29 de jan de 2009

Uma noite mágica

Ola amigos

Ontem foi realmente uma noite mágica, não apenas por estar recebendo o Prêmio Best Blogs Brasil 2008 na categoria Corporativo no qual o Caldeirão de Idéias foi vencedor, mas estar num evento da magnitude do Campus Party.

Falar da dimensão do local com suas 4 mil barracas, do seu pavilhão liberado aos visitantes onde as empresas com seus estandes, tentavam mostrar ao público uma pequena ponta do iceberg tecnológico que estava no por trás do portal que dividia a feira em duas: um mundo que existe e um que ainda vai existir.

A quantidade de inovações, projetos, conceitos e sonhos expostos lá dentro era algo inesquecível. Tive a oportunidade de fazer 6 oficinas, participar de um debate sobre liberdade da internet e do que circula nela (propriedade intelectual), ver que a geração que esta chegando gosta de meter a mão na massa e construir o futuro.

Ver robôs duelando, sendo montados e programados bem na sua frente mostra que nem tudo esta perdido na educação brasileira. A quantidade de jovens que se divertia e aprendia um com os outros, como alias deve ser o modelo de educação, era fantástico e animador em todos os sentidos.

Os games tão criticados pelos conservadores e alarmistas estavam por toda parte, não apenas divertindo, mas também ensinando. Os tão contestados games serão um aliado forte da educação. Hoje em dia os programadores de jogos educativos deixam de lado um aliado importante do aprendizado: a diversão. Quem separar a diversão do conteúdo educativo ou não incluí-la estará fadado ao fracasso como ferramenta educacional.

Quando vi eles escrevendo jogos online e interativos me lembrei do meu amigo Zé Roig editor do blog Letra Viva do Roig, e a sua oficina de Kilk and Play. Ele relatava que as crianças construíam seus jogos seguindo a lógica da diversão e com isso traçavam objetivos e metas a serem alcançados no jogo. Isso é vida estudar, planejar e construir. Os games ensinam conceitos que os alunos vão usar a vida inteira. Nos games eles aprendem que devem seguir regras e respeita-las, planejar e traçar objetivos, lutar para conseguir o planejado e construir seus sonhos e com isso eles aprendem conceitos que vão levam vida afora.

Agora uma coisa que não há nada que pague são os contatos que fazemos nesses lugares. Trocar informações, conhecimentos com pessoas especialistas em suas áreas é realmente impagável. Tiver a oportunidade de estreitar amizade com amigos que só conhecia virtualmente e agora fazem parte do rol dos amigos “reais” e que possibilitou o aceno de uma parceria conjunta num projeto interessantíssimo.

O prêmio em si foi importante demais, não só para mim, mas para toda educação do Estado do Rio de Janeiro, onde a equipe da Coordenação de Tecnologia Educacional desenvolve um trabalho fantástico, onde as equipes de NTEs e de PTEs mostram toda a força de união e comprometimento de nossa equipe.

Essa integração pode ser vista no Campus Party durante a premiação por todos que estavam presentes. A contagiante alegria da nossa equipe que estava lá, foi brilhantemente representada por Antônio Carlos Silva De Carvalho, Valéria Calvo, Rosângela Pinheiro, Beatriz Pinheiro e Luiza Helena e este humilde editor. Nossa alegria foi comentada por todos e também foi elogiado a quantidade de professores de um mesmo estado reunidos num evento de tal magnitude.

A minha fantástica equipe do NTE de Itaperuna que me apoiou e possibilitou a minha ida ao evento, a direção do CE 10 de Maio com o empenho e competência que lhe são peculiar e a CDTE da minha queridíssima Yolanda Franco e sua competência e alegria contagiante e sua equipe o meu eterno muito obrigado. Mas gostaria de contar uma historia que se passou lá pelos anos 70 com esse editor que mudou a minha vida inteira e me fez ser o que sou hoje: um sonhador.

Um dia na minha sala, apois uma discussão iniciada por causa do vestibular, um professor de física (Dalton) me disse:

-Você pode!

Eu repondi que não podia e ele me perguntou:

-Por que não?

Retruquei:

-Mas eu nunca sonhei com isso.

Então ele me respondeu:

- Então sonhe! Menino, só existe lugar para quem sonha, para quem acredita e que faz acontecer.

Então amigos isso mudou a minha vida e eu venho sonhando, acreditando e fazendo acontecer todos os dias.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

3 comentários:

Suzana Gutierrez disse...

Oi Robson
Mais uma vez parabéns. E que este destaque motive o grupo do NTE a participar na edição deste blog de modo a enriquecer cada vez mais o trabalho.

Vocês são exemplos para os NTE e, se me permites, vou colar esta postagem lá na lista do Proinfo.

Sobre a Cparty, gostaria de provocar uma reflexão. Tu falas sobre os Games e os preconceitos que eles sofrem na escola.

Na escola existe formalmente um outro tipo de Game, que alia formação e alegria, e que na maior parte das escolas é visto de forma preconceituosa: as atividades e conhecimentos da Educação Física e do Esporte.

(aquela aula que os diretores gostam de usar para desovar turmas sem professor ou para recuperar algum conteúdo "mais importante")

Para pensar :)

abração!

Beth Vitória disse...

Valeu Robson...já estive por aqui várias vezes a procura do seu "Relato de Viagem"


Mais uma vez...Parabéns pelo prêmio.

Robson Freire disse...

Olá Suzana

Você me convidou a fazer uma reflexão sobre seu um comentário acima. Então vamos lá.

Num país pobre de bons exemplos e ídolos, o esporte como agente formador e socializador, que tem como objetivo ensinar valores éticos e morais as crianças da classe mais baixa, são sim a MELHOR opção de inclusão social e educacional. Os GAMES da antiguidades brilhantemente representados pelas Olimpíadas e pelos mundiais e Jogos Pan Americanos mostram vários exemplos de crianças carentes que chegaram lá.

O tratamento dispensado a Educação Física em parte é culpa (aqui a discussão vai ficar boa) dos próprios profissionais que não tem uma proposta tipo PPP ou PDE do ensino da educação física dentro da escola. Há algum tempo atras levantou-se a questão da bolsas atleta para alunos do ensino médio de escola pública. O projeto era basicamente parecido com o que as universidades e as High Schools americanas fazem, buscam atletas e dão a eles condições de se sobre sair em alguma modalidade mediante pagamento de bolsa e condições especiais de ensino (grade flexível).

Mas parece que o projeto afundou ou foi boicotado não lembro mais, o projeto era do ex ministro Bernard. O que você acharia de um projeto assim? Seria valido ou feriria o ideal do esporte amador? Como impedir que alunos sejam desovados nas aulas de educação física?

Essas questões esbarram em outras igualmente problemáticas tipo, ensinar boxe as crianças pobres da periferia de Salvador agora pode ser proibido, pois há uma corrente que diz que eles são muito novos para a pratica do boxe. Mas me responda uma coisa: É novo para cheirar cola na rua ou roubar as pessoas? Ensinar a técnica do esporte e fazer combates leves e moderados pode prejudicar o desenvolvimento deles?

Inclusive hoje se comemora os 50 anos do primeiro título mundial de basquete (sua paixão) do brasil, que material fantástico tem aqui ( http://globoesporte.globo.com/Esportes/0,,16720,00.html ) e atualmente o basquete brasileiro vive um entressafra prolongada de talentos por causa dos baixos investimentos no esporte de base (escola).

Acho que me alonguei demais.

Abraços