18 de jun de 2008

Tecnologia e Educação: qual será o caminho?

Josiane Benedet

Mas como são essas aulas virtuais onde o quadro-negro não tem mais espaço? Qual é o papel do aluno e do professor? Para Brandão, nessa situação o aluno é o agente. “O espaço de aula evolui. Voltamos ao método de ensino de Platão e Sócrates, onde a relação professor/ aluno é exclusiva, o que se perdeu com a coletividade”. E o professor vai além. “Os jovens têm acesso a muita informação, eles querem participar, interagir e é esse o objetivo”.

E quem não quer aprender o conteúdo da matéria vivenciando aquilo tudo que está sendo passado? Para que isso ocorra “o modelo educacional não pode ser o mesmo da sala de aula tradicional” afirma Walther Hermann, do Instituto de Desenvolvimento do Potencial Humano. “As escolas precisam de softwares educacionais bem adequados e de qualidade. Não adianta utilizar aqueles softwares que substituem slides e vídeo cassete” completa Brandão.

Mas será que toda essa mudança faz parte do cenário da educação, em geral? Com certeza, não! Para o presidente da Associação dos Profissionais da Educação do Ensino Técnico do Estado de São Paulo – APETESP, Osmar Antônio Petrini, "enquanto a educação no Brasil não for priorizada, sempre vai existir uma distância muito grande entre as escolas públicas e particulares, e em se tratando de tecnologia, essa distância fica maior ainda". Mas todos concordam que os professores precisam capacitar-se, "pois se não existirem professores competentes, de nada adianta a tecnologia", completa Petrini.

Simulador Ícaro
Depois de um ano de pesquisas e desenvolvimento o Objetivo lançou recentemente na Educar o simulador Ícaro. Através do equipamento, os alunos poderão voar virtualmente sobre o céu de São Paulo e analisar os relevos, planaltos, florestas, regimes de chuvas e as condições da cidade. A altura simulada é de cinco mil metros e no momento em que o aluno se mexe (direita, esquerda, giro), os comandos são enviados para o computador através de sensores dos óculos de realidade virtual e automaticamente a imagem é alterada. O aluno fica preso a um giroscópio de três metros de diâmetro. Os outros alunos também podem acompanhar a matéria que está sendo explicada pelo professor.

Multimundos
A Mesa Educacional Multimundos, desenvolvida pela Positivo Informática, é uma mistura de materiais concretos e virtuais. Até seis estudantes podem interagir com os materiais e o computador e aprender matérias como Matemática, Geografia, História e Ciências. Um espaço virtual também foi desenvolvido para que os alunos possam inserir textos sobre os temas discutidos.

Imagine
O Grupo Expoente inova com o Imagine. O software que pode ser usado por professores e alunos, permite desenvolver projetos pedagógicos, criar materiais interativos para web, criar jogos, realizar trabalhos com animação, promover trabalhos interativos, fazer intercâmbio de objetos e projetos por meio de rede (IP), trabalhar comando de voz, gerar executável, trabalhar com robótica pedagógica e facilita ainda o processo de ensino e aprendizagem.

Fonte: http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=2922

Um comentário:

Margarida Mendes disse...

Margarida Mendes

Como bem diz Petrini "pois se não esistirem professores competentes de nada adianta a tecnologia", a verdade é que a tecnologia em si não resolve o problema da educação, pois mesmo nos apropriando desta, sem mudar a prática nada será modificado, portanto precisamos nos aperfeiçoarmos a fim de que possamos utilizar a tecnologia de forma prática e acima de tudo útil para a aprendizagem de nossos alunos.
Dessa forma teremos a educação de qualidade que tanto queremos alcançar