11 de ago de 2008

TV digital - Os tempos mudaram e nossa telinha também

Entenda a nova tecnologia


Por Cynthia Magnani • 08/08/2008

Dia 11 de agosto é dia dela, a nossa velha e boa companheira televisão. Tantos momentos juntos, tantas lágrimas já foram vertidas em frente à sua telinha... Filmes, novelas, reportagens. Ela também já fez tardes e noites de muita gente mais feliz, com gargalhadas e cenas exibidas eternizadas na memória do país. Mas essa senhora, que faz parte da família, está mudando. Ou melhor, se modernizando. Sinal dos novos tempos. E a TV digital está chegando para ocupar seu lugar de destaque nos lares e na vida de milhões de brasileiros. Mas você já sabe o que essa nova tecnologia significa?

Se a resposta for "uma TV com alta definição de imagem e supermoderna", está parcialmente correta. Provavelmente você nem imaginaria que, na verdade, a tecnologia HDTV (High Definition Television) nasceu nos idos de 1970, quando a direção da rede pública de TV do Japão Nippon Hoso Kyokai (NHK), juntamente com um consórcio de 100 estações comerciais, deram carta branca aos cientistas do NHK Science & Technical Research Laboratories para desenvolver uma TV de alta definição.

"Pelo controle remoto, ele entra no serviço T-Banking, fornece os números de sua agência, conta e senha e realiza a operação. A solução traz um ambiente virtual semelhante ao da internet"

Além da qualidade superior de imagem, a proposta da TV digital é oferecer também serviços que antes passavam longe dos monitores de televisão. Segundo o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), a TV digital terrestre - que entrou no ar pela primeira vez no Brasil no dia 2 de dezembro de 2007, na cidade de São Paulo, - é o primeiro passo para uma TV digital interativa (TVDI), por meio da qual a população poderá utilizar qualquer serviço eletrônico, como os oferecidos pelos bancos, por exemplo.

Aliás, o próprio CPqD já desenvolveu o T-Banking, que funciona como um banco eletrônico pela televisão. Este novo canal de relacionamento com o cliente permite realizar transações bancárias, usando o controle remoto da televisão. Por exemplo: o usuário está assistindo a um filme, ou outro programa de TV, e, de repente, lembra que precisa fazer uma transferência para a conta bancária do filho. Pelo controle remoto, ele entra no serviço T-Banking, fornece os números de sua agência, conta e senha e realiza a operação. A solução traz um ambiente virtual semelhante ao da internet, porém com uma linguagem de TV, mais simples de ser utilizada. Mas, calma, esse tipo de serviço ainda não é oferecido no Brasil.

Só para se ter uma idéia, hoje em dia, um bom monitor analógico tem entre 480 e 525 linhas. Na High Definition Television (HDTV), o número chega a 1080 linhas, distribuídas em monitores com formato 16:9, mais panorâmico. A TV digital terá qualidade de som ainda melhor que a do estéreo, que utiliza dois canais (esquerdo e direito). Ela utilizará seis canais, como os utilizados nos home theaters, permitindo que você assista a uma verdadeira sessão de cinema na sala da sua casa! A TV digital também acaba com os chuviscos, fantasmas, interferências, chiados e cores borradas que costumam aparecer no sinal analógico.

"Você poderá gravar seus programas favoritos, dar pausa quando for ao banheiro e não precisará mais ir correndo para casa para não perder a novela que acompanha"

Outra grande novidade que a TV digital traz é a interatividade. Funciona da seguinte forma: o conteúdo é transmitido para o receptor de uma vez só. A partir daí, o usuário pode interagir com os dados que ficam armazenados no conversor. Você poderá gravar seus programas favoritos, dar pausa quando for ao banheiro e não precisará mais ir correndo para casa para não perder a novela que acompanha. Através do sinal digital, será possível ainda assistir TV em deslocamento, pelo laptop ou celular. É uma boa distração para quem fica horas no trânsito, na ida ou na volta do trabalho (e quem não fica, hoje em dia?!).

Conversores

Receber o sinal digital pode doer no bolso, afinal, é preciso ter um conversor especial (ou "set top boxe"). Os modelos mais facilmente encontrados no mercado até agora estão na faixa de R$ 800 a R$ 1 mil. Para não gastar dinheiro à toa, procure, antes de mais nada, saber se o sinal de TV digital está disponível em sua vizinhança, porque, mesmo nas cidades para onde já há transmissão, ainda há áreas com sinal deficiente, as chamadas "áreas de sombra". Essa informação pode ser obtida com antenistas, síndicos ou vendedores de lojas de eletrônicos.

Para receber o sinal, será necessário ter uma antena UHF. Dependendo da região em que você more, é possível conseguir o sinal apenas com uma antena interna. Caso contrário, você precisará de uma antena externa, que deverá ser ligada no conversor, que vai então repassar o sinal para o televisor. Uma boa notícia é que não é preciso trocar de aparelho para receber o sinal digital. A única diferença é que os televisores modernos oferecem melhor qualidade de vídeo e áudio. Alguns aparelhos de plasma e LCD, no entanto, já vêm com conversor interno, sendo necessário apenas ligar a TV na antena UHF.

Se você já possui TV a cabo, entre em contato para saber se ela já está disponibilizando um conversor próprio. Mas é importante lembrar que o sinal digital atualmente é disponibilizado apenas para a TV aberta, não sendo necessário assinar um pacote a cabo para assisti-la.

No mais, é sentar no sofá da sala e esperar a nova era televisiva chegar de vez!

Cynthia Magnani Leia mais deste autor.

Fonte: http://msn.bolsademulher.com/mulherinvest/materia/tv_digital/43257/1

Um comentário:

José Antonio Klaes Roig disse...

Oi, Robson. Incrível as inúmeras possibilidades que a TV Digital proporcionará a todos, e inclusive a educação. Parabéns pelo conteúdo do teu blog que tem sido ótimo. Um abraço, Zé.