. 2) Tem código aberto e planejam disponibilizá-lo no futuro.

Fonte: http://www.aprendendoemrede.info/3-licoes-que-os-professores-podem-aprender-com-o-ning/