30 de nov. de 2008
Rir é o melhor remédio
Rir sempre foi o melhor remédio, mas rir de você ou de situações pessoais e profissionais então é o máximo.
Encontrei essas cartoons sobre alunos e professores muito legais. Algumas brincam com o lado tecnológico da educação e dessa geração que esta iniciando. São hilarias.
BubbleShare: Share photos - Craft Ideas
Como tudo não pode ser perfeito, eles são em inglês. Os originais estão aqui e há também um montão de outros cartoons igualmente engraçados e divertidos. Boas risadas.
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
A Escola e a Informação
Robson de Oliveira
Como forma de avaliação, o mestre exigia que seu discípulo lhe trouxesse uma flor num prazo estipulado. Essa era encontrada somente após longos dias de caminhada, em que o garoto precisava procurar e procurar. Desdobrando-se para cumprir a expectativa e ser considerado um bom aluno, ao lhe entregar o pedido na data prevista, percebia seu professor expressar prazer por vê-lo tão cansado e, depois, disfarçadamente, desprezar a flor solicitada.
Na virada dos tempos, um forte vento espalhou as sementes das flores pelos quatro cantos. Um punhado caiu no jardim do menino. E a cada avaliação, ele apenas estendia os braços e alcançava uma flor pela janela de seu quarto. O professor desequilibrou-se. Dizia que não. Tentava explicar que, agora o garoto não podia simplesmente entregar a flor. Conforme antigas/modernas teorias, devia cheirá-la, contar-lhe o que sentira e relacionar essa sensação subjetiva com a de outros.
No entanto, nem o aluno, tampouco o professor sabiam dar sentido à flor.
Inicio esse artigo com um conto que criei com a intenção de metaforizar uma das tensões da educação – sua relação com a informação. Engana-se aquele que acredita ser essa uma angústia nossa e atual. A história revela os desequilíbrios das instituições ao perceberem-se perdendo espaço e poder por razão de revoluções que romperam com os cativeiros da informação. Na escassez de informação, quem tinha uma página era rei. A partir dessa situação, dentre outras, é que a igreja, como a escola, fortaleceu-se como império absoluto.
O educar era concebido como conduzir ou, sendo mais sincero, exigir que as crianças se esforçassem para ter aquilo que era considerado raro: a informação. Aluno bom era aquele que sofria até obtê-la. Esse merecia as honras da casa.
Tal modelo escolar e intenção educativa se perpetuaram, chegando até meus dias de aluno. Permita-me lembrar, com misto de revolta, humor e nostalgia, a dificuldade que era elaborar uma pesquisa escolar nos anos 80. Nem quero considerar a experiência dos meus amigos das décadas de 60 e 70!
Recordo que os alunos dedicados – ou cdfs, conforme as gírias da época – desesperavam-se diante da proposta. As angustiantes falas inundavam a sala de aula: “Onde vou encontrar isso, professor? Não vai dar tempo!”. Já os mais revoltados gritavam que não iam fazer nada. Mas, acabavam conseguindo entrar num grupo e tirar a nota.
Depois do término, a entrega era teatral. Pilhas de almaço sobre a mesa do professor, alunos suspirando de alívio. Se fosse em forma de cartaz, muita purpurina na cartolina e papel celofane. Esse capricho deveria ser mais notável nas pesadas maquetes de isopor que, depois da feira de ciências, eram tacadas fora. Na verdade, tudo era descartado. Muitas vezes, na mesma aula da entrega, para revolta das crianças mais críticas, o professor ou professora mudava o conteúdo a ser trabalhado. Feito o trabalho, podia-se virar a página do livro com o sentimento de tarefa cumprida e iniciar outro tema. Depois, exigir mais alguns trabalhos, mudar novamente o conteúdo, repetidas e repetidas vezes, até o término do ano letivo.
Por mais tristeza que essas propostas nos causaram, podemos encontrar aspectos “positivos” nessas experiências. Não aprendíamos tanto, mas nossas habilidades de comunicação, locomoção e visão eram fortalecidas. Afinal, muitas famílias não tinham enciclopédia e livros em casa, por isso o aluno precisava aprender a “gritar por socorro” e buscar com quem conhecesse o material da pesquisa. A criança tinha que “correr atrás”, até encontrar a informação. O aluno, se tímido, aprendia “na marra” a falar com os outros.
Esse desafio de encontrar o material envolvia também as muitas viagens para pegá-lo. Por fim, aliviado, com o material nas mãos, o aluno olhava com atenção o sumário e as páginas, buscando o título do trabalho que, na maioria das vezes, repetia exatamente os enunciados dos capítulos das apostilas didáticas. E copiava o que havia sido solicitado.
Fico imaginando a algazarra que faria se pudesse voltar à minha antiga escola carregando meu laptop conectado à internet. Tiraria as melhores notas. Naqueles moldes, poderia, com menos de nove anos, até me aventurar em expor alguns conteúdos!
De fato, os ventos modernos chacoalharam as antigas bases escolares. A velha escola tem sido questionada. Hoje, já não mais cabem metodologias para o encontro das informações. Na verdade, esse nunca fora o objetivo escolar. Sempre soubemos (ou não?) que era ineficaz a informação pela informação. Mas o que satisfazia e legitimava as ações era entender como educativo o ato da criança encontrar aquilo que o planejamento já previa. E o verbo – encontrar – é usado com propriedade, pois, de fato, o mérito era totalmente para aquele que, percorrendo exatamente o caminho previsto pelo professor, encontrasse o que também era previsto. Nada de surpresas, novos resultados, inovações. A questão era ordinária: encontrar a flor.
Diante de salas compostas por alunos da geração digital, sobra espaço para didáticas alternativas, reflexão e práticas de novas formas de aprender e ensinar. Se pautarmos as aulas na apresentação e solicitação de informações, é somente isso que os alunos nos trarão. E com toda facilidade que a realidade atual lhes permite. Relembrando o conto, apenas copiarão pelas múltiplas janelas virtuais que estão a sua disposição.
Robson de Oliveira é teólogo, pedagogo e Orientador Educacional do Colégio Interativa em Londrina-PR.
Contato: robson@interativalondrina.com.br
29 de nov. de 2008
Projeto Cinema no Caldeirão - 29/11
O Filme de hoje no Projeto Cinema no Caldeirão é Os Miseráveis baseado na obra de Vitor Hugo. A indicação é da Professora Conceição de Maria Lima Rosa Guimarães, que trabalhou esse filme junto as suas turmas de EJA. Ela mantem um blog chamado Cultura na Escola que recomendo a visita.
O livro tanto quanto o filme são fantásticos, que mostram um período turbulento na Europa, especialmente na França. O filme tem um elenco maravilhoso e ancorado por um roteiro muito bem escrito então nem se fala. A parte técnica do filme como fotografia e figurino merecem um destaque pelo trabalho fiel de recomposição. Como todo clássico deve ser o filme é perfeito.
Espero receber mais indicações para postar aqui no Caldeirão de Idéias, que sempre será um espaço aberto ao debate e sempre voltado ao coletivo.
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
Os Miseráveis
Durante a noite Valjean rouba-lhe os talheres de prata e ao ser surpreendido, ataca o seu benfeitor, deixando-o desacordado. Foge, mas é surpreendido pela polícia que o leva até o padre para confirmar que os talheres que carrega são fruto de um roubo. A vítima o inocenta e lhe entrega os castiçais de prata que havia na casa. Diz-lhe que a partir daquele instante sua alma pertenceria a Deus. Valjean volta à estrada, e em determinado momento constata-se um miserável.
Este é a primeira parte do filme “Os Miseráveis”, dirigido por Bille August, exibido nos cinemas em 1998. O filme conta a história de Jean Valjean, preso por furtar um pão, condenado e liberto, que esconde sua condição e consegue tornar-se um homem de bens, e que passa a ser considerado de acordo com esta situação. É justo e bondoso com os que estão ao seu redor, protege as mulheres e exige bom comportamento daquelas que trabalham para si. Acolhe Fantine, mãe solteira, empobrecida e prostituída, e posteriormente cuida de sua filha, pois lhe faz essa promessa em seu leito de morte. Reconhecido por Javert, ex-inspetor da prisão em que estivera, passa a ser perseguido incansavelmente pelo mesmo, enquanto procura proteger e cuidar de Cosette, assegurando-lhe um destino melhor do que aquele que tiveram os que amara anteriormente.
Pobreza e seus efeitos colaterais. As misérias humanas vistas como conseqüências da situação de pobreza em que se encontram. A solidariedade, a justiça, a superação, a redenção humana. Foram estes os aspectos do filme – baseado na obra literária, um clássico francês de Victor Hugo - que me levaram a cogitar sobre suas qualidades pedagógicas: uma possível identidade da turma de classe popular com as personagens centrais dessa história poderia motivá-los para a discussão sobre os temas e criar um ambiente favorável aos estudos, à superação de suas dificuldades - assim como o fez Jean Valjean.
O filme, diferentemente do livro, não mostra o destino final de Valjean, perdoando Cosette pelo abandono em que esta o deixara, em função das acusações de Mário, marido dela. O final do filme mostra um Jean Valjean aliviado, livre das perseguições de Javert. Este, ao ver-se salvo por Jean Valjean, não consegue prendê-lo, e por não se permitir infringir a lei, prefere suicidar-se.
Conteúdos trabalhados na turma da EJA, 5º ano de escolaridade.
Onde viveu Jean Valjean?
- Localização: orientação espacial, planisfério, sistema de coordenadas, escala, proporções territoriais.
Em que tempo viveu Jean Valjean? Quando aconteceu esta história?
- Estudo comparativo do período histórico: sistema de trabalho na França e no Brasil. Foco na escravidão.
-Produção de linha do tempo do período entre 1808 a 1889 com fatos históricos do Brasil. (Período em que se insere “Os Miseráveis”).
Como eram as personagens? O que aconteceu com as personagens? O que você achou da (história, atitude dos personagens, etc.) e por quê?
- Observação e análise de imagens (do filme e ilustrações de livros, originais buscados na web).
- Estudo de adjetivos e verbos.
- Produção de texto argumentativo.
Por que Fantine ficou doente?
-Alimentação e saúde.
- Meio ambiente e saúde.
- Condições emocionais e saúde.
- Saúde da mulher.
Pobreza, desemprego e violência, coisas somente do tempo de “Os Miseráveis”?
- Leitura de gráficos de jornais sobre números de desemprego, emprego e violência.
- Cálculos com estes números.
Quem escreveu essa história?
- Estímulo à leitura: apresentação da biografia do autor e da história através de empréstimo do livro. (Na turma em questão foi apresentado em edição popular).
- Análise e interpretação, estudo do vocabulário de partes do texto.
Conteúdos trabalhados de forma interdisciplinar, ao longo de um bimestre em 2007.
Título Original: Les Misérables
País/Ano de produção: EUA, 1998
Duração/Gênero: 131 min., Drama/Romance
Direção: de Billie August
Roteiro: de Rafael Yglesias, Baseado Em Livro De Victor Hugo
Elenco: Liam Neeson (Valjean), Geoffrey Rush (Javert), Uma Thurman (Fantine), Claire Danes (Cosette), Hans Matheson (Marius), Reine Brynolfsson (Capitão Beauvais), Peter Vaughan (Bispo), Christopher Adamson (Bertin), Tim Barlow (Lafitte), Timothy Bateson (Banqueiro),Veronika Bendová (Azelma)
Links
http://www.filmesdecinema.com.br/filme_os_miseraveis_3331.html
http://www.interfilmes.com/filme_13919_Os.Miseraveis-(Les.Miserables).html
http://www.spe.sony.com/movies/lesm iserables
Conceição de Maria Lima Rosa Guimarães - Professora
28 de nov. de 2008
A criança construida pelo consumo.
A influência da propaganda no dia a dia da criançada é mostrada de maneira especial no documentário "Criança, a alma do negócio", de Estela Renner e Marcos Nisti, que foi lançado em setembro no II Fórum Criança e Consumo realizado pelo Instituto Alana em São Paulo.
No filme, do qual colocamos aqui uma boa amostra, a criança expressa naturalmente a maneira como vê o mundo e como age no seu cotidiano.
Coisas impressionantes como reconhecer marcas, mas não saber nome de frutas comuns são comprovados em várias cenas.
Assista e entenda porque a televisão tem promovido o consumo mais do que a cidadania, valorizando o ter e não o ser, isso você verá na primeira cena.
Hoje a televisão educa pela mensagens e pela sua repetição e esta dentro da casa de mais de 98% dos brasileiros. Você já parou para pensar que tipo de mensagem de vida a televisão tem mostrado para seus filhos ou para as crianças deste país?
"O Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, combate qualquer tipo de comunicação mercadológica dirigida às crianças por entender que os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for preservada em sua essência como o tempo indispensável e fundamental para a formação da cidadania. Indivíduos conscientes e responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna, que tenha a qualidade de vida não apenas como um conceito a ser perseguido, mas uma prática a ser vivida.
"Seja a mudança que você deseja ver no mundo" - Gandhi
Fonte: http://ongpoint.blogspot.com/2008/11/criana-construida-pelo-consumo.html
27 de nov. de 2008
Aprendizado na era da informação
Não gosto de dizer que vivemos em uma época de excesso de informações. Me incomoda esta aplicação da palavra excesso, prefiro dizer que vivemos em uma época de fácil acesso e divulgação de informações. A evolução ampliou a quantidade de informações que chegam até nós e é comum que tenhamos de lidar com diversos fatos irrelevantes ao nosso cotidiano.
Não tem como ficar intangível ao excesso de informações que somos expostos.
Com as diversas mídias que temos hoje (TV, rádio, jornais, revistas e mais especificamente internet), aprendemos a filtrar essas informações à nossa maneira priorizando aquilo que nos apetece.
E aí, qual informação você vai seguir?
Essa liberdade, esse filtro que fazemos das informações, deixa-nos satisfeitos devido à facilidade com que assimilamos cada assunto. A parte ruim, é que essa satisfação resulta muitas vezes, numa falsa sensação de domínio do tema. É óbvio que se estivermos falando de acontecimentos (Big Brother Brasil ou futebol por exemplo) basta reunir informações para se tornar um especialista no assunto ( sem preconceitos por favor). Mas se tratarmos de conceitos maiores, o simples ato de filtrar e assimilar informações pode não ser suficiente.
O que eu quero dizer com isso? Digamos que João é aficcionado por ilustração e passa o dia lendo blogs e portais sobre o assunto. O fato de manter-se informado sobre os conceitos e acontecimentos da área não vai torná-lo um ilustrador de sucesso. Ele precisa se esforçar para que isso aconteça, ou seja, aprender a desenhar cada vez melhor.
A metáfora do arroz (sic)
Digamos que você precisa, sabe como fazer, mas nunca cozinhou arroz. Basicamente basta colocá-lo na água em fogo baixo e esperar a água secar. Mas, existem alguns pontos como tempo de cozimento, qualidade do arroz e tempero, que somente fazendo você vai aprender a lidar com cada um. Depois de pronto, você pensa o que pode ser mudado(ou não) para o arroz ficar mais gostoso na próxima vez.
Depois de pronto é que você vai dizer que realmente sabe cozinhar arroz.
Concorda que, antes de iniciar, você achava que sabia como cozinhar e na verdade você só sabia como começar? Depois de fazer algumas vezes, você pode se dar ao luxo de dizer que é um especialista(sic). Agora encare esse arroz como outra coisa. Você não pode garantir um arroz de sucesso se nunca nunca tentou cozinhá-lo.
Já disse, o arroz é uma metáfora, você pode substituí-lo por termos como empreendedorismo, design, desenvolvimento web, cotidiano com clientes e inúmeras áreas e casos.
Consegue entender porque algumas empresas só contratam pessoas com experiência?
Ao colocar em prática o seu conhecimento, você esbarra com problemas que não haviam sido previstos e precisa resolvê-los e é nesse ponto que você está efetivamente aprendendo.
A prática leva à perfeição (ou quase lá)
Após aprender, é necessário aperfeiçoar e, nesse ponto, o ciclo recomeça pois sempre há algo que pode ser melhorado.
No fim das contas, o que realmente importa não é o quanto você é informado sobre determinado assunto, mas sim o quanto você já aprendeu aplicando essa informação.
Fonte: http://blog.nagueva.com/aprendizado-na-era-da-informacao/
Pequenos fatos sobre excesso de informação
Pequenas considerações, após uma pesquisa rápida sobre o assunto.
Já pensou na quantidade de informações que recebemos todos os dias?
- Atualmente existem mais de 100 mil revistas científicas em circulação no planeta;
- No livro Ansiedade de Informação, o autor, Richard Wurman, diz que “uma edição diária do jornal The New York Times contém mais informações que uma pessoa comum, da Inglaterra do século 17, teria visto em toda a sua vida“;
- É quase impossível pesquisar um assunto na internet e mantêr sua atenção 100% focada nele.
- Qualquer geek que se preze acompanha uma boa quantia de feeds, participa de listas de discussão, visita regularmente sites específicos, ouve podcasts e mantém uma assiduidade no uso de serviços online.
- Há 15 anos a televisão brasileira tinha menos de 10 canais. Hoje são mais de 100.
- Dizem (não consegui averigüar essa informação) que, em média, a cada segundo um blog é criado.
- No momento, o Technorati indexa quase 113 milhões de blogs.
- Isso sem citar o Google, com suas bilhões de páginas indexadas.
Dois estudos que, apesar de longos, compensam a leitura:
- O Excesso de Informação: A Neurose do século XXI (por Ryon Braga) - em PDF;
- Excesso de Informação (por Fabiano Mitsuo Sato e Marcelo Hashimoto)
Concordo que a era da informação não chegou, mas estamos a caminho. O que falta é essa informação ser acessível a todos e não apenas a uma minoria. Mas é fato que ao menos nós, indivíduos com cotidiano relacionado à tecnologia, já formamos a sociedade do excesso de informação.
Só isso, apenas alguns fatos que reuni da pesquisa para um próximo post. Até lá!
Fonte: http://blog.nagueva.com/pequenos-fatos-sobre-excesso-de-informacao/
26 de nov. de 2008
Mundo virtual da Disney ganha versão para crianças brasileiras
Operação local facilita monitoramento das atividades realizadas no Brasil.
Do G1, em São Paulo
Site é gratuito; usuários que fazem assinatura podem decorar iglu e vestir os personagens. (Foto: Divulgação )
O mundo virtual Club Penguin, da Disney, desembarcou recentemente no Brasil com uma versão em português -- esse é o primeiro idioma, além do inglês, do parquinho virtual criado há três anos. Com cenário coberto de neve e personagens em forma de pingüim, o site voltado ao público de seis a 14 anos permite que os jogadores passeiem pela ilha, interajam com outros usuários, joguem, pintem e leiam quadrinhos.
O serviço é gratuito, mas também é possível fazer uma assinatura de R$ 8,95 mensais que dá direito a outras atividades, como vestir o personagem e decorar o iglu. Por se tratar de um serviço voltado ao público infantil, o Club Penguin tem ferramentas para instruir os pais sobre o uso do site e oferecer segurança aos jovens usuários.
Na hora de interagir com outros pingüins, por exemplo, dá para escolher entre um bate-papo superseguro (limita as palavras enviadas e recebidas de acordo com uma lista pré-definida) ou seguro (permite a criação de mensagens, sendo que cada palavra é filtrada, e impede a divulgação de número de telefone ou outros dados pessoais). A página também tem moderadores on-line, que falam português monitoram as atividades e bate-papos.
“O suporte ao jogador e a moderação ao vivo têm um grande papel na proteção dos interesses do nosso público e também para sua segurança on-line. Por isso foi tão importante abrir uma operação local para fornecer esse atendimento”, afirmou Lane Merrifield, um dos fundadores do Club Penguin e vice-presidente executivo e diretor geral do Disney Online Studios. Ele esteve no Brasil em meados de novembro, para o lançamento oficial da nova versão.
Para criar uma conta no site, é necessário cadastrar o e-mail de pais e responsáveis. Os adultos também podem criar contas, para monitorar o histórico de seus filhos no jogo, escolham o tipo de bate-papo (seguro ou superseguro) e definam o horário e duração da visita das crianças ao site.
Ensinando na Era da Informação
COOMBS, Norman. "Teaching in the Information Age". EDUCOM Review, v.27, n.2, 28-31, march-april 1992.
Norman Coombs é professor de História no Rochester Institute of Technology. Ele foi premiado com uma bolsa de estudos Fulbright para estudar na Inglaterra no período de 1959-60 e um auxílio da National Endowrnet for the Humanities para se tornar proficiente em outra área, a de estudos sobre os negros, em 1969-70. Dr. Coombs e coordenador do Projeto EASI Online Resource Working Group do Programa de EDUCOM de Usos Educacionais da Tecnologia da Informação (EUIT), que está desenvolvendo uma base de dados de documentos relacionados as questões de acesso em uma área de FTP na Universidade de Michigan. Obteve seu Ph.D. na Universidade de Wisconsin em 1961.
Uma Revolução no Aprendizado
O computador pessoal colocou um poder inimaginável nas mãos dos aprendizes individuais. Ele pode permitir que os aprendizes trabalhem de suas próprias maneiras, em velocidades variadas. Por muito empo, a educação tem feito promessas infundadas para atender as necessidades únicas dos indivíduos e ensiná-los de que maneira aprender. O adventos da era da informação juntamente com o advento dos computadores pessoais tornam esta meta mais significativa .
Tipicamente, as salas de aula tradicionais têm fileiras de estudantes, sentados lado a lado, encarando bem em frente um professor, que é o fornecedor do conhecimento. Quaisquer diferenças entre os estudantes são explicadas como medidas da inteligência individual. Esta estrutura espelha os sistemas de linhas de montagem da sociedade industrial e reflete a mentalidade da revolução industrial que certa vez guiou os caminhos de nossa sociedade. A era da informação de hoje necessita de um novo modelo para a educação; por isso, existe o potencial para uma revolução no aprendizado.
Uma mudança no Foco Instrutivo
Em 1985, a RIT colocou como meta instrucional usar comunicação mediada por computador para fornecer as mesmas experiências educacionais de alta qualidade que estavam disponíveis aos alunos do campus para os aprendizes de fora do campus. Usando o correio eletrônico (e-mail) e os sistemas de conferência via computador, comecei a trabalhar nessa meta dentro de uma estrutura de uma telecurso tradicional na história americana. Anterior a essa mudança metodológica, o curso utilizou serviço de correio e telefones tradicionais, que forneceram interatividade não satisfatória. O serviço de correio eletrônico serviu para substituir com sucesso o papel do telefone, e a conferência via computador forneceu interações grupais similares aquelas das salas de aula. As discussões em grupo previamente ao telecurso falharam, e a conferência via computador não só forneceu uma estrutura para perguntas e respostas, mas também serviu como uma plataforma para compartilhar opiniões e percepções diferentes sobre o conteúdo do curso. Os estudantes aprenderam uns dos outros e foram capazes de medir seus progressos baseados nos comentários dos colegas de classe.
Além disso, como esperado, as mudanças criaram verdadeiro ambiente "de aprendizado flexível", permitindo aos estudantes se conectarem via residência ou trabalho, de acordo com sua conveniência, usando microcomputadores e modems. Os estudantes mostraram que gostaram de ter o curso adaptado as sua necessidades individuais. Através de registros de distribuição de vídeos e do uso das conferências por computador para discussão, os aprendizes puderam montar seus próprios horários e puderam progredir num passo ótimo. Tais resultados foram subseqüentemente relatados por muitos educadores .
Uma mudança no Foco das Salas de Aula
Gradualmente, me dei conta de que o uso desta tecnologia estava alterando meu pensamento sobre o ensinar. Observei que relações mais próximas entre os participantes eram formadas e que o conteúdo do curso se tornou "real" para os estudantes. A vasta carga de interação de grupo mediada por computador foi acompanhada usando o VAX Notes, como um substituto para discussões em sala de aula. Inserindo comentários, periodicamente, nas discussões, estimulei e direcionei seu fluxo e forneci um senso de envolvimento contínuo como moderador da discussão. Também enviei mensagens pessoais semanalmente para cada estudante, o que constituiu –se mais num contato pessoal do que o contato que eu tinha com eles na sala de aula. As mensagens eram geralmente curtas, mas elas permitiam um contato significativo sem ter um estudante sentado e batendo papo em meu gabinete por uma hora! Finalmente, compreendi que os telecursos individuais dos estudantes eram melhores do quer se eu tivesse aqueles estudantes em meus cursos regulares. Eles, por sua vez, disseram que me acharam mais acessível do que seus professores na sala de aula.
Os estudantes não só estavam desenvolvendo um componente afetivo com o aprendizado, mais também discutiam os tópicos com uma abertura que não era típica de outras experiências em sala de aula. Os estudantes estavam ligando o que estudamos sobre história as experiências pessoais ou estórias aprendidas de suas famílias. Ao invés de meramente ensina-los sobre a Grande Depressão ou sobre os horrores dos linchamentos raciais, tornei-me consciente de como os eventos históricos os tocavam pessoalmente. Cada estudante estava aprendendo o material dentro do seu próprio contexto.
Por exemplo, após assistir um vídeo sobre saúde, os estudantes responderam via conferência de computador a questões que coloquei com relação as necessidades e problemas de saúde. Após alguns "replies" sobre os conteúdos tradicionais, as respostas de um estudante abriu uma discussão muito franca entre os membros da classe. Este nível de fraqueza provavelmente não teria ocorrido numa sala de aula.
Percepção dos Estudantes
Os estudantes reconheceram que estavam interagindo diferentemente via conferência computacional do que faziam nas salas de aula. "As pessoas têm a possibilidade de escrever seus sentimentos numa forma um pouco anônima," observou um estudante, "deixando-as com a possibilidade de dizer o que realmente sentem:" A mensagem continuou. "Não acho que as pessoas teriam respondido da mesma maneira se fosse uma discussão face a face na sala de aula."
Outro participante comentou: "Não sou um bom orador, dai a conferência me ajuda apor ordem em meus pensamentos e me permite expressá-los melhor sem enrolar a língua." Vários estudantes disseram que cooperam mais neste telecurso do que nas aulas padrões. Outros relataram que algumas vezes hesitam em falar abertamente nas salas de aula. Estes estudantes se sentiram mais livres para falar o que pensam, porque o meio é menos amedrontador.
Muitos membros da classe me agradeceram especificamente por usar esta tecnologia e também expressaram sua apreciação a seus colegas por usá-la (tecnologia) tão livremente. "Também concordo com todos sobre como foi boa a idéia de usar esta conferência," e um outro membro da classe ainda comentou, chamando a atenção que "as barreiras de comunicação diárias são evitadas. Se a barreira de audição está sendo reduzida, seja negro, branco ou verde, seja tímido ou não fale bem, ou o que quer que seja, estas diferentes de comunicação e muitas outras estão sendo resolvidas."
Percepção do Instrutor
Como professor, achei-me desenvolvendo uma consciência dual em seguir nossas discussões: era tanto um observador/professor como um participante/aprendiz.
Por uma lado, fui capaz de observar uma conferência cheia de participantes, como li através das discussões. Por outro, quando um comentário em particular detinha minha atenção, eu podia responder via "e-mail" para aquele indivíduo por algum tempo, sem colidir com outros estudantes.
Como observador/professor, eu sabia que todos os estudantes estavam estudando o mesmo conteúdo material. Como participante/aprendiz, eu estava ciente de que cada estudante, como indivíduo, trouxe suas necessidades e discernimentos únicos para a informação.
Através destas interações, desenvolvi um entendimento muito profundo da singularidade de cada aprendiz. Estudantes diferentes aprendiam o mesmo material de formas diferentes, cada um trazendo uma quantidade variada de informações prévias sobre o assunto e tendo diferentes necessidades de informação.
Adaptando as Necessidades do Aprendiz
Como resultado deste discernimento, penso menos em mim como um condutor de informação bem embalada e mais como um facilitador para guiar cada aprendiz único. Ainda é necessário ter um corpo padrão de materiais para ser aprendido, mas, devido a nenhum aprendiz ser padrão, as metas educacionais podem ser melhor seguidas através de rotas individuais.
A característica individual e única que pode ser adaptada, usando técnicas tais como as incorporadas neste telecurso, não só incluem as técnicas para populações dominantes, mas, com a ajuda de computadores especialmente equipados, pode também abranger pessoas com deficiência.
Sou totalmente cego. Durante o outono de 1991, dei um curso "on-line" que se supriu uma variedade de necessidades dos aprendizes. Metade da classe era de estudantes com audição reduzida da Gallaudet University, em Washington, D.C: outro quarto de estudantes surdos do National Technical Institute of the Deaf, em Rochester Institute of Tevhinology ( RIT ); e o restante eram estudantes mais velhos do RIT. Este curso poderia Ter facilmente incluído participantes com outras deficiências físicas.
A Definição da Revolução do Aprendizado
A relação no aprendizado não chegou aqui ainda. Suas ferramentas estão sendo agrupadas e requer mentes criativas para dirigi-las e aplica-las. A medida que a riqueza das informações eletrônicas se expande, os professores deveriam carregar menos e menos informações; a partir daí, eles deveriam funcionar como guias para aprendizes que buscam por informações relevantes.
O ensino no futuro deveria se deter mais em ajudar o estudante a saber que questões perguntar, onde achar a informação e como estudar a informação uma vez encontrada. As partes mais difíceis do ensino estarão em saber como motivar e desafiar os estudantes e como encoraja-los a desenvolver o requisito de auto disciplina para o aprendizado. Após usar conferências de computador para ensinar os cursos de história Americana e Afro-Americana, estou mais consciente de tentar motivar os estudantes a se tornarem aprendizes ativos.
Meu papel na revolução do aprendizado atualmente esta limitado, em parte pela escassez de materiais disponíveis "on-line" para suprir minhas necessidades particulares, e em parte pela minha propila falta de idéias criativas sobre o uso do que já esta disponível. Estou explorando menos mais criativos de usar as ferramentas que estão por vir.
Um sistema de conferência modificado para que tivesse capacidades de hipertexto e um dos tais sonhos. Um sistema de conferência de hipertexto, "on-line" e interativo poderia permitir ao professor estruturar os materiais do curso, e ainda capacitar estudantes individuais a escolher seus próprios caminhos para digerir estes materiais. Isto parece ser um próximo passo obvio, porque os microcomputadores já são usados como ferramentas de apresentação de multimídia. Espera-se que estas características estejam logo disponíveis nas redes e se tornem prontamente acessáveis por grupos educacionais.
O Futuro
Se tal revolução de aprendizado ocorrer, fará, como observado anteriormente, mover o centro do controle do professor para o aprendiz. As pessoas resistem ferozmente ao poder de renunciar e os professores são notoriamente conservadores sobre educação.
Na Idade Média, os professores liam de seus manuscritos para suas classes. A máquina de impressão ameaçou aquele modelo educacional. Entretanto, foi descoberto subseqüentemente que, se os estudantes tivessem disponíveis os professores poderiam expandir-se em seus textos e fornecer outras explicações que aumentam o aprendizado. Numa tendência semelhante, muitos educadores sentem medo agora de que o computador faça com que os estudantes se tornem máquina de busca e pesquisa tão poderosas que a faculdade se torna redundante. Assim como a máquina de impressão liberou o ensino a mover-se para um nível mais alto de conceptualização, também a educação na era da informação transcendera o que tem sido comum em nosso tempo. Bons professores não serão substituídos pelos assistentes de ensino e ajudantes de professores, mas liberados para definir a educação em termos mais excitantes e criativos.
Fonte: http://edutec.net/Textos/Alia/PROINFO/prf_txtie03.htm
25 de nov. de 2008
Minha Lista de Filmes Conectados
Como na postagem abaixo o pessoal da Computerworld elaborou uma lista com filmes bem legais, mas deixaram um monte de filmes importantes de fora. Eles conseguiram deixar de fora os filmes da Trilogia Matrix, algo imperdoável em qualquer lista de filmes conectados.
Como não podia deixar de ser eu fiz a minha lista, mas não consegui ficar só nos 10, foram 15 e aqui estão eles:
- Matrix
- Tron
- 13ºandar
- Swordfish
- Assedio Sexual
- Exterminador do Futuro
- Johnny Mnemonic
- Passageiro do Futuro
- Minority Report
- Duro de Matar 4
- Eu, Robô
- Controle Absoluto
- Assassino Virtual
- Inimigo do Estado
- Mensagem Instantânea
Comente aqui.
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
Os 10 filmes mais conectados de todos os tempos
Sim, a tecnologia na telona está mais freqüente do que as próprias estrelas de Hollywood. Confira, a seguir, a lista das películas mais conectadas em rede dos últimos anos. E corra para locadora!
Por COMPUTERWORLD
Computadores e outras tecnologias têm se tornado mais freqüentes e comuns nas telonas do cinema do que Matt Damon e Julia Roberts. Mas em relação às redes, quais filmes se transformaram nas principais estrelas? Aqui está a nossa lista dos 10 maiores "clássicos" do mundo conectado e tecnológico.
10 - Network
Nós sabemos que esta não é o tipo de rede que conhecemos atualmente, mas este filme de 1976 trata da realidade das notícias de TV e precisa estar na lista só por causa do título. E nós descobrimos que diversos profissionais de TI se apoderaram de uma frase do filme e a usam todo santo dia: "Isso está me irritando demais e já estou no meu limite!!!"
09 – Mensagem para você
“Alguém que você já cruzou na rua pode ser o amor da sua vida.” Esta é a máxima para esta comédia romântica com Meg Ryan e Tom Hanks, de 1998, sobre dois vendedores de livros que se odeiam “na vida real” mas se amam na internet. Imagine as proporções que este amor tomaria se eles contassem com uma ferramenta de mensagem instantânea?
08 – Firewall
07 – Medopontocombr (Fear dot com)
O ano de 2002 foi o ano em que a indústria cinematográfica resolveu bater forte na bolha da internet e nas empresas pontocom. Até aí, tudo bem. Mas você já ouviu falar de um portal de web assassino? A máxima para “Medo.com.br” foi “O último website que você vai ver”. Depois desse, ainda teve o filme “.com para matar”, que alertava: “No ciberespaço, ninguém pode ouvir o seu grito.” Claro que isto foi antes do YouTube encorajar as pessoas a serem ouvidas na web.
06 – Celular: um grito de socorro
O filme, que em inglês de chama “Cellular”, é uma estranha ação em que Kim Bassinger representa uma mulher seqüestrada e trancafiada num sótão e que pede socorro por meio de um celular para de um estranho que passeia na praia, com quem ela consegue falar aleatoriamente. Ele tenta salvar a vida dela – e terá sorte se a bateria durar. O mais assustador no filme, entretanto, devem ser as cobranças das chamadas em roaming.
05 – Hackers
Nós sabemos que muitos caras não teriam problemas com Angelina Jolie hackeando seus sistemas. Neste longa ela une forças com “Zero Cool” e outros bons hackers com nomes de maus garotos para ajudar agências do governo a impedir que um vírus de computador criado, sim, por um gênio do mal, infecte máquinas em todo o mundo.
04 – Piratas do Vale do Silício
A história da riqueza da Apple e da Microsoft em um filme de 1999 produzido para a televisão. No roteiro, Steve Balmer diz ao seu colega de quarto, Bill Gates: “Bill, eu não sei se são as roupas no chão ou se é você, mas alguma coisa aqui dentro definitivamente precisa ser lavada”. O resto é história.
03 – Quebra de sigilo (Sneakers)
Um filme de hackers à frente de seu tempo, com atores antigos como Robert Redford e Sidney Poitier, para não mencionar Dan Aykroyd como a “mãe”.
02 – Jogos de Guerra (WarGames)
01 – A Rede (The Net)
Por algum motivo, esse filme acabou sendo deixado de lado pelos responsáveis pelas indicações ao Oscar. Mas esse incomum filme de 1995, estrelado por Sandra Bullock e Dennis Miller, tem um título adequado, não é nenhuma bomba e ainda ajudou a trazer a atenção de Bill Gates e do resto do mundo para a internet. A atriz incorpora uma analista de sistemas que é capturada em uma rede de espionagem. Folheando as páginas do COMPUTERWORLD ela encontra a solução para seu problema e salva o mundo. Ou qualquer coisa nesse sentido...
Concorda com a lista? Não? Comente abaixo e mande a sua sugestão de "clássicos" conectados.Fonte: http://computerworld.uol.com.br/telecomunicacoes/2007/01/25/idgnoticia.2007-01-23.6773615793/
24 de nov. de 2008
Mostra 'Olhares', sobre exploração sexual, se espalha pela cidade
Os filmes selecionados serão exibidos no Odeon, no Espaço de Cinema, na Laura Alvim e no Ponto Cine, com entrada gratuita. Na abertura (24.11), às 20h30m, no Odeon, haverá a pré-estréia, para convidados, do documentário "Cinderelas, lobos e um príncipe encantado", de Joel Zito.
Serão exibidos sete longas, além de curtas de diferentes nacionalidades. Um fórum de debates ocorrerá no Ponto Cine, e um caminhão-cinema da Petrobras ficará estacionado no Riocentro para que os participantes do Congresso também possam assistir aos filmes selecionados.
Confira abaixo a seleção de filmes e suas sinopses:
"Desaparecidos" (Trade): Dos bairros pobres da cidade do México até um secreto leilão de escravos sexuais na internet, Ray e Jorge tentam desesperadamente encontrar Adriana, 13 anos, irmã de Jorge, seqüestrada por traficantes sexuais, antes que ela seja vendida e desapareça para sempre nesse submundo de onde poucas vítimas retornam.
"Lilya para sempre" (Lilya 4-ever): Garota de 16 anos é abandonada pela mãe que vai viver com o namorado nos EUA. Lilya é convidada pelo namorado para morar na Suécia e vê na viagem a chance para mudar de vida. Mas acaba sendo enganada pelo namorado e vendida para uma rede de prostituição.
"Na captura dos Friedmans" (Capturing the Friedmans): Os Friedman parecem uma família típica: o pai é um professor premiado, a esposa, dona-de-casa, e juntos criam 3 filhos numa cidadezinha de Long Island. No feriado de Ação de Graças, a família é surpreendida enquanto se preparam para jantar. A polícia invade a casa vasculhando tudo. O pai e o filho mais velho são presos acusados de pedofilia. Começa então uma investigação perturbadora para toda a comunidade.
"Nascidos em bordéis" (Born into brothels): Mostra a vida de crianças do bairro da Luz Vermelha em Calcutá, Índia. Os documentaristas procuram essas crianças e as presenteiam com câmeras pedindo que elas façam retratos de tudo o que lhes chama à atenção. Os resultados são emocionantes e enquanto as crianças vão descobrindo essa nova forma de expressão, os cineastas lutam para mostrar a elas que existe mais do que seguir na vida de prostituição e miséria.
"Por trás da fé" (Our fathers): As estruturas da Igreja Católica parecem cada vez mais frágeis com as sucessivas denúncias de abusos. Com a entrada da imprensa em um processo aberto por duas vítimas que não conseguem apagar da memória os abusos sofridos na infância, a rivalidade entre a Igreja e a Justiça torna-se uma calorosa disputa pelo poder. Vitimas, advogados e instituições estão com ânimos à flor da pele. E em meio a isso tudo, uma mãe desesperada clama por justiça.
"Anjos do Sol": Maria é comprada num leilão de meninas virgens e enviada para um prostíbulo localizado numa pequena cidade vizinha a um garimpo na floresta amazônica. Após meses sofrendo abusos, Maria consegue fugir e atravessa o Brasil na carona de um caminhão.
"Baixio das bestas": Menina de 13 anos explorada pelo avô, um moralista ambíguo, que em tudo vê falta de autoridade, mas ganha dinheiro explorando a sexualidade da neta. O filme também retoma o universo das usinas de cana-de-açúcar envolto em exploração não só em relações de trabalho.
"Canto de cicatriz": Cercada por pactos de silêncio, a violência sexual contra meninas é mostrada sem tabus, a partir de depoimentos de vítimas, especialistas, enquetes, filmes de ficção e dos versos do escritor e psiquiatra infantil Celso Gutfreind.
"Cinderelas, lobos e um príncipe encantado": Viajando pelo Brasil e também pela Europa, na Itália e Alemanha, o diretor discute o sonho de várias mulheres brasileiras de encontrar um marido europeu. Muitas delas imigram, tornam-se dançarinas em shows de samba ou ritmos ligados ao Brasil. Sem estudo ou formação profissional, algumas se transformam, ainda, em prostitutas e raramente realizam o sonho. Entretanto, no filme, também há finais felizes.
"Deserto feliz": Jéssica mora em Deserto Feliz no sertão nordestino. Violentada pelo padrasto sob o olhar silencioso e cúmplice da mãe, a menina foge para Recife para salvar-se de sua própria destruição. Ao chegar à cidade grande, cai nas armadilhas do turismo sexual e se depara com algo inesperado: o afeto nos braços de um turista alemão.
"Filhos da dor": Abuso e exploração sexual são os temas centrais do filme, desenvolvido a partir do depoimento fictício da prostituta Sheila. Quando menina, depois de violentada em casa, ela é obrigada a fugir e entrar no mundo da prostituição. O filme é recheado de depoimentos de agressores, vítimas e profissionais ligados à questão, mostrando como esse doloroso processo vem acontecendo em nossa sociedade e todos os males aí implicados.
1ª Mostra Internacional de Cinema - Olhares sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes @ Odeon BR. Abertura com "Cinderelas, lobos e um príncipe encantado". Segunda-feira (24.11). 20h30m
25.11
"Anjos do Sol" @ Odeon. 15h
"Nascidos em bordéis" @ Espaço de Cinema. 20h
"Na captura dos Friedmans" @ Estação Laura Alvim. 19h
"Cinderelas, lobos e um príncipe encantado" @ Ponto Cine. 14h
"Lilya para sempre" @ Ponto Cine. 18h
26.11
"Deserto feliz" @ Odeon. 15h
"Nascido em bordéis" @ Odeon. 21h
"Anjos do Sol" @ Espaço de Cinema. 20h
"Lilya para sempre" @ Laura Alvim. 19h
"Canto de cicatriz" / "Baixio das bestas". Ponto Cine. 14h
"Desaparecidos". Ponto Cine. 18h
27.11
"Cinderelas, lobos e um príncipe encantado" @ Odeon. 15h
"Desaparecidos" @ Espaço de Cinema. 20h
"Baixio das bestas" @ Laura Alvim. 19h
"Deserto feliz" @ Ponto Cine. 14h
"Filhos da dor" / "Nascidos em bordéis" @ Ponto Cine. 18h
28.11
"Anjos do sol" @ Ponto Cine. 14h
"Por trás da fé" @ Ponto Cine. 18h
23 de nov. de 2008
Tecnologia Educacional Humana
| Escrito por Sérgio Marcelo | |
| Cabe ao educador, pessoa interessada e habilitada no ensino do próximo, capacitar-se. Eis o grande “Bug” do milênio. O século XXI chegou para alguns poucos educadores. Então paramos para refletir: em que reside o problema afinal? “O sistema não funciona! Nunca funciona! É complexo demais...” As reclamações não param por aí, e continuamos a empurrar com a barriga esperando que as tecnologias educacionais, sem o nosso domínio ou consenso, se convertam em tradutores de pensamentos com ação própria para a execução das atividades educacionais afins. A práxis do educador já não é mais mesma, aliás, nunca foi. O processo evolutivo humano, capacidade própria de aprender e de desenvolver de cada indivíduo, é um processo interno, tal qual a motivação para ensinar. Transpõe o mundo pessoal do professor antes de chegar até o real dos que assim se predispõe a aprender. Tecnologia Educacional Humana é uma competência imprescindível para o educador que não têm mais a tutela do ensino. O conhecimento é universal. Esta em todos os lugares, e possui muitas direções. É chegado o momento de entendermos o verdadeiro sentido da tecnologia educacional. Ela é subserviente aos interesses humanos. Suas afinidades com esses interesses são incessantes e tornam-se, a cada dia, o maior apoiador do processo de ensino e aprendizagem. Trata-se de um aperfeiçoamento contínuo, que evolui ao passo que nosso conhecimento nas tecnologias também. Alguns termos como usabilidade, navegabilidade, convergência, qualidade entre outros fazem parte desse processo. Não são somente as funcionalidades das tecnologias que as tornam usáveis. Essa evolução é assustadora. Sim, também fico assustado com o enorme avanço das tecnologias. Mas, por favor, não se deixe enganar pelas propagandas subliminares da “Última Tecnologia” tal qual o esteticismo ou a videotice e suas finalidades comerciais nada implícitas. Não é a escolha da melhor tecnologia, se física ou lógica, que irá nos deixar confiante quanto ao seu uso. A maior escolha é a nossa escolha. É dela que se depende. Pode-se interagir com ela, e de todas as formas possíveis, estaremos interagindo com nós mesmos. Já ouviram falar do processo de aprendizagem homem-máquina? Pois bem, explico. Enquanto para uns isso é quase uma robotização, ou mesmo nossa subserviência à máquina e seu sistema, para outros, e na grande maioria, é um processo de auto-reflexão. Experimente sentar em frente ao computador e realizar uma pesquisa na internet, ou mesmo em um curso online. O processo de interiorização é muito grande, principalmente quando se interage nas comunidades virtuais de aprendizagem, pois ora se é professor, ora se é aluno, o que leva a um processo contínuo de ensino e de aprendizagem. Isso parece reflexivo? Tome como referência educacional aquela de uns 5 ou 10 anos atrás. As pessoas buscavam no professor o conhecimento que precisavam. Os educadores tinham a grande responsabilidade de ensinar para o bem-comum, servindo a todos os gostos e aptidões. O professor era o único centro do processo educacional. E, deixamos de ser a referência? Não, aquela velha busca ainda existe. No entanto, a humanidade em seu todo, enfrenta a maior mudança de paradigmas de todos os tempos. Nossos pais, avós, bisavós, tataravós - até os dinossauros - sem nenhuma analogia, deixaram-nos de herança essa referência educacional - imprevisíveis quanto as novas metodologias e tecnologias educacionais hoje existentes. Podemos sair em alto mar, e passearmos pelos quatro cantos do mundo. A globalização é um convite aberto em cada porto, e a informação sopra para todos os lados tal qual o vento. Dizer que o barco deve ficar ancorado, parado no tempo, é retrógrado. Somos inseridos em novo processo educativo mediado pelas tecnologias. Navegamos em um mar de informações muitas das quais sem precedentes, e corremos o sério risco de virarmos naúfragos. É nesse exato momento que surgem as tecnologias educacionais humanas, e seu comandante maior – o professor. Tecnologia Educacional Humana não se trata da melhor escolha tecnológica e sim do interesse do profissional-educador em desenvolver-se, assim como sua práxis educativa, exercendo a função de facilitador no processo de ensino e de aprendizagem. Qualquer que seja a tecnologia encontrará sempre o potencial que existe dentro de si mesmo, pois disso dependem muitos outros aspirantes ao conhecimento. Fonte: http://www.college.com.br/index.php/Colunistas/Colunistas/Tecnologia-Educacional-Humana.html |
22 de nov. de 2008
Projeto Cinema no Caldeirão - 22/11
Os filmes de hoje no Projeto Cinema no Caldeirão tem a temática do uso de drogas leais e ilegais. Pegando carona no caso acontecido com o ator Fábio Assunção que se afastou da novela para poder se tratar do seu problema de dependência química.
Hoje o consumo de drogas não é um problema só do Brasil e que atinge pessoas de todos os níveis sociais e culturais e os jovens são a camada social mais afetada por esse problema. Levar o tema a discussão em sala de aula contribui para que eles formem ou criem conceitos de o quanto nocivo é a dependência química.
Os filmes postados hoje no blog são Maria Cheia de Graça, Meu Nome não é Johnny, Eu, Christiane F., drogada, prostituída,..., Bicho de Sete Cabeças, Quando um homem ama uma mulher e o O Informante que abordam as drogas legais e ilegais. Escolha um ou dois desses filmes indicados e monte um projeto ou aula bem legal.
As propostas e os enfoques são os mais variados possíveis por isso há muitas possibilidades de aplicação. Espero que vocês gostem das indicações.
Abraços
Equipe NTE Itaperuna
Quando um homem ama uma mulher
“O que é alcoolismo” pergunta a menina de cinco anos. Surpreendido pela dúvida da filha, o pai se esforça para traduzir em palavras o drama vivido por toda a família em virtude do vício de sua esposa. Há, evidentemente, muitas palavras que poderiam ser utilizadas para explicar esse vício pelas pessoas que conhecem as dificuldades e percalços relacionados ao consumo excessivo e doentio de bebidas alcoólicas.
Sem dúvida alguma entre elas poderíamos colocar termos como dor, angústia, perda e até mesmo deterioração.
Há uma explicação para cada uma delas, mas vale lembrar que esse espinhoso tema já foi trabalhado com maestria nas telas do cinema em algumas ocasiões, entre as quais podemos destacar clássicos como Farrapo Humano (com Ray Milland; dirigido por Billy Wilder), O Veredicto (com Paul Newman; dirigido por Sidney Lumet) ou ainda, Despedida em Las Vegas (com Nicolas Cage; dirigido por Mike Figgis).
Um eventual estudo sobre a degradação provocada pelo álcool poderia incluir uma visita a qualquer um dos títulos mencionados acima. O que se vê nas telas é uma reprodução dos erros e desacertos que tornam a vida de qualquer pessoa afetada por esse mal a minar-lhe as possibilidades de ser encarado com seriedade no mundo em que está inserido.
O álcool transforma não apenas o nosso caminhar, os trejeitos, a fala, o olhar ou o raciocínio – goles a mais de cerveja, whisky ou vinho nos colocam em evidência como os “bobos da corte” ou ainda no papel de “palhaços de plantão”, trôpegos, cambaleantes, enunciando tratados sem sentido, jogando ao vento idéias patéticas e rapidamente descartadas ou desacreditadas.
A deterioração não é apenas visível a partir de atitudes ou conversas dessas pessoas, ela se configura na destruição física do próprio ser e na paulatina dissociação dos mais estimados e próximos pares. Destroem-se os laços familiares, distanciam-se os amigos, perdem-se empregos e demais vínculos sociais. As pessoas se sentem embaraçadas e constrangidas ao lado de alcoólatras.
É claro que, felizmente para algumas pessoas que padecem desse vício, legalizado jurídica e socialmente (um dos maiores erros da humanidade), existem seres humanos que teimam em prestar-lhes auxílio apesar das humilhações e incongruências da vida desses doentes. É justamente nesse âmbito que gravita o filme Quando um homem ama uma mulher, do diretor Luis Mandoki, estrelado por Meg Ryan e Andy Garcia.
A abnegação de um marido realmente apaixonado por sua mulher segura a trama e conduz o espectador pelo inferno do alcoolismo, capaz de colocar até mesmo uma mãe em confronto com as filhas pequenas. Nesse ínterim percebemos também a questão da angústia e da dor, que supera as pequenezas de nossos corpos, em sua dimensão física, e atingem a esfera psico-social.
Não há dor maior do que agredir a sua própria carne, num primeiro instante a partir da contaminação promovida pelos excessos de uma droga a percorrer suas veias e artérias; em etapas posteriores pela ausência do lar, da família, dos filhos e dos pares amorosos. O resultado não pode ser outro senão o deslocamento do sofrimento físico, mais imediato e inevitável, para a solidão, o abandono e a angústia...
Quando um homem ama uma mulher trabalha essas questões de forma branda, leve. Não é frontal, agressivo ou polêmico. Tenta demonstrar a questão atingindo um público mais amplo, podendo ser considerado até mesmo como um filme de entretenimento. Apesar disso, não trata de forma leviana ou descompromissada um tema importante para a sociedade e para a educação, comprovação disso é a própria ambientação da história a um ambiente familiar típico. Pode ser um importante aliado para trabalhar o alcoolismo na escola...
O Filme
Não se deixem iludir pelo título adocicado do filme Quando um homem ama uma mulher. Apesar do romance que permeia toda a trama e que se configura através dos personagens principais vividos por Andy Garcia e Meg Ryan, a temática principal do filme gira em torno do alcoolismo e suas conseqüências para a estrutura pessoal e familiar do personagem vivenciado por Ryan.
A história começa a se estabelecer a partir do encontro entre os personagens e o início de seu romance. Não por coincidência boa parte desse amor acontece em ambientes festivos, onde há bebidas alcoólicas e, como conseqüência das mesmas, com os desfechos sendo cheios de risadas, passos trôpegos e corpos que literalmente despencam em sofás ou camas.
O que se percebe é que entre o casal há uma clara sintonia. Apesar de Alice (Meg Ryan) já ter uma filha de outro relacionamento, seu novo marido, Michael (Andy Garcia) é compreensivo, dedicado e resolvido quanto a todas as questões que permeiam sua relação amorosa. Nos jantares, reuniões sociais ou confraternizações de “happy hour” é sempre ela que, para se soltar e se sentir mais divertida, acaba bebendo um pouco além da conta.
O problema é que esses copos a mais não estão mais se restringindo aos momentos de descontração do casal. O consumo de álcool começa a se estender para encontros com amigas ou horas dispendidas no ambiente doméstico na proximidade das duas filhas pequenas. A utilização de bebidas nesses outros espaços e momentos da vida de Alice configuram a transformação de um hábito esporádico numa terrível doenças, o alcoolismo.
A ingestão regular de bebidas como a vodca (que supostamente não deixa rastros de seu consumo no bafo das pessoas) por Alice transtorna sua relação com o marido e as filhas motivando a sua internação para tratamento.
De forma sutil e delicada, tendo uma mulher como protagonista da questão central, o alcoolismo, Quando um homem ama uma mulher, trata de questões importantes e pertinentes como a degradação física e emocional do viciado em álcool, a desestruturação familiar, a perda dos amigos, a quebra de confiança ou ainda as dificuldades dos tratamentos e as possibilidades de recuperação.
Ainda mais presente, como mencionado no próprio título da produção, transparece a necessidade de apoio, carinho incondicional e amor por parte da família para a recuperação dos alcoólatras. Numa época como a que estamos vivendo, na qual a venda de bebidas para menores é uma realidade, trata-se de uma produção importante para discutir a questão na escola e na comunidade.
Aos Professores
1- Há algumas campanhas sendo feitas a nível nacional contra a venda e consumo de bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes em nosso país. Qual é o mote do trabalho desses grupos? Que efetividade eles apresentam? O que mais pode ser feito? Que tal fomentar uma pesquisa entre os estudantes para descobrir esses projetos, obter informações sobre o alcoolismo entre todos os grupos populacionais brasileiros, conversar sobre as conseqüências desse vício? O que acham de iniciar uma campanha contra o alcoolismo em sua escola e comunidade?
2- O que a família pode fazer em relação ao consumo precoce de bebidas alcoólicas por seus filhos? Uma das primeiras e mais prementes medidas é moderar o consumo por parte dos adultos e evitar que se beba em larga escala na presença das crianças, como dizia Glauber Rocha, “uma imagem vale mais que mil palavras”... O exemplo dos pais, de consumo freqüente e em quantidades exageradas pode motivar os filhos a associar a bebida as práticas de aceitação social e entendê-las como parte integrante da experiência humana cotidiana. Sabemos muito bem que isso não é verdade, pelo contrário...
3- Monte uma mostra de filmes com os títulos apresentados no início desse artigo (Farrapo Humano, O Veredito, Despedida em Las Vegas) adicionando a esse evento outras produções em que o alcoolismo seja evidenciado e desmascarado em toda a sua potencialidade de destruição do ser humano. Convidem alunos, pais, professores e membros da comunidade para participar e criem uma mesa redonda em que se discutam medidas efetivas de combate aos males do alcoolismo. Registrem o evento, façam artigos para o jornal da escola, convidem a imprensa local para falar sobre o assunto, levem médicos para dar depoimentos,...
4- O contato com pessoas que vivenciaram o inferno do álcool e que, com o apoio da família, dos amigos e de instituições como os Alcoólicos Anônimos conseguiram sobreviver as mazelas desse vício pode ser muito interessante e enriquecedor para que outras pessoas da comunidade, inclusive os alunos das escolas do município, saibam que aquilo que foi visto nas telas é uma realidade muito próxima de cada um e de todos nós.
Obs.: Tive um tio que foi vítima dos abusos relacionados ao consumo de álcool. Era um competente provador de café, um ramo de atuação onde poucos profissionais conseguem destaque e que depende muito do paladar apurado. Suas perdas foram grandes, da separação conjugal ao distanciamento em relação aos filhos, da perda de empregos até a morte. Histórias tristes como essa fazem parte da realidade de muitas pessoas, temos que rever essas situações e efetivar transformações que evitem tais perdas e danos...
Ficha Técnica
Quando um homem ama uma mulher
Título Original: When a man loves a woman
País/Ano de produção: EUA, 1994
Duração/Gênero: 126 min., Drama/Romance
Direção de Luis Mandoki
Roteiro de Ronald Bass e Al Franken
Elenco: Meg Ryan, Andy Garcia, Ellen Burstyn, Philip Seymour Hoffman,
Tina Majorino, Mae Whitman, Lauren Tom, Eugene Roche, Gail Strickland.
Links
- http://www.adorocinema.com/filmes/quando-um-homem-ama-uma-mulher/quando-um-homem-ama-uma-mulher.asp
- http://www.imdb.com/title/tt0111693
João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).
Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=510O Informante
Drogas legalizadas e letais
Cavalos selvagens se movimentam por uma vasta área de pradarias, em seu encalço estão bravos cowboys, tentando a todo custo capturá-los e levá-los para seus ranchos como prêmios máximos de sua competência e valentia. Os cowboys são o retrato mais próximo da idéia de liberdade, força e saúde que podemos ter. São todos altos, fortes e demonstram através de suas ações a idéia de sucesso. Além de todos esses pontos em comum, um outro parece uni-los, todos eles fumam...
Jovens exploram e testam carros de corrida, lanchas e outros veículos. Além disso, se arriscam em saltos de pára-quedas, esqui aquático, equitação ou ainda, outros esportes radicais. No final, vitoriosos, todos se reúnem e saboreiam a glória das conquistas sorvendo um cigarrinho. Todos são muito bonitos, moços e moças entre 20 e 30 anos, esbanjando saúde e, apesar de fumarem, tem sorrisos brancos e reluzentes, dignos de propagandas de pasta de dentes...
Se pararmos para pensar, certamente lembraremos das propagandas divulgadas na televisão há poucos anos atrás em que se fazia a apologia do uso de cigarros. A poderosa indústria produtora de cigarros possuía equipes de marketing extremamente competentes que escolhiam como alvo os jovens (e acabavam atingindo também os adolescentes). Para isso utilizavam em anúncios de televisão, jornais, revistas e outdoors, elementos como locais paradisíacos, pessoas bonitas, muita adrenalina, vitórias,...
Há alguns anos, por medida de lei, a propaganda de cigarros na televisão passou a ser proibida. Além disso, os fabricantes tiveram que inserir nos maços de cigarros a inscrição: “O Ministério da Saúde adverte que fumar é prejudicial à saúde”. Fotografias com pessoas doentes, com moléstias causadas pelo uso contínuo e prolongado de cigarros também “decoram” a embalagem do produto.
Todas essas alterações contribuíram para evitar que um número muito grande de pessoas aderisse ao tabagismo, no entanto, apesar das vitórias obtidas, o setor continua poderoso e próspero.
Entretanto, há algum tempo atrás, através de um prestigioso programa de televisão, veio à tona uma denúncia de impacto a respeito da indústria tabagista. Um alto executivo demitido por uma dessas empresas alertou a população para o fato de que os cigarros vendidos nos Estados Unidos estavam sendo fabricados com produtos que aceleravam o processo de dependência dos usuários em relação à nicotina.
Descobriu-se, portanto que as companhias fabricantes de cigarros não apenas estimulavam o consumo de seu produto através de milionárias campanhas publicitárias na televisão e nos demais meios de comunicação de massa como, também, inseriam produtos em suas mercadorias para, literalmente, “viciar” mais rapidamente os usuários.
“O Informante”, filme do experiente diretor Michael Mann, estrelado por Al Pacino e Russell Crowe nos conta essa notável história de vingança, trapaças e do enorme “furo” jornalístico obtido pela televisão. Simplesmente imperdível!
O Filme
Demitido de uma das mais importantes empresas tabagistas dos Estados Unidos, o executivo Lowell Bergman (Russell Crowe) concede entrevista reveladora ao programa jornalístico “60 minutes” da rede de televisão CBS. Entre várias histórias e revelações contadas aos jornalistas da TV, Bergman divulga que a indústria tabagista usa de um artifício químico para acelerar a dependência dos consumidores em relação à nicotina, por si só um elemento viciante.
Bergman passa então a sofrer perseguições e a televisão, apesar de ter em suas mãos uma notícia de enorme importância, totalmente bombástica, amedrontada diante da ameaça de corte na publicidade e de processos judiciais por parte dos fabricantes, hesita em divulgar o depoimento do ex-executivo.
Dilemas morais se confrontam com necessidades financeiras nesse impressionante thriller estrelado por Crowe e por Al Pacino. A imprevisibilidade acompanha os passos do entrevistado que passa a temer cada vez mais por sua vida. Os espectadores são colocados em xeque diante das possibilidades do personagem central:- recuar e desmentir suas afirmações ou continuar brigando, apesar de toda a força, poder e lobby de seus opositores.
Os produtores do programa de televisão também passam por experiência semelhante, tem diante de si a oportunidade única de consagração e fama, tamanho o impacto da notícia que tem em suas mãos. No entanto, essa mesma informação pode representar prejuízos grandes para a emissora e a perda de emprego para alguns deles...
Aos professores
1- Discutir os malefícios do cigarro é o primeiro trabalho a ser desenvolvido em relação a esse filme. Incitar os alunos a pesquisar como as pessoas que conhecem e que sabem ser fumantes iniciaram-se nessa experiência. Levantar dados a respeito de quantas pessoas conseguem se libertar do tabagismo. Entrevistar médicos e especialistas a respeito das conseqüências negativas da nicotina para o organismo de uma pessoa. Todos esses seriam os passos iniciais do trabalho com esse filme.
2- Uma segunda possibilidade, ainda explorando o tema do tabagismo refere-se a um exame minucioso das embalagens dos cigarros. Pode-se explorar, por exemplo, a fórmula e os ingredientes dos cigarros para discernir elementos químicos e buscar aqueles que causam a dependência. Deve-se utilizar as imagens dos maços de cigarro que apresentam as doenças causadas pelo vício para examinar as conseqüências objetivas do vício no corpo humano. Criar painéis com essas imagens e com as informações sobre a química do cigarro seriam ótimos meios de divulgar as pesquisas e alertar os alunos sobre os males do tabagismo.
3- A história do tabaco como produto e mercadoria de valor no comércio mundial é extremamente recente. O tabaco, originário da América, era desconhecido dos europeus até o século XVI, quando passou a ser vendido e consumido regularmente. Fazer um levantamento do comércio desse produto ao longo da história e do aperfeiçoamento do processo industrial de produção de cigarros é uma ótima alternativa para entender o enriquecimento e o poder da indústria tabagista.
4- A tênue relação entre ética, poder e dinheiro permeia negócios e intercâmbios formalizados diariamente mundo afora. Em que momentos prevalece à ética? Em que situações o que fala mais alto é o interesse financeiro? De que forma podemos conciliar lucros e responsabilidade social? É possível viver eticamente no mundo dos negócios (ao menos onde a quantidade de “verdinhas” é tão alta que as pessoas acabam se corrompendo sem maiores dificuldades)? “O Informante” nos convida a refletir, a filosofar sobre esse tema que nos é tão caro e tão presente, os negócios e a ética, o lucro e a cidadania...
Ficha Técnica
O Informante
(The Insider)
País/Ano de produção: EUA, 1999
Duração/Gênero: 160 min., Drama/Ação
Direção de Michael Mann
Roteiro de Marie Brenner, Eric Roth e Michael Mann
Elenco: Russell Crowe, Al Pacino, Christopher Plummer, Diane Venora,
Philip Baker Hall, Devi Masar, Lindsay Crouse
Links
- http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=153
- cineclick.virgula.terra.com.br/cinemateca/ficha_filme.php?id_cine=8195
João Luís de Almeida Machado Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).
Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=174