20 de abr de 2008

Será realmente que o futuro não precisa de nós?

Olá amigos

Postei hoje no Caldeirão de Idéias o texto do Billy Joy intitulado 'Why the future doesn´t need us' publicado na revista Wired está em inglês no link ou na postagem abaixo em portugues.

Abaixo dele uma postagem interessante do Sérgio Meira sobre o futuro das tecnologias da informação e comunicação e da criação da 'infosfera' (essa pro Zé Roig, ele vai adorar a palavra) que é o futuro em matéria de TIC.

O texto é muito legal mas é uma visão apocaliptica do futuro. Vale a leitura e uma reflexão... É como o fim da certeza do futuro da humanidade...

Quem já leu Eu, Robô do Issac Assimov, assistiu Exterminador do Futuro, A.I, A Ilha, Resident Evil e viajou nos muitos filmes de conspiração, vai gostar.

Depois quero saber se alguém consegui dormir depois de ler. Lembrei-me de uma música do King Crimson dos idos anos 70 (desculpe sou velho mesmo, da idade do bit lascado, mas música boa não tem idade) que tem tudo haver com o texto e que está no final do texto.

É impressionante como o texto do cara nos faz viajar nas conseqüências do desenvolvimento tecnológico que buscamos hoje. Achei o texto irado. Entre várias coisas, têm umas que eu gostaria de acrescentar e/ou rebater no texto do Billy Joy.

1. Homem x Máquina

A coisa mais importante que achei que faltou, principalmente pelo fato dele se descrever mais como um arquiteto do que cientista de computação foi o fato de nós humanos, hoje em dia, podemos ser vistos também como máquinas, visto que temos nosso projeto arquitetônico descrito de forma digital nos núcleos de nossas células e pelo fato do Projeto Genoma ser uma espécie de Engenharia Reversa da máquina Humana.

Assim, acredito que um dia teremos a receita de bolo para se criar um humano sem termos de unir o espermatozóide com o óvulo. Além disso, dominaremos a tecnologia do sistema nervoso humano e seremos capazes de replicar seu funcionamento no que chamamos de máquinas hoje, aliando as vantagens de cada lado.

1.a. Imortalidade através do Download de Consciência Humana para Computador.

Ele considera no texto apenas o download para máquinas, questionando se assim continuaríamos humanos, dizendo que isso seria uma existência robótica e que perderíamos nossa humanidade, mas não considera o download para outro corpo humano, seja um clone do original ou até outro corpo humano, mantendo assim, pelo menos parte da nossa humanidade.

Extrapolando um pouco, seria possível até fazer um back up de um ser humano ou até fazer o download para dois corpos diferentes e por incrível que pareça isso tem semelhanças com o conceito de reencarnação budista.

1.b. Pinóquio do Século 21

Ao chegarmos nesse ponto tecnológico, estaríamos criando máquinas com problemas psicológicos como Complexo de Pinóquio (A.I.), Complexo de Replicante (Blade Runner) e Complexo de Homem de Lata (Mágico de Óz)

2. Reprodução de Nanotecnologia. (Gosma Cinza)

Isso é mais uma dúvida tecnológica que qualquer outra coisa. Não acho que nanorobôs possam se replicar pela dificuldade de absorção de matéria prima (alumínio), porém se produzirmos, usando engenharia genética, uma bactéria com uma habilidade específica, basta usarmos seu mecanismo de absorção de matéria prima para permitir sua replicação, aí sim corremos o risco do tiro sair pela culatra. Vide o filme Eu sou a Lenda com o Will Smith (demais).

3. Cientista Responsável

Chegando finalmente na sociedade. O que achei mais interessante no texto foi esse questionamento ético-moral do cientista como ser humano e achei que ele foi muito feliz ao usar o desenvolvimento da bomba atômica como exemplo.

Acredito que muitos (sempre tem um espírito de porco) dos cientistas envolvidos não se sentiram bem ao ver sua criação ser responsável pela morte de inúmeras pessoas tanto em Hiroshima, quanto 3 dias depois em Nagasaki.

O problema é que foi desenvolvido um brinquedo para crianças a partir de 21 anos e militares fazendo seu papel de militar não têm idade para brincar com este tipo de brinquedo. Embora tenha sido sugerida a demonstração da bomba em locais desabitados, as crianças preferiram ignorar as palavras dos mais velhos (sábios), brincando com fogo no quintal dos outros.

Militar e Poder é uma mistura que sempre dá *&¨%%$#! Se militar quiser brincar de bomba, pode jogar vídeogame. Compre um Medal of Honor e vai se divertir sem machucar ninguem.

Enfim, não acredito que não exista conhecimento que não devamos obter por ser perigoso, mas que deva ser adiado para que nós, como humanos, tenhamos responsabilidade e maturidade suficiente para colocá-las em prática ou não.

4. Automação Responsável.

Acredito que os computadores e máquinas irão roubar muitos empregos, hoje desempenhados por humanos, num futuro próximo e acho que as empresas devem se responsabilizar pelo treinamento de todos os trabalhadores dispensados por automatizações, assim como pelo pagamento de seus salários enquanto estiverem desempregados. Só assim, creio, isso não nos levará ao caos social. Se quiser automatizar, que pague o seu preço.

5. Sociedade num Futuro Distante.

Não acredito num futuro onde os humanos fiquem à mercê das máquinas, talvez dependentes delas por comodidade, mas não dominados. Também não creio num futuro com elite e sem povo. O que é o rico sem o pobre? E o povo sem perspectiva é capaz de cortar cabeças, quem sabe até seguindo as previsões do Marx para um Comunismo praticável.

Agora um trecho da musica do King Crimson:

"Knowledge is a deadly friend
When no one sets the rules.
The fate of all mankind I see
Is in the hands of fools.
Confusion will be my epitaph.

As I crawl a cracked and broken path
If we make it we can all sit back
and laugh.
But I fear tomorrow I'll be crying,
Yes I fear tomorrow I'll be crying."

(King Crimson - Epitaph)

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

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