30 de set. de 2007

Animação Interessante

Olá amigos

Essa semana estava finalizando o curso de HagaQuê, que diga-se de passagem foi um sucesso e os trabalhos da Jaqueline Curcio, da Regina Coelli e da Renata estavam sensacionais. Elas sairam do NTE com a cabeça cheias de "minhocas" para tornar o aprendizado uma festa.
Foi levantado como seria o melhor meio de fazer uma aula no HagaQuê, e nesse meio eu citei alguns vídeos do YouTube, do Porta Curtas e do Domínio Público para ser usado como fonte de inspiração ou ponto de partida para os trabalhos.
O curta abaixo foi um sucesso. Citei a eles como fonte de trabalho e pesquisa também o Blog Blogstórias Essenciais da professora Fátima, onde a arte de contar histórias é levada a sério, sendo inclusive tratada como uma arte única.
Esses cursos de capacitação de curta duração e oficinas direcionadas, estão fazendo um sucesso muito grande no NTE de Itaperuna. Grande sacaca da CTED.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Medalha



A história de um menino (GUI) de 7 anos e seu medo de escuro. Sempre que ele fica com medo, seu amigo (Medalha) aparerece, mas essa noite isso vai mudar...Curta de Graduação do Curso de Animação da Melies. São Paulo - Brasil

Fonte: http://www.youtube.com/v/BZu8mz7fOVY


26 de set. de 2007

Sempre pelo diálogo e democracia

Olá Amigos

No artigo abaixo vemos como muitos problemas hoje existentes em sala de aula poderiam ser resolvidos de forma mas civilizadas, através do diálogo, a negociação e na construção de normas de conduta onde os direitos e deveres de cada um deve estar definido.
As regras ou normas, devem ser seguidas por TODOS, sem excessão pois somente quando todos cumprirem as suas obrigações e respeitar o direito de todos e que teremos um espaço de real crescimento.
Tratar as pessoas como você gostaria de ser tratado e que o grande barato dessa nova visão. imagina ser tratado aos berros pelos alunos? Agora imagina eles serem tratados aos berros por você?
Bem como diz um ditado popular "Pimenta nos olhos dos outros é refresco", aproveitar situações de conflito e tirar delas um aprendizado de crescimento individual e coletivo faz de você um "profissional de educação" diferenciado.
Dominar o conteúdo do que estar sendo aplicado e usar recursos audiovisuais e concreto em suas aulas podem contribuir de forma inestimável.

Vale a reflexão do artigo abaixo. Comentem

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

25 de set. de 2007

Nem ditadura, nem anarquia

A autoridade do professor vem do domínio que ele tem dos conteúdos e da capacidade de respeitar o aluno como ele quer ser respeitado

Por Manuela Biz

Revista Nova Escola - 09/2007


Como fazer com que os alunos prestem atenção durante a explicação dos conteúdos? De que forma não ser vítima de agressões por parte dos jovens? É possível ter o respeito deles sem ser autoritário?

Perguntas como essas, feitas diariamente por todos os que enfrentam turmas entre 30 e 40 estudantes, podem ser resumidas numa só: como ter autoridade? O medo de ser ridicularizado ou afrontado muitas vezes leva a ações ou reações que só fazem as relações ficarem mais tensas. É quando, querendo ter domínio da situação, se parte para a voz alterada ou para ameaças com notas baixas e suspensão.

Maria Cecília Arantes Nogueira, depois de pesquisas para seu doutorado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), afirma que os educadores têm problemas para distinguir autoridade de autoritarismo. Palavras parecidas, mas com significados diferentes: a primeira é o exercício da liderança pelo respeito e pela admiração, a segunda, pela imposição e pela coerção.


DOMÍNIO DO SABER

Autoridade nada tem a ver com voz alta ou chantagem. Muitos professores atribuem a deterioração da relação em sala de aula ao fim da reprovação em algumas redes de ensino. As notas teriam o papel, nesse caso, de moeda de troca.

Contudo, a progressão continuada não é a origem do problema. Segundo Mario Sergio Cortella, professor de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, a autoridade do docente fica evidente quando ele assume o papel de gestor do processo pedagógico: "O que estabelece a hierarquia na sala de aula é o domínio dos conteúdos".


Portanto, conhecer a fundo a área, ter estratégias que estimulem a curiosidade dos alunos e saber como ensinar é fundamental para que os jovens reconheçam sua competência e o respeitem (de verdade) por isso.

Aida Kuri Souza Jansen dá aulas de Língua Portuguesa para jovens a partir de 12 anos na EEB Natálio Wassoler, em Forquilinha, a 199 quilômetros de Florianópolis, e procura estar por dentro das novas metodologias. Em média, faz cinco cursos por ano. Num deles, aprendeu novas maneiras de avaliar leitura.

Em vez das tradicionais provas, a turma tem um desafio: solucionar uma situação-problema cujas pistas estão no livro. "A garotada se envolve com a proposta e não preciso ameaçar com notas para que todos façam os deveres".

RESPEITO MÚTUO

Ter consideração pelo professor capaz de ensinar evita situações de disputa de poder, mas não é a única fonte de reverência. Yves de La Taille, professor do Departamento de Psicologia da Universidade de São Paulo, ressalta em seu livro Limites: Três Dimensões Educacionais que o jovem precisa de bons modelos de conduta para seguir: quem está acostumado a ver agressividade no trato com o outro ou é alvo de atos ou palavras hostis certamente reproduzirá essas mesmas atitudes, simplesmente por faltar repertório que permita comparar diferentes modos de agir.

Por isso, é preciso que a escola tenha regras de boa conduta que valham para todos, inclusive os professores. Algumas são discutidas, outras independem da vontade das partes. No primeiro grupo, podem estar as relativas a atos que atrapalhem a aprendizagem ou comprometam a integridade física ou emocional (como os xingamentos).

Flaviana Rodrigues Bezerra, professora da 5ª série da EM Nossa Senhora dos Navegantes, em Natal, levou um susto em seu primeiro dia de aula na escola ao observar que as crianças não tinham nenhum tipo de regulamentação quanto ao comportamento em classe. Sua primeira atitude foi criar o Estatuto da Sala de Aula.

Alguns itens foram logo listados por ela: é proibido subir nas cadeiras e nas mesas, ninguém pode gritar e correr na classe nem jogar merenda nos colegas. Mesmo os pontos inegociáveis precisam de esclarecimento para que todos entendam por que obedecê-los.

Outros artigos foram sugeridos, discutidos e votados, como "não jogar lixo no chão" e "não ter preguiça de aprender". A "constituição" de 25 tópicos foi fixada na parede e uma leitura de vez em quando lembra todos sobre os direitos e deveres de cada um.

"É importante escutar o aluno durante o processo de elaboração das regras, pois a democracia é sempre uma construção coletiva", destaca Cortella.
Na EE Francisco Cristiano Lima de Freitas, em São Bernardo do Campo, município da Grande São Paulo, a diretora Sônia Maria Vieira dos Santos estabeleceu fóruns de discussão ao assumir o cargo, em 2002, quando os professores levaram a ela casos de briga com os alunos.

Agora, tudo isso é discutido nos conselhos de classe. Educadores e estudantes dão sugestões sobre o andamento das aulas e o que pode ser melhorado, como problemas de comportamento e diretrizes da escola.

NÃO É NADA PESSOAL

Mesmo com o estabelecimento de regras, os indivíduos podem tomar decisões contrárias ao estabelecido. E nem sempre os interesses coincidem. O professor quer que o aluno preste atenção, mas ele prefere ler gibi. "Existem várias maneiras de enfrentar a autoridade, mas o objetivo do jovem que se opõe ao professor é testar os limites e a rigidez das normas", adverte César Ades, do Departamento de Psicologia da USP.

As relações dentro da classe não são pessoais e devem ser pautadas pelas regras estabelecidas pelo grupo. "O professor não pode punir um aluno por não simpatizar com ele." Por isso, o ideal é que as normas de convivência prevejam, inclusive, como agir quando uma é quebrada.

Em que casos falar individualmente? Quando levar o problema para o grupo? E o diretor, deve ser chamado para intermediar? "Quando o professor tem autoridade, a tendência é solucionar tudo na sala de aula. Só é aconselhável recorrer à direção em casos graves, como agressões físicas e xingamentos", ressalta Izamara Silva, gerente pedagógica do Instituto Social Maria Telles, no Rio de Janeiro.

ESTIMULAR TALENTOS

Yves de La Taille escreveu que o educador também adquire autoridade quando a criança percebe o interesse em seu desenvolvimento, incentivando-a a aprimorar seus talentos e habilidades.

A diretora Sônia, de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, ficou sabendo que alguns alunos estavam produzindo vídeos simulando agressões físicas e uso de drogas na escola para colocar na internet. O que seria caso de indisciplina virou uma oportunidade.

Depois de várias reuniões, inclusive com os pais, foi encontrada uma solução: "Pedimos que eles mudassem a temática para representar a escola num concurso de vídeos ambientais da prefeitura", conta ela.

QUER SABER +?

Bibliografia

Nos Labirintos da Moral, Mario Sergio Cortella e Yves de la Taille, Ed. Papirus, tel. (19) 3272-4500.
Limites: Três Dimensões Educacionais, Yves de La Taille, Ed. Ática, tel. (11) 3346-3000.
Violência na Escola: um Guia para Pais e Professores, Caren Ruotti, Renato Alves e Viviane De Oliveira Cubas, Ed. Imprensa Oficial, tel. (11) 5013-5108.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/conteudo_251119.shtml

24 de set. de 2007

Medida Exemplar

Olá Amigos

Essa medida tomada pela justiça, como visto na postagem abaixo, visa resguardar um pouco a integridade física de nos "profissionais de educação" mediante as novas leis que apenas protegiam os alunos e nos deixavam desamparados.
Não é a melhor solução ter que ir a justiça, pois sempre primei pelo dialogo acima de tudo, mas em algumas situações fica difícil contornar e manter a ordem.
Eu particularmente não discuto, não altero a voz e nem me estresso. Aprendi a manter o rumo do "barco" apenas com o bom senso e alguma autoridade.
Como cita o juiz que julgou o caso "Temos de acabar com essa imagem falsa de que o ECA serve para proteger delinqüente juvenil ou passar a mão na cabeça de menor infrator. Precisamos tirar o aspecto da impunidade que parece dar ao menor infrator".
Nesse caso ficamos esperamos sinceramente que o ECA cumpra o seu papel, e não passe esse ar de impunidade que esta reinando nas escolas.
Amanhã postarei uma artigo bem legal sobre o assunto de autoridade e autoritarismo que saiu na Revista Nova Escola desse mês.

Vale a reflexão.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Adolescente é condenada por agredir professora em SP

Araçatuba - A Justiça condenou uma estudante de 14 anos a cumprir pena de prestação de serviços à comunidade por um semestre por ter agredido a professora dentro da sala de aula. A adolescente, cuja identidade foi preservada, é estudante da 8ª série na escola municipal Melvin Jones, em Fernandópolis, a 555 quilômetros de São Paulo. Pela agressão, ela também ficará sob liberdade assistida e enfrentará restrição de horário em lugares públicos pelo mesmo período.

A agressão ocorreu no início de agosto, quando a professora de história Sílvia Regina Marques, de 44 anos, chamou atenção da aluna por estar sem uniforme escolar. As duas discutiram e ao se defender de uma agressão da aluna, Sílvia bateu o braço na lousa e fraturou um osso da mão direita. Com o braço engessado, Sílvia está afastada da sala de aula há 49 dias.

A punição foi determinada pelo juiz da Infância e da Juventude de Fernandópolis, Ivan Pelarin. Segundo ele, a garota vai prestar os serviços na própria escola. As tarefas serão escolhidas pela diretoria da unidade, que por enquanto decidiu colocar a garota para limpar salas de aulas e biblioteca. Além disso, segundo ele, um grupo de psicólogos e assistentes sociais vai se reunir semanalmente com a garota e a família por seis meses.

De acordo com Pelarin, a punição se ampara na aplicação rigorosa de medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "Temos de acabar com essa imagem falsa de que o ECA serve para proteger delinqüente juvenil ou passar a mão na cabeça de menor infrator. Precisamos tirar o aspecto da impunidade que parece dar ao menor infrator", comentou o juiz.

Por Chico Siqueira

Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2007/09/19/ult4469u11518.jhtm

Educar é professar a fé em algo e / ou alguém...

Olá Amigos

Estava visitando nesse domingo os blogs que fazem parte da minha rotina virtual, me deparei com um lindo poema de Gabriel Perrisé e um artigo maravilhoso do meu amigo José Antonio Klaes Roig, do sempre maravilhoso Letra Viva intitulado Educar é professar a fé em algo e/ou alguém...
Lá ele cita o grande prazer que é lecionar.
Paixão arrebatadora.
Quase um vício.
Leiam o artigo e se apaixonem com a poesia abaixo.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Professores Apaixonados

PROFESSORES APAIXONADOS
por Gabriel Perissé

Professores e professoras apaixonados acordam cedo e dormem tarde, movidos pela idéia fixa que podem mover o mundo. Apaixonados, esquecem a hora do almoço e do jantar: estão preocupados com as múltiplas fomes que, de múltitplas formas, debilitam as inteligências.

As professoras apaixonadas descobriram que há homens no magistério igualmente apaixonados pela arte de ensinar, que é a arte de dar contexto a todos os textos. Não há pretextso que justifiquem, para os professores apaixonados, um grau a menos de paixão, e não vai nisso nem um pouco de romantismo barato. Apaixonar-se sai caro!

Os professores apaixonados, com ou sem carro, buzinam o silêncio comodista, dão carona para os alunos que moram mais longe do conhecimento, saem cantando o pneu da alegria. Se estão apaixonados, e estão, fazem da sala de aula um espaço de cânticos, de ênfases, de sínteses que demonstram, pela via do contraste, o absurdo que é viver sem paixão, ensinar sem paixão. Dá pena, dá compaixão ver o professor desapaixonado, sonhando acordado com a aposentadoria, contando nos dedos os dias que faltam para as suas férias, catando no calendário os próximos feriados.

Os professores apaixonados muito bem sabem das dificuldades, dos desrespietos, das injustiças, até mesmo dos horrores que há na profissão. Mas o professor apaixonado não deixa de professar, e seu protesto é continuar amando apaixonadamente. Continuar amando é não perder a fé, palavra pequena que não se dilui no café ralo, não foge pelo ralo, não se apaga como um traço de giz no quadro. Ter fé impede que o medo esmague o amor, que as alienações antigas e novas substituam a lúcida esperança.

Dar aula não é contar piada, mas quem dá aula sem humor não está com nada, ensinar é uma forma de oração. Não essa oração chacoalhar de palavras sem sentido, com voz melosa ou ríspida. Mera oração subordinada, e nada mais.

Os professores apaixonados querem tudo. Querem multiplicar o tempo, somar os esforços, dividir os problemas para solucioná-los. Querem analisar a química da realidade. Querem traçar o mapa de inusitados tesouros.

Os olhos dos professores apaixonados brilham quando, no meio de uma explicação, percebem o sorriso do aluno que entendeu algo que ele mesmo, professor, não esperava explicar. A paixão é inexplicável, bem sei. Mas é também indisfarçável.

22 de set. de 2007

O Caldeirão de Idéias indica: Letra Viva do Roig

Olá Amigos

Estava eu procurando material sobre o software HagaQuê, que é usado para fazer historias em quadrinhos, que na minha minha humilde opinião, e simplesmente o melhor da categorias pela facilidade, praticidade e por suas múltiplas aplicações, encontrei o Blog do meu mais novo amigo blogueiro o José Antonio Klaes Roig, do NTE do Rio Grande do Sul, que mantém o Letra Viva.
O blog e simplesmente o máximo em design e conteúdo. Como colegas de profissão e apaixonados pela quantidade de possibilidades que a tecnologia pode dar a arte de educar, postei o artigo abaixo onde o Ricardo Neves, coloca em seu artigo "Um blog para cada professor", que "penso que o foco certo, no lugar certo, é: o professor é quem precisa e pode acertar o passo em primeiro lugar.".
Amigos professores, nos somos o elo mais importante da cadeia de geração do conhecimento. Se o "Profissional de Educação" não estiver capacitado, motivado, seguro e sendo bem pago pelo seu trabalho que é de vital importância para o sucesso dessa nação, nada vai conseguir mudar o rumo da educação brasileira.
O Ricardo Neves coloca que "
Que tal se, antes de ter “um laptop para cada criança”, fôssemos, dentro de um par de anos, o primeiro país do mundo onde TODO professor do ensino médio tivesse o próprio blog e fosse capaz de usá-lo como ferramenta de sua missão? Com a palavra, o professor."
Amigos, por isso vamos fazer com que nossos professores que hoje se encontram "abandonados, mal remunerados e tristes", reencontrem o prazer de voltar a praticar o mais importante oficio do planeta: O de ser PROFESSOR.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Um blog para cada professor

O e-mail do leitor Stefanuto Rodrigues me traz suas inquietações: “Tenho lido matérias sobre criatividade, inovação e mudanças no mundo de hoje, mas fico sempre pensando: será que não estamos dando muita atenção a algo que já deveria ser corriqueiro em nossas vidas? Será que, quando observamos as mudanças e falamos delas como fenômenos, não deixamos de participar do que realmente está acontecendo, nos colocando em uma posição de quem vê de fora o ‘problema’, em vez de nos sentirmos parte dele?”.

Stefanuto tem razão. Penso que realmente a maioria das pessoas tende a se colocar fora do “problema”. Porém, além da passividade, existe uma tendência crescente e mundial das pessoas de se sentirem vítimas da realidade. Isso, em minha opinião, é muito mais grave. Abrem-se novas avenidas de transformações todas as vezes que assumimos a ousadia de nos tornar mais co-responsáveis pela solução dos “problemas”, deixando de ser menos passivos e menos autovitimados.

Vejamos o problema da incapacidade da escola em acertar o passo com a absorção do computador e da internet como ferramentas de transformação da qualidade na educação. A digitalização de diversas áreas da atividade humana tem acontecido de forma assombrosa e positiva, mas a escola resiste. Ainda está mais para o tempo da palmatória que para o tempo da internet.

Podemos culpar apenas o sistema: governos e políticos deveriam roubar menos, ser mais eficientes e investir mais em educação. Isso é verdade. Infelizmente, não há solução satisfatória no curto prazo. Podemos propor o caminho das generosas boas intenções, como o projeto mundial “um laptop para cada criança”. Mas, de forma pragmática, penso que o foco certo, no lugar certo, é: o professor é quem precisa e pode acertar o passo em primeiro lugar.

Os professores, em especial os do ensino médio e sobretudo os de escolas particulares, onde estão os adolescentes que têm computador em casa, se sentem mal quando são confrontados com a intimidade e maestria de seus alunos com o novo mundo digital. Um amigo meu, professor do ensino médio, me confidenciou que, no fundo, a atitude da maioria de seus pares contra as ferramentas e os processos digitais do conhecimento traduz uma mistura de profunda má vontade, ressentimento e medo.

"Um laptop para cada criança” é uma idéia bem-intencionada. Mas o foco deve estar em quem ensina"

Professores e alunos são, na verdade, parte do problema e da solução. Ao ensino médio se dedicam no país pouco mais de 500 mil professores. Eles são responsáveis por 5 milhões de alunos adolescentes. Desses, na rede particular estão 1 milhão de estudantes e 116 mil professores.

No surpreendente Brasil já se pode comprar computador zero-quilômetro por menos de R$ 1.000. São vendidos 8,3 milhões deles anualmente e 22,1 milhões de brasileiros navegam no ciberespaço a partir da residência. Nas cidades, os custos de ter uma máquina e conseguir recursos e capacitação para ser proficiente em navegação na internet, incluindo criar um blog, são, convenhamos, modestos e acessíveis. Incluído aí o meio milhão de professores do ensino médio. Afinal, 481 mil destes têm diploma de curso superior.

Não se exclui a alternativa de transformar a política pública de educação, mas existe aí um desafio de atitude individual a tomar, caro professor. E não é proposta de revolução. Que tal se, antes de ter “um laptop para cada criança”, fôssemos, dentro de um par de anos, o primeiro país do mundo onde todo professor do ensino médio tivesse o próprio blog e fosse capaz de usá-lo como ferramenta de sua missão? Com a palavra, o professor.

Por RICARDO NEVES
Ele é consultor de empresas e escreve quinzenalmente em ÉPOCA. É autor do livro O Novo Mundo Digital: Você já Está Nele - Oportunidades, Ameaças e as Mudanças Que Estamos Vivendo.

Site:www.ricardoneves.com.br

Email:rneves@edglobo.com.br

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR77756-6077,00.html

20 de set. de 2007

Mensagem Instantânea e a Linguagem Não Verbal

Como havia postado ontem falando dos emoticons, e sua contribuição para o crescimento da Linguagem Não Verbal, desde o lançamento do YouTube Brasil há várias semanas atrás, eu tenho passado bastante tempo navegando no site em busca de vídeos divertidos. Eu também tentei buscar por vídeos relacionados a alguns dos meus assuntos favoritos; um desses assuntos é o orkut e internet. Quando eu achei este vídeo, cujo título é "Mensagem Instantânea", imediatamente adicionei-o ao meu perfil do orkut para compartilhar com meus amigos, pois eu achei o vídeo muuito engraçado.
Como eu estava curioso sobre o vídeo, entrei (via email) em contato com o diretor, Amilcar Oliveira. Ele me contou que há cerca de um ano atrás, inscreveu o vídeo no Festival do Minuto 2006 cujo tema era "Comunidades na Internet".
O orkut era um tópico que tinha um certo apelo romântico, pois Amilcar havia conhecido sua esposa no site. Ele escolheu criar este curta porque ele queria mostrar como a internet está presente em nossa vida diária, influenciando o modo como nos comunicamos, conhecemos e interagimos com as pessoas. Eu acho que ele fez um grande trabalho em demonstrar o poder do orkut, sem mostrar a palavra "orkut" na tela do computador -- impressionante!
Mais impressionante ainda é que ele gravou a cena, editou a trilha sonora e finalizou o filme em apenas 6 horas. E isso custou a ele menos de 40 reais (que foi o que ele gastou com a cerveja)!

Extremamente inteligente, perfeito.

Assista o vídeo e divirta-se



Abraços

Equipe NTE Itaperuna

19 de set. de 2007

O ícone que mudou a cara da internet

Olá Amigos

Algumas referencias são muito fortes dentro da internet, como o por exemplo o @ do email, o www da internet e a maior de todas as referencias é o Smiley. :-)
Ele é o avô de todos os emoticons que usamos hoje em animados, estáticos, coloridos e alguns bastante inovadores como os winks.
A linguagem de Comunicação Não Verbal criada pelo emoticons, faz até hoje muito sucesso, entre os mais novos e até entre o pessoal da "Idade do Bit Escovado", no qual me incluo com muito orgulho.
Para quem acha que uma grande idéia deve ser importante, ter imponência acadêmica, leia o artigo e veja como o humor mudou uma geração e criou um mito.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

"Smiley" completa 25 anos espalhando sorrisos pela rede

Sorriso de orelha a orelha, fictício, mas universal: É o "Smiley" :-), o primeiro e mais famoso "emoticon" da história, que completa hoje 25 anos.
O onipresente rosto sorridente festeja seus 25 anos em grande estilo onde "nasceu", na Universidade Carnegie Mellon, de Pittsburg (Pensilvânia). E sorrindo, é claro.
Não é para menos. O ícone revolucionou a comunicação não verbal no ciberespaço. O pequeno "Smiley" conseguiu vencer as limitações da comunicação textual.
Com a capacidade de transmitir expressões faciais usando apenas sinais de pontuação (dois pontos, hífen e parêntese), o "Smiley" provavelmente já evitou algum mal-estar injustificado entre internautas.
O criador do "emoticon" é Scott E. Fahlman, professor de pesquisa da Universidade Carnegie Mellon. Nos últimos dias tem sido difícil para ele se dedicar a suas paixões, a inteligência artificial e suas aplicações na informática. Os telefonemas e congratulações não param de chegar no seu escritório, em Pittsburg.
Fahlman tinha 34 anos quando inventou o "emoticon" e quase ninguém utilizava computadores na época. Menos pessoas ainda enviavam mensagens. Mas a Universidade Carnegie Mellon já era uma fábrica de inovações e de longas conversas eletrônicas.
O :-) nasceu assim: mensagens fluorescentes com caracteres em laranja ou verde eram usadas constantemente nos boletins internos da universidade, freqüentados tanto por alunos como por professores.
Entre comunicados oficiais, perguntas científicas e conteúdos mais extensos, alguém enviou uma brincadeira sobre uma suposta contaminação num elevador. A mensagem gerou um grande debate sobre o limite do humor na rede e como marcar os comentários divertidos para que ninguém os levasse a sério.
Fahlman, que era professor da Universidade de Carnegie Mellon há poucos anos, enviou sua resposta com o seguinte conteúdo: "Proponho a seguinte seqüência de caracteres para os brincalhões: :-)", escreveu. "Lida de lado", acrescentou.
A mensagem foi enviada ao boletim eletrônico em 19 de setembro de 1982, às 11h44 da manhã. Assim nascia o "Smiley", há exatamente 25 anos.
Na mesma mensagem, Fahlman propôs a utilização de ":-(" para as mensagens sérias. O sinal em breve se transformou em forma de expressar frustração, tristeza ou desagrado.
A proposta do professor foi aceita com grande entusiasmo por alunos e funcionários da Universidade de Carnegie Mellon. O "Smiley" se espalhou rapidamente por outras instituições de ensino secundário e fóruns através da rede, então rudimentar.
Em poucos meses apareceram novas expressões: o boquiaberto ":-O" e a piscada de olho ";-)". Um novo hobby foi criado entre os cibernautas.
Infelizmente, Fahlman não guardou uma cópia daquela mensagem de setembro. Ele mesmo, na época, não deu importância à invenção.
No entanto, com o tempo ele se deu conta de que o fenômeno não seria apenas uma moda passageira, mas que duraria, se expandiria por todo o mundo e no mesmo ritmo que a Internet, que entrava em cada vez mais lares.
Durante anos o "Smiley" original esteve perdido. Mas há cinco anos um colega da Universidade Carnegie Mellon, Jeff Baird, encontrou a mensagem com outros três amigos, fazendo um "esforço heróico" e bem a tempo de celebrar o 20º aniversário, segundo conta o próprio Fahlman em seu site.
Fahlman disse à agência Efe que, apesar dos anos, ele continua espantado com o sucesso da sua invenção. O professor, que vive com a sua mulher no campus da Universidade, vê com orgulho e fascinação como uma pequena imagem criada em 10 minutos se transformou em algo que se estendeu a todo o mundo.
Fahlman nunca recebeu dinheiro pela invenção, que milhões de internautas utilizam a cada dia. Mas aceita a situação. "É meu pequeno presente para o mundo", diz.

Fonte: Yahoo Noticias

18 de set. de 2007

A Educação que Desejamos: Novos Desafios e como Chegar Lá


"A escola é pouco atraente". Com base nessa afirmação, José Manuel Moran traça um paralelo entre a educação que temos e a que desejamos para nossos alunos, mostrando as tendências para um novo modelo de ensino.
A obra analisa principalmente as mudanças que as tecnologias trazem para a educação presencial e a distância, em todos os níveis de ensino, sem esquecer o papel que professores e gestores terão que desempenhar nessa revolução.
As redes digitais possibilitam organizar o ensino e a aprendizagem de forma mais ativa, dinâmica e variada, privilegiando a pesquisa, a interação e a personalização dos estudos, em múltiplos espaços e tempos presenciais e virtuais.
Assim, a organização escolar precisa ser reinventada para que todos aprendam de modo mais humano, afetivo e ético, integrando os aspectos individual e social, os diversos ritmos, métodos e tecnologias, para ajudarmos a formar cidadãos plenos em todas as dimensões.
Com essa sujestão de livro estamos tentando levar para vocês, algum tipo de material para ser usado como fonte de apoio e pesquisa.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

13 de set. de 2007

Curso Superior Gratuito

Recebi por email, fui verificar e é verdade (pelo menos o preço do curso), quanto aos motivos, não sei bem se são esses, mais lá vai:

A Universidade Cruzeiro do Sul está oferecendo gratuitamente cursos de História (duração 03 anos), Geografia (duração 03 anos), Economia (duração 04 anos), Serviço Social (duração 03 anos), Música (duração 03 anos) e Canto (duração 03 anos).

Segundo informações, devido à baixa procura, a Unicsul corre o risco de perder o credenciamento para os cursos e, por isso, estão oferecendo gratuitamente. Contudo, a inscrição e a matrícula são pagas.

Para maiores esclarecimentos e inscrições entrem no site www.unicsul.br.



Abraços

Equipe NTE Itaperuna

11 de set. de 2007

Evento Imperdível

Olá Amigos

Vai rolar em Campos dos Goytacazes nos dias 3, 4 e 5 de outubro o VIII Congresso Latino Americano de Humanidades com o tema Comunicação, Educação e Novas Tecnologias.

A presença das novas tecnologias na comunicação e na educação, suas influencias em nosso cotidiano e seus reflexos no contexto humanístico. O Evento vai ser na UENF e na Universidade Cândido Mendes.

Informações e inscrições no endereço http://www.uenf.br/Uenf/Pages/CCH/Leel/CLH.

A dica é da colega Anita do NTE RJ01 Campos.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna


10 de set. de 2007

11 / 9 - Seis Anos Depois

Olá Amigos

Nesta data os Estados Unidos relembram nesta terça-feira o sexto aniversário dos ataques do 11 de Setembro com eventos, para lembrar o quanto pode chegar a intolerância e o radicalismo religioso.

Em Nova York, onde cerca de 2.700 pessoas morreram quando dois aviões se chocaram contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, os bombeiros lerão os nomes dos falecidos durante uma cerimônia solene a ser realizada na terça-feira.

Neste que se transformou em um rito anual, a leitura dos nomes dos falecidos será interrompida com quatro pausas de silêncio, que marcarão o momento exato em que os aviões atingiram as torres e quando os prédios desabaram.

Os sinos das igrejas tocarão às 08h46 (10h46 de Brasília) para marcar o momento exato no que o primeiro avião, o vôo 11 da American Airlines, se chocou contra a Torre Norte.

Depois disso, familiares das vítimas poderão descer por uma longa rampa no lugar onde se localizava o World Trade Center para depositar flores e orar.

Em Shanksville, Pensilvânia, onde caiu o avião do vôo 93 da United Airlines seqüestrado por terroristas, também serão prestadas homenagens aos 40 passageiros e tripulantes mortos.

Em Washington, onde 184 pessoas morreram quando o vôo 77 da American Airlines se chocou contra o Pentágono, o Departamento de Defesa está organizando una "Caminhada pela liberdade" para o domingo em homenagem aos mortos .

Mais de 4.100 soldados americanos já morreram no Iraque e no Afeganistão desde que Bush declarou a "guerra contra o terror".

O descontentamento popular com relação ao governo Bush se dá principalmente pelo fato de o presidente ter mentido sobre o Iraque e pelo questionamento sobre se realmente os Estados Unidos são mais seguros agora do que há seis anos - quando o procurado líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, lançou os ataques.

Bin Laden continua livre e acredita-se que está escondido na região montanhosa localizada na zona fronteiriça entre o Paquistão e o Afeganistão.

Devemos aprender que toda forma de violência, intolerância, radicalismo e fanatismo pode e deve ser sempre resolvida pelo dialogo, educação e tolerância aceitando toda e qualquer diferença, seja ela religiosa, sexual ou política.

Como não sabia qual filme relacionado com o evento eu iria postar, postei 2 sobre o tema, O Vôo United 93 e As Torres Gêmeas. Os dois filmes tem focos diferentes do acontecimento, um visto de baixo e o outro de cima. Os dois filmes são fáceis de se encontrar em qualquer locadora.

Agora assista a uma apresentação muito bem feita com imagens do acontecimento e comentem.



Abraços

Equipe NTE Itaperuna

As Torres Gêmeas - A esperança que brota até mesmo na desgraça

Ao caírem as torres gêmeas do World Trade Center estabeleceu-se mundialmente um sentimento de insegurança, medo e, em alguns casos, até mesmo de pânico. Passamos a desconfiar de todos e de tudo. Qualquer situação minimamente diferenciada em relação ao cotidiano passou a nos deixar arrepiados, de cabelos em pé, com aquele desagradável sentimento de que algum problema, desgosto ou até mesmo desgraça seriam iminentes.

A mídia impressa, televisiva, as rádios e até mesmo a internet, no afã de realizarem coberturas bastante detalhadas dos acontecimentos acabaram exacerbando o seu papel e, ao invés de apenas realizarem seu intento principal de informar os leitores, espectadores e ouvintes, ajudaram a fomentar essa histeria coletiva.

A prepotência dos norte-americanos caiu junto com as torres assim como a sensação de intransponibilidade do território daquele país e a aparente segurança em que vivíamos no Ocidente. Ameaças a outras nações tornaram-se freqüentes notícias divulgadas diária ou semanalmente. Não se passavam alguns dias sem que tivéssemos informações de novas ações perpetradas pelos terroristas do fundamentalismo islâmico.

Osama Bin Laden se tornou a figura mais conhecida, temida e até mesmo odiada do hemisfério ocidental. Todos aqueles que a ele foram associados também foram “vilanizados” pela mídia e pelas autoridades governamentais dos Estados Unidos e de seus mais próximos aliados. O contra-ataque tornou-se uma obsessão. O sentimento patriótico dos norte-americanos exigia sangue como resposta aos violentos, desumanos, cruéis e covardes ataques.

Ao mesmo tempo em que isso acontecia, aqui na Terra, mais propriamente nos cenários onde a tragédia havia ocorrido, a solidariedade unia desconhecidos e levava inúmeras pessoas a se deslocar para o epicentro dos acontecimentos, a região onde anteriormente se elevavam as imponentes torres gêmeas, para prestar auxílio, ou melhor dizendo, para de alguma forma ajudar a encontrar sobreviventes e/ou dar suporte material e principalmente emocional aos familiares e amigos abalados pela imensa dor da perda.

Essas histórias acabaram perdendo espaço para o sensacionalismo em torno da vingança, da iminente guerra contra o terrorismo internacional, do sangue derramado ou do nacionalismo exacerbado de ambos os lados envolvidos nessa grandiosa pendenga.

A valentia, a bravura, o senso do dever a ser cumprido e a humanidade de todos os bombeiros, policiais e demais servidores que entraram nos prédios do World Trade Center antes que os mesmos desabassem até foram exaltados pela imprensa norte-americana, mesmo porque o contingente de soldados perdidos nessa luta foi substancial.

Faltava ainda, no entanto, uma manifestação artística através da qual toda essa solidariedade, valentia e humanitarismo fossem destacados. É nesse vácuo que a produção de Oliver Stone, “As Torres Gêmeas”, acaba entrando. Cineasta polêmico, de produções com viés político (como “Platoon”, “Nascido em 4 de Julho”, “JFK” ou “Nixon”), a expectativa quanto à produção de Stone sobre o 11 de Setembro de 2001 era grandiosa por parte da mídia.

Talvez esperassem mais um libelo em favor da vingança, da guerra e do “olho por olho” que se estabeleceu naquela época (e que ainda persiste em alguns setores mais a direita da política norte-americana). Surpreenderam-se com um filme mais centrado nas questões humanas, na luta pela sobrevivência narrada a partir da experiência de dois policiais de Nova Iorque, sem maiores preocupações em estabelecer novos focos de tensão.

Vários críticos torceram o nariz e disseram que Oliver Stone já não era o mesmo. Penso, contrariando essas vertentes belicistas, que o diretor na verdade amadureceu e que, o passar dos anos, o estão levando a considerações mais importantes, em que a vida e não a morte, a paz e não a guerra, a solidariedade e não o ódio é que devem ser apregoados pelo mundo afora.

O Filme

É apenas mais um dia quente a se iniciar em Nova Iorque. Ao menos é isso o que a população local, os norte-americanos em geral e o mundo estão a pensar. Acordar, tomar café da manhã, preparar-se para sair de casa, pegar o carro (o ônibus, o metrô, o trem), despedir-se da família, ver os filhos indo para a escola e, enfim, chegar ao local de trabalho para mais um dia de batente pela frente.

John McLoughlin (Nicolas Cage) e Will Jimeno (Michael Pena), policiais de Nova Iorque, lotados no departamento portuário da instituição, também pensavam assim. Só que esse dia não era como todos os outros que eles (e todos nós) haviam vivido antes. Estávamos no fatídico 11 de setembro de 2001.

As colisões dos aviões comerciais com as torres gêmeas do WTC, ocorridas por volta das 9 horas da manhã daquele dia, noticiadas inicialmente como acidentais (e que, de acordo com as primeiras notícias divulgadas, teriam sido ocasionados por aviões de pequeno porte), deslocariam McLoughlin e Jimeno para o local, como forças de resgate e suporte aos feridos no desastre.

Ninguém desconfiava, até aquele momento, que os jatos utilizados para os ataques teriam funcionado como verdadeiros mísseis e que, devido a sua potência, poderiam fazer desabar aqueles colossos da construção civil norte-americana e mundial. A compreensão da dimensão dos acontecimentos só se tornou maior a partir dos pronunciamentos das autoridades e das informações sobre os outros vôos seqüestrados.

Para os bombeiros, policiais e demais agentes públicos que se deslocaram para o WTC com a finalidade de ajudar a salvar os feridos já não dava mais tempo de alertar quanto aos objetivos dos terroristas, possibilidades de desabamento e riscos reais que todos aqueles que estavam nas torres gêmeas corriam...

Jimeno e McLoughlin foram então soterrados debaixo de toneladas de escombros que surgiram dos dois prédios juntamente com milhares de outras pessoas. A história verídica que nos é contada em “As Duas Torres”, do diretor Oliver Stone, nos leva então para o meio dos escombros e também para o seio familiar dos dois protagonistas, onde a dor, o medo e a insegurança se misturavam a esperança, a solidariedade e a luta pela vida. Assistam e se emocionem!

Para Refletir

1- O filme de Oliver Stone veio completar uma interessante coleção de títulos sobre os ataques terroristas as torres do WTC e ao Pentágono. Além de “As Torres Gêmeas” de Stone, há também o filme de Michael Moore, “Fahrenheit 11/09”, o documentário “11/09” (dos diretores James Hanlon, Gédéon Naudet, Jules Naudet) e o premiado “Vôo United 93”, realizado com maestria pelo diretor Paul Greengrass. Para que uma nova discussão sobre o tema possa acontecer, já com os ânimos e humores menos exaltados, a realização de uma pequena mostra reunindo os mencionados filmes seria bastante interessante. A riqueza dessa amostragem consiste no fato de que as linguagens e interpretações têm diferentes enfoques e direções. Nesse sentido a multiplicidade legaria aos participantes de um evento dessa natureza a possibilidade de pensar e repensar os acontecimentos dando a si mesmos o direito de rever considerações, ponderar e medir melhor os fatos e acontecimentos e assumir novos posicionamentos quanto ao ocorrido. Tendo em conta que esses acontecimentos praticamente redirecionaram os rumos do mundo a partir de então, trata-se realmente de um estudo mais do que necessário.

2- Ao realçar o caráter humanista da produção “As Torres Gêmeas”, de Oliver Stone, acredito que precisamos rever os rumos de nossas vidas e, por isso, indico direções que, creio, podem nos conduzir a uma existência mais digna, justa, equilibrada e próspera. O ódio não pode ser o indicador das ações futuras. A vingança jamais levou a humanidade a lugar algum, senão a novas e maiores dores, sofrimentos e desgraças. A intolerância de ambos os lados só tem contribuído para aumentar a insegurança, o medo e a angústia. A falta de diálogo entre as lideranças e o uso da força como expediente mais comum demonstram o quanto estamos longe da tão apregoada civilidade. Alguns irão argumentar que não há possibilidades para dialogar com terroristas intransigentes e que só o poder das armas irá fazer essa página triste de nossa história ser superada... Penso que o “olho por olho, dente por dente” da Lei de Talião, do Código de Hamurabi, não é a resposta que procuramos e, por isso, acredito que temos que nos manifestar pela paz, numa corrente gigantesca e mundial, para, quem sabe, sensibilizarmos as lideranças mundiais a seguirem o mesmo caminho...


João Luís Almeida Machado
Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando pela PUC-SP no programa
Educação:Currículo; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela
Universidade Presbiteriana Mackenzie(SP); Professor universitário e Pesquisador.



Ficha Técnica
As Torres Gêmeas
(World Trade Center)
País/Ano de produção: Estados Unidos, 2006
Duração/Gênero: 129 min., Drama
Direção de Oliver Stone
Roteiro de Andrea Berloff, baseado em história real de John
McLoughlin, Will Jimeno, Donna McLoughlin e Alisson Jimeno
Elenco: Nicolas Cage, Michael Penna, Maggie Gyllenhaal, Maria Bello, Stephen Dorff, Connor Paolo, Frank Whaley, Stone Westmoreland, Morgan Flynn.

Links

Site Oficial: www.wtcmovie.com
http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=11636
http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/torres-gemeas/torres-gemeas.asp
http://www.cinemaemcena.com.br/frm_Criticas_Detalhe.aspx?ID=8634&cod_filme=4585&tipo=criticas

Trailer Oficial

Vôo United 93 - No olho do furacão

Onde você estava quando as torres gêmeas foram atingidas em 11 de Setembro de 2001? Aquele acontecimento mudou a história do planeta e definiu novos rumos não apenas para os Estados Unidos, mas para todos os demais países do globo. Não foram atingidas apenas as torres do World Trade Center e o Pentágono. A segurança mundial sofreu um revés sem precedentes a partir da ação orquestrada pela Al Qaeda de Osama Bin Laden.

Nunca mais nos sentimos realmente seguros...

Passamos a ter medo de andar de avião. Ficamos temerários de nossa sorte até mesmo em solo firme. O som de aviões cruzando os céus na proximidade dos prédios que habitamos ou nos quais trabalhamos também passou a nos dar arrepios. Olhamos desconfiados para os lados, como se a todo o momento estivéssemos sendo espreitados por alguém suspeito...

Aumentamos a sensação de desconforto em relação ao outro lado do mundo e as culturas ali abrigadas e residentes há tantos séculos. Se já não nos entendíamos bem historicamente com os mulçumanos, foram criados motivos suficientes para que esse ódio irracional se tornasse ainda maior e que muitas pessoas pacíficas fossem adicionadas em sua ira insana ao Corão e aos seus seguidores.

Não compartilho esse rancor acumulado com essas pessoas. Estendo minha solidariedade e respeito a todos aqueles que sofreram perdas diretas com os atentados. Entendo, porém, que a reação extremada do governo norte-americano e das forças de coalizão contra o Afeganistão e o Iraque não amenizaram em nada o sofrimento, muito pelo contrário, tornaram mais abertas e evidentes as feridas surgidas em setembro de 2001...

Outras tantas vidas foram e continuam sendo sacrificadas em virtude de radicalismos praticados por ambos os lados. Soldados americanos e ingleses, civis afegãos e iraquianos, cidadãos de diferentes nacionalidades e crenças, adultos e crianças, jovens e idosos, não há um perfil exato a ser apresentado para as inúmeras vítimas desse sangrento conflito que ainda hoje prossegue.

O diálogo também pereceu em virtude dos atentados. Não há voz capaz de apaziguar a guerra em andamento. A Organização das Nações Unidas (ONU) foi desprezada pela superpotência norte-americana e pela prepotência sem fim de seu principal líder, o presidente George W. Bush, e de mãos atadas nada pôde fazer para brecar o avanço das tropas da coalizão contra o “Eixo do Mal” (nomenclatura criada por Bush para falar dos “inimigos da democracia” no mundo em que vivemos).

O clamor popular e a manifestação pública de autoridades, intelectuais, estudantes, religiosos e de profissionais notórios das mais diversas áreas, todos de diferentes nacionalidades, em pouco ou nada alterou o cenário cinzento que passou a fazer parte dos horizontes da humanidade a partir daquele 11 de Setembro...

E ainda hoje estamos ouvindo os ecos das explosões dos aviões comerciais se chocando contra as edificações da maior potência mundial. Novas histórias estão sendo reveladas ao mundo. Livros relatam os acontecimentos, ensaios dissecam o ocorrido, críticas ponderam as conseqüências para o amanhã.

O cinema também está atento aos acontecimentos e tem produzido filmes que tentam de alguma forma sensibilizar os espectadores para toda a dor, sofrimento e angústia provocados pelos atentados terroristas daquele ano de 2001 que poucos conseguem esquecer.

“Vôo United 93” é uma das produções que procurou nos posicionar quanto aos fatos ocorridos em Boston, Nova Iorque, Washington e no estado da Pensilvânia. Trata-se de um filme poderoso, que toca profundamente o público e que procura de forma bastante fidedigna e provocativa nos colocar no olho do furacão daqueles acontecimentos. Para assistir e rever várias vezes! Não perca!
O Filme

O crescimento do setor aéreo em nível mundial foi impressionante nos últimos 30 anos. O segmento teve que modernizar-se rapidamente para que pudesse dar conta da demanda avassaladora por novos vôos. Os jatos tornaram-se mais confortáveis e inúmeros serviços passaram a ser oferecidos a bordo para tornar as viagens ainda mais atraentes e fidelizar os clientes para as companhias aéreas, em sua competição acirrada nesse mercado apetitoso.

Por trás das cortinas ficavam os controladores de vôo e todo o sistema que operacionaliza e procura normatizar e racionalizar as idas e vindas de tantas aeronaves. A vida dos passageiros relaciona-se não apenas a astúcia e a habilidade dos pilotos e co-pilotos, mas também a dos técnicos e engenheiros que diariamente controlam das torres dos aeroportos esse intenso tráfego aéreo.

Nos Estados Unidos a dimensão dos acontecimentos no setor é ainda maior quando comparada com os demais países do mundo. Nesse sentido é necessário salientar que nem todas as medidas básicas de segurança para os vôos que saíam de aeroportos americanos haviam sido tomadas até 11 de setembro de 2001...

E é a partir dos controladores de vôo de Boston, do aeroporto de onde saíram as aeronaves que seriam utilizadas como mísseis tripulados e com passageiros contra o pentágono e as torres do World Trade Center, que passamos a ter uma visão geral das dificuldades pelas quais passam os trabalhadores do setor e também do caos, conturbação e pânico que se estabelecem quando alguns vôos somem dos radares, cortam contato com os controladores ou ainda que dão indícios de que foram vítimas de seqüestros no ar...

Em “Vôo United 93”, o diretor e roteirista Paul Greengrass nos coloca nas torres de controle (ou seriam de descontrole?) de Boston e de outros aeroportos diretamente afetados pelos acontecimentos, nos setores de monitoramento de vôos da aeronáutica dos Estados Unidos e também dentro do vôo 93 da United Airlines, o único dos aviões que não atingiu o alvo previsto pelos terroristas...

E vamos acompanhando, com os nervos à flor da pele, em crescente tensão, o desenrolar dos acontecimentos que colocaram os Estados Unidos e o mundo todo em polvorosa, à beira de ataques de nervos, com um barril de pólvora prestes a explodir a qualquer momento em várias partes do planeta...

“Vôo United 93” provoca ainda mais os espectadores por colocá-los em contato com uma história que não é ficção. As pessoas retratadas na produção realmente existiram e lutaram por suas vidas e pelas de tantas outras pessoas. Ao medo e a insegurança adicionam-se a bravura e a coragem dos passageiros daquele vôo que evitaram uma tragédia ainda maior e que, com suas vidas, deixaram para nós um exemplo inesquecível de audácia, força e valentia...

Para Refletir

1- Ainda vivemos as tensões e o medo surgidos a partir do 11 de Setembro de 2001. E é importantíssimo que não se generalizem as responsabilidades pelos atos atrozes daquele acontecimento entre toda a comunidade islâmica. A covardia e o barbarismo do terrorismo relacionam-se a grupos radicais como a Al Qaeda, em relação aos quais a maioria dos mulçumanos não concorda e pelos quais não estão dispostos a morrer ou defender como pensam tantos ocidentais. Nesse momento é importante falar sobre aqueles acontecimentos com isenção, sem preconceitos, analisando os fatos e estudando com o necessário distanciamento das emoções as possibilidades para um mundo em que se estabeleça novamente a paz a partir do diálogo...

2- Não somos iguais aos mulçumanos ou aos judeus, nem aos sul-africanos ou aos mexicanos, tampouco aos orientais como os chineses e japoneses... E a despeito do que pensam muitos, isso não é ruim. Pelo contrário, a diversidade étnica é a maior riqueza que possuímos. A composição de diferentes culturas, crenças, valores e realizações humanas ao redor do globo nos tornam mais ricos e não mais pobres... Pena que tanta gente ainda não tenha compreendido isso e continue a advogar o ódio, a separação, o distanciamento e a guerra. Temos que perceber que a diferença é uma grande riqueza e que a partir da mesma podemos compartilhar soluções e não problemas para o mundo em que convivemos...

3- O “eixo do mal” ao qual se refere o patético presidente Bush dos Estados Unidos existe apenas a partir da vontade de lideranças esquizofrênicas que tentam colocar em prática suas megalomanias e que, em detrimento de milhões de pessoas, acabam colocando em risco a segurança mundial e também a própria existência de seus países. Seria interessante propor um estudo da geopolítica mundial para perceber os contrastes entre os países (com especial destaque aos componentes do “eixo do mal”), as disputas econômicas em vigência no planeta, a consolidação de blocos de apoio econômico e político,...

4- Assistir aos filmes relacionados ao 11 de Setembro, fazer um esmerado levantamento de artigos de jornais e revistas publicados desde aqueles acontecimentos até o dia de hoje, buscar referências na Internet e procurar livros publicados sobre o tema pode ser um exercício deveras interessante para compor uma mostra aberta, reunindo escola e comunidade, sobre o tema e discutir alternativas para a obtenção da tão sonhada paz...

João Luís Almeida Machado
Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando pela PUC-SP no programa
Educação:Currículo; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela
Universidade Presbiteriana Mackenzie(SP); Professor universitário e Pesquisador.

Ficha Técnica

Vôo United 93
(United 93)

País/Ano de produção: Estados Unidos/Inglaterra/França, 2006
Duração/Gênero: 111 min., Drama
Direção de Paul Greengrass
Roteiro de Paul Greengrass
Elenco: Christian Clemenson, Trish Gates, Polly Addams, Cheyenne Jackson, Opal Alladin, Gary Commock, Nancy McDoniel, David Alan Basche, Richard Bekins.

Links

Site Oficial: www.united93movie.com
http://adorocinema.cidadeinternet.com.br/filmes/voo-united-93/voo-united-93.asp
http://epipoca.uol.com.br/filmes_zoom.cfm?id=11582
http://www.cinemaemcena.com.br/frm_filme.aspx?cod_filme=4666
http://www.cineclick.com.br/criticas/index_texto.php?id_critica=9388

Trailer Oficial

Inovar para Educar

Olá Amigos

Os dois artigos abaixo mostram o quanto se deve realmente saber para utilizar os recursos tecnológicos de forma inovadora e eficiente. O professor Power Point usa os recursos mas de forma equivocada ou em exageradamente sem valorizar o que realmente importa: CONTEÚDO PEDAGÓGICO.

O uso inovador da informática se deve a uma capacitação bem elaborada e a criatividade, alocando os recursos de forma a propiciar aos alunos uma aula diferente, que somente usando os recursos tecnológicos será possível fazer.

Se por acaso o CD-ROM sua escola não tiver ou poder comprar um, aqui esta uma sugestão: o Piano Eletrônico 2.5.

Ele é um programa Freeware (gratuito) com o objetivo de permitir que o usuário toque Notas Musicais, Acordes e sons de Bateria pelo teclado do computador.

Mesmo não sendo um programa para fins profissionais, o Piano Eletrônico 2.5 se destaca por não exigir nenhum conhecimento da tecnologia MIDI, ocupar pouco espaço em disco, e ser muito simples de instalar e usar.

Então amigos professores e chegada a hora de INOVAR e CRIAR, por isso vamos perder o medo de tentar, de arriscar a inovar nossas aulas.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

O que é "Uso Inovador da Informática na Educação"?

Por Eduardo O C Chaves


Quando uma nova tecnologia é introduzida num determinado contexto, ela é inicialmente utilizada para fazer a mesma coisa que se fazia sem ela - só que agora de uma forma um pouco mais eficiente ou aperfeiçoada.

Assim é que, quando o cinema foi inventado, os primeiros filmes não passavam de peças de teatro representadas diante das câmeras. O "teleteatro" da televisão também não passava disso. Só com o passar do tempo é que se descobriu que o cinema e a televisão eram meios de comunicação muito diferentes do teatro - e muito mais potentes. As novelas de hoje não se comparam aos teleteatros dos anos cinqüenta. O uso do videoteipe, as imagens em close, a mudança rápida de planos e de cenários, as belíssimas tomadas externas, as trilhas musicais e os efeitos sonoros, a possibilidade de um mesmo ator representar dois papéis numa mesma cena, interagindo consigo mesmo, o uso de dublês, os efeitos especiais realistas, como os incêndios, as trombadas, as brigas, os tiros, os ferimentos - nada disso sequer parecia possível no início.

Quando se introduz a informática na educação a tentação inicial é fazer, com o computador, algo semelhante aos que se fazia sem ele: ler um texto na tela, em vez de no livro, fazer exercícios simples de aritmética na tela, aguardando que o computador diga se o resultado está certo ou errado, em vez de fazê-los no caderno, aguardando que a professora diga se o resultado está certo, etc. Esses usos da informática na educação não são inovadores. São equivalentes aos teleteatros apresentados na televisão antigamente.

A informática está sendo usada de forma inovadora na educação quando ela nos permite fazer coisas que sem ela dificilmente conseguiríamos fazer.

Mas será que a informática realmente nos permite fazer coisas, na área da educação, que não éramos capazes de fazer antes?

Sem dúvida - e em áreas que nem ocorreriam a nós num primeiro momento.

Imaginemos uma aula de apreciação musical.

O professor pode querer explicar aos alunos como uma orquestra é organizada, qual o papel dos diferentes instrumentos, como o conjunto de tantos instrumentos diferentes pode produzir um som tão harmônico, tão bonito.

A resposta pode ser um CD-ROM ou software, que contenha um programa de computador que tem fotografias ou desenhos dos vários instrumentos, os diferentes sons de cada um deles, explicações sobre a história dos vários instrumento e o papel que cada um desempenha na orquestra - os instrumentos de corda, os de sopro, os de percussão. O CD-ROM ou software pode colocar na tela uma partitura que vai se alterando à medida que a música vai sendo tocada. E os alunos podem ouvir os mais diversos instrumentos, cada um tocando a sua parte da partitura, e, depois, verificar como soa a música quando todos os instrumentos tocam seus trechos juntos. Clips de vídeo de uma orquestra real tocando a partitura podem ser vistos, para fins de comparação.

Digamos que os alunos perguntem como se escreve uma partitura. O professor pode mostrar como se fazia antigamente - o compositor com o papel pautado tocando as notas no piano e as anotando na pauta. Ou pode acoplar um teclado eletrônico ao computador e carregar um programa que escreve a partitura na tela quando se toca uma melodia no teclado. Pode tocar a melodia em diferentes ritmos para que os alunos observem as mudanças sutis que ocorrem na partitura.

A seguir o professor pode mostrar como um mesmo teclado consegue gerar os sons dos vários instrumentos, simulando-os. Depois pode mostrar como o teclado toca, automaticamente, vários ritmos e como esses ritmos podem ser alterados. E assim por diante.

É virtualmente impossível fazer tudo isso numa sala de aula sem a informática - usar a informática assim na educação é usá-la de forma inovadora.

Para cada matéria do currículo escolar é possível imaginar usos inovadores da informática. Basta começar a pensar, usar a imaginação, e não ter medo de ser criativo.


Fonte: http://www.escola2000.org.br/pesquise/texto/textos_art.aspx?id=6

5 de set. de 2007

Professor Power Point

Tecnologias na escola – Algumas preocupações

Imagem de um professor apontando para uma apresentação em Power Point

Fenômeno recente na educação brasileira, a utilização das moderníssimas mídias e recursos das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) começa a criar alguns problemas nas universidades que nelas investiram pesado. Um desses sintomas é o surgimento da figura do 'Professor Power Point'. Esse profissional realiza suas atividades docentes recorrendo insistentemente à utilização de computadores, datashow e apresentações de slides no formato consagrado através do programa da Microsoft que consta do pacote Office.

O Power Point, dessa forma, está se tornando protagonista principal das aulas desses docentes e, ao mesmo tempo, é o direcionador do raciocínio, das palavras e da articulação da aula. Nenhum problema maior existiria se esse uso fosse realizado concomitantemente a livros, revistas, jornais, trabalhos em grupo, seminários, filmes, músicas e pesquisas de campo.Aulas em que o professor não consegue fazer com que seus alunos o vejam como o personagem principal, como aquele que organiza o tema, demonstra conhecimento, direciona as atividades, estrutura tarefas, explica os conceitos principais e também as idéias que dão suporte aos raciocínios direcionadores do tema que está sendo discutido perdem a credibilidade e, como conseqüência disso, também os docentes acabam tendo suas imagens arranhadas perante os alunos.

É verdadeira a idéia corrente de que os estudantes têm consciência quanto aos professores com os quais trabalham no que tange a quem domina e a quem ainda não tem plena segurança no exercício de sua função enquanto docente. É por isso que os alunos sempre se propõem a verdadeiramente "testar" as qualidades de seus professores quando se iniciam as aulas, com perguntas e atitudes através das quais procuram colocá-los em xeque. Isso não quer dizer que tenhamos que ter respostas para tudo o que nos é perguntado. É sábio o professor que, perante questões sobre as quais tem dúvidas ou em casos de desconhecer determinando assunto, assume que precisa pesquisar e ler mais.

A dor de cabeça nessa questão do uso exagerado das tecnologias não reside no recurso, mas na forma como utilizamos essas ferramentas. Há docentes que embarcam tão fortemente na onda das tecnologias que estão se esquecendo de consolidar suas bases acadêmicas na leitura dos livros recentes publicados em suas áreas ou nos clássicos desses segmentos. E todo profissional que se preza, em especial na área da educação, onde há - ou deve haver - o comprometimento com a formação dos alunos, tem que estar atualizado, através da leitura de jornais, revistas, publicações especializadas ou ainda em artigos e materiais acadêmicos.

O Power Point é apenas uma das ferramentas que está sendo utilizada de forma errônea na educação. Há também outros recursos, como os buscadores (Google, Yahoo, AltaVista), dos quais os estudantes e também os professores acabam abusando ao utilizarem, sem critério e leitura mais aprofundada, qualquer texto que seja a eles apresentado a partir de uma primeira pesquisa.

Quero enfatizar que o uso desses recursos já é parte do mundo em que vivemos há pelo menos 10 ou 15 anos e não dá para pensar num futuro próximo sem essas tecnologias. Nesse sentido, nossa principal responsabilidade como educadores é analisar em profundidade quais são as melhores alternativas. Compreender para usufruir do que há de melhor na tecnologia é o caminho para que computadores, internet e afins sejam muito mais úteis a todos do que atualmente têm sido.

A Internet, por exemplo, é uma fonte de informações que não pode ser desprezada. Cabe também aos educadores o compromisso de entender o que está sendo oferecido na rede para que os melhores sites, portais e softwares sejam sugeridos aos estudantes. Somente a título de exemplificação dos descaminhos da Internet na educação, cito a Wikipédia, celebrada mundialmente como a ferramenta que democratizou o saber. Ela não é fonte consolidada e passível de utilização em trabalhos acadêmicos, por causa de erros e imprecisões em dados que apresenta. Por outro lado, sites de instituições como IBGE, MEC, IPEA e Fundação Getúlio Vargas, bem como jornais, revistas e sites ligados a empreendimentos educacionais e de pesquisa (como universidades ou o próprio Planeta Educação) podem ser utilizados como referências em trabalhos e produções acadêmicas.

Cabe a todos aqueles que estão inseridos no universo da educação fazer valer a experiência e atuar com seriedade e maturidade na inserção das tecnologias na escola e na vida dessas e das futuras gerações de estudantes, para que seu uso seja dirigido com inteligência pedagógica e frutifique socialmente, através de formandos que se insiram na sociedade sabendo exatamente como, por que, onde e com que finalidades essas tecnologias podem ser usadas em nossas existências.

Por: João Luís Almeida Machado
Editor do Portal Planeta Educação; Doutorando pela PUC-SP no programa Educação:Currículo; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie(SP); Professor universitário e Pesquisador.

Fonte: Planeta Educação

4 de set. de 2007

Educação de Qualidade

Olá Amigos

Este artigo da Katia Ramos, mostra como estamos entrando no minuto final da prorrogação da partida. A partida onde estaremos separando o "profissional de educação" dos outros. Não existe mais espaço para os desmotivados, desatualizados e muito menos para os pouco interessados com o futuro da profissão de educador.
Vamos então fazer uma reflexão para ver se podemos fazer essa Educação de Qualidade, não um objetivo e sim uma obrigação.

Abraços

Equipe NTE Itaperuna

Educador Inovador

O século XXI é marcado por desafios, mudanças e contradições. De um lado, temos um Brasil bem sucedido, que ocupa a 14ª posição em Produto Interno Bruto (PIB), indicador que coloca o país entre os mais ricos em desenvolvimento econômico, e de outro, o mesmo Brasil ocupando a 69ª posição no índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Investir na educação e priorizar oportunidades educativas tem sido a resposta para vencermos esses desafios e alavancar mudanças. Há muitas décadas é dito que o investimento do país deve ser na educação.

Mas, não falamos aqui de qualquer educação, falamos de uma educação de qualidade que atenda aos desafios desse novo século, que promova uma verdadeira educação para o desenvolvimento humano e que priorize como apontado no relatório da UNESCO, o desenvolvimento dos Quatro Pilares da Educação - aprender a ser, a conviver, a fazer e a conhecer, somente dessa maneira o aluno estará preparado para atuar como sujeito integrante, pois somente assim, a educação estará formando cidadãos preparados para interagirem e contribuírem nas transformações desse novo século.

Cada vez mais é reconhecida a importância do educador na formação e no processo de aprendizagem do aluno. Assim como mudou a visão da educação, passando a valorizar a formação mais integral do aluno, o papel do educador também mudou. Esse novo educador participa ativamente da aprendizagem do aluno, como mediador e motivador dos processos de aprendizagem.

O educador desse novo século é empreendedor, flexível e está aberto a novas mudanças pedagógicas, para que de fato, consiga promover uma educação voltada para o desenvolvimento humano.

Acredita que o foco da educação deve estar voltado para a aprendizagem do aluno e não na transmissão de conteúdos, dessa maneira, flexibiliza tempos e espaços em sala de aula para adoção de projetos que priorizem o desenvolvimento de competências (fortalecimento da auto-estima/habilidades de comunicação/ raciocínio lógico, resolução de problemas, elaboração metas, entre outras.)

Esse novo educador utiliza a tecnologia como um fator motivador da aprendizagem do aluno, utilizando-a como um meio propulsor para mudanças e não como um fim em si mesmo. Os resultados focam não apenas o uso da tecnologia (saber efetivamente usar), mas principalmente o desenvolvimento de competências.

A tecnologia é adotada para facilitar e beneficiar (ter novas aprendizagens) sua vida e a vida dos seus alunos. O educador não apenas inova ou dinamiza suas aulas, mas sim usa e incentiva seus alunos a usarem para aprendizagem, comunicação e compartilhamento de práticas, visando uma aprendizagem mais autêntica, significativa e prazerosa para todos.

Desenvolve ainda um trabalho em parceria com seus pares, procurando fazer com que as diferentes áreas de conhecimento sejam significativas para a vida dos alunos, ao invés, de trabalhar conteúdos prontos e que não atendam às necessidades e expectativas dos seus alunos.

Esse novo educador dá feedbacks constantes ao aluno sobre o seu desenvolvimento, orientando-o em todo o percurso. Avaliando o aluno pelas competências que desenvolveu no seu percurso de aprendizagem.


Referências Bibliográficas

Instituto Ayrton Senna/UNESCO. Educação para o desenvolvimento humano; por Simone André e Antônio Carlos Gomes da Costa. São Paulo: Instituto Ayrton Senna/Saraiva, 2003.

Instituto Ayrton Senna. Sua Escola a 2000 por Hora; por Eduardo O. C. Chaves. São Paulo: Instituto Ayrton Senna/Saraiva, 2004.

Chaves, O. C. Eduardo. Concepção de Aprendizagem e Projetos de Aprendizagem
na Visão do Programa Sua Escola a 2000 por Hora. http://www.escola2000.org.br/pesquise/texto/textos_art.aspx?id=74
Acessado em 01/08/07

Chaves, O. C. Eduardo. O que é "Uso Inovador da Informática na Educação"?
http://www.escola2000.org.br/pesquise/texto/textos_art.aspx?id=6
Acessado em 01/08/07

Por:Kátia Ramos

Fonte: http://www.escola2000.org.br/pesquise/texto/textos_art.aspx?id=101