16 de mar de 2009

Aprendizagem Cooperativa em Tecnologia Educacional

A educação numa sociedade em processo de rápidas e profundas mudanças nos obriga a reelaborar o ensinar e o aprender, a construir modelos diferentes dos que conhecemos até agora. Ensinar e aprender, hoje, não se reduzem a permanecer por certo tempo dentro de uma sala de aula. Implicam em modificar o que fazemos dentro dela, e organizar ações de pesquisa e comunicação que permitam a professores e alunos continuarem aprendendo em outros ambientes.

As pessoas aprendem se relacionando umas com as outras e com o meio ambiente. A ampliação dos canais ou espaços de interação abre maiores possibilidades de efetivação dos relacionamentos e dos processos educacionais. Uma das marcas do nosso tempo é o grande desenvolvimento dos meios de comunicação. Tecnologias de comunicação associadas às de informação têm produzido novos espaços com forte potencial de interatividade. Os chamados ambientes ou espaços virtuais ampliam muito as possibilidades de interatividade para alunos e professores, que podem acessar páginas na Internet ou trocar mensagens pelo correio eletrônico, encontrar textos, documentos com imagens e sons, atuar em salas de aulas virtuais, abrir novas possibilidades de orientações e trocas de experiências.

Como em outras épocas, há uma expectativa de que as novas tecnologias nos trarão soluções rápidas para a educação. E, sem dúvida, elas permitem ampliar o conceito de aula, de espaço, de tempo e de comunicação audiovisual. Elas nos ajudam a estabelecer pontes novas entre o presencial e o virtual, entre o estarmos juntos e o estarmos conectados a distância. Mas, se ensinar dependesse só de tecnologias, já teríamos encontrado as melhores soluções há muito tempo. Elas são importantes, sim, porém, não resolvem questões de fundo. Ensinar e aprender são os desafios maiores que enfrentamos em todas as épocas, mas particularmente agora, pressionados que estamos pela transição do modelo de gestão industrial para o da informação e do conhecimento.

Nosso desafio maior é caminhar para um processo de ensino e aprendizagem de qualidade, que integre todas as dimensões do ser humano. Para isso, precisamos de pessoas que possam integrar o sensorial, o racional, o emocional e o transcendental, a tecnologia e a ética, que transitem de forma fácil entre o pessoal e o social, que expressem nas suas palavras e ações que estão aprendendo e evoluindo.

O fundamental não são as tecnologias em si, mas os seus usos. Sem ambientes propícios, a aprendizagem não se efetiva, mesmo tendo à disposição todo o desenvolvimento tecnológico que a humanidade alcançou. Construir ambientes de aprendizagem cooperativa, muito mais que o uso de uma técnica de ensino, é parte fundamental da nossa proposta. Educação deve rimar com criatividade, prazer, respeito e liberdade.

Se interação e convivência são as condições sem as quais não acontece aprendizagem, o carinho e o respeito são as maneiras de se conviver, de estar presente, de acolher. Só quem convive, conhece; só quem conhece, pode amar; só quem ama, é capaz de marcar presença na vida do outro. Só quem estabelece uma relação de empatia e confiança com o outro e se mostra competente intelectual, emocional e espiritualmente, consegue ser uma presença significativa para o outro. Sem essa relação humana e transcendental, a educação pode ser empobrecedora.

O que se propõe aos professores da rede publica são novas maneiras de ensinar e aprender e de educar. Compõe-se de temas que se complementam para a construção de ambientes educacionais efetivos: aprendizagem cooperativa e tecnologias educacionais.

Fonte: http://www.catolicavirtual.br/cursos/extensao/aprendizagem_cooperativa/index.php

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