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13 de jan. de 2011

Como achar tudo no Google – Truques secretos e operadores de busca

Olá Amigos

Tem vezes que estamos procurando algo na internet e nada de encontrar. Nessas andanças por ai achei essas dicas que com certeza irão facilitar a nossa vida é muito. Aprenda a encontrar tudo no Google com esses truques secretos, que melhoram em muito os resultados.

E possível, hoje em dia, encontrar tudo na Internet. Mas não e tão fácil encontrar tudo se você não sabe os comandos do Google.

fonte: http://migre.me/2IOaP

Conheça e entenda como usar 6 comandos que vão fazer você encontrar tudo o que quiser na Internet, de downloads de jogos e programas completos a musicas e filmes, alem de livros e paginas bloqueadas.

Os comandos do Google são chamados operadores. Os operadores, propiciam melhores resultados quando bem usados. Eles sempre são escritos em letras minúsculas, acompanhados de dois pontos e o respectivo parâmetro, seguindo o padrão abaixo

operador:parâmetro

Operador site

O operador site permite que você procure especificamente nas paginas daquele site. E perfeito para quem esta visitando um site ruim e não consegue encontrar aquilo que quer nele.

site:vejaisso.com

Vai procurar unicamente no vejaisso.com, todos os resultados exibidos no Google estarão restritos a este nível de domínio.

site:edu

Temos agora um nível de domínio muito mais amplo para pesquisar e encontrar as coisas: todos os sites que terminem em .edu irão aparecer nos resultados.

Ou seja, unicamente sites de educação irão aparecer. Apesar que o mesmo não funciona muito bem para o Brasil, já que as duas maiores universidades do Brasil, USP e UNIFESP não tem a terminação.

Operador de arquivos e downloads

Para encontrar qualquer aula e apresentação na Internet, simplesmente faca a restrição usando o operador de arquivo:

filetype:extensao

Portanto, para encontrar apresentações, você pode usar a seguinte expressão

filetype:ppt nome da aula

Ou pode fazer algo ainda mais especifico, como fazer o download de apresentações e PowerPoint que sejam da USP, digitando

filetype:ppt site:usp.br nome da aula

Mas não somente aulas, você é capaz de encontrar qualquer arquivo alocado na internet. Caso queira músicas, digite:

filetype:mp3 nome da música

Operador nome do domínio

Este e outro operador muito útil, pois pesquisa a palavra dentro do nome do domínio

inurl:palavra

Por exemplo, caso você queira aprender a desenhar, você pode procurar sites especializados nisso:

inurl:desenho

inurl:desenhar inurl:manga inurl:anime

Assim você vai encontrar sites que contenham essas palavras no titulo. Se procurar

inurl:veja

O site vejaisso ira aparecer junto com veja.com.br, entre outros como inVEJA.
Operador no título somente

Com esse truque você consegue limitar ainda mais sua pesquisa: apenas paginas que contiverem a informação no titulo irão aparecer.

Isso aumenta sua chance de encontrar algo relacionado, a pesquisa em questão.

Particularmente útil para achar algo especifico onde a busca exibe muitos resultados

intitle:chocolate

Apenas títulos que contenham a palavra chave irão aparecer.

Como achar tudo no Google?

O Google é uma ferramenta de busca excepcional. É possível encontrar praticamente tudo na Internet, desde que você utilize os operadores certos, limitando suas buscas.

fonte: flickr


Portanto, seguindo esses truques, você irá poupar muito trabalho e conseguir encontrar tudo o que quiser no Google.

Achei a dica aqui http://goo.gl/MM4Bt e aqui http://migre.me/2IMQZ

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

4 de dez. de 2010

Use o Google para encontrar aulas e apresentações do Powerpoint completas para download

Olá Amigos

Encontre qualquer PPT e PPS com este tutorial!

Hoje em dia é possível encontrar tudo pela internet. Nós já mostramos aqui como achar tudo através do Google, mas agora iremos nos aprofundar em como encontrar aulas em ppt.
Para encontrar fazer o download de qualquer apresentação em ppt ou pps, você primeiro têm que encontrá-la usando o Google.

Encontrar Aulas em PPT e PPS

Você tem que procurar no Google utilizando a seguinte expressão:

filetype:ppt OR filetype:pps nome da aula

Note, que a expressão faz o seguinte pedido ao Google: “Tio Google, só mostre para mim arquivos em PPT ou arquivos em PPS que se relacionem com “nome da aula”".
Muitas vezes o Powerpoint não foi nomeado corretamente nem tem o título adequado, então é bom procurar também pelo tema da aula ou pelo nome do professor que ministrou a aula.

Encontrar apresentações em PPT e PPS de uma Universidade ou Site específico

Também é possível limitar ainda mais a busca, tornando cada vez mais fácil encontrar exatamente aquela aula que tivemos. Se por exemplo, quisermos encontrar uma aula de Diabetes, em ppt na Universidade de São Paulo, teríamos a seguinte expressão:

filetype:ppt OR filetype:pps site:usp.br diabetes

Abaixo, temos os resultados


Encontrar Aulas e Apresentações completas PPT e PPS no Google

Sublinhei bem de leve alguns ítens: primeiro, na frente de cada título há [ppt] (Mas não é obrigatório ter! Cuidado!); note que apenas o domínio usp.br apareceu, como pode ser visto no endereço em verde; depois temos que notar que o título da aula, muitas vezes não condiz com a nossa apresentação de interesse, mas podemos facilmente identificar o real título da apresentação, que aparece em verde (respectivamente, clinicamedica.ppt; Clina%20Medica.ppt, reaval_funcao_acidos_graxos.ppt).

Pronto, agora você consegue fazer o download e encontrar qualquer aula e apresentação em powerpoint, ppt, pps ou pptx que existe disponível na Internet.


Dica tirada daqui: http://migre.me/2HPPo

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

25 de mar. de 2010

Uso pedagógico do GoogleDocs

08/02/2010 por profjc

O que é o GoogleDocs?

Google e suas ferramentas web 2.0
O Google é um paraíso da web 2.0

O Google é bastante conhecido por sua ferramenta de busca de mesmo nome e que lhe trouxe toda a popularidade que o nome tem hoje em dia, mas desde há muito o Google deixou de ser apenas um buscador para tornar-se um “paraíso da Web 2.0“.

Dentre toda a parafernália de ferramentas web 2.0 disponibilizadas pelo Google, vamos nos deter no pacote denominado GoogleDocs.

O GoogleDocs originou-se de dois produtos separados, adquiridos e modificados pelo Google: o Writely, um processador de textos colaborativo que pode rodar a partir da web, e o Google Labs Spreadsheets, uma planilha de cálculos também colaborativa e que pode rodar a partir da web. Assim começava a nascer o GoogleDocs, em 2006. Posteriormente foram incluídos um gerador de apresentações de slides e, mais recentemente ainda, a possibilidade de armazenar e compartilhar todo tipo de arquivo em 1 Gb de espaço de armazenamento gratuito.

Assim, hoje o GoogleDocs consiste em um pacote de programas de escritório semelhante ao Office da Microsoft ou ao BrOffice da Sun, com o diferencial de que é gratuito, online e permite a colaboração na edição dos documentos. Além disso os “docs” do GoogleDocs são compatíveis com os demais pacotes de ferramentas para escritório, podendo ser salvos, lidos e editados por qualquer um deles. Para acessar e poder usar o GoogleDocs basta ter uma conta no Google.

Para que serve o GoogleDocs?

O GoogleDocs serve para as mesmas finalidades que os pacotes de escritório vendidos comercialmente, como o Office, da Microsoft, ou distribuídos gratuitamente, como o BrOffice da Sun. Por ser um pacote de ferramentas de escritório o GoogleDocs nos permite criar, armazenar, compartilhar e distribuir documentos de texto em vários formatos, planilhas de cálculo e apresentações de slides.

Documentos do GoogleDocs
O GoogleDocs oferece um pacote de ferramentas de escritório que são colaborativas e podem ser editadas online.

Por ser uma ferramenta web 2.0, o GoogleDocs é gratuito e não requer licenciamento de uso, o que o torna uma excelente opção para quem não tem um pacote de escritório instalado em seu computador.

O acesso ao GoogleDocs pela Internet e o armazenamento dos documentos na própria web permitem que se possa acessar, consultar e editar os documentos de qualquer lugar com acesso à rede.

O fato de podermos compartilhar os documentos de várias maneiras, possibilitando tanto o acesso a eles para leitura quanto para edição compartilhada, nos permite também criar documentos colaborativos ou disponibilizar documentos apenas para consulta. É claro que também podemos manter esses documentos com acesso restrito apenas a nós mesmos.

Atualmente, com o Gears, também do Google, pode-se sincronizar os documentos do GoogleDocs com o seu computador desktop (ou notebook), permitindo que você possa editar os documentos localmente usando um navegador comum (IE, Firefox, etc.) e depois atualizar os documentos armazenados na rede assim que estiver conectado (o processo é automático). Isso nos dá a possibilidade de usar o pacote de escritório online de maneira offline e elimina de vez a necessidade de se ter um pacote de ferramentas de escritório instalado no seu computador.

O GoogleDocs também permite a criação de formulários online que podem ser usados para diferentes finalidades e gera automaticamente diversas estatísticas com os resultados coletados nesses formulários. Essa ferramenta é ideal para questionários de pesquisas, por exemplo. A cada formulário é associada uma planilha que pode também ser editada manualmente ou baixada para o seu computador se quiser realizar outras análises com ela.

Gráficos automáticos
Os formulários geram automaticamente gráficos com estatísticas de todos os itens do formulário

Como usar o GoogleDocs nas práticas escolares cotidianas?

Há uma infinidade de possibilidades de uso pedagógico ou de suporte às atividades do professor com o pacote de escritório do GoogleDocs. Abaixo procurarei listar algumas, mas outras sugestões de usos serão bem-vindas e podem ser feitas nos comentários desse artigo (e depois serão incorporadas à lista do próprio artigo):
  1. Uso do editor de texto: o editor de texto do GoogleDocs, além do óbvio uso como editor de textos mesmo, também permite a criação de textos compartilhados. Assim, por exemplo, o professor pode propor a criação de textos de forma colaborativa por equipes de alunos e criar um doc compartilhado por todos de uma mesma equipe e pelo professor. O GoogleDocs permite que até dez pessoas editem um documento simultâneamente e esse documento pode ser compartilhado com até 200 pessoas. Essa possibilidade de uso e edição compartilhada é útil para, entre outras possibilidades:


    • propor produção de textos colaborativos;
    • propor a realização de trabalhos em grupo;
    • criar glossários dinâmicos. 

  2. Uso das planilhas eletrônicas: as planilhas eletrônicas também podem ser compartilhadas e editadas simultâneamente, o que permite usos parecidos com o do editor de textos e outros mais apropriados para as funcionalidades de uma planlha, como a disponibilização de notas e mesmo de uma lista de presença que pode ser preenchida pelo professor e disponibilizada instantaneamente para os pais dos alunos ou para a secretaria da escola. Outros usos possíveis são:


    • disponibilizar atividades que possam ser realizadas com o uso de planilhas eletrônicas. Esse caso é especialmente interessante para a disciplina de matemática, pois além de possibilitar uma melhor compreensão da aritmética e da álgebra, também permite a criação de gráficos e a compreensão de seu funcionamento;
    • os gráficos gerados a partir das tabelas também são especialmente interessantes para disciplinas que os utilizam bastante, como a física, a biologia e a geografia;
    • uso como “banco de dados”, pois as planilhas eletrônicas permitem armazenar dados de forma organizada, recuperá-los de forma simples e manipulá-los de forma automatizada, mesmo em se tratando de muitos dados.
     
  3. Uso de apresentações de slides: as apresentações de slides são particularmente interessantes como ferramenta de apresentação de conteúdos, informações e esquemas didáticos com um visual atraente. O GoogleDocs permite também que se faça edição colaborativa dessas apresentações e que elas sejam compartilhadas online. Algumas possibilidades de uso para as apresentações de slides são:


    • produção de conteúdos didáticos pelo professor, esquemas didáticos e resumos;
    • produção e apresentação de trabalhos pelos alunos (lembrando que a edição compartilhada facilita o trabalho colaborativo de grupos de alunos);
     
  4. Uso dos formulários online: os formulários online do GoogleDocs estão associados à planilhas e constituem um meio simples e rápido de coletar informações, gerar apresentações gráficas e análises estatísticas de dados. Alguns usos possíveis:


    • produzir questionários sócio-econômicos dos alunos;
    • produzir diagnoses e pesquisas com os alunos ou com os pais, pois os formulários podem também ser acessados da casa dos alunos;
    • produzir pequenos testes e provas, ou atividades que os alunos possam realizar de forma autônoma e fora da escola.
Há ainda uma possibilidade de uso muito interessante que é a disponibilização de qualquer um desses docs na internet e sua incorporação em um blog, por exemplo. Abaixo vemos essa funcionalidade para um doc que eu criei no GoogleDocs e então armazenei no Slideshare (infelizmente não é possível ainda incorporar o documento diretamente no wordpress.com, mas outros blogs aceitam a incorporação usando a tag “iframe”):


Você também pode simplesmente postar a url do doc compartilhado no GoogleDocs (http://docs.google.com/View?id=dfgdhntd_1dktkd9cp) ou colocá-la como um link, como nesse exemplo aqui.

Neste exemplo o documento compartilhado não aceita edição por outras pessoas, mas poderia aceitar se eu tivesse feito essa opção (e posso mudar a qualquer momento, se eu quiser).

Grande parte da documentação do professor (caderneta escolar, listas de chamada, planejamentos, etc.) pode ser colocada na Internet e compartilhada publicamente. Pesquisas, diagnoses, testes e avaliações podem ser gerados e depois utilizados diretamente pela Internet. Os alunos podem produzir trabalhos de forma colaborativa e usar as ferramentas de um pacote completo de escritório mesmo que os seus computadores não possuam nenhum. Até mesmo a própria secretaria, a coordenação e a direção da escola podem usar essa ferramenta web 2.0 para produzir, disponibilizar e compartilhar documentos (como o horário de aulas, o calendário escolar, etc.), e com a vantagem de não ter que hospedar esses documentos localmente.

Documentos específicos e particulares também podem ser armazenados no GoogleDocs, mas aí deixamos de lado os fins pedagógicos  e educacionais dessa ferramenta, por isso não vou entrar nos detalhes desse tipo de uso.
O GoogleDocs permite atualmente que qualquer tipo de arquivo seja armazenado nele e compartilhado na web. Isso nos possibilita criar uma biblioteca compartilhada a partir de uma pasta pública. Além disso, a estrutura dessas pastas tem a mesma apresentação da estrutura de pastas de um HD de um computador comum e facilidades como “arrastar e soltar”, “copiar e colar”, etc. Resumindo: é tudo muito intuitivo e prático.

Também vale lembrar que tudo está em português e que o sistema de ajuda do GoogleDocs é muito bom.

Se você ainda não usa o GoogelDocs e outras ferramentas web 2.0 de produtividade, talvez esse seja o momento de começar a usá-las. A aprendizagem é rápida e não requer nenhum tipo de curso ou formação específica. Já para aprender a usar editores de texto, planilhas eletrônicas e geradores de apresentação de slides, sugiro uma busca simples na propria Internet e, se necessário, peça ajuda aos seus alunos (eles certamente saberão ajudá-lo).

18 de dez. de 2008

O mito da Geração Google

José Palazzo M. de Oliveira
http://palazzo.pro.br
10 de Maio de 2008

Há muito tempo eu esperava a chegada na Universidade de alunos que tivessem crescido em um ambiente onde a computação fosse um elemento diário e não uma nova tecnologia. Isto finalmente aconteceu! Os alunos atuais nasceram quando o computador já era um eletrodoméstico e passaram toda a sua vida de estudo utilizando computadores. Estava na hora de verificar as novas competências que, certamente, tinham sido adquiridas neste ambiente intelectualmente estimulante. Mas o que chegou foi a decepção: a maior parte dos alunos estava utilizando toda esta tecnologia de busca de informação da forma mais naïf possível: copy and paste! É claro que qualquer generalização é perigosa, mas esta é a impressão geral que sinto. Conversando com colegas chega-se a mesma conclusão: falta capacidade para filtrar toda a informação disponível e, principalmente, falta o hábito e a competência para criar interpretações pessoais a partir do material encontrado.

Nas férias passadas estava lendo um caderno de classificados de computação quando, de forma completamente imprevista devido aos objetivos daquele caderno, encontrei este pequeno editorial:

Editorial do Caderno de Classificados de Informática do Jornal Zero Hora, Porto Alegre, 10 de Fevereiro de 2008, página 1.

Pesquisadores britânicos afirmam que a suposta habilidade dos jovens para lidar facilmente com novas tecnologias não se confirma

Os jovens conseguem utilizar novas tecnologias com facilidade e adquirir conhecimento apenas com o uso da internet, certo? Pois um estudo encomendado pela Biblioteca Britânica diz o contrário. A pesquisa, realizada pela University College of London, afirma que a Geração Google - como são chamados os adolescentes nascidos a partir de 1993, depois da popularização do computador - tem sua capacidade supervalorizada.

Conforme o levantamento, feito com o objetivo de esclarecer como o avanço tecnológico afetará as bibliotecas, os garotos de hoje não são necessariamente eficientes em fazer pesquisas pela internet.

Também não permanecem mais tempo online do que as pessoas mais velhas e não destoam do resto da sociedade em priorizar informação rápida e digerida. "Na verdade, já somos a Geração Google: a demografia da internet e do consumo de mídia está erodindo supostas diferenças de gerações", diz o relatório da pesquisa.

O trabalho ressalta ainda que a "alfabetização digital" e a "alfabetização informativa" não caminham conjuntamente, o que se reflete na incapacidade demonstrada por muitos jovens para filtrar o imenso arsenal de dados disponíveis na web. Outro mito que não se confirma, dizem os pesquisadores, é o de que os garotos são mais propensos do que seus pais a buscar informações rápidas e "mastigadas". A preferência por textos resumidos e buscas por palavras-chave é uma norma geral. "A sociedade (como um todo) está se emburrecendo", diagnostica o estudo.

Uma característica que muitos já suspeitavam também foi confirmada: a dita Geração Google é uma forte adepta da prática de "copiar e colar" informações para seus trabalhos escolares, e prefere plataformas interativas de informação ao consumo passivo dos dados. Para tirar suas conclusões, os cientistas utilizaram estudos feitos com jovens nas décadas de 80 e 90 e os compararam com a forma como os adolescentes de hoje pesquisam na Biblioteca Britânica e nos sites educacionais do governo inglês.

O que o estudo não conseguiu responder é se os jovens são mesmo mais capazes do que seus pais de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo. "A questão mais ampla é saber se as habilidades seqüenciais, necessárias à leitura, também estão sendo desenvolvidas", observam os pesquisadores.


A ênfase na conclusão apresentada acima é minha e o problema é muito sério mesmo. Há bastante tempo escrevi sobre o plágio acadêmico pois estava começando a ficar preocupado com esta tendência de copiar e não de criar. Este péssimo hábito está esterilizando a criatividade. Precisamos absolutamente da revisão dos conhecimentos passados para poder construir mais alto! Uma frase, atribuída a Isaac Newton, condensa esta posição: “In the sciences, we are now uniquely privileged to sit side by side with the giants on whose shoulders we stand.” Aliás uma parte desta frase foi tomada como mote pelo Scholar Google para balizar o uso correto deste serviço.

O que aconteceu? A citação acima dá o caminho: a "alfabetização digital" e a "alfabetização informativa" não caminham conjuntamente. As pessoas passaram a utilizar a Web de forma natural pois foram "alfabetizadas digitalmente" mas não sabem utilizar a informação obtida. O conjunto de dados disponíveis na Web representa um acervo gigantesco. O grande desafio é acessar, recuperar e organizar estes dados de forma a transformá-los em informação relevante.

A palavra Dados vem do latim datum isto é algo oferecido, dado. Esta é a significação de dados: algo que está disponível que foi oferecido. Em informática consideramos dados como valores que podem ser números, cadeias de caracteres ou imagens sem interpretação. Isto quer dizer que um valor não possui uma significação em si mesmo, por exemplo: 220 podem ser volts ou quilômetros por hora. Este é o primeiro nível na representação do mundo real. Informação é o próximo nível, a informação consiste no significado associado aos dados, no exemplo anterior 220 volts é uma informação associando um valor (dado) a uma grandeza que tem significado físico. Neste caso 220 é interpretado como uma grandeza elétrica, a voltagem. Finalmente no último nível, o Conhecimento, existe a compreensão do significado da informação com a possibilidade de utilizar este conhecimento para algum uso específico. No nosso exemplo o conhecimento associado a 220 volts poderia ser que esta tensão elétrica é perigosa para o ser humano e que devem ser utilizadas ferramentas isoladas para manipular fios submetidos a esta tensão. Para que consigamos entender o significado das informações é necessária a estruturação do conhecimento e a construção de um modelo, uma espécie de mapa, relacionando os diferentes conceitos recuperados. Esta é a parte que está faltando a "alfabetização informativa ou de conhecimento".

O que ocorre parece ser uma tendência para a obtenção de material simples e de fácil aplicação. Para que estudar mais se o simples me garante a subsistência? Para que conhecer os fundamentos se me pagam pelo conhecimento e competência no uso de ferramentas de software? Para que um curso mais longo se três anos bastam para minha colocação no mercado? Estas são as perguntas correntes. Comprovei isto assistindo uma recente entrevista, longa - no padrão francês de uma hora, na TV5 de um líder estudantil de uma grande confederação de estudantes sobre os quarenta anos de Maio de 68. Seu comentário que mais me causou impacto foi: "Os estudantes de 68 queriam mudar o mundo nós só queremos nosso espaço no mercado (de trabalho)"! O problema é que esta posição levada ao limite nos conduz à mediocridade, apenas uma vida mais ou menos estável, nenhum desafio maior, nada a desbravar...

Uma destas conseqüências do utilitarismo do ensino é a visão de Bolonha sobre os cursos universitários; se por um lado há o fator positivo do intercâmbio e da mobilidade há o lado negativo da redução do tempo dos cursos. A visão dos colegas envolvidos neste processo é que o objetivo é criar um modelo de cursos curtos, para inserção rápida no mercado de trabalho, associado a um modelo de long life learning, ou seja o retorno ao estudo para atualização. Eu estou pensando que seria melhor chamar este modelo de long life training - o treinamento de mecânicos para as novas tecnologias. Quem vai desenvolver estas novas tecnologias? A Universidade Européia, que era conhecida por suas qualidades de abstração e de criação conceitual e filosófica no modelo de Universidade Humboldtiana, pode estar se transformando em uma escola técnica superior.

O mesmo se passa com nossos estudantes, se tudo está disponível na Web porque desenvolver? É mais fácil copiar. Para que estudar algoritmos se encontramos libraries para tudo com dois toques de teclado? Este texto, republicado no JC e-mail 3503, de 02 de Maio de 2008, é uma leitura essencial.

Nora Bär (ciencia@lanacion.com.ar) é editora de Ciência e Saúde do jornal argentino "La Nacion", onde publicou este artigo: En los siglos XVI y XVII, Galileo fue astrónomo, filósofo, matemático y físico. En esas épocas, una sola persona -- claro que no cualquiera: ¡Galileo, nada menos! -- podía abarcar el conjunto de los conocimientos de su tiempo. En el mundo globalizado de hoy, la ciencia dejó de ser una empresa individual para convertirse en un aparato gigantesco cuyos engranajes exceden lo puramente académico y cuyos hallazgos impulsan no sólo el avance del conocimiento, sino también la competitividad de los países. A los científicos actuales ya no les basta, como se cuenta que hizo Galileo, con asomarse a la Torre de Pisa, lanzar dos piedras y observar cómo caen. Para alimentar la moderna maquinaria de experimentación, capaz de bucear en el submundo de la materia y de desmontar las piezas de la vida, se necesitan equipos monumentales y cuantiosas inversiones que no suelen estar al alcance de los países en desarrollo. ¿Entonces qué chance les queda a los jóvenes David frente a los superpoderosos Goliat que dominan el escenario científico global? En el discurso de apertura de la última reunión de la Asociación Americana para el Avance de la Ciencia, su ex presidente, David Baltimore, formuló algunas ideas que vale la pena tener en cuenta. Baltimore ganó el Premio Nobel de Fisiología o Medicina en 1975 (junto con Renato Dulbecco y Howard Temin) por el descubrimiento de la enzima que en los virus oncogénicos "traduce" el ARN en ADN. Pero además de ser un científico brillante, fue un administrador exitoso que presidió la Universidad Rockefeller y el Instituto Tecnológico de California, y asesoró a los gobiernos de la India y Ruanda en temas científicos. Contrariamente a lo que podría suponerse, para él la fuerza de un país en materia científica no depende tanto de los equipos e instalaciones como de la calidad de los investigadores. Entre otras cosas, aconseja mantener un alto nivel de excelencia en la selección de recursos humanos, impulsar el desarrollo de instituciones pequeñas, no separar la enseñanza de la investigación y preservar la libertad académica de los científicos. Por otra parte, insiste en que -aun para los países en desarrollo- la ciencia básica (que no tiene un fin definido) es insoslayable. "Incluso si uno tiene la intención de que sus graduados trabajen en las cosas más prácticas, el entrenamiento que reciben en la ciencia básica es el mejor que se les puede ofrecer", afirma durante una entrevista publicada por SciDev.net. "Desarrollar ciencia de primer nivel es difícil -- dice Baltimore --. Sólo se llega a la excelencia después de un proceso largo y trabajoso. Si uno [se limita a comprar] una máquina, produce ciencia estándar. En investigación, son las personas las que hacen la diferencia, haciendo cosas nuevas y formulando nuevas preguntas. La calidad de la gente es la que determina lo que se produce. De modo que uno puede tener máquinas maravillosas, pero a menos que tenga gente extraordinaria, no podrá producir ciencia extraordinaria." En un mundo dominado por el dinero, es reconfortante pensar que Baltimore puede tener razón... (La Nacion, Buenos Aires, 30/4)

Para finalizar uma citação de Albert Einstein:

“Quero opor-me à idéia de que a escola tem de ensinar diretamente o tipo especial de conhecimento e as técnicas que uma pessoa tenha que utilizar mais tarde diretamente na vida. As exigências da vida são demasiadamente múltiplas para permitir que uma preparação tão especializada seja possível como uma ferramenta morta. A escola deveria sempre ter como alvo que o jovem saísse dela como uma personalidade harmoniosa, não como um especialista”.

Acho que temos bastante material para meditar neste Dia do Trabalho.

Fonte: http://palazzo.pro.br/cronicas/028.htm