18 de mar de 2009

A interface aluno - professor

“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador ou é marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma como educador permanente, na prática e na reflexão sobre a prática”. (Freire, 1986)

Na EAD a relação no processo de docente tem tríplices aspectos: professor, educador e tutor. O professor se projeta quando colabora com o estudante para acordar a crítica e a criatividade, quando são colocadas no plano de julgamento e aproveitamento do já vivenciado.

O educador assume seu papel, quando o foco principal são os valores que induzem à autonomia. Desta visão, os dois papéis se concretizam no processo docente. Em outras palavras, tratando-se de construção do saber, a docência é marcada pelo trabalho de estruturar os componentes de estudo, orientar, estimular e provocar o participante a construir o seu próprio saber, partindo do princípio de que não há resposta feita, a cada um compete “criar” um pronunciamento pessoal.

Na docência há uma dimensão de busca que perpassa a aprendizagem e caracteriza-se como uma presença. A presença é representada como um campo em que podem conviver o passado e o futuro, subsidiando projeções a serem vividas autonomamente.

A docência caracteriza-se por seu caráter solidário e interativo, possibilitando o relacionamento da pessoa como um ser existente e vivenciado como eu, tu, nós e outros, do que decorre em conjunto de dificuldades, inclusive para colocar-se “entre” outros, como uma presença que se põe intencionalmente.

O professor, e, principalmente o tutor, é sempre alguém que possui duas características essenciais: domínio do conteúdo técnico-científico e, ao mesmo tempo, habilidade para estimular a busca de resposta pelo participante. Ele é uma figura singular em todas as instituições de ensino a distância, pois é um conselheiro, um orientador, um assessor, etc., que auxilia os alunos no processo de ensino-aprendizagem, com o fito de reduzir ou eliminar as distâncias que definem os estudos por esta modalidade.

A orientação educativa no processo considera como relevante às necessidades dos participantes e o contexto educativo do mesmo. Daí, o conceito de professor vai alargando-se e mesclando-se com os conceitos de professor e educador – TUTOR!

A tutoria é exercida em momentos diferenciados, podendo ocorrer diretamente ou à distância. Destaca-se que em qualquer dos dois momentos – diretamente ou à distância – o contato com o aluno não consiste em um “jogo” de perguntas e respostas, consiste em discutir e indicar bibliografia que amplia o raio de visão do educando, para que seja possível desenvolver respostas críticas e criativas, consideradas como momentos para ampliação básica do “saber”, voltadas para oportunizar a análise de possibilidades de aplicação prática do saber conquistado.

No processo de orientação à distância o atendimento realiza-se a partir da necessidade do aluno, que busca situar-se no contexto da aprendizagem. Neste caso, recursos tecnológicos são os intermediários do diálogo do tutor com o participante. O tutor deve contribuir com informações adequadas para o processo de construção do conhecimento do aluno.

Evidentemente, o professor deve ter domínio do conhecimento em processo, além da habilidade de problematizar e indicar fontes de consulta. Pode-se dizer que o professor é um especialista, tanto no que concerne ao conteúdo do trabalhado na Unidade, como nos procedimentos a adotar para estimular a construção de respostas pessoais.

É essencial que o tutor esteja plenamente consciente do seu papel. Não basta dominar o conteúdo trabalhado. É primordial saber para que e o que significa o proposto.

Fonte: http://wiki.sintectus.com/bin/view/EaD/AvaliacaoComoMotivacaoParaAprendizagem

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