10 de abr de 2008

Twitter, don't believe the hype...

Segunda-feira, Janeiro 21, 2008

Nos últimos dias tenho lido mais postagens sobre o twitter do que as twitagens de meus companheiros de twitter. Para quem não sabe, o twitter é um aplicativo web de microblogging a partir da pergunta inicial "o que você está fazendo?, ou seja, faz mini postagens que uma rede de pessoas que decidem lhe acompanhar. E você, por sua vez, vai ler as micro postagens daquelas pessoas que você está acomapnhando.

E, postagens sobre o twitter que ando lendo, é possível constatar a construção de uma "cultura twitter", na qual cada dia alguém descobre, intui, fuça uma forma de usar o twitter.

A apropriação da tecnologia é uma coisa que transcende a hype. Quando a coisa está na boca de todo mundo a gente vai lá, se inscreve, instala, usa. Aí vem as desistências rápidas, quando o cara não entende ou entende faz um julgamento sumário; tem as desistências médias, quando a pessoa usa um tempinho e abandona sem muitas considerações. Bom, ... eu penso que o twitter ainda não chegou no estágio de ter aquelas desistências muito pensadas, discutidas, avaliadas,...

Eu fiquei na desistência média. Me inscrevi na primeira onda, usei um tempinho e larguei. Faz um tempo que voltei, meio que na obrigação, para ver para onde ia a coisa toda. E notei alguma mudança minha em relação ao uso. Observei os demais e me parece que achei uma tendência se criando.

Mais forte que a pergunta original do Twitter: "o quê você está fazendo?" eu estou vendo as pessoas responderem com o que está acontecendo. E aí o twitter assume na rede uma possibilidade de rapidamente disseminar informações relevantes sobre temas de interesse geral.

Hoje mais cedo li e comentei este post da Raquel sobre o Twitter e, em seguida, sou chamada a ler a resposta de um outro comentário meu sobre microblogging feita na postagem em que a Renata do Yahoo Busca Educação deu seguimento ao meme das Previsões para a Aprendizagem em 2008.

Nestes dois comentários eu descrevo esta minha reaproximação com o twitter e estes recentes achados sobre a apropriação que individualmente e socialmente começamos a fazer da tecnologia.

Falo, especialmente que, sobre o Twitter, precisamos esperar. Dar um tempo e ver como as pessoas se apropriam da coisa. Por exemplo, o Orkut criou os testimonials para que as pessosas falassem umas sobre as outras ou fizessem declarações públicas em relação ao amigo.

Porém, os usuários descobriram uma nova forma de usar o testemunho: para enviar informações privadas. Informações que não desejam que sejam, de jeito nenhum, públicas. Isso é possível porque o testimonial tem que ser aceito por quem o recebe e pode, no seu texto, conter a orientação para que seja lido, mas não seja aceito. Aceitar significa publicar, no caso.

Esta é uma prática comum que observo entre os meus alunos. Lá nos recados (scraps) vêm a solicitação me manda por testemunho, o que significa, me manda em segredo.

O Twitter vai passar certamente por estas adaptações e apropriações criativas.

Um pouco do que andei lendo sobre o twitter:


Ficam aí as referências para a Gabriela, aluna da Raquel que está investigando o Twitter.

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postado às 16:17 por Suzana Gutierrez

Fonte: http://www.gutierrez.pro.br/2008/01/twitter-dont-believe-hype.htm

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